quinta-feira, 2 de março de 2017

2/3 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 02 Mar 2017 05:17 AM PST

O ensaio desenvolvimentista do governo Dilma de enfrentar a lucratividade dos bancos reduzindo taxas de juros e forçando a queda dos spreads bancários deu errado porque as classes gerenciais já haviam sido capturadas pelas classes capitalistas e seus interesses financeiros



Para além do debate entre ortodoxos e heterodoxos, os caminhos recentes da economia brasileira podem ser pensados sob a chave da relação entre a política econômica e as forças sociais que a operam.

Seguindo Duménil e Lévy [1] é a aplicação de um conjunto de políticas econômicas “fora de seu lugar” que ajuda a explicar seu fracasso. As recentes políticas heterodoxas de sustentação do nível de emprego, salário real e uma perspectiva favorável ao trabalho se deram sob uma segunda hegemonia financeira (neoliberalismo), na qual o compromisso assentado entre capitalistas e gerentes se dá sob a égide do “capital portador de juros” e no capital fictício, ou seja, da valorização financeira do capital.

O Brasil é uma economia dependente: se desenvolveu competindo com grandes potências industriais e financeiras e se industrializou tardiamente dentro da dinâmica capitalista global. O protagonismo industrial varguista, o processo de substituição das importações experimentado no século XX e o II PND são alguns dos exemplos de como as elites brasileiras nunca tomaram para si a tarefa histórica de desenvolver as forças produtivas e estiveram sempre a reboque do Estado.

No capitalismo brasileiro, as elites agrárias e industriais se juntaram ao Estado para pautar suas demandas. A “socialização das perdas” quando o governo desvalorizava o câmbio para estimular a exportação do café privatizava os lucros nas mãos da oligarquia-exportadora.

Nos anos de 1990, com a abertura da economia e a introdução do ideário neoliberal no Brasil por meio das privatizações e enxugamento do Estado, as classes gerenciais foram paulatinamente sendo deslocadas do fomento à acumulação para o dos ganhos financeiros. Os trabalhadores de gerência, ao ganharem além de renda do trabalho algumas bonificações em ativos, se deslocaram para a lógica das finanças. A hibridização no topo converge os interesses entre a gerência e os capitalistas e todo um processo de hipertrofia financeira se segue: endividamento do setor financeiro, securitização, derivativos, fundos de pensão e mecanismos de diluição de riscos e aumento de lucratividade – o que se tem é a dominância do “capital portador de juros” e do capital fictício.

O ensaio desenvolvimentista [2] do governo Dilma foi o enfrentamento da lucratividade do setor bancário por meio dos bancos públicos para reduzir as taxas de juros forçando a queda dos spreads bancários. A ideia é que um câmbio desvalorizado combinado com uma redução de juros estimularia a produção nacional, retomando o investimento. Além do incentivo cambial e de juros, o crescimento dos gastos públicos poderia aumentar os lucros e reanimar o “animal spirit” do empresário brasileiro. Tal política foi a tentativa frustrada de levar adiante uma agenda keynesiana (acordo entre gerentes e classes populares) em um ambiente no qual os gerentes já estavam capturados pelas finanças.

Este conjunto de práticas não trouxe os resultados previstos. O crescimento pequeno experimentado no período pode ser atribuído ao papel dos termos de troca na economia brasileira. A ideia dos termos de troca afetando negativamente o desempenho das economias subdesenvolvidas (dependentes) se baseia na tese Prebisch-Singer, a qual atribui características assimétricas no comércio internacional entre países desenvolvidos (centro)vis-à-vis países subdesenvolvidos (periferia) levando à deterioração secular dos termos de troca, deixando os benefícios das trocas nos países centrais.

Na reeleição, Dilma cedeu ao discurso da credibilidade e às expectativas racionais, em suma, ao terrorismo econômico do mercado. O ocaso do curto período desenvolvimentista culminou na virada completa da política econômica: substituição do desenvolvimentismo pelo financismo, tendo, à frente, J. Levy, representante das oligarquias financeiras transitando do keynesianismo coxo (porque não havia base social para levá-lo adiante, por isso ele fora claudicante) para um natimorto conjunto de políticas de austeridade (que nascem mortas porque o ajuste se deu em meio à recessão), o autericídio.

A marca evidente desta inversão é a criminalização dos déficits públicos, que dentro do arcabouço keynesiano podem ser importantes em momentos de crise. O governo, ao ceder ao neoliberalismo, implementou um conjunto de políticas restritivas: corte de gastos e enxugamento do Estado junto de uma política monetária restritiva em nome do combate inflacionário. Esta agenda foi implementada em meio a estagflação, o que levou a economia mais fundo no buraco, aumentando dramaticamente o desemprego e não retomando o investimento.

Portanto, a política que rompeu com o tripé macroeconômico (regime de metas da inflação, superávit primário e câmbio flutuante) em nome do desenvolvimento ensejado pelas políticas heterodoxas fracassou porque foi a tentativa de forçar um compromisso social-democrata dentro da hegemonia financeira. Ou seja, a tentativa de implementar políticas keynesianas (acordo entre gerentes e trabalhadores) sob o neoliberalismo deu errado porque as classes gerenciais já haviam sido capturadas pelas classes capitalistas e seus interesses financeiros.

À guisa de conclusão: é necessário repensar o Brasil e que tipo de nação queremos, criando um projeto de longo prazo no país. É preciso que as classes gerenciais enfrentem o poder do capital financeiro e retomem o compromisso com os trabalhadores para evitarmos o aprofundamento das desigualdades mesmo dentro dos marcos do capitalismo.

Repensar o Brasil de um ponto de vista desenvolvimentista significa romper com o rentismo e com as oligarquias financeiras – mas é preciso lembrar que não existe capitalismo sem crédito e que os capitalistas monetários nada mais são que uma fração de classe da burguesia.

Referências:

[1] DUMÉNIL, G. e LÉVY, A crise do neoliberalismo, São Paulo: Boitempo Editorial, 2014

[2] RUGITSKY, F. Do Ensaio Desenvolvimentista à austeridade: uma leitura Kaleckiana, 2015

Crédito da fotol: EBC



Brasil Debate
Posted: 02 Mar 2017 05:09 AM PST

Como Giorgio Agamben e Walter Benjamin releram as observações cristãs sobre o dinheiro. Por que a psicanálise o associa à matéria fecal, à “insuficiência de mim” e à guerra de todos contra todos

Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra Casa | Imagem: Mark Wagner
O filósofo italiano Giorgio Agamben, um dos relevantes protagonistas do pensamento crítico na virada do século XX para o XXI disse numa entrevista em 2012 que “Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro” (aqui). A afirmação de Agamben inspirou-se em outro filósofo, este um protagonista da primeira metade do século XX, um pensador fora da curva, Walter Benjamin. Em seu curto e denso “O Capitalismo como Religião”, de 1921 (aqui), Benjamin escreveu que o capitalismo é em si mesmo a religião mais implacável que já existiu, e promove um culto ininterrupto ao Dinheiro, “sem trégua nem piedade”, uma religião que não visa a reforma da pessoa, “mas seu o seu esfacelamento”.[1]

O filósofo alemão sugeriu uma comparação entre as imagens dos santos das religiões e as cédulas de dinheiro de diversos países –ele não imaginava, à época, que este Deus-dinheiro estaria diretamente louvado nas cédulas nos EUA (In God we Trust, em Deus Confiamos) e, desde 1980, no Brasil, onde lê-se em todas as notas a frase de adoração à moeda corrente: Deus seja louvado.

Ambos foram influenciados por um dito de Jesus, que está no centro da liturgia católica do 8º Domingo do Tempo Comum (26), às portas do período quaresmal que antecede a Semana Santa e a Páscoa: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” O texto proclamado é do Evangelho de Mateus (Mt 6,24-34). A oposição entre Deus e o dinheiro é um tema central ao longo da história e, para Jesus, a relação de cada qual com o dinheiro é definidora de sua relação com as outras pessoas e a vida.

Como essa questão aparece na vida das pessoas? A psicanálise procurou investigar a relação entre o ser humano e o dinheiro e chegou a conclusões que podem soar surpreendentes e inacreditáveis num primeiro momento. Como apontou o sacerdote jesuíta e teólogo espanhol Carlos Domingues Morano, dinheiro é um assunto crucial, apesar de muitas vezes escamoteado -como o sexo. Na verdade, o tema nunca é “só dinheiro”. As relações entre os homens/mulheres com o dinheiro comportam dimensões nem sempre lógicas, que extrapolam o discurso racional mais ou menos organizado –é sempre “algo mais” que dinheiro.[2] Na relação das pessoas com o dinheiro, revelou-nos a psicanálise, “está também implicada uma ‘questão de amor’; dito em termos mais freudianos, uma questão de ordem libidinal, inconsciente e com raízes na infância. Isso nos permite compreender, entre outras coisas, porque, assim como ocorre com a sexualidade, o dinheiro provoca tantas reações de dissimulação, falso pudor e hipocrisia.”[3]

Há uma questão oculta que Freud trouxe à tona –e causou enorme mal-estar: a intimidade entre nossa relação o dinheiro e a fase da libido anal, relacionando-o com os excrementos.

