22/1 - CURIOSIDADES A RESPEITO DOS URUBUS...

FONTE: m_follain@terra.com.br


Conheça curiosidades a respeito dos urubus...
Beijo
Martha


Bichos - martha follain
Urubus, bichos esquisitos
16 de janeiro de 2014 às 14:40
(Foto: Wikiaves)
O nome “urubu” vem do grego “korax”, corvo e “gyps”, abutre, urubu; e do latim “atratus, ater”, vestido de preto – abutre preto.
O urubu comum ou urubu de cabeça preta (Coragyps atratus) é uma ave necrófaga – se alimenta de carne putrefata e outros materiais orgânicos em decomposição, sementes de palmeiras e cocos, ovos, filhotes de outros pássaros nos ninhos ou filhotes de tartarugas recém nascidos e pequenos vertebrados. Eventualmente come frutas. Ao contrário de outras aves de rapina, como as águias, falcões, corujas, etc., o urubu não tem habilidade para caçar, pois as garras de suas patas são ineficientes para essa tarefa. Não são garras funcionais – elas são pequenas. Por isso, ele precisa comer carcaças de animais mortos por outros predadores.
Os urubus têm um andar característico por causa de seus pés chatos, não conseguindo caminhar como fazem outras aves – precisam dar pequenos pulos para se deslocar.
É uma ave encontrada nas regiões central e norte dos Estados Unidos e em praticamente toda a América do Sul. Também está presente em algumas ilhas como a Margarita na Venezuela e Cozumel, no México. Há alguns indivíduos que conseguem atingir as Antilhas. Seu habitat é em lugares com pouca vegetação e também em zonas urbanas, onde é possível vê-lo em aterros sanitários. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em áreas de florestas. Onde há presença humana, há urubus.
Em cativeiro pode viver entre 16 e 30 anos e na natureza em torno de 5 anos. Procria uma vez por ano e a fêmea põe 2 ovos cuja coloração é cinza esverdeada. A incubação é feita pelos pais e demora de 38 a 48 dias. Os filhotes são capazes de alimentar-se sozinhos, entre 10 a 12 semanas. O urubu não tem predadores naturais.
O urubu de cabeça preta, possui 62 cm de comprimento e tem de envergadura cerca de 1,43 m com peso de 1,6 kg. Seu olfato não é tão desenvolvido quanto os de outros da espécie (urubu rei, urubu da mata, urubu de cabeça vermelha, urubu de cabeça amarela) mas sua visão é excepcional, tendo excelente acuidade visual para detectar carniça a grande distância ou observando outros urubus pousando para comer. É possível a formação de bandos mistos, com espécies diferentes. O urubu de cabeça vermelha e o urubu de cabeça amarela possuem o olfato mais aguçado e encontram a comida, sendo seguidos pelos demais. Mas quem se alimenta primeiro é o urubu rei, que é maior e tem o bico mais forte, ideal para rasgar a carcaça, facilitando para os demais.
O “allopreening” é praticado pelos urubus. É um comportamento de grupo onde indivíduos de determinada espécie executam a limpeza em outro indivíduo. Os motivos são remoção de parasitas, bom convívio e estabelecimento de hierarquia. Mas demonstra um vínculo de confiança entre 2 pássaros. Pode ocorrer “allopreening” entre espécies diferentes de urubus.
É capaz de ver um animal morto a 3000 m de altura e de sentir o cheiro de carniça a 50 km de distância. É visto sobrevoando os centros urbanos, tendo enorme capacidade para planar, alcançando até 2800 m de altitude ao sabor das correntes térmicas. Quando está no chão e se sente ameaçado, pode regurgitar para ficar mais leve e levantar voo mais rapidamente. Além de planar, pode bater as asas, produzindo um ruído característico.
Como não tem glândulas sudoríparas para dissipar o calor, não consegue transpirar – usa então uma estratégia para evitar que a temperatura do corpo suba muito: ele urina e defeca nas próprias pernas. Além disso, fica com o bico aberto para perder calor.
Costuma pousar nas margens de rios e lagoas para beber água. Entra na água e molha as pernas completamente, lavando-se em água limpa. Os urubus não têm penas na cabeça nem no pescoço e isso ajuda na sobrevivência da espécie. Como se alimentam de carne em decomposição, cheia de micro organismos, penas seriam pontos de contaminação. Dessa forma a higienização é facilitada.
