quarta-feira, 22 de março de 2017

22/3 - Pragmatismo Político DE 21/3

Pragmatismo Político


Posted: 21 Mar 2017 12:59 PM PDT
Wagner Moura Michel Temer previdência
O ator Wagner Moura publicou um texto no jornal Folha de São Paulo sobre a postura do governo do presidente Michel Temer em relação aos artistas.
Na semana passada, Moura participou de um vídeo questionando pontos da reforma da previdência. Como resposta, o governo também divulgou um vídeo (relembre aqui).
No artigo, o ator defende que a natureza da arte é política pura. “Numa democracia saudável, artistas são parte fundamental de qualquer debate. No Brasil de Michel Temer, são considerados vagabundos, vendidos, hipócritas, desprezíveis ladrões da Lei Rouanet”, escreveu.
Leia a íntegra do texto abaixo.
Quem tem medo de artista?
por Wagner Moura
Artistas são seres políticos. Pergunte aos gregos, a Shakespeare, a Brecht, a Ibsen, a Shaw e companhia – todos lhe dirão para não estranhar a participação de artistas na política.
A natureza da arte é política pura. Numa democracia saudável, artistas são parte fundamental de qualquer debate. No Brasil de Michel Temer, são considerados vagabundos, vendidos, hipócritas, desprezíveis ladrões da Lei Rouanet.
Diante de tamanha estupidez, fico pensando: por que esses caras têm tanto medo de artistas, a ponto de ainda precisarem desqualificá-los dessa maneira?
Faz um tempo, dei muita risada ao ver uma dessas pessoas, que se referia com agressividade a um texto meu, dizer que todo bom ator é sempre burro, pois sendo muito consciente de si próprio ele não conseguiria “entrar no personagem”.
Talvez essa extraordinária tese se aplicasse bem a Ronald Reagan, rematado canastrão e deus maior da direita “let’s make it great again”. De minha parte, digo que algumas das pessoas mais brilhantes que conheci são artistas.
Esse medo manifestado pelo status quo já fez com que, ao longo da história, artistas fossem censurados, torturados e assassinados. Os gulags de Stálin estavam cheios de artistas; o macarthismo em Hollywood também destruiu a vida de muitos outros. A galera incomoda.
Uma apresentadora de TV fez recentemente sua própria lista de atores a serem proscritos. Usou uma frase atribuída a Kevin Spacey, possivelmente dita no contexto de seu papel de presidente dos EUA na série “House of Cards”.
A frase era a seguinte: “a opinião de um artista não vale merda nenhuma”. Certo. Vale a opinião de quem mesmo? Invariavelmente essas pessoas utilizam o chamado argumento “ad hominem” para desqualificar os que discordam de suas opiniões.
É a clássica falácia sofista: eu não consigo destruir o que você pensa, portanto tento destruir você pessoalmente. Um estratagema ignóbil, mas muito eficaz, de fácil impacto retórico. Mais triste ainda tem sido ver a criminalização da cultura e de seus mecanismos de fomento, cruciais para o desenvolvimento do país.
Aliás, todos os projetos sérios de Brasil partiram de uma perspectiva histórico-cultural, como os de Darcy Ribeiro, Caio Prado Jr., Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre.
Ver o ministro da Cultura dando um ataque diante do discurso de Raduan Nassar só faz pensar que há algo mesmo de podre no castelo do conde Drácula. Mesmo acostumado a esse tipo de hostilidade, causou-me espanto saber que o ataque, na semana passada, partiu de uma peça publicitária oficial da Republica Federativa do Brasil.
Sempre estive em sintonia com a causa do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto); fiz com eles um vídeo que tentava explicitar o absurdo dessa proposta de reforma da Previdência.