O valor nodal do dinheiro para os adultos é, descobriu Freud, análogo ao altíssimo valor que os excrementos possuem para as crianças. Outro psicanalista, Sandor Ferenczi, do grupo de Freud, demonstrou o caminho passo a passo pelo qual a criança efetua a sublimação do conteúdo anal até chegar, finalmente, à transmutação simbólica em dinheiro. “A matéria fecal vai passando por uma série de substituições, nas quais vai progressivamente distorcendo a primitiva satisfação auto erótica relacionada com a defecação: o barro, a areia, a pedra, o jogo com bolinhas de gude e botões todos objetos que proporcionam tanta satisfação à criança que facilitam a substituição do fétido, duro, mole pelo inodoro, seco duro.”[4] O dinheiro ingressa nessa cadeia de sublimações por um caminho complexo até desvincular-se de toda a aparência com sua “fonte original” e permitir o surgimento da máxima de que o dinheiro não fede (pecunia non olet).

A relação entre as fezes e o dinheiro pode parecer um absurdo num primeiro momento. Mas, se observamos com mente aberta, veremos que são abundantes e recorrentes as imagens e símbolos que desnudaram ao longo da história relação que os homens estabelecem entre as fezes e o ouro ou o dinheiro. Uma delas é a figura do “cagador de ducados” que está representada nos portais de bancos alemães. São inúmeras as expressões populares que consagram esta associação sem que nos demos conta disso. Quando uma pessoa tem muito dinheiro dizemos que está “podre de rica”; se o dinheiro tem origem suspeita, falamos em “dinheiro sujo” e, ao contrário, se a pessoa está sem dinheiro, dizemos que está “limpa”; ou que está “apertada”.


Esta relação foi capturada mais de mil anos antes de Freud numa intuição genial do bispo Basílio de Cesareia, em meados do século IV. São Basílio decretou: o dinheiro é o cocô do diabo. A expressão foi deixada de lado pelos cristãos séculos a fio até que São Francisco, no século XII, mencionou Basílio; agora, ela foi novamente posta á luz pelo Papa Francisco em fevereiro de 2015, apesar de ele preferir a palavra “esterco”, talvez menos crua. Clique e veja o vídeo em que o Papa menciona a expressão de Basílio (Francisco trata do assunto entre 1min50 e 2min30).

Como se dá esta articulação dinheiro-fezes? A psicanálise explorou as relações entre as dinâmicas de possessão, características da fase anal, e de propriedade, fundante da civilização ocidental e especialmente do capitalismo.

Quando uma criança perde suas fezes sente a dor de ter deixado escapar algo que lhe era tão essencial que estava dentro de si, era parte de seu corpo, mas que não mais consegue por de volta; isto é a possessão. Apropriedade refere-se a objetos externos, mas que deveriam me pertencer, “coisas que de fato estão fora, mas simbolicamente estão dentro”. São objetos revestidos de “qualidade do eu”. Para muitas pessoas, talvez a imensa maioria no capitalismo, o dinheiro reveste-se desta qualidade do eu. Isso origina processos intensos de defesa e projeção. Perder dinheiro para essas pessoas é muito mais que perda de algo externo, exterior, “mas sim de algo que foi previamente in-corporado”, ou seja, algo que se tornou parte de mim. A posse e controle do dinheiro têm o mesmo papel que o controle da atividade defecatória para a criança diante do mundo exterior. Uma “relação regressiva com o dinheiro ou com a propriedade de objetos” fica impregnada pela dimensão possessiva (retentiva) da fase anal.[5]

O resultado é avassalador: o amor ao dinheiro, quando extravasa suas funções de adaptação à realidade, acaba expressando uma dimensão infantil da afetividade, o que implica uma dominância do narcisismo, um desenvolvimento truncado da afetividade (da relação com o outro, da capacidade de amar e/ou odiar) e do autorrespeito e respeito pelo outro.[6] Esta infantilização narcísica dos ricos ou, dos “novos ricos”, numa expressão recorrentes de Basílio, é facilmente verificável na convivência com eles e espalha-se em ondas pela indústria do entretenimento, especialmente o cinema feito para o grande público.

Imagem: Mark Wagner

Ter e reter dinheiro são tentativas continuadas de encobrir as carências internas e conquistar segurança. Lembro-me de uma conversa com um consultor de investimentos sobre um casal, cliente do banco em que ele trabalhava. Eles haviam feito uma série de contas em planilhas (como se a vida pudesse ser contida em planilhas Excel) e concluído que quando tivessem R$ 20 milhões em aplicações financeiras (excluídos bens como casa e carros) poderiam finalmente “desestressar” e olhar com tranquilidade para a vida. Esta posição remetia-os a frequentes crises de insegurança e angústia extrema, pois como escreveu Erich Fromm, “se sou o que tenho e o que tenho se perde, então quem sou?”[7]

Ou, expressando Fromm de maneira complementar: se sou o que tenho e nunca tenho o que considero suficiente, sempre haverá uma “insuficiência de mim” que precisa ser coberta e recoberta com necessidade de acúmulo cada vez maior enquanto o fosso da insegurança aprofunda-se, na medida em que a possibilidade apavorante da perda de dinheiro para outro é um fantasma permanente. É uma vida em estado de guerra permanente para defender o que é “meu” contra aquele que deseja apropriar-se, podendo ser desde um competidor, políticas públicas de um governo que deixam de favorecer o crescimento de minha fortuna, os pobres que se mobilizam para tomar dinheiro do governo que a mim pertence “de direito”. Pois o capitalismo garante: tenho direito a possuir tudo e tudo reter para mim, sem limites.

Sim, o capitalismo é, numa linguagem popular, o encontro da fome com a vontade de comer. Nele, esta condição pulsional presente na vida de cada ser humano é organizada como um sistema social que alcançou, na expressão de Benjamin, a dimensão suprema de um culto organizado e sistemático. O psicanalista austríaco Otto Fenichel demonstrou como, antes de tudo, a função real do dinheiro numa sociedade determina o alcance e a intensidade das tendências pulsionais de retenção. Tais processos acontecem em sociedades determinadas com estruturas econômicas, sociais e culturais determinadas, com uma Igreja determinada e, portanto, alcançam dimensões que, levando em conta as escolhas e histórias individuais, situam-nas num contexto geográfico-temporal preciso.

Portanto, a “mobilização para a guerra” que garanta a cada indivíduo o seu “direito supremo à retenção” é o mantra do capitalismo e “mobiliza a hostilidade como tendência a despojar o outro, de modo a fazer com que o desejo de fraudar, explorar e frustrar os outros acabe se convertendo numa autêntica norma cultural.”[8] Essa hostilidade torna-se a base relacional que se reproduz em todas as relações, mesmo as mais íntimas: assim, por exemplo, o encontro com o outro ou a outra para a vida amorosa e o casamento converte-se numa série de cálculos e contratos e precauções para a possibilidade futura de separação e rompimento.

A dissonância absoluta entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus proclamada por Jesus e como ela atinge dimensões dramáticas no interior de um sistema que no qual o dinheiro ocupa o lugar de Deus. Trata-se de uma incompatibilidade radical, apesar de todos os esforços dos rigoristas e integristas católicos, dos neopentecostais e outros cristãos para amenizar as palavras de Jesus e relativizá-las: “Não é possível amar a Deus, isto é, amar a generosidade, a entrega, a solidariedade, a compaixão e a misericórdia e ao mesmo tempo amar o dinheiro, isto é, amar o tomar tudo para si, a acumulação que é a base de toda a injustiça e de todo o desamor: fome, guerra, exploração, morte etc.”[9]

É o que tem feito seguidamente o Papa Francisco. Uma das marcas de seu pontificado é a denúncia da submissão ao Deus-dinheiro. A primeira vez em que explicitou sua postura foi dois meses depois de sua posse. Em maio de 2013, ele afirmou, num discurso que indicou a revolução nascente no Vaticano, que no capitalismo “criamos novos ídolos; a adoração do antigo bezerro de ouro encontrou uma nova e impiedosa imagem no fetichismo do dinheiro e na ditadura da economia sem rosto nem propósito verdadeiramente humanos” e que a base deste culto ao Deus-dinheiro está “na relação que temos com o dinheiro, em aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades”. Três anos depois, numa entrevista, em agosto de 2016, o Papa acentuou: “No centro da economia mundial está o deus Dinheiro, e não a pessoa, o homem e a mulher”. Na mensagem para a Quaresma de 2017, período que se abre com a Quarta-feira de Cinzas Francisco foi taxativo: “A ganância do dinheiro é a raiz de todos os males”.

Se para os cristãos, o amor não é apenas um preceito, mas é o conteúdo sobre o qual o cristianismo está edificado, se é a “pedra angular”, o apego ao dinheiro, fonte de desamor, não se restringe a um problema ético, mas é um ataque direto à fé. A fidelidade a Deus fica interditada para aquele que não realiza a escolha por Ele e, por caminhos explícitos ou cheios de sombras e ilusões e autoengano, opta pela adoração à coisa: o dinheiro.

Por isso as religiões estão profundamente abaladas em seu fundamento na contemporaneidade e, muitas delas, ou tendências poderosas em seu interior, como no caso da Igreja Católica, realizam explicita ou implicitamente operações de substituição de um culto pelo outro, colocando o dinheiro no lugar de Deus. Tornam-se promotoras da tendência pulsional identificada por Jesus e estudada à profundidade pela psicanálise e igrejas-sucursais da “religião oficial”: o capitalismo.

