domingo, 19 de março de 2017

19/3 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 19 Mar 2017 11:11 AM PDT
Da revista CartaCapital:

O Banco Central bloqueou cerca de 2 milhões de reais de contas de 46 investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, 17. Após cerca de 1.100 agentes cumprirem 309 mandados em sete estados (27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão), a Justiça Federal determinou o bloqueio de até 1 bilhão de reais por investigado.

As contas bloqueadas tinham valores bem inferiores, que iam de centavos até 500 mil reais, informou o BC. O valor de 1 bilhão, esclareceu, era o teto estipulado pela Justiça, e não o valor que havia sido identificado nas investigações. Alguns dos principais grupos da indústria alimentícia do País estão na mira da operação, como o BRF, que detém as marcas Sadia e Perdigão, e o JBS, que opera com Seara, Swift, Friboi e Vigor.

De acordo com a PF, uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários emitia certificados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Os frigoríficos envolvidos no esquema, dizem os investigadores, "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico. Dessa forma, podiam embalar o alimento novamente para colocar à venda. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

"Ficou claro que uma parte da propina era revertida para partido político. Já foi falado ao longo da investigação sobre dois partidos: PP e PMDB", disse o delegado Maurício Moscardi Grillo, que até mês passado coordenava a força-tarefa da Lava Jato. Não é tudo. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, figura em conversas telefônicas interceptadas pela PF. Em um dos áudios, o peemedebista chama de "grande chefe" o suposto líder do esquema: Daniel Gonçalves Filho, que foi superintendente regional do Ministério da Agricultura entre julho de 2007 e fevereiro de 2014 e entre junho de 2015 e abril de 2016.

No sábado 18, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, saiu em defesa do sistema de inspeção agropecuária brasileiro. Afirmou que a fiscalização é “forte, robusta e séria”. Segundo ele, não há motivos para a população ter receio de consumir carne. Em nota, a pasta também afirmou que o “Serviço de Inspeção Federal brasileiro é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo”.

O escândalo já havia corrido o mundo. Para o New York Times, o episódio "lança dúvidas sobre a indústria brasileira do agronegócio". O diário norte-americano ressaltou que o "partido do presidente Michel Temer" também é acusado de receber propinas. A rede de televisão CNN relatou que "a notícia foi recebida com raiva e frustração no Brasil, que já está cambaleando com os escândalos de corrupção que afetam os mais altos escalões do governo". O futuro da indústria de carne brasileira, que "ascendeu na última década para se tornar uma das mais importantes do mundo", também foi questionado pelo Financial Times.

Diante do dano à imagem do governo e da indústria alimentícia, Temer convocou uma reunião de emergência com Maggi, prevista para a tarde deste domingo, 19. Participarão do encontro representantes de associações de indústrias exportadoras de carnes e de proteína animal, além da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Segundo os palacianos, o objetivo é debater as medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura até agora e os possíveis impactos do escândalo sobre as exportações de carnes brasileiras. O governo federal também deve divulgar uma nota para as embaixadas, na tentativa de esclarecer a amplitude do esquema de corrupção desvendado pela PF.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador, fornecendo para mais de 150 países. As multinacionais envolvidas no escândalo insistem que seus produtos são seguros, apesar do receio entre o público consumidor.

O escândalo surge num momento bastante sensível, quando o Brasil e outros membros do Mercosul procuram um acordo de comércio com a União Europeia. A operação da PF também pode abalar as relações comerciais com os Estados Unidos, que começaram a receber importações de carne crua brasileira no ano passado.

Segundo informações do Ministério da Agricultura, em 2016, o Brasil exportou mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina. Os principais destinos foram Hong Kong, Egito, China e Rússia. Também foram exportados cerca de 3,9 milhões de toneladas de carne de frango in natura, cujos principais compradores foram Arábia Saudita, China, Japão, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. No mesmo ano foram abatidas 42,3 milhões de cabeças de suínos para os mercados interno e externo.
Posted: 19 Mar 2017 10:54 AM PDT
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, traz uma comprovação básica: o nível de emburrecimento nacional é invencível. O senso comum definitivamente se impôs nas discussões públicas. E não se trata apenas da atoarda que vem do Twitter e das redes sociais. O assustador é que órgãos centrais da República – como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário – tornaram-se reféns do primarismo analítico.

Como é possível que concursos disputadíssimos tenham resultado em corporações tão obtusamente desinformadas, a ponto de não ter a menor sensibilidade para o chamado interesse nacional. Não estou julgando individualmente delegados ou procuradores. Conheço alguns de alto nível. Me refiro ao comportamento dessas forças enquanto corporação.

Tome-se o caso da Operação Carne Fraca.

A denúncia chegou há dois anos na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). O delator informou que a Secretaria de Vigilância Sanitária no Paraná tinha sido loteada para o PMDB. Levantaram-se provas de ilícitos em alguns frigoríficos.

Por outro lado, há uma guerra fitossanitária em nível global, em torno das exportações de alimentos. Se os delegados da Carne Seca não fossem tão obtusos, avaliariam as consequências desse bate-bumbo e tratariam de atuar reservadamente, desmantelando a quadrilha, prendendo os culpados.

Mas, não. O bate-bumbo criou uma enorme vulnerabilidade para toda a carne exportada pelo país. Os anos de esforços gerais para livrar o país da aftosa, conquistar novos mercados, abrir espaço para as exportações ficaram comprometidos pelo exibicionismo irresponsável desse pessoal.

Ou seja, havia duas formas de se atingir os mesmos resultados:

1. Uma investigação rápida, discreta e sigilosa.

2. O bate-bumbo de criar a maior operação da história, afim de satisfazer os jogos de poder interno da PF.

As duas levariam ao mesmo resultado e a primeira impediria o país de ter prejuízos gigantescos, que pudessem afetar a vida de milhares de fornecedores, o emprego de milhares de trabalhadores, a receita fiscal dos impostos que deixarão de ser pagos pela redução das vendas – e que garantem o salário do Brasil improdutivo, de procuradores e delegados.

Qual das duas estratégias seria mais benéfica para o país? A primeira, evidentemente.

No entanto, o pensamento monofásico que acomete o país, não apenas entre palpiteiros de rede social, mas entre delegados de polícia, procuradores da República, jornalistas imbecilizados é resumido na frase-padrão de Twitter: se você está criticando a Carne Fraca, então você é a favor de vender carne podre.

Podre se tornou a inteligência nacional quando perdeu o controle de duas corporações de Estado – MPF e PF – permitindo que fossem subjugadas pelo senso comum mais comezinho. E criou uma geração pusilânime de donos de veículos de mídia, incapazes de trazer um mínimo de racionalidade a essa barafunda, permitindo o desmonte do país pela incapacidade de afrontar o senso comum de seus leitores.

Veja bem, não se está falando de capacidade analítica de entender os jogos internacionais de poder, a geopolítica, o interesse nacional, as sutilezas dos sistemas de apoio às empresas nacionais. A questão em jogo é muito mais simples: é saber discernir entre uma operação discreta e outra que afeta a imagem do Brasil no comércio mundial.

