terça-feira, 21 de março de 2017

21/3 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 21 Mar 2017 06:15 AM PDT

Da Redação, com informações da CUT


O PL 4302, que regulamenta a terceirização na atividade fim das empresas, pode ser votado nesta terça-feira (21/03) pela Câmara dos Deputados. O projeto tramita em regime de urgência na Casa, o que impõe um prazo de cinco sessões para votação, período já expirado.

De acordo com o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a tendência é que o projeto entre, de fato, na pauta da Câmara nesta terça.

“Não há muito que possamos fazer no Plenário. A última etapa da tramitação do PL foi vencida e ele será votado. Podemos obstruir e apresentar alguns destaques, mas estamos limitados”, explicou o parlamentar.

Para Zarattini, a solução pode ser o convencimento de deputados em votar contra o projeto. “Temos que convocar a militância, a CUT tem um papel importante aí. Temos que ir aos aeroportos, nos estados de origem dos parlamentares que integram o governo, e pressionar para que rejeitem esse PL criminoso.”


Pressão contra o fim da CLT


O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, alertou que “no último dia 6, quando nos encontramos com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), dissemos para ele que poderia entrar para a história como quem colocou fim a 70 anos de conquista da classe trabalhadora. E a resposta dele foi que conhecia a posição da CUT, respeitava, mas não concordava e iria votar na terça. Ou colocamos muitos trabalhadores na porta do Congresso ou veremos esses parlamentares rasgarem de vez a CLT.”

Coordenadora do macrossetor e presidenta da CNTRV (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário), Francisca Trajano, liderança do ramo vestuário, aponta que a união das confederações da indústria, segmentos que podem ser muito afetados pela terceirização sem limites, será fundamental para tentar barrar o rolo compressor dos golpistas.

“Quando se trata da terceirização, todos seremos muito prejudicados, mas o setor de vestuário perde ainda mais porque haverá um grande esfacelamento de trabalhadores, que ficarão sem nenhuma proteção e estarão à margem da miséria. A CLT e a súmula 331 do TST (Tribunal Superior do Trabalho), referência para julgar o tema, era o que nos dava condição de barrar algumas contratações abaixo do piso salarial e distante de nossa convenção coletiva de trabalho”, disse.

Eles querem rasgar a CLT – Antes do PL 4.302 entrar em pauta, a CUT e representantes dos movimentos sindical e sociais lutaram contra o PLC 30/15 tem origem no PL 4330/2014 (Projeto de Lei), de autoria do ex-deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), aprovado na Câmara por 324 votos favoráveis contra 137 e duas abstenções.

Antiga reivindicação dos empresários para afrouxar a legislação trabalhista, o texto aprofunda um cenário nocivo á classe trabalhadora.

Segundo o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento, uma conta que não fecha”, lançado em fevereiro deste ano pela CUT e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os terceirizados ganham 25% menos, trabalham quatro horas a mais e ficam 2,7 anos a menos no emprego quando comparados com os contratados diretos.

Favorece ainda situações análogas à escravidão. O documento aponta que, entre 2010 e 2013, entre os 10 maiores resgates de trabalhadores escravizados, nove eram terceirizados.
Histórico

O PL 4302 foi elaborado durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e sua última tramitação foi no ano de 2002. À época, apenas 12 dos 81 senadores que hoje ocupam as cadeiras do Senado já tinham mandato.



Viomundo



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Posted: 21 Mar 2017 06:05 AM PDT


Ainda faltam detalhes sobre as razões. Mas já podemos divulgar a seguinte denúncia.

Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, acaba de ser vítima de violência judicial, ou mais especificamente, de um sequestro judicial, que é o nome que damos a essa ilegalidade chamada condução coercitiva.

A notícia foi confirmada pelo advogado Pedro Serrano, que informou já ter enviado profissionais para a delegacia da Lapa, São Paulo.

Segundo conhecidos, o motivo seriam investigações sobre um vazamento de notícia sobre a condução coercitiva de Lula, que o blog Cidadania antecipou com exclusividade.

Não poderia haver nada mais ridículo: sequestro judicial de jornalista que divulgou vazamento de informação!

O Brasil vive um regime de exceção, isso já está mais do que claro.

A grande imprensa dá, todos dias, vazamentos sobre a Lava Jato.

O juiz Sergio Moro vazou, ilegalmente, gravações íntimas e privadas do presidente Lula e da presidenta Dilma.

Mas eles, mídia e judiciário, protagonistas do golpe, podem cometer qualquer crime, inclusive o pior de todos, que foi avalizar o impeachment sem crime da presidenta Dilma, jogando no lixo mais de 54 milhões de votos.

Para mim, essa notícia revela um judiciário desmoralizado e uma Polícia Federal completamente ensandencida, um fio desencapado, sem controle.

E tudo isso enquanto temos um governo ilegítimo, fraco, refém do próprio Judiciário e, sobretudo, da grande mídia.

A Lava Jato está na rua hoje, fazendo mais uma de suas operações midiáticas, espalhafatosas, vazadas antecipadamente para a grande mídia, desviando atenções do fiasco ferroviário que foi essa sub-lava jato da carne, da crise econômica e das votações antissociais em curso no congresso.

Enquanto a polícia toca o bumbo na rua, o congresso detona a previdência, as leis trabalhistas, os direitos sociais.

Já destruíram a economia e a democracia, e agora querem censurar quem os denuncia?

O Cafezinho se solidariza com o blogueiro Eduardo Guimarães e acompanhará o caso de perto.


O Cafezinho



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Posted: 21 Mar 2017 05:53 AM PDT


Os Brasis: rumo ao bunker fascista!
por Arkx


há exatamente um ano atrás, Luis Nassif publicou um de seus artigos antológicos, e premonitórios: O xadrez da batalha de Stalingrado do impeachment.

“Os alemães montaram uma blitzkrieg contra Stalingrado. Precisavam vencer rapidamente, caso contrário o inverno rigoroso jogaria contra a ocupação. Houve uma resistência heróica que segurou as tropas alemãs, expondo-as ao inverno russo. O fator tempo decidiu a batalha. É um quadro muito similar ao brasileiro.”

então, nos perguntávamos: “O que fazer?”

o que fazer? resistir

os soldados e o povo em Stalingrado resistiram porque já não havia outra coisa a fazer. não porque tivessem esperança. resistir é um imperativo ético. da tenaz resistência surgiu a saída.

o que fazer? foi a resistência que trouxe a resposta.

hoje, após 12 meses de infâmias e aniquilamentos, não tenhamos qualquer dúvida: o cerco foi rompido.

há um outro Brasil se erguendo poderosamente. a articulação da sociedade civil e a retomada do protagonismo dos movimentos sociais são a ponta de lança deste outro Brasil, nascido dos escombros do cerco à Democracia.

enquanto as instituições se desintegram, uma imensa, heterogênea e descentralizada resistência se opõe ao cerco. o embrião de um novo Brasil fundado num pacto social emanado das bases da sociedade.

não há retorno. façamos como os heróis russos da II Guerra Mundial. após romperem o cerco a Stalingrado, assumiram a iniciativa e desencadearam uma irresistível contra-ofensiva até alcançar Berlim e o coração das trevas do bunker nazista.

não haverá retorno.

a reconstrução do Brasil se erguerá sobre três pilares:

1. anulação do impeachment;

2. punição dos responsáveis pelo golpe;

3. revogação de todos os atos e contratos do governo usurpador.

ah! mas então novamente nos perguntam: “Quem fará isto?”

olhem em torno, saiam às ruas. há um Povo sem Medo ávido por justiça e por libertação. a maior de todas as nossas crises tem sido a crise de nossas lideranças. a refundação da República Brasileira será obra e conquista de seu Povo.

os prejuízos causados ao país serão ressarcidos. os responsáveis serão identificados e pagarão com seus bens as infâmias e destruição que causaram:

1. o sistema financeiro será estatizado, e o patrimônio dos banqueiros e grandes especuladores será expropriado;

2. a Rede Globo será estatizada, e o patrimônio dos Irmãos Marinho ressarcirá os danos que causaram;

3. todos os responsáveis pelo golpe e pelos prejuízos causados à economia brasileira, desde agentes da PF, passando por delegados, procuradores e juízes, empresários, políticos e membros do STF, todos serão identificados. seus bens pessoais serão expropriados como indenização devida ao Povo Brasileiro.

"Apenas a rendição completa e incondicional das tropas confederadas será aceita."

General U.S. Grant - Unconditional Surrender ("Rendição Incondicional")

video: Stalingrad



video: 15 MAR 2017 - Sul de Minas



vídeo: Moro recebe comentários negativos ao agradecer manifestações no Facebook



GGN



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Posted: 21 Mar 2017 05:39 AM PDT

Publicado no Justificando.
POR ROBERTO TARDELLI




Na história do boi, cuja carne parece ser fraca, a primeira questão que me veio à mente foi como estabelecer a competência da Polícia Federal, em uma questão que – a nós, carnívoros colossais – tem todo o matiz de uma questão de consumo, cuja competência se aliaria à Justiça Estadual e, portanto, às suas polícias respectivas.

Bem, mas esse tema de competência tem sido um fracasso de crítica junto aos tribunais, tendo-se a impressão que qualquer um pode investigar qualquer coisa, desde que esse um possa fazer traquinagens investigatórias, como grampos telefônicos, delações premiadas ou premiadíssimas. Do chefe da guarda municipal de Cabrobó, com todo respeito à família cabrobense, à Polícia Federal, qualquer um pode meter o bedelho e sair investigando por aí. O Brasil se transformou em um enorme distrito policial.

A segunda coisa que me marcou foi algo que tenho observado e compartilhado com amigos, os poucos que ainda prezam a regularidade institucional, processual.

Divulga-se uma conversa tenebrosa, em que um executivo manda alguém moer cabeças. Credo, ainda que fossem cabeças suínas, de porcos já sacrificados. Quase como a Rainha de Alice (moam as cabeças!) determinou algo que seria traduzido como uma das fases do processo de produção desde a farinha de osso, salvo engano, com algum teor permitido nas salsichas, mortadelas e embutidos que fazem a festa dos balcões de padaria.