Curiosamente urubus não vocalizam. Eles não têm siringe, o órgão vocal das aves. A siringe é um órgão presente nas aves, responsável pela produção e emissão de sons. As aves que emitem sons provocados pela siringe (canto) são denominadas aves canoras (wikipedia). Os urubus podem crocitar, que é a emissão de barulhos de aves de rapina.
Junto a outras aves carniceiras o urubu é útil aos seres humanos porque, ao comer a carne de animais mortos limpa as cidades e ajuda a evitar uma série de doenças. O urubu frequenta lixões, aterros sanitários e aparenta não temer a presença de seres humanos. Acostuma-se com a presença humana e, em alguns locais, é visto até com galinhas e outras aves domésticas. Nas proximidades de habitações, procura restos de comida e de animais domésticos mortos.
O hábito de comer carniça desses animais é essencial. Os urubus são muito importantes para os seres humanos, pois são uma espécie de coletores de lixo, fazendo uma limpeza nos locais onde vive, eliminando do meio ambiente a matéria orgânica em decomposição, limpando as carcaças até os ossos matando todas as bactérias. Estudos apontam que em áreas nas quais não há urubus, as carcaças levam até 3 ou 4 vezes mais tempo para se decomporem e isso trás enormes consequências na propagação de doenças. Urubus eliminam 95% das carcaças presentes em um ambiente.
É considerado por alguns canais de televisão americanos, como o “Mais Extremo dos Carniceiros” e os cientistas ainda não descobriram totalmente a origem do fato de comerem comida putrefata sem adoecerem. Acreditam que é graças ao seu robusto sistema imunológico com seus anticorpos poderosos que fazem com que ele seja imune a doenças e ao potente suco gástrico secretado por seu estômago. O estômago dos urubus secreta um suco gástrico que neutraliza as bactérias, vírus e toxinas presentes na carne putrefata. Urubus podem se alimentar de vítimas de quaisquer doenças, destruindo todos os germes da carne que matariam qualquer outra criatura viva. A carne estragada pode causar botulismo, cólera e antraz, no entanto, urubus são imunes a essas doenças.
Os urubus ajudam a diminuir o antraz, que se espalharia e contaminaria o gado e outros animais. O antraz é uma doença infecciosa causada pelos “Bacillus anthracis”, nome original da bactéria formadora de esporos que se conservam vivos até 40 a 70 anos após a sua morte, pois resiste à putrefação. O homem pode adquirir a doença em sua forma natural através do contato com animais infectados ou suas carcaças e pode ser letal. O antraz é considerado um agente potencial para uso em guerra biológica.
Já se pode falar em “urubus urbanos” em cidades como São Paulo. Eles são acusados de serem aves oportunistas mas são fundamentais para auxiliar na limpeza da cidade e suas rodovias. E o responsável pela proliferação de urubus é o próprio ser humano, que com o aumento descontrolado da quantidade de lixo, principalmente em parques e nas vias marginais, atrai populações de urubus que assim, estão se tornando “pragas urbanas”, Sua área de ocorrência tem se expandido com a colonização humana, já que na escassez de ambientes para que coloquem seus ovos (penhascos rochosos e cavidades ocas de árvores), os urubus vêm utilizando os prédios paulistanos como poleiros e locais para pouso e descanso.
Não há doenças que possam ser transmitidas de urubus para humanos.
Sendo considerados animais silvestres, urubus não podem ser mortos e nem maltratados, pois são protegidos pela Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1.998 – Lei de Crimes Ambientais CAPÍTULO V – DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE art. 32:
Art. 32 - Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de 3 meses a 1 ano e multa.

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