O governo ficou incomodado e lançou outro vídeo, feito com dinheiro público, no qual me chama de mentiroso e diz que eu fui “contratado” – ou seja, que recebi dinheiro dos sem-teto brasileiros para dar minha opinião.
O vídeo é tão sem noção que acabou suspenso, assim como toda a campanha publicitária do governo em defesa da reforma da Previdência, pela Justiça do Rio Grande do Sul.
Um governo atacar com mentiras um artista, em propaganda oficial, é, até onde sei, inédito na história, considerando inclusive o período da ditadura militar.
Mas o melhor é o seguinte: o vídeo do presidente não conseguiu desmontar nenhum dos pontos levantados pelo MTST.
O ex-senador José Aníbal (PSDB) escreveu artigo em que me chama de fanfarrão e diz que a reforma só quer “combater privilégios”. Devo entender, então, que o senhor e demais políticos serão também atingidos pela reforma e abrirão mão de seus muitos privilégios em prol desse combate? E o fanfarrão ainda sou eu?
Se o governo enfrentasse a sonegação das empresas, as isenções tributárias descabidas e não fosse vassalo dos credores da dívida pública, poderíamos discutir melhor o que alardeiam como rombo da Previdência.
Mas eles não querem discutir nada, nem mesmo as mudanças demográficas, um debate válido. O governo quer é votar logo a reforma, acalmar os credores, passar a conta para o trabalhador e partir para a reforma trabalhista antes que o povo se dê conta.
Tenho uma má notícia: no último dia 15, havia mais de um milhão de pessoas nas ruas do país. Parece que não é só dos artistas que eles deverão ter medo.
O vídeo sobre a Reforma da Previdência que irritou Temer:
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Posted: 21 Mar 2017 12:25 PM PDT
jessica lei masturbação multa homens
Para protestar contra legislação antiaborto que criminaliza e humilha a mulher, Jessica Farrar apresentou projeto de lei surreal
Jessica Farrar, deputada do Texas, nos EUA, propôs recentemente uma lei que proíbe a masturbação masculina e estipula uma multa de US$ 100 para o homem que burlar a regra. As informações são da BBC e do The Guardian.
A deputada democrata argumenta que o objetivo do projeto é proteger as crianças que ainda irão ser geradas. Se um homem ejacula sozinho, por exemplo, pela masturbação, isso seria considerado um “ato contra uma criança que ainda não nasceu”.
Pode parecer contraditório, mas Jessica é favorável à interrupção da gravidez por escolha da mulher e apresentou o projeto para protestar contra as duras leis antiaborto no Texas e nos EUA.
“O projeto quer vetar todas as ejaculações fora da vagina de uma mulher ou criadas fora de uma instalação médica ou de saúde”, diz Jessica, argumentando que sua proposta não é mais extrema do que as leis que restringem os direitos de mulheres que optariam pela interrupção de uma gravidez no Texas.
“Se estamos adotando medidas drásticas antiaborto por causa da ‘santidade da vida’, então nós não podemos desperdiçar nenhuma semente”, afirma Jessica.
Jessica Farrar cita sua revolta com o processo desgastante e invasivo a que mulheres que optam pelo aborto são submetidas no Texas. Elas têm de, por exemplo, ouvir palestras sobre as implicações morais do aborto, ver imagens de fetos, fazer um ultrassom para ouvir a batida do coração do bebê e receber avisos sobre como o aborto pode estar relacionado a câncer de mama — ainda que essa possibilidade já tenha sido descartada.

