sexta-feira, 17 de março de 2017

17/3 - Os Amigos do Presidente Lula DE 06/3

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 06 Mar 2017 11:48 AM PST


 "Conversei com o presidente na semana após a eleição para presidente da Câmara [segunda semana de fevereiro]. Foi uma conversa de amigos. Eu não tenho mais nenhuma pretensão política, não vou ser mais candidato, nem quero ser ministro, por isso tenho que cuidar das minhas coisas, dos meus negócios", afirmou Mabel.

Um dos articuladores do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff no Congresso, Mabel nega que o pedido da saída do governo tenha ocorrido em razão de possíveis desdobramentos da Lava Jato. "Quando fui falar com o presidente, há umas três semanas, não tinha tanta turbulência".

Em meados de dezembro do ano passado, o então assessor especial do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes, pediu demissão por meio de uma carta. O pedido ocorreu após o nome do advogado aparecer na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho. Também citado na delação de Mello Filho, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu afastamento do cargo no último dia 24 de fevereiro em razão de problemas de saúde.

Nesta terça-feira (7), Padilha deve apresentar um novo atestado médico para prolongar seu afastamento temporário, por mais uma semana.
Um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer, o ex-deputado Sandro Mabel (GO) deixou o cargo à disposição da cúpula do Palácio do Planalto.Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 11:48 AM PST

Nesta segunda-feira (6), mais três delatores da Odebrecht serão ouvidos pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, na ação que investiga a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer na campanha de 2014. Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Mascarenhas da Silva Filho serão ouvidos em Brasília, na sede da Corte Eleitoral.

Claudio Melo Filho revelou, em delação premiada que acabou vazando em dezembro de 2016, que em maio de 2014, quando Temer era vice-presidente, participou de um jantar no Palácio do Jaburu com Marcelo Odebrecht e Eliseu Padilha. Segundo o depoimento, Temer teria solicitado "direta e pessoalmente" a Marcelo Odebrecht apoio financeiro para as campanhas do PMDB em 2014.

"No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o vice-presidente da República como presidente do referido partido político, Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10 milhões. Claramente, o local escolhido para a reunião foi uma opção simbólica voltada a dar mais peso ao pedido de repasse financeiro que foi feito naquela ocasião", diz o executivo.

Já Marcelo Odebrecht teria confirmado, em seu depoimento prestado no dia 1º de março ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o encontro com Michel Temer durante conversas sobre campanha de 2014. Contudo, o empresário teria negado que acertou com Temer o valor para a doação. Segundo Marcelo, o valor já havia sido acertado anteriormente entre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o executivo Cláudio Melo Filho. Ele admitiu que parte dos pagamentos pode ter sido feita via caixa 2.

O nome de Alexandrino Alencar foi sugerido ao TSE pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, o executivo tratou em sua colaboração de assuntos relacionados à campanha de 2014. Já Hilberto Mascarenhas chefiava o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como departamento de propinas da empresa.

Na semana passada, o TSE ouviu ex-presidente e herdeiro da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e também os ex-executivos Benedicto Júnior e Fernando Reis.  Benedicto Júnior afirmou que a empreiteira doou R$ 9 milhões em caixa dois para campanhas eleitorais do PSDB. Segundo o depoimento, o ajuda teria sido pedida pelo senador tucano Aécio Neves, que em 2014 concorreu à Presidência da República. Ainda segundo Benedito, Aécio teria pedido doações também para outros tucanos.

Benedito afirmou que a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Segundo o depoimento, outros R$ 3 milhões foram para o publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha de Aécio Neves. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 11:48 AM PST


O operador financeiro Adir Assad propôs um acordo de delação premiada à Lava Jato no qual afirma ter repassado cerca de R$ 100 milhões para Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), entre 2007 e 2010, na gestão José Serra (PSDB) no governo de São Paulo. Preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde agosto do ano passado, Assad é apontado como o maior emissor de notas frias para lavagem de dinheiro de empreiteiras suspeitas de envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobrás.

Na tratativa com a força-tarefa na capital paranaense, Assad admitiu ter usado suas empresas de fachada para lavar recursos de empreiteiras em obras viárias na capital e região metropolitana de São Paulo, entre elas a Nova Marginal Tietê, o Rodoanel e o Complexo Jacu-Pêssego.

Assad disse também como funcionava o esquema de fornecimento de dinheiro em espécie para o caixa 2 de construtoras. Segundo ele, nos contratos com Dersa, as empreiteiras subcontratavam suas empresas, o valor das notas frias era transformado em dinheiro e as companhias indicavam os beneficiários dos recursos. Entre 2007 e 2012, o “noteiro” movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão em contratos fictícios assinados com grandes construtoras.

