quinta-feira, 23 de novembro de 2017

22/11 - A legislação patriarcal sobre o corpo feminino

FONTE:http://outraspalavras.net/brasil/a-legislacao-patriarcal-sobre-o-corpo-feminino/




A legislação patriarcal sobre o corpo feminino

 
 
 
 
 
 
 
 
 
western motel
No século 21, controle sobre o corpo das mulheres continua assentado numa legislação masculina e misógina, que busca reduzi-las a instrumento passivo e subtrair-lhes a possibilidade de decisão própria
Por André do Amaral | Imagem: Cena do filme Shirley – Visions of Reality (2015),  dirigido por Gustav Deutsch, baseado em pinturas de Edward Hooper
Os acontecimentos recentes no país demonstram que a maioria dos homens insiste em não reconhecer os privilégios herdados socialmente pela brutalidade do patriarcado. Insistem em negar o argumento lúcido das mulheres que se esforçam para lançar luz sobre o sofrimento causado pela cultura machista. Para tal, utilizam argumentos rasos decorados em cartilhas de cronistas conservadores e posicionamentos absurdos, revestidos com o verniz de opinião. Trata-se, contudo, de um movimento social recorrente na história, aqui denominado como a legislação patriarcal sobre o corpo feminino.
A palavra “legislação” está sendo utilizada não somente circunscrita ao campo jurídico, mas em seu sentido amplo, significando um conjunto de normas e leis que, se não são constitucionais, são religiosas, culturais e dizem respeito ao modus operandi de determinado grupo.
A maior parte dos trechos que utilizo no presente texto se encontram no livro “História das mulheres no Brasil”[1] elaborado por diversas autoras, organizado por Mary del Priore e que recomendo fortemente.
Extraí alguns trechos do livro de 1997 e busquei compará-los a acontecimentos atuais, visando demonstrar, por meio da observação do movimento histórico, que a violência sexual contra a mulher é um componente introjetado nas relações sociais de nosso país, desde os tempos coloniais e que perpassa diferentes esferas até culminar na imposição por meio de normatizações diversas que possuem um elemento comum: são definidas por homens.
Num artigo do livro citado, Pryore analisa textos da literatura médica em Portugal, durante os séculos XVI e XVIII. Influenciados pelo pensamento aristotélico que acreditava que o útero (denominado naquele período como madre) era simples receptáculo e que a “alma” era inflada pelo sêmen masculino, os médicos do período tinham extremo desconhecimento sobre o corpo feminino e associavam doenças a castigos divinos, o que levava a tratamentos absurdos, visando conter as inclinações de um corpo que, segundo dizeres do período, era mais inclinado às “tentações diabólicas”.
TEXTO-MEIO
Todo o conhecimento produzido sobre o corpo da mulher era reduzido à sua capacidade reprodutiva. A pesquisa sobre o funcionamento da madre (útero) era quase uma obsessão masculina. Os “peritos” (doutores e cientistas homens), partindo da visão aristotélica e aliando tal premissa ao pensamento religioso, acreditavam que a mulher não era um ser dotado dos mesmos direitos que o homem e sim, segundo Pryore, “um mecanismo criado por Deus exclusivamente para servir à reprodução (…) ela era só um instrumento passivo do qual seu dono se servia.”
Pasme, a luta por um útero laico no Brasil têm mais de quatrocentos anos. E mesmo após tantos séculos, comissões e leis que impactam diretamente no corpo das mulheres são tomadas por homens que ainda se alicerçam em teorias já refutadas, carregadas pela visão de mundo de teóricos da Inquisição -os mesmos que queimaram diversas mulheres tidas como “bruxas”. Bruxas que buscavam, já naquele período, tratarem umas às outras (primórdios da sororidade), não com sangrias como os doutores que desconheciam o corpo da mulher, mas com ervas e tratamentos naturais que amenizavam as dores. O livro organizado por Pryore relata um caso de processo-crime por feitiçaria movido no século XVIII contra a escrava Maria, moradora de Itu, no Estado de São Paulo que só foi “tolerado” pelo juiz devido à enfermidade do único cirurgião da Vila. O juiz em sua sentença escreveu que era costume de várias mulheres “aplicar alguns remédios aos enfermos curando com ervas e raízes que suas experiências lhes administram, as quais são toleradas pelas justiças pela penúria e falta de médicos[2].”
A história do corpo da mulher demorou para ter participação feminina em seu registro. Tanto laudos médicos e psiquiátricos quanto legislações foram, historicamente, escritas e controladas por homens.
Isso não é coisa de décadas ou séculos passados. O seguinte título estava reportagem publicada pelo UOL (28/04/2016): “Cunha ignora protesto, insiste e Câmara cria comissão da mulher.”
Sim, os homens “ignoram e insistem”.
Sim, a atual comissão da mulher foi criada via manobra de um deputado homem fundamentalista (que também é o autor da PL 5069, que dificulta o acesso legal ao aborto para mulheres vítimas de abuso sexual). Como se não bastasse, a comissão foi presidida pelo PR (partido que possui diversos deputados da chamada bancada evangélica).
Está confusa ou confuso sobre o século que estamos, no que concerne as normas impostas ou brutalmente “sugeridas” às mulheres?
Compare estes excertos, extraídos de diferentes periódicos, em períodos distintos:
  •  Acompanhe-o nas opiniões (…) quanto mais você for gentil, tanto maior será a importância de seu espírito no conceito dele. Esteja sempre ao seu lado, cuidando dele, animando-o (…) reconhecendo seus gestos e desejos.
(Jornal das Moças. 27/10/1955)
  •  A mulher tem uma missão a cumprir no mundo: a de completar o homem. Ele é o empreendedor, o forte, o imaginoso. Mas precisa de uma fonte de energia (…) a mulher o inspira, o anima, o conforta (…) a arte de ser mulher exige muita perspicácia, muita bondade. Um permanente sentido de alerta para satisfazer às necessidades dos entes queridos.
(O Cruzeiro. 15/03/1958)
  •  Marcela Temer é uma mulher de sorte (…) Seus dias consistem em levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, em São Paulo, e um pouco dela mesma também (…) Marcela é o braço digital do vice. Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambiente.
(Revista Veja 18/04/2016)