Legislação antiaborto

O Texas tem uma das legislações mais restritas sobre aborto nos Estados Unidos – ainda que a Suprema Corte tenha derrubado, no Estado, a proibição de abortos induzidos por drogas após sete semanas de gestação.
As mulheres do Texas, porém, não são as únicas a enfrentar legislações mais conservadoras sobre aborto nos Estados Unidos.
Ativistas antiaborto e seus simpatizantes ganharam força no governo de Donald Trump, que tem se distanciado da postura “pró-escolha” do governo de Barack Obama.
Várias novas restrições têm sido propostas por deputados em vários cantos do país. Entre elas, está a de obrigar mulheres em Oklahoma a pedir permissão aos seus parceiros para aprovar seu aborto.
No Brasil, a interrupção da gravidez só é permitida em três casos: se a mulher corre risco de morrer por causa da gestação; se a fecundação ocorreu por estupro; se o feto é anencéfalo (sem cérebro) e, portanto, não conseguirá sobreviver após o parto.
Nas demais situações, a gestante que fizer aborto pode ser presa por até três anos, enquanto médicos que realizarem o procedimento podem ser condenados a até quatro.
com informações de BBC Brasil
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Posted: 21 Mar 2017 11:23 AM PDT
sergio moro grava vídeo unanimidade
Sergio Moro gravou um vídeo [ver abaixo] no último domingo (19) para celebrar o primeiro aniversário da página Eu MORO Com Ele, criada no Facebook pela mulher do magistrado, Rosângela Moro.
O juiz também agradece o fato de suas ações como chefe da Lava Jato estarem respaldadas pelo apoio popular “da “grande maioria dos brasileiros, ou talvez da totalidade da população”.
Moro recebeu muitas manifestações de apoio após divulgar a mensagem. Mas, diferente do que imaginava, a sua fala foi duramente criticada por outros milhares de internautas na própria página onde o vídeo foi publicado.
Confira alguns comentários:
A função do juiz é a de ter conduta técnica. Agir no processo dentro das limitações que o compete. Juiz é servidor público com compromisso com a verdade factual. Ao contrário de países anglo-saxões, cujo magistrado é escolhido por sua comunidade, no Brasil, o ingresso se faz por concurso, assim, o Sr. Moro não necessita de apoio popular. Ao dizer isso confunde sua imagem com a de um político. E, realmente, é o que temos visto em todas as suas aparições: um juiz “pop”, não por seguir as orientações processuais, mas por se colocar o tempo todo como um político.
Aliás, o que é esta página? Quantos magistrados possuem páginas com o intuito de promover-se publicamente?
[…]
Falta seriedade. Um juiz tão sem noção quanto cínico. Investigação seletiva, não age como juiz, persegue inocentes, tortura e chantageia os delatores.
[…]
Um verdadeiro JUIZ é imparcial, isento. Não deve acusar, mas apenas julgar e com base nas provas dos autos, nas leis, na Constituição. E não de acordo com os nomes das partes, com o partido. Evidente que “sua excelência” está a anos-luz disso. Enfim, é um EXEMPLO, exemplo de tudo o que não se deve fazer como juiz e nem mesmo como ser humano, pois prender, condenar inocentes não é coisa de “gente”.
[…]
Um Juiz! O que é um Juiz? Nada mais que um servidor público. Sua função é a administração da Justiça, com imparcialidade, impessoalidade e obedecendo aos preceitos legais. Infelizmente o juiz Moro, está bem distante disso.
[…]
Eu gosto é quando ele sai do papel de juiz e ocupa o lugar de promotor nos interrogatórios, isso é muito lindo de se ver, essa nova modalidade de juízes
[…]
Sai fora Babão de Aécio Neves e capacho do PSDB. Desempregou todos os trabalhadores da Indústria Naval brasileira. Cão de guarda dos EUA.
[…]
Gosto de lembrar da lavada que você tomou na mesa do Congresso de Direito Constitucional em maio do ano passado em Curitiba! As falas que antecederam a sua foram grandiosas. A sua, medíocre.
[…]
Por que vc não foi à cidade de Monteiro? Vc veria o que é o verdadeiro apoio do povo.
[…]
Quer se dedicar à política? Dedique-se! Mas deixe de usar o cargo de juiz pra fazer Lawfare.
[…]
Só se for apoiado pela totalidade de filiados ao PSDB, 3 anos e não investigou nenhum tucano
[…]
Prende a mulher do Cunha. Dr., vc a conhece? Já ouviu falar de um partido chamado PSDB?
[…]
V.Exa. é tão popular, que tal visitar Monteiro, na Paraíba? Vá sem segurança.
[…]
Ele é um juiz, inquisidor ou político. Ele não deveria ser imparcial? Precisa do apoio da população pra quê? Necessita da aprovação da população? Quem é você, um homem ou um rato?

