domingo, 12 de março de 2017

12/3 - EUA: Diz-que dia 15/3/2017 para tudo por lá...

FONTE:Castor Filho <castorphoto@gmail.com>


EUA: Diz-que dia 15/3/2017 para tudo por lá...
27/2/2017, Tyler Durden, Zero Hedge

Há duas semanas David Stockman alertou que "parece à primeira vista que o mercado esteja precificando um grande estímulo de Trump. Mas se você olha o mundo real aí fora, a única coisa que acontecerá é um banho de sangue fiscal e um descarrilamento da Casa Branca como jamais se viu na história dos EUA"; e exclamou que, quando se olham os mercados, "o que está acontecendo hoje é completa insanidade".

Hoje ele está de volta com outra entrevista, dessa vez a Greg Hunter de USAWatchdog, na qual outra vez Stockman alerta que está para acontecer "uma carnificina, um banho de sangue fiscal monstro"; e aconselha os ouvintes a dar especial atenção ao prazo final, dia 15/3/2017, limite intransponível do teto da dívida, quando, afinal, "tudo engripa e tudo para."

Como Greg Hunter escreve, David Stockman, ex-diretor de Orçamento da Casa Branca do governo Reagan diz que o sofrimento financeiro é certeza matemática: virá.

Stockman explica: "Acho que haverá banho de sangue com massacre fiscal. É muito mais provável o massacre monstro, do que algum estímulo fiscal."

Infelizmente para Donald Trump, os eleitores não votaram só para demitir o establishment; também lhe deixaram à porta a herança de 30 anos de dívida crescente e de uma política fiscal que mais ensandecida e temerária, impossível. As pessoas gostariam de acreditar que Trump é a segunda vinda do salvador Ronald Reagan e que o sol nascerá para os EUA. Infelizmente duvido muito que aconteça assim, porque Trump está herdando desgraça que faz desaparecer na insignificância, o quadro que herdamos em janeiro de 1981, quando me integrei à Casa Branca de Reagan, como diretor de Orçamento."

Assim sendo, será que Trump poderá continuar a inflar o mercado de ações?

Stockman, que escreveu livro intitulado Trumped, no qual previu uma vitória de Trump em 2016, diz: "Não acho que haja sequer a mais mínima probabilidade de que aconteça desse modo. É delírio. É o maior concurso de safados de todos os tempos. Essa conversa é nuvem de ópio e não há via possível que possa levar a um grande corte de impostos. Donald Trump deixou-se apanhar numa arapuca.

A dívida hoje é de $20 trilhões. 106% do PIB... Trump está herdando um déficit de $10 trilhões para a próxima década sob as políticas hoje inscritas nele. Mesmo assim, diz que quer aumentar (não reduzir) os gastos da defesa. Quer redução drástica de impostos para empresas e indivíduos. Quer gastar mais dinheiro na segurança das fronteiras e na aplicação da lei. Vai fazer mais pelos veteranos. Quer esse seu programa de trilhão de dólares na infraestrutura. Ponha tudo isso junto. É completa loucura. Não dá nem para começar, e não acontecerá, quando você tem dívida de $10 trilhões que vem vindo pelo cano, além dos 20 trilhões que já estão nos livros."

É quando Stockman dispara a grande bomba que guardou para o fim:

"Acho que ninguém está prestando atenção à data, 15 de março de 2017. É quando termina o feriado do teto da dívida que Obama e Boehner costuraram pouco antes da eleição de outubro de 2015. O feriado está expirando. O teto da dívida será congelado em $20 trilhões. É lei. Vai parar. Vai parar de uma vez, parada seca. O Tesouro terá em caixa, no máximo, $200 bilhões. Estamos torrando dinheiro ao ritmo de $75 bilhões por mês. Quando o verão chegar, estarão quebrados, completamente sem dinheiro. É quando perceberemos que já estamos no olho do furacão da crise mãe de todas as crises do teto da dívida. Tudo para, de vez. Stop. Acho que o governo entrará em trancamento [ing. shutdown]. Não haverá fim do Obama Care e substituição do programa. Nenhum imposto será cortado. Não haverá estímulo à infraestrutura. Só haverá um massacre, um banho de sangue fiscal por causa de um teto da dívida que tem de ser aumentado e ninguém quer votar o aumento."

Stockman também prevê movimentos de preços muito positivos para ouro e prata, como resultado da calamidade que logo desabará sobre o orçamento [vídeo, ing.].*****

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