quarta-feira, 28 de setembro de 2016

28/9 - A justiça não é cega

28/9 - Usinas nucleares: o silêncio ensurdecedor

FONTE:http://www.ocafezinho.com/2016/06/21/usinas-nucleares-o-silencio-ensurdecedor-de-decisoes-sem-debate/


Usinas nucleares: o silêncio ensurdecedor de decisões sem debate

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É sabido nos meios científicos e técnicos que no suprimento de energia, assim como o século 19 foi dominado pelo carvão, o século 20 pelo petróleo, o presente século será mais e mais dominado pelo combustível nuclear. Daí o interesse das principais potências do planeta em controlar o acesso a ele.
Aqui, o setor nuclear ganhou um silencioso destaque nas últimas semanas no Congresso Nacional, em função da tramitação das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) 122/07 e da PEC 41/11, apensada à primeira. Silencioso, porque após longos nove anos, entre arquivamentos e desarquivamentos, as propostas receberam, sem alarde, em 12 de maio último, parecer favorável do relator da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania e chegarão em breve ao plenário.
Trata-se de um raro movimento do Legislativo em relação à área nuclear. Mas não é positivo; tampouco é neutro.
As mudanças propostas põem a perder quase seis décadas de esforços que levaram o país a, desde a década de 1980, integrar o seleto grupo de países que domina todo o ciclo do combustível nuclear, ao lado de Alemanha, China, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Irã, japão, Paquistão, Reino Unido e Rússia. Dono de uma das maiores reservas naturais de urânio do mundo, o país passou a dominar, após a construção da Fábrica de Combustível Nuclear em Resende/RJ, o ciclo nuclear completo em escala industrial.
Desde então, detém a tecnologia e as ferramentas necessárias para a autonomia na produção do combustível, a se concretizar após a conclusão de Angra 3. Trata-se, pois, de injustificável alienação de soberania, consubstanciada na exclusão do monopólio da União para a construção e operação de reatores nucleares para fins de geração elétrica (PEC 122/07) e na vedação à construção e instalação de novas usinas que operem com reator nuclear no país, permitindo entretanto as atividades das usinas já existentes e em construção (PEC 41/2011).
As emendas constitucionais em apreço têm por objetivos inviabilizar a produção industrial de combustível nuclear no país, e possibilitar a privatização das usinas nucleares existentes, ora operadas pela Eletronuclear. Deixarão o país, caso aprovadas, mais uma vez à mercê de interesses externos. São iniciativas que se somam ao ataque ao Pré-Sal, à atualização do Código de Mineração para favorecer mineradoras multinacionais, à proposta de permitir a compra indiscriminada de terras por estrangeiros, à de “privatizar o
que for possível” relegando-nos à condição de fornecedores de matérias-primas para o mundo. É a volta ao Brasil Colônia.
Longe de sermos xenófobos, preocupa-nos o nosso futuro como nação. Em face da sua extensão territorial, dos seus recursos naturais e da sua população, o Brasil, que já é hoje uma das 10 maiores economias do mundo, não pode renunciar sem mais nem menos à sua soberania. Capitais produtivos externos são bem-vindos, pois aqui geram empregos, pagam impostos e nos auxiliam no desenvolvimento tecnológico,
desde que, contudo, subordinados aos interesses nacionais. Os que deles querem abrir mão, não pensam no Brasil. Merecem nosso repúdio.

28/9 - SÓ PODE SER PIRRAÇA

FONTEhttp://www.ocafezinho.com/2016/09/27/transposicao-do-rio-sao-francisco-e-adiado-para-2018-mesmo-com-90-das-obras-finalizadas/


Transposição do Rio São Francisco é adiado para 2018, mesmo com 90% das obras finalizadas

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Rio São Francisco tem 89,9% das obras finalizadas, mas início da operação é adiado para 2018