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[1] Benjamin, Walter. O capitalismo como religião. São Paulo, Boitempo Editorial, 2013, p. 22
[2] Morano, Carlos Dominguez. Crer depois de Freud. 3ª edição, São Paulo, Edições Loyola, 2003, p.233
[3] Ibid. Morano, 2003, p. 234
[4] Ibid. Morano, 2003, p. 236
[5] Ibid. Morano, 2003, p. 239
[6] Ibid. Morano, 2003, p. 240
[7] In Morano, 2003, op cit., p. 240
[8] Ibid. Morano, 2003, p. 243
[9] Ibid. Morano, 2003, p. 246

Outras Palavras
Posted: 02 Mar 2017 05:00 AM PST
Em uma entrevista para a "Wired Magazine", o historiador e escritor Yuval Harari alertou para o perigo da humanidade em pouco tempo se tornar “irrelevante” e “redundante” diante dos avanços da Inteligência Artificial. Dessa vez, não mais através das distopias como a do computador HAL 9000 que tenta matar a tripulação de uma nave no filme “2001” ou por replicantes que perseguem um policial no filme “Blade Runner”. Mas agora por meio dos aplicativos e algoritmos que “compreendem melhor nossos desejos e sentimentos do que nós mesmos”. Porém, o discurso de Harari atira no que vê e acerta no que não vê – só podemos achar que os algoritmos são realmente inteligentes se o próprio homem rebaixar ou tornar mais flexível o conceito de “inteligência”. A fala de Harari faz parte de uma nova narrativa publicitária das corporações tecnológicas: projetar para o futuro distopias que sempre fascinaram a humanidade por toda a História: ver a si própria substituída por duplos tecnológicos como reflexos em espelhos, fotografias, frankensteins, golens, robôs, replicantes e, agora, aplicativos.



Os anos 1990 foi a década da popularização da Internet, de livros didáticos como A Vida Digital do cientista Nicholas Negroponte que tentava esclarecer para os mortais como a passagem do átomo para o bit revolucionaria a cultura e a economia, e do messianismo empresarial de Bill Gates com o livro A Estrada do Futuroprevendo revoluções na educação e nos negócios com as redes multimídia.


Mas também foram anos das distopias que viam com desconfiança essa hegemonia digital: cyberpunks e tecnocríticos herdeiros das visões do livroNecromance de William Gibson nos anos 1980, cujo auge foi a trilogia Matrix – um pesadelo gnóstico na qual as máquinas transformaram a realidade em um deserto e os homens prisioneiros em uma realidade virtual, enquanto seus corpos têm a energia drenada pelas máquinas para manter a Matrix.


Utopia e messianismo, até aqui, sempre foi a narrativa pela qual as corporações como Microsoft, Apple ou Oracle vendiam o futuro para os usuários. Mas as coisas estão mudando: no lugar está surgindo uma estranha distopia (um estilo apropriado dos tecno-críticos do passado) na qual autoabdicação humana e messianismo religioso se misturam. O que resulta numa espécie de tecno realismo amargo sobre um futuro inevitável onde nos tornamos dependentes da tecnologia.


E por que? Porque os algoritmos se tornaram mais inteligentes do que nós. O homem deixou de ser o “mais sofisticado sistema de processamento de dados do Universo”, substituído por “algoritmos externos” em máquinas e aplicativos.


Essa é a visão de Yuval Harari em seu livro Homo Deus: A Brief History of Tomorrow (“Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”) – para Harari, o homem estaria prestes a se tornar irrelevante. Mas o mundo melhorará. E por que? Porque o fator humano será eliminando com a Inteligência Artificial – carros automáticos e médicos de IA, por exemplo.


A entrevista abaixo foi concedida por Yuval Harari à Wired Magazine. Nas palavras de Harari podemos facilmente encontrar os elementos da nova religião promocional atual: a da autoabdicação humana (o rebaixamento da noção de inteligência, permitindo-nos humanizar máquinas e aplicativos), um dos aspectos do tecnognosticismo contemporâneo. Dessa vez, por trás da cultura dos aplicativos, redes sociais e smartphones.


Vamos à entrevista e depois esse humilde blogueiro irá tecer alguns breves comentários.


Yuval Harari

A Humanidade está próxima de se tornar irrelevante
Olivia Solon (Wired Magazine, 21/02/2017)


WIRED: Em seu livro, você prediz o surgimento de duas religiões completamente novas. Quais são elas?


HARARI: Tecno-humanismo almeja amplificar o poder dos humanos, criando ciborgues e conectando os humanos aos computadores, mas isto ainda vê os interesses e desejos humanos como sendo a mais alta autoridade no Universo.
Dataismo é um novo sistema ético que diz, sim, humanos eram especiais e importantes, porque até agora eles eram os sistemas de processamento de dados mais sofisticados do Universo, mas este não é mais o caso. O ponto da virada é quando você tem um algoritmo externo que compreende você – seus sentimentos, emoções, escolhas, desejos – melhor do que você mesmo os entende. Esse é o ponto quando há uma mudança que torna os humanos redundantes.


WIRED: Como assim?


HARARI: Tome por exemplo o Google Maps ou o Waze. Por um lado eles amplificam a habilidade humana – você é capaz de alcançar seu destino mais rapidamente e com mais facilidade. Mas ao mesmo tempo, você está mudando a autoridade para o algoritmo, e perdendo sua habilidade de encontrar seu próprio caminho.


WIRED: O que isto significa para o Homo sapiens?


HARARI: Tornamo-nos menos importantes, talvez irrelevantes. Na era humanista, o valor de uma experiência veio de dentro de você mesmo. Na era Dataista, o significado é gerado pelo sistema externo de processamento de dados. Você vai a um restaurante japonês e pede um prato maravilhoso, e a coisa a ser feita é tirar uma foto com seu celular, colocá-la no Facebook, e ver quantas curtidas consegue. Se você não compartilha suas experiências, elas não se tornam parte do sistema de processamento de dados, e elas não têm significado.


WIRED: A mudança para o Dataismo importa para a política?


HARARI: No Século XX, a politica era o campo de batalha entre as grandes visões sobre o futuro da humanidade. As visões eram baseadas na Revolução Industrial e a grande questão era o que fazer com novas tecnologias como a eletricidade, os trens e o rádio. Seja lá o que for que você diz sobre personagens como Lenin e Hitler, você não pode acusá-los de falta de visão. Hoje, ninguém na política tem qualquer tipo de visão; a tecnologia está se movendo rápida demais e o sistema político é incapaz de fazer sentido disso.


WIRED: Quem pode fazer sentido disso?


HARARI: O único lugar que você escuta visões amplas sobre o futuro da humanidade é no Vale do Silício, de Elon Musk, Mark Zuckerberg. Pouquíssimas pessoas têm visões competitivas. O sistema política não está fazendo seu trabalho.






WIRED: Então, as empresa tecnológicas se tornam os novos imperadores, até mesmo deuses?


HARARI: Quando você fala sobre Deus e religião, no final é uma questão de autoridade. Qual é a mais alta fonte de autoridade que você procura quando tem um problema na sua vida? Mil anos atrás você procuraria a igreja. Hoje, esperamos que os algoritmos nos forneçam a resposta – com quem ter um encontro, onde viver, como lidar com um problema econômico. Assim, mais e mais autoridade está indo para estas corporações.


WIRED: Temos a opção de sair disso?


HARARI: A resposta mais simples é não. Será muito difícil puxar a tomada, e isto tem a ver com o cuidado com a saúde, que cada vez mais depende de sensores conectados à Internet. As pessoas estão dispostas a desistir de suas privacidades em troca dos serviços médicos, os quais dizem a você o primeiro dia que as células cancerígenas começam a se espalhar pelo seu corpo. Assim, poderemos alcançar um ponto quando será impossível desconectar.


WIRED: Sobre o que podermos ser esperançosos?


HARARI: Há muitas coisas para sermos esperançosos. Em 20 a 30 anos centenas de milhões de pessoas que não têm acesso aos cuidados de saúde terão acesso aos médicos de IA (Inteligência Artificial) em seus smartphones, oferecendo um melhor serviço que qualquer um recebe agora. Carros sem motoristas não irão eliminar os acidentes, mas eles irão reduzi-los drasticamente.


WIRED: Puxa… então não estamos condenados?


HARARI: A humanidade provou sua habilidade de se elevar para encarar os desafios apresentados pelas novas tecnologias – nas décadas de 50 e 60, muitas pessoas esperavam que a Guerra Fria terminasse com um holocausto nuclear. Isso não aconteceu. Após milhares de anos nos quais a guerra parecia ser uma parte inevitável da natureza humana, mudamos a forma com que as políticas internacionais funcionavam. Espero que também sejamos capazes de encararmos os desafios das tecnologias como a IA e a engenharia genética, mas não temos espaço para o erro.


A religião da autoabdicação humana


O problemas de discursos como esse de Yuval Harari é que, no fundo, não passa de uma forma de propaganda que nos induz a acreditar que algoritmos, aplicativos etc. são, de fato, ferramentas realmente inteligentes. Para acreditarmos nisso, temos que obrigatoriamente reduzir os nossos padrões de inteligência humana – o exercício diário de tratar máquinas ou aplicativos, como por exemplo Waze ou Google Maps, como formas de inteligência reais. O que resulta num senso de realidade mais flexível.