Ele prometeu revelar detalhes de um esquema na estatal paulista do qual Souza fazia parte, como, por exemplo, as características de um suposto imóvel onde o dinheiro em espécie era armazenado. O Estado apurou que Assad chegou a afirmar ter conhecimento de que políticos foram contemplados com os repasses oriundos de empreiteiras. Ele, porém, não deverá citar nomes de autoridades em seu acordo porque disse não ter provas para corroborar sua versão, pois apenas lavava o dinheiro e entregava os montantes aos operadores indicados.

Ainda sobre Souza, Assad disse que o conheceu há mais de 15 anos, quando os dois eram triatletas. Afirmou que o ex-diretor da Dersa centralizava todos os repasses das empreiteiras responsáveis por obras na estatal do governo de São Paulo. Segundo Assad, Souza o apresentou a representantes das maiores construtoras do País.

O Estado apurou que Assad também propôs aos procuradores mapear o funcionamento do sistema financeiro paralelo das construtoras responsável por abastecer as contas de suas empresas. Outro tema abordado pelo operador foi sobre como firmas sem prestar serviços e sem ter funcionários conseguiram movimentar uma quantia bilionária nos bancos brasileiros.

Sigilo. Os indícios da relação das empresas de Assad com obras em São Paulo já apareciam nas quebras de sigilo promovidas pela Lava Jato. Os documentos sobre essas contas mostram um pagamento de R$ 37 milhões do Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Engenharia e vencedor da licitação de um dos lotes da Nova Marginal, para uma de suas empresas.

Das empresas que executaram lotes no Rodoanel, o Consórcio Rodoanel Sul 5 Engenharia, formado por OAS, Carioca Engenharia e Mendes Júnior, depositou R$ 4,6 milhões na conta da Legend Engenheiros, de Assad. O SVM, do qual a Andrade Gutierrez faz parte, pagou R$ 7,4 milhões para a Legend, entre 2009 e 2010. O consórcio atuou no Complexo Jacu-Pêssego.

Em quase três anos de Operação Lava Jato, os investigadores esmiuçaram as transações financeiras entre empresas de fachada de Assad, como a Legend, Rock Star Marketing, Power to Ten e SM Terraplenagem, e as maiores construtoras do País. A força-tarefa descobriu que as notas fiscais de prestação de serviços de terraplenagem e aluguel de máquinas serviram para produzir dinheiro em espécie que, supostamente, deveria ser distribuído para agentes públicos e políticos. As empresas subcontratadas, no entanto, não possuíam nem máquinas nem funcionários para operá-las.

Assad teve prisão preventiva decretada quatro vezes desde 2015. Chegou a ser solto duas vezes, mas foi novamente levado à prisão por ordem do juiz Sérgio Moro. Ele foi condenado na Lava Jato a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Delações premiadas, como a de executivos e ex-executivos da Odebrecht, e a negociação do empresário Fernando Cavendish, da Delta, citam o nome do operador. A tentativa de acordo é vista como a chance de Assad obter algum benefício no cumprimento da pena. Como a força-tarefa já detém uma série de informações sobre suas operações, Assad está atrás na corrida das negociações e enfrenta a resistência do Ministério Público Federal. Informações Estadão. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 11:47 AM PST


Ele teria recebido R$ 1 milhão em 1998, quando ainda era deputado federal

Uma das frentes de investigação surgidas a partir da delação de Sérgio Machado — ex-presidente da Transpetro, uma empresa subsidiária da Petrobras — vai se encerrar sem sequer ter começado. O motivo: já se passou tanto tempo desde os supostos delitos, ocorridos em 1998, que houve prescrição. A denúncia envolve dois políticos do PSDB: o atual presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG); e Teotônio Vilela Filho, que era presidente da legenda na época.

O depoimento de Machado foi prestado em 6 de maio de 2016. O pedido de investigação foi protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 4 de outubro de 2016 no Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo dia foi devolvido à Procuradoria Geral da República (PGR), que se manifestou outra vez apenas na última quinta-feira, pedindo seu arquivamento. Janot disse que o crime de corrupção passiva para fatos ocorridos entre 1998 e 2000 só poderia ser punido até 2016.

Machado, que na época era líder do PSDB no Senado, disse que Aécio recebeu, de forma ilícita, R$ 1 milhão em dinheiro em 1998, quando era deputado. O dinheiro veio de um fundo montado por Machado, Aécio e o então senador Teotonio Vilela, para financiar a bancada do partido na Câmara e no Senado. O dinheiro seria usado em campanhas para a reeleição. O plano era “eleger a maior bancada federal possível na Câmara para que pudessem viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência da Câmara dos Deputados no ano 2000”.