Tais sugestões ao “mundo feminino” (termo utilizado pelo presidente interino) são imposições sobre o estatuto de direitos da mulher. Assim como as mulheres que ousavam utilizar outras técnicas para o tratamento de enfermidades, as mulheres que não obedecem aos padrões impostos por uma sociedade legislada por homens, têm seus direitos negados – e não importa o que ocorreu contra ela, ao se colocar contra o padrão imposto, a mulher irá se deparar com um vasto acervo de deslegitimação de seu comportamento, de seu argumento, de sua versão acerca de um fato e sobretudo, de seu modo de experienciar o próprio corpo.
Eis o ponto central de controle patriarcal: legislar sobre o corpo feminino.
Eis o eixo e o percurso histórico para que um delegado pergunte a uma jovem de 17 anos que está relatando um caso de estupro cometido por 33 homens se ela tinha por hábito fazer sexo em grupo.
A pergunta recai sobre o modo como ela utiliza o próprio corpo – como se suas escolhas corporais e sexuais justificassem ou pior, “validassem” o ato praticado por um grupo de homens.
Eis as bases que alimentam centenas de comentários feitos por homens nas redes sociais, não só no caso da jovem do Rio de Janeiro, como em dezenas de outros casos de violência sexual. Alguns, inclusive, exercem a função de policiais e não se intimidam pelo fato de ser crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente a exposição de uma jovem menor de idade.
Assim como não se intimidou um cantor que disse que o Brasil é uma fábrica de mini-putas. Assim como não se intimidam os humoristas que fazem piadas sobre vítimas de estupros. Assim como não se intimidou um deputado que disse a uma companheira de profissão que não a estupraria porque ela não merecia.  Tampouco se intimidam seus seguidores que o nomearam como um “mito”.
Nada mais sintomático. Quando mais misógino, ignorante e violento ele se mostra, mais torna-se o símbolo mitológico de uma masculinidade predatória e arcaica que repete padrões de comportamento forçando para frear a roda da história, os progressos sociais e a emancipação de grupos excluídos do estatuto de direitos.
A diferença do momento atual em relação aos séculos anteriores é a crescente organização feminina conquistada, obviamente, por legados de mulheres em todas as épocas, mas que no presente século surge como força política nunca antes vista em nosso país.
Cada vez que uma mulher liberta o próprio corpo, ela convoca uma legião para experimentarem a liberdade. São muitas, são guerreiras e estão se unindo.
Aos homens, envergonhados do próprio gênero, cabe se unirem ao coro feminino sem excluir suas vozes. Cabe desconstruir gestos que herdamos e que nos alicerçam. Cabe refazer o acordo a cada dia e perceber nos atos corriqueiros a tendência apreendida de diminuir ou dominar a mulher. Cabe também se libertar do machismo que nos oprime, nos embrutece, nos obriga a uma visão de mundo violenta e uma validação social pautada pela dominação do outro.
Culpabilizar o corpo da mulher não é novo na história da humanidade. Tampouco é nova a legislação realizada por homens sobre o corpo feminino.
O homem brasileiro precisa observar mais atentamente o calendário e notar que, embora não pareça, estamos no século XXI.