Jaron Lanier



Para o cientista computacional e design de softwares Jaron Lanier, essa inversão é a base de uma religião que está sendo gestada nesse momento no Vale do Silício: a religião da auto-abdicação humana – computadores se humanizam, enquanto humanos se tornam “processadores de informação” rebaixando os padrões do que entendemos como inteligência – sobre isso clique aqui.


Harari acredita que o ser humano pode se tornar “redundante” ou “irrelevante” porque os algoritmos se tornaram “inteligentes”. Com esse discurso, Harari perde de vista que ele próprio faz parte de uma narrativa promocional criada pelas corporações para rebaixar ou tornar mais flexível a noção de “inteligência” – acreditamos que os algoritmos “ampliam nossas habilidades”. E, por isso, nos ameaçaria de obsolescência ao substituir a autoridade humana.


Enquanto isso, aplicativos como Waze produzem acidentes no trânsito, algoritmos do sistema financeiro criam ameaças de crises sistêmicas por decisões de compra e venda em série equivocadas e as redes sociais rebaixam a noção de “amizade” através da popularização dos conceitos como “likes”, “seguidores”, “compartilhamentos” ou reações a postagens por meio de “emoticons”.


Isso sem falar nos aplicativos de relacionamentos que reduzem as relações afetivas à probabilidade estatística.


Harari fala que os algoritmos externos compreendem melhor nossos desejos e emoções. É exatamente o inverso: por rebaixarmos o conhecimento de nós mesmos, humanizamos (ou antromorfizamos) os aplicativos ao ponto de acreditarmos que eles “nos conhecem”.


Filme "Ela", 2013





O filme Ela (Her, 2013) é um ótimo exemplo dessa inversão absurda. No filme vemos um protagonista solitário que se apaixona por um sistema operacional chamado Samantha, dotado de uma voz sensual e sedutora. Para ele, cada vez mais o sistema parece ser uma pessoa dotada de sentimentos reais – sobre o filme clique aqui.


O problema é que o protagonista possui tão baixa auto-estima que, por isso, rebaixou suas expectativas em relação ao amor e relacionamentos. A máquina não é inteligente: é o homem que rebaixou a si próprio.


Por isso, o discurso de Yuval Harari, na entrevista da verdadeira bíblia do Vale do Silício que é a revista Wired, é a mais nova tática publicitária das corporações tecnológicas: vender os aplicativos através do mito da inteligência artificial e da autoridade algorítmica.


É o fascínio arquetípico que sempre acompanhou a história da humanidade: ver a si própria substituída por duplos tecnológicos: reflexos em espelhos, fotografias, frankensteins, golens, robôs, replicantes e, agora, aplicativos.



Cinema Secreto: Cinegnose
Posted: 02 Mar 2017 04:50 AM PST

Política de ajuste fiscal aplicada é questionada após crise da segurança pública


HELOÍSA MENDONÇA

Manifestantes protestaram contra a paralisação da PM em Vitória em fevereiro. GABRIEL LORDELLO EFE


Há dois anos o Espírito Santo só recebia elogios por estar no seleto grupo de Estados que conseguiram manter as contas equilibradas em meio à crise financeira no Brasil. Agora, no entanto, a administração vê sua reputação ser abalada e se colocar no centro de um debate sobre os limites da política de austeridade em meio ao descontrole fiscal em Estados como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. O modelo de ajuste fiscal capixaba vem sendo questionado após o caos da segurança pública instaurado pela paralisação das atividades da Polícia Militar por longas três semanas. O movimento, encabeçado por parentes de PMs que bloquearam as saídas dos batalhões, protestava contra um dos cernes da administração do governador Paulo Hartung (PMDB): o veto ao reajuste dos salários dos servidores estaduais, incluindo os policiais, nos últimos anos.


A greve da PM _considerada ilegal, já que os PMs são proibidos de fazer greve_ só terminou, de fato, no sábado de Carnaval, numa queda de braço que custou caro ao Estado. A face mais explícita foram as 199 mortes violentas registradas, sem falar nos prejuízos econômicos, por causa do caos e medo das ruas, e nas turbulências que ainda reverberam na estrutura da Polícia Militar. Hartung, ajudado pelas Força Nacional e pelos militares enviados pela União para o patrulhamento das vias, praticamente não cedeu. Nem concedeu o aumento salarial, que ele dizia não caber no orçamento, nem ofereceu a melhora nas condições de trabalho da categoria, que alegava que o Estado havia enxugado as verbas para o setor. O aceno ficou para o futuro: só após o resultado da arrecadação das contas estaduais do primeiro quadrimestre, a pauta do reajuste poderá ser debatida.

A solução do Governo estadual seguiu à risca a receita da ajuste fiscal em regra com a Lei de Responsabilidade Fiscal: só se discutirá aumentos com base no aumento de caixa. A vitória também foi política: o não aos PMs manteve, por ora, o dique que represa os anseios salariais dos demais servidores: caso ele cedesse aos policiais militares, teria que reajustar os salários de todos os demais, congelados desde o início do seu mandato.

Mas não há só elogios para Hartung. Na opinião de Roberto Garcia Simões, professor da Universidade Federal do Espírito Santo na área de políticas públicas, a manifestação da PM foi a "mais trágica possível". "Ela revelou também como o modelo de ajuste possui problemas e foi pouco discutido na sociedade", questiona. "Não se quer o desequilíbrio das contas, mas esse equilíbrio feito a qualquer custo gera essa explosão social. Estamos falando de uma greve na segurança pública, o que está em jogo é uma sociedade. Era possível uma negociação."

Nas páginas da imprensa nacional, apareceram tanto loas como críticas ao governador. O colunista da Folha e do Globo, Elio Gaspari, questionou se o apreço de Hartung à responsabilidade fiscal não havia posto em risco sua "responsabilidade social" como chefe do Executivo. Gaspari questionou ainda os gastos com o envio da Força Nacional e dos militares ao Espírito Santo. Outros analistas, porém, endossaram o discurso de Hartung de que ele não podia ceder à "chantagem corporativa".

No ano passado, o Espírito Santo foi um dos únicos Estados a fechar o ano com um resultado primário (a soma entre as despesas e as receitas) positivo. Desde que assumiu o governo do Estado em 2015, Hartung promoveu um forte contingenciamento de verbas. Cortou 1,3 bilhão de reais para o Orçamento de 2016 e adotou medidas para reduzir também as despesas: cortou 4.000 cargos comissionados, diminuiu em 20% as despesas discricionárias - que não são obrigatórias - e também fundiu órgãos estaduais. Do lado da receita, o Executivo fez um novo Programa de Parcelamento Incentivado de Débito Fiscais (Refis) para estimular empresas e pessoas físicas a saírem da inadimplência. Com isso, o Estado que vinha de um déficit de 1,4 bilhão de reais, em 2014, conseguiu alcançar um superávit de 174 milhões no ano seguinte. E de 40 milhões de reais em 2016.


"O equilíbrio fiscal é condição necessária para as boas políticas públicas", explica o Secretário de Economia e Planejamento do Espírito Santo, Regis Mattos

"Pagamos as despesas que herdamos do exercício anterior e quitamos as dívidas. Se não temos as contas organizadas, os pagamentos não são feitos em dia e, diferentemente de outros Estados, todos os servidores estão com o salário em dia. O equilíbrio fiscal é condição necessária para as boas políticas públicas", defende o Secretário de Economia e Planejamento do Espírito Santo, Regis Mattos, que faz alusão, sem citar, aos pagamentos atrasados dos servidores do Rio.

De acordo com o Governo Hartung, nos últimos sete anos (2010 e 2016) foram concedidos reajustes e reestruturação das carreiras de 38,85%, abrangendo todos os policiais militares. "Apesar de não ter dado um aumento linear de acordo com a inflação desde 2015, as promoções e progressões dos cargos continuam para os servidores. Mas elas desapareceriam caso ultrapassássemos o limite imposto pela lei", segue Mattos, que afirma que o Executivo está sob alerta do Tribunal de Contas do Estado quanto aos gastos com o pessoal e que, caso concedesse o reajuste pedido pela PM, sofreria punições.


"O que adianta ter um estado com as contas ajustadas e deficiente do ponto de vista social?", questiona o professor da UFES, Roberto Simões

Se não bastasse a maior recessão que o país atravessa em décadas, o Espírito Santo também não pode contar com receitas extras que alimentavam o caixa do Governo e foi prejudicado por alguns eventos específicos nos últimos dois anos, segundo Mattos. A paralisação da mineradora Samarco, após o rompimento da barragem em Mariana, foi um deles. As quatro usinas de pelotização que ficam no estado capixaba estão paradas e, segundo a consultoria Tendência, estima-se que o Espírito Santo esteja perdendo cerca de 200 milhões de arrecadação com a empresa por ano. A queda do preço do barril do petróleo também foi outro agravante. O Estado perdeu mais de um bilhão de reais em royalties. Para completar a tempestade perfeita, a crise hídrica afetou a produção agrícola.

