sexta-feira, 17 de março de 2017

17/3 - Os Amigos do Presidente Lula DE 16/3

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 16 Mar 2017 02:53 AM PDT


Em seu esforço para aprovar a reforma da Previdência, o governo tenta lotear a diretoria da Nuclep -estatal que fabrica equipamentos para o submarino nuclear da Marinha e da usina de Angra 3- com afilhados de parlamentares contrários à medida.

Os nomes indicados para ocupar a presidência da empresa, a diretoria comercial e a diretoria administrativa financeira são, respectivamente, de pessoas ligadas aos deputados Alexandre Valle (PR-RJ), Aureo (SD-RJ) e Celso Pansera (PMDB-RJ).

Áureo e Valle fazem parte da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social na Câmara, criada em agosto e que é contra a proposta.

Paulinho da Força, fundados do Solidariedade, hoje faz oposição à reforma.

No início do mês, as indicações foram rejeitadas pela comissão interna de elegibilidade da Nuclep, formada por três técnicos da companhia, por estarem em desconformidade com a nova lei das estatais.

De acordo com a lei, fica vedada a indicação para direção de estatais de pessoas que tenham atuado como dirigentes de partidos, participado de campanhas políticas ou prestado serviços à União e demais poderes nos últimos três anos.

Os três nomes, contudo, não cumprem os requisitos. O indicado à presidência é Saulo Farias (PRB), que tem longo histórico político em Itaguaí, cidade da região metropolitana do Rio onde fica a fábrica da Nuclep.

Farias foi candidato a vice-prefeito da cidade derrotado nas últimas eleições municipais, cuja chapa era encabeçada por Alexandre Valle.

Faria também aluga carros de sua empresa e uma sala comercial em Itaguaí ao deputado, pagos com cotas parlamentares de seu gabinete.

Já o indicado por Aureo à diretoria comercial é Luiz Renato Almeida. Ele já ocupou cargo na gerência do Ministério do Trabalho em Duque de Caxias, também por indicação do deputado.

O terceiro nome, para a diretoria administrativa financeira, é Luciana Camargo da Silva, que foi cabo eleitoral de Pansera, tendo-lhe doado R$ 2.000 nas eleições de 2014. Nas redes sociais, ela diz ser uma "Panserete".

À exceção de Silva, que tem pós-graduação em gestão pública, os outros dois indicados foram apontados pela comissão como pessoas sem notório saber para desempenhar as funções.

A Nuclep é considerada empresa estratégica, por lidar com informações confidenciais a respeito da construção do submarino nuclear da Marinha, além de operar um porto em Itaguaí.Na Folha
Posted: 16 Mar 2017 02:43 AM PDT


Gilmar recebe Temer e aliados para costurar acordo em reforma política

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, recebeu em sua casa na noite desta quarta-feira (15) o presidente Michel Temer e alguns dos principais políticos da base aliada do governo para costurar um acordo em torno de uma reforma política.

Um dos pontos centrais é um novo modelo de financiamento de campanhas, na esteira do debate da criminalização de doações eleitorais.

O jantar, em uma residência de Gilmar no setor de mansões isoladas em Brasília, foi organizado em homenagem aos 75 anos do senador José Serra (PSDB-SP), que serão completados no domingo (19).

A chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, vitoriosa nas eleições de 2014, é alvo de processo de cassação no TSE, presidido por Mendes.

Além de Temer, estavam entre os presentes o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell, além de embaixadores e outros convidados.

Serra, Aécio, Eunício e Maia estão citados nos pedidos de inquéritos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal), na terça (14), referentes às delações premiadas da Odebrecht.

Temer chegou à casa de Mendes perto das 23h, após participar de um jantar com senadores do PMDB.

Essa é a segunda vez em quatro dias que políticos da base do governo se reúnem para tratar de projetos que podem ser votados no Congresso com o objetivo de criar um novo modelo para o financiamento de campanha. Na manhã desta quarta, Temer se reuniu no Palácio do Planalto com Mendes, Maia e Eunício para discutir o assunto.

As medidas estariam embaladas em uma proposta de reforma política, com a implantação de eleições para deputado federal no modelo de lista fechada –em que os partidos selecionam os candidatos para compor uma chapa e o eleitor vota apenas na legenda.