Ao que parece, imaginou o delegado federal que as cabeças foram atiradas a um enorme moedor, esmigalhadas com cérebros, olhos, membranas, tudo em sangue e atirado depois dentro das embalagens e levadas a consumo. Na produção bruta e desalmada da indústria da carne, tudo se aproveita. Desde criança, diziam-me que da vaca só não se aproveita o berro. Por mais duro e impiedoso que isso soe aos ouvidos veggies e veganos, a vida é assim, de moer cabeças.

O que me ressalta é que o delegado caiu no conto da retórica processual, conversas capturadas em interceptações telefônicas que não poderiam substituir a prova pericial, qual seja, saber efetivamente se o lote de carnes apreendidas constituía um perigo à saúde humana ou não. O barulho infernal que se fez, sem que se houvesse prova técnico-pericial apta a demonstrar a materialidade delitiva pode transformar a polícia federal em um órgão de trapalhões investigadores, que, na pressa de verem garantido um lugar ao sol Fantástico Global, podem ter acarretado irresponsavelmente bilhões de dólares de prejuízos à economia brasileira.

A razão de ser de os diretores darem asinhas de frango de presente ou grana aos fiscais não pode conduzir à conclusão de que comercializariam carne podre. Temos uma burocracia que enlouquece o bastante todo aquele que depender de uma autorização de um desses empoderados fiscais; quem já tentou aprovar uma planta de construção ou reforma de casa na prefeitura já passou por todos os níveis de desespero possíveis à alma humana. Imagino quem esteja com toneladas de carnes que devem ser postas em circulação, pelo singelo motivo que outras toneladas estão chegando e que não há espaço para toneladas se amontoarem por aí.

Ninguém se questionou porque nenhum bife exportado foi devolvido por estar bichado, por estar podre, por ter ácido conservante, por ter mais sal ou água. Se o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo, se houvesse tamanha negligência, algum país-vítima teria dado o alarme, apresentando laudos técnicos suficientes a concluir que se negociou carne putrefada.

A conversa telefônica nada pode provar, relativamente à existência material do crime, sob pena de prescindir-se de prova que a própria determina como essencial, como, de resto, determina o art. 158 do CPP, não sendo suprível sequer pela confissão, pergunta que nenhum candidato à vaga de estágio pode errar.

Nessa era de retóricas judiciais, ninguém mais se detém para a efetiva necessidade de prova material, valendo o juízo moral desfavorável como suficiente para iniciar outra máquina de moagem: a moagem da credibilidade e da presunção de inocência. Até onde vi, ninguém apontou para um lote de carnes e dali retirou papelão prensado; em matéria processual penal, a convicção vale apenas até a página dois, transformando-se em mera antipatia pessoal se dessa convicção não surgirem provas válidas e objetivamente consideradas.

Nessa febre persecutória, esqueceu-se da necessidade de ter a prova pericial em mãos, esqueceu-se da necessidade de apreender ao menos um pão com salame envenenado, um bife de papelão, que fosse.

Pelo que vi, até agora, o papelão será da Polícia Federal, que se não exibir prova pericial, laboratorial, terá que se defender de não querer, culposa ou dolosamente, quebrar de vez o país, uma vez que ninguém deterá as ondas de desistências da carne brasileira.


DCM

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Posted: 21 Mar 2017 05:29 AM PDT
João Fellet
Da BBC Brasil em Brasília


Primeiros bois a chegar ao país também eram empregados nas fazendas de açúcar como bestas de carga e força motriz

Muito antes da Operação Carne Fraca, que denunciou um esquema de corrupção envolvendo frigoríficos e fiscais agropecuários, a pecuária no Brasil era só para os fortes - bois e seus donos.

Encomendados por senhores de engenho, os primeiros bovinos a chegar ao país eram empregados nas fazendas de açúcar do Brasil Colônia como bestas de carga e força motriz, além de fonte de comida e couro.

Segundo o Centro de Referência da Pecuária Brasileira - Zebu, os primeiros muares desembarcam no país por volta de 1534, vindos da então colônia portuguesa de Cabo Verde, na África.

Desde então, a pecuária se tornou um dos setores mais rentáveis da economia brasileira, movimentando R$ 400 bilhões em 2016 - mas a expansão da atividade jamais se dissociou de polêmicas e escândalos.

Ocupação de territórios


Conforme os rebanhos cresciam, o gado deixou de ser usado unicamente na lavoura de cana e se tornou crucial para a ocupação de territórios da jovem colônia.

Em artigo publicado em 1995 na revista Le Portugal et l'Europe Atlantique, le Brésil et l'Amérique Latine, a historiadora Maria Yedda Leite Linhares (1921-2011) remonta o crescimento da pecuária no Brasil às sesmarias, terras distribuídas pela Coroa e destinadas à produção agrícola.

Linhares conta que, para conseguir ocupar os territórios, os sesmeiros costumavam arrendar áreas menores a sitiantes que possuíam rebanhos. Era importante preencher as áreas porque terras livres podiam ser retomadas pela Coroa para serem redistribuídas.

Começa então a grande marcha bovina para o interior: o gado avança de São Vicente (SP) até os campos de Curitiba; de Pernambuco, para o Agreste e o Piauí; da Bahia, para o Ceará, o Tocantins e o Araguaia. Nos séculos seguintes, os rebanhos ocupariam ainda o Semiárido, Minas Gerais, o Rio Grande do Sul, o Cerrado e franjas da Amazônia.

Linhares diz que está superada a noção de que as fazendas de gado pioneiras se caracterizavam pela natureza livre do trabalho de peões e vaqueiros, em contraste com a escravidão nos engenhos de cana.

"Tal avanço sobre a terra nada teve de pacífico, sendo numerosos os registros de reação violenta das populações indígenas à incorporação de sua força de trabalho nas fazendas de gado", ela afirma.

Em Os índios e a civilização, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) descreve o avanço da pecuária em terras dos povos Timbira, no sul do Maranhão.
Alguns mascates fizeram fortuna conduzindo e vendendo pequenos rebanhos de fazenda em fazenda

"À custa de tramoias, de ameaças e de chacinas, os criadores de gado espoliaram a maioria deles, e os remanescentes de vários grupos se viram obrigados a juntar-se nas terras que lhes restavam, insuficientes para o provimento da subsistência à base da caça, da coleta e da agricultura supletiva desses índios."

No século 19, a atividade se transforma com a chegada de raças zebuínas da Ásia, mais adaptadas ao clima tropical. Até então, boa parte do rebanho brasileiro era composto por raças taurinas, de origem europeia.

Alguns fazendeiros do Triângulo Mineiro viajam eles próprios à Índia para buscar os animais, identificados pela presença de corcova (cupim) e pelas orelhas longas.

Outros pecuaristas compram os muares de mascates, vendedores ambulantes que conduzem pequenos rebanhos de fazenda em fazenda. Alguns mascates fazem fortuna e mandam construir palacetes nas principais cidades da região.

Perón e o primeiro impulso à exportação


Nos anos 1940, com a ascensão de Juan Domingo Perón à Presidência da Argentina, novos mercados se abrem para o Brasil.

Pesquisador de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da escola de agricultura da USP (Esalq), Sérgio de Zen diz que naquela época a Argentina era a grande fornecedora de carne bovina do mundo.

Ele conta, porém, que o intervencionismo de Perón fez com que multinacionais do setor buscassem o Brasil como alternativa.

É nessa época que empresas como a inglesa Anglo e a americana Swift se instalam no país, trazendo técnicas industriais para o abate e o processamento da carne.

Com o fim da Segunda Guerra (1939-1945), diz Zen, a pecuária se reorganiza na Europa e avança nos EUA e na Austrália. O Brasil sofre com a competição, e as multinacionais deixam o país, pressionadas também pela concorrência com abatedouros clandestinos.

Na década de 1970, a agricultura avançou e até hoje a pecuária é tida como a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia

Na década de 1970, o avanço da agricultura pelo Cerrado dá novo fôlego ao setor. Com a correção da acidez dos solos e a introdução de capins mais adaptados ao bioma, a raça zebuína Nelore se consolida como a principal variedade do país.

Hoje o Centro-Oeste é a principal região produtora do Brasil, mas a expansão de capins exóticos - especialmente do gênero braquiária - ameaça a vegetação original remanescente.

A ditadura militar também estimulou a atividade ao promover a colonização da Amazônia. A construção da rodovia Transamazônica (1968-1974) empurrou a fronteira pecuária até o sul do Pará, enquanto a oeste fazendeiros - muitos deles paulistas e gaúchos - substituíam florestas por pastagens em Mato Grosso, em Rondônia e no Acre, às margens da BR-364.

Até hoje, a pecuária é tida como a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia. Áreas destruídas pelo fogo podem se tornar pastagens sem grandes custos, e a mobilidade dos bois permite que sejam criados longe de estradas e centros de consumo.

Além disso, o gado criado em áreas desmatadas ilegalmente pode ser abatido e comercializado por frigoríficos regulares, o que dificulta seu rastreamento.

Na Amazônia, assim como em boa parte do Centro-Oeste, os rebanhos têm espaço, água e clima favorável o ano todo, uma grande vantagem competitiva em relação à Europa ou aos EUA, onde os invernos são rigorosos e os animais passam ao menos parte do ano confinados.

Especulação bovina


Mesmo com a expansão territorial, o setor ainda enfrentava turbulências. Entre as décadas 1980 e 1990, nos anos de hiperinflação, o gado se tornou uma alternativa à moeda que desvalorizava rapidamente. Os animais eram comprados e logo revendidos para que se lucrasse com a especulação.

Só após a estabilização da economia com o Plano Real, em 1994, o setor é forçado a se tornar mais eficiente.

Avanços tecnológicos possibilitam que mais bois sejam criados em menos espaço. No fim dos anos 1990, a epidemia de vaca louca na Europa e a de febre aftosa na Argentina abrem espaço para o gado brasileiro.

A pressão de compradores estrangeiros e de ambientalistas quanto ao desmatamento da Amazônia e à qualidade da carne leva a indústria nacional a endurecer o controle sobre o abate.

As autoridades sanitárias também se tornam mais rigorosas. Sérgio de Zen, da Cepea-Esalq, diz que um estudo de 2012 apontou que naquele ano só 6% dos abates ocorriam sem fiscalização.