O professor Roberto Garcia Simões ressalta que não defende fazer do ajuste fiscal um fla-flu - uma guerra a favor ou contra-, mas diz ser necessário abrir esse modelo para discussão. "Tudo parecia estar às mil maravilhas, éramos exemplo no país. Mas o que realmente acontece é que não temos canais para reverberar as críticas. O Governo controla a Assembleia e tem uma boa relação com a as instituições. Não descarto que outras categorias entrem em greve também", diz.

Simões critica, também, a falta de transparência sobre as renúncias fiscais dada a empresas no Estado em um momento de forte austeridade. "Não seria o caso de começar a olhar a eficácia disso? O que adianta ter um Estado com as contas ajustadas e deficiente do ponto de vista social?" A secretária de Desenvolvimento estadual rebate a crítica dizendo que os incentivos fazem com que os setores sejam mais competitivos e possam ampliar e manter negócios e empregos, não só diretos, mas indiretos. Mesmo na crise, diz a secretaria, a arrecadação dos setores abrangidos pelo programa Compete-ES, por exemplo, subiu 12% de 2014 para 2015 e 3% de 2015 para 2016. Questionada pela reportagem, a secretaria não revelou, no entanto, o valor total das renúncias concedidas pelo Estado no ano passado.
Discrepâncias

Durante os mais de vinte dias em que os PMs não saíram às ruas, além das quase 200 mortes contabilizadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do ES, o Governo também indiciou 703 policiais pelo crime de revolta, que podem pegar de 8 a 20 anos de detenção caso sejam condenados. As punições não são triviais e pretendem ser exemplares quando a União teme que o modelo de paralisação policial se espalhe por outras regiões. O movimento também reabre a discussão sobre a estrutura militar da polícia e o veto à organização sindical, que enfraqueceria a categoria frente as outras na luta pelos recursos do Estado. Além dos salários, o movimento exigia equipamentos de trabalho, como mais coletes à prova de balas.

O secretário Regis Mattos sustenta, diferentemente do que alegam os policiais, que a despesa com segurança pública aumentou 12,6% de 2014 para 2016. "Só a folha de pagamentos da PM avançou 11% de 2014 para 2015", explica. Parte desse aumento se deu com a entrada de cerca de 2.000 novos policiais em 2015, após concurso realizado no Governo anterior. Questionado sobre a falta de equipamentos e das condições precárias de trabalho relatada pelos policiais à reportagem, o secretário negou que o esforço fiscal tenha atingido os investimentos na pasta.

Esposa de um policial militar, Paula participou durante vários dias do protesto em frente ao Quarto da Central da PM, em Vitória, segurando faixas contra a política de austeridade aplicada por Hartung. Na opinião dela, o Governador nunca quis travar um diálogo aberto com os policiais e apertou o cinto apenas dos mais pobres. "Como podemos levar a sério uma política de ajuste quando, no início deste ano, foi aprovado um reajuste de auxílio alimentação ao Judiciário. Os policiais nem auxílio alimentação tem. Que tipo de ajuste é esse?", desabafa.

No fim de janeiro, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) aprovaram aumentos nos valores dos auxílios alimentação e saúde pagos aos servidores do Judiciário estadual. O reajuste do auxílio-alimentação, por exemplo, subiu 7%. Passando de 988 reais para 1.057. A secretária de Economia e Planejamento do Estado explica que houve uma redução de cerca de 8% no orçamento de todos os Poderes, inclusive no do Judiciário. "Agora como cada Poder utiliza o dinheiro cabe ao chefe do poder, isso não podemos interferir", ressalta.

QUANTO GANHA UM PM?


Uma das queixas da categoria são as diferenças salariais dentro da corporação: os oficiais chegam a ganhar mais de cinco vezes mais que os praças.

-Na categoria Praças, a remuneração inicial (soldado) é de 2.646,12 reais, que acrescida de 405,91 da escala extra, chega a 3.052,06 reais.Ao final da carreira, última referência de subtenente, o salário é de 7.108,48 reais.
- Para Oficiais (aspirante a coronel), o salário inicial é de 5.545,78 reais, que acrescida de 850,72 reais, alcança o valor de 6.396,50. Ao final da carreira, chegando à última referência do posto de coronel, o valor chega a 18.197,24 reais.

EL PAÍS Brasil
Posted: 02 Mar 2017 04:34 AM PST

Lula já sinalizou intenção de tentar voltar ao Planalto, mas enfrenta problemas na Justiça, onde é réu em cinco processos. Abaixo-assinado que será submetido à internet diz que “o Brasil precisa de Lula”


O cantor e compositor Chico Buarque, o teólogo Leonardo Boff, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão (subprocurador da República), o escritor Fernando Morais e outros mais de 400 intelectuais lançaram manifesto dirigido ao ex-presidente Lula para que ele lance, imediatamente, sua pré-candidatura à Presidência da República em 2018. O texto será submetido, a partir da próxima segunda-feira (6), a uma plataforma digital de coleta de assinaturas. Artistas, acadêmicos e líderes de movimentos sociais foram os primeiros a assinar o documento intitulado “Por que Lula?” (leia a íntegra abaixo). Entre eles, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Bete Mendes, Marieta Severo, Dira Paes, Fábio Konder Comparato e João Pedro Stédile.


O texto defende o legado do petista em suas duas passagens anteriores pelo Planalto e pede que Lula entre, “desde já”, na corrida presidencial para “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia” perdidos. “O Brasil precisa de Lula”, diz o manifesto.


Lula tem sinalizado sua intenção de tentar voltar a comandar o país. A última pesquisa para a eleição presidencial da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pela MDA, aponta o petista como favorito para a disputa à Presidência. O ex-presidente, porém, enfrenta problemas na Justiça. É réu em cinco processos – três da Lava Jato, uma da Operação Janus e outra da Zelotes. Ele alega perseguição política e refuta todas as acusações.


Veja a íntegra do texto e quem assinou


“Por que Lula?


É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.


Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.


Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!


Veja quem assinou

Homens e mulheres que a história do Brasil reverencia assinam documento de apoio à candidatura do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva à presidência em 2018.

Entre os nomes está o do escritor, advogado, jurista e professor Emérito da USP Fábio Konder Comparato.

Konder Comparato, nome de peso da área jurídica, advogou nas causas mais importantes do país. É ainda doutor em Direito pela Universidade de Paris e doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra. Se destacou pela defesa dos direitos humanos, tendo denunciado violações praticadas ao longo das últimas décadas. Suas principais obras são Muda Brasil. Uma Constituição para o desenvolvimento democrático (1986), Para viver a democracia (1989), A afirmação histórica dos direitos humanos (1999), Ética (2006) e Ruma à Justiça (2010).


1. Leonardo Boff – Teólogo e Escritor
2. Fernando de Morais – Jornalista e Escritor
3. Eric Nepomuceno – Escritor
4. Leonardo Isaac Yarochewsky – Advogado e Doutor pela UFMG
5. Gisele Cittadino – Professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio
6. Eugenio Aragão – ex-Ministro da Justiça, Professor da Faculdade de Direito da UnB e Advogado
7. João Ricardo Wanderley Dornelles – Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio; ex-Membro da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro
8. Carol Proner – Professora da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ
9. Chico Buarque – Músico
10. João Pedro Stédile – Ativista Social, do MST e da Via Campesina


11. Fábio Konder Comparato – Escritor, Advogado, Jurista, Professor Emérito da USP
12. Beatriz Vargas Ramos – Professora da Faculdade de Direito da UnB
13. Luiz Fernando Lobo – Artista
14. Marcelo Neves – Professor de Direito Constitucional da UnB
15. Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva – Advogado, Administrador e analista de TI
16. Regina Zappa – Escritora e Jornalista
17. Emir Sader – Cientista Político
18. Marieta Severo – Atriz
19. Aderbal Freire Filho – Diretor de Teatro, TV
20. Beth Carvalho – Cantora
21. Martinho da Vila – Compositor e Cantor
22. Bete Mendes – Atriz
23. Sergio Mamberti – Ator
24. Amir Haddad – Diretor de Teatro
25. Tássia Camargo – Atriz
26. Bemvindo Sequeira – Ator, Rio de Janeiro
27. Doia Sequeira – Produtora Cultural, Rio de Janeiro
28. Dira Paes – Atriz
29. Osmar Prado – Ator
30. Márcia Miranda Boff – Educadora Popular; Consultora do CDDH de Petrópolis
31. Chico Diaz – Ator
32. Silvia Buarque – Atriz
33. Inez Viana – Atriz e Diretora de Teatro
34. Tuca Moraes – Atriz e Produtora Cultural
35. Sergio Ricardo – Compositor
36. Tomaz Miranda – Músico, Rio de Janeiro
37. Cristina Pereira – Atriz
38. Denise Assis – Jornalista
39. Ennio Candotti – Fisico, ex-Presidente da SBPC
40. Otávio Velho – Antropólogo, Presidente de Honra da SBPC
41. Ricardo Franco Pinto – Advogado junto ao Tribunal Penal Internacional; Doutor em Sociologia
42. Mirna Portella – Escritora, Rio de Janeiro
43. Graça Lago – Jornalista

