sábado, 11 de março de 2017

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Mensagens de blog - Portal Luis Nassif


Posted: 08 Mar 2017 07:09 AM PST
 O JN de segunda-feira,dia 5,colocou no ar uma matéria sobre o uso da bengala como a melhor solução para os idosos terem maior firmeza na locomoção,sem riscos de quedas.Os entrevistados eram pessoas de mais de 70 anos da classe média autêntica - nenhum idoso da plebe rude deste país !
 Os entrevistados moravam bem,se trajavam com elegância e se expressavam bem.Tudo bem.
 Este século,o século do politicamente correto ( e seus exageros ) ,começou a utilizar o termo Melhor Idade,um eufemismo que caia bem para os idosos com boa aposentadoria,casa própria,bom plano de saúde e que poderia frequentar academias caras e fazer boas viagens.Os pobres da Melhor Idade se recusaram a aderir a este termo fajuto do sistema midiático. Por quê ? Porque nenhum idoso do chamado baixo ou sub-proletariado não tinha nenhuma dessas regalias citadas.Pelo contrário,tinha que continuar  trabalhando,pois muitos desses trabalhadores só assinaram suas carteiras mais tarde,lá pelos seus 25 anos ou mais, e nunca tiveram acesso de ingressar no serviço público.Isto os que tinham saúde,quem não a tivesse teria de depender dos entes queridos .Os que conseguiam se  aposentar,ganhando reles reais, sofriam na fila da saúde publica para consultas ou aquisições de remédios,moravam em moradias distantes e insalubres e enfrentavam o desdém do ineficiente transporte público.Quando sofriam um AVC ,um câncer ficavam jogados em leitos dos hospitais públicos esperando a morte ou quando sobreviviam ficavam sós em suas casas porque cuidadores e cuidadoras eram - e ainda são - um serviço de luxo,caríssimo.
 Anos depois do escárnio da Melhor Idade, veio a Terceira Idade.Uma invencionice do sistema,já visando uma reforma da previdência,alegando que a longevidade não era empecilho para a labuta diária e que era estúpido chamar algum indivíduo de 65 ou 70 de idoso ,velho e ,portanto,incapaz para o trabalho.Depende,cara pálida !
 Um jornalista pode exercer sua função até os 85 anos,como muitos fizeram,como Vilas Boas Corrêa,que faleceu no ano passado, e grandes como Ricardo Boechat ,Jânios de Freitas,Sérgio Chapellen e tantos outros jornalistas experientes que estão na ativa e que,provavelmente,chegarão a idade do saudoso Vilas bem na ativa.
 Também há outras categorias em que os profissionais vão longe,como atores,diretores de teatro e cinema e escritores.
 E o trabalhador do campo ? Em suma, e os trabalhadores braçais e da indústria pesada,aguentam o tranco até os 60 ou 65 anos ? E um(a) motorista de ônibus consegue aguentar a neurose do trânsito e o barulho ensurdecedor do motor do ônibus em seus ouvidos até os 65 anos ? Será ?
 Um exemplo concreto de limitação de idade ,além das categorias já citadas acima, é a de garçom.Não é necessário pesquisar,o empírico ,as vezes,nos abaliza a nos dá um bom parâmetro.
 Um garçom de um restaurante ou bar movimentado,que tem ficar em pé de lá para cá segurando uma bandeja durante horas,de segunda a segunda,  atendendo clientes afoitos por cerveja e guloseimas raramente consegue exercer a sua função com o mesmo afinco após os 65 anos.Ou se aposenta ou dono do estabelecimento lhe manda embora.Por quê? 
Porque sua locomoção não é a mesma de quando tinha 20,30,40 ou 50 anos e os reflexos para os malabarismos com a bandeja  entre as mesas já são mais lentos.
 E ontem me vem o presidente das mesóclises,o que não emplacará em 2018,proferir uma análise sem sentido e contraditória sobre a reforma da previdência afirmando que os 65% que ganharão o salário mínimo na aposentadoria querem a reforma e os 25% que ganharão bem não a querem.
 Temer há muito está aposentado,todos sabem,e ganhando bem.
 E que me perdoem o pragmatismo,a frieza,envelhecer sem direito a uma saúde pública de qualidade,moradia digna e com uma aposentadoria ( e se conseguir se aposentar ) condizente para viver sem precisar de ajuda extra de filhos e netos , e sem ter o menor respeito da sociedade, é melhor ,como dizia o poeta,perecer antes .

Posted: 07 Mar 2017 04:30 PM PST
Claudionor Cruz / José Francisco de Freitas / Severino Araújo





Claudionor Cruz (1916-1995) foi um grande músico/compositor que deixou um grande legado à Música Brasileira. Seu parceiro mais constante foi Pedro Caetano. No começo da carreira tocou cavaquinho, mas logo se apaixonou pelo violão o qual o acompanhou por toda vida tocando/gravando com seu “Conjunto Regional Claudionor Cruz”.





José Francisco de Freitas [Freitinhas] (1897-1956) reinou nos últimos carnavais dos anos de 1920, entoando suas composições em ritmo de marcha. Foi campeão em vários carnavais. Segundo Jairo Severiano: “Todo seu sucesso não se deu apenas à qualidade de sua produção. Na verdade Freitinhas ‘trabalhava’ intensamente suas canções”. Por essa época ainda, possuía uma orquestra no estilo Jazz Band, com a qual se apresentava em festas, bailes e reuniões, promovendo suas músicas. Compôs cerca de 300 músicas, entre valsas, marchas, ragtimes, toadas, canções, maxixes e sambas.







Severino Araújo (1917-2012) começou a estudar música aos seis anos de idade, tendo aulas com o pai. Aos oito, tornou-se assistente. Com 12 anos já tocava clarinete. Em 1933, sua família mudou-se para o interior da Paraíba, indo residir na cidadezinha de Ingá, a mesma que inspirou o compositor Joubert de Carvalho a compor a célebre canção "Maringá", que daria nome posteriormente à cidade do norte do Paraná. 
Comandou a Orquestra Tabajara durante 74 anos deixando um grande legado à Música Brasileira. Segundo Jairo Severiano a razão de todo o sucesso da Orquestra Tabajara “deve-se à fibra, à competência e o amor do seu líder, o eterno jovem Severino Araújo, e dos instrumentistas de várias gerações que a integraram”.





Cintilante” (Claudionor Cruz/José de Freitas) # Claudionor Cruz/Severino Araújo e Regional de Claudionor Cruz. Disco Continental (16.106-A) / Matriz (2050). Lançamento (07/091949).



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Agradecimentos especiais ao jornalista, escritor e pesquisador Miguel NIREZ Azevedo pela liberação do fonograma: “Cintilante”.
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Fontes:
- Áudio SouldCloud montagem: Laura Macedo.
- Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbetes: Claudionor Cruz (AQUI), José Francisco de Freitas [Freitinhas] (AQUI), Severino Araújo (AQUI).
- Fonograma “Cintilante” - Banco de Dados do Acervo Nirez (AQUI).
- Foto Selo/Disco: Gustavo Carneiro (publicado no Grupo Arquivo Confraria do Chiado/Facebook).
- Fotomontagem: Laura Macedo.
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