terça-feira, 21 de março de 2017

21/3 - Pragmatismo Político DE 20/3

Pragmatismo Político


Posted: 20 Mar 2017 05:18 PM PDT
marcelo crivella jornal o dia
O jornalista Caio Barbosa, do jornal O Dia, não faz mais parte do quadro de profissionais que integram o tradicional veículo de comunicação carioca.
De acordo com repórteres do jornal, o colega foi demitido da publicação controlada pela Empresa Jornalística Econômico S.A. (Ejesa) a mando do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB).
A denúncia foi feita, a princípio, por Cid Benjamin, colega de Caio no jornal.
O jornalista relata que o próprio repórter dispensado lhe confidenciou que o prefeito carioca teria pedido a sua cabeça. O que teria sido feito diretamente aos donos da Ejesa.
O que teria motivado o ato de censura comandado pelo bispo evangélico foi a reportagem produzida por Caio intitulada “Febre amarela: população critica filas e falta de informações nos postos”. O texto aborda a ineficácia gestão da saúde pública da cidade.
A matéria, que antes podia ser lida neste link, também foi censurada.
Crivella divulgou nota para dizer que não mandou demitir Caio: “Jamais faria isso. Respeito os profissionais de comunicação e a liberdade de imprensa”.
O prefeito ainda se disse perseguido: “No meu primeiro discurso depois de eleito, roguei a Deus que nos livrasse da praga maldita da vingança”.
Cid Benjamin, que denunciou o caso, rebateu a nota do bispo evangélico: “Crivella afirmou, em nota, que não pediu a demissão de Caio Barbosa ao jornal O Dia. Mas foi o que o jornal disse ao Caio quando o demitiu. E agora? Quem está mentindo?”.
Caio Barbosa, o repórter demitido, também retrucou a manifestação do prefeito: “A nota oficial do prefeito é uma mentira. Não apenas sobre mim. Sobre ele. Mente do início ao fim. Uma pena. Mentir é pecado. Deve ter sido escrita por um assessor. Espero”.

Abaixo, leia a íntegra do texto que causou a demissão de Caio Barbosa:

Febre amarela: população critica filas e falta de informações nos postos
Caio Barbosa
O medo da febre amarela fez o carioca acordar cedo, ontem, para correr aos postos de saúde em busca de vacinas para se proteger da doença. Mas em vez de uma solução, o que se viu foram filas, mau atendimento e falta de informação. Na Tijuca, moradores chegaram antes das 7h ao Centro de Saúde Heitor Beltrão, na Rua Desembargador Isidro, e tiveram de esperar até 13h para serem vacinados. A falta de cuidado, de informação e atenção dos funcionários com quem chegava à unidade de saúde davam o tom do atendimento.
“Cheguei aqui às 7h e só vacinaram os 80 primeiros. Eu fui a de número 81. Quando chegou a minha vez, disseram que só havia mais 80 vacinas para a parte da tarde. E que eu deveria ficar aqui até a tarde se quisesse ser vacinada. Uma falta de respeito”, reclamou Sônia Penha de Oliveira Nascimento, de 53 anos.
O engenheiro Hugo Blasquez, que estava exatamente atrás de Sônia na fila, se aborreceu pela segunda vez nesta semana no posto de saúde da Tijuca. Na terça-feira, sua esposa, maior de 60 anos, foi ao posto munida de um atestado médico que lhe autorizava a receber a vacina, e ainda assim saiu sem receber a dose.
“Ela ficou na fila e, na vez dela, quem a atendeu se recusou a vacinar porque no atestado estava a palavra “liberada” em vez de “apta”. É inacreditável. Hoje, colaram cartaz informando que apenas quem está com viagem marcada seria vacinado. Mas a própria pessoa que colou o cartaz, diretora do posto, disse que a informação estava errada. Como pode uma coisa dessas?” reclamou.
A diretora do posto de saúde, que se apresentou como Patrícia, disse que não poderia dar declarações, e que estas seriam de responsabilidade da secretaria municipal de Saúde. Quem esperava por uma vacina, no entanto, cobrava explicações que não vinham.
“Não era essa a gestão que prometeu cuidar das pessoas? Bem, pelo que a gente está vendo até agora, parece mais humilhar as pessoas”, criticou a professora Luiza Souza Gomes.
Na Zona Sul, no Centro de Saúde Píndaro de Carvalho Rodrigues, na Gávea, a falta de vacinas suficientes também provocou filas. Naquela unidade, apenas 100 pessoas foram vacinadas pela manhã, e outras 100 à tarde. Muitas voltaram para casa insatisfeitas. Caso do cantor Leo Jaime, que não conseguiu vacinar o filho Davi, de 9 anos.
“Os funcionários até que nos explicaram a situação. A culpa não é deles. São 100 vacinas, mas a questão é que há um caso de urgência, há muitas pessoas apavoradas. Cinco macacos morreram na região devido à doença. Eu moro em frente ao Parque Lage e todos lá consideram que a questão é urgente, menos a prefeitura. Aumentar a vacinação nas escolas, a informação, tomar medidas que tranquilizem a população, pelo visto, não é com a prefeitura”, lamentou Leo Jaime.
A secretaria municipal de Saúde informou que até o dia 28 haverá a ampliação do número de pontos de vacinação – de 34 para 233 unidades da rede de Atenção Primária (Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde), após reforço no estoque da vacina. Ao todo, o Rio receberá 1,5 milhão doses.
Em nota oficial divulgada na segunda-feira, a secretaria informou que o “Rio permanece fora da zona de risco da doença” e “que não há casos de febre amarela urbana no país desde 1942”.
“É muito importante que a população tenha em mente que poderá buscar a vacina na rede durante todo o ano e que é muito importante respeitar as indicações para a vacina, uma vez que este imunizante é feito com vírus vivo atenuado, o que pode gerar efeitos colaterais graves. Todos serão imunizados, não há motivo para alarde ou corrida aos postos”, explicou o secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo, na nota.
A vacina da febre amarela tem contraindicações que serão rigorosamente seguidas pelas equipes técnicas. Não podem tomar a vacina crianças menores de 9 meses e adultos acima de 60 anos; gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de 6 meses; pacientes com doença ou em tratamento que cause imunodeficiência, como câncer ou HIV sintomático; pessoas com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina ou alergia a ovo de galinha e seus derivados.
Os pontos de vacinação abrem diariamente às 7h e distribuem senhas para a vacina da febre amarela, conforme suas capacidades técnicas de segurança dos pacientes e boas práticas de vacinação. As senhas também são distribuídas na parte da tarde. Em abril, todas as unidades de Atenção Primária estarão aptas a aplicá-la e a vacina passará a fazer parte do calendário de imunização do Estado do Rio.
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Posted: 20 Mar 2017 04:22 PM PDT
mst morre hospital pará
Homens invadiram hospital e executaram integrante do MST
O servidor municipal Waldomiro Costa Pereira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Parauapebas, no Pará, a 700 quilômetros de Belém, foi assassinado na madrugada de hoje (20) no Hospital Geral (HGP) daquele município.
Segundo o portal Notícias de Parauapebas, cinco homens armados renderam seguranças e foram até a UTI, atirando em Waldomiro, que era casado e tinha cinco filhos. Ele estava internado desde sábado após ser atacado em seu sítio, em Eldorado dos Carajás, a 70 quilômetros dali.
O MST informou que recentemente ele não se dedicava a “instâncias de direção” do movimento, trabalhando no lote onde vivia, no Assentamento 17 de Abril, cujo nome lembra o massacre de trabalhadores sem-terra ocorrido em 1996. Waldomiro era militante desde aquele ano. Ele havia assumido o cargo de assessor de gabinete na prefeitura de Parauapebas (governo Darci Lermen, PMDB).
“Como movimento de luta pela vida, repudiamos toda e qualquer forma de violência contra homens e mulheres. Este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligencia do estado em apurar e punir os crimes desta natureza”, diz o MST, em nota. “Há alto índice de impunidade que se tornou corriqueiro, bem como a ação de grupos de milícias criminosas.”
Para o movimento, o clima de “recorrente impunidade” estimula a violência. “Diante da execução sumária praticada por assassinos dentro do Hospital Geral de Parauapebas sob vigilância das câmeras do hospital, esperamos que as autoridades tomem as providências necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade”, acrescenta.
A prefeitura, também em nota, manifestou “profundo pesar” pela morte de Waldomiro. O velório será realizado em Curionópolis.
Segundo o hospital relatou ao portal, Waldomiro chegou ao HGP por volta das 18h do sábado, levado por familiares, com ferimentos na cabeça e em uma das mãos, passou por cirurgia e estava em observação na UTI. Pouco antes das 3h de hoje, cinco homens entraram no local e atiraram no servidor. A prefeitura informou que imagens de vídeo no circuito interno do hospital serão liberadas para a polícia “no intuito de elucidar esse crime o mais rápido possível”.
RBA
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Posted: 20 Mar 2017 09:06 AM PDT
carne brasileira operação carne fraca
A União Europeia anunciou que vai suspender a importação de carne de todas as empresas brasileiras envolvidas na operação Carne Fraca.
Os governos da China e do Chile também disseram que vão barrar temporariamente a entrada de toda carne brasileira.
De acordo com a Comissão Europeia, o bloco “garantirá que quaisquer dos estabelecimentos implicados na fraude sejam suspensos de exportar para a UE”, disse um porta-voz.
As autoridades europeias vinham sofrendo pressão de partidos políticos e de produtores para impedir a entrada de carne brasileira temporariamente.
A pressão vinha sobretudo de países de tradição protecionista, como a França e a Áustria, de acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo“.
Mais cedo, a Coreia do Sul anunciou a proibição temporária à venda de produtos de frango da BRF, das marcas Sadia e Perdigão.