Faltam 10,1% para finalizar o projeto que garante o abastecimento regular para mais de 12 milhões de pessoas. (Foto: Primeira estação de bombeamento do Eixo Norte em Cabrobó-PE)
A Agência Nacional de Águas (ANA) prorrogou até 26 de março de 2018 o início da operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). A mudança de prazo consta da Resolução nº 1.133/2016, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 21 de setembro de 2016. É o terceiro adiamento do início de operação do projeto.
Até agora, o Projeto de Integração do Rio São Francisco alcançou 89,9% de execução física, considerando o avanço de obras civis, instalações eletromecânicas e ações ambientais. Do orçamento total de R$ 10,7 bilhões, 78,2%, ou R$ 8,371 bilhões, já foram gastos. Os dados são da edição de agosto do Sumário Executivo do Projeto, divulgado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional.
Durante vistoria às obras, em junho deste ano, representantes do governo federal previram para dezembro a conclusão dos dois eixos do empreendimento – Norte e Leste. Com isso, a expectativa é de que os novos reservatórios estejam abastecidos no primeiro trimestre de 2017. Seria possível, neste caso, apoiar o abastecimento dos reservatórios de Orós e do Castanhão, com repercussão nas áreas com maior densidade populacional do Ceará.
Segundo informações da Agência Nacional de Águas, o Semiárido do Nordeste continua em situação crítica de disponibilidade hídrica. O nível dos reservatórios da região, em setembro deste ano, mostra nova queda de volume no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, em comparação a 2015. Mantida a economia pelos usuários, as regras definidas pela ANA devem ser suficientes para levar os estoques até abril de 2017, quando as águas da transposição do rio São Francisco já deverão abastecer as localidades beneficiadas pelo projeto.
Para o conselheiro do Clube de Engenharia Jorge Rios, a situação mais grave é a do Agreste pernambucano. “Embora o Eixo Leste da transposição do São Francisco também seja a solução estruturante para a região, o início de operação da obra ainda não será suficiente, pois para a água chegar até essas localidades é preciso construir o ramal e a adutora do Agreste”. As obras do Eixo Norte estão mais adiantadas e, segundo ele, podem ser ainda neste ano de 2016 “um bom reforço para o grande problema crônico do abastecimento de água de Fortaleza e regiões circunvizinhas”.
A integração do São Francisco abrange a construção de nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, quatro túneis, 13 aquedutos, nove subestações de 230 kV e 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão. De acordo com o Sumário Executivo do Projeto, no Eixo Norte a taxa de execução era de 90,7% em agosto, e, no Leste, de 88,7%.
Evolução
Ainda com base no Sumário Executivo, entre outras obras concluídas, Rios destaca, no Eixo Norte: a estação de bombeamento EBI-1 (pré-operação em andamento); o reservatório Tucutú cheio, e pronta a concretagem dos canais até ele; aquedutos Saco da Serra e Mari; aquedutos Mari até Terra Nova; aquedutos Logradouro, Saco da Serra, Mari e Terra Nova; reservatório Terra Nova e estação de bombeamento EBI-2 concluídos em abril deste ano, iniciando a etapa de testes; canais com concretagem concluída entre EBI-2 e reservatório Mangueira (18 km), além do próprio reservatório finalizado; trecho entre EBI-3 e Galeria Transnordestina (16,9 km); reservatório Serra do Livramento; aqueduto Salgueiro.
No Eixo Leste, teria maior relevância a conclusão dos reservatórios Moxotó, Mandantes, Salgueiro, Muquém, Cacimba Nova e Barro Branco (este último, em fase de execução da casa de comando e aterro de transição entre a via e a ponte sobre vertedouro).
A perspectiva é assegurar o abastecimento de água a 12 milhões de habitantes, em 390 municípios, nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A proposta é gerar emprego e promover inclusão social, atendendo a grandes centros urbanos como Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Campina Grande, Caruaru, João Pessoa, e beneficiando também outras cidades do Semiárido e áreas do interior do Nordeste, em uma política de desconcentração do desenvolvimento nacional.
Ação ambiental
A evolução dos 38 programas e/ou planos ambientais que compõem o Projeto Básico Ambiental (PBA) da integração do São Francisco registrou avanço de 84,11% de execução física, nos eixos Norte e Leste.  Cerca de 14% do orçamento total do projeto, o equivalente a R$ 1,493 bilhão, são destinados aos programas ambientais. Já foram gastos, até agosto, R$ 909,3 milhões.
O PBA foi elaborado a partir das recomendações do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), estudados por comissão do Clube de Engenharia coordenada pelo conselheiro Jorge Rios, e tendo como relator o conselheiro Paulo Poggi. “Uma das características do projeto analisado pela nossa comissão é o respeito aos cidadãos que tiveram de ser reassentados, às populações tradicionais, à fauna e à flora da caatinga e aos bens arqueológicos”, diz Rios.
Ele também chama a atenção para “a manutenção das ações emergenciais para as pequenas comunidades isoladas e afastadas dos eixos dos canais, que são aquelas de socorro, de assistência e de serviços essenciais em municípios em situação de emergência, como a Operação Carro-Pipa, a construção de cisternas e a perfuração de poços em pontos estratégicos”.
A Operação Carro-Pipa distribui água potável para a população situada nas regiões afetadas pela seca ou estiagem, especialmente no Semiárido nordestino e norte de Minas Gerais. A ação é uma parceria do Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com o Exército Brasileiro.
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A integração do São Francisco abrange a construção de nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, quatro túneis, 13 aquedutos, nove subestações de 230 kV e 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão. No Eixo Norte a taxa de execução era de 90,7% em agosto, e, no Leste, de 88,7%.

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28/9 - Pragmatismo Político DE 27/9

Pragmatismo Político


Posted: 27 Sep 2016 05:14 PM PDT
melhores capitais brasil bem-estar
Levantamento inédito do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revela o Índice de Bem-Estar Urbano dos municípios brasileiros.
Entre as 27 capitais, Vitória (ES) lidera, com 0,9. Quanto mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar urbano.
No ranking geral, considerando todos os municípios do Brasil, as cinco primeiras colocadas estão no Estado de São Paulo. Buritizal é a campeã nacional (0,951). Na 5.565.ª posição, o pior índice é de Presidente Sarney (MA), com 0,444.
O estudo avaliou cinco indicadores de qualidade: mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; condições ambientais (arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado); condições habitacionais (número de pessoas por domicílio e de dormitórios); serviços coletivos urbanos (atendimento adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixo); e infraestrutura.

