quarta-feira, 15 de março de 2017

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SARAIVA 13


Posted: 14 Mar 2017 03:35 AM PDT
tarja
Hoje, completam-se três anos que a Lava Jato instituiu o vazamento como regra no Judiciário brasileiro.
Talvez para comemorar, pelo ridículo, essa temporada de promiscuidade entre juízes, promotores e advogados com a imprensa, cujo símbolo máximo foi a capa criminosa da Veja na véspera da eleição, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou tarjar o nome do senador Aécio Neves nos depoimentos dos delatores da Odebrecht, conforma registra o Estadão:
Em despacho ao qual o Estado teve acesso, o ministro considerou “lamentável” o vazamento de depoimentos de delatores da Odebrecht no âmbito da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.A decisão do ministro Herman Benjamin atende ao pedido feito pelo PSDB, que alega que as menções ao partido e à candidatura de Aécio no depoimento de Benedicto Barbosa da Silva Júnior somente se prestaram a “uma indevida exploração política patrocinada junto à imprensa, com a finalidade exclusiva de causar danos à imagem do PSDB, e ao seu presidente, Aécio Neves”.O requerimento do PSDB pedia que também fossem eliminados os trechos do depoimento do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht referentes a Aécio e ao partido, mas a decisão do ministro Herman Benjamin à qual a reportagem teve acesso diz respeito apenas ao teor da oitiva de Benedicto Júnior.
A “oitiva” de Benedito Júnior é a que diz que Aécio pediu e recebeu, como caixa 2, através de um auxiliar.
A esta altura, o cuidado de Sua Excelência  – que ninguém teve quando os alvos das delações eram outros – é inócuo.
O país está vendo o cuidado e o vagar que se tem quando não se trata de enxovalhar Lula com gravações sem nenhum conteúdo ilegal que são transformadas em “obstrução da Justiça” e, mesmo reconhecidas como fora da lei, não geram nenhuma consequência para quem as vaza criminosamente.
Não apenas é tarde para isso como, também, é mais uma prova de que, muito embora se possa ressalvar o comportamento deste ou daquele juiz, já todos sabem que a Justiça não é igual para todos.
A começar pelo escândalo de Gilmar Mendes, todo lambeiro, andar se reunindo seguidamente com Michel Temer, seu réu no TSE, para “discutir financiamento de campanha”, mas não aquele pelo qual ele responde.
E dizer que  a maioria do TSE está preocupada com “a manutenção da estabilidade política do País”, entre eles os que permitiram que um criminoso como Eduardo Cunha gozasse de liberdade e poder enquanto era útil para derrubar um governo eleito.
Posted: 14 Mar 2017 03:32 AM PDT

PARCIAIS? Moro e procuradores da Lava Jato estariam escondendo crimes, mostra Juiz; CONFIRA AQUI!

A divulgação dos depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht e três ex-diretores da empreiteira na ação do TSE que julga o pedido de cassação da chapa Dilma/Temer é outra prova incontestável de que Moro, Janot e os procuradores da Lava Jato sempre escondem os fatos que debilitam o governo Temer e atingem o bloco golpista.
Num intervalo de apenas 10 dias, o juiz do TSE que relata o processo contra a chapa Dilma/Temer, Herman Benjamim, colheu depoimentos de delatores da Lava Jato e promoveu acareação entre os depoentes para esclarecer contradições sobre detalhes do envolvimento de Michel Temer no recebimento de R$ 10 milhões de propinas da Odebrecht.
As apurações no TSE trouxeram à tona informações detalhadas sobre o rateio da propina no PMDB, a tarefa de cada um no esquema e, inclusive, os códigos e senhas [sic] combinados para o recebimento do dinheiro.
A apuração é devastadora para o governo golpista; incrimina Michel Temer e Eliseu Padilha e desnuda a mecânica da corrupção operada por Eduardo Cunha e seus sócios.
Mais grave, contudo, é que tais fatos são do conhecimento da Lava Jato há muitos meses, quando colheram os depoimentos destes mesmos delatores da Odebrecht que ofereceram essas mesmas informações, mas foram ocultados pelo juiz Moro e procuradores da república.
Não é a primeira vez que crimes e fatos desfavoráveis ao bloco golpista são acobertados e só posteriormente descobertos. Esta é uma prática constante da força-tarefa da Lava Jato.
São notórias as circunstâncias, por exemplo, em que Moro age não como juiz, mas como advogado de defesa do presidente usurpador, como na anulação das perguntas que Cunha endereçou ao Temer sobre o autodenominado “mula” do Padilha, José Yunes.
O modus operandi do Moro e procuradores é bastante conhecido: escolhem o que investigam, e selecionam o que e quando divulgam.
A Lava Jato, lamentavelmente, foi transformada num tribunal de exceção para demolir o PT e impedir a candidatura do ex-presidente Lula à presidência do Brasil.
Os juízes, policiais federais e procuradores da Lava Jato, sempre que descumprem o dever de funcionário público, também deixam de cumprir os deveres constitucionais e legais exigíveis dos operadores da justiça. Isso diminui cada vez mais a credibilidade e a confiança da força-tarefa.
É fundamental que haja transparência nas investigações e monitoramento externo à força-tarefa. O controle exclusivo destes processos por funcionários públicos de duvidosa ética e isenção, poderá colocar toda a Operação sob suspeita e perpetuar a estratégia de investigação seletiva e enviesada.
À medida em que se aguarda o indiciamento de centenas de políticos, além de outras centenas de pessoas envolvidas em crimes de corrupção, é ainda mais imperioso assegurar transparência plena à Operação.
A opacidade e o segredo interessam unicamente a quem quer manipular, controlar e instrumentalizar a Lava Jato para atingir inimigos políticos e ideológicos.
O levantamento imediato do sigilo dos processos da Lava Jato, para que a sociedade possa conhecer os fatos apurados em sua extensão completa, é a exigência mínima para garantir alguma decência e lisura nas investigações.

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