_______________
[1] História das Mulheres no Brasil, Mary del Priore, Editora Contexto, 1997,  vencedor do Prêmio Jabuti em 1998 na categoria Ciências Humanas
[2] Idem, p. 81.

22/11 - O chequinho contra os checões

FONTE:http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2017/11/22/o-chequinho-contra-os-checoes/




O chequinho contra os checões

Jornal do Brasil
Coincidentemente, um segmento da Polícia Federal parece ter se surpreendido com a prisão de políticos ligados à atual Prefeitura de Campos dos Goytacazes, e cumpriram determinações da Justiça para prender Anthony e Rosinha Garotinho. Como disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o Rio de Janeiro é uma "terra sem lei". 
É muito fácil ter certeza das afirmações da procuradora-geral. Basta saber se, nos atos de corrupção, foram constatados - com trânsito em julgado - a evolução patrimonial desses senhores.
Não se conhece, nem pela mídia e nem por "informações de corredor", que Anthony Garotinho possa ter patrimônio sequer 20 vezes inferior ao desses senhores, tendo sua família governado tanto tempo quanto os outros. Não se procura fazer a defesa de qualquer espécie de político envolvido com corrupção, mas o que não se pode fazer é perseguição política apelidada de "justiça". 
O Rio de Janeiro exige que todos esses políticos envolvidos, inclusive Anthony Garotinho, apresentem suas evoluções patrimoniais no momento que entraram na vida pública até hoje, para que o povo tenha certeza de quem são os ladrões. Não se pode ter coleções de brilhantes, grande planteis de criação de animais, nem imóveis milionários em várias partes do Brasil e até no exterior, tendo toda a sua atividade voltada para a vida pública. Se essa fortuna veio depois da atividade política, é claro que ela foi produto de facilidades da vida pública. 
E que essas operações midiáticas que estão se vendo nos últimos anos não se limitem a prisões, e sim ao sequestro definitivo dos bens desses senhores, devolvendo-os ao povo antes que o povo se sinta na obrigação de, tendo certeza que esse patrimônio é deles, ir busca-los.

Tags: crime, governador, justiça, prisão, rio
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

22/11 - Aquífero Guarani poderá ser da Nestlé ou Coca-Cola

FONTE:http://www.institutojoaogoulart.org.br/noticia.php?id=19955&back=1


Privatização do aquífero Guarani, nossa maior reserva de água, será da Coca-Cola ou da Nestlé

publicada em 22 de novembro de 2017
Privatização do aquífero Guarani, nossa maior reserva de água, será da Coca-Cola ou da Nestlé


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As negociações com os principais conglomerados transnacionais do setor, entre elas a Nestlé e a Coca-Cola, seguem “a passos largos”.




Representantes destas companhias têm realizado encontros reservados com autoridades do atual governo, Michel Temer, no sentido de formular procedimentos necessários à exploração pelas empresas privadas de mananciais, principalmente no Aquífero Guarani, em contratos de concessão para mais de 100 anos.