Abaixo, confira o ranking das 27 capitais do Brasil

1. Vitória (ES) – 0,9000
2. Goiânia (GO) – 0,8742
3. Curitiba (PR) – 0,8740
4. Belo Horizonte (MG) – 0,8619
5. Porto Alegre (RS) – 0,8499
6. Campo Grande (MS) – 0,8275
7. Aracaju (SE) – 0,8214
8. Rio de Janeiro (RJ) – 0,8194
9. Florianópolis (SC) – 0,8161
10. Brasília (DF) – 0,8131
11. Palmas (TO) – 0,8129
12. São Paulo (SP) – 0,8119
13. João Pessoa (PB) – 0,7992
14. Fortaleza (CE) – 0,7819
15. Recife (PE) – 0,7758
16. Salvador (BA) – 0,7719
17. Cuiabá (MT) – 0,7704
18. Natal (RN) – 0,7383
19. Boa Vista (RR) – 0,7249
20. Teresina (PI) – 0,7218
21. Maceió (AL) – 0,7036
22. São Luís (MA) – 0,7003
23. Rio Branco (AC) – 0,6972
24. Manaus (AM) – 0,6903
25. Belém (PA) – 0,6593
26. Porto Velho (RO) – 0,6542
27. Macapá (AP) – 0,6413
A dimensão que apresenta a pior situação de bem-estar, nacionalmente, é a infraestrutura das cidades: 91,5% dos municípios estão em níveis ruins e muito ruins. Para avaliar a infraestrutura, o Observatório considerou sete indicadores: iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros. Somente um município apresenta condição muito boa de infraestrutura: Balneário Camboriú (SC).
Para Marcelo Ribeiro, professor da UFRJ e pesquisador do Observatório, o índice revela uma desigualdade regional. “Os municípios que apresentaram as melhores condições estão nas regiões Sudeste e Sul, um pouco no Centro-Oeste. Os piores índices, em geral, estão no Norte e Nordeste, e também no Centro-Oeste, uma zona de transição”, disse.
Arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Lúcio Gomes Machado destaca que Palmas e Brasília, com melhores Índices do que a capital paulista, são cidades planejadas.
“Uma cidade razoavelmente planejada, ainda que seja mal gerida, carrega durante bom tempo esse planejamento como trunfo positivo.”
Segundo Machado, a falta de integração com os municípios da região metropolitana e o crescimento desordenado de São Paulo ajudam a explicar a 12ª posição entre as capitais.
Agência Estado
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Posted: 27 Sep 2016 04:48 PM PDT
Eduardo Bolsonaro chacina pms ceará
(Imagem: Eduardo Bolsonaro)
Deputado federal pelo PSC de São Paulo, Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, visitou, na última semana, policiais militares presos sob acusação de participarem de uma chacina que matou 11 pessoas e feriu outras cinco em Grande Messejana, um distrito de Fortaleza, no Ceará, em novembro de 2015.
A prisão dos PMs foi decretada no fim de agosto por três juízes de primeiro grau em atuação na 1ª Vara do Júri.
A denúncia feita pelo Ministério Público atingiu 44 policiais militares, que estão presos. Foram indiciados 38 PMs pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI), sendo que 33 deles por homicídio qualificado ou tentativa de homicídio.
Outros cinco PMs são acusados pela prática de prevaricação, que é o crime cometido por funcionário público contra administração. Eles estão encarcerados no 5º Batalhão Prisional, no Centro.
Em um post no Facebook, Eduardo Bolsonaro questiona as acusações sobre os policiais, que teriam sido baseadas em “denúncias genéricas”.
“O que eles estão sofrendo ali é uma acusação genérica, que não serve para nenhum vagabundo. […] Quem estava ali no dia e passou perto do local dos fatos está sendo condenado. Não fizeram exame de balística nas armas deles. Não tem testemunhas reconhecendo eles”, argumentou.
Eduardo admite, porém, que não acompanhou o caso da chacina desde o começo, e que a visita aos PMs não estava programada. Ele criticou a conduta do governo do Estado e o fato de o Ministério Público, que denunciou os policiais, aprovar a prisão preventiva dos acusados.