“Eu Moro com ele”

A página ‘Eu Moro com Ele’ foi criada em março de 2016, na mesma época que Sérgio Moro retirou o sigilo de uma série de interceptações telefônicas do ex-presidente Lula e divulgou o teor das conversas, entre as quais o diálogo de Lula com a ex-presidente Dilma.
Em maio do mesmo ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo no dia 19 de janeiro de 2017, anulou a validade jurídica da escuta, e considerou que o magistrado não tinha competência para analisar o material. Além disso, o ministro considerou irregular a divulgação das conversas.
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Posted: 21 Mar 2017 10:39 AM PDT
professora ameaçada de morte alexandre frota
A jornalista Cynara Menezes revelou, em seu site, como uma professora da rede pública passou a ser humilhada e até ameaçada de morte após ser exposta nas redes sociais pelo ex-ator pornô Alexandre Frota.
Uma foto publicada pela baiana Dane Andrade foi usada por Frota para reforçar insultos contra mulheres em pleno Dia Internacional da Mulher.
A professora e ativista de esquerda baiana Dane Andrade colocou em seu perfil no Facebook, em 8 de março, Dia da Mulher, uma foto sua segurando um cartaz onde dizia que quem chamava a ex-presidenta Dilma Rousseff de “vagabunda” não era digno de comemorar a data.
No dia seguinte, para seu espanto, o ator e expoente intelectual da direita brasileira, Alexandre Frota, postou a foto da moça no Face e no Twitter, zombando de sua aparência e xingando Dilma de “VAG…”, sem coragem de completar a palavra para não levar processo.
Foi o suficiente para Dane começar a ser atacada nas redes com xingamentos e agressões. Em um dos comentários, um seguidor de Frota, escondido detrás de pseudônimo, ameaça “queimar viva” a professora, ao que o ator responde: “Isso mesmo”.
Depois que os prints da conversa foram divulgados nas redes sociais, o ator apagou a postagem onde estimulava a violência contra a ativista.
Após Alexandre Frota, cuja página possui mais de 300 mil seguidores, expor Dane à sanha reacionária, a professora passou a receber toda sorte de insultos machistas nas redes, tanto no Facebook quanto no twitter.
“Saio na rua e as pessoas me reconhecem… As coleguinhas de minha filha mostraram em um tablet a minha foto para ela, que também ficou sabendo do caso e do que o ator falou de mim. Meus alunos também já sabem”, diz Dane, que decidiu processar o ator. “Para minha sorte, recebi o apoio gratuito de um dos advogados que tentou barrar o impeachment no Congresso.”
Felizmente, houve muita solidariedade. Esta semana, a professora publicou um vídeo no Facebook em resposta a Alexandre Frota, onde dá uma lição ao ator:

VÍDEO:

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Posted: 21 Mar 2017 10:07 AM PDT
blogueiro eduardo guimarães condução coercitiva
O blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi levado, em condução coercitiva, para depor na sede da Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, na manhã de hoje (21), em mais uma ação da Operação Lava Jato. Ele foi liberado no final da manhã, quando afirmou não ter entendido a condução coercitiva, porque não se recusou a ir à PF, e criticou a apreensão de seus equipamentos, o que segundo Guimarães “viola a minha atividade jornalística”.
Liberado por volta das 11h30, ele falou aos Jornalistas Livres sobre o caso, referente à divulgação de uma nota, em seu blog, sobre a iminente condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que efetivamente ocorreu em 4 de março de 2016. “Recebi de uma fonte as informações antes, e eles queriam saber se tenho alguma ligação com a pessoa que vazou. Não conheço essa pessoa. Divulguei porque é o meu trabalho jornalístico. Sou blogueiro e o meu trabalho é divulgar”, afirmou Guimarães, que também questionou a motivação da condução, já que não teria se recusado a prestar depoimento.
Ele também reclamou da apreensão de seus equipamentos. “Sou agora um blogueiro sem equipamento nenhum.”
Segundo Guimarães, os agentes chegaram à sua casa por volta das 6h, com um mandado de busca e apreensão, levando celulares, inclusive de sua mulher, notebook e pen drive. Ele foi conduzido no carro da PF para a Superintendência da Lapa, na zona oeste.
Pelas redes sociais, blogueiros e apoiadores informavam que, até as 11h, Eduardo Guimarães ainda não havia prestado depoimento e, por isso, não se sabia com precisão o motivo de sua detenção. O blogueiro avisava ainda que estava bem e tranquilo, que nada deve à Justiça e que estava pronto para o depoimento, que era sobre a “fonte” responsável pela informação publicada. “Evidentemente, eles já tinham chegando à fonte”, comentou ao sair do prédio da PF.
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) classificou a ação da PF contra o blogueiro como um fato de “extrema gravidade”. “É uma restrição à liberdade de imprensa e informação. É censura. É uma tentativa de constranger àqueles que questionam a postura do Judiciário e do próprio juiz (Sérgio) Moro”, afirmou.
Em audiência por videoconferência em que o deputado participou como testemunha de defesa em um dos processos da Lava Jato também nesta terça, Teixeira conta que arguiu diretamente o juiz Moro, que confirmou ter determinado a condução coercitiva do blogueiro. Moro alegou que Eduardo Guimarães não é jornalista. Já o deputado retrucou afirmando que, pela legislação, nada o impede de exercer o jornalismo.
Segundo o deputado, ao tentar descobrir a fonte de Eduardo Guimarães, que o teria informado sobre os vazamentos seletivos e antecipado a condução coercitiva de Lula, Moro age contra a Constituição, que garante o sigilo da fonte jornalística.
A bancada dos deputados estaduais do PT suspendeu as atividades programadas para esta terça-feira (22) em solidariedade ao blogueiro. Os deputados José Zico Prado, líder da bancada na Assembleia de São Paulo, e Alencar Santana Braga foram à sede da Superintendência da PF.
O blogueiro terá de voltar ao local em 3 de abril, por causa de outra publicação, de 2015, em sua conta no Twitter, em que criticou o juiz Sérgio Moro por estar prejudicando a economia brasileira. Por causa disso, foi acionado pela Associação Paranaense dos Juízes Federais, por suposta ameaça a Moro. “Isso é uma arbitrariedade, é uma vergonha.”
Em solidariedade a Eduardo Guimarães, e pela liberdade de expressão, será realizado um ato hoje, às 19h, no Sindicato dos Engenheiros, que fica na Rua Genebra, 25, no Centro de São Paulo.
Assista o momento em que Eduardo Guimarães é liberado pela Polícia Federal de São Paulo:
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Posted: 21 Mar 2017 05:51 AM PDT
mulher espancada agredida bar rio de janeiro
Levei primeiro um soco violento na cabeça, próximo ao olho direito. Depois, não me lembro mais o que aconteceu. Meus amigos disseram que ele me atingiu ainda com uma espécie de rasteira e cai desacordada, batendo com a cabeça no chão
O relato acima é da pedagoga Camila Wiebusch, de 28 anos. As informações foram confirmadas por testemunhas.
Tudo aconteceu na madrugada da última quarta-feira, na saída do Bar Nanam, no Rio de Janeiro.
O agressor foi identificado pela polícia. Trata-se de Edson Diniz, faixa preta de jiu-jitsu. Ele fugiu do local depois de agredir Camila de maneira covarde.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
“Meu olho ficou roxo e ainda há cortes na minha testa e na cabeça”, lamenta Camila.
Daniel Bouzas, de 33 anos, disse que a agressão foi tão violenta que Camila poderia ter morrido. Ele assistiu e chegou a enfrentar o agressor.
“Ele chegou sozinho e deliberadamente queria arranjar confusão, agredir alguém. Não foi rasteira, foi um golpe de muay thai. Camila podia ter morrido”, disse.
“O agressor envergonha uma classe de esportistas. Ele tem que ser punido pela Federação de jiu-jítsu, afastado dos ginásios, ser banido do esporte. Li que ele dá aulas na Barra da Tijuca. Isso não pode mais acontecer. Que lições ele vai passar para os alunos?”, questionou Daniel.
A confusão teve início quando o bar estava fechando. Edson abordou Camila quando ela e alguns amigos jogavam sinuca no Bar do Nanam. “Vou te ensinar a pegar no taco”, disse o homem, segundo contou Camila e seu amigo.
“Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou. Meus amigos tentaram afastá-lo, mas ele não parou. De longe ficava jogando beijinhos e dizendo que não era hora de mulher estar na rua”, afirmou Camila.
O assédio prosseguiu até Camila e os amigos deixaram o bar. “Fomos para o bar ao lado e ficamos tranquilos. Até que o sujeito voltou e ficou falando gracinhas. Aí eu não aguentei e pedi para ele sair, o xinguei e até o empurrei. Foi quando ele passou a desferir os golpes”, contou Camila.
O comerciante Antônio Gonçalves, o Nanam, confirmou toda a história. Disse que a confusão começou em seu bar, mas que a agressão aconteceu na rua.
Edson Diniz Jiu Jitsu camila
Imagem: Edson Diniz, acusado de agredir Camila / Reprodução / Facebook
“Eu já tinha saído na hora que tudo aconteceu. Lamento muito. Se eu estivesse aqui no bar, isso não teria acontecido. Entrei em contato com a Camila, frequentadora do bar. É triste. Mas pode acontecer, principalmente com uma pessoa que nada tem a ver com o lugar”, disse Nanam.