Brasil passou disputar com a Índia o posto de maior exportador mundial de carne bovina e se tornou o segundo maior produtor, atrás dos EUA

Nos anos Lula e Dilma, o governo estimula a concentração do setor com sua política de "campeões nacionais". Sob a gestão de Luciano Coutinho, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injeta recursos em alguns grupos, que incorporam outros e se tornam gigantes globais.

A Sadia se funde com a Perdigão, dando origem à Brasil Foods (hoje BRF); o Grupo JBS compra as redes de frigorífico Bertin e Independência e passa a controlar algumas das principais marcas do mercado, como Swift, Friboi e Seara.

A financeirização da pecuária atinge níveis inéditos. O Brasil passa a disputar com a Índia o posto de maior exportador mundial de carne bovina e se torna o segundo maior produtor, atrás dos EUA.

Novas técnicas


Pesquisador-chefe da subdivisão de gado de corte da Embrapa, agência de pesquisa subordinada ao Ministério da Agricultura, Cléber Soares diz que hoje a expansão da atividade não necessita de novas áreas.

Ele afirma que nas fazendas bovinas do Brasil se produzem hoje, em média, 90 quilos de carne por hectare ao ano, mas que é possível produzir até 600 quilos com a adoção de tecnologias já disponíveis.

Soares aposta em sistemas que integram, numa mesma fazenda, pecuária, plantações de soja ou milho e florestas comerciais. Hoje boa parte do gado brasileiro se alimenta só de capim. Quando é possível complementar a dieta com cereais, Soares diz que os rebanhos requerem menos espaço.

O pesquisador também aposta no contínuo aperfeiçoamento dos animais e conta que, séculos após importar seus primeiros bois e vacas, o Brasil se tornou o maior exportador de genética bovina do mundo.

Ele diz que, numa inversão de papéis, o país passou a vender inclusive para as regiões a que deve a formação de seu rebanho: hoje raças zebuínas brasileiras são exportadas para a Índia, e raças taurinas nacionais são despachadas para a Europa.

BBC Brasil



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Posted: 21 Mar 2017 05:15 AM PDT

Artistas são seres políticos. Pergunte aos gregos, a Shakespeare, a Brecht, a Ibsen, a Shaw e companhia -todos lhe dirão para não estranhar a participação de artistas na política.

A natureza da arte é política pura. Numa democracia saudável, artistas são parte fundamental de qualquer debate. No Brasil de Michel Temer, são considerados vagabundos, vendidos, hipócritas, desprezíveis ladrões da Lei Rouanet.

Diante de tamanha estupidez, fico pensando: por que esses caras têm tanto medo de artistas, a ponto de ainda precisarem desqualificá-los dessa maneira?

Faz um tempo, dei muita risada ao ver uma dessas pessoas, que se referia com agressividade a um texto meu, dizer que todo bom ator é sempre burro, pois sendo muito consciente de si próprio ele não conseguiria "entrar no personagem".

Talvez essa extraordinária tese se aplicasse bem a Ronald Reagan, rematado canastrão e deus maior da direita "let's make it great again". De minha parte, digo que algumas das pessoas mais brilhantes que conheci são artistas.

Esse medo manifestado pelo status quo já fez com que, ao longo da história, artistas fossem censurados, torturados e assassinados. Os gulags de Stálin estavam cheios de artistas; o macarthismo em Hollywood também destruiu a vida de muitos outros. A galera incomoda.

Uma apresentadora de TV fez recentemente sua própria lista de atores a serem proscritos. Usou uma frase atribuída a Kevin Spacey, possivelmente dita no contexto de seu papel de presidente dos EUA na série "House of Cards".

A frase era a seguinte: "a opinião de um artista não vale merda nenhuma". Certo. Vale a opinião de quem mesmo? Invariavelmente essas pessoas utilizam o chamado argumento "ad hominem" para desqualificar os que discordam de suas opiniões.

É a clássica falácia sofista: eu não consigo destruir o que você pensa, portanto tento destruir você pessoalmente. Um estratagema ignóbil, mas muito eficaz, de fácil impacto retórico. Mais triste ainda tem sido ver a criminalização da cultura e de seus mecanismos de fomento, cruciais para o desenvolvimento do país.

Aliás, todos os projetos sérios de Brasil partiram de uma perspectiva histórico-cultural, como os de Darcy Ribeiro, Caio Prado Jr., Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre.

Ver o ministro da Cultura dando um ataque diante do discurso de Raduan Nassar só faz pensar que há algo mesmo de podre no castelo do conde Drácula. Mesmo acostumado a esse tipo de hostilidade, causou-me espanto saber que o ataque, na semana passada, partiu de uma peça publicitária oficial da Republica Federativa do Brasil.

Sempre estive em sintonia com a causa do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto); fiz com eles um vídeo que tentava explicitar o absurdo dessa proposta de reforma da Previdência.

O governo ficou incomodado e lançou outro vídeo, feito com dinheiro público, no qual me chama de mentiroso e diz que eu fui "contratado" -ou seja, que recebi dinheiro dos sem-teto brasileiros para dar minha opinião.
O vídeo é tão sem noção que acabou suspenso, assim como toda a campanha publicitária do governo em defesa da reforma da Previdência, pela Justiça do Rio Grande do Sul.

Um governo atacar com mentiras um artista, em propaganda oficial, é, até onde sei, inédito na história, considerando inclusive o período da ditadura militar.

Mas o melhor é o seguinte: o vídeo do presidente não conseguiu desmontar nenhum dos pontos levantados pelo MTST.

O ex-senador José Aníbal (PSDB) escreveu artigo em que me chama de fanfarrão e diz que a reforma só quer "combater privilégios". Devo entender, então, que o senhor e demais políticos serão também atingidos pela reforma e abrirão mão de seus muitos privilégios em prol desse combate? E o fanfarrão ainda sou eu?

Se o governo enfrentasse a sonegação das empresas, as isenções tributárias descabidas e não fosse vassalo dos credores da dívida pública, poderíamos discutir melhor o que alardeiam como rombo da Previdência.

Mas eles não querem discutir nada, nem mesmo as mudanças demográficas, um debate válido. O governo quer é votar logo a reforma, acalmar os credores, passar a conta para o trabalhador e partir para a reforma trabalhista antes que o povo se dê conta.

Tenho uma má notícia: no último dia 15, havia mais de um milhão de pessoas nas ruas do país. Parece que não é só dos artistas que eles deverão ter medo.

WAGNER MOURA é ator. Protagonizou os filmes "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). Foi indicado ao prêmio Globo de Ouro, no ano passado, pela série "Narcos" (Netflix)


Os Amigos do Presidente Lula



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Posted: 21 Mar 2017 05:04 AM PDT

A Operação Carne Fraca já começa a provocar impactos negativos na economia brasileira. União Europeia, China, Chile e Coreia do Sul anunciaram, nesta segunda (20), restrições à importação de carne do Brasil. De acordo com o professor de Economia da Uerj, Elias Jabbour, a ação da Polícia Federal foi irresponsável com a economia. Para ele, trata-se da continuidade de um movimento orquestrado de desmonte das cadeias produtivas estratégicas do país, cuja primeira vítima foi a engenharia nacional.



“Após o desmonte de nossa engenharia pesada (consagrado com a proibição à participação de empresas nacionais em leilões e licitações), o golpe avança sobre outra cadeia produtiva: a de carnes”, escreveu Jabbour em sua página no Facebook.

Na operação Carne Fraca, a Polícia Federal denuncia um esquema de pagamento de propina envolvendo funcionários do Ministério da Agricultura e empresários do ramo alimentício, para relaxar a fiscalização e conseguir a liberação de licenças.

Em entrevista ao Portal Vermelho, o professor da Uerj disse que suas críticas não são à investigação em si, mas à forma espalhafatosa com que ela foi divulgada, prejudicando um setor importante da economia.

“Para a economia, é irresponsável. Um grupo dentro da Polícia Federal se encarrega de fazer uma investigação, que não falo que seja injusta, mas, ao sinal de qualquer resultado imediato, lança tudo na imprensa e coloca o país em polvorosa. O resultado disso já é a suspensão da compra da nossa carne. E o Brasil vai perdendo mercado e espaço internacional”, criticou.

Segundo dados do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil(AEB), José Augusto de Castro, o Brasil exporta atualmente quase US$ 12 bilhões (o equivalente a quase R$ 40 bilhões) de carnes por ano. Em 2016, 1,077 milhão de tonelada de carne bovina foi exportada pelo Brasil, com faturamento de US$ 4,350 bilhões (R$ 13,48 bilhões com dólar a R$ 3,10).

Informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que o setor de proteína animal é hoje um dos principais itens da pauta de exportações brasileiras. Em 2016, o item “carnes e miudezas comestíveis” foi o terceiro mais importante entre os produtos enviados para fora do país, perdendo apenas para grãos e minérios.

“A operação ataca um setor duramente construído nos últimos 15 anos. Nesse período, o Brasil desenvolveu tecnologias que possibilitaram enfrentar a febre aftosa, a doença da vaca louca, criou condições para superar tudo isso e se impor no mercado internacional”, disse Elias Jabbour.

Ele lembrou que empresas como JBS e BRF – alvos da operação da Polícia Federal – receberam impulso da política de "campeãs nacionais", que concedeu financiamento público via BNDES a setores promissores, e passaram a ser players globais durante as gestões comandadas pelo PT.

“O BNDES investiu dinheiro público na construção de uma política que permite, por exemplo, a sobrevivência de setores inteiros da economia num mercado internacional altamente competitivo. Exemplo disso é a própria indústria de carnes. E esse tipo de operação vem a calhar para a destruição disso tudo que foi conquistado”, lamentou.

Sem coincidências: é a economia


Jabbour ressaltou que não se trata de um ataque isolado à agropecuária. Para ele, é preciso lembrar que a Carne Fraca ocorre após o setor de engenharia pesada nacional ter sofrido duro golpe, a partir das investigações da Operação Lava Jato. “Os setores do país que têm condições de competir fora de suas fronteiras estão sendo destruídos”, disse.

“A operação da Polícia Federal contra a o grupo JBS e BRS (com respectiva queda de suas ações na bolsa) sugere a continuidade do desmonte de todas as cadeias produtivas nacionais, notadamente aquelas com ampla capacidade externa”, escreveu no Facebook.