No entanto, essa imbecilidade, de que a destruição das empresas brasileiras contaminadas pela corrupção, permitirá que viceje uma economia mais saudável, é recorrente nesse reino dos imbecis. E se descobre que a estultice da massa é compartilhada até por altos funcionários públicos, regiamente remunerados, que se vangloriam de cursos e mais cursos aqui e no exterior. O sujeito diz asneiras desse naipe com ar de sábio, reflexivo. E é saudado por um zurrar unânime da mídia.

Discuti muito com uma antiga amiga, quando mostrava os impactos dessas ações nos chamados interesses nacionais e via mão externa, e ela rebatia com conhecimento de causa: não são conspiradores, são primários.

Imbecil é o país que se desarma completamente, Judiciário, mídia, organizações que se jactam de ter Escolas de Magistratura, de Ministério Público, de Polícia Federal e o escambau, permitindo mergulhar na mais completa ignorância institucional.
Posted: 19 Mar 2017 09:59 AM PDT
Posted: 19 Mar 2017 08:32 AM PDT
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Não há muito que falar. Apenas quero me unir aos que estão alertando. A tal “operação carne fraca” mostrou como é mal-intencionado o discurso que criminaliza “os políticos”, pois quem corrompe esses políticos são empresários e ninguém os estigmatiza.

Em segundo lugar, a Lava Jato vem servindo para massagear o ego de membros do Ministério Público e do Judiciário e para exterminar políticas públicas voltadas ao social, à distribuição de renda e à valorização do trabalho assalariado, pois substituiu um governo voltado para o social por outro antissocial.

Na última sexta-feira, a Lava Jato divulgou um balanço de quantos prendeu e condenou e de quanto dinheiro roubado recuperou.

Para resumir e simplificar: para recuperar cerca de 500 milhões de reais, a Lava Jato provocou uma paralisia da economia que gerou prejuízos da ordem de centenas de bilhões de reais. E ninguém acredita que a corrupção vai terminar por causa disso.

Um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira era o setor da construção pesada. Usinas hidrelétricas, estradas, portos, aeroportos, hospitais etc. Esse setor era tão desenvolvido no Brasil que conquistou o mundo.

As empreiteiras brasileiras eram potencias que geravam divisas e levavam alto o nome do Brasil.

Roubavam tanto quanto milhões de outras empresas brasileiras que sonegam impostos e pagam propinas e nem por isso sofrem a mesma demolição.

Para quem não sabe, as empreiteiras brasileiras vão acabar todas nas mãos da China. As negociações estão adiantadas. Com isso, uma parcela gigantesca do PIB brasileiro vai para o vinagre.

Agora, é outro setor que afundou. O setor de carnes é um dos mais dinâmicos do país. Nossas carnes ganharam o mundo. Grupos como Friboi e BRF são vitais para o Produto Interno Bruto brasileiro e, assim como as empreiteiras, com o massacre de sexta-feira vão acabar na mão dos gringos.

Ninguém é a favor da corrupção a não ser os corruptos. E corrupção é o que não falta no Brasil. Mas querer que o combate à corrupção seja eficiente é uma coisa, querer que ele seja destrutivo, que jogue fora a água do banho da criança com a criança junto é outra.

Não era necessário o espalhafato da operação Carne Fraca. Tudo poderia ter sido feito na surdina, os culpados punidos, mas sem destruir a imagem do setor.

Quem vai lucrar com isso é a concorrência europeia, entre outras.

Os gringos virão cheios de dólares e comprarão nossas empresas a preço de banana enquanto nossos trabalhadores estarão afundados em jornadas intermináveis de trabalho sem direitos trabalhistas e recebendo salários aviltados.

A Lava Jato e os golpistas que favoreceu estão devolvendo o Brasil ao século 19. Vai demorar décadas para consertar o estrago que essa praga de gafanhotos fez, faz e ainda irá fazer, porque o ego dos investigadores ainda não foi suficientemente massageado.
Posted: 19 Mar 2017 08:27 AM PDT
Por Carlos Fernandes, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Índice de Gini, que mede o nível de desigualdade social, voltou a subir no Brasil após 22 anos consecutivos entre queda e estabilidade. Em 2016, ano do golpe, o coeficiente atingiu 0,5229, o que representa um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior.

Em bom português, o resultado apresentado dessa equação equivale a dizer que pela primeira vez em mais de duas décadas o terrível fosso social que separa a elite brasileira da enorme maioria da população voltou a crescer.

Eis a síntese definitiva do golpe de Estado patrocinado pela plutocracia brasileira sob a hipócrita falácia de combate à corrupção que no final das contas colocou no poder o apogeu da canalha política desse país.

Sejamos francos, seria um consórcio formado por delinquentes como Michel Temer, Aécio Neves, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Aloysio Nunes, José Serra, Geddel Vieira e et caterva a salvar esse país da corrupção?

Seja como for, essa nunca foi a grande questão. A mídia familiar, a política coronelista e o judiciário partidarizado falam tanto em corrupção – sobretudo após a chegada de Lula ao poder – porque foi exatamente neste momento que a verdadeira grande ferida dessa nação começou a ser tratada: a desigualdade social.

Nos últimos treze anos o Brasil despontou como referência mundial em matéria de inclusão social. Nos tornamos um exemplo a ser seguido até pelas principais potências internacionais. O Bolsa Família influenciou programas similares em países como Japão e Finlândia.

Como resultado do combate à desigualdade sócio-econômico, conseguimos retirar da miséria um contingente de 36 milhões de pessoas em todo o território nacional. Algo como toda a população do Canadá.

Isso incomodou profundamente a burguesia nacional. Aqui é preciso enfatizar que vem fundamentalmente da desigualdade social a principal fonte de renda dos donos dos meios de produção.

Retirar uma verdadeira legião de mão-de-obra barata e ociosa da reserva de mercado, representa, entre outras coisas, uma perigosa ameaça à manutenção das velhas relações de trabalho.

Não por acaso, mal o novo governo foi formado e suas primeiras ações refletiram-se nos violentos ataques à Consolidação das Leis Trabalhistas e ao direito à aposentadoria do trabalhador que ora enfrentamos .

Soma-se a isso a estratosférica taxa de desempregados sem qualquer previsão de retornar ao mercado de trabalho e finalmente voltamos aos gloriosos anos 90 onde a massa de miseráveis sustentava os privilégios de uma minoria rica e preconceituosa.

Está assim dada a face mais cruel do golpe. Aos envolvidos, meus mais sinceros parabéns.
Posted: 19 Mar 2017 08:17 AM PDT
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Há uma virtude e um vício na sugestão da presidente do STF, ministra Cárnen Lúcia, de que a reforma política seja submetida a um referendo, colocando em prática as formas de democracia semi-direta previstas no artigo 14 de nossa Constituição, o referendo e o plebiscito. A sugestão foi feita em entrevista a Jorge Bastos Moreno na CBN. A virtude está na lembrança de que, depois do apodrecimento do sistema atual, as novas regras de funcionamento da democracia exigem a aprovação popular. A não ser que fossem aprovadas por uma Constituinte livremente eleita e soberana, com poderes para uma repactuação constitucional. O vício está no fato de que Cármem Lúcia admite que a reforma poderia ser aprovada pelo atual Congresso, para ser depois submetida ao referendo.

