domingo, 12 de março de 2017

12/3 - " Dilma inicia em Genebra conferências...

SARAIVA 13


Posted: 11 Mar 2017 02:03 PM PST


A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff participa, a partir de sexta-feira, dia 10 de março, de uma série de encontros internacionais para dialogar e debater sobre o contexto social e político no Brasil durante e após o processo de impeachment. Seu roteiro inclui Genebra, que sedia o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e Lisboa, onde será recebida pela Fundação Saramago.

Nesta sexta-feira ela se encontra com o secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Fykse Tveit, e com a ex-presidenta da Suíça, Ruth Dreifuss.

No sábado (11), profere conferência no Fórum Direitos Humanos, evento paralelo ao 15º Festival Internacional de Filmes de Direitos Humanos, em Genebra, do qual é convidada. Neste evento, enfocará o tema da luta contra a fome e a pobreza no Brasil e os riscos que sofre essa estratégia prioritária de seu governo com o projeto em curso no País. Ao seu lado estarão Christophe Golay, da Academia de Genebra de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos e Collin Gonsalves, advogado da Suprema Corte da Índia e fundador do Human Rights Law Network, abordando a mesma temática no contexto indiano.

Ainda em Genebra, Dilma terá encontros com parlamentares suíços e relatores de direitos humanos. No dia 13 ela se reúne com pesquisadores do The Graduate Institute of Genebra para falar sobre o futuro da luta contra o neoliberalismo.

Em Portugal a partir do dia 13, Dilma Roussef será recebida pela Fundação Saramago, Casa do Brasil em Lisboa e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. No dia 15, às 18 horas, profere a conferência “Neoliberalismo, desigualdade, democracia sob ataque” em evento marcado para o Teatro da Trindade, na capital portuguesa.

Nos dois países a ex-presidenta terá encontros com jornalistas e meios de comunicação nacionais, além de conversas com parlamentares, pesquisadores e brasileiros no exterior.

No Blog do Alvorada
Posted: 11 Mar 2017 08:45 AM PST

Lava Jato não tem saída: só resta se afundar cada dia mais na ‘absoluta parcialidade’

By Glauco Cortez / in Economia e Política, Educação Política, Manchete / on sexta-feira, 04 nov 2016 12:25 PM / 3 Comments
rovena-rosa-ag-brasilDurante dois anos, a Lava Jato mirou o PT e partidos aliados dos petistas para fazer investigações sem trégua.
A corrupção de partidos como o PSDB foram deixados de lado, apesar das inúmeras delações, e do PMDB caminhou lentamente para dar um ar de imparcialidade.
E é por isso que os adversários do PT, com razão, glorificaram a Lava Jato. Inclui-se entre os adversários do PT a grande mídia, que também glorificou a Lava Jato para que pudesse derrubar uma presidente eleita por motivos que ficaram óbvios. Qualquer pessoa olhando de fora, vê essa situação.
O serviço foi feito e parece que Sérgio Moro está perdendo sua utilidade. Ah, mas ainda falta prender o ex-presidente Lula para completar o serviço. E aí tem um problema. Depois que prender o Lula, Moro vai servir para quê? Inevitavelmente deverá também perder o total apoio dos setores conservadores e corruptos. Moro ficará fora do prazo de validade e deverá ser esquecido ou anulado.
Quando o professor emérito da Unicamp, Rogério Cézar de Cerqueira Leite, fez um artigo na Folha de S. Paulo questionando a ‘absoluta parcialidade” do juiz Sérgio Moro, ele estabeleceu um ponto de curva da Lava Jato.
O juiz da Lava Jato não entendeu. Sentiu o baque e mandou uma resposta para o jornal aconselhando censura às críticas contra ele. Não percebeu o movimento que se anunciava. Ali, o próprio juiz deveria perceber o enrosco em que se meteu. Não porque apura a corrupção, mas por ter feito da Lava Jato uma justiça parcial, como bem anotou Cerqueira Leite.
Em seguida, Moro tentou balancear aceitando a prisão de Eduardo Cunha (PMDB), que tem talvez o maior currículo de evidências de corrupção. Mas isso só piorou a situação de Moro.
Em poucos dias, Sérgio Moro recebeu críticas de jornalistas tucanos que sempre o apoiaram e até de ministro do Supremo que sempre o apoiou. O que está acontecendo?
Sérgio Moro já deve ter percebido que não pode sair da linha, que foi um inocente (ou não) útil do sistema de corrupção ao mirar o PT.
Sérgio Moro foi menor. Não teve a capacidade, desde o início, de combater o sistema de corrupção, mirou apenas a corrupção de um partido político. Poderia ter sido grande.
E por que Sérgio Moro está em um beco de difícil saída?
Porque ele tem um único caminho: se afundar ainda mais na absoluta parcialidade contra o PT e ficar marcado como um juiz parcial para toda a sociedade, inclusive por aqueles que são adversários do PT.
Se tentar salvar sua moral e investir contra os grandes corruptos de partidos que hoje comandam o golpe e são aliados aos grupos de mídia, terá sua reputação defenestrada em algumas semanas.
No final das contas, parece inevitável que a Lava Jato ficará conhecida não como as ‘mãos limpas’ do Brasil, mas como Operação Mãos Sujas.

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