Para ele, “não existe coincidência quando se fala em estrutura econômica” e é preciso proteger a indústria nacional dos interesses estrangeiros. “Com a crise de 2008, abriu-se um prolongado processo de concentração de capitais. ‘Guerra de capitais’ e ‘fusões e aquisições’ são as principais marcas do capitalismo em crise. A destruição de nossa indústria, uma a uma, atende a interesses altamente corruptos e que buscam a transformação de nosso país em uma colônia”, completou.

Jabbour recordou que recentemente tornou-se pública a informação de que os Estados Unidos andavam espionando o Brasil – a própria presidenta Dilma Rousseff foi vítima. “Duvido, por exemplo, que essas operações da Polícia Federal, a própria Lava Jato, não se retroalimentem de informações vindas do exterior. Todo mundo sabe que o governo norte-americano espionava a Petrobras. Não tenho muita dúvida sobre isso, não é mania de perseguição. É assim que as coisas funcionam na economia”, defendeu.

Na avaliação do professor de Economia, por trás da operação, estão, portanto, interesses estrangeiros e corporativos, de dentro do próprio Estado nacional. “Ao que tudo indica, existem também rivalidades dentro da Polícia Federal e, um fica concorrendo com o outro”, opinou.

Em meio a esse processo, que atinge em cheio a economia, quem perde é a indústria nacional. “E, como consequência, isso piora o desemprego e ajuda na dissolução dos empregos de qualidade no país. Porque são empregos ligados ao nosso grau de complexidade industrial - quanto mais complexa uma estrutura produtiva, maior os salários oferecidos. E, assim, há um efeito em cadeia”. O professor ressaltou ainda que o alvo das operações tem sido sempre o capital produtivo, nunca o financeiro.




Por Joana Rozowykwiat, do Portal Vermelho



Portal Vermelho



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Posted: 21 Mar 2017 04:55 AM PDT



Viomundo

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Posted: 21 Mar 2017 04:46 AM PDT

A timidez, o pornô e a precariedade no trabalho envelhecem a população do país asiático


GONZALO ROBLEDO
Tóquio


A busca de razões para a queda da natalidade no Japão tornou-se uma obsessão nacional. E os mais novos suspeitos da lista, segundo um estudo oficial, são os homens e mulheres que amadurecem semnunca ter provado o sexo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas sobre População e Seguridade Social, organismo que examina tendências de vida para projetar políticas sociais, mais de 40% dos japoneses e japonesas entre 18 e 34 anos são virgens.
Jovens no bairro de Shibuya, Tóquio. GONZALO ROBLEDO


Os castos orientais não se orgulham de ser assim, e quase todos desejariam ter uma relação, diz o estudo. Os virgens somam-se aos “herbívoros”, parentes próximos dometrossexual em sua forma peculiar de se vestir, inteligentes e agradáveis, mas refratários na hora de iniciar qualquer relação mais íntima. O termo foi batizado pela escritora Maki Fukasawa, em 2006, para catalogar homens com um interesse moderado pelo sexo e mais passivos que seus antecessores no momento de buscá-lo.

“O tema [do encontro sexual] nunca veio à tona com as minhas amigas, pois valorizo muito sua amizade”, diz K. K., um elegante funcionário de 32 anos qualificado por elas como herbívoro e que alude à sua última relação carnal como algo remoto. Ele explica que gostaria de formar uma família para contribuir à escassez de mão de obra, mas ainda não encontrou a situação propícia.

Mais do 40 por cento dos japoneses e japonesas entre os 18 e os 34 anos são virgens

A evolução do macho japonês rumo a padrões de conduta menos agressivos é uma constante nos diversos estudos sobre a crise demográfica, iniciados após a explosão da bolha econômica dos anos oitenta. Preocupado com a previsão de que a população japonesa terá redução de um terço até 2060 e despencará dos atuais 126 milhões para 49 milhões em 2100, o primeiro-ministro Shinzo Abe estimula a juventude a formar família e procriar.

Mas a precariedade do mercado de trabalho, que tomou o lugar do emprego vitalício desde o final do século passado, somada ao medo de um futuro com pensões magras, reduz nas novas gerações a esperança de se casar, ter filho, casa própria e até mesmo comprar um carro.

Mãe jovem no bairro de Shibuya, Tóquio. GONZALO ROBLEDO


Outro coletivo recorrente nos relatórios sobre a libido minguante é o dos otakus, meninos que canalizam sua sexualidade para as adolescentes com voz de lactante e peitos enormes que povoam certos filmes de animação da Anime. Além de compartilhar com o japonês médio a forte timidez e a personalidade de nerd, ootaku é presa fácil da tenaz indústria pornográfica local, que se gaba de satisfazer qualquer gosto sexual, por mais novo que possa parecer.

Nesse panorama, as relações de curto prazo também sofrem. M.T., uma atrativa funcionária de uma editora em Tóquio, está há dois anos sem ter namorado ou amante e diz que “muita gente não quer nem tenta falar com os outros. No metrô, no elevador, na rua e até nos bares, todos olham para o celular.

O outro lado do fenômeno é que os casais gays ganham direitos, e a mulher sofre menos pressão social para se casar. A luta pela igualdade avança, de forma lenta mas constante, e a independência econômica é uma realidade para mais mulheres. Tanto que muitos analistas preveem um Japão nas mãos das “carnívoras”, que tomam a iniciativa e animam os homens a copular.

No entanto, M.T., a bonita editora, recomenda cautela e conta o caso de uma amiga que acaba de voltar do México. A garota quis puxar conversa com um menino num bar, perguntando sobre a taça que tomava. A resposta: “Isso é para uma revista ou para um programa de TV?”

EL PAÍS Brasil



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Posted: 21 Mar 2017 04:39 AM PDT

O físico mais famoso do mundo acaba de confirmar que vai para o espaço. Tudo começou em 2015, quando o fundador do gripo Virgin, o responsável pelo convite, afirmou que gostaria de levar Hawking para o espaço.


“O professor Stephen Hawking é uma das pessoas que mais admiro no mundo, um gênio que abriu nossos olhos para as maravilhas do universo, ao mesmo tempo em que é um homem gentil e encantador. Ele é a única pessoa a quem eu dei uma passagem grátis para o Virgin Galactic, e ele já está confirmado para voar como um futuro astronauta se sua saúde permitir isso”, afirmou Sir Richard Branson, o fundador do grupo.

Com 75 anos de idade, Hawking não será o astronauta mais velho do mundo, já que John Glenn foi para o espaço com 77 anos, mas ele será a primeira pessoa com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) a realizar esta viagem.


Viajar para o espaço é uma ação arriscada, especialmente levando em conta suas condições delicadas de saúde. A viagem para o espaço de Hawking também será uma oportunidade para os pesquisadores sobre ELA estudarem os efeitos da gravidade zero no organismo do paciente que tem a doença.

Hawking afirmou em uma entrevista para o Good Morning Britain que nunca sonhou com tal oportunidade, e que imediatamente respondeu que iria. O físico chegou a comparar a alegria da possibilidade ao nascimento dos três filhos. “Meus três filhos me trouxeram muita alegria. E posso dizer que me fará muito feliz viajar ao espaço”.

Virgin Galactic



A nave SpaceShipTwo chamada VSS Unity da Virgin Galactic é reutilizável e foi projetada para carregar oito pessoas, incluindo dois pilotos. Hawking diz que a nave Unity vai ajudar a trazer novos significados para o nosso papel na Terra e nossas responsabilidades como seus dirigentes. “Vai nos ajudar a reconhecer nosso lugar e nosso futuro no cosmos, que é onde eu acredito que esteja o nosso destino”, afirmou ele.

Hawking é defensor da viagem espacial comercial, e admira o papel da empresa na democratização do espaço, destacando o “respeito por possibilitar que uma maior parte da humanidade possa experimentar a maravilha do espaço”.

Na entrevista ao programa Good Morning Britain, o físico falou sobre a importância da exploração espacial como ferramenta de unificação dos países e para inspirar futuras gerações.

A data da viagem ainda não foi anunciada, mas a Virgin Galactiv espera levar seus passageiros em missões comerciais em um futuro próximo.[Futurism]




Hypescience



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Posted: 21 Mar 2017 04:30 AM PDT

A doença das vacas loucas, ou encefalopatia espongiforme bovina, é uma enfermidade causada por príons e pode ser transmitida aos seres humanos através do consumo de partes de animais infectados, sobretudo tecidos nervosos. Em 21 de março de 1996 foi detectado no homem uma nova enfermidade, uma variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob, que foi relacionada com esta epidemia do gado bovino. Uma teoria atual de cientistas britânicos diz que a doença foi criada através de alimento para gado contaminado com restos humanos. A Grâ-Bretanha importou centenas de milhares de toneladas de ossos inteiros e pulverizados e de partes de cadáveres do sul da Ásia nos anos 60 e 70 para fazer fertilizantes e farinha de osso. Entre esses ossos poderia haver restos humanos de cadáveres abandonados nos rios da Índia. A maioria dos cientistas pensa que a doença se originou nos próprios animais e no consumo de resíduos não humanos.