Operação Carne Fraca

A operação deflagrada pela PF na sexta foi a maior de sua história e revelou que cerca de 30 empresas do setor, incluindo as gigantes JBS, dona da Friboi a da Seara, e a BRF, adulteravam a carne que vendiam nos mercados interno e externo.
De acordo com a PF, auditores fiscais do ministério da Agricultura recebiam propina em dinheiro, lotes de carne ou presentes, para afrouxar a fiscalização e liberar carne irregular.
As empresas teriam usado substâncias para ‘mascarar’ a aparência de carnes podres, utilizado carne estragada e papelão na composição de salsichas e linguiças, cometido irregularidades na rotulagem e na refrigeração das peças e usado em frangos mais água que o permitido em frangos.
A investigação de dois anos começou devido à denúncia de um fiscal do ministério da Agricultura.
informações de Reuters, Agência Estado e UOL
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Posted: 20 Mar 2017 07:59 AM PDT
michel temer churrascaria carne fraca
Em um gesto político para tentar minimizar os efeitos negativos da Operação Carne Fraca sobre a venda de carne brasileira, o presidente Michel Temer jantou neste domingo em uma churrascaria de Brasília acompanhado de ministros e embaixadores e representantes de 27 países.
A carne bovina que Temer comeu, porém, não era de origem brasileira, segundo funcionários do próprio restaurante ouvidos pela Agência Estado. Somente as carnes suínas e de frango servidas no local são nacionais. A carne bovina é importada da Argentina, Uruguai e Austrália.
Temer e a comitiva participaram de um rodízio. O Palácio do Planalto reservou uma mesa para 80 pessoas. O preço do rodízio por pessoa foi de R$ 119. O valor incluía carnes, um bufê de saladas, acompanhamentos e sushi. A bebida era à parte.
Temer comeu carne bovina e frango, queijo coalho assado, acompanhado de uma típica caipirinha brasileira. Na mesa, também foi servido vinho tinto, dessa vez nacional, da vinícola Casa Valduga, produzido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
A comitiva sentou em uma grande mesa no centro do salão principal da churrascaria, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília. Temer estava no centro da mesa, ladeado pelos embaixadores da China e de Angola no Brasil. Entre os ministros presentes estavam Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Blairo Maggi (Agricultura), Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços). O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, não estava presente.
Temer passou cerca de uma hora no local. No final, tirou foto com os garçons que o serviram. Em rápida entrevista, disse que a mensagem que queria passar com o jantar era de que não há motivos para causar “terror” no exterior sobre a carne brasileira. Lembrou que 33 fiscais sanitários estão envolvidos em irregularidades, de um total de quase 12 mil servidores do Ministério da Agricultura, e que dos cerca de 4.830 frigoríficos existentes no país, 21 são investigados e três foram inabilitados.
“Então, não é para causar um terror que hoje está possivelmente se imaginando que possa causar em relação ao exterior”, afirmou.
Agência Estado
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Posted: 20 Mar 2017 07:34 AM PDT
Bolsonaro friboi lista carnes
O jornalista Fernando Brito, que edita o Tijolaço, revelou neste domingo (19) como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) manobrou para sair da lista da JBS-Friboi. Leia abaixo:
por Fernando Brito
Eu não fico dando muita bola para o senhor Jair Bolsonaro, mas quando ele se mete a fazer todo mundo de burro, é obrigação mostrar isso.
Ele postou em seu Facebook e no Youtube um vídeo (veja ao final) dizendo que “devolveu” o dinheiro que recebeu oriundo da JBS – dona da marca Friboi – dizendo que por isso era honesto.
Menos, seu Jair, menos.
O senhor recebeu R$ 200 mil da JBS-Friboi, repassados pelo diretório nacional do PP, através do recibo eleitoral  011200600000RJ000001, conforme o TSE.
E, de fato, devolveu, no mesmo dia 24/7 de 2014.  Aliás, por conta de uma atrapalhação contábil, devolveu “um dia antes” de ter recebido.
Só que, imediatamente, recebeu o mesmo valor, desta vez da conta do PP no Fundo Partidário, pelo recibo eleitoral  011200600000RJ000002.
Ou seja, o mesmo dinheiro rebebeu um “banho” e ficou limpinho e cheiroso.
Esta parte o senhor não conta.
Ninguém o está acusando de “maquiar” carnes com produtos químicos.
Mas, por favor, as contas eleitorais maquiadas com troca de cheques também não são tão perfumadas assim, não é?

Veja abaixo a história que conta o “Bolsomito”:

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