A chacina

A Chacina do Curió ocorreu na madrugada de 12 de novembro de 2015. De acordo com a polícia, os crimes ocorreram num intervalo de quatro horas, nos bairros de Curió, Alagadiço Novo e São Miguel, na Grande Messejana. No total, 11 pessoas foram mortas e cinco feridas.
Das vítimas fatais, apenas duas tinham antecedentes policiais: um por acidente de trânsito e o outro por falta de pagamento de pensão alimentícia. Entre os mortos estavam quatro adolescentes.
Algumas vítimas foram retiradas de suas casas e exterminadas no meio da rua. Uma das linhas de investigação discorre sobre uma represália em torno da morte de um PM, que teria ocorrido no bairro de Lagoa Redonda, em Fortaleza, horas antes da chacina.
O processo de investigação da série de assassinatos na Messejana corre em segredo de Justiça, enquanto os policiais indiciados seguem sob prisão preventiva.
com informações de O Povo e Extra
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Posted: 27 Sep 2016 01:06 PM PDT
lava jato moro santo odebrecht metrô
Sérgio Moro e planilha Odebrecht (Imagem: Pragmatismo Político)
Cíntia Alves, Jornal GGN
Doze fases da Lava Jato se passaram entre a operação Acarajé e a Omertà, e a força-tarefa ainda não identificou quem é o “Santo” que aparece como receptor de propina da Odebrecht em pelo menos duas obras que ocorreram durante as gestões do PSDB em São Paulo: a duplicação da rodovia Mogi-Dutra e a expansão de linhas do Metrô.
O codinome “Santo” consta na famosa planilha da Odebrecht que vazou em meados de março e, imediatamente, foi colocada sob sigilo pelo juiz federal Sergio Moro, que remeteu a parte que envolve repasses da companhia a políticos para o Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o Estadão desta terça (27), se a Polícia Federal tivesse identificado quem é o Santo que aparece nas anotações apreendidas pela Lava Jato em posse de um dos diretores da Odebrecht, ele poderia ter sido indiciado na nova fase, chamada de Omertà – que, ao lado da fase Arquivo X, foi classificada pelo ex-presidente Lula como operação “Boca de Urna”, pois atingiram apenas o PT com os pedidos de prisão contra Antonio Palocci e Guido Mantega.
A publicação de hoje dá uma nova pista sobre Santo: ele aparece ligado a um pedido de pagamento de R$ 500 mil, em 2004, relacionado a uma “ajuda de campanha” com vistas aos “interesses locais” da Odebrecht em São Paulo.
A PF disse não ter identificado quem é Santo mesmo sabendo quem talvez poderia fazê-lo: o diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4 do Metrô, Marcio Pellegrini, que foi quem enviou a mensagem com o pedido de “doação” ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como “departamento de propinas”.
Santo é apenas um entre vários potenciais receptores de propina sob as gestões do PSDB em São Paulo que figuram na lista da Odebrecht que está com a Lava Jato há pelo menos seis meses, a julgar pela data da primeira notícia sobre o assunto na imprensa.
Em 26 de março, a Folha de S. Paulo mostrou, com base nos documentos da Lava Jato apreendidos na fase Acarajé, que Santo era o destinatário de R$ 3,3 milhões em propina referentes a um contrato de R$ 68 milhões vencido pela Queiroz Galvão na licitação da duplicação da rodovia Mogi-Dutra.
A suspeita é de que houve cartel e favorecimento a empresas derrotadas no certame, entre elas a Odebrecht. “Padrão idêntico levou o Ministério Público Federal a apontar a formação de cartel das empreiteiras para lotear as obras da Petrobras, mediante pagamento de propina“, anotou a Folha. Mas diferentemente do que ocorreu com o caso da Petrobras, a denúncia envolvendo obras sob a gestão Alckmin não avançou.
No manuscrito apreendido pela PF, os R$ 3,3 milhões aparecem como “custos com Santo” em função da licitação. Há ainda outro trecho nos documentos, de acordo com a Folha, indicando que o pagamento a ele pela Odebrecht deveria ser de R$ 687 mil, em parcelas. A primeira parcela sairia no momento da homologação da licitação, em fevereiro de 2002. A segunda, na assinatura do contrato, e as demais, ao longo da execução da obra.
Como ainda não existe análise dos peritos sobre as anotações e o respectivo cruzamento com desembolsos do governo, não é possível afirmar se as projeções da anotação encontrada com o executivo se concretizaram.”
À época, o governo Alckmin disse que não iria tecer comentários pois se tratava de um problema da Queiroz Galvão. Hoje, com o indício de propina na obra do Metrô, diz que não mantém esse tipo de relação com empreiteiras.
Quando a planilha da Odebrecht vazou, Dilma Rousseff ainda não havia sido afastada da presidência em caráter definitivo. Somente quando a primeira decisão do Senado sobre o impeachment saiu, em maio passado, é que Michel Temer assumiu o cargo e indicou para o Ministério da Justiça o então secretário de segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes.
Uma das primeiras ações de Moraes foi visitar a Lava Jato em Curitiba. Essa semana, ele se envolveu em polêmica ao antecipar a prisão de Antonio Palocci pela Lava Jato. Quem fez o pedido de prisão foi a PF.
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Posted: 27 Sep 2016 12:46 PM PDT
temer congresso medida provisória aluguel mansão união
Helena Sthephanowitz, RBA
Em que lugar no mundo um governante precisando fazer ajuste fiscal, com perda de arrecadação, mesmo sendo neoliberal, seria louco de criar uma lei reduzindo receitas sobre bens de luxo pertencentes à União, usufruídos por milionários? A resposta é: só no Brasil de Temer.
Na calada da noite, sem nenhum debate público, em 10 de junho, o ainda interino Michel Temer assinou e enviou ao Congresso a medida provisória 732/2016, que reduz a 10,54% o teto de reajuste das taxas cobradas de quem ocupa terrenos da União.
Note que esta é uma fonte de receita ideal para ter progressividade, incidindo apenas sobre o luxo e sobre milionários, onde se pode fazer justiça tributária sem impactar nenhum setor produtivo, nem a população de classe média para baixo.
Significa que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) está proibida de atualizar a planta de valores acima disso neste ano, mesmo que a defasagem, por avaliações desatualizadas, seja de 100%, 1.000%, 10.000% ou mais. Tem gente pagando valores irrisórios por terrenos da União paradisíacos e muito valorizados, e que continuarão com a mamata, mesmo com a população sendo arrochada pelo governo com cortes nos serviços públicos essenciais como saúde e educação.
Temer obriga todo o povo brasileiro, verdadeiro dono do patrimônio da União, a pagar o pato de não poder nem cobrar um “aluguel” justo do que é seu e de quem pode pagar, em um momento em que o povo mais precisa.
Quem mais se dá bem com isso são os donos de paradisíacas mansões no litoral. As ilhas e margens no litoral, por serem da União, não podem ser compradas, por isso não têm impostos a pagar. Mas é possível ocupá-las pagando uma taxa anual à SPU como se fosse um aluguel do terreno.
O dono da famosa mansão em Paraty que a TV Globo não noticia é um dos que ganham com a medida. Ocupam três terrenos enormes de terras da União, com uma praia exclusiva, cercada de área verde. A taxa anual de 2016, após o reajuste de Temer, está em R$ 45.030,33, o que equivale a pagar um aluguel mensal de R$ 3.752,53. Convenhamos que se o proprietário não fosse a União, ninguém alugaria por valor tão baixo esses três terrenos com o total de 14.869 metros quadrados de frente para o mar e com um praia exclusiva, acessível apenas por lancha ou helicóptero.
O valor do “aluguel” pago ao povo brasileiro é menor do que uma única viagem de helicóptero do Rio de Janeiro até o heliporto da mansão em Paraty. Em valores de mercado cobrados por empresas de táxi aéreo, varia entre R$ 3.800,00 e R$ 12.000,00 cada viagem. Mesmo assim a MP do Temer proibiu subir mais de 10,54% o valor a pagar.
redução mp aluguel união terreno spu
michel-temer-assina-mp-reduz-aluguel-globo-paraty2
O Plenário do Senado aprovou a MP 732 na terça-feira (20). O relator foi o senador tucano Ricardo Ferraço (PSDB-ES) que explicou as vantagens para seu pai, deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM-ES), que ocupa cinco terrenos da União: “(…) ainda que a planta de valores genéricos elaborada pelos municípios e pelo Distrito Federal ou a Planilha Referencial de Preços de Terras elaborada pelo Incra autorizem um reajuste mais elevado, a atualização do valor do domínio pleno do terreno de propriedade da União está limitado a 10,54% sobre o valor do trecho correspondente para o exercício de 2015”.
Outro que se deu bem ao votar a MP foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele é um feliz ocupante de um terreno da União na valorizadíssima Praia da Ferradura, em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. O cadastro na União está em nome de sua empresa IM Participações e Administração Ltda (documentos abaixo).
aécio neves terreno união buzios
Teto no governo Temer está assim: para pobres e classe média que precisam de serviços públicos de saúde e educação, manda a PEC 241 para travar as despesas por 20 anos. Mas para os ricos que têm mansão de luxo na praia, o teto é o contrário. Manda a MP 732 para limitar as taxas que eles teriam de pagar à União por usufruir de áreas paradisíacas.
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Posted: 27 Sep 2016 12:43 PM PDT
Sergio Moro Lenio Streck lava jato
Sergio Moro foi ao Facebook de Lenio Streck rebater texto do jurista
O jurista Lenio Streck publicou em sua página no Facebook, neste sábado (24), um pequeno texto que demonstra que a defesa de José Carlos Bumlai na Lava Jato não foi respeitada pelo juiz federal Sergio Moro.
Segundo Streck, o acompanhamento processual da ação envolvendo Bumlai mostra que a sentença pela condenação proferida por Moro, com 160 páginas, saiu dois minutos após a defesa juntar as alegações finais.
Para o jurista, o “Estado Democrático de Direito está em risco. Exceção em cima de exceção. Tudo em nome de argumentos finalisticos. A moral predou o direito. E com apoio de grande parte da comunidade jurídica. Os juristas estão canibalizando o direito! Isso não vai terminar bem!”.
Ao tomar conhecimento do texto, Sergio Moro, juiz da Lava Jato, que costuma dizer que só se pronuncia através dos autos (e em palestras), entrou no Facebook de Lênio para rebater as acusações.