O trio teria arrecadado R$ 7 milhões, sendo que R$ 4 milhões do total teriam sido obtidos da campanha nacional do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que era candidato a reeleição. O restante teria saído de empresas. Segundo o delator, parte do dinheiro teria vindo do exterior. A divisão do bolo daria “entre 100 mil e 300 mil a cada candidato”, segundo Machado. Cerca de 50 deputados receberam a ajuda de custo para as campanhas. O maior beneficiado teria sido Aécio.

“A maior parcela dos cerca de R$7 milhões de reais arrecadados à época foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão de reais em dinheiro”, disse Machado. O depoente também disse que Aécio “recebia esses valores através de um amigo de Brasília que o ajudava nessa logística”.

Entre as empresas que contribuíram para o fundo do PSDB está a Camargo Correa, uma das investigadas na Lava-Jato. Segundo Machado, em 1998, recebeu “um pacote de dinheiro de R$ 350 mil reais para o PSDB” das mãos do presidente da empreiteira, Luiz Nascimento. “A Camargo ajudava fortemente e sempre foi um grande doador nas campanhas tucanas”.

Na época em que a delação se tornou pública, Aécio chamou de "falsas e covardes" as declarações de Machado. Na ocasião, por meio de nota, o senador disse que o ex-tucano Sérgio Machado "não hesita em mentir e caluniar no afã de apagar seus crimes e conquistar benefícios de uma delação premiada".Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras

Posted: 06 Mar 2017 11:47 AM PST


O mês em que se comemora o Dia Internacional Mulher começou com um comentário lamentável de Alexandre Garcia, o ex-porta voz da Ditadura Militar.

Ele soltou um “e eu com isso?” ao comentar a notícia em que a atriz norte americana Jane Fonda conta foi estuprada quando criança.

A atriz, de 79 anos, que é ativista dos direitos das mulheres contou que sofreu abusos sexuais quando criança e passou por diversas situações traumáticas ao longo de sua carreira, por causa do machismo.

A intenção de Jane ao contar sobre os abusos que já sofreu foi a de alertar as vítimas sobre não se sentirem culpadas. Ela quis mostrar como a cultura do patriarcado prejudica as mulheres. Porque sim, a sociedade inteira tem a ver com isso.

Mesmo que Garcia não concorde.


Comentarista do noticiário matinal Bom Dia, Brasil, na TV Globo, e apresentador da Globonews, o jornalista Alexandre Garcia provocou revolta nas redes sociais na noite desta quinta-feira (2), depois de fazer um comentário irônico e de desprezo a respeito da declaração da atriz norte-americana Jane Fonda, que revelou ter sido estuprada quando era criança.

"E eu com isso?", comentou Alexandre Garcia, ao compartilhar uma matéria sobre Fonda em sua conta no Twitter.

Em entrevista à revista The Edit, Jane Fonda, que é conhecida por ser ativista dos direitos das mulheres, relatou diversos casos de abuso ao longo de sua vida: "Fui estuprada e abusada sexualmente quando era criança. Também já fui demitida por não querer dormir com o meu chefe. Sempre pensei que tudo isso fosse minha culpa, que isso aconteceu porque eu não tinha falado ou feito a coisa certa", afirmou a atriz.

"Conheço meninas que foram estupradas e não sabiam nem mesmo no que consistia um estupro. Elas pensam: 'deve ser porque eu disse 'não' de um jeito errado'. Uma das melhores coisas que o movimento das mulheres alcançou foi percebermos que o estupro e os abusos não são nossa culpa", defendeu Fonda. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 10:52 AM PST


Tucanos registraram 25% de valor delatado por ex-executivo da Odebrecht
Enquanto o ex-diretor da Odebrecht Benedicto Junior afirmou que houve pagamento de R$ 6 milhões em 2014 por meio de caixa 2 para as campanhas eleitorais de Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo mineiro, Antonio Anastasia (PSDB) ao Senado e Dimas Fabiano (PP) a deputado federal, o montante declarado pelos candidatos e pelo PSDB mineiro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doações recebidas das empresas do grupo foi de apenas 25% deste montante, R$ 1,5 milhão.

A campanha de Pimenta declarou ter recebido apenas R$ 200 mil de forma direta da Construtora Norberto Odebrecht, além de outros R$ 780 mil repassados pelo diretório estadual tucano. A campanha de Anastasia registra apenas R$ 50 mil em doação direta da construtora, além de R$ 112 mil vindos da campanha de Pimenta. No caso de Dimas, não há registro do recebimento de qualquer doação.