Segundos os articuladores das negociações, esta seria a única maneira de baratear as campanhas e permitir que sejam financiadas com recursos públicos, sem doações privadas.

As discussões ganharam força após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que transformou em réu o ex-presidente do PMDB Valdir Raupp. A corte entendeu que a doação declarada à Justiça Eleitoral que Raupp recebeu em 2010 de uma empreiteira era propina, porque teve contrapartida.

Foi a primeira vez que o Supremo entendeu uma doação de caixa um como ilegal e isso provocou reações de expoentes políticos do PT ao PSDB, passando pelo partido do presidente da República.Informações da Folha
Posted: 16 Mar 2017 02:37 AM PDT

Os alemães estão preocupados com o número e os efeitos crescentes de notícias falsas. Seu governo discute, já como anteprojeto, uma legislação duríssima contra empresas que viabilizam redes na internet, quando não eliminem com presteza as notícias falsas e a disseminação do ódio.

No Brasil, providência semelhante seria contraditória, sendo o país, por exemplo, em que um ex e badalado presidente da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal propõem que o caixa 2 em política –o dinheiro tomado e destinado em segredo– não mais seja considerado como corrupção.

Ou, mais simplesmente: o país em que o presidente é produtor oficial e contumaz de notícias falsas. Com uso não só da internet, mas de todo o sistema de comunicação informativa do país.

O que Fernando Henrique e Gilmar Mendes pretendem aceitável é a maior causa da grande mentira eleitoral, o mito das eleições livres e limpas no Brasil. Lembre-se, a propósito, que as contas da campanha presidencial de Fernando Henrique foram recusadas pela Justiça Eleitoral, com um grande rombo apesar da contabilidade conveniente. Como diz Carlos Ayres Britto, com brilhante passagem pelo Supremo, o caixa 2 "é eticamente espúrio e juridicamente delituoso".

Michel Temer repete, com a esperança de que o país o ouça, serem as críticas ao projeto de "reforma" da Previdência movidas apenas por interesses. Nega perdas: "Cerca de 63% dos trabalhadores terão aposentadoria integral, porque ganham salário mínimo. Quem pode insurgir-se é um grupo de 27%, 37%".

À parte a dupla indecência que está na proporção dos recebedores de salário mínimo e no valor dele, já desmoralizantes da Previdência e da "reforma", o projeto do governo fere sobretudo os mais carentes. Os de salário mínimo integram a grande multidão que começa a trabalhar mais cedo, na puberdade ainda. Exigir-lhes mais cinco ou dez anos de trabalho, para chegar à nova idade mínima de aposentadoria, é um ônus desumano. E negá-lo é mentir ao país.

O "ministério de técnicos", a "recuperação da moralidade pública", a "retomada do crescimento ainda neste ano" (de 2016!), e tantas balelas mais, formam uma estrada imoral de mão única. Na qual foi erguido há pouco um monumento à indignidade. Recusar-se a reconhecer uma autoria legítima é uma usurpação, seja ou não em proveito próprio. No caso, era.

Michel Temer saiu-se com a bobagem de que "a paternidade da transposição do São Francisco é do povo brasileiro". Sua forma de negar a autoria de Lula, em áspera batalha técnica e de comunicação, e a difícil continuidade assegurada por Dilma. Citou valores errados, sempre em seu favor. E inventou a entrega de 130 mil cisternas.

Para breve comparação: Tereza Campello entrou calada no governo Dilma, permaneceu muda e, no impeachment, saiu em silêncio sobre seu papel no governo. Mas, entre outros êxitos incomuns, fez construir e instalar no Nordeste cerca de um milhão de cisternas.

Por isso a recente seca, brutal, não provocou o abalo e os demais efeitos das secas equivalentes. Observação de valor especial nestes tempos: tamanha obra sem que houvesse sequer vestígio de escândalo, na atividade que mais produziu corrupção e escarcéus na história do Nordeste.

Tereza Campello, a cujo silêncio realizador a imprensa/TV respondeu com silêncio incompetente, foi uma ministra extraordinária.

Quanto a Michel Temer, entende-se por que lhe pareceu normal nomear Alexandre de Moraes, coautor de um livro que assina sozinho, para o Supremo. A veracidade não é o que lhe importa. Como caráter não se vende em supermercado, Michel Temer não recebe informações a respeito. - Artigo de Janio de Freitas -

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