Abaixo, veja a transcrição do que escreveram Streck e Moro:

Lenio Streck publicou: “Sentença proferida por Sérgio Moro no caso Bumlay: Alegações finais da defesa entraram dia 14. Conclusão ao juiz as 7h52min do dia 15. Sentença de 160 páginas dois minutos depois, as 7h54min. Bingo! Será necessário dizer algo?
Há anos aviso que o solipsismo judicial acabaria com o direito. E a dogmática jurídica tradicional foi conivente. Quem esteve no Ibcrim do ano passado e assistiu minha palestra sabe do que estou falando! O Estado Democrático de Direito está em risco. Exceção em cima de exceção. Tudo em nome de argumentos finalisticos.
A moral predou o direito. E com apoio de grande parte da comunidade jurídica. Os juristas estão canabalizando o direito! Isso não vai terminar bem!
Leio na imprensa que o prolator da decisão viajou no dia 15, dia do protocolo da decisão, para os Estados Unidos. Ok. Protocolou de manhã. Claro: foi a assessoria. Mas se parte das alegações só chegaram um dia antes e os autos foram conclusos no dia 15 de manhã… Entendem o quero dizer? Uma procuradora disse: qual é o problema?
As alegações do dia 14 eram do Zelaia e ele foi absolvido. Ok. E o que isso muda? Altera algo do simulacro em que se transformou o processo eletrônico? Se é verdade que os horários e datas não têm relevância, de que modo podemos confiar que o juiz leu ou não a argumentação? Ou podemos, como em Henry VI, matar os advogados? Kill the lawyers!
Há 20 anos eu dizia: o livre convencimento é uma carta branca para o arbítrio. Alguns amigos do processo penal diziam: mas, Lenio, o livre convencimento é motivado. Eu respondia: isso não pode ser assim. Não se pode dar livre convencimento, porque vivenciada a depender o juiz ou tribunal e não da lei ou de uma estrutura com um mínimo de objetividade. Tudo se transforma em subjetivismo.
Não me ouviram. Hoje os mesmos amigos sentem na carne o problema. Motivado? Ora, sequer motivação é igual a fundamentação. No debate no ibcrim, Moro tentou explicar o LC dizendo que isso substituía a prova tarifada. Ok. Sabemos disso. Mas, antes disso, há um problema de filosofia: o paradigma da filosofia da consciência.
Sinceramente? Se voltarmos à prova tarifada pode ser um avanço. Um giro para trás para impedir o arbítrio. Saludos!”
________________________
Resposta de Sergio Moro: “Vale esclarecer os fatos ao jurista Lenio Streck. A ação penal 50615785120154047000 foi conclusa para sentença em 13/08/2016. Em 09/09/2016, sentença ja em elaboração, baixei em diligência para juntar cópia faltante do acordo de Nestor Cerveró e a bem da ampla defesa.
Todos já sabiam do acordo mas era relevante a juntada do documento faltante. Foi então concedido prazo as partes para querendo complementarem suas alegações finais. Apenas ratificaram suas alegações, o que fizeram até 14/09/2016, sem nada inovar nas alegações anteriores..
Em 15/09/2016, foi então prolatada a sentença. O registro da conclusão foi apenas para permitir o lançamento da sentença no sistema. Críticas são bem vindas a qualquer atuação de agentes públicos. Mas convém que os fatos sejam relatados como aconteceram e não com com distorção do ocorrido. Do contrário parece má-fé, o que imagino que não deve ter sido a intenção do jurista em questão.
Quanto à defesa do sistema de provas tarifadas ou legais, é um pensamento inovador mas para o seculo XIII, quando ele substituiu mais ou menos a partir do Quarto Concilio Laterano, em 1215, o sistema das ordálias ou das provas de Deus. Não conheço ninguém no mundo que defenda o mesmo, mas não deixa de ser um pensamento original do jurista. Não voltarei ao tema por aqui. Sinto pela aspereza.”
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Tréplica de Lenio Streck: “Sergio Moro explicou, aqui no face, que as partes apenas ratificaram as alegações defensivas até o dia 14. Com isso eu estaria enganado. Ora, se as partes “apenas” ratificaram, no que se explica que a sentença estivesse pronta mesmo antes da apresentação das ratificações?
O que não se explica é essa “metodologia” processual. Desculpem, mas uma decisão – mormente de 160 laudas – não pode ser colocada como pronta horas depois das ultimas alegações. No mínimo, não pega bem. Só isso. E nada disso altera o estado das coisas acerca de que como o direito de defesa tem sido tratado.
Sou do tempo em que sentença era feita depois das alegações finais. No meu CPP não tem previsão de sentença em elaboração! 28 anos defendendo a legalidade constitucional no MP. Agora continuo apenas clamando pela legalidade. Só isso. No Brasil, defender a legalidade virou ofensa e exotismo. Uma simples leitura do CPP me dá razão nesse debate. Mas tudo ficou ideologizado. Admira-me juristas defendendo estado de exceção! O Brasil não aprende mesmo. A moral venceu o direito”
com informações de GGN e DCM
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Posted: 27 Sep 2016 12:24 PM PDT
farc colombia acordo histórico paz
Farc e Colômbia fazem acordo de paz (reprodução)
O acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acaba de ser assinado em Cartagena das Índias. O evento reuniu autoridades e chefes de Estado de todo o mundo em uma cerimônia de mais de duas horas. Todos os presentes estavam vestidos de roupas brancas, a cor símbolo da paz.
A paz na Colômbia chega após mais de três anos de negociações entre representantes do governo e rebeldes em Havana, capital de Cuba. O acordo põe fim ao último conflito armado da América Latina e um dos mais longos da história latina. De acordo com a Agência de Notícias Ansa, o papa Francisco é considerado uma das peças-chave da negociação do acordo de paz.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que o acordo de paz é a “melhor notícia em meio de um mundo convulsionado pela guerra e violência”. Santos destacou ainda que o as Farc seguirão como movimento político, sem uso de armas. “Trocar as armas por ideias: foi a decisão mais valente, mais inteligente.”
O que assinamos hoje é uma declaração do povo colombiano para o mundo de que não aceitamos a guerra para defender nossas ideias. Não mais guerras. Não mais a violência, que gerou pobreza e desigualdade em campos e cidades e que tem sido um freio ao desenvolvimento da Colômbia.”
O líder das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, ressaltou que o acordo foi assinado de forma unânime entre os 207 guerrilheiros que debateram o documento durante a 10ª Conferência da Guerrilha, realizado na cidade de El Diamante, sudeste colombiano.
Esse é o dia que renascemos para entrar numa nova era de construção de paz. Que ninguém duvide que vamos hastear a política sem armas. Preparemos todos para desarmar as mentes e os corações. A chave está na implementação desse acordo e o povo colombiano será o principal responsável por garantir que nós vamos cumprir e esperamos que esse governo cumpra”, acrescentou Londoño.