44. André Diniz – Compositor e Sambista da Vila Isabel
45. Roberto A. R. de Aguiar – Professor e ex-Reitor da UnB
46. Ladislau Dowbor – Professor, PUC-SP
47. Marta Skinner – Economista; professora aposentada da FCE/UERJ
48. Flávio Alves Martins – Diretor da Faculdade Nacional de Direito/UFRJ
49. Paulo Moreira Leite – Jornalista e Escritor.
50. Malu Valle – Atriz
51. Luciana Paolozzi – Diretora de TV
52. Eliane Costa – Produtora Cultural
53. Veríssimo Júnior - Diretor de Teatro
54. José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor da Escola de Direito da PUCRS / Ex-Vice-Presidente da Comissão de Anistia
55. Magda Biavaschi – Desembargadora aposentada do TRT 4, pesquisadora CESIT/IE/UNICAMP
56. Caique Botkay – Compositor e Gestor Cultural
57. Ivan Sugahara – Diretor de Teatro
58. Ivan Consenza de Souza – Programador Visual
59. Monica Biel – Atriz
60. Moacir Chaves – Diretor de Teatro
61. Marta Moreira Lima – Atriz e Cantora
62. Patrícia Melo - Produtora Cultural
63. Gabriela Carneiro da Cunha – Atriz
64. Ângela Rebello – Atriz
65. Jitman Vibranovski – Ator
66. Carlos Alberto Mattos – Crítico de Cinema
67. Eryk Rocha – Cineasta
68. Flora Sussekind – Ensaísta
69. Marcus Caffé – Cantor e Compositor
70. Vinicius Reis- Cineasta
71. Janaína Diniz – Atriz
72. Ricardo Resende – Professor Universitário e Padre
73. Rioco Kayano – Artista plástico
74. Otávio Bezerra – Cineasta
75. Wilson Ramos Filho – Doutor, Professor da UFPR, Presidente do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – DECLATRA
76. João das Neves – Diretor teatral.
77. Jair Antonio Alves – Artista de Teatro, fundador da Cooperativa Paulista de Teatro e Dramaturgo.
78. Maria Luiza Franco Busse – Jornalista e Doutora em Semiologia
79. Giovana Hallack Dacordo (Jô Hallack) – Escritora e Jornalista
80. Antonina Jorge Lemos (Nina Lemos) – Escritora e Jornalista
81. Juliana Neuenschwander Magalhães – professora da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ
82. Cristina Chacel – Jornalista
83. Sonia Montenegro – Analista de Sistema, RJ
84. Ricardo Kruschewsky – Publicitário, Bahia
85. Ariadne Jacques – Jornalista; Professora universitária da FACHA/Rio
86. Maria Luiza Quaresma Tonelli – Professora e Advogada
87. Jefferson Martins de Oliveira, advogado sindical.
88. Manoel Moraes – Cientista político e Professor universitário, Pernambuco
89. Anivaldo Padilha – Ativista Social
90. Cláudio Gravina – Sociólogo e Empresário.
91. Lívia Sampaio – Economista – UFBA
92. Gustavo Ferreira Santos, Professor da UNICAP e da UFPE
93. Stella Bruna Santo – Advogada
94. Petra Oliveira Duarte – Professora UFPE.
95. Daniel Torres de Cerqueira, Brasília
96. Márcio Tenenbaum – Advogado
97. Jean-François Deluchey – Professor da UFPA
98. Bárbara Dias, Professora da UFPA
99. Marcos Rocha – Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana; Professor de Direitos Humanos
100. Marcio Augusto Paixão – Advogado
101. Bárbara Proner Ramos – Estudante Secundarista, membro da AMES
102. Francisco Proner Ramos – Fotógrafo, Estudante Secundarista
103. Lina Moschkovich – Estudante Secundarista, militante na AMES
104. Lucas Fernandes Mattos Machado – Movimento Estudantil da União da Juventude Socialista
105. Raisa Carvalho Nobre Saraiva – Designer, ex-aluna do Senac-Rio de Janeiro
106. Gabriel Olinto – Estudante de História na UFRJ
107. Maria Eduarda Magalhães Feijó de Moura – Ocupante do Colégio Pedro II / Campus Tijuca II, Rio de Janeiro
108. Vanda Davi Fernandes de Oliveira – Advogada e Professora Universitária.
109. Tarso Cabral Violin – Advogado, escritor e professor de Direito Administrativo
110. Gisele Ricobom – Professora de Direito da UNILA
111. Alexandre Hermes Dias de Andrade Santos, Advogado, Salvador, Bahia
112. Ricardo Henrique Salles – Professor da Escola de História da UniRio.
113. Nasser Ahmad Allan – Doutor em Direito pela UFPR; Advogado em Curitiba, PR
114. Nuredin Ahmad Allan – Advogado trabalhista, Curitiba, PR
115. Maria Luiza Flores da Cunha Bierrenbach – Advogada
116. D. Demétrio Valentini – Bispo Emérito de Jales, São Paulo
117. Maria Andrade – Pedagoga e educadora infantil.
118. Juliana Teixeira Esteves – Professora FDR/UFPE.
119. Otavio Alexandre Freire da Silva – Advogado, Salvador, Bahia
120. Martha Vianna, Ceramista
121. Marília Montenegro – UNICAP /UFPE
122. Tiago Resende Botelho – Professor da Faculdade de Direito e Relações Internacionais da UFGD & Advogado 14.236 OAB/MS
123. Gustavo de Faria Moreira Teixeira – advogado e Professor de Direito Constitucional e de Direito Internacional – Universidade de Cuiabá
124. Raimundo Bonfim – Advogado e Coordenador Geral da Central de Movimentos Populares e integrante da Coordenação Nacional da Frente Brasil Popular.
125. Victoria Amália Sulocki – Advogada e Professora da PUC-Rio
126. Marília Kairuz Baracat – Advogada; Mestre em Direito
127. Marília Alves – Mestranda do PPGD/UFRJ, na linha de Sociedade, Direitos Humanos e Arte.
128. Cleide Martins Silva – Pedagoga, Servidora pública aposentada
129. Meire Cavalcante – Jornalista e Mestra e doutoranda em educação
130. Eduardo Guimarães – Editor do Blog da Cidadania
131. Fábio Carvalho Leite – Professor do programa de pós graduação em Direito da PUC –Rio
132. Aparecido Araujo Lima – Jornalista, Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé
133. Mariah Brochado – Professora da Faculdade de Direito da UFMG
134. Ana Kfouri – Atriz e Diretora de Teatro
135. Maíra Santafé – Poeta e Cantora
136. Bruno Falci – Historiador
137. Ernani Moraes – Ator
138. Henrique Juliano – Ator
139. Danielle Martins de Farias – Atriz
140. André Câmara - Diretor de TV
141. Lúcio Tavares - Assistente de Direção
142. Cesar Cavalcanti – Produtor de Cinema
143. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra – Advogada da União, Mestre em Direito, Professora.
144. Sandra Helena de Souza – Professora Universitária
145. Amanda Ramires Guedes – Historiadora em MS e mestre em Desenvolvimento Local UCDB
146. Cynara Monteiro Mariano – Professora adjunta da Universidade Federal do Ceará
147. Francisco de Albuquerque Nogueira Júnior – Advogado
148. Mércia Cardoso de Souza – Doutora em Direito, Professora e pesquisadora.
149. Rômulo de Andrade Moreira – Professor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Salvador – UNIFACS
150. Bruno Rodrigues - Ator
151. Tereza Briggs Novaes – Ativista Cultural
152. Gilberto Miranda – Ator
153. Bruno Peixoto – Ator
154. João Rafael Alves – Ator
155. Geovane Barone – Ator
156. Nady Oliveira – Atriz
157. Luiza Moraes – Atriz
158. Amora Pera – Atriz e Cantora
159. Pedro Rocha – Poeta e Ator
160. Flávio Helder – Produtor Cultural e Captador
161. Flávia Moura Caldas – Comerciária
162. Luiz Bandeira de Mello Laterza – Engenheiro e Empresário
163. Ipojucan Demétrius Vecchi – Advogado; Professor UPF, RS
164. Angela Leite Lopes – Tradutora e Professora da UFRJ
165. Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega – Professora da Universidade Federal de Goiás
166. Adriana Vidotte – Professora Universidade Federal de Goiás
167. Sergio Graziano – Advogado e Professor da Universidade de Caxias do Sul, RS.
168. Valdez Adriani Farias – Procurador Federal.
169. Josué Raizer – Professor da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, UFGD
170. Cecília Caballero Lois – Professora da Faculdade Nacional de Direito
171. Gustavo Fontana Pedrollo – Procurador Federal, Diretor Presidente da Associação Advogadas e Advogados para a Democracia.
172. Anelise do Socorro de Almeida Pantoja – Administradora
173. Luiz Leopoldo Teixeira de Sousa – Artesão.
174. Billy Anderson Pinheiro – Doutor Engenharia Elétrica
175. Gustavo Just – Professor da Faculdade de Direito da UFPE
176. Zora Motta – Arquiteta
177. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora titular da UFPB
178. Clívia Maria Almeida Leal – Gestora em Recursos Humanos/Artesã.
179. Fabiane Lopes de Oliveira – Pedagoga; Professora de educação da PUCPR
180. Angelo Cavalcante – Economista e Professor da Universidade Estadual de Goiás, Campus Itumbiara.
181. Bruno Soeiro Vieira – Doutor em Direito; Professor da Universidade da Amazônia – Unama
182. Manfredo Araújo de Oliveira – Professor Titular de Filosofia da Universidade Federal do Ceará.
183. Ângela Rodrigues Uchôa – Médica.
184. Inocêncio Uchôa – Juiz aposentado e Advogado.