No ponto em que chegamos, a população não depositará confiança em nada do que venha do atual Congresso, que golpeou a democracia ao forçar as aparências de um impeachment para derrubar a presidente eleita, e que tem na sua composição boa penca de senadores e deputados notoriamente corruptos. Tanto é que alguns já são réus, outros já foram denunciados ou estão sendo investigados e outros mais estão na segunda lista de Janot, que contra eles pede a abertura de inquéritos. A deslegitimação popular das medidas tomadas pelo atual Congresso – ainda que ele tenha legitimidade formal - atinge tanto a reforma política – esta que Michel Temer, Gilmar Mendes e líderes do Congresso discutiram esta semana (e que serviria de biombo para uma anistia ao caixa dois, livrando a cara dos delatados) – como as reformas suprimidoras de direitos constitucionais, como a previdenciária e a trabalhista. As manifestações do dia 15 foram só o começo das manifestações de repulsa.

Há outros problemas na proposta da ministra Cármem. Haveria tempo para submeter ao referendo – de forma que suas regras já valessem para as eleições de 2018 - uma reforma política feita pelo atual Congresso? Falo de uma reforma que mexa nos pilares do sistema, e não apenas no financiamento de campanhas. De uma reforma que enfrente o problema do sistema eleitoral proporcional atual (pelo qual votamos em Chiquinho e elegemos Francisquinho), que suprima as coligações proporcionais, que estabeleça mecanismos para conter ou reduzir a fragmentação partidária, enfim, que torne o país mais governável e não refém do presidencialismo de coalisões artificiais, que está na origem de boa parte dos descaminhos de nossa democracia. Sabemos todos que não há tempo para isso. Antes de outubro, teria que acontecer o milagre da multiplicação do tempo, para que nestes poucos meses fosse possível aprovar as emendas e projetos da reforma política nas duas Casas do Congresso, para que fossem promulgadas e para que o pleito do referendo fosse realizado. Definitivamente impossível.

Então, manda o bom senso que paremos com fingimentos e enfrentemos a seguinte situação. O que dá para resolver antes de outubro é apenas a questão do financiamento, e mantendo a proibição das doações empresariais já determinada pelo STF. Ninguém ousaria propor o seu retorno agora, a não ser em estado de insanidade. Trate-se, pois, de como seriam as doações depessoas físicas e da divisão do bolo do fundo partidário público.

A reforma propriamente, que é necessária e imperiosa, terá que ficar para o futuro Congresso. Mas podemos aproveitar a sugestão da ministra para ampliar a participação popular na reconstrução do sistema político. Talvez, por exemplo, submetendo algumas escolhas a plebiscito, na cédula da eleição do ano que vem. Algumas questões importantes, como o voto em lista e o financiamento exclusivamente público, para que sejam implantados com absoluta legitimidade. Já seria uma vacina e tanto contra as infecções que debilitaram o sistema.
Posted: 19 Mar 2017 08:13 AM PDT
Por Otávio Augusto Antunes, de Monteiro (PB), no blog Viomundo:

José Bonifácio Gomes, proprietário do restaurante “Meia Pataca”, é um dos personagens da propaganda institucional do Governo Temer veiculada este mês.

A propaganda afirma, entre outras coisas, que nos últimos dez meses a obra de transposição do Rio São Francisco “acelerou”, induzindo quem assiste o filme publicitário a acreditar que a transposição ganhou velocidade agora.

Enganam as pessoas, assim como tentou fazer Aécio durante a campanha eleitoral, a acreditar que era uma farsa a transposição e outras políticas públicas dos governos Lula e Dilma.

Pior: vendem a falácia que o povo do sertão brasileiro acredita nessa história. Uma mentira sem tamanho.

A família Gomes é uma típica família de comerciantes da região do Cariri na Paraíba, como eles mesmos se definem.

A matriarca da família, a senhora Irene Celina Gomes, uma professora extrovertida e sorridente que conta uma história por minuto, relata a emoção de ter todos os filhos na universidade. “Sempre disse que a educação é a maior herança que a gente tem.Era muito difícil estudar, mas Lula tornou tudo mais fácil. Veio um Campus da universidade Federal para Monteiro. Meus filhos estudaram pertinho de mim”.

O senhor José Bonifácio Gomes, que participou da peça publicitária do governo Temer, afirma que, para além da transposição do Rio São Francisco, o impacto do bolsa família na região foi algo extraordinário.

“Antes era um sofrimento, quando a safra não acontecia muita gente ia para capital ficar pedindo dinheiro. O bolsa família deu dignidade, e movimentou o comércio. Foi uma revolução. Além disso o seguro safra deu a tranquilidade para quem perdia a colheita”.

E o responsável por tudo isso? Ele não tem dúvida: “Lula é o pai da transposição e de muitas outras coisas por aqui. O novo governo fez a obrigação dele, que foi inaugurar a obra, mas quem tirou do papel foi Lula. A gente deve muito a ele”.

Senhor José estava com o olho marejado: ‘’é o suor meu filho”, disfarça emocionado.

O filho do casal, José Augusto Gomes Neto, é a prova viva de que a sorte é o encontro da competência com a oportunidade.

Desde menino sempre ouviu dos pais que deveria estudar, que teria oportunidade. Não esperava que tantas. Cursou tecnologia e edificação de edifícios, na universidade Federal da Paraíba, em sua própria cidade, Monteiro.

“Foi uma honra estudar aqui, pertinho de casa, podendo ajudar em casa e no nosso comércio. Minha mãe se esforçou muito para que eu estudasse inglês, levava eu e minha irmã pra Campina Grande, a duas horas meia daqui. Foi um esforço, mas sabia que valeria a pena. Durante o curso de engenharia surgiu o programa “Ciências sem fronteiras”. Eu era o único que falava inglês, fui estudar na cidade de Windsor, no Canadá. Dilma criou esse programa e eu estava preparado para oportunidade. Foi uma experiência única. Maravilhosa. O diretor da faculdade falava para todo mundo: façam como o Zé, estudem inglês também que terão chance”.

Hoje é doutorando e sonha em trazer tecnologia barata de construção, estuda o uso do bambu, para sua própria cidade.

A Dona Irene e o senhor José Bonifácio ainda foram atendidos pelo programa “Brasil sorridente”, criado pelo governo Lula e que levou atendimento odontológico para o interior do Brasil.

“Nós fizemos até implante, que custaria mais de vinte mil reais, uma riqueza poder sorrir. E quem criou também foi Lula. Muita gente aqui não conhecia o programa, então não tinha nem fila, os dentistas são uma maravilha de educação e tratam a gente muito bem. Espero que continue ”.

Existe um Brasil, que a propaganda de Temer não conseguiu mostrar, e a grande imprensa insiste em esconder: é um Brasil que sonhou a ideia de viver com mais dignidade, onde havia fome e seca, passou a existir comida e esperança.