Que Deus bendiga a Colômbia. Acabou a guerra, estamos começando a fazer a paz”, completou o líder das Farc.
Após a assinatura, o povo colombiano irá às urnas no próximo domingo, 2 de outubro, para referendar o documento assinado entre governo e Farc. Pesquisas de opinião apontam que a maioria dos colombianos é favorável ao pacto de paz.
Congresso em Foco
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Posted: 27 Sep 2016 11:56 AM PDT
MBL Kim Kataguiri Michel Temer
(Imagem: Renan Santos e Kim Kataguiri, líderes do MBL)
O presidente Michel Temer está chamando movimentos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff para ajudá-lo a pensar uma forma de convencer a população a aceitar a aprovação das reformas da Previdência e do Trabalho.
O Movimento Brasil Livre (MBL), de Kim Kataguiri, é um dos convocados. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo deste sábado (24).
Renan Santos, um dos líderes do MBL, foi recebido pelo secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, que substituiu o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, na reunião.
Segundo Renan Santos, do MBL, a ideia é aproveitar a “expertise de mobilização, a sensibilidade, o fato de o MBL estar sentindo o pulso das ruas” para ajudar na formulação de políticas de comunicação das propostas, inclusive nas redes sociais.
No início do ano, a mesma Folha mostrou que o MBL teve financiamento de partidos como DEM, PSDB e PMDB para organizar atos a favor do impeachment de Dilma Rousseff em São Paulo.
O PSDB tem pressionado Temer para fazer as reformas impopulares o quanto antes, para viabilizar o duro ajuste fiscal prometido no impeachment de Dilma.
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Posted: 27 Sep 2016 11:44 AM PDT
russomanno calote aluguel cozinheiro bar brasília
Celso Ubirajara Russomanno é jornalista, bacharel em Direito e político, candidato a Prefeitura de São Paulo (reprodução)
O Restaurante e Bar do Alemão, que o candidato Celso Russomanno (PRB) e mais dois sócios mantinham à beira do Lago Paranoá, em Brasília, foi despejado do imóvel onde funcionava devendo 17 meses de aluguel, com dívidas trabalhistas e também com fornecedores.
Quando o assunto foi trazido à tona pela imprensa nos últimos dias, o candidato afirmou, na Rádio Bandeirantes, que o restaurante quebrou por causa da crise econômica. E que já pagou todos os funcionários. E que “todos os últimos aluguéis que não foram pagos estão sendo pagos”, disse o candidato.
Tais informações, porém, não correspondem aos fatos. No mesmo dia em que Russomanno dava esta declaração, na última quinta-feira (22), o Jornalistas Livres falou com o advogado do proprietário do imóvel que era ocupado pelo negócio de Rusomanno. André da Mata afirmou: “Entramos na Justiça, conseguimos a ordem de despejo, mas eles ainda não pagaram nada. E descumpriram a palavra por duas vezes, porque recentemente fizemos um acordo para parcelar a dívida, eles assinaram e novamente não pagaram nada”.
De fato, a ação judicial de cobrança e despejo que corre na Justiça do Distrito Federal corrobora as informações do advogado. É possível ler nos autos:
O Bar do Alemão responde a uma ação de despejo na 6ª Vara Cível de Brasília por falta de pagamento, cumulada com cobrança de alugueis, ajuizada por Construcen Empreendimentos Imobiliários LTDA, o qual busca a condenação do réu ao pagamento dos encargos locatícios em atraso, acrescidos dos juros e correção monetária, além da condenação à desocupação do imóvel, sob pena de evacuação forçada.”
“De acordo com os autos, a Construcen Empreendimentos Imobiliários LTDA alugou seu imóvel para o estabelecimento comercial pelo preço de R$ 70 mil mensais, tendo o primeiro pagamento vencido em 5 de março de 2015. No entanto, o réu não pagou nenhum aluguel.”
Por mais difícil que esteja a situação econômica do país, fato é que o restaurante de Russomanno não cumpriu por um mês sequer o contrato que assinou. Deu calote por 17 meses seguidos. Em nenhum mês conseguiu juntar o valor do aluguel? Quem mora em Brasília e conhecia o lugar, que era um bar luxuoso, em região nobre da cidade, custa a crer que não foi levantado dinheiro para pagar sequer uma parcela do aluguel de 17 meses para cá. Na realidade, o estabelecimento foi inaugurado em 2013, quando o imóvel pertencia a outro proprietário, este não moveu a ação de despejo, consta que o dono original do imóvel, também não recebeu os alugueis.
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O candidato à Prefeitura de São Paulo, Russomanno, gosta tanto do golpista que fez questão de colocar o bilhetinho afetuoso de Temer no site de seu restaurante em Brasília. (Imagem: http://bardoalemaobrasilia.com.br)
Não para por aí. A parte em que o advogado fala sobre descumprir um acordo para pagamento da dívida também é verdadeira, conforme decisão judicial proferida com a ordem de despejo:
Antes da decisão judicial, o réu propôs o pagamento de R$ 1 milhão, em quatro parcelas, o que foi aceito pelo autor (proprietário do imóvel), sob determinadas condições. No entanto, a parte autora noticiou que o acordo foi descumprido em sua totalidade e, por isso, pediu a execução do acordado.”
Ou seja, antes de ser despejado, Russomanno e seus sócios ainda propuseram um acordo, só para descumprirem-no logo em seguida. Assim, não teve outra alternativa a Justiça: “Julgo procedente o pedido, declaro rescindido o contrato de locação e determino o despejo do réu, Bar e Restaurante do Alemão LTDA.”
Na última sexta-feira (23), após a publicação de reportagens negativas para o candidato a respeito do assunto, o advogado do proprietário entrou em contato com o Jornalistas Livres. “Só quero informar que entramos em acordo, agora vai ficar tudo certo”.
Já os funcionários que esperam para receber verbas salariais de Russomanno e de seus sócios não estão com a mesma sorte. Há, pelo menos, cinco ações judiciais trabalhistas tramitando no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. Ao todo, o valor exigido ultrapassa os R$ 400 mil.
Ao contrário do que afirmou Russomanno, os funcionários ainda não foram pagos. O cozinheiro Antônio Greciomar Teixeira, por exemplo. Ele entrou na Justiça no início do ano passado. Em julho do mesmo ano saiu a sentença, condenando Russomanno e os sócios pagarem R$ 28 mil a seu empregado. Eles não quiseram saber de pagar, entraram com um recurso e a decisão em segunda instância saiu agora, há dois meses. Os desembargadores condenaram de novo os patrões a pagarem o que deviam, agora com mais juros e o valor beirando os R$ 50 mil. “O processo transitou em julgado (se encerrou, não cabendo mais recurso) no último dia 19. Espero que agora eles paguem”, disse o advogado Marcelo Caiado Sobral, que representa o funcionário. Sobral diz ter ainda mais dois clientes que processam os donos do restaurante. “Um já tem sentença em primeira instância condenando eles a pagarem o que devem, o outro ainda não foi julgado”, disse.