185. Marcelo Uchôa – Doutor em Direito, Professor Universitário e Advogado.
186. Adolpho Henrique Almeida Loyola – Assessor da Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia
187. Zaneir Gonçalves Teixeira – Mestre e Doutoranda em Direito (UFC), Advogada e Professora Universitária, Ceará
188. Daniela de Saboya Perina – Advogada, Ceará
189. Emanuel Andrade Linhares – Professor Universitário – Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará
190. Ligia Maria Silva Melo de Casimiro – Professora e Consultora Jurídica, Ceará
191. Jânio Pereira da Cunha – Professor universitário de Direito, Ceará
192. Rogério Dultra dos Santos – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
193. Ana Paula Magalhães – Advogada.
194. Ney Strozake – Advogado . Doutor em Direito; Coordenador-Geral da Frente Brasil de Juristas pela Democracia
195. Maria Goretti Nagime – Advogada
196. Tainá Caldas Novellino – Professora Univesrsitária
197. Eduardo Vianna – Professor da City University of New York.
198. Mario Mieli – Editor do site Imediata.org
199. Ralfo José Barreto Furtado – cartunista, jornalista, advogado (ralfofurtado.blogspot.com)
200. Geyson Gonçalves – Doutor em Direito, Advogado e Professor.
201. Nívea Santos Carneiro – Advogada, Professora e Sindicalista.
202. João Paulo Allain Teixeira – Professor da Universidade Católica de Pernambuco e da Universidade Federal de Pernambuco.
203. Martonio Mont’Alverne Barreto – Prof. Titular da Universidade de Fortaleza
204. Renata Costa-Moura – Psicóloga e Professora universitária
205. Celso Henrique Diniz Valente de Figueiredo – Professor UERJ
206. Fabiano Guilherme Santos – Doutor em Ciência Política, Professor da UERJ.
207. Francisco Morales Cano – Professor
208. Marcelo Cattoni – Professor da Faculdade de Direito da UFMG.
209. Anderson Bezerra Lopes – Advogado
210. Titane – Cantora.
211. Nilsa Ramos – Assistente Social
212. Maiquel Angelo Dezordi Wermuth - Doutor em Direito e Professor de Direito na UNIJUI e UNISINOS
213. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.
214. Marizete Peretti – Advogada
215. Deodato J. Ramalho Júnior – Advogado, OAB/CE 3.645
216. Celso Mansueto Miranda de Oliveira Vaz – Professor, Engenheiro
217. Claudio Carvalho. Advogado – Professor de Direito da UESB – Bahia.
218. Milton Kanashiro – Engenheiro Florestal
219. Georgia Bello Corrêa – Advogada
220. Maria Náustria de Albuquerque – Historiadora
221. Assunta Maria Fiel Cabral – Assistente Social. Professora; Mestra em Educação Brasileira.
222. Yolanda Nogueira – Produtora cultural/ Bahia
223. Hugo Sérgio Silva / Contador – Ucsal/ BA Jussara Lima – Administradora de empresas / Ufba – BA
224. Marcelo de Santa Cruz Oliveira – OAB/PE, Advogado da Rede dos Advogados Populares RENAP e Militantes dos Direitos Humanos
225. Thaisa Maira Rodrigues Held – Professora do curso de Direito da UFMT, Campus Araguaia.
226. Ricardo Kruschewsky – Publicitário – Salvador/Ba
227. Maria Helena Barata – Doutora em Antropologia Social.
228. Aloma Tereza Pinho de Vasconcelos Chaves – Professora IFPA
229. Tatiana Deane de Abreu Sá – Engenheira agrônoma pesquisadora da EMBRAPA
230. Deolinda de Almeida Pantoja – Dona de casa
231. Juraci Dias Pantoja – Aposentado.
232. José Maria Lopes Oeiras – Educador Popular.
233. Maria Ferreira Gomes – Pedagoga.
234. Sandra Lúcia Barbosa – Servidora aposentada do Judiciário Federal.
235. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.
236. Marizete Peretti – Advogada
237. Santa Margarete de Oliveira – Assistente Social
238. José Francisco Lopes Xarão – Professor da Universidade Federal de Alfenas.
239. José Nunes Filho – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro
240. Ana de Miranda Batista – Sanitarista RJ, Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça
241. Ana Vilarino – Representante Comercial, Viana, ES
242. Fabiana Agra – Jornalista e advogada . Picuí Paraíba
243. Iracema Martins Pompermayer – Servidora Pública do Poder Judiciario Federal, Vitória-ES
244. Antônio Carlos Lima Rios – Economista
245. Faní Quitéria Nascimento Rehem – Professora UEFS
246. Victor Tinoco – Doutorando em Geografia da PUC-Rio.
247. Luiz Tarcisio Ferreira – Mestre em Direito, Professor de Direito da PUC/SP
248. Claudio Carvalho – Advogado. Professor de Direito da UESB – Bahia.
249. Rivadavio Guassú – Advogado, São Paulo
250. Fabiana Marques dos Reis Gonzalez – Advogada, Rio de Janeiro
251. Marilia Guimaraes – Professora.
252. Prudente José Silveira Mello – Doutor, Professor da Faculdade Cesusc e Advogado.
253. Antonio Escosteguy Castro – Advogado,RS
254. Cadmo Bastos Melo Junior – Advogado e militante dos Direitos Humanos e Movimentos Sociais, de Belém, Pará.
255. Carolina Valença Ferraz – Advogada militante dos Direitos Humanos, professora, Co-Coordenadora do Grupo Frida, Recife/PE
256. Silvia Marina R. M. Mourão – Advogada/ PA
257. Marcelo dos Anjos Mascarenhas – Procurador do Município de Teresina
258. Lucas Mendonça Rios, Advogado – membro da CDH OAB/SE
259. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direto do Trabalho do Instituto Democracia Popular
260. Lúcia Helena Villar – Advogada
261. Tâmara Lúcia da Silva – Advogada trabalhista, Caruaru/PE
262. Julia Moreira Schwantes Zavarize – Advogada trabalhista/SC
263. Jader Kahwage David – Vice Presidente da OAB/PA
264. Virgínia Augusto de Oliveira – Advogada/DF
265. Alexandre Zamprogno – Advogado OAB/ES 7.364
266. André Barreto – Advogado e membro da RENAP, Recife/PE
267. Lucas Mendonça Rios – Advogado, membro da CDH OAB/SE
268. Vera Lúcia Santana Araújo – OAB-DF 5204
269. Cândido Antônio de Souza Filho – Advogado trabalhista e sindical; Diretor do Sindicato dos Advogados de Minas Gerais.
270. Julio Francisco Caetano Ramos – Advogado e Professor
271. José Ernani de Almeida – Professor de História
272. Carmen Lúcia Diniz dos Santos – Oficial de Justiça Federal – Rio de Janeiro – RJ
273. Sonia Montenegro – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro, RJ
274. Danilo Conforti Tarpani – Servidor Público Federal- Justiça do Trabalho
275. Nacibe Huarde Ribeiro Cade – Advogada e jornalista.
276. Osvaldo Bertolino – Jornalista, escritor e historiador.
277. Paulo César Carbonari – Professor de filosofia (IFIBE), militante de Direitos Humanos (CDHPF/MNDH), Passo Fundo, RS
278. Deborah da Silva Machado – Advogada e Professora de Direito, Passo Fundo, RS
279. Valdeni de Jesus Gonçalves – Funcionário Público; Machadinho, RS
280. Vander Antônio Costa – Poeta, ES.
281. Sônia Maria Alves da Costa – Advogada e Doutoranda em Direito na UnB
282. William Santos – Advogado; Vice-Presidente SINAD-MG; Presidente CDH da OAB-MG
283. Silvia Burmeister – Advogada; ex-Presidente da ABRAT
284. Jane Salvador Gisi – Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.
285. Mauro José Auache – Advogado do DECLATA, Curitiba, PR.
286. Mirian Gonçalves – ex-Prefeita de Curitiba e Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.
287. Maria Cristina P. G. Bevilaqua – Professora Secundária.
288. José Luiz Baeta – Acumputurista, Santos, SP.
289. Cláudia Maria Barbosa – Professora de Direito Constitucional PUC/PR.
290. Maria Rosa Vieira – Socióloga
291. Luiz Gonzaga dos Santos Vieira – Odontólogo
292. Tânia Beatriz Cardoso Brandão – Contadora, BA
293. Thelma Gomes – Professora Ensino Fundamental
294. Zulma Jaime – Professora do EAJA, Especialista em Alfabetização
295. Ronaldo M. N. Frazão – Professor aposentado da UFMA
296. Rosane Mioto dos Santos – Assessora de Imprensa da DPPR
297. Albertinho Luiz Galina – Professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS
298. Rodrigo Mioto dos Santos – Mestre em Teoria e Filosofia do Direito pela UFSC; Professor da UNIVALI
299. Roberto Wöhlke – Mestre em Sociologia Política pela UFSC; Professor da UNIVALI; Advogado.
300. Ecila Moreira de Meneses – Professora de Direito, Ceará.
301. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direito do Trabalho do Instituto Democracia Popular
302. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco
303. Beatriz Conde Miranda – Advogada; Professora Universitária; Doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa.
304. Miguel F. Gouveia – PHDEE em Engenharia Eletrônica.
305. Nise Maria Freire – Professora aposentada pela Universidade Federal do Ceará.
306. Jane Salvador Gizi – Advogada e Mestre em Direito