Este Brasil abraçará Lula e Dilma em algumas horas. Pena que parte importante do Sul e sudeste do Brasil não tenham a menor ideia do que se passa no Cariri paraibano, no sertão pernambucano, ou em todo árido do Nordeste, que, mesmo apreensivo pelas ações do governo Temer, respira o sonho de que tudo será melhor.
Posted: 19 Mar 2017 08:03 AM PDT
Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O problema da Operação Carne Fraca é o seguinte.

A Polícia Federal, claramente, esqueceu que a sua função é proteger o cidadão, as empresas e o governo. Proteger o cidadão (e seu emprego!) contra fraudes, as empresas contra fraudadores e o governo contra corruptos.

A PF, ao invés disso, inverteu seu papel: tornou-se uma espécie de agência adversária da sociedade. Sua meta tem sido agredir o cidadão, destruir empresas e derrubar governos.

Se a PF identificou, há mais de dois anos, que havia problemas no mercado de carne, deveria ter alertado o governo, as empresas e os cidadãos, para que ninguém tivesse prejuízo. O governo não seria vítima de mais um processo de instabilidade, as empresas não estariam sujeitas a prejuízos bilionários, e os cidadãos não se arriscariam a consumir produtos de qualidade duvidosa.

É o mesmo problema que vimos na Operação Lava Jato. Enquanto os serviços de segurança de outros países entendem que sua missão é proteger as empresas nacionais e defender os interesses do país, o nosso sistema de repressão vê tudo com as lentes de um agente inimigo.

E agora, para se defender das críticas, a PF provavelmente se sentirá forçada a promover uma “campanha” contra o setor de carne, emulando a estratégia de destruição que fez na Lava Jato.

Alguns protestaram contra as preocupações de ordem econômica levantadas por analistas: ora, disseram eles, vocês queriam que o brasileiro continuasse comendo carne estragada?

Em primeiro lugar, sem exageros. A PF encontrou problemas em 21 unidades, num total de quase cinco mil empresas, e suspeita de crimes praticados por 33 servidores, num universo de 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura.

Não há notícia, até agora, de que a PF mandou recolher algum tipo de carne. As denúncias de “carne estragada”, portanto, estão apenas no campo da especulação, com base em conversas reservadas entre executivos.

Uma das denúncias, de que uma empresa misturava “papelão” às carnes, parece já ter caído por terra. Foi “mal entendido” da PF, que divulgou uma gravação, em que um executivo falava, na verdade, da embalagem do produto.

Um mal entendido que pode custar vários bilhões de dólares à nossa economia…

Do jeito que a PF e a mídia noticiaram a operação, a população brasileira ficou alarmada e compradores da carne brasileira, do mundo inteiro, também.

Ficou parecendo que a gente passou dois anos comendo carne estragada, o que não é verdade.

Os frigoríficos brasileiros, em seu esforço para ganhar os mercados mais exigentes do mundo, fizeram investimentos bilionários para aprimorar a qualidade da produção brasileira de carne.

Ninguém é santo e não se deve pôr a mão no fogo de ninguém. Mas houve sensacionalismo irresponsável sim. A PF de Curitiba, notoriamente, queria dar “outro susto” no governo.

Em virtude da personalidade do delegado responsável pela operação, que já conhecemos da Lava Jato, não seria nenhuma surpresa se essa violência toda tenha sido motivada pela obsessão política para pegar Lula. Há anos que circulava a mentira, na internet, de que o filho de Lula seria um dos proprietários ocultos da Friboi. É possível que o delegado tenha suspeitado de que havia alguma veracidade nesse boato.

Não houvesse o impeachment, a PF e a mídia estaria usando essa operação como mais um instrumento para “derrubar” o governo.

Levantar o impacto econômico da operação e criticar o seu sensacionalismo é, obviamente, importante. Sem economia, não há cultura, não há política, não há impostos, não há vida.

Sem economia, não teremos nem como pagar a fiscalização necessária para supervisionar a qualidade da nossa carne.

Pensando nisso, O Cafezinho fez uma ampla pesquisa, junto a órgãos oficiais do governo brasileiro e dos EUA, para a gente ter uma ideia da importância da carne para a economia brasileira.

Não se trata apenas de comércio exterior. Carne significa proteína, principal nutriente para a vida humana. Qualquer desorganização do setor poder trazer insegurança alimentar não apenas para os nossos 206 milhões de habitantes, mas para o planeta inteiro, visto que bilhões de seres humanos, em todo mundo, dependem da carne brasileira.

Além disso, a concorrência internacional é feroz. E o nosso concorrente mais direto é os Estados Unidos, país cujos órgãos de segurança trabalham afinados para defender os interesses econômicos de suas empresas. Se você ler os boletins do Departamento de Agricultura dos EUA, verá que ele está repleto de análises e sugestões sobre como as empresas americanas de carne podem superar os seus concorrentes.

Vamos às estatísticas, que trazem números atualizados, compilados com exclusividade pelo Cafezinho.

São três tabelas. A primeira mostra o ranking mundial de produção, exportação e consumo doméstico de carne. Note que o Brasil é líder nos três itens. É grande produtor, grande exportador e grande consumidor.

Com isso, o Brasil é, naturalmente, alvo da cobiça internacional pelos três motivos. Os nossos concorrentes querem reduzir a nossa exportação, para diminuir o nosso market share e aumentar o deles. Querem tomar conta da nossa produção, adquirindo nossas empresas. E querem dominar o nosso mercado interno, um dos maiores do mundo.

Não estamos falando, portanto, apenas da nossa exportação de carnes, que gerou $ 14 bilhões de dólares em 2016, ou mais de 42 bilhões de reais, mas também de um dos maiores mercados do mundo, que movimenta centenas de bilhões de reais.

Observe, na tabela 2, que as exportações brasileiras de carnes cresceram fortemente desde 2002: mais de 344%.

Considerando apenas a exportação brasileira de carnes industrializadas, houve um crescimento de mais de 200%.

Na terceira tabela, note que a carne é o nosso terceiro item de exportação mais importante. O primeiro é soja, que os estrangeiros querem dominar através da liberação, pelo governo Temer, de vendas de terras a estrangeiros.

O minério de ferro nos foi tomado pela privatização da Vale.

Falta agora dominar a indústria brasileira de carnes. Observe que o valor agregado da carne é um dos maiores entre os produtos básicos exportados. A nossa soja é vendida por 378 dólares a tonelada. O ferro é entregue lá fora a 41 dólares a tonelada. O ferro é mais barato que o contêiner onde ele vai guardado.

A carne, porém, foi vendida em 2016 pelo preço médio de $ 2.121 dólares a tonelada, se considerarmos também o produto industrializado, e $ 2.053 dólares considerando apenas a carne em natura. É um produto caro, que gera muitos empregos, impostos e renda no Brasil.

Se considerarmos apenas a carne bovina, o preço do produto in natura exportado pelo Brasil é de mais de $ 4 mil dólares por tonelada! Repare ainda que o preço médio da carne brasileiro cresceu de maneira extraordinária de 2002 até hoje, o que mostra que estamos vendendo carnes de melhor qualidade, e atingindo mercados mais nobres.