Pagamentos “por fora”
O motivo de Russomanno e seu restaurante terem sido condenados a pagar ao cozinheiro é porque eles assinavam na carteira de trabalho do funcionário uma parte do que ele efetivamente recebia. O resto, para evitar o pagamentos de impostos e ao INSS, era feito “por fora”. Veja o que diz a sentença judicial:
A análise dos extratos bancários apresentados demonstra que o cozinheiro, de fato, recebia valores vultosos da parte reclamada (restaurante), além dos R$4.000,00 inicialmente ajustados e anotados em carteira.”
O valor pago além dos valores ajustados inicialmente, superam, em muito, 50% da remuneração ajustada. Ou seja, os valores pagos além daquele no contracheque era de uma monta tal que está provado que eram pagos para contraprestar o trabalho, pois alcançavam, em números, a parcela principal paga no contracheque, demonstrando que o reclamado ocultava salários pagos para evitar os recolhimentos sociais e tributários devidos.”
Diante de tal quadro, o Jornalistas Livres enviou as seguintes perguntas ao Comitê de Campanha de Celso Russomanno:
– Por que o Bar deixou de pagar aluguel desde março de 2015?
– Qual o tamanho do passivo financeiro da empresa?
– Quantos processos trabalhistas existem? Quantos já foram solucionados e quantos ainda estão na Justiça?
– Quantos fornecedores ficaram sem receber seus créditos e por quê? Quantos processos de cobrança de fornecedores existem na Justiça?
– O candidato pretende pagar o que deve?
A mensagem foi enviada ao comitê na tarde do dia 21, quarta-feira. Já na última quinta-feira, 22, o comitê entrou em contato com a reportagem, afirmando que havia recebido as perguntas e já preparava as respostas. Até a publicação desta reportagem, não houve qualquer resposta.
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Posted: 27 Sep 2016 11:11 AM PDT
lava jato deltan dallagnol psdb
Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato (AFP/Getty Images)
A equipe de procuradores da Lava Jato na primeira instância, sob o comando de Sérgio Moro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de provas contra dez parlamentares, buscando abrir ações de improbidade administrativa. Apesar de o STF ter provas contra membros de diversos partidos, como o PMDB e o PSDB, os procuradores miraram, sobretudo, em políticos do PT e PP.
O pedido da força-tarefa de Curitiba, sob a coordenação de Deltan Dallagnol, recebeu o aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foi quem protocolou a solicitação formal ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Suprema Corte.
Isso porque ações cíveis de improbidade administrativa incluindo políticos como alvos são competências da primeira instância, cabendo ao Supremo apenas as ações penais contra aqueles que possuem o chamado foro privilegiado.
Apelando a essa brecha legislativa, Teori acatou ao pedido de Janot e compartilhou os dados contra deputados e senadores à equipe de Sergio Moro. Mas os investigadores não pediram o acesso aos autos de todos os políticos.
A lista de dez inclui os senadores Gleisi Hoffmann (PR-PR), Benedito de Lira (PP-AL) e Fernando Collor (PTC-AL) e os deputados federais Vander Loubet (PT-MS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otávio Germano (PP-RS), Roberto Britto (PP-BA), Nelson Meurer (PP-PR), Athur Lira (PP-AL) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).
Em tentativa de amenizar a restrição seletiva do acesso às provas, os procuradores da República que trabalham com Sergio Moro informaram que ainda deverão avaliar se cabe a abertura das ações. Mas valorizaram a necessidade de se investigar aqueles parlamentares, especificamente, que não inclui, por exemplo, José Serra (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), também alvos de inquéritos da Lava Jato.
“O material probatório produzido é extremamente relevante, pertinente e necessário para possibilitar a instauração de apuração na esfera de responsabilização por ato de improbidade administrativa ao fim do enquadramento das condutas de agentes públicos e terceiros envolvidos, notadamente porque complementam e auxiliam na compreensão do complexo esquema de desvio de verbas públicas em detrimento da Petrobras”, diz o pedido.
Até o momento, a Lava Jato já abriu ações de improbidade relacionadas ao doleiro Alberto Yousseff, aos ex-dirigentes da Petrobras relacionados ao PT, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco e à Eduardo Cunha, sua esposa Cláudia Cruz, ao operador do PMDB João Augusto Rezende Henriques e ao ex-diretor Jorge Zelada.
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Posted: 27 Sep 2016 08:20 AM PDT
hillary clinton donald trump debate
Hillary Clinton parece ter levado vantagem sobre Donald Trump no primeiro debate entre os candidatos à Presidência dos EUA. As pesquisas publicadas após o encontro dão vitória à ex-senadora democrata.
No levantamento feito pelo canal CNN com telespectadores, Hillary venceu Trump por larga margem, 62% a 27%. Em outra pesquisa da CNN, com 20 eleitores indecisos da Flórida, 18 consideraram que Hillary foi melhor.
Três dos principais jornais norte-americanos dedicaram editoriais ao debate desta segunda. Para o “New York Times” e o “Washington Post”, Hillary foi a vitoriosa inconteste. Já o “Wall Street Journal” afirma que mediador Lester Holt, da NBC, foi mais incisivo com Trump do que com Hillary.
O “New York Times” escreve que “90 minutos nunca seriam suficientes para Trump redimir sua candidatura, mesmo que, por algum milagre, ele o quisesse”. Segundo o diário, “Trump tem mentido compulsivamente desde que entrou na disputa”, tendo mantido o comportamento no encontro de segunda.
Para o “Washington Post”, “Donald Trump parece incapaz de mover-se além de seus slogans que, como sempre, foram baseados em sua visão sombria dos Estados Unidos”.
O jornal enfatiza a diferença dos candidatos no quesito transparência. “Trump, mais uma vez, ofereceu desculpas falsas por se recusar a liberar suas declarações fiscais. Clinton, por sua vez, admitiu que estava errada em usar um servidor de e-mail privado e não ofereceu desculpas”.
O “Wall Street Journal” acusou o mediador, Lester Holt, de parcialidade. Ele “desafiou Trump em relação à sua afirmação dúbia de que tinha se oposto à guerra do Iraque antes da invasão, mas não confrontou Hillary em relação à sua afirmação falsa de que George W. Bush decidiu que os EUA deveriam se retirar do Iraque em 2011”.