O diretório do PSDB de Minas Gerais, fonte da maior parte dos recursos recebidos, declarou ter recebido R$ 730 mil de forma direta e outros R$ 560 mil de forma indireta, por meio do diretório nacional tucano.

Benedicto Júnior falou ainda em outros R$ 3 milhões de caixa 2 para o pagamento de um marqueteiro da campanha do senador Aécio Neves à Presidência da República. Há doações registradas de R$ 4 milhões ao candidato e R$ 12,6 milhões ao diretório nacional tucano no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras




Posted: 06 Mar 2017 10:52 AM PST

Os carcereiros do Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, apontaram Eduardo Cunha como o detento mais “mala sem alça” do local, de acordo com matéria publicada pela revista Veja.

De acordo com a reportagem os protestos começam ás 6 horas, logo no café da manhã, quando o ex-deputado Eduardo Cunha acorda e reclama, por exemplo, que o pão francês está velho, ou amassado. As queixas prosseguem e ficam mais estridentes na hora do almoço. O ex-presidente da Câmara dos Deputados reputa como de péssima qualidade a comida servida no Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR), onde cumpre prisão preventiva desde dezembro de 2016.

Revista descreve que no dia 10 de fevereiro, ao receber sua marmita de isopor, disse que não iria comer “aquilo” (o cardápio do dia: arroz, feijão, tomate, mandioca, alface e um bife de alcatra), embora minutos depois tenha mudado de ideia. Dois dias antes, já havia resmungado por ter sido obrigado a sair da sua cela, a 605, para a faxina semanal feita por uma equipe de detentos. Por gestos assim, Cunha é tido pelos carcereiros de Pinhais como “o pior preso da Lava-Jato”.

O ex-presidente da Câmara assim herda a o título de pior preso da Lava-Jato, alcunha que antes era de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. foi transferido para Renato Duque, também ex-diretor da Petrobras, que passou por Pinhais e solicitava aos agentes carcerários a gentileza de só lhe dirigirem a palavra em caso de necessidade absoluta.Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 10:52 AM PST

Um dia depois de finalizado o depoimento de Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral, a respeito do financiamento à chapa presidencial de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), voltaram-se contra o senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG) as atenções que as atividades da maior empreiteira do país estão a merecer.

Ironicamente, é no contexto do mesmo processo contra a dupla vitoriosa em 2014 —movido pela sigla de Aécio— que surge a informação comprometedora. Segundo o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior, R$ 9 milhões foram canalizados para o caixa dois de campanhas tucanas.

Teria sido o senador mineiro, candidato da oposição naquele ano e presidente do partido, o autor dos pedidos de doação. O senador não os desmente, mas afirma ter respeitado os procedimentos legais.

Essa versão recebe aval de Marcelo Odebrecht, que, até onde se sabe, atribui unicamente ao PT e ao PMDB as tratativas em torno de financiamentos clandestinos.

Outro fator a aliviar momentaneamente o círculo das suspeitas em torno do tucano é a decisão do relator do processo no TSE, ministro Herman Benjamin, que com bons fundamentos considerou como alheias ao caso as menções à chapa de Aécio. Derrotada na eleição, não haveria sentido em revolver seus procedimentos financeiros, num processo aberto para tratar de outra acusação.

Tudo recomenda, entretanto, que não se ignorem simplesmente as afirmações do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura.

No mês passado —não no processo do TSE, mas nas investigações da Lava Jato—, ele já havia apontado, em delação premiada, um esquema de propinas nos contratos da Cidade Administrativa, obra inaugurada em 2010 pelo então governador Aécio Neves, ao custo de R$ 2,1 bilhões.

A acusação é reiterada por outro ex-dirigente da Odebrecht, responsável pelas atividades da construtora em Minas Gerais.

Depoimentos obtidos em regime de delação premiada não devem ser encarados, certamente, como provas suficientes de irregularidade ou crime. É preciso que sejam não apenas divulgadas na íntegra como corroboradas, posteriormente, por outras evidências.

Impõe-se, sem dúvida, acelerar seu ritmo. Lamentavelmente, poucos nomes importantes estão a salvo, na atual conjuntura política, de suspeitas, desconfianças e acusações com respeito a verbas de campanha e entendimentos com construtoras.

Os rigores da magistratura, do Ministério Público e da Polícia Federal não têm como admitir qualquer tipo de preferência partidária. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 10:45 AM PST


Uma investigação aberta a pedido do PSDB virou motivo de dor de cabeça para o PSDB. O partido terminou a semana na mira do processo que ele mesmo moveu para tentar cassar a chapa Dilma-Temer, que o derrotou em 2014.