Foto: Shutterstock.com





History



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Posted: 21 Mar 2017 04:22 AM PDT


O Globo





Manchete: Países suspendem compra em frigoríficos investigados


Ministros ampliam críticas à PF e Moreira diz que ‘estrago está feito’

União Europeia e Egito, que respondem por US$ 2,45 bilhões das vendas de carnes brasileiras, bloqueiam importações. China retém mercadorias no porto. Chile acena com embargo e Brasil ameaça retaliar

Os principais importadores de carne do Brasil suspenderam as compras dos 21 frigoríficos que estão sob investigação. União Europeia e Egito tomaram a decisão após a Operação Carne Fraca revelar esquema de pagamento de propinas. A Coreia do Sul sustou a compra de frangos da BRF. E o governo suspendeu a licença de exportações dessas 21 unidades. O Chile também sinalizou que pode embargar importações, e o Brasil ameaçou retaliá-lo. O ministro Moreira Franco criticou a PF. (Págs. 23 a 25, Merval Pereira, Míriam Leitão e Lydia Medeiros)

EDITORIAL

‘PF deve explicações sobre fraudes em frigoríficos’ (Pág. 20)


Paes e Alckmin na lista de Janot


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluiu o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo (PMDB-RJ) nos pedidos de abertura de inquérito enviados ao Supremo semana passada, revela JAILTON DE CARVALHO. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) é alvo de pelo menos três solicitações, sendo que uma delas também envolve o ministro Moreira Franco (Secretaria- Geral). Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é citado em pelo menos seis dos 83 pedidos de inquérito. (Págs. 3 e 4)


Lei será aplicada, diz Cármen Lúcia


Ao falar da Lava-Jato, a presidente do STF, Cármen Lúcia, garantiu que a lei será aplicada, mas que o país só mudará se o brasileiro despertar para democracia participativa e “assumir seu próprio destino”. (Págs. 6 a 9)


Adriana Ancelmo permanecerá em Bangu


A Justiça revogou ontem a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo. Segundo a decisão, a ida da ex-primeira- dama para casa feriria a isonomia com outras presas, também com filhos, que usualmente não recebem o benefício. (Pág. 10)


Fiocruz descarta contágio de macacos


Laudo da Fiocruz descartou que cinco macacos mortos na cidade do Rio tenham sido contaminados pela febre amarela. Na semana passada, o Instituto Evandro Chagas havia atestado o oposto. Para a Secretaria de Saúde, o novo exame prova que o vírus não circula na capital. (Pág. 12)

OMS recomenda vacinação

A OMS orienta estrangeiros a tomar a vacina antes de viajar para o Estado do Rio. Capital e Niterói são exceções. (Pág. 12)


Crivella inicia tratamento


O prefeito Marcelo Crivella, que foi diagnosticado com um tumor na próstata, disse ontem que o tratamento inicial é com remédios, e que, se necessária, cirurgia será “coisa rápida”. (Pág. 15)


Reformas terão novo cronograma


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que será ampliado o prazo de debate da reforma da Previdência com a sociedade. Com isso, a reforma trabalhista passará à frente no cronograma. (Pág. 26)


Menos felicidade


Brasil cai cinco posições em ranking mundial da ONU que mede satisfação da população. (Pág. 30)


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O Estado de S. Paulo





Manchete: Importadores anunciam restrições à carne brasileira


UE, China, Coreia do Sul e Chile, responsáveis por 34% das compras do produto, reagem à operação da PF

União Europeia, China, Coreia do Sul e Chile anunciaram algum tipo de restrição à importação de carne brasileira, no maior efeito econômico da Operação Carne Fraca, deflagrada sexta-feira pela Polícia Federal. Juntos, esses mercados representam 34,42% das vendas externas de carne bovina do Brasil. O presidente Michel Temer autorizou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a endurecer nas negociações, para evitar o fechamento dos mercados. “Comércio é assim, às vezes tem cotovelada”, disse Maggi. Ele falava sobre a hipótese de o Chile adotar suspensão total à importação da carne brasileira e, como resposta, sofrer retaliação. As ações dos frigoríficos Minerva e Marfrig, que não estão na lista de investigados, caíram, ontem, 7,43% e 4,29%. Levantamento mostra que os frigoríficos listados na BM&FBovespa perderam quase R$ 8 bilhões em valor de mercado. Em São Paulo, o varejo já sente redução nas vendas de carne. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3, B4 e B6)


Agricultura exonera servidores no PR e em GO


Os superintendentes de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná e de Goiás – os principais alvos da investigação da PF – foram exonerados ontem. A decisão do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, de demitir os técnicos foi acertada com o presidente Michel Temer no domingo. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Proibidos de exportar

Vinte e um frigoríficos investigados perderam licença para exportar, mas poderão operar no País. (PÁG. B1)


Alckmin inaugura presídio feminino


O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a presidente do STF, Cármen Lúcia, na inauguração da Penitenciária Feminina de Votorantim. Ontem, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, criticou a realização de um plebiscito ou referendo para definir os termos da reforma política no País. A ideia foi proposta por Cármen Lúcia, para quem o povo deve escolher o modelo ideal. (POLÍTICA / PÁG. A4)


Colunistas


Eliane Cantanhêde

Na guerra a favor e contra a Carne Fraca, é preciso dar nomes aos bois e não generalizar. (PÁG. A6)

Bernard Appy

Decisão do STF sobre PIS/Cofins altera modelo consagrado no sistema tributário. (ECONOMIA / PÁG. B2)


Notas & Informações


Não é espetáculo

São graves e merecem investigação os crimes apontados na Operação Carne Fraca, mas a Polícia Federal optou por dar tom de espetáculo ao caso. (PÁG. A3)

O Lula de sempre no palanque

Na Paraíba, ex-líder foi o demagogo populista de sempre: “Se eu for (candidato) é para ganhar e trazer de volta a alegria”. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo





Manchete : Governo susta venda no exterior de 21 frigoríficos


Ação ocorre após restrições fora do país; PF nega erros e diz ter material sob sigilo

Quatro mercados consumidores da carne brasileira (União Européia, China, Coréia do Sul e Chile) anunciaram restrições às compras após a Operação Came Fraca. As ações levaram o Ministério da Agricultura a suspender a licença de exportação dos 21 frigoríficos investigados — 0,4% do total, de 4.837.

O ministro Blairo Maggi afirmou que conversaria com representantes dos países para tentar evitar o bloqueio de fábricas não envolvidas. a noite de ontem, a Coreia voltou atrás após confirmar que nunca comprou came de frango estragada do Brasil. O país, no entanto, intensificou a fiscalização do produto.

A ofensiva da Polícia Federal foi alvo de críticas do setor e do governo, que dizem ter havido erros. Membros da operação afirmam, porém, que há material sob sigilo e que esperam novos desdobramentos. (Mercado A15)


Investigados exportaram, em 2016, menos de l% do total do setor. (Poder A4)





PERGUNTAS E RESPOSTAS


Quais problemas a came estragada pode causar?

Por favorecer a proliferação de bactérias e de toxinas, os consumidores ficam sujeitos a ter reações como enjoo, diarréia e dor de cabeça

Toda came no país está imprópria para consumo?

Não. A PF não investigou a qualidade da carne (só fez perícia em um frigorífico), mas propinas para liberá-la fora das especificações sanitárias (Mercado A20)



Existe uma nuvem negra sobre todos os políticos


Entrevista : Romero Jucá

Líder do governo Temer no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirma que paira “uma nuvem negra sobre todos os políticos” do país, resultado do avanço da Lava Jato. Ele diz que a política estará melhor ao fim da operação, mas alerta para a “generalização”, que pode ter efeito negativo na eleição de 2018.

“Não se inventa um presidente. Se quebrar o modelo, você fica vulnerável a qualquer tipo de loucura.” (Poder A4)



Justiça revoga decisão e mantém presa a mulher de Sérgio Cabral (Poder A7)





Cresce medo de avanço da febre amarela após casos no Rio


A confirmação de dois casos de febre amarela silvestre no Estado do Rio gera novo alerta sobre o risco de expansão do surto atual, segundo especialistas. A preocupação ocorre devido ao alto número de pessoas não vacinadas.

Locais que oferecem imunização contra a doença estão lotados. A OMS recomendará a vacina para turistas internacionais que viajam ao Rio e a SP — com exceção de suas capitais, (Cotidiano B1)


Rouanet terá teto de gastos e limite para ingresso de R$150


O Ministério da Cultura anuncia nesta terça (21) mudanças na Lei Rouanet, entre elas a implementação de teto de recursos para projetos e limite de R$ 150 no valor cobrado por um livro, ingresso de show, teatro ou outro produto que tenha incentivo.

Além disso, o novo texto prevê fiscalização em tempo real e benefícios maiores para produtores que realizem projetos em regiões menos favorecidas do Brasil. (Ilustrada Cl)



Editoriais


“Lava Jato, três anos”, sobre o impacto positivo e os riscos da operação, e “Fuga ao Brasil”, acerca de concessão de residência a venezuelanos. (Opinião A2)



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Mídia



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Posted: 20 Mar 2017 03:51 PM PDT

Até agora, as exportações de carne brasileira já foram barradas pela China, pela Coreia, pela União Europeia e até pelo vizinho Chile, mas Michel Temer não tomou nenhuma providência concreta, a não ser convidar embaixadores para uma churrascaria de carne importada; os prejuízos são gigantescos, mas o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, suspeito de receber propinas dos fiscais agropecuários, ainda não foi demitido; da mesma forma, a Polícia Federal ainda não foi repreendida pela pirotecnia da operação, que lançou acusações falsas contra frigoríficos brasileiros – como a exportação de carne misturada com papelão – e jogou por terra vinte anos do esforço brasileiro para abrir mercados; enquanto isso, jornais, como o New York Times destacam que a propina dos fiscais ia para o partido de Temer, o PMDB



247 – Desde o golpe parlamentar de 2016, o Brasil não tem um governo reconhecido como legítimo por grande parte da população brasileira. Agora, a crise da carne revela que o problema é ainda mais grave: o Brasil, simplesmente, não tem governo.

Nesta segunda-feira trágica, nada menos que a China, a Coreia, a União Europeia e até mesmo o vizinho Chile já anunciaram o embargo à carne brasileira.

Tudo isso em decorrência de uma operação pirotécnica da Polícia Federal, batizada de Carne Fraca, que lançou acusações falsas contra grandes empresas brasileiras. Algumas delas, primárias, como a venda de carne de frango misturada com papelão.

De verdadeiro, descobriu-se que frigoríficos pagavam propinas para liberar mercadorias. Isso porque os cargos do Ministério da Agricultura há décadas são loteados entre políticos do PMDB, de Michel Temer, e do PP, do ministro Blairo Maggi.

Suspeita-se até que o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que chamava o líder da máfia dos fiscais de "grande chefe", esteja no esquema.

Até agora, Temer não tomou nenhuma providência concreta, a não ser convidar embaixadores para uma churrascaria de carne importada. Ele ainda não demitiu Osmar Serraglio – indicado por Eduardo Cunha para o cargo – nem convocou o diretor-geral da Polícia Federal para esclarecer o caso. Limitou-se a dizer que, "se Deus quiser", o problema será resolvido.

Enquanto isso, jornais, como o New York Times destacam que a propina dos fiscais ia para o partido de Temer, o PMDB. Desmoralizado, o Brasil perderá bilhões com a combinação entre a Operação Carne Fraca e a ausência de governo.





