8/6 - SARAIVA 13 de HOJE

SARAIVA 13


Posted: 08 Jun 2013 05:06 PM PDT

Nos EUA, eletrônica espiona; no Brasil, mídia se desmancha



O governo dos Estados Unidos espiona o mundo. Com a colaboração da empresa Verizon obteve ligações de celulares de milhões de cidadãos desde 2007.
E foram além, segundo os jornais Guardian e Washington Post. Junto ao Google, Apple, Microsoft, Facebook, Skype e YouTube, entre outros, o governo americano capturou dados de milhões de usuários.
No estado de Utah a agência NSA está construindo um datacenter - ou seja, um armazém de dados. Só o prédio, a maior construção civil no país, custa US$ 2 bilhões. Mais US$ 2 bilhões gastos em software e hardware.
Isso começou com Bush e continua com Obama. A desculpa é o combate ao terrorismo. Há 5 anos, o cientista brasileiro Silvio Meira publicou em seu blog detalhes de programa semelhante; que os ingleses ensaiavam fazer.
Há mais de 10 anos, entre o final dos anos 90 e meados dos anos 2000, relatos a respeito do e no Brasil. Sob estrondoso silêncio contamos como o Brasil era espionado pelos Estados Unidos.
Com detalhes, a forma como a CIA montou o prédio e o aparato tecnológico que servia à Polícia Federal. À época o setor chamava-se CDO, depois SOIP. Só eram aceitos policiais brasileiros que se submetessem ao detector de mentiras lá nos Estados Unidos.
Carlos Costa, chefe do FBI no Brasil por 4 anos, revelou em entrevista como FBI, CIA e DEA operavam no Brasil. Contou como grampearam e espionavam governo e empresários. Silêncio e sorrisos de desconfiança, como se as denúncias fossem fruto de antiamericanismo juvenil. Agora, em escala mundial, aí estão os fatos.
Esta notícia explode ao tempo em que, no Brasil, seguem demissões em massa no setor de mídia e imprensa. Com novos cortes programados, passarão de 3 mil as demissões em um ano. E isso a se contar só o mercado sudeste e sul.
Essas histórias, de espionagem e de demissão em massa, têm tudo a ver. Elas demarcam o choque, a transição entre dois mundos. Um é o mundo da prensa, de Gutemberg, que vai definhando 500 anos depois de nascer. O outro é o mundo da eletrônica, que hoje governa nossas vidas.
Seja em que área for, inclusive a da mídia eletrônica, o setor que não entender, não incorporar a nova lógica, não sobreviverá. Como individuo ainda dá, felizmente, mas como agrupamento empresarial, como negócio, não.
Como é possível, por exemplo, imaginar o fazer conteúdo, jornalismo, proibindo até mesmo a citação de redes sociais como facebook e twitter?
Só estas duas redes tem cerca de 1,5 bilhão de usuários/dia e mais de 3 bilhões de acessos diários. Ninguém deve se render acriticamente às redes, nem a tais marcas. Mas negar ou esconder que existem é agarrar-se a um mundo que vai desaparecendo.

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Posted: 08 Jun 2013 03:54 PM PDT


Pastor abusa de menina de 13 anos e justifica:
“Fiz a mando de Deus” (Imagem: Ilustração)

Pastor abusa de menina de 13 anos e justifica: “Fiz a mando de Deus”. O homem, de 43 anos, foi até a casa da garota, que frequentava o templo
O pastor Rony Gonçalves, 43 anos, foi preso após abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos dentro da casa da vítima, em Barra do Riacho, Aracruz. A garota frequenta a Igreja Assembleia de Deus Ministério Fogo em Terra, fundada pelo acusado de cometer o crime. Ao ser preso, Rony afirmou que fez tudo a mando de Deus.

Segundo a delegada Amanda da Silva Barbosa, o pastor foi à casa da menina, às 7h40 de quarta-feira, e ligou para a mãe dela enquanto estava a caminho da residência. A mãe teria pedido para Rony não entrar no local, porque ela estava no trabalho, e que ele retornasse somente às 15h. Em depoimento o acusado disse à Policia Civil que não atendeu ao pedido da mãe, porque Deus havia dito a ele que deveria orar pela vítima e por sua irmã.
Na casa estavam a vítima, seus dois irmãos e uma prima, todos menores de idade. O pastor contou ainda à polícia que primeiro orou na sala pela irmã e depois chamou a vítima para ir ao quarto da mãe. O acusado pediu à menina que baixasse a blusa que estava amarrada ao pescoço e pôs um pano sobre ela. Ele começou a orar e colocou a mão por baixo do pano e acariciou o órgão genital da menor. Assustada, a menina começou a chorar, o homem desistiu de continuar o abuso e foi embora.
Após o abuso sexual um conhecido da família foi até a residência e a menor contou o que havia acontecido. Ele foi ao local de trabalho da mãe da menina e comunicou o fato. O padrasto da vítima acionou a Polícia Militar e quando chegaram em casa o criminoso havia retornado ao local para justificar o fato. O pastor foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável e levado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz.”

Posted: 08 Jun 2013 03:50 PM PDT
Merece destaque a decisão da Justiça gaúcha que condenou a Revista Veja, da Editora Abri, e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira a indenizar, por danos morais, no valor de R$ 80 mil, a um professor de História do Colégio Anchieta, situado em Porto Alegre.
O dano moral em liça emergiu da veiculação pela Veja, edição nº 2074, da matéria "Prontos para o Século XIX". Segundo a sentença de 1ª instância, confirma pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, a reportagem produzida pelas jornalistas descontextualizou e distorceu fatos, expondo aos leitores, de forma irônica, que educadores e instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
A magistrada entendeu que a revista Veja pressupõe equivocadamente que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo em sala de aula. Também disse que a matéria agride ao concluir que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe.
A sentença, confirmada pelos desembargadores da 10ª Câmara Cível  do TJ/RS, ainda identifica que o texto das jornalistas ofendeu a honra do professor ao qualificá-lo, de forma pejorativa, como esquerdista, sem a sua autorização, de modo a extrapolar os limites da liberdade de imprensa.
Confiram a nota produzida pela assessoria de imprensa do TJ/RS:

Revista de circulação nacional indenizará professor da Capital

Por veicular reportagem cujos fatos foram descontextualizados e distorcidos, a Editora Abril S/A e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira terão que indenizar um Professor de História de Porto Alegre, em R$ 80 mil, de forma solidária. A decisão da 10ª Câmara Cível do TJRS confirma sentença de 1° Grau, mantendo também a obrigação dos réus de publicar na revista Veja o teor da decisão da Juíza Laura de Borba Maciel Fleck.
Caso
Professor de História do Colégio Anchieta, na Capital, ajuizou ação indenizatória por danos morais em desfavor da Editora Abril S/A e das jornalistas autoras da reportagem intitulada "Prontos para o Século XIX", divulgada pela revista Veja nº 2074.  De acordo com o autor, a publicação teve o objetivo de expor ao leitor, de forma irônica, que os educadores e as instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
Ele destacou um trecho da publicação:
"Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: ‘Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?’. Respondem os alunos: ‘A máquina’. Indaga, mais uma vez, o professor: ‘Quem são os donos das máquinas?’. E os estudantes: ‘Os empresários!’. É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: ‘Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso’. Fim de aula".
De acordo com o autor, a reportagem distorceu fatos ocorridos em sala de aula, o que foi expressado em tom ofensivo e permeada de generalização infundada. Mencionou que as rés fizeram afirmações gratuitas e levianas, tornando o autor uma espécie de “ícone” representativo de uma classe de profissionais ignorantes, despreparados.
Citados, as rés sustentaram que a equipe da revista foi autorizada a assistir aulas nas duas escolas citadas na matéria, assim como fotografar e divulgar os nomes dos professores. Alegaram que a gravação da aula demonstra os ensinamentos do autor em sala de aula, indo ao encontro com o entendimento de que não se observa neutralidade política na aula ministrada pelo autor.
1° Grau
Para a Juíza Laura Fleck, a publicação deixou de registrar que o professor ministrava aula sobre a Revolução Industrial, Século XVIII, estabelecendo relações entre o passado e o presente, a fim de estimular a atenção e o raciocínio dos alunos. "Forçou, a reportagem, ao afirmar a ideologia política do autor e estereotipá-lo como esquerdista por conta de seu método de ensino, desconsiderando os seus mais de 15 anos como professor e a tradição da escola, transpondo a fronteira da veracidade e da informação", afirmou a magistrada.
"Tenho que o conteúdo da matéria jornalística, além de ácido, áspero e duro, evidencia a prática ilícita contra a honra subjetiva do ofendido. A reportagem, a partir do momento que qualifica o autor como esquerdista, com viés, de resto, pejorativo, sem a autorização do demandante, extrapola os limites da liberdade de imprensa", ressaltou a julgadora.
"A revista está pressupondo que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo na escola. Da mesma forma, a publicação é agressiva ao afirmar que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe, induzindo o leitor a entender que o autor deve ser incluindo como este tipo de profissional", completou a Juíza, que fixou a indenização a título de danos morais em R$ 80 mil. A quantia vai acrescida de correção monetária pelo IGP-M a contar da publicação da sentença e de juros de mora de 1% ao mês incidentes a partir do evento danoso (20/08/08).
Condenou os réus, solidariamente, a publicarem na revista "Veja", sem qualquer custo para o autor, a sentença condenatória. A decisão é do dia 31/10/12.
Recurso
As partes recorreram ao TJ. O autor da ação buscou a majoração do valor da indenização por dano moral e os demandados defenderam a reversão completa da decisão proferida.
Ao analisar a apelação, o Relator, Desembargador Marcelo Cezar Müller, enfatizou que o direito de informação pode ser livremente exercido, mas sem necessidade de ofensa ao direito do professor, no caso, do autor da ação. "Contudo, na hipótese, a ofensa não era necessária e em nada contribuía para a apresentação do tema de forma clara e consistente ao público. Referiu-se o nome do professor de maneira a extrapolar o exercício regular de um direito. Isso porque uma parte da aula, que possuía um contexto, foi destacado e inserido na reportagem. Esse modo de apresentar o tema, em relação ao autor, escapou da completa veracidade do fato", avaliou o relator. "Existiu o excesso, sem qualquer necessidade, que não era requisito para ser exercido plenamente o direito de informar", completou o Desembargador.
O relator afastou a condenação referente à publicação da sentença condenatória na Veja, mas teve o voto vencido nessa questão. O Desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana divergiu do relator, e votou por manter a condenação também neste tópico. Ele foi acompanhado pelo Desembargador Paulo Roberto Lessa Franz.
Apelação Cível 70052858230
Charles Leonel Bakalarczyk
No Advivo

Posted: 08 Jun 2013 03:47 PM PDT

Entre as muitas informações enviesadas e sem fundamento que a Veja já publicou, esteve uma envolvendo o ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Luiz Gushiken. Uma nota dizia que ele havia jantado com um empresário e dividido uma conta de R$ 3,5 mil, pagando sua parte em dinheiro.
Isso foi em 2006. Pois bem, agora, a revista foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a Gushiken. Segundo o site Consultor Jurídico, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a revista excedeu os limites da informação, opinião e de crítica ao trazer informações que não foram comprovadas apenas para transmitir uma imagem de esbanjamento.
Foi exatamente isso. Não havia nada que sustentasse a nota publicada pela Veja. Os advogados de Gushiken mostraram um cupom fiscal referente à refeição de duas pessoas, totalizando R$ 362,89, pagos com cartão de crédito. E também um documento assinado por um maitre do restaurante desmentindo a nota.
A revista alegou sigilo da fonte para não dizer de onde tirou a informação sobre os tais R$ 3,5 mil.
Para o desembargado Alcides Silva Júnior, a nota transmitiu "a imagem de esbanjamento, de 5 salários mínimos em uma refeição, e de dúvida quanto à procedência do numerário, por ser em espécie, havendo inclusive o destaque 'Gushiken e o Latour: dinheiro vivo', incompatíveis com o ocupante de cargo ou função públicos", mas os fatos não se comprovaram.
"O autor sofreu dano moral pelos equívocos da matéria jornalística, não só pela disparidade do gasto que lhe foi atribuído, com o histórico de sua militância política, desde os tempos da LIBELU e do Sindicato dos Bancários até a fundação do PT e da CUT, e esta foi a intenção alegada, mas porque incompatível com a austeridade exigida, não só pelo alto cargo ocupado, à época, no Governo Federal, mas pela influência pessoal que detinha em decisões relevantes de interesse nacional, tanto que, em decorrência da matéria, foi alvo de duras críticas por parte do Senador Heráclito Fortes, e com certeza de deboches, como revelou a outra testemunha, pois a matéria era para ser jocosa, devendo os réus compensar o dano", afirmou o relator do caso no TJ-SP.

Posted: 08 Jun 2013 03:43 PM PDT

FHC, Fujimori & Menem formaram o trio de marionetes do neoliberalismo latino-americano. A tríade causou a maior hecatombe econômica que se têm notícias por estas bandas. Nem as ditaduras e nem as sete pragas do Egito, juntas, conseguiram maior destruição dos que estes legítimos vira-latas latinos.

Humala deniega el indulto al expresidente peruano Fujimori

La Comisión de Gracias Presidenciales recomendó por unanimidad no conceder el indulto
Seguidores del expresidente Fujimori, en una protesta en diciembre de 2012.
Martín Mejía (AP)
El vilo político en el que estaban tanto el oficialismo de Gana Perú como el partido Fuerza Popular del fujimorismo ha terminado. Ahora podrán pactar o enfrentarse sin condiciones, dado que el presidente Ollanta Humala recogió la opinión de la Comisión de Gracias Presidenciales de no indultar al exmandatario peruano Alberto Fujimori, gobernante entre 1990 y 2000, condenado en abril de 2009 a 25 años de prisión por crímenes de lesa humanidad y corrupción.
Desde la noche del jueves, algunos periodistas reportaron que el esperado informe de la comisión, dependiente del Ministerio de Justicia, ya estaba listo. En un mensaje a la prensa, el presidente Humala comentó que el informe estuvo listo el miércoles 5 y que este viernes tomó la decisión.
El presidente peruano confirmó la noticia después de ser difundida por el ministro de Justicia, Daniel Figallo, quien indicó que Humala tomó la decisión a las 10 de la mañana de este viernes, “porque la solicitud no se ajusta a los motivos para el indulto humanitario: (Fujimori) no tiene enfermedad terminal, ni grave, ni incurable, ni degenerativa, tampoco tiene trastornos mentales insalvables”, y el expediente de la solicitud “no tiene fuerza para romper la condena judicial”.
Los hijos de Alberto Fujimori solicitaron la gracia para su padre en octubre del año pasado, después de que Ollanta Humala respondiera, cuando le preguntaron si daría el indulto a Fujimori, que él no podía responder a ese interrogante si no existía una petición formal. El ingeniero, preso en una instalación policial, ha tenido lesiones cancerosas en la boca, y en el pasado ha sido operado cinco veces por ese motivo. Los médicos también le han diagnosticado depresión. El lugar donde cumple su pena es una casa que además de la cocina, baño, habitación, living y escritorio, cuenta con un tópico (enfermería), taller de escultura y pintura, un jardín y una huerta: todo ello en 750 metros cuadrados, donde puede recibir visitas a cualquier hora cuatro veces por semana. El diario La República informó el viernes que entre enero y mayo de este año ha recibido 649 visitas. En su declaración sobre los motivos de la no concesión del indulto, Humala ha dicho que “es el ciudadano preso que está en las mejores condiciones del Perú”.
Tanto el titular de Justicia como Humala han destacado en sus declaraciones para justificar la decisión que valoraron el “concepto del arrepentimiento” que no ha existido por parte del exgobernante. Fujimori fue condenado por la Sala Penal Especial en 2009 por homicidio calificado y lesiones graves por las matanzas de Barrios Altos y La Cantuta, cometidas en 1992 por el grupo paramilitar Colina; y por secuestro agravado de un empresario y un periodista. Además, fue condenado por usurpación de funciones, corrupción de funcionarios, peculado (apropiación de bienes públicos) y violación del secreto de las comunicaciones. Recientemente, Chile aprobó que se le procese judicialmente por otro caso más, por el desvío de fondos del Estado a operaciones psicosociales en la denominada ‘prensa chicha’, tabloides creados y manipulados por el Servicio de Inteligencia Nacional, que dirigía en ese entonces el asesor Vladimiro Montesinos. Ese juicio aún no ha empezado.
Humala ha pedido además que no haya un “circo político” tras esta decisión por consideración a la familia de Fujimori. “Yo sé el sufrimiento de una familia cuando tiene un familiar preso”, ha dicho en alusión a su hermano Antauro, quien participó en 2005 en el ataque a una comisaría en Andahuaylas, en un levantamiento contra el gobierno de Alejandro Toledo, un hecho que en su momento el político nacionalista respaldó y del que luego se desmarcó.
Jacqueline Fowks
No Ficha Corrida