A primeira conversa pública acerca deste e de outros setores que tendem a seguir para a iniciativa privada estava prevista o dia 25, mesmo dia em que foi aberto o processo de votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Esta coincidência foi fatal para o adiamento da reunião.




O anúncio deve conter uma lista de concessões mais “imediatas”, como as concessões dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) e dos terminais de passageiros dos portos de Fortaleza e Recife (PE). Além disso, deve haver uma outra relação de projetos a serem concedidos ou privatizados no médio prazo, com leilões que podem ocorrer em até um ano, como das distribuidoras de energia da Eletrobras e dos mananciais de água doce.

Fator estratégico

A relevância de um dos maiores mananciais mundial de água doce é tamanha que, há décadas, tem sido alvo da especulação quanto ao seu uso e exploração. O Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, conhecido por Projeto Aquífero Guarani (SAG), da ANA, foi criado com o propósito de apoiar Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na elaboração e implementação de um marco legal e técnico de gerenciamento e preservação do Aquífero Guarani para as gerações presentes e futuras. Após a vitória dos conservadores na Argentina e os golpes de Estado por orientação da ultradireita, tanto no Paraguai quanto no Brasil, restou ao Uruguai votar contra a privatização do aquífero.




Esse projeto foi executado com recursos do Global Environment Facility (GEF), sendo o Banco Mundial a agência implementadora e a Organização dos Estados Americanos (OEA) a agência executora internacional. A GEF, no entanto, mantém laços muito próximos às grandes corporações.




Privatização do aquífero Guarani, nossa maior
reserva de água será da Coca-Cola ou da Nestlé

Com área total de 1,2 milhões de km², dois terços da reserva estão em território brasileiro, no subsolo dos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A importância estratégica do Aquífero para o abastecer as gerações futuras desperta atenção de grupos de diferentes setores em todo o mundo”, afirma documento da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.

“A sociedade civil organizada está atenta às possíveis estratégias de privatização de grupos econômicos transnacionais. Uma vez que, em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial, através do Fundo Mundial do Meio Ambiente (GEF), implementaram o projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável que visa reunir e desenvolver pesquisas sobre o Aquífero Guarani, com objetivo de implementar um modelo institucional, legal e técnico comum para países do Mercosul”, acrescenta.

22/11 - A reportagem do El País hoje


FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/o-exercito-brasileiro-admite-ser-visto-como-grupo-de-exterminio/

O Exército brasileiro admite ser visto como “grupo de extermínio”?

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A reportagem do El País hoje, informando que homens de capacetes, vestidos de negro e com miras laser nos fuzis, são apontados como responsáveis pela chacina de pessoas no Salgueiro, no município de São Gonçalo, periferia do Rio de Janeiro, deve – ou deveria – estar preocupando a parcela, ainda grande nas Forças Armadas, dos que vêem a necessidade de disciplina e profissionalismo na atividade militar.
A história do padeiro de 19 anos atingido por tiros de fuzil e deixado a sangrar toda a madrugada. Atingido pelos “homens de preto”  e agonizando enquanto carros de polícia, “caveirão” e blindados passavam a seu lado, sem se  importarem com um ser humano sangrando no asfalto.
Atividades internas encobertas têm, na história militar recente de nosso país um nome nada honroso, que era conhecido por suas siglas: Doi-Codi .
E custaram ao Exército a criação de quistos difíceis de extirpar e que levaram quadros da instituição para o crime e , até, para a contravenção.
O poder de contaminação pelo crime de gente liberada para matar clandestinamente é imenso.
Como a maior parte da tropa é temporária, para onde irão quando se desligarem do Exército?
Não é difícil imaginar, não é?
Já é corriqueiro, aqui no Rio, o tráfico absorver ex-soldados, hábeis no manejo de armas pesadas, pelo treinamento que receberam.
Se receberem o “treinamento” de matar clandestinamente, imagine o que será.
Ou, ainda pior, se o Exército estiver pagando pela ação de grupos da Polícia Militar cuja associação ao tráfico o próprio Ministro da Justiça proclamou, outro dia e que ficou “barata”?
Sempre tão preocupado com “infiltrações”, as Forças Armadas deveriam se preocupar com a infiltração do crime em suas fileiras.
Homens de preto, de mira laser, executando “alvos”  ao acaso é a melhor maneira de abrir esta porta, que já não estava fechada.
Os altos oficiais do Exército devem lembrar do que aprenderam sobre Caxias deixar a guerra do Paraguai quando ela virou genocídio, ficando a cargo do Conde D’Eu a fase criminosa do conflito.