PIADA

Segundo o apresentador Stephen Colbert, do programa de entrevistas “The Late Show”, Hillary Clinton estava tão preparada para o debate presidencial que “meu novo apelido para ela é: ‘Preparation H’ (Preparação H).”
Seth Meyers, do “Late Night”, exibiu um desenho do cérebro de Trump para explicar o motivo de o candidato republicano não ter memorizado certas informações e pontos de sua plataforma política como seus assessores queriam. O cérebro de Trump estaria sem espaço extra, por estar tomado pelas palavras que mais usou na campanha até agora: “tremendo”, “grande”, “muro”, “ótimo”, “grande”, “melhor” e (a filha) “Ivanka”.
cérebro donald trump

Confira abaixo as melhores piadas.

Stephen Colbert. “Trump fungou tanto durante o debate que parecia que ele estava remediando um resfriado com cocaína. Ele parecia com o padrinho cocainômano quando vai ao banheiro durante um casamento.”
Meyers. “O debate foi moderado por Lester Holt e interrompido por Donald Trump.”
“Depois de ontem à noite vários comentaristas do canal Fox (emissora conservadora que apoia Trump) disseram que Hillary Clinton foi a vencedora do debate. Talvez o tal do aquecimento global seja mesmo um trote, pois o inferno foi congelado.”
“Antes do debate Hillary Clinton tuítou sobre o fato de que nenhum presidente vivo apoia Donald Trump. Boa tentativa, Hillary. Mas fato é que Vladimir Putin está vivo.”
“O jornal New York Times anunciou que apoia a candidatura Hillary Clinton. E em notícia também impactante, Donald Trump está sendo apoiado pela revista Racismo & Maçonaria.”
“Foi publicado que a cantora Madonna comprou uma piñata (boneco em forma de animal cheio de doces) no formato de Donald Trump para o filho durante o final de semana. Uma piñata Donald Trump é como uma piñata normal, à exceção de que não existe nada dentro.”
Jimmy Fallon, “The Tonight Show”. “As mil pessoas presentes no auditório foram instruídas a não baterem palmas ou torcerem durante o debate. As pessoas que assistiram em casa perguntaram: ‘e chorar, pode?’”
“Em um de seus shows, o roqueiro Bruce Springsteen chamou Donald Trump de “idiota”. É por isso que Trump deu início a um campanha para provar que Springsteen não foi “Born in the U.S.A.” (nascido nos Estados Unidos).
Jimmy Kimmel, “Jimmy Kimmel Live”. “É muito difícil de acreditar que ainda existam eleitores indecisos. A escolha é bem laranja no branco”.
“É esperado que o debate tenha uma audiência monstruosa, do tipo de audiência que tiveram os episódios finais de ‘Cheers’ ou ‘M*A*S*H*’. De alguma forma, essa eleição parece como o episódio final da ‘América’.”
Conan O’Brien, “Conan”. “Antes do debate o presidente Barack Obama disse para Hillary Clinton ser ela mesma no palco. E para Donald Trump, ele disse: ‘por favor, por favooooooor, mas por favor mesmo: seja você mesmo”.
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