Posted: 08 Jun 2013 03:26 PM PDT
Em sua cruzada pela prisão de José Dirceu, a revista Veja desta semana dedica a capa à biografia não autorizada escrita por seu editor Otávio Cabral; nela, o ex-ministro da Casa Civil é acusado de sequestrar um estudante na juventude, de manter uma vida tripla (e não dupla) quando vivia no Paraná e de chantagear o ex-presidente Lula; na reportagem seguinte, logo após atirar novas pedras num réu, Veja coloca a faca no pescoço dos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, alertando para o risco de que eles livrem Dirceu da prisão; sutileza de sempre foi mantida na era pós-Roberto Civita.

Para a revista Veja, a prisão de José Dirceu, assim como seu aniquilamento e a destruição completa de sua biografia, é uma questão de honra. Não fosse assim, a revista não teria recorrido aos serviços do bicheiro Carlos Cachoeira para tentar seguir – ilegalmente – todos os seus passos no Hotel Naoum, em Brasília. Da mesma forma, a revista não teria feito uma capa com fogos de artifício, quando o Supremo Tribunal Federal definiu as penas dos réus da Ação Penal 470.
Dirceu é um alvo especial para a revista porque ocupa um papel simbólico na história da esquerda brasileira. Transformá-lo em bandido, em personagem inescrupuloso ou numa espécie de monstruosidade moral é uma maneira, também, de criminalizar a própria esquerda.
É nesse contexto que se insere a biografia não autorizada "Dirceu", escrita pelo jornalista Otávio Cabral, editor de Veja. Até algumas semanas atrás, divulgava-se que o livro não seria mais lançado, diante dos receios da editora LeYa. Agora, "de surpresa", o livro chega às livrarias pela Record e também à capa de Veja desta semana, cuja imagem é simbólica: o "monstro" pragmático Dirceu tira a máscara do "herói" sonhador, que ele usara na juventude. Abaixo disso, chamadas impactantes como num thriller policial: "Uma biografia não autorizada conta a transformação do jovem militante em um exímio manipulador político, homem de negócios e condenado que SEQUESTROU - TEVE MÚLTIPLAS IDENTIDADES - CHANTAGEOU LULA.
Uau! Quanta maldade reunida num só personagem!
Sobre o livro em si, poucas revelações bombásticas, a julgar pelo que está contido na reportagem de Veja. Uma das revelações é a de que, enquanto viveu no Paraná com Clara Becker e assumiu a identidade do empresário "Carlos Henrique", Dirceu não mantinha apenas uma vida dupla, que ocultava da própria mulher. Ele também teria tido uma amante em São Paulo, onde comprava roupas para sua loja, e, portanto, tinha uma "vida tripla", segundo Veja.
Sobre o sequestro, ele diria respeito ao estudante João Parisi Filho, membro do Comando de Caça aos Comunistas, que teria tentado se infiltrar entre militantes do movimento estudantil. Descoberto, ele teria sido levado a cárcere privado e submetido a agressões físicas pela turma de Dirceu.
Em relação a "chantagem a Lula", o livro conta que Dirceu obteve a presidência do PT depois de uma conversa tensa – e sem testemunhas – com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirceu teria ameaçado abandonar o PT e revelar esquemas de caixa dois do PT com empreiteiras, caso Lula não o apoiasse – o que não parece ser tão verossímil. E como a conversa se deu sem testemunhas, quem a terá revelado ao editor de Veja?
O que importa, no entanto, é a caracterização do personagem. Dirceu é, na biografia de Otávio Cabral e na reportagem de Veja, assinada por Thais Oyama, um monstro. "Um anti-herói sem escrúpulos que, como tantos outros na história política, escondeu a ambição atrás de um falso ideal".
Desmascará-lo ajuda também, na lógica de Veja, a desmascarar todos os ideais de esquerda. E basta virar  a página para descobrir que, na era pós-Roberto Civita, a principal revista da Editora Abril mantém a mesma sutileza de sempre. A reportagem "Supremo à beira da curva" diz que, "aprovado para a corte", Luís Roberto Barroso enche os mensaleiros de esperança. No texto, a revista faz um apelo para que ele e seu colega Teori Zavascki não livrem os réus da cadeia.
 Lembrando: Dirceu foi condenado pela teoria do "domínio do fato". Sabia porque, segundo a maioria da corte, seria impossível que não soubesse. Na formação de quadrilha, foi condenado por cinco votos a quatro – o que lhe dá direito aos embargos infringentes.
 Mas o monstro precisa ser destruído, aniquilado e preso. É este o objetivo da biografia "Dirceu" e da capa de Veja desta semana.


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Posted: 08 Jun 2013 03:20 PM PDT
Do Tijolaço - 08 de Jun de 2013 | 13:44

Por: Fernando Brito

Francamente, gastar 10 reais e a manhã de sábado lendo a biografia de José Dirceu escrita pela Veja, nem eu mereço.

Esperei até agora para ver se algum herói se aventurava a comentar – disse herói, não Reinaldo Azevedo ou Augusto Nunes, que se esmeram em agradar as “matérias da casa” contra o Governo.
Olhei só a capa e as páginas de abertura da matéria. Nojentas.
A capa está aí em cima e dispensa comentários.

A abertura tem uma montagem das fotos de Dirceu, dos 10 aos 60 e poucos anos que deve ter hoje. As mudanças faciais seriam óbvias, mas a exposição ainda fica mais conspiratória quando se recorda que ele teve de mudar o rosto, com uma plástica para voltar, clandestinamente, ao seu país, do qual havia sido banido pela ditadura e seria morto se encontrado.

Agora, o simpático Esmael de Moraes, do Paraná, faz o sacrifício.

Seus comentários, acrescidos dos meus:

1 – A capa é igual daqueles jornais sensacionalistas, dos que um programa de rádio antigo dizia que, torcidos, saíam sangue: “Uma biografia não autorizada conta a transformação do jovem militante em um exímio manipulador político, homem de negócios e condenado que SEQUESTROU – TEVE MÚLTIPLAS IDENTIDADES – CHANTAGEOU LULA.”;

2 - A maior “bomba”: a informação de que, quando era casado com Clara Becker, no interior do Paraná, tinha uma namorada em São Paulo. Puxa! Que coisa! Ainda se fosse em Paris, com um filho escondido por quase 20 anos, vá lá;

3 - Depois, Esmael descreve a suposta chantagem: “o livro conta que Dirceu obteve a presidência do PT depois de uma conversa tensa – e sem testemunhas – com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirceu teria ameaçado abandonar o PT e revelar esquemas de caixa dois do PT com empreiteiras, caso Lula não o apoiasse” . E pergunta, se a conversa foi sem testemunhas, quem a contou: Dirceu ou Lula? Ou seriam câmeras clandestinas daqueles moldes de que se serviu a revista para espionar o hotel onde Dirceu se hospedava? Não sei como o Obama não contrata a redação de Veja no lugar do FBI, não ia passar por todo este desgaste com os grampos telefônicos do FBI. Será porque teria de levar junto o Policarpo e o Cachoeira?