Brasil 24/7



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Posted: 20 Mar 2017 03:30 PM PDT


Os sites de notícias, agora à tarde, apelam para “fontes da Polícia Federal ” que lhes zumbem, como moscardos, que possuem “provas sob sigilo” muito menos frágeis do que aquilo que apresentaram na sexta-feira e que já provocou a suspensão de todos os embarques de carne brasileira para o exterior, praticamente.

“Os investigadores afirmam que ainda há muito material sob sigilo, e que a operação deve ter desdobramentos mais adiante.”, dizem, anônimos, na Folha.

O paradeiro do Ministro da Justiça, em tese o grande chefe – não confundir com o “grande chefe” com que Osmar Serraglio chamava o fiscal corrupto do Paraná já completou 96 horas sem tugir nem mugir.

Ou desapareceu ou a imprensa está desinteressada de lhe perguntar qualquer coisa, como, por exemplo, se de fato foi fazer lobby para que o fiscal Daniel Gonçalves Filho não perdesse o cargo, como confirmou a ex-ministra Kátia Abreu, pelo Twitter.

A única notícia que se tem dele é que, às 18 horas, vai se encontrar com Eliseu Padilha, outro que está enlameado até o pescoço, talvez para ganhar seu bilhete azul.

Não há qualquer controle sobre o que se passa com a meganhagem e um setor importantíssimo da economia brasileira está colocado sob risco.

O que menos importa, neste caso, é cuidar da segurança dos alimentos e da eliminação de pontos de corrupção num sistema de inspeção sanitária que tem nada menos que 65 anos e que veio colocando ordem na bagunça sanitária que sempre foi o comércio de carnes.


TIJOLAÇO



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Posted: 20 Mar 2017 03:22 PM PDT

O QUE SE PERDEU EM 2016 E A BRECHA JACOBINA DO LIBERALISMO ANTINACIONAL E INIMIGO DO MUNDO DO TRABALHO
por Ignacio Godinho Delgado, especial para o Viomundo


Em março de 2016 vários indicadores sinalizavam para a possibilidade real de uma retomada da economia brasileira:

1) exportações cresciam 4,6% em fevereiro, puxadas pela indústria (http://www.mdic.gov.br/noticias/109-comercio-exterior/947-exportacoes-crescem-4-6-em-fevereiro-puxadas-pela-industria).

2) a indústria revertia tendência de queda e crescia 0,4% em janeiro de 2016, favorecida pelo ajuste cambial e a demanda puxada pela elevação do salário mínimo (http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_722.html).

3) a contas da união indicavam melhora da situação fiscal, com superávit primário de R$ 14,8 bi em janeiro (http://www.fazenda.gov.br/noticias/2016/fevereiro/governo-central-apresenta-superavit-primario-de-r-14-8-bi-em-janeiro).

4) a União, os estados e os municípios iniciavam o ano com saldo positivo nas contas públicas de R$ 27,913 bilhões, após oito meses seguidos de défícit primário

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-02/contas-publicas-fecham-janeiro-com-saldo-positivo-de-r-279-bilhoes).

5) crescia o índice de confiança dos empresários do comércio, com alta de 9%, segundo a CNC (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-02/confianca-do-empresario-do-comercio-cresce-44-em-janeiro).

6) elevava-se, também, o índice de confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo, em janeiro, atingindo, atingindo 68,5 pontos, o maior desde agosto de 2015. (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-02/indice-de-confianca-do-consumidor-sobe-pelo-segundo-mes-consecutivo)

Como se sabe, sobreveio o golpe um mês depois e a situação econômica se agravou.

A retórica do golpe ancorou-se fortemente na ideia de que os problemas da economia brasileira decorriam de eventuais equívocos do governo Dilma, que acarretaram a deterioração da situação fiscal e minaram a confiança do empresariado para o investimento.

Há, por certo, um grão de verdade nisso, se considerarmos os desacertos no tratamento da revisão dos contratos de concessão de energia e rodovias, que podem ter criado mal-estar no “mercado”, bem como as desonerações, que deveriam ser compensadas com ganhos na tributação sobre o faturamento, mas foram aproveitadas pelos empresários para investir no mercado financeiro, agravando a situação fiscal.

(Para valer, a má vontade com Dilma originou-se no sistema financeiro, com os esforços para redução da taxa de juros e amplificou-se com sua recusa em rever a legislação do salário mínimo e com o veto é derrubada da multa vinculada ao FGTS em caso de demissão).

Todavia, os dados acima indicam que o buraco poderia não ser mais embaixo se os golpistas, desde a proclamação dos resultados das eleições de 2014, não houvessem jogado o país no atoleiro da incerteza, nem tampouco a Operação Lava Jato provocasse um declínio de 2,5% do PIB no mesmo ano, além de afundar a engenharia brasileira, enfraquecer a Petrobrás e dissolver elos importantes da cadeia de petróleo e gás.

A recusa em associar o justo combate à corrupção com contratos de leniência desde o início da operação, de modo a punir pessoas responsáveis e preservar empresas (como fazem os EUA desde 1978), foi mais que um desastre de condução.

Foi, de fato, um golpe fatal em dois segmentos de ponta da economia brasileira, favorecendo o aprofundamento de um processo de internacionalização que pode comprometer em definitivo o futuro do país. Se apenas resultante de um messianismo tosco irresponsável ou de articulações mais obscuras, só investigações futuras dirão (se puderem ocorrer).

Uma parte dos golpistas é de componentes deste monturo que se aboleta no congresso nacional disposto a salvar a pele diante do distanciamento de Dilma da Operação Lava Jato, que prenunciava uma hecatombe a atingir deputados e senadores.

O núcleo duro dos golpistas, contudo, não podia suportar a hipótese da continuidade do projeto inaugurado em 2003. Com a recuperação da economia e a conclusão de obras como a transposição do São Francisco, na segunda metade do governo Dilma, com todos os equívocos cometidos e o ataque cerrado da mídia familiar e oligárquica, estava definido o favoritismo do PT nas eleições de 2018.

Era preciso impedir esta perspectiva a qualquer custo. Daí o golpe. Ele proporcionou uma brecha jacobina, uma janela de oportunidade, na qual se imiscuíram os propositores de um ordenamento liberal e subalterno do Brasil, encaminhando a entrega do Pré-Sal, a imposição de um ajuste fiscal permanente contra os gastos sociais, a degradação da saúde e previdência públicas – para estimular agentes econômicos privados nesses segmentos de mercado -, a reforma da legislação do trabalho, de modo a buscar no trabalho barato um diferencial competitivo para as empresas brasileiras.

O monstrengo que daí sairá é uma jabuticaba brasileira de ácido sabor. Não existem casos de sucesso em países com território e população médios ou grandes, nos quais a combinação de bem-estar-social e inovação não estejam associados à presença de um elenco significativo de grandes empresas nacionais inovadoras que, entre outras razões, optam pela inovação tecnológica permanente em função da elevação da renda e dos direitos do trabalho.

Temer e seus gedeis, padilhas, moreiras e outros anões morais só subsistem porque são sustentados pelos propositores de um Brasil subordinado e sem direitos.

Por isso, precisam revelar a todo momento que irão até o fim nas reformas que miram este propósito. Ainda assim, são seres descartáveis, caso o exalar fétido da lama que integra sua natureza constitutiva venha a prejudicar a condução da tarefa para a qual foram destinados.

Os condutores desse projeto de destruição da Nação brasileira o fazem através do golpe porque votos não têm para legitimá-lo.

Seu discurso básico sempre foi o combate à corrupção, que opera como cortina de fumaça para esconder seu próprio envolvimento nela e para desviar a atenção de outros objetivos não declarados.

Nas vezes em que conduziram com êxito suas ações na trajetória brasileira, desde Vargas, o fizerem com golpes, como os de 1954 e 1964. Em 1989, Collor venceu com a providencial ajuda da Rede Globo. Em 1994 e 1998, FHC beneficiou-se do êxito do Plano Real, mas o alcance de suas ações liberalizantes e antinacionais foi muito menor do que o pretendido pelos golpistas de 2016.

O Brasil encontra-se numa encruzilhada. Se bem-sucedidos os condutores do golpe, será muito mais difícil retomar qualquer projeto soberano de Nação.






Ignacio Godinho Delgado é Professor Titular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), nas áreas de História e Ciência Política, e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia-Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT-PPED). Doutorou-se em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e foi Visiting Senior Fellow na London School of Economics and Political Science (LSE), entre 2011 e 2012.
Viomundo



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Posted: 20 Mar 2017 03:16 PM PDT

Senador 'tarja preta', acusado de receber 'repasses' de empreiteiras no exterior, tem parentes citados em listas e delações de diferentes operações da Polícia Federal

por Redação RBA 

LULA MARQUES/AGÊNCIA PT // Familiares de Aécio Neves, assim como o senador, também são acusadas de corrupção


Na semana passada, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, pediu ao Tribunal Superior eleitoral (TSE) que seu nome fosse excluído do depoimento de Benedicto Barbosa, ex-presidente da Odebrecht, que o acusava de receber propina da construtora. Aécio não teve o nome excluído, mas ganhou do ministro Herman Benjamin umatarja preta toda vez que tivesse o nome citado. Mas o senador não teve muito tempo para usufruir do mimo. Mal a semana terminou, a imprensa vazou a "Lista do Janot". Com os depoimentos de Marcelo Odebrecht e Henrique Valladares, ex-executivos da Odebrecht, na Procuradoria-Geral da República, divulgada neste domingo (19), Aécio se tornou o campeão de pedidos de investigações para o Supremo Tribunal Federal (STF) na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Odebrecht acusa o senador Aécio Neves de acertar um "repasse" – palavra escolhida pela mídia tradicional para usar no lugar de "propina", quando se trata de denúncias contra o PT – de R$ 50 milhões após a construtora, juntamente com a Andrade Gutierrez, vencer o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007. Outras delações complementaram as informações: a Odebrecht se comprometeu a depositar R$ 30 milhões para o senador tucano, enquanto a Andrade Gutierrez faria o "repasse" dos R$ 20 milhões restantes.