A Polícia Federal e o Judiciário, por isso mesmo, deveriam tratar o setor com muito cuidado, protegendo suas empresas, defendendo o cidadão, e evitando transformar investigações importantes em mais um fator de desestabilização política.

O Judiciário, por sua vez, ao aprisionar R$ 1 bilhão das empresas, dificulta que elas resolvam seus problemas internos, o que pode levá-las a paralisar suas atividades, com consequências danosas para toda a cadeia produtiva da carne, o que irá se refletir no único setor da nossa economia que vínhamos mantendo longe da crise: a agropecuária.

Essa lógica da “pegadinha”, que o MPF inclusive quer transformar em regra, onde o objetivo é produzir um vilão e subsidiar a mídia com um espetáculo, não é o papel da PF ou do Judiciário.

Não se espere, contudo, da imprensa brasileira, que deveria estimular um debate de ideias fundamental para evitarmos esse tipo de coisa, nenhum bom senso. A própria mídia fomentou a subversão da Polícia Federal, do MP e do Judiciário, que se tornaram agências inimigas do próprio país. A mídia só está pensando em como faturar com a crise.

A matéria mais lida na Folha trata do potencial lucro da mídia com as necessárias operações de marketing que as empresas terão de fazer para recuperar os terríveis danos causados à sua imagem…











Posted: 19 Mar 2017 07:53 AM PDT
Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:


Logo depois de eleita, Dilma foi fazer uma omelete com a Ana Maria Braga! (Reprodução)

Eis uma frase que a Presidenta Dilma Rousseff não pronunciou no auge do processo de impeachment, quando teve a Assembleia Geral da ONU - o maior palanque do mundo - à sua disposição e preferiu seguir os conselhos do zé da Justiça:

“Um dos grandes problemas do Brasil sobre a qual não se gosta de falar (nem ela - PHA) é a questão dos meios de comunicação social. Os media brasileiros são controlados por cinco famílias. (Mas só uma tem o poder de derrubar presidentes: a dos filhos do Roberto Marinho - PHA) E umas são mais iguais do que outras, como dizia George Orwell. Muitas vezes (ou sempre? - PHA) construíram uma confusão entre regulação econômica do setor e liberdade de imprensa. Regulação é saber que há falhas de mercado que originam falhas na mercadoria vendida. Neste caso informação, com uma opinião única. Isto não é interferir na liberdade de imprensa. No Brasil a confusão é deliberadamente feita para impedir a regulação econômica (e derrubar presidentes - PHA)”.

Navalha

Essa corajosa declaração foi feita ao jornal português Expresso, no dia 17/03 de 2017!

Dilma, usa o controle remoto, Dilma!
Posted: 19 Mar 2017 07:36 AM PDT
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Desastroso politicamente para Michel Temer – não apenas por Osmar Serraglio, mas porque atinge boa parte de sua base, a bancada ruralista – o escândalo desta nova operação “Vaca a Jato” tem outro fedor além da carne estragada.

Não apenas porque ensaia a abertura de uma frente de investigações onde a PF pode colocar em prática os seus já notórios métodos de envolver a política macro naquelas pequenas falcatruas que abundam na política micro, com a intenções que, hoje, qualquer um percebe.

Mas porque, “coincidentemente”, atinge um setor (dos muito poucos) em que o Brasil consegue ser um player mundial, o de proteína animal (carnes e processados).

Mauro Zaffalon, hoje, na Folha, dá a medida do que está nesse jogo.

O país sempre lutou para livrar-se do estigma de produzir carne de baixa qualidade e de ser negligente no controle sanitário. Foi só depois de duas décadas de luta que o Brasil conseguiu abrir o mercado dos Estados Unidos para a carne “in natura”.(…)
Em poucos anos, o Brasil passou de importador de carne a líder mundial em exportações no setor. São US$ 14,5 bilhões em receitas que entram anualmente no país vindos das exportações de proteína animal.

O avanço rápido do Brasil no mercado externo provocou a ira de outros mercados, que vão se aproveitar da situação para baratear ou até para impedir o avanço da carne brasileira.


O jornalista Florestan Fernandes, no Facebook, vai ao ponto: em três setores econômicos o Brasil incomodava os nossos “amigos” do Norte. Eram o petróleo, empreiteiras e indústria de carnes e embutidos (salsichas, presuntos, linguiças, etc).

A BRF é também a terceira maior exportadora brasileira e a maior exportadora de aves do mundo, com 20% de participação do trade mundial, além de responder por 9% das exportações mundiais de proteína animal. Já a JBS é a maior produtora mundial de carne bovina e a terceira maior produtora de suínos nos Estados Unidos.

Onde, desde ontem, escritórios de advocacia se preparam para processar as duas empresas, pelas perdas sofridas por acionistas.

Coincidências, coincidências…

Há algo, também, que a opinião pública desconhece: os grandes frigoríficos não são estruturas autônomas, mas respondem por um parque de fornecedores, pequenos e médios criadores, sobretudo na região Sul, que alcança dezenas de milhares de propriedades de pequeno porte.

Há muitos odores desagradáveis brotando desta história.
Posted: 19 Mar 2017 07:26 AM PDT
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Numa França onde a indiferença do eleitorado diante da eleição para presidente da República atingiu um patamar recorde, o comício de Jean-Luc Mélenchon, na tarde deste sábado, em Paris, foi um benvindo apelo à razão.

Apenas o quinto candidato em levantamentos eleitorais liderados por Marine Le Pen, do Front National, Mélenchon reuniu uma plateia estimada em 130 000 pessoas na praça da Republica, endereço tradicional para manifestações políticas da capital francesa. Pela presença surpreendente, o dobro do esperado, e pelo conteúdo de seu discurso, Mélenchon deu um novo perfil à eleição, que chegará a um segundo momento dramático nesta segunda-feira, no primeiro debate entre candidatos pela TV.

O futuro definirá o alcance de seu pronunciamento e a capacidade do candidato transformar ideias e força militante em votos. Candidato com apoio de várias fatias da esquerda francesa, em particular da combalida máquina do velho Partido Comunista, em eleições passadas, Mélenchon já exibiu bom apetite eleitoral mas acabou morrendo na praia e na reta final não possuía a estatura de concorrente capaz de atrair grandes maiorias.

Para quem imaginava que a disputa presidencial está condenada a ser um jogo de cartas marcadas, no qual dois candidatos de matriz conservadora se revezam para abrir caminho para enfrentar Marine Le Pen no segundo turno – seja Emmanuel Macron, ex-ministro da ala mais à direita do governo de François Hollande, seja François Fillon, de linhagem gaulista – Mélenchon cumpriu a função didática de lembrar que, antes da decisão final, será preciso cumprir a regra elementar de toda eleição, que consiste em disputar ideias e apresentar propostas.

Arruinados pela decepcionante gestão de Hollande, seguramente uma dos piores da história da França, até agora os candidatos ligados ao movimento operário e popular esequer conseguiram ser levados a sério pelos adversários e pelos eleitores.