Na quinta (2), o delator Benedicto Junior disse ao TSE que a Odebrecht repassou R$ 9 milhões em caixa dois aos tucanos. Segundo o executivo, a dinheirama foi entregue ao marqueteiro de Aécio Neves e a três protegidos dele: Antonio Anastasia, Pimenta da Veiga e Dimas Fabiano. (Dimas é filho do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, um dos nomes envolvidos no esquema conhecido como Lista de Furnas, que seria o repasse de recursos desviados da estatal para campanhas políticas da oposição)

Na véspera, Marcelo Odebrecht fez outra revelação embaraçosa para o PSDB. Ele disse que Aécio o procurou pessoalmente para pedir um socorro de R$ 15 milhões. A abordagem ocorreu quando o senador corria risco de ficar fora do segundo turno.

Ao se ver atingido por um tiro que disparou, o partido apelou à esperteza. Alegou que não é alvo do processo e pediu ao ministro Herman Benjamin que suprima as citações que o comprometem. Pode ser que cole, mas as acusações voltarão à tona assim que o Supremo retirar o sigilo das 77 delações da Odebrecht.


Dois executivos da Odebrecht já ligaram Aécio, o "Mineirinho", a fraudes na construção da Cidade Administrativa de Minas. Os tucanos paulistas José Serra e Geraldo Alckmin, que se revezam no governo de São Paulo há 16 anos, também ganharam apelidos na planilha da empreiteira.

Na sexta (3), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Aécio e disse que palavra de delator não é prova. É verdade, mas poucos tucanos se lembraram disso quando viram os rivais na fogueira. Na nota, FHC também reclamou da imprensa. Nada como um dia após o outro. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras
Posted: 06 Mar 2017 10:52 AM PST

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar pessoas citadas nas delações premiadas da Odebrecht, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo na edição deste domingo, incluindo aliados do presidente Michel Temer, como os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Da bancada do PMDB no Congresso, entre os nomes que estão na lista da Procuradoria-Geral aparecem o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), o líder do partido e ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (AL) e os senadores Edison Lobão (MA) e Romero Jucá (RR), de acordo com a reportagem. 

Também integram a lista os senadores do PSDB José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).
Conforme o jornal, Janot ainda vai requerer o desmembramento para instâncias inferiores de casos envolvendo políticos sem foro no STF citados nos depoimentos, entre eles os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci.
As pessoas citadas na reportagem têm negado qualquer irregularidade relatada por executivos da Odebrecht.

A lista de Janot

O fim do recesso de carnaval, nesta segunda-feira (6), traz na política brasileira uma grande expectativa com relação às próximas semanas. Expectativas em torno da abertura de inquéritos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) agita a cúpula do governo. O fim do sigilo das delações de executivos da Odebrecht - que prometem não deixar pedra sobre pedra - também é esperado para as próximas semanas. No Congresso, as votações das propostas do governo - como a reforma da Previdência - também deverão ser um capítulo à parte. 

Os vazamentos de trechos de depoimentos de executivos da Odebrecht no âmbito das ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa Dilma-Temer, nas últimas semanas, já foram suficientes para abalar as estruturas do governo. Marcelo Odebrecht e Benedicto Junior deram uma mostra do tamanho do estrago que os depoimentos de executivos da empresa serão capazes de fazer.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquéritos baseados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Ministros do governo de Michel Temer, senadores do PMDB e do PSDB devem estar na lista.

A expectativa é de que mais de 200 pedidos sejam feitos, com base nas delações. Cerca de 950 depoimentos dos 77 delatores vêm sendo analisados desde dezembro.

Votações no Congresso

Enquanto isso, o presidente Michel Temer articula para fazer serem aprovadas no Congresso as medidas propostas pelo governo. Para garantir o sucesso nas votações, neste fim de semana Temer decidiu que o deputado André Moura (PSC-SE) será o novo líder do governo no Congresso. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), por sua vez, será o novo líder do governo no Senado. Recentemente, Moura - que é aliado do deputado cassado Eduardo Cunha - foi retirado de liderança do governo na Câmara.

A manobra tem por objetivo estancar a ameaça do chamado Centrão de não votar a reforma da Previdência. André Moura dizia ter 50 parlamentares com ele, e chantageava o governo.

Por sua vez, há um grupo de senadores e deputados do partido que não querem Romero Jucá na liderança do Senado. Leia também: Aécio mirou Dilma, acertou o próprio pé e agora é torrado pelas empreiteiras



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