4 - Mas aí é que vem o ponto: descaradamente, a revista pede – com o jeitinho com que Veja sabe pedir – que os novos ministros do STF – Teori Zavascki  e Luiz Roberto Barroso não livrem os réus (do “mensalão”) da cadeia. Pressão “na veia”.

É verdade que Otávio Cabral tem um texto melhor que o do seu antecessor Merval Pereira na “pressão literária” sobre o STF para não exercer sua soberania no julgamento dos recursos. E que teve mais trabalho do que copiar e colar as colunas de jornal com que Merval conquistou um tamborete na Academia Brasileira de Letras.

Quem sabe vai pra lá também, com aquele fardão engalanado, fazer companhia a Merval?

  
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Posted: 08 Jun 2013 03:15 PM PDT



Por João Pedro Stedile*

A imprensa burguesa tem propagandeado que a inflação está fora do controle com a divulgação de noticias, artigos e comentários de políticos de oposição ao governo federal.
Com isso, colocam o tema dos preços como um fantasma atrás da porta de cada família brasileira, prestes a assaltá-la e tomar o seu dinheiro.
A construção dessa paranoia começou com a divulgação de matérias sensacionalistas sobre o aumento do preço do tomate, como se a valorização desse alimento tivesse de forma isolada incidência real na inflação dos gastos da maioria da população.
Qualquer estudante do primeiro ano de economia já sabe que os estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Getúlio Vargas têm diversos itens do orçamento doméstico médio dos brasileiros, sobre o qual se calcula o aumento da inflação real para as famílias.
Depois da criação da “crise do tomate”, a mídia burguesa tem apelado a cada dia para outros produtos, tentando criar novos factoides.
Essa manipulação grosseira se baseia em duas táticas complementares.
A primeira delas é criar na população paranoias e preocupações desnecessárias que resultem em ações de massa que desgastem o governo.
Essa tática deu resultado, por exemplo, com o boato de que a Bolsa Família iria acabar.
Com isso, 900 mil representantes das famílias mais pobres, desinformados ou mal informadas, correram para as agências da Caixa, provocando um verdadeiro tumulto, sobretudo nas cidades do Nordeste.
Hipocrisia descarada
A segunda tática da burguesia é jogar uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros problemas do país, lançando mão da hipocrisia descarada.
Em primeiro lugar, a burguesia e seus meios de comunicação sabem que existe uma tendência geral de aumento dos preços de todas as mercadorias que estão na sociedade, independente do preço de um único produto.
Ora, se há uma tendência de aumento de preços em todas as mercadorias, quem são os atores econômicos que aumentam os preços?
São exatamente os capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio.
Portanto, é a base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros.
Assim, o discurso por trás da inflação esconde interesses de classes. (...)
*Continue lendo  clicando AQUI


Posted: 08 Jun 2013 03:11 PM PDT

Acredito que a solução está no próprio capitalismo. Ou melhor, para além dele. Numa espécie de "hibridismo": um capitalismo social ou "sócio capitalismo"
Lula Miranda, Brasil 247
Podemos fazer alguma coisa para acabar com a pobreza ou este é um fenômeno milenar, tão complexo e enraizado na sociedade, que está além da nossa capacidade e competência equacioná-lo?
Além de deplorá-la, será que podemos fazer alguma coisa para, se não acabar ao menos minorar a pobreza em nosso bairro? E em nossa cidade? Em nosso Estado? Em nosso país?
Será que ao menos damos nosso apoio às pessoas e/ou às instituições, governos, parlamentares ou partidos que preconizam, defendem e implantam políticas públicas que visam atender/defender os desassistidos?
Já confessei aqui, não sou daqueles que são radicalmente contra o capitalismo e que acham que só o socialismo é a solução para os problemas da humanidade ou o único caminho para a construção de uma sociedade mais humana, igualitária, fraterna; sou daqueles que creem que a solução está no próprio capitalismo. Ou melhor, para além dele. Numa espécie de "hibridismo": um capitalismo social ou "sócio capitalismo". Sei que muitos torcem o nariz para esse tipo de formulação. Acham que é "coisa de poeta". Mas sigamos adiante.
Desnudemos as palavras e (pré)conceitos com a crueza das ações.
E tudo bem que alguns, quase sempre armados com seus preconceitos e/ou interesses privados, ou confortavelmente acomodados em decantadas(os) ideias e ideais, não entendam ou aceitem determinados conceitos; que pensem que tudo isso é rematada tolice, um contrassenso; e achem que "social" e "capital" sejam dois paradoxos excludentes e "inarmônicos" – uma insolúvel contradição em termos.”
Artigo Completo, ::AQUI::

Posted: 08 Jun 2013 03:05 PM PDT

Se existe alguém que seja inquestionavelmente favorável a que as pessoas parem de ficar reclamando na internet ou na frente da televisão e que tirem os seus traseiros da cadeira e vão à rua protestar, esse alguém é este que escreve.
Até 2005, limitava-me a escrever cartas de leitor a jornais com meus pontos de vista sobre o que me incomodava. Dali em diante, porém, decidi passar da choradeira à ação.
Devo ser um dos poucos cidadãos comuns que têm várias reportagens comprovando serem favoráveis a manifestações populares.  Matéria do portal Terra de 2007 registra o que fiz, pela primeira vez, para ir da retórica à prática.
O que fiz, a partir de 2005, foi criar um blog político que passaria a usar como ferramenta para estimular as pessoas a se engajarem em causas.
Usando este Blog, sensibilizei pessoas que pensavam da mesma forma e com elas fundei a ONG Movimento dos Sem Mídia, através da qual convoquei uma meia dúzia de atos públicos e até impetrei ações na Justiça.
Na mais bem-sucedida dessas manifestações, em 2009, centenas de pessoas se reuniram diante do jornal Folha de São Paulo para protestar contra editorial que qualificou a ditadura militar brasileira como “ditabranda”.
Abaixo, imagem daquele ato

