quinta-feira, 16 de março de 2017

16/3 - Lula “nadou de braçada”

SARAIVA 13


Posted: 15 Mar 2017 05:48 AM PDT

Lula “nadou de braçada”. E Moro, vai tentar calá-lo? Vai…

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É “pule de 10”, como se diz na gíria turfística, que o Juiz Sérgio Moro terá uma fieira de surtos autoritários, dia 3 de maio, quando estiver ouvindo o depoimento de Lula sobre o tal triplex do Guarujá, sobre o qual não há nenhum documento que prove a propriedade do ex-presidente.
Hoje, como o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília permitiu que ele falasse livremente, o resultado foi a demolição completa das acusações  de Delcídio Amaral de que Lula poderia ter interferido com a Justiça para impedir a delação de Nestor Cerveró – que, aliás, atinge Delcídio, não a Lula.
Não será diferente em Brasília, embora se recomende uma boa dose de passiflorina ao ex-presidente, por tudo o que a República de Curitiba fez com sua vida, inclusive seus efeitos nos dois últimos anos de vida de sua mulher, Marisa. E porque, provavelemente, o Dr. Deltan Dallagnol, que nunca vai às audiências, não vá perder a chance de “sair na foto”.
Mesmo sem a passiflorina, porém, Lula está visivelmente tranquilo, não foge das perguntas e não se intimidou com nenhuma das acusações.
Você pode ler aqui, aqui e aqui, nos posts anteriores.
É uma pena (por que será?) que o juiz tenha proibido a gravação do depoimento de Lula. Seria bom que a defesa requeresse o vídeo, uma vez que não foi dado em segredo de Justiça.
Em Curitiba, a força das palavras será maior, porque Lula sabe perfeitamente que não tem de tentar convencer o juiz Sérgio Moro, pela simples razão de que este está convencido da culpa de Lula mesmo antes de começado qualquer processo.
Tem de falar ao povo brasileiro diante de seu já sabido algoz.
Tem de falar para seu verdadeiro juiz.
Posted: 15 Mar 2017 05:44 AM PDT

A divulgação dos depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht e três ex-diretores da empreiteira na ação do TSE que julga o pedido de cassação da chapa Dilma/Temer é outra prova incontestável de que Moro, Janot e os procuradores da Lava Jato sempre escondem os fatos que debilitam o governo Temer e atingem o bloco golpista.
Num intervalo de apenas 10 dias, o juiz do TSE que relata o processo contra a chapa Dilma/Temer, Herman Benjamim, colheu depoimentos de delatores da Lava Jato e promoveu acareação entre os depoentes para esclarecer contradições sobre detalhes do envolvimento de Michel Temer no recebimento de R$ 10 milhões de propinas da Odebrecht.
As apurações no TSE trouxeram à tona informações detalhadas sobre o rateio da propina no PMDB, a tarefa de cada um no esquema e, inclusive, os códigos e senhas [sic] combinados para o recebimento do dinheiro.
A apuração é devastadora para o governo golpista; incrimina Michel Temer e Eliseu Padilha e desnuda a mecânica da corrupção operada por Eduardo Cunha e seus sócios.
Mais grave, contudo, é que tais fatos são do conhecimento da Lava Jato há muitos meses, quando colheram os depoimentos destes mesmos delatores da Odebrecht que ofereceram essas mesmas informações, mas foram ocultados pelo juiz Moro e procuradores da república.
Não é a primeira vez que crimes e fatos desfavoráveis ao bloco golpista são acobertados e só posteriormente descobertos. Esta é uma prática constante da força-tarefa da Lava Jato.
São notórias as circunstâncias, por exemplo, em que Moro age não como juiz, mas como advogado de defesa do presidente usurpador, como na anulação das perguntas que Cunha endereçou ao Temer sobre o autodenominado “mula” do Padilha, José Yunes.
O modus operandi do Moro e procuradores é bastante conhecido: escolhem o que investigam, e selecionam o que e quando divulgam.
A Lava Jato, lamentavelmente, foi transformada num tribunal de exceção para demolir o PT e impedir a candidatura do ex-presidente Lula à presidência do Brasil.
Os juízes, policiais federais e procuradores da Lava Jato, sempre que descumprem o dever de funcionário público, também deixam de cumprir os deveres constitucionais e legais exigíveis dos operadores da justiça. Isso diminui cada vez mais a credibilidade e a confiança da força-tarefa.
É fundamental que haja transparência nas investigações e monitoramento externo à força-tarefa. O controle exclusivo destes processos por funcionários públicos de duvidosa ética e isenção, poderá colocar toda a Operação sob suspeita e perpetuar a estratégia de investigação seletiva e enviesada.
À medida em que se aguarda o indiciamento de centenas de políticos, além de outras centenas de pessoas envolvidas em crimes de corrupção, é ainda mais imperioso assegurar transparência plena à Operação.
A opacidade e o segredo interessam unicamente a quem quer manipular, controlar e instrumentalizar a Lava Jato para atingir inimigos políticos e ideológicos.
O levantamento imediato do sigilo dos processos da Lava Jato, para que a sociedade possa conhecer os fatos apurados em sua extensão completa, é a exigência mínima para garantir alguma decência e lisura nas investigações.

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