Na época, Aécio exercia seu segundo mandato como governador de Minas e tinha sob seu comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a disputa, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Aécio tinha, ainda, influência sobre o principal investidor da usina, a empresa Furnas (Furnas é a principal acionista da Santo Antônio Energia, com 39% do capital).

O segundo depoimento devastador para o senador tucano, vazado nesse domingo é de Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht, que revelou que Aécio recebeu milhões de dólares em propina numa conta secreta em Cingapura em nome de um amigo. Ele afirma que Aécio mantinha esquema com Dimas Toledo, ex-dirigente de Furnas. O pagamento em Cingapura foi vinculado a benefícios obtidos pela empreiteira em Furnas, diretamente a investimentos no Rio Madeira.

De acordo com depoimentos de executivos, Aécio também é acusado de receber propina pelas obras da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas Gerais.

Se o senador tucano está enroladíssimo com as acusações de ex-executivos de construtoras, a família do tucano só não virou o centro de escândalos nas páginas dos jornais porque a imprensa abafou o caso

Durante a Operação Eficiência no início deste mês, a Polícia Federal encontrou uma planilha na residência do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), com nomes, e quantias que cada um teria recebido no esquema de corrupção em que é apontado como chefe durante seu governo. Cabral foi preso no ano passado pela Operação Calicute, que investigava desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro. As operações Eficiência e Calicute resultaram em dois pedidos de prisão contra Cabral.

Dois nomes citados no documento foram blindados e ocultados na imprensa, que usam e abusam nas manchetes de expressões como "amigo de Lula", "filho do Lula", "parente de Lula", "aliado de Lula’, numa tentativa de associar o ex-presidente a denúncias de corrupção.

Pois mais uma vez a mídia tradicional não fez a mínima questão de informar que entre os destinatários de pagamentos listados estão a ex-sogra e a ex-cunhada de Sérgio Cabral. A primeira é Angela Neves Cunha, irmã do presidente do PSDB. A segunda é sobrinha de Aécio, Nina Neves.

De acordo com a Polícia Federal, as duas foram beneficiadas com R$ 37,5 mil mensais cada uma. Os pagamentos teriam ocorrido entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015", indica a planilha em poder da Polícia Federal.

Em janeiro, início da Operação Eficiência, a ex-mulher de Cabral, Susana Neves Cabral, neta de Tancredo Neves, prima do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), e do senador Aécio Neves, foi conduzida coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal e Ministério Público Federal do Rio.

Susana, que está sendo acusada de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, contou que recebia de R$ 5 mil a R$ 20 mil por mês do ex-marido como uma "pensão informal". Mas nas planilhas obtidas pelo MPF sobre os gastos de Cabral, há registros de que entre 2014 e 2016 ela teria recebido R$ 883 mil em propina.

Para justificar o valor, Susana disse que trabalha como assessora do deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa e presidente do PMDB no Rio. Segundo a Polícia Federal, o valor pago pode ser muito maior, como vem mostrando as investigações, já que só uma parte da planilha foi analisada.

Na decisão que autorizou a condução coercitiva, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, afirmou que Susana é pessoa "direta e constantemente beneficiada com vultosas transferências de valores, ao que parece obtidos pela atuação ilícita da Organização Criminosa descrita", descreve o magistrado.

Como chamar a rede familiar montada pelos Neves para o recebimento de "repasses"? Seria nepotismo de corrupção?



Rede Brasil Atual



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Posted: 20 Mar 2017 02:52 PM PDT


Coletiva da Operação Carne Fraca

Publicado no Conjur.
POR LENIO STRECK, jurista e professor.


Para introduzir o tema, lembro um fato bizarro. Em batalha que venceu em 280 AC, o Rei Pirro disse, respondendo a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória: “Mais uma vitória como esta e estarei arruinado completamente”. E disse isso apontando para o que restou de suas tropas.

Pois no Brasil parece que logo chegaremos a uma etapa pírrica (é pírrica e não pirrônica, que é outra coisa) das operações com nomes fantásticos da Policia Federal autorizadas pela Justiça. Cá para nós, há exageros midiáticos que correm o risco de serem pírricos. Não gosto de teorias conspiratórias, mas já passamos por isso em relação ao café e às febres suínas e coisas do gênero. Querem ver? A Polícia Federal — claro que com ordem judicial — encontrou problemas em 21 unidades produtoras de carnes, num total de quase cinco mil empresas (unidades de produção), e suspeita de crimes praticados por 33 servidores, num universo de 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura.

Resultado: pelo estardalhaço e a generalização feita, a imagem do país ficou comprometida, a ponto de o presidente da República reunir gente no domingo buscando acalmar os mercados internacionais. Dizem até que ofereceu churrasco feito com carne argentina. Mas não é disso que quero tratar.

Trago à colação o que pensa o setor agropecuário disso, nas palavras de Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura, que disse: Não dá para a gente generalizar e vender a imagem de que tudo é ruim, de que tudo é corrupto, corrompido e corruptível. Para abrir mercado lá fora, a média tem sido de quase dez anos de luta. A maior injustiça do mundo é jogar na lata do lixo todo esse trabalho, denegrindo o esforço de muitos durante décadas.

Disse mais: somos os maiores exportadores de carne bovina. É um absurdo nivelar tudo, generalizar, vender a ideia de que no Brasil nada presta, de que tudo é podridão, é errado, nada está na conformidade da lei. Quando é justamente ao contrário: somos o país que tem a melhor biosseguridade.

Parece que, com exceção da Polícia Federal e do Poder judiciário, há uma quase unanimidade de que houve exagero (ver também aqui: criminalista vê irresponsabilidade nas acusações à carne brasileira) . Pergunto: por que precisa haver entrevista coletiva? Por que divulgar diálogos resultantes de escutas telefônicas, se a lei não permite essas divulgações? Não entendi também por que foi possível interceptar o ministro da Justiça (na ocasião da intercepção, era deputado federal). Ele não tinha foro por prerrogativa de foro? Como divulgaram a sua fala? Parece que a divulgação ilícita de interceptações fez e faz escola. Já não aprenderam suficiente com o episódio das escutas da ex-presidente Dilma, do ex-senador Demóstenes, tudo anulado pelo Supremo Tribunal Federal?

Depois do famoso power point, parece que há uma disputa para ver quem faz mais pirotecnia. Falta só ter trilha sonora, tipo Cavalgada das Valquírias ou Crepúsculo dos Deuses como abertura da coletiva. Imaginemos que isso vire regra e as generalizações também. Se alguns policiais forem pegos em uma operação, vale uma entrevista coletiva colocando toda a polícia na berlinda? Se pegarem juízes ou promotores envolvidos em irregularidades, vale fazer coletiva colocando todo o Poder Judiciário sob suspeita? Alguns jogadores são pegos no antidoping. Vale colocar na berlinda a lisura das disputas do Campeonato Brasileiro, a maior competição do mundo?

Se a resposta é não — e, para mim, é, efetivamente, “não, não pode fazer isso” — então também a Polícia federal não poderia ter feito o noticiamento dessa operação “carne fraca” desse modo. Parece que a carne é fraca mesmo diante de holofotes e exclusivas na GloboNews, para o gáudio dos filósofos brasileiros-alemães Birbaum (Pereira) e Kabina (Camarote).

Cuidemos para que não repitamos o “vitorioso” Rei Pirro. Temos de vencer, mas sem perder as tropas. Não precisamos jogar fora a criança junto com a água suja. Sim, o Brasil pode até ser uma chinelagem. Mas é meu país. É nosso país. Como na anedota: a mulher diz para a vizinha — sim, comadre, sei que meu marido é tudo isso que você diz; mas é meu. Em minha casa eu e ele resolvemos isso (usei o exemplo ao contrário do que se fala no imaginário popular, para evitar ser acusado de sexismo — hoje em dia isso pode dar coletiva).

Nosso sistema de fiscalização de carnes está com problemas? OK. Mas em que grau? Podemos generalizar isso, com pi(r)rotecnia, a ponto de prejudicarmos o país no mercado internacional? Pirro rima com pi(r)rotecnia.

Imaginemos uma entrevista coletiva contando quantas mortes ocorreram no final de semana nas capitais. Nem isso deve ser generalizado, embora os números assustem. Caso contrário, fizéssemos um power point disso, ninguém mais viria para o Brasil. E nós mesmos fugiríamos para as montanhas. E estocaríamos comida. Gente: vamos tocar o país para a frente.

Nota: agora, segunda-feira (20/3) à tarde, uma TV italiana, em programa de culinária, tirava onda com a carne brasileira. Estamos na boca do mundo; mientrastanto que escrevia este texto, fiquei sabendo que o Chile cancelou as importações de carne; e a União Europeia não quer carne dos frigoríficos listados na operação. Fora outras defecções. Bingo.

Como diz o Rei Pirro…


Diário do Centro do Mundo



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Posted: 20 Mar 2017 02:36 PM PDT

O k-suco vai ferver no dia 3 de maio, em Curitiba, quando o juiz Sérgio Moro irá interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo menos 50 mil pessoas de todo o país são esperadas no #OcupaCuritiba cuja palavra de ordem principal será #ForaMoro.

A Lava Jato tenta imputar a propriedade de um tríplex no Guarujá (SP) a Lula, mas, até agora, nunca conseguiu provar nada.

‘Não me deixem só’

Moro tem receio de ficar sozinho nessa caminhada, pois, após o golpe de Estado, é nítida a pauperização da sociedade brasileira. Não é à toa que ele gravou um vídeo pedindo apoio da opinião pública, ou seja, o magistrado trocou a Constituição pela plateia.

Neste domingo, 26 de março, grupos de extrema-direita e anti-Lula programam uma nova manifestação em apoio à força-tarefa e ao juiz Moro. Há quem aposte num novo fiasco.

A disparada do número de desempregados, a quebra de empresas, o aumento na inadimplência, a perda do poder de compra dos salários, o ataque do ilegítimo Michel Temer (PMDB) a direitos como o da aposentadoria, tudo isso e mais um pouco, depõem contra a Lava Jato.

O golpe de Estado só foi possível graças à Lava Jato.




Blog do Esmael



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Posted: 20 Mar 2017 02:26 PM PDT

O escritor russo Fiódor Dostoiévski (Foto: Reprodução/Arte Revista CULT)


Entre eles está ‘Domovoi’, conto inacabado jamais publicado no Brasil; escritos foram encontrados em meio aos papéis do autor após a sua morte


Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade(1846), Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874), Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877), O tritão (1878) e Domovoi.