Cada uma daquelas manifestações, porém, teve uma marca: a legalidade e o respeito ao direito de quem não queria participar.
A cada um daqueles atos, o Movimento dos Sem Mídia enviou comunicados sobre eles à Polícia Militar antes que ocorressem.
Nunca depredamos nada, nunca impedimos o livre trânsito das pessoas e, assim, jamais tivemos qualquer problema.
Entendo perfeitamente que, muitas vezes, a Polícia é truculenta. Porém, isso costuma ocorrer quando os manifestantes são pobres coitados. No caso dos últimos protestos, conheço o grupo que os promoveu e garanto que é composto por pessoas de classe média.
O grupo que foi às ruas de São Paulo se manifestar durante a semana que finda é o mesmo que, em 2011, promoveu o Churrascão da Gente Diferenciada, do qual participei.
Aquela manifestação ocorreu diante do shopping Pátio Higienópolis, em bairro aristocrático de São Paulo no qual os moradores queriam impedir a construção de uma estação do metrô porque, construída, atrairia pobres.
Esse movimento se intitula “Passe Livre” e tem um braço político composto por partidos como PSOL, PSTU e PCO, apesar de atrair independentes.
Ao contrário do que alguns pensam, não é a primeira vez que se faz um protesto contra aumentos de tarifas do transporte público em São Paulo.
Em 2006, o prefeito de São Paulo era Gilberto Kassab. As tarifas de ônibus e metrô foram reajustadas em 15%, muito acima da inflação, passando de R$ 2 para R$ 2,30.
Em 2010, ainda com Kassab como prefeito, a tarifa do transporte público de São Paulo subiu ainda mais, 17,3%, passando de R$ 2,30 para 2,70. De novo, muito acima da inflação.
Em 2011, o prefeito ainda era Kassab e a tarifa voltou a subir muito, agora em um intervalo bem menor do que nas vezes anteriores. O aumento foi de 11,11%, com o preço passando de R$ 2,70 para R$ 3.
Ninguém, no entanto, tem memória de uma guerra campal pelas ruas de São Paulo igual à que se viu nos últimos dias.
Além disso, desta vez a tarifa subiu muito menos, 6,6%, indo de R$ 3 para R$ 3,20.
No fim de maio, o prefeito Fernando Haddad declarou que, diferentemente do que ocorrera no passado, buscaria dar um aumento menor para uma tarifa que subira, pela última vez, em 2011.
Para dar um aumento abaixo da inflação, Haddad informou que seria preciso aumentar a verba destinada pela Prefeitura às empresas concessionárias de ônibus, o chamado “subsídio”.
Parece justo. Não se pode pensar em melhor uso para o dinheiro dos impostos de todos os paulistanos do que subsidiar o preço da passagem de ônibus e de metrô.
Aqui vale uma informação: a mídia não está aproveitando os tumultos para criticar Haddad porque a passagem de metrô também subiu e, como se sabe, quem aumenta o preço dela é o governo do Estado, ou seja, Geraldo Alckmin.
O que, então, mudou no reajuste das passagens em 2013 frente a 2006, 2010 e 2011?
Primeiro, o aumento foi bem menor. Depois, o prefeito da cidade, agora, é do PT.
Não se pode tirar a razão de qualquer um que proteste contra o preço das passagens no transporte público de uma cidade em que esse transporte é tão ruim. Quanto a isso, não há o que dizer.
O que não se entende, porém, é por que o esforço de Haddad para reajustar a tarifa tão abaixo da inflação de dois anos tenha provocado protestos tão maiores do que anteriormente.
Apesar do apoio de boa parte da população, não se pode negar que houve vandalismo, destruição de patrimônio público e obstrução do direito de ir vir.
A prosseguirem protestos desse tipo, não irá demorar e um cadáver aparecerá.
Os manifestantes, porém, já deram a senha do que pretendem através do principal bordão que vêm entoando: “Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar”.
Sob essa premissa, discordo das manifestações. Ninguém tem o direito de interferir dessa forma na vida da cidade. E muito menos de fazer tal ameaça.
O número estimado de pessoas que participou dessas manifestações é parecido com o que participou do “Churrascão da Gente Diferenciada” – em torno de cinco mil pessoas. Todavia, naquela oportunidade foi uma manifestação bem-humorada e pacífica.
O caráter político-partidário desses protestos está se fazendo sentir. Nunca houve, quando a tarifa subiu outras vezes, um ultimato como esse que ameaça “parar” as vidas dos paulistanos ou depredações e violência como se está vendo
O aumento menor da tarifa, repito, parece ter surtido o efeito contrário do esperado.
Apesar de ainda ter apoio popular, esse movimento vai se deslegitimando. Pessoas que não participavam do protesto se feriram, cada vez mais pessoas estão ficando assustadas.
Por experiência própria, posso afirmar que é mais do que possível fazer manifestações de rua sem causar o que essas que vêm ocorrendo estão causando. Afirmo que os tumultos só ocorreram porque os organizadores dos protestos assim quiseram.
Vi opiniões legitimando os atos públicos serem conduzidos dessa forma porque em países ricos como a França frequentemente há choques com a Polícia e depredações e, assim, protestos promoverem o caos seria coisa de país desenvolvido.
Discordo. Temos que copiar o que há de bom nesses países, não o que há de ruim. Democracia tem como premissa básica substituir a violência entre contrários pelo diálogo político.
O PSOL, o PSTU e o PCO têm todo direito de protestar contra quem quiserem, mas têm que fazer isso às claras e sem violência.
Partidos podem protestar contra Alckmin, Haddad, Dilma ou o Papa. É legítimo. Agora, gerar o caos que estão gerando e, ainda por cima, de forma anônima, sem assumir a autoria, é crime. E crime tem que ser combatido.

Do Blog da Cidadania.
Posted: 08 Jun 2013 02:57 PM PDT

As suspeitas de envenenamento ganharam mais força essa semana quando o ex-chofer de Pablo Neruda, Manuel Anaya, declarou à agência italiana ANSA, que o possível responsável pela intoxicação foi o agente Michael Townley (foto), que serviu a CIA estadunidense e a DINA, o organismo de inteligência política da ditadura chilena, criado por Manuel Contreras que adotou como um de seus modelos o SNI brasileiro. Investigação sobre morte de João Goulart acompanha andamento do caso envolvendo o Nobel de Literatura.
Por Dario Pignotti.

Do Carta Maior


Faltam informações consistentes, até o momento, para responder de forma categórica a pergunta que dá título a esta matéria. Há, isso sim, indícios sobre a suposta participação de um agente da CIA, acusado dos atentados mais impactantes executados pela Operação Condor, no envenenamento que teria matado o poete Pablo Neruda doze dias depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet, no Chile. “Estou tomando conhecimento por seu intermédio desta denúncia contra esse agente norte-americano que trabalhou na CIA (Michael Townley). Isso é importante para nós, pode ser útil para nossa investigação sobre a morte do presidente João Goulart, antes de fazer a exumação”, disse Nadine Borges, assessora da Comissão da Verdade, em conversa com a Carta Maior.

“Townley esteve envolvido em casos muito conhecidos da Condor. Se essa denúncia se confirmar, não podemos tirar nenhuma conclusão apressada, mas seria outro sinal de que membros dessa operação realmente utilizaram veneno como arma, o que nos traria um novo elemento para esclarecer o que aconteceu com João Goulart”, acrescentou Nadine Borges, que assessora “ad honorem” a coordenadora da Comissão da Verdade, Rosa Cardoso, e é integrante da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

É bem conhecido – inclusive há trabalhos historiográficos a respeito – o apoio do ditador Emilio Garrastazu Médici ao golpe de Estado de Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973. O jornal Folha de S.Paulo revelou meses atrás que seu sucessor, Ernesto Geisel, entregou milhões de dólares à ditadura chilena, na forma de crédito, para a compra de armas.

No dia 23 de setembro de 1973, doze dias depois da derrubada do presidente Salvador Allende, morreu o poeta Pablo Neruda, devido a um câncer de próstata, segundo a versão oficial que começou a ser posta em dúvida oficialmente em abril, quando a justiça chilena ordenou a abertura do caixão para que seus restos fossem estudados por vários peritos, inclusive da Cruz Vermelha Internacional, ante a suspeita de que foi intoxicado.

As suspeitas de envenenamento ganharam mais força essa semana quando o ex-chofer de Neruda, Manuel Anaya, declarou à agência italiana ANSA, que o possível responsável pela intoxicação foi o agente Michael Townley, que serviu a CIA estadunidense e a DINA, o organismo de inteligência política da ditadura chilena, criado por Manuel Contreras que adotou como um de seus modelos o SNI brasileiro, em cuja escola de repressores, a ESNI, estudaram possivelmente vários chilenos.

Se essa denúncia contra Townley se confirmar, ocorrerá um giro copernicano na rede terrorista multinacional Condor, ou pelo menos em um de seus capítulos ainda pouco explorados, o que trata da eliminação bioquímica de opositores no Chile e, supostamente, em vários países da região. Townley foi para a Condor o que Sergio Paranhos Fleury foi para a repressão no Brasil: um paradigma do serial killer a serviço da guerra sem fronteiras contra o comunismo real e o imaginado pelos generais sulamericanos. Foi ele que assassinou em 1975, em Washington, o ex-chanceler chileno Orlando Letelier, que participou, também em 1975, do atentado que feriu gravemente o vice-presidente chileno Bernardo Leighton, em Roma, e que, poucos meses antes, em 1974, executou em Buenos Aires o general Carlos Prats, exilado após a chegada de Pinochet ao poder.

A esse recorde terrorista se somaria o até agora não provado crime contra Pablo Neruda, de acordo com a declaração de seu assistente Araya, testemunha direta dos fatos. O motorista do automóvel do Prêmio Nobel de Literatura foi quem o levou até a Clínica Santa Maria, em Santiago do Chile, para tratar de uma estranha doença pouco antes de falecer no dia 23 de setembro de 1973.