Na campanha atual, uma aliança cada vez menos discreta entre o poder econômico, a grande mídia e uma parcela do judiciário ameaça transformar a eleição num espetáculo deprimente – aquela situação em que sociedades humanas são conduzidas para um destino desconhecido, como gado para o matadouro.

A esperança dos adversários é manter essa situação até o dia da votação, fazendo o possível para convencer eleitores – em particular aqueles que não acreditam nos concorrentes agora nos dois primeiros lugares nas pesquisas – que os demais candidatos não tem a menor chance de mudar o jogo.

Se o grosso desse eleitorado ficar em casa, com base no desânimo, as chances de uma alteração no cenário são nulas.

Esta foi a lição básica do comício, o mérito principal: colocar o pé na porta para forçar um debate indispensável.

Numa sociedade que enfrenta a mais grave crise de sua história, com desemprego em alta, salários estagnados, o desmanche de uma força industrial que já foi orgulho da Europa e um ambiente de ataques crescentes as liberdades públicas justamente no país que se considera a pátria dos Direitos Humanos, está em jogo um dado político estrutural e grave: a possibilidade do movimento operário e popular francês conservar uma expressão política independente. O ex-ministro Macron deu uma grande contribuição nesse sentido, lançando-se por um movimento pessoal, que ele próprio já definiu de uma relação entre um indivíduo (ele), um programa (o dele) e o povo.

Mélenchon teve competência para colocar questões pertinentes, destinadas, acima de tudo, a mobilizar uma fatia dos 34% que sequer têm certeza de que em abril irão sair de casa para votar.

Referindo-se aos principais adversários, fez uma boa síntese. Disse que a França corre o risco de um “golpe de Estado étnico, ou golpe de Estado financeiro, ou os dois.”

Definiu a postura subordinada de François Hollande às aventuras imperiais do governo norte-americano, um traço permanente do governo do PS, como uma “formula calamitosa.”

Retomando uma crítica que no passado era considerado radicalismo esquerdista, de quem não compreendia as vantagens da globalização, condenou a subordinação dos Estados Nacionais a União Europeia. Deixou claro que o princípio fundamental da democracia consiste na defesa da soberania popular, que pode incluir a “rebelião contra tratados europeus.” Denunciou o Banco Central Europeu, que impõe uma criminosa política de austeridade, que sacrifica povos e países.

O pronunciamento incluiu questões ecológicas e direitos dos animais, que não devem “ser tratados como coisa”, disse. Mélenchon ainda mostrou coragem para entrar num debate delicado, sobre eutanásia, defendendo o “direito ao suicídio assistido.”

Engrossando um coro que toma corpo no debate político francês, o eixo do discurso foi além das partes para debater todo. O candidato defendeu a realização de uma Constituinte para elaborar uma nova Constituição, daquela que seria a VI República da história francesa. Sem citar o nome do general Charles De Gaulle, lembrou que a V República, que possui artigos que assegura poderes “ monárquicos” ao presidente, foi feita sob circunstâncias excepcionais, sob medida para homem excepcional – mas não guarda relação sem com a realidade de hoje.

Será preciso aguardar novos lances da campanha presidencial para avaliar o alcance do comício de Mélenchon. Estamos falando de uma mudança dificílima, quando as lideranças e partidos operários enfrentam uma situação de fraqueza poucas vezes vista. Não há dúvida, de qualquer maneira, que a presença de uma multidão numa praça histórica de Paris ajudou a diminuir o sufoco.
Posted: 19 Mar 2017 07:19 AM PDT
Por Renato Rovai, em seu blog:
Durante o dia recebi em três grupos diferentes de whatsapp o vídeo [aqui] como se ele tivesse sido feito numa fábrica da Ambev. A legenda era que se tratava de um flagrante produzido por um funcionário da empresa escondido de seus superiores. E que as pombas, atraídas pela cevada, acabavam sendo moídas juntamente com os grãos. Quando questionados, os diretores da companhia, de acordo com a denúncia, estariam ignorando o problema e afirmando que “tudo é proteína”.

A cena é nojenta e por isso a viralização do vídeo é batata. Nos grupos onde circulou as respostas eram do tipo, por isso que não bebo mais essa merda. Além de ter milho tem pomba. E coisas do gênero.

Jorge Paulo Lemman, um dos sócios da empresa, foi um dos apoiadores do golpe contra Dilma, mas isso não significa que estará livre do ataque das empresas gringas na disputa pelo mercado onde hoje é um dos líderes mundias. E o ataque será baseado no sendo comum de que tudo do Brasil é uma merda.

Antes de voltar a isso, vamos ao vídeo. Segundo o e-farsa ele é real, mas não se trata de nenhum flagrante feito em uma fábrica da Ambev, em São Paulo. Na verdade, o vídeo nem é brasileiro.

Ele teria circulado em outubro de 2016, em publicações feitas de sites russos. A filmagem teria sido realizada num moinho de grãos de uma padaria na cidade de Kazan.

Mas podem ter certeza, vai levar muita gente a deixar de consumir as cervejas da Ambev.

Você que acompanha a produção de memes falsos na internet acha que isso surgiu hoje na rede apenas por coincidência? Acredita que ele é apenas coisa de um moleque desocupado? Ou como este blogueiro que é dado a teorias da conspiração, como alguns me acusam, tenderia a supor que a guerra por uns pontos no share do mercado de cervejas brasileiro pode ter algo a ver com isso?

Depois do mercado da construção, do petróleo, das carnes e derivados, não me surpreenderia se outros segmentos como o das cervejas, da soja, do suco de laranja etc e tal também viessem a ser golpeados. Mas claro, alguns continuarão a achar que isso vai ser bom para o país. E que no dia seguinte amanheceremos melhor. Provavelmente comendo as salsichas enlatadas americanas, que são uma delícia e feitas com carne da melhor qualidade.
Posted: 19 Mar 2017 07:07 AM PDT
Por Elstor Hanzen, no site Sul-21:



A circulação dos dez jornais gaúchos auditados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC) chegou à queda mediana de 20,37% em 2016. Nos números levantados entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, teve diário que reduziu a impressão em mais de 30%. Pior do que os dados ruins foi a postura dos veículos de sonegar as informações ao público, e o maior deles no estado – Zero Hora – publicou que foi o único entre os cinco maiores jornais do país a aumentar em 7% sua circulação total – digital e impresso –, sendo que o IVC verificou para esta soma pouco mais de 2%. Ademais, o diário sequer mencionou ou contextualizou a redução de mais de 15% na sua tiragem no período.

Os jornais aferidos pelo IVC pertencem a cinco grupos de comunicação do Rio Grande do Sul e grande parte tem concentração de circulação na Região Metropolitana de Porto Alegre. Conforme o Instituto, o Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, registrou a menor queda, com 2,39%. O maior percentual foi do Diário de Canoas, do grupo Sinos, que caiu 31,82%. Do mesmo grupo, o Jornal VS apresentou diminuição de 21,72%, enquanto oABC Domingo caiu 21,04% e o Jornal NH 20,82%. Já dos impressos do grupo RBS, o Pioneiro, de Caxias do Sul, foi o que mais caiu, registrando um percentual de -19,92%. O Diário Gaúcho caiu 16,38% e Zero Hora, 15,14%. O Diário de Santa Maria, que pertence a um grupo de empresários locais, registrou queda de 22,37% no período em questão e o Correio do Povo diminuiu 13,64%.