São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847),Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil(1876).

Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, eHistórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.

Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.



Revista Cult



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Posted: 20 Mar 2017 02:15 PM PDT

"Um evento que superou todas as expectativas em termos de presença popular e emoção." Essa foi a descrição feita pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN) sobre a festa em Monteiro (RN), realizada no domingo, na cerimônia de transposição das águas do Rio São Francisco a qual compareceram os ex-presidentes Lula e Dilma e diversas autoridades.



O trecho já havia sido inaugurado oficialmente pelo presidente Michel Temer no último dia 10 de março, mas numa cerimônia completamente diferente da realizada domingo: fechada para o público e sob gritos de manifestantes. Apesar da propaganda do atual governo, ninguém na região parece ter dúvidas sobre a paternidade do projeto, que prevê a construção de mais de 700 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos (norte e leste) ao longo dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará Rio Grande do Norte para o desvio das águas do rio, reforçando o abastecimento de açudes e a produção agrícola da região, que em 2016 enfrentou o pior período de seca nos últimos 50 anos.

"Foi um ato popular de dimensão histórica pela grandiosidade da participação popular. Acho que essa dimensão histórica se deve, em primeiro lugar, à reação do povo frente à tentativa desesperada do governo ilegítimo que aí está e seus aliados quando lá estiveram recentemente e tentaram ocultar a participação decisiva dos governos do PT através do presidente Lula e da presidenta Dilma na realização desse sonho do povo nordestino. Essa obra só saiu do papel através da determinação e da ousadia do presidente Lula e do compromisso da presidenta Dilma que deixou a obra praticamente concluída", diz a senadora petista. Embora a Polícia Militar não tenha fornecido cálculo sobre o número de pessoas presente ao evento em Monteiro, os organizadores estimam algo em torno de 100 mil.
"Percebe-se claramente a saudade enorme do povo brasileiro, do povo nordestino do presidente Lula em função de tudo o que foi feito em seus governos, o quanto o país avançou levando em consideração a realidade dramática pelo qual passa o país hoje em decorrência do governo ilegítimo que aí esta."

Fátima diz que essa alegria podia ser vista estampada no rosto da pessoas e no sentimento de gratidão aos verdadeiros autores da obra. Para a senadora, agora é preciso ficar vigilante no acompanhamento das obras que devem chegar ao Rio Grande do Norte e ao Ceará, como também promover debates sobre desafios futuros do projeto, como a gestão dos recursos hídricos da transposição.

O projeto de transposição do Rio São Francisco foi orçado inicialmente em R$ 8,2 bilhões e teoricamente vai irrigar o Nordeste e toda a região semi-árida do país. A obra começou em 2007 e tinha prazo previsto de conclusão em 2012. A ideia da transposição é antiga, data de 1847, à época do governo de Dom Pedro II, ainda no império. A proposta só foi retomada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, mas o primeiro projeto de fato só surgiu no governo João Batista Figueiredo, quando Mário Andreazza era ministro do Interior e após uma das mais longas estiagens da história, que durou de 1979 a 1983.



SputnikNews



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Posted: 20 Mar 2017 01:52 PM PDT
Noruega tirou liderança da Dinamarca; República Centro-Africana ocupa lanterna do ranking

O Brasil ficou ainda mais triste, segundo as Nações Unidas.


Essa é a conclusão da edição de 2017 do Relatório Mundial da Felicidade, divulgado nesta segunda-feira pela ONU. O período compreende os anos de 2014 a 2016.

O Brasil caiu cinco posições e está agora no 22º lugar entre 155 países.

É a segunda queda consecutiva. Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o país já havia caído do 16º para o 17º lugar.

O ranking de 2017 é encabeçado pela Noruega, que tirou a liderança da Dinamarca. Islândia, Suíça e Finlândia completam a lista das nações mais felizes do mundo.

Na outra ponta, as mais tristes são Ruanda, Síria, Tanzânia e Burundi. A República Centro-Africana ocupa a lanterna.

A Europa Ocidental e a América do Norte dominam o topo do ranking, com os Estados Unidos e o Reino Unido nas 14ª e 19ª posições, respectivamente.

Já países na África Subsaariana e atingidos por conflitos tiveram notas previsivelmente mais baixas. A Síria ficou no 152º lugar entre 155 países, e Iêmen e Sudão do Sul, que estão enfrentando fome iminente, estão nas 146ª e 147ª posições, respectivamente.

O Relatório Mundial da Felicidade foi divulgado para coincidir com o Dia Internacional da Felicidade da ONU.

Os países mais felizes - e mais tristes - do mundo

Mais felizes                                      Menos felizes
1. Noruega                                      146. Iêmen
2. Dinamarca                                   147. Sudão do Sul
3. Islândia                                        148. Libéria
4. Suíça                                           149. Guiné
5. Finlândia                                      150. Togo
6. Holanda                                       151. Ruanda
7. Canadá                                        152. Síria
8. Nova Zelândia                             153. Tanzânia
9. Austrália                                      154. Burundi
10. Suécia                                       155. República Centro-Africana


O levantamento é baseado em uma única pergunta simples e subjetiva feita a mais de 1 mil pessoas todos os anos em mais de 150 países.

"Imagine uma escada, com degraus numerados de zero na base e dez no topo", diz a pergunta.

"O topo da escada representa a melhor vida possível para você e a base da escada representa a pior vida possível para você. Em qual degrau você acredita que está?"

O resultado médio é a nota do país - que, neste ano, variou de 7.54 (Noruega) a 2.69 (República Centro-Africana).

Mas o relatório também analisa as estatísticas para explicar por que um país é mais feliz do que o outro.

Entre os dados observados, estão o desempenho da economia (medido pelo PIB per capita), apoio social, expectativa de vida, liberdade de escolha, generosidade e percepção de corrupção.

Estados Unidos motivaram um capítulo do relatório da ONU

'Crise nos EUA'


O relatório deste ano também inclui um capítulo intitulado "recuperando a felicidade dos Estados Unidos", que busca entender por que os níveis de felicidade no país estão caindo, apesar da melhora econômica.

"Os Estados Unidos podem e devem aumentar a felicidade ao enfrentar a crise social multifacetada do país - ou seja, a desigualdade crescente, a corrupção, o isolamento e a desconfiança - do que focar exclusivamente ou até principalmente no crescimento da economia", afirmaram os autores do estudo.

"A crise dos Estados Unidos, em poucas palavras, é uma crise social, não uma crise econômica", acrescentaram.

Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN, na sigla em inglês), entidade responsável pela publicação do relatório, afirmou que as políticas do presidente americano Donald Trump devem deteriorar ainda mais esse cenário.

"As políticas de Trump tendem a aumentar a desigualdade. Acredito que tudo que foi proposto vai na direção contrária (ao aumento da felicidade)", afirmou ele à agência de notícias Reuters.

O relatório também indica que funcionários de escritório são mais felizes do que os de "chão de fábrica", mas ter um emprego já é, por si só, um dos fatores que mais influenciam no nível de felicidade.

E enquanto "aqueles que ganham mais são mais felizes e mais satisfeitos com suas vidas", tal efeito tem um retorno residual - "US$ 100 a mais no salário vale muito mais para alguém na base da pirâmide social do que para alguém que já ganha um bom salário".

O relatório é publicado desde 2012. Desde então, período, os países nórdicos vêm dominando os primeiros lugares do ranking.

A clara preponderância desses países - Dinamarca, em particular - vem incentivando outras nações para adotar o "Hygge" - um conceito cultural dinamarquês de conforto e relaxamento.


BBC Brasil



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Posted: 20 Mar 2017 01:33 PM PDT


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) confirmou no twitter o teor de uma postagem segundo a qual, quando ministra da Agricultura do governo Dilma, ela sofreu pressão do então deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para manter no posto um dos fiscais acusados de corrupção na Operação Carne Fraca.

A postagem, de Josias de Souza, diz parcialmente:

Não foi por acaso que Osmar Serraglio recorreu ao fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho para pedir que acudisse o dono de um frigorífico sob fiscalização no Paraná.

No exercício do seu mandato de deputado federal, Serraglio notabilizou-se como um ferrenho protetor político do personagem.

Agora, na pele de ministro da Justiça, Serraglio tenta se desvencilhar do seu protegido, acusado pela Polícia Federal de liderar a “organização criminosa” desbaratada na Operação Carne Fraca.

O blog apurou que Serraglio pegou em lanças para tentar impedir que o “grande chefe”, como se referia a Daniel Gonçalves Filho, fosse afastado do comando da superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná.

Última titular da pasta da Agricultura na gestão de Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) recebeu Serraglio em seu gabinete no ano passado, antes do impeachment da ex-presidente petista.

O visitante estava acompanhado do deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), outro anteparo político do fiscal da Carne Fraca.

Numa deferência à dupla de apoiadores do fiscal tóxico, Kátia Abreu informou que recebera da Consultoria Jurídica do Ministério da Agricultura uma recomendação para suspender Daniel Gonçalves do posto de autoridade máxima da pasta no Estado do Paraná.

Explicou que o afastamento ocorreria como resultado de um Processo Disciplinar Administrativo. Inconformado, Serraglio pediu à então ministra de Dilma uma cópia do processo.

Embora o pedido fosse inusual, foi atendido.

Mesmo depois de folhear o processo, Serraglio não se deu por achado.

Insistiu para que Kátia Abreu mantivesse Daniel Gonçalves no comando da representação da Agricultura no Paraná.

O processo administrativo tratava de um caso de furto na superintendência paranaense do ministério. Daniel livrara um subordinado da acusação de surrupiar combustível.

O problema é que ele não tinha poderes para inocentar o colega. Para complicar, as evidências do desvio eram eloquentes.

De resto, o protegido de Serraglio respondia a vários outros processos administrativos. Àquela altura, Daniel Gonçalves já se encontrava também sob investigação da Polícia Federal. Mas o inquérito que desaguaria na Operação Carne Fraca corria em segredo. Sem saber, Kátia Abreu tomou distância de uma encrenca.

PS do Viomundo: A guerra “intestina” da elite brasileira está pegando. Nem os ruralistas se entendem.



Viomundo



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