Ainda que a verdade ou falsidade sobre a substância fatal que teria matado Neruda só será conhecida com a conclusão dos exames do cadáver, pode-se assinalar que a acusação contra Townley goza de verossimilhança dado os antecedentes criminais mencionados acima (atentados contra Letelier, Leighton e Prats). Além disso, ele trabalhou durante anos com o bioquímico Berríos, recrutado pela DINA chilena para desenvolver o mortífero gás Sarín e outros compostos destinados a eliminar inimigos da ditadura sem deixas rastros.

No prontuário “químico” de Townley está a execução com substâncias mortíferas de dois peruanos, que ele utilizou como cobaias para demonstrar a eficácia dos compostos elaborados em um laboratório que funcionava em sua casa no bairro Lo Curro, em Santiago do Chile, e estava subordinado à DINA.

A informação levantada por jornalistas chilenos indicava que o centro de experimentação com armas químicas da DINA começou a funcionar em 1975, ou seja, dois anos depois da morte de Pablo Neruda, um dado a levar em conta já que reduziria a probabilidade de que o escritor tenha sido assassinado por agentes do estado.

Mas, assim como a morte de Pablo Neruda, ocorreu em 1973, antes de ter sido posto em marcha o Projeto Andrea, e isso pode conspirar contra a ideia de assassinato, há outro suposto magnicidio que ocorreu anos mais tarde, em 1982, quando morreu o ex-presidente Eduardo Frei Montalva, que segundo um juiz chileno foi vítima de um envenenamento durante uma internação precisamente na Clínica Santa Maria. O provável assassinato de Frei, em 1982, é um antecedente a ser levado em conta, quando se investiga o que ocorreu com João Goulart e seu estranho falecimento em 1976, que seus familiares atribuem a um envenenamento por meio da inclusão de fármacos contaminados junto aos remédios que tomava para uma enfermidade cardíaca.

Entre Frei e Goulart há semelhanças políticas: ambos eram, quando morreram, dirigentes políticos centristas com capacidade de reunir o respaldo de amplos setores, da esquerda à centro-direita, interessados em formar uma coalizão capaz de encurtar a transição democrática, que era o que menos queriam Pinochet e Geisel, o que permite suspeitar que ambos os ditadores tenham consentido ou instigado a eliminação desses opositores civis.

“Nestas investigações é preciso se mover com muito cuidado para evitar passos em falso”, recomenda Nadine Borges durante a entrevista com Carta Maior. Logo depois de fazer essa advertência, assinala que “diante das dúvidas e das provas que foram apagadas pelo tempo nós consideramos que o correto é não restar nenhuma dúvida e investigar. Por isso acreditamos que é preciso avançar o que for possível com as investigações sobre o que ocorreu com Neruda e Goulart, e buscar se há alguns paralelos, que me parecem podem existir, sem esquecer a informação que já se tem sobre Frei”.

No plano prático é útil incorporar a experiência acumulada no Chile, “por isso conversamos com peritos da Cruz Vermelha Internacional que estiveram como observadores nos trabalhos de abertura do caixão e primeiras manipulações com o corpo de Pablo Neruda; são informações importantes para nós que podem ser aplicadas no trabalho de exumação do presidente Goulart”.

Nadine Borges acompanhou a doutora Rosa Cardoso e outros membros da Comissão da Verdade ao Rio Grande do Sul, onde há uma semana receberam os citados especialistas da Cruz Vermelha junto com peritos da Argentina e do Uruguai, experimentados em trabalhos com corpos de vítimas das ditaduras dos seus países.

Para chegar à verdade sobre o passado, assinala Borges, deve-se trabalhar tanto com as ferramentas técnicas que aportam os especialistas forenses, como com a reconstrução histórica dos fatos. “Pode acontecer que o avançado estado de decomposição do corpo do presidente Goulart nos impeça de encontrar rastros que demonstrem que foi envenenado, mas mesmo assim vale a pena fazer a exumação porque o que estamos vendo com as suspeitas sobre Neruda é que o envenenamento pode ter sido uma arma empregada pela operação Condor em uma escala maior do que a que imaginávamos. Além disso, há vários elementos que nos indicam que o ex-presidente Eduardo frei também morreu por causa de um envenenamento”.

Fonte: Carta Maior
Posted: 08 Jun 2013 02:48 PM PDT


"EU CONCORDO COM ELE. EU PRÓPRIO BUSQUEI PASSAR A RÉGUA, NUMA NIVELAÇÃO, MAS FUI VENCIDO"
Ministro Marco Aurélio de Mello
O Ministro concordou com a avaliação feita Por Luís Roberto Barroso, de que o julgamento da AÇÃO PENAL 470 (MENSALÃO) foi atípico para os padrões do SUPREMO. Marco Aurélio lembrou que tentou substituir o concurso material que leva a um somatório das diversas penas, pela continuidade delitiva, mas acabou vencido.

É bom que estas observações sejam feitas, e trazidas ao conhecimento da opinião pública, para  colocar por terra a falsa argumentação de que "É CHORO DE PETISTAS" o denunciar e protestar contra a série de absurdos cometidos durante o referido JULGAMENTO. Nunca antes, o STF condenou alguém com base no "só pode ser culpado", nem exigiu da defesa o "ÔNUS DA PROVA" invertendo a consagrada regra mundial do DIREITO.  Nunca, na história do STF foi aceito que houve ato de corrupção praticado por alguém depois de morto. Nunca se viu, como no caso do MENSALÃO, um STF de joelhos e pautado pela IMPRENSA. 

Posted: 08 Jun 2013 02:45 PM PDT
"DILMA DEBOCHA DE THE ECONOMIST"

Ao invés de cuidar do seu quintal, que anda sujo, e com a economia britânica à beira da recessão, a revista 'THE ECONOMIST' anda preocupada com o Brasil, mais precisamente preocupada em 'derrubar' o ministro da Fazenda do Brasil - Guido Mantega.

De onde vem essa vontade da revista em ver o nosso ministro demitido ? TALVEZ, do fato do Brasil ter ultrapassado a economia inglesa no período Lula / Dilma - PT - Guido.

O engraçado é que THE ECONOMIST se preocupa com os números da nossa economia, que são muito melhores do que os da economia dos britânicos.

VAMOS AOS NÚMEROS ?

O DESEMPREGO entre os BRITÂNICOS está ALTO, na faixa de 8% - e entre os jovens e os pouco qualificados (NO REINO UNIDO, NA EUROPA, NO MUNDO TODO, EXISTE O PROBLEMA DE PROFISSIONAIS / MÃO DE OBRA POUCO OU NÃO QUALIFICADA) é ainda mais elevado e preocupante. Estima-se que serão necessários cinco anos de arrocho para que os britânicos voltem a respirar. No Brasil, o desemprego é o menor de sua HISTÓRIA

No primeiro trimestre de 2013 os ingleses cresceram 0,3%- o Brasil cresceu o DOBRO 0,6%.

A PREVISÃO DO CRESCIMENTO DO PIB por lá, é de 0,8% em 2013 e de 1,5% em 2014. Nós aqui no Brasil, vamos crescer, na pior das hipótese 2,4 % em 2013 ( O TRIPLO dos ingleses) e em 2014 estima-se em 3,5 a 4% o nosso crescimento.

OS BRITÂNICOS praticam, uma politica monetária expansionista, que a OCDE considera "adequada" ao momento econômico mundial. Ainda assim, com os péssimos resultados obtidos, os britânicos perderam o seu triplo A, e foram REBAIXADOS pelas Agências MOODY'S e FITCH.

Já o Brasil está com suas contas em ordem, e, a prova disso é que consegue captar recursos, rolar sua dívida e renovar os papéis emitidos com os menores jurados já vistos. AGIOTA nenhum empresta dinheiro com juros baixos para quem ele tem dúvida se vai receber.