Diante dos dados, alguém poderia concluir de imediato – inclusive, assim o fazem corriqueiramente os diretores dos veículos – que isso é consequência da crise econômica, do jornalismo online e das redes sociais. Infelizmente, não se resume a isso. As causas vão bem além e são mais profundas, embora algumas estejam bem aparentes.

Primeiro, a atitude dos impressos de esconder sua própria realidade aos leitores e aos anunciantes e de forjar dados positivos sem contextualizar as informações não é mais compatível com a transparência exigida para a mídia do século 21. Tal postura editorial perversa de mostrar os fatos quando convêm a determinados interesses e ocultá-los quando desfavoráveis é intolerável e uma das causas que corroem a credibilidade da imprensa, tendo como consequência o afastamento do público.

Outra medida contraditória e duvidosa quanto à eficiência é o enxugamento das redações, sob o argumento único da crise econômica. Os jornais do grupo Sinos, por exemplo, vêm demitindo os profissionais mais experientes e apelando para o sensacionalismo. Uma publicação que construiu sua reputação com base numa linha editorial sóbria e jornalismo propositivo nos últimos anos deu uma guinada para assuntos de violência, insegurança, fatos chocantes, usando excesso de linguagem apelativa na apresentação das notícias, no afã de conseguir alguma audiência momentânea a mais. Mas, à medida que esse expediente vem sendo empregado, a tiragem dos jornais e o prestígio deles vêm decaindo na mesma proporção. Enfim, não imprime mais inteligência, interesse público nem fornece material que represente seu público no sentido mais amplo.

Equilíbrio, senso ético e a verdade

O comprometimento incondicional de grande parte desses veículos na propagação das manifestações de 2016 foi visível, sem considerar as verdadeiras intenções e a eficiência no combate à corrupção de forma mais ampla desse movimento, acabou se mostrando um tiro no pé da imprensa. No calor dos acontecimentos, a cobertura massiva e acrítica se apresentou promissora, atraindo alguns novos leitores e aumentando o faturamento publicitário em meio à crise. Entretanto, com o passar do tempo, quando a causa do movimento foi se revelando um projeto de poder, o enfrentamento da corrupção seletiva e os resultados efêmeros, a imprensa saiu enfraquecida como referência informativa à população.

A atuação da mídia como multiplicador e canalizador da opinião de um grupo tal como se fosse vontade de todos e o caráter cada vez mais padronizado e elementar nas formas pelas quais as notícias são apresentadas ao público também não agregam valor e credibilidade às publicações. Tudo isso cria uma desconfiança ainda maior quando os fatos submetem a euforia e as opiniões como no fenômeno do ano passado.

Evidente que os veículos batem pé nas suas versões e convicções dos fatos até o momento em que for possível, usam elementos de persuasão da própria propaganda para canalizar e manter a opinião pública ao seu lado. Afirmação, repetição e prestígio são algumas das técnicas às quais se lança mão. Por exemplo, uma repetição no jornal de que A é velhaco e B um homem honrado acaba convencendo muitas pessoas se não tiverem acesso a outra fonte que diga o contrário. Mas como atualmente o público tem acesso a fontes alternativas de informações, a estratégia da mídia para respaldar sua visão dos fatos se vê exposta e, em muitos casos, até contraditória com a realidade após algum tempo. Logo, o baque na credibilidade é certeiro, mal essa lógica vier à tona.

Mesmo assim, é normal que o meio de comunicação exerça seu poder por meio da política editorial do noticiário. Momento em que os acontecimentos recebem supressão, boicote ou distorção conforme os interesses políticos, econômicos do veículo e do público a quem se dirige a notícia. Esses arranjos são comuns nas redações, porém, precisam ser feitos cada vez com mais responsabilidade e pluralismo, caso a publicação informativa não queira ser apenas porta-voz de uma parcela cada vez menor da população, como os jornais partidários antes da imprensa empresarial.

Contanto que o jornalismo for focado em excluir certos interesses da cena pública e pregar para convertidos, a que abrir espaço à diversidade social e ao debate das opiniões, então é melhor cada organização social criar sua própria publicação e mostrar a realidade conforme lhe convier. Senão, é preciso melhorar a qualidade editorial e ter como essência o equilíbrio, o senso ético e a verdade na impressão da notícia.

Por isso, não convém esconder a realidade dos números ruins, ocupar espaço redacional com material sem verdadeiro interesse jornalístico, ver o público apenas como clientela e fazer propaganda em prol de determinados movimentos, como se tudo fosse puramente interesse coletivo, caso o jornalismo queira ser de fato referência informativa relevante e resgatar seu prestígio com a sociedade. Sem vigor, pluralismo, transparência e independência editorial, não há enxugamento de redação nem dinheiro de órgãos governamentais que salvem os jornais de qualquer crise.

* Elstor Hanzen é jornalista e especialista em convergência de mídias. Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa.
Posted: 19 Mar 2017 07:02 AM PDT
Por Thiago Cassis, no site da UJS:

A resposta das ruas aos ataques contra os direitos dos trabalhadores e, sobretudo, contra a proposta de Reforma da Providência do presidente ilegítimo Michel Temer, foi gigante. Os dados apontam para 60 mil em Curitiba, 150 mil em Belo Horizonte, 30 mil no Recife, 30 mil em Fortaleza e 300 mil na Avenida Paulista, em São Paulo.

Os brasileiros se mostram definitivamente contrários aos planos dos golpistas que vão sendo postos em prática rapidamente. E é natural que as maiores demonstrações viessem justamente quando se ousou tocar na aposentaria, por exemplo. Nas manifestações do dia 15 de março foi possível detectar muitas camisetas amarelas da CBF, símbolo que identificava os que iam às ruas, sob forte influência da grande mídia, pedir “Fora Dilma”, ou os mais ingênuos, “Fora todos eles”.

Não é segredo para ninguém a profunda confusão que nossas ruas se transformaram naquelas manifestações apoiadas inclusive pela Fiesp, que está longe de pensar nos interesses dos trabalhadores, e que juntavam um grande número de desavisados, e até pessoas pedindo “intervenção militar”. Um grande caldeirão indo para as ruas, com catracas liberadas no metrô, como em São Paulo, e transmissão ao vivo da Globo, que inclusive convocava para os atos golpistas com chamadas que destacavam o “caráter familiar das manifestações” e a “tranquilidade”.

Mas não podemos subestimar as pessoas.