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22/11 - CUBA e a nova técnica cirúrgica da mama

FONTE:http://enelcolimador.blogspot.com.br/2017/08/aplica-cuba-por-primera-vez-novedoso.html


Segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cuba aplica pela primeira vez o novo procedimento cirúrgico em paciente com câncer de mama


A novidade pediu uma equipe multidisciplinar que, pela primeira vez em Cuba, realizou conjuntamente a operação de um paciente com câncer de mama, com a aplicação da técnica de linfonodo sentinela, radioterapia intra-operatória e a reconstrução imediata dos seios com seus próprios tecidos

 

Autor: Angèlica Paredes López
Fotos: Josè M. Correa Armas

4 de agosto de 2017 9:08:54 PM

Todos os dias, em uma sala cirúrgica do Instituto Nacional de Oncologia e Radiobiologia (INOR), em Havana, as mulheres que sofrem de câncer de mama são submetidas a diferentes cirurgias.
Ninguém se surpreende com a agitação habitual. A área testemunha o constante ir e vir de especialistas, pacientes e parentes que esperam um resultado encorajador.
Mas na sexta-feira, o curso de meio-dia, novidade convocou uma equipe multidisciplinar, pela primeira vez em Cuba, realizada em conjunto a operação de um paciente com câncer de mama, com a aplicação da técnica de linfonodo sentinela nó radioterapia reconstrução intra-operatória e imediata dos seios com seus próprios tecidos.
"Pela primeira vez, foi possível atingir a unificação de uma série de técnicas cirúrgicas, a 38-year-old que foi diagnosticada com câncer de mama", disse o Granma, Dr. Luis Eduardo Martin Rodriguez, Chefe, Mastologia no INOR.

Dr. Luis Eduardo Martín Rodríguez, Chefe do Serviço de Mastologia do INOR.
 
Ele enfatizou que "a técnica consiste em alcançar no mesmo ato cirúrgico vários procedimentos: uma biópsia congelante nas margens da lesão, uma biópsia de linfonodo sentinela, radioterapia intraoperatória e uma mastoplastia bilateral, conseguindo uma reconstrução com estética ideal" .
O médico esclareceu que "embora a cirurgia conservadora com tecido autólogo já tenha sido aplicada em Cuba, e recentemente a aplicação da radioterapia intraoperatória começou; a novidade é unir todas as técnicas no mesmo paciente ».
Esta é uma cirurgia que ocorre em países desenvolvidos europeus, com um custo aproximado de 75 mil euros.
"A intenção desta cirurgia é curativa - disse o Dr. Luis Eduardo Martín - porque todos os critérios foram atendidos para aplicar as diferentes técnicas e o paciente conseguiu um resultado imediato".








 Sem esconder a alegria sobre a experiência profissional extraordinária, ele destacou que "o Ministério da Saúde Pública de Cuba promoveu o treinamento de especialistas em instituições da América do Norte, México e Europa".
Ele considerou que "o desafio reside na formação do capital humano e no acesso a tecnologia de ponta, por isso estão otimistas de que este serviço possa ser estendido a outros centros da capital e do país, graças à vontade política da Governo cubano ».













Ser capaz de fazer este tipo de cirurgia favorece o controle do câncer de mama. Cuba, apesar do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington, mantém o programa ativo para o diagnóstico precoce de câncer de mama; Enquanto isso, o país adquiriu novos equipamentos tecnológicos, caros, mas essenciais em nosso sistema nacional de saúde.




















Especialistas em patologia, radiologistas, médicos nucleares, equipe de radioterapia, cirurgiões reconstrutivos e mastólogos, anestesiologistas, enfermeiros e todo o pessoal da sala cirúrgica do Instituto Nacional de Oncologia e Radiobiologia continuam trabalhando com o que mais interessa. Cuba está interessada em: salvar vidas humanas e recuperar a esperança dos pacientes e suas famílias.