Assim, tirando o fato de que THE ECONOMIST está apenas querendo aparecer, e que espirrando por lá, o PIG aqui pega PNEUMONIA e "repercute", visto que são garotos de recado, não há nada além disso, que se possa dizer em bom português para os bolorentos britânicos. CUIDEM DA SUA VIDA, E...
AQUI PARA VOCÊS

Fonte das informações e dados econômicos:
OCDE
www.tvi24.iol
EURONEWS
Folhetim O Globo

3 comentários: Links para esta postagem 

Do 007BONDeblog.
Posted: 08 Jun 2013 02:41 PM PDT
Posted: 08 Jun 2013 02:39 PM PDT


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Do Blog Sujo.
Posted: 08 Jun 2013 02:34 PM PDT


Pergunta básica: o MP trabalha para o Brasil ou para o Jornal Nacional?


Entendam o que é a PEC 37 e o porquê da gritaria do MP contra a PEC37 (com a ajuda da velha mídia) e a deflagração da operação midiática. ATENÇÃO PARA OS ITENS Nº 5, 12 E 13:

1- A Constituição prevê que o MP é o fiscal da lei e o titular da ação penal pública;

2- A Constituição confere ao MP o poder de requisitar,a qualquer tempo, a abertura de investigações e a realização de diligências investigatórias;

3- A Constituição atribui ao MP o controle externo da atividade policial;

4- A Constituição, de forma expressa, dispõe que compete às Polícias Civis e à Polícia Federal a apuração de infrações penais, exceto as militares;

5- Como a Constituição não confere ao MP o poder de investigação, nem explícita nem implicitamente, não se pode dizer que a PEC 37/2011 lhes suprime tal direito. ORA, NÃO SE PODE PERDER AQUILO QUE NÃO SE DETÉM;

6- A PEC 37 não impede a criação de CPI’s;

7- A PEC 37 não impede a atividade de controle e fiscalização atribuídas legalmente a outros órgãos públicos que não promovem investigação criminal, tais como TCU, CGU, IBAMA, COAF e Receita Federal;

8- A PEC 37 não impede o trabalho integrado entre órgãos de controle e fiscalização, o Ministério Público e as polícias judiciárias;

9- A PEC 37 não impede que o MP e o Poder Judiciário investiguem os seus próprios membros pela prática de infrações penais;

10- A PEC 37 preserva a higidez do sistema de persecução criminal brasileiro, que se funda na separação de atribuições entre órgão investigador, acusador, defensor e julgador;

11- A PEC 37, não invalida nenhuma investigação já realizada pelo MP, ratificando as provas produzidas até a sua promulgação, moderando seus efeitos;

12- A PEC 37 evita a prática de investigações casuísticas, seletivas, sem controle e com o propósito meramente midiático;

13- Por não possuir o poder de investigação, o MP apresentou, nos últimos anos, duas propostas de emenda à Constituição, no intuito de alcançar esse fim, tendo o Congresso Nacional rejeitado ambas, em respeito ao sistema acusatório e a ordem
Constitucional;

14- A Ordem dos Advogados do Brasil e a Advocacia Geral da União, visando a preservação da legalidade, manifestaram-se expressamente contrárias ao poder de investigação do MP;

15- A PEC 37 evita abusos, excessos, casuísmos e desvios de finalidade, permitindo apenas investigações legais, com o controle externo do MP e do Poder Judiciário, e acesso à defesa.

http://www.adepoldobrasil.com.br/2.0/wp-content/uploads/2013/02/FINALIZADO.pdf
Posted: 08 Jun 2013 02:31 PM PDT

Copacabana é apontada como a melhor praia do mundo


Para o site, "nenhuma visita ao Rio fica completa sem uma parada em Copacabana" / foto: divulgação
Uma praia perfeita para tomar sol, praticar esportes e dar muitos mergulhos. Com essas características, Copacabana, com seu “icônico calçadão com ondas em preto e branco”, foi eleita, por especialistas no assunto, a melhor praia do mundo para a turma do Hemisfério Norte passar as férias de verão, agora no meio do ano.
“Nenhuma visita ao Rio fica completa sem uma parada em Copacabana˜, publicou o site de dicas para viagens Cheapflights.com. Já famoso pelos rankings que costuma fazer, dos mais variados, o site recomendou, ainda, a Prainha e “um monte de lugares bacanas para tomar caipirinha˜.
A lista das melhores praias para as férias se completa com: Camps Bay ([Africa do Sul), em segundo lugar, seguida por Barceloneta (Espanha), Waikiki (Honolulu), Costa de Caparica (Lisboa), Kitsilano (Canadá), South Beach (Miami), Bondi Beach (Sydney), Venice Beach (Los Angeles) e Stanley (Hong Kong).
Na semana passada, o Rio já havia sido incluído num outro ranking do mesmo site, como um dos 10 melhores destinos do mundo para casais do mesmo sexo celebrarem a união.
Posted: 08 Jun 2013 02:26 PM PDT
Fernando Rodrigues
O futuro do dilmismo
BRASÍLIA - Como política e ansiedade andam de mãos dadas, há uma onda de especulações sobre qual será a feição de um eventual segundo mandato de Dilma Rousseff. Será igual ao Lula 2 ou um período melancólico e sem brilho?
A história tem sido cruel com reeleitos. Que o digam Fernando Henrique Cardoso, aqui no Brasil, e agora Barack Obama, nos Estados Unidos.
O sucesso de um segundo mandato depende das realizações do primeiro. Vista em retrospecto, a política de Lula com os programas sociais de inclusão e ampliação do mercado interno acabaram salvando o Brasil mais adiante. Além disso, ele criou uma legião de admiradores políticos e ampliou suas alianças partidárias.
Os resultados de Dilma são incertos nas duas áreas. Não está claro se a sua política econômica fragmentada funcionará. Não por causa das piadas da revista britânica "Economist" com Guido Mantega, mas porque qualquer pessoa de bom-senso andando pelo país nota como a infraestrutura andou de maneira muito mais lenta do que exige a demanda do mercado de novos consumidores.
Dilma também tem sido malsucedida no manejo da micro e da macropolítica. Como se sabe desde sempre, um governante pode errar em tudo, menos na política. O preço algum dia acabará sendo cobrado. Como a atual presidente segue forte e popular, essa conta talvez não seja apresentada em 2014. Só que em 2015 vai aparecer com certeza absoluta.
Vivo em Brasília há alguns anos por dever de ofício. Falo com políticos do governo e da oposição. Exceto por alguns ministros, nunca encontrei gente de relevância entusiasmada com a atual presidente. Não existem dilmistas. Há lulistas. Na oposição é possível encontrar saudosistas de FHC. Mas Dilma tem escassos torcedores reais a seu favor.
Todos esses elementos somados são um prenúncio ruim para o futuro do dilmismo. Embora dilmismo, como se observa, nem exista de fato.
Posted: 08 Jun 2013 02:21 PM PDT



Do Vermelho - 8 de Junho de 2013 - 13h23 

Em sua última agenda no Equador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu dois títulos de doutor honoris causa, pela Universidad Andina Simón Bolívar e pela Escuela Politécnica del Litoral. As homenagens foram oferecidas na Sala Capitular San Agostín, mesmo local onde foi escrita a declaração de independência do Equador, em 1809.

 

Lula doutor honoris causa no equador
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O reitor da Universidad Andina Simón Bolívar, Enrique Ayala Mora, disse que Lula é um exemplo para a integração da América Latina por ter consagrado um sistema de ideias que coloca o povo em primeiro lugar, ao mesmo tempo em que ouve todos os segmentos da sociedade. Sergio Flores, reitor da Escuela Politécnica del Litoral, destacou que “Lula estabeleceu uma nova maneira de governar ao assumir e cumprir o compromisso de lutar contra a fome e pela universalização do ensino”.

A Universidade Andina Simón Bolívar, criada pelo Parlamento Andino em 1985, só concedeu títulos honoris causa a sete pessoas até hoje. O reitor Enrique Ayala Mora, que no começo do ano participou do Encontro com Intelectuais promovido pelo Instituto Lula, elogiou o ex-presidente por seu trabalho a favor da integração dos povos e disse que o prêmio vai a um homem “reconhecido por seu grande trabalho em seu país e na América Latina, pela integração latino-americana e pela promoção do diálogo do Brasil com países andinos”.