Passados dois anos da primeira manifestação guiada por aqueles que fizeram campanha aberta contra Dilma Rousseff em 2014 e não aceitaram o resultado das urnas, inclusive os mesmos que em 1964 também não eram lá muito simpáticos à democracia, pudemos ver uma nova manifestação em um 15 de março, dessa vez contra os ataques aos direitos dos brasileiros, dos trabalhadores. E lá surpreendentemente, ou não, estavam muitos daqueles que apoiaram, ingenuamente ou não, o golpe. Camisetas da CBF, outrora carregando o famoso “pato da Fiesp”, dessa vez carregavam cartazes em defesa da aposentadoria.

E não fica por ai, um levantamento, publicado pelo Mídia Ninja (aqui), demonstra que usuários do Twitter pouco ou nada afeitos aos tradicionais embates políticos, dessa vez se envolveram nas discussões, levanto a pauta da Reforma da Previdência aos principais tópicos nas redes sociais. Para quem estava em São Paulo, outro fato pode ser detectado, mesmo uma parte da população que normalmente, e infelizmente, reage mal às greves do Metrô, por ocasionar um verdadeiro caos na cidade e a consequente perda do dia de trabalho, dessa vez apoiou as paralisações. E mesmo sem poder acessar as estações de metrô, contrariava os repórteres das “emissoras pró-golpe” e declaravam que os trabalhadores estavam certos em parar, afinal, era tudo em defesa da aposentadoria.

Como de costume, a grande mídia não deu a devida atenção para os trabalhadores, fato notado também por muitos que estavam acostumados a ter os seus “pixulecos” exibidos em rede nacional. Se tudo isso será suficiente para barrar a Reforma, não sabemos, provável que não, mas o último dia 15 marcou certamente um ponto de virada na resistência contra a série de golpes em curso no país.
Posted: 19 Mar 2017 05:53 AM PDT


Vídeo de Ricardo Stuckert, na página de Lula no Facebook
Posted: 18 Mar 2017 09:53 PM PDT
A deputada Luiza Erundina e a vereadora Isa Penna
Por Altamiro Borges

Em tempos de João Doria e da onda conservadora no país, o vereador Camilo Cristófaro, alojado na legenda de aluguel em que virou o PSB paulista, parece que decidiu esbanjar valentia. Segundo matéria da Folha, ele teria xingado e agredido a vereadora Isa Penna, do PSOL, nesta quinta-feira (16). “A agressão ocorreu por volta das 19h30 dentro do elevador da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo Isa, ele a xingou de ‘vagabunda’, ‘terrorista’, ‘cocô de galinha’ e insinuou ameaças dizendo que ela não deveria ficar surpresa se ‘tomar uns tapas na rua’. Em seguida, já fora do elevador, Camilo Cristófaro se aproximou da colega de plenário e lhe deu ‘um empurrão de leve’. Ela diz que há imagens de uma câmera que mostram o momento”.

Ouvido pelo jornal, o vereador jurou que não ofendeu a parlamentar do PSOL. Mas a Folha parece que não acreditou muito na sua defesa. “Parte do relato da vereadora foi confirmado pela ascensorista. Segundo ela, o vereador entrou no elevador no quarto andar acompanhado de duas pessoas. Um piso abaixo, entrou a vereadora. Em seguida, Cristófaro teria dito o seguinte: ‘Cuidado com essa sua boca porque você não sabe com quem está mexendo’. Isa, segundo a testemunha, respondeu. ‘Quem é você? Nem te conheço’... A discussão seguiu na saída do elevador, mas a ascensorista afirma não ter ouvido mais o teor do bate-boca”. A direção da Câmara Municipal já decidiu instaurar sindicância por suspeita de quebra de decoro parlamentar.

“Segundo o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), isso ocorrerá porque a vereadora prestou queixa acompanhada da testemunha na base da Polícia Militar do Legislativo. O corregedor da Câmara, Souza Santos (PRB), já foi acionado e deve iniciar o procedimento nesta segunda-feira (20). Santos terá que nomear um relator dentre os sete membros da Corregedoria. Esse relator chamará as duas partes e a testemunha para serem ouvidas pela comissão, que terá dez dias para instruir o processo interno. Um relatório, então, tem que ser votado internamente. A Corregedoria poderá arquivar ou encaminhar para plenário, caso entenda que houve quebra de decoro. Eventual cassação só ocorreria com o aval de 37 dos 55 vereadores”.

Camilo Cristófaro compõe a base de apoio do prefeito João Doria, que tem folgada maioria na Câmara Municipal de São Paulo. O vereador parece estar bastante tranquilo sobre o resultado da sindicância entre seus pares, tanto que partiu para o ataque diante dos questionamentos da Folha. Para ajudar os nobres vereadores a decidirem sobre o processo, valeria a pena consultar a matéria postada pelo blogueiro Renato Rovai, que foi conferir a trajetória sinistra do vereador. Algumas descobertas do editor da revista Fórum:

*****

Camilo Cristófaro, como Isa Penna, faz seu mandato de estreia na Câmara de São Paulo, mas já é macaco velho da direita da cidade. Foi, aos 18 anos, fundador da juventude janista, o que lhe rendeu nomeação posterior como oficial de gabinete de Jânio Quadros, quando este foi prefeito. Em 1989, foi entusiasta da candidatura de Maluf para a presidência da República. Ou seja, depois de longo tempo de ditadura, Cristófaro apoiava um dos seus mais destacados personagens na primeira eleição direta. Depois foi trabalhar na gestão Pitta, onde foi presidente da CET por um mês, e conseguiu, na sequência, um cargo na gestão Marta Suplicy, como diretor da Prodam.

Com um marketing de guerra no Facebook, onde xingava Haddad e sua gestão por conta dos radares, acabou se elegendo vereador. Ou seja, essa parte da cidade fascista que se realiza com as agressões de Fernando Holiday ao PT e a Juliana Cardoso e ao mesmo tempo se diverte com o escracho racista de Fábio Pannunzio ao mesmo Holiday, elegeu Cristófaro porque ele sabia xingar. Ou seja, o sujeito imagina que seu mandato é exatamente para isso. Para agredir, xingar e ameaçar àqueles que têm opinião diferente da dele. E o faz sem nenhum constrangimento a uma vereadora jovem que representa uma parcela da cidade diferente da dele.

É fascismo em estado bruto. Inclusive, porque a história contada por Isa Penna e confirmada pelo ascensorista revelam que a agressão não teve qualquer justificativa. Foi gratuita. Para intimidar e tentar mostrar à colega que aquele ambiente não era para ela. A não ser que ela ficasse boazinha e respeitasse a tropa que manda ali. Cristófaro é um covarde com banca de capanga. Mas não é só isso. Ele é um vereador da base do prefeito João Doria, aquele que se diz a nova política.


*****

Leia também:

MBL expulsará Fernando Holiday?

Vereador do MBL se enrola no Caixa-2

Fascistas do MBL tumultuam Câmara de SP

Fascista do MBL será denunciado por crime

Vereador do MBL é um capitão do mato

A meritocracia do vereador do MBL

A mídia e o vereador anticotista Holiday

Vereador do MBL já é alvo de inquérito

Milícia fascista do MBL ataca nas escolas

A 'Folha' e a canalhice digital do MBL

Nenhum comentário:

Postar um comentário