5/2 - Santayana denuncia um golpe contra a Petrobrás

 Santayana denuncia um golpe contra a Petrobrás: Sáb 04/02/12 10:08: Dom 05/02/12 03:23




From: "Sonia Montenegro"
Recebi, como vocês, um texto do Mauro Santayana sobre a saída do Guilherme
Estrella da Petrobras. Eu já tinha ouvido alguma coisa a respeito, e fiquei
preocupadíssima, porque comungo com o Santayana do mesmo conceito a respeito
do Guilherme Estrella, mas lembrei que houve um boato semelhante ainda no
governo Lula, que não se confirmou.



Eu li que o Estrella, funcionário concursado da Petrobras, numa determinada
época, certamente no governo FHC, resolveu se aposentar porque seu
entusiasmo em relação à empresa não encontrava eco na direção.



Acabou entrando na política e se filiando ao PT, quando conheceu o José
Eduardo Dutra. Tempos depois, o Lula chegou à presidência e o Dutra foi
designado para dirigir a Petrobras e foi buscar o Estrella em sua cidade,
para voltar para a empresa, porque o Lula estava disposto a bancar a
pesquisa do pré-sal. Em uma entrevista ele até comentou que a imprensa disse
que o Lula estava loteando a estatal por causa da sua volta. E deu uma
gargalhada a seguir...



Lembro que quando o Lula foi inaugurar a 1ª retirada de petróleo na área do
pré-sal, fez questão de agradecer ao Estrella, explicitando a sua admiração
e reconhecimento.



Quero crer, e não tenho indício algum para desconfiar de que a Dilma seja
entreguista, e nem que se deixe levar por pressões. Aliás, ela demonstra
exatamente o contrário.



Assim sendo, confesso não estar entendendo patavinas, porque tenho também um
grande respeito pelo Santayana, mas sei que ele é aecista, defendeu
calorosamente a candidatura do Aécio contra o Serra e tenho certeza de que
entre Dilma e Aécio em 2014, ele defenderá o tucano.



Já troquei e-mail com o Santayana a respeito dessa defesa ao Aécio, quando ele disse que o Aécio defendeu as estatais mineiras da privataria, e eu retruquei dizendo que o Itamar, tão mineiro quanto, defendeu a Vale do Rio Doce, mas o Aécio não. Não recebi mais resposta...

Se alguém tiver maiores informações sobre o assunto, ficarei grata se me informar...

Sonia Montenegro.

From: "MVM<==>News"
From: redecastorphoto
From: Gustavo Santos


Sent: sábado, 4 de fevereiro de 2012



Santayana denuncia um golpe contra a Petrobrás


Fonte:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/02/03/santayana-denunc...


Publicado em 03/02/2012


< http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2012/02/guilherme...>


Estrella tem esse "defeito" grave: é nacionalista


O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana:


Mudanças na Petrobrás e a soberania do país


por Mauro Santayana


Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira
dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do
geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a
que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico,
parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele
entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de
formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes
profissionais da instituição.


Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da
empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar
brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia
marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas
do pré-sal. Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque,
descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores
a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse
campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.


Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que
atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à
separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o
pré-sal, com o Atlântico ocupando o espaço lentamente aberto, durante
séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim,
um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente
profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática,
como pesquisador de campo – que foi durante décadas – e ao êxito no
cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas
jazidas.


Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso,
todos os interesses antinacionais – internos e externos – se unem para
derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu
confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado
pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela
administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique
Cardoso.


Seu antecessor no cargo, José Coutinho Barbosa, protelava as perfurações
exploratórias, a fim de que, ao vencer o prazo para as prospecções, em
agosto de 2003, as áreas novas fossem devolvidas à ANP. Com isso, seriam
outra vez levadas a leilão, a fim de serem arrematadas pelas empresas
estrangeiras. Em poucos meses – de janeiro a agosto – Guilherme acionou a
equipe de geólogos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de trabalho,
e conseguiu descobrir mais seis bilhões de barris, dos 14 bilhões das
reservas brasileiras antes do pré-sal. Assim, impediu a grande trapaça que
estava em andamento.


A outra razão é a transparente visão humanística de Guilherme Estrela. O
geólogo não separa a ciência de sua responsabilidade pela busca da justiça e
da igualdade social para todos os homens. Em dezembro último, ao falar em
Doha, no Qatar, durante o 20º Congresso Mundial do Petróleo, ele, depois de
seu excurso técnico sobre o óleo no mundo, suas reservas e perspectivas,
aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da
humanidade, sobretudo da parcela africana, em conseqüência da desigualdade e
da injustiça. “Todos nós devemos ter vergonha disso” – resumiu.


Os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella são, em
primeiro lugar, as empresas multinacionais, que têm, no profissional, o
principal guardião dos interesses brasileiros. Não só as petrolíferas, mas,
também, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa e
Exploração da Petrobrás vem revertendo, na medida do possível, a danosa
situação imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos
direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a
falência de indústrias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de
equipamentos para a Petrobras.


Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas
genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobrás como um
todo. Graças a essa política, ditada pelo interesse nacional, e recomendada
pelo governo, reativou-se a indústria naval, e as plataformas, antes
encomendadas no Exterior, estão sendo produzidas no Brasil, com a redução da
participação estrangeira ao absolutamente necessário.


Outros interessados pela substituição do diretor são os notórios fisiólogos
do PMDB. Como é de incumbência dessa diretoria as compras de equipamentos
caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Está claro que o
ministro Edison Lobão deseja a substituição de Guilherme Estrella. Mas é
improvável que o padrinho político do Ministro, o senador José Sarney –
reconhecidamente um nacionalista – aceite, e nesse momento internacional
difícil, a co-responsabilidade pela saída do atual diretor de Pesquisa e
Produção da Petrobrás. Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney
resistiu e não privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique
decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta
vigorosa condenando a iniciativa.


O conhecimento é o principal instrumento da soberania. Homens como Guilherme
Estrella não se escolhem com critérios políticos menores, mas, sim, em
decisões maiores de política de Estado. E cabe um esclarecimento: quando
Lobão diz que o diretor está pretendendo deixar o cargo, emite um palpite,
ou expressa desejo pessoal – que não lhe cabe manifestar. Ao ministro cabe
executar uma política de governo.


É certo que os inimigos do geólogo o têm submetido a solerte guerra de
desgaste, com o propósito, deliberado, de provocar uma reação emocional de
sua parte. Mas Estrella é bastante arguto para perceber quem está por detrás
da campanha para afastá-lo. Aos 69 anos, está ainda jovem para abandonar a
missão de que se encarregou, no dia em que começou a trabalhar na empresa –
a primeira e única ocupação de sua vida. Ele sabe, que, no fundo, isso
constituiria quase um ato de traição ao Brasil e ao seu povo.


Não lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa

 
Leia:
www.desenvolvimentistas.com.br


Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto
http://saobartolomeu.com/

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