“Parte do imenso legado de Lula é seu sistema de ideias, que ele honrou em sua vida de sindicalista a político probo, que o permitiu conquistar a presidência de Brasil”. E continuou: “Buscando sempre consensos criativos sustentáveis, o sistema de ideias do presidente deve ser uma referência para líderes políticos, sindicalistas, trabalhadores e todos interessados no debate por um mundo de paz e justiça social”.

Em seu discurso de agradecimento, Lula disse o grande artista equatoriano Oswaldo Guayasamin tem uma frase que muito o impactou: “Chorei porque não tinha sapatos. Até que vi uma criança que não tinha pés”. E desafiou: “Temos que ser capazes de construir uma ética da solidariedade, um compromisso inalienável na luta contra todas as formas de sofrimento e humilhação produzidas pela miséria, o abandono e a exclusão”.

Lula encerrou reafirmando seu compromisso “de continuar trabalhando para tornar mais forte e ativa a integração entre o Equador e o Brasil”.


Fonte: Instituto Lula

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Posted: 08 Jun 2013 02:19 PM PDT
Posted: 08 Jun 2013 02:16 PM PDT

Do Viomundo - publicado em 8 de junho de 2013 às 10:40
Dilma e Joe Biden, na visita do vice-presidente americano ao Brasil. Foto: Wilson Dias/ABr


por Mauro Santayana, em seu blog

A vinda do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao Brasil, e a confirmação da visita de Estado da Presidente Dilma Rousseff aos EUA, apontam para uma mudança de patamar nas relações entre os dois países.

Tradicionalmente avessos a uma aproximação maior com a América do Sul, os Estados Unidos parecem ter subitamente despertado para a importância do Brasil na região e no mundo. Entre outros fatos, essa presença internacional explica a recente vitória do Brasil na OMC, contra o voto contrário de 26 países da União Europeia e dos próprios EUA.

O Brasil, hoje, por qualquer ângulo que se veja, é o parceiro necessário na região.

O maior projeto petroquímico do México está sendo executado por uma empresa brasileira. Pouco ao leste, no mar das Antilhas, a obra mais importante de Cuba, o novo Porto de Mariel, é financiada pelo Brasil e está sendo realizado por outra empresa brasileira, assim como novas usinas da Azcuba, estatal de produção de açúcar, e de vários projetos de modernização agrícola. Na Bolívia, a venda de gás ao Brasil é de importância vital para aquele país, que nos envia, todos os dias, 30 milhões de metros cúbicos.

Também na Bolívia e no Peru, o Brasil projeta e constrói a rodovia e a ferrovia transoceânicas, que irão nos levar aos portos do Pacífico e facilitar o incremento das relações comerciais entre os dois lados do continente. Ainda no Peru, empresas brasileiras abrem túneis nas montanhas dos Andes, para levar águas para a irrigação de áreas áridas. 
No Paraguai, o Brasil financia e constrói uma linha de transmissão de energia de Itaipu ao oeste do país. Na Argentina, o maior projeto em discussão hoje, é o da exploração das reservas de potássio de Rio Colorado, a ser executada por uma empresa brasileira.

Apoiado por pela Espanha e pelo México, os EUA tentam contrabalançar o papel do Brasil na América Latina, com iniciativas como a Aliança do Pacífico. Trata-se de esforço inútil, já que o Brasil é o maior parceiro latino-americano comercial de todos os países envolvidos. Além disso, a Aliança não pode concorrer com a UNASUL ou o com Conselho de Defesa da América do Sul, instituições das quais Peru, Colômbia e Chile são membros plenos, e compartilham com o Brasil importantes projetos, como o do novo avião militar de transporte da EMBRAER, o KC-390 ou o desenvolvimento de lanchas de patrulha fluviais para a Amazônia.

Biden fez questão de ressaltar alguns aspectos que valorizam o papel do Brasil no mundo, como o fato de ser a sétima maior economia e de ter um PIB maior que o da Rússia, ou o da Índia e omitiu outros, como a posição do Brasil como terceiro maior credor externo dos EUA.

Devemos estreitar, de igual para igual, o diálogo com os EUA, sem nos deixarmos seduzir pelo canto de suas sereias. Eles têm seus interesses e nós temos os nossos. Eles têm o Nafta – e nós temos o Mercosul e os Brics.
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Posted: 08 Jun 2013 02:12 PM PDT

"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.
Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.
A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.
O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.
Assim, e, por favor, Shut Up!.
Editorial do Jornal do Brasil
Posted: 08 Jun 2013 02:02 PM PDT

Stedile: a inflação e a hipocrisia
Escrevinhador - 07/06/2013 às 08:03 e atualizada sexta-feira, 07/06/2013 às 08:53

por João Pedro Stedile, no Terra Magazine

A imprensa burguesa tem propagandeado que a inflação está fora do controle com a divulgação de noticias, artigos e comentários de políticos de oposição ao governo federal.
Com isso, colocam o tema dos preços como um fantasma atrás da porta de cada família brasileira, prestes a assaltá-la e tomar o seu dinheiro.
A construção dessa paranoia começou com a divulgação de matérias sensacionalistas sobre o aumento do preço do tomate, como se a valorização desse alimento tivesse de forma isolada incidência real na inflação dos gastos da maioria da população.
Qualquer estudante do primeiro ano de economia já sabe que os estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Getúlio Vargas têm diversos itens do orçamento doméstico médio dos brasileiros, sobre o qual se calcula o aumento da inflação real para as famílias.
Depois da criação da “crise do tomate”, a mídia burguesa tem apelado a cada dia para outros produtos, tentando criar novos factoides.
Essa manipulação grosseira se baseia em duas táticas complementares.
A primeira delas é criar na população paranoias e preocupações desnecessárias que resultem em ações de massa que desgastem o governo.
Essa tática deu resultado, por exemplo, com o boato de que a Bolsa Família iria acabar.
Com isso, 900 mil representantes das famílias mais pobres, desinformados ou mal informadas, correram para as agências da Caixa, provocando um verdadeiro tumulto, sobretudo nas cidades do Nordeste.

Hipocrisia descarada

A segunda tática da burguesia é jogar uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros problemas do país, lançando mão da hipocrisia descarada.

Em primeiro lugar, a burguesia e seus meios de comunicação sabem que existe uma tendência geral de aumento dos preços de todas as mercadorias que estão na sociedade, independente do preço de um único produto.
Ora, se há uma tendência de aumento de preços em todas as mercadorias, quem são os atores econômicos que aumentam os preços?
São exatamente os capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio.
Portanto, é a base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros.
Assim, o discurso por trás da inflação esconde interesses de classes.
Posted: 08 Jun 2013 03:52 AM PDT

Posted: 08 Jun 2013 03:48 AM PDT

“Essa é uma questão política. Quem tem posição deve tomar”, disse o novo ministro


Saiu no G1:

‘Em tese’, diz novo ministro, Supremo pode rever Lei da Anistia


Mariana Oliveira Do G1, em Brasília

O ministro recém-nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (7) que, com uma nova composição, “em tese” há possibilidade de o tribunal rever a Lei de Anistia .

Em 2010, por sete votos a dois, o STF confirmou a validade da lei que estabeleceu a abrangência da anistia para casos de tortura e crimes comuns cometidos por agentes do Estado e por civis durante a ditadura militar (1964-1985). Depois disso, entraram no tribunal quatro novos ministros (Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e agora Luís Roberto Barroso). No total, o Supremo tem 11 ministros.

Perguntado se o entendimento do tribunal em 2010 poderia ser revisto agora, ele respondeu: “Em tese, sim. Tenho conforto de falar sobre isso porque o [Cesare] Battisti [ex-ativista italiano acusado em seu país] não foi anistiado. A Itália não teve mesmo opção. Na vida, você pode ter lições de justiça ou lições de paz. Essa é uma questão política. Quem tem posição deve tomar”, disse o novo ministro, para quem caberia ao Congresso essa decisão.

Barroso, cuja nomeação foi publicada na manhã desta sexta no “Diário Oficial da União”, conversou à tarde com jornalistas. Ele informou que tomará posse no próximo dia 26.

Do Blog CONVERSA AFIADA.
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