Delegacia

Camila registrou queixa na delegacia e entregou aos policiais fotografias do agressor, que seria morador da Barra da Tijuca. Depois, ela foi ao Instituto Médico-Legal (IML), onde pretendia fazer exame de corpo de delito. Como os policiais civis estão em greve, não conseguiu. Procurou então atendimento no Hospital Municipal Rocha Maia, em Botafogo.
Edson Diniz, que nas redes sociais se apresenta como campeão brasileiro do esporte, foi ouvido pela delegada Gabriela Von Beauvais da Silva, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), do Centro. Edson negou as acusações, disse que apenas reagiu após ser agredido, mas sua versão não convenceu os policiais civis.
“Reunimos farto material mostrando que Camila sofreu ferimentos graves na perna e próximo ao globo ocular. Temos fotografias e muitas testemunhas. Estamos na fase de coleta de outras provas, mas ele pode ser sim indiciado pelo crime de lesão corporal. Não podemos permitir que isso (agressão) possa ocorrer. Principalmente envolvendo um profissional altamente treinado”, afirmou a delegada.

Versão de Edson Diniz

Cobrado por amigos e por alunos, o professor de jiu-jitsu Edson Diniz divulgou a seguinte nota nas redes sociais:
Na quarta-feira de madrugada estava em um bar como qualquer pessoa comum e houve uma discussão com um grupo . Ia sozinho embora quando passava pela rua e percebi um forte empurrão e alguns socos pelas costas, me senti acuado e atacado por este grupo, tentei apenas me defender para ganhar tempo e sair do local, parecia ter um sujeito que portava uma faca.
Não tive a intenção de machucar qualquer pessoa, HOMEM OU MULHER apenas me defendi da agressão sofrida e a verdade será esclarecida.
Ontem me apresentei espontaneamente para prestar esclarecimentos e para a minha sorte existem câmeras na rua, além de testemunhas que presenciaram a agressão, e tudo se restará provado, CONTRA PROVAS NÃO HÁ ARGUMENTOS.
Não estou me escondendo apenas triste, lamento muito pelo o que aconteceu.
Eu respeito todos os tipos de pessoas e não sou a favor de nenhum tipo de agressão contra ninguém independente de gênero, raça ou credo.
O post Homem espanca mulher em bar no Rio e justifica: “não é hora de estar na rua” apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

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