307. Regina Cruz – Presidenta da CUT/PR
308. Fernando Pereira Lopez – Gemólogo
309. Ivete Caribe da Rocha – Advogada; Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban
310. Cesar Augusto Pontes Ferreira – Professor de História
311. Helbert Marcos Giovani da Silva – Tesoureiro Geral da UPES
312. Guelna dos Santos Pedrozo – Contadora
313. Elisa Smaneoto – Servidora Pública da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul
314. Aline Sasahara – Documentarista.
315 – Claudia Roesler – Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – UnB
316. João Bello – Artista Popular, Curitiba, PR
317. Wanda Coelho – Designer Industrial; Pós-graduada Propaganda e Marketing; Técnica em Paisagismo/CREA-PR
318. Denise Maria Maia – Professora de Economia
319. José Jackson Guimarães – Juiz de Direito da Justiça Estadual da Paraíba.
320. Diogo Fornelos Pereira de Lyra – Advogado, Pernambuco
321. Leila Maria Moura Lima – Servidora pública do Estado de Pernambuco.
322. Emerson Lopes Brotto – Advogado, Mestre em História pela UPF, RS.
323. Newton de Menezes Albuquerque – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).
324. Elisângela Alvarenga de Souza – Filósofa, ES.
325. Claudia Pavan Lamarca – Bióloga, Rio de Janeiro.
326. Danubia Costa – Mestra em Direitos Humanos e Cidadania, UnB.
327. Wattea Ferreira Rodrigues – Advogado; OAB-PB 9365
328. Safira Elza Moura Caldas – Aposentada
329. Hamilton Pereira da Silva – Poeta e escritor
330. Ana Corbisier – Socióloga
331. Lêda Casadei Iorio – Professora Aposentada, SP
332. William Mello – Professor, Mestrado Acadêmico em História, Universidade Estadual do Ceará
333. Elias Canuto Brandão – Doutor em Sociologia e professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR-Campus de Paranavaí-PR).
334. Luis Vinicius Aragão – advogado
335. Beto Almeida – Jornalista
336. Prof. Dr. José Carlos Aragão Silva – Professor Doutor
337. Cristiane Dias Martins da Costa – Professora Doutora
338. Cunigunde Neumann – Professora apossentada
339. Helena Meidani – Empresária.
340. Pedrinho Arcides Gguareschi – Professor e pesquisador da UFRGS
341. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.
342. Marilza de Melo Foucher – Doutora em economia e Jornalista, França
343 – Edgar Serra – Médico
344. Isabel Peres dos Santos – Engenheira agrônoma
345. Maria Aparecida Dellinghausen Motta – Poeta, Escritora e Coordenadora da Coleção Ciranda de Letras da Editora Autores Associados
346. Lazaro Camilo Recompensa Joseph – Professor UFSM, Dr. Ciências Econômicas
347. Jair Reck – Universidade de Brasília, UnB
348. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco
349. Solon Eduardo Annes Viola – Professor da Unisinos, RS
350. Leomar Menezes Duarte – Economista.
351. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.
352. Maria Helena Andrade Silva – Advogada, OAB SP 23199
353. Clarice Aparecida dos Santos – Doutora em educação, professora da Universidade de Brasília.
354. Luiz Carlos Susin – teólogo e filósofo – PUCRS
355. Stephan Sperling – Médico de Família e Comunidade, Tutor do Programa de Residência Médica e Preceptor de Graduação da Faculdade de Medicina da USP.
356. Maria do Rosário Caetano – Jornalista
357. Carlos Alberto Mattos – Jornalista, Crítico e Pesquisador
358. Maria Luiza Martins Alessio – Professora aposentada, UFPE
359. Ricardo Swain Alessio – Professor aposentado, UFPE
360. Luiz Alberto Gomez de Souza – Sociólogo
361. Lucia Ribeiro – Socióloga.
362. Suzana Albornoz – Escritora e Professora.
363. Rosemary Fernandes da Costa – Teóloga, PUC-Rio
364. Wanja Carvalho – Procuradora Federal aposentada
365. Claudio de Oliveira Ribeiro – Pastor Evangélico
366. Maria Filomena Mecabo – Religiosa, Socióloga, Roma
367. Dermeval Saviani – Professor Emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq
368. Jorge Rubem Folena de Oliveira – Advogado, Doutor em Ciência Política, Professor de Ciência Política da UCAM, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, membro da Casa da América Latina
369. Adriana Geisler – Professora da PUC-Rio
370. André Oda – Professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
371. Sirlei Daffre – Professora ICB-USP.
372. Decio Ferroni – Professor
373. José Oscar Beozz – Historiador, Teólogo, Professor, São Paulo.
374. Beatriz Costa – Agente de Educação Popular
375. Rogério Crisosto de Souza – Professor de História da Rede de Ensino do Estado São Paulo
376. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista
377. Herlon Bezerra – Professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Diretor do Sinasefe – IF Sertão PE.
378. Pedro Dimitrov – Médico Sanitarista, Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo.
379. Maria Fernanda Milicich Seibel – Advogada e Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos
380. Arlete Moysés Rodrigues – Geografa, Professor Livre Docente
381. Rodrigo José – Estudante Bolsista do Prouni.
382. Maurício Compiani – Professor Titular UNICAMP-SP
383. António Munarim – Professor de Educação do Campo, da UFSC
384. Telma Araújo – Professora Aposentada
385. Maria Helena Arrochellas – Teóloga, Diretora do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade/Caall
386. Hugo Lenzi – Fotógrafo e Sociólogo
387. Marilene Felinto – Escritora e tradutora, São Paulo, SP
388. Custódio Coimbra – Fotógrafo
389. Marisa T. Mamede Frischenbruder – Geógrafa consultora em Meio Ambiente
390. Hermógenes Saviani Filho – Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
391. Rodrigo Matheus – Artista Circense e Teatral, Circo Mínimo, SP.
392. Maria Lecticia Ligneul Cotrim – Aposentada
393. Xico Teixeira – Jornalista e Radialista
394. Rachel Moreno – Psícóloga, militante feminista e pela democratização da mídia
395. Julian Rodrigues – Jornalista e professor, da Coordenação Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos
396. Silvana Maria Gritti Professora da Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão, RS
397. Antonia Neide Costa Santana – Professora do Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú – Sobral, CE.
398. Cecília Sodero Pousa – Educadora Popular
399. Carmen da Poian – Psicanalista, Rio de Janeiro
400. José Manoel Carvalho de Mello – Professor Universitário – Rio de Janeiro
401. Itacir Antonio Gasparin – Professor
402. Carlos Eduardo Arns – Professor Universitário
403. Lindinalva Marques da Silva – Advogada, Vitória, ES
404. Stella Maris Jimenez Gordillo – Médica psicanalista, membro do Conselho da Associação Mundial de Psicanálise
405. Idalina Barion – Religiosa da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna, Professora aposentada, Bocaiúva, MG
406. Ir. Dalila dos Santos – Pedagoga,Terapeuta Popular, Religiosa Vedruna
407. Ir. Eloar da Silva – Missionária Vedruna na Bolívia, Nutricionista
408. Maria do Carmo de Almeida – Bibliotecária, Salvador, Bahia
409. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista
410. Léo Mackellene – Escritor, Músico e Professor de Direito
411. Simone Passos – Socióloga e Formadora de Professores
412. Sergio Isoldi – Servidor Público aposentado da FUNDAP
413. Roberto Bueno – Professor; Pós-Doutor; Faculdade de Direito da Unb (CT)
414. Fernanda Vanzan Milani – Estudante de Direito da PUC-Rio
415. Heny Vanzan de Almeida – Servidora Pública
416. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora Titular, Direito, UFPB
417. Moacyr Parra Motta – Advogado; Mestre em Direito Constitucional, MG
418. Natan de Oliveira Mattos – Procurador Federal, lotado na Procuradoria Federal Especializada da FUNAI, Governador Valadares, MG
419. Vera Vital Brasil – Psicóloga Clínica
420. Giuseppe Tosi – Professor de Filosofia Política da UFPB
421. Vanessa Andrade de Barros – Professora de Psicologia, UFMG
422. João Batista Moreira Pinto – Professor de Direito, Escola Superior Dom Hélder Câmara
423. Marcia Barros Ferreira Rodrigues – Socióloga e Historiadora, Professora Titular da UFES
424. Erivan da Silva Raposo – Antropólogo e Cientista Político, Brasilia, DF”
Mais sobre Lula


Os Amigos do Presidente Lula
Posted: 02 Mar 2017 04:27 AM PST

Suécia, conhecida por regras trabalhistas modernas, deve votar projeto até setembro deste ano


Créditos:



Enquanto no Brasil, propostas trabalhistas discutem a validade da remuneração de horas extras, na Suécia, um projeto sugere pausa para sexo durante o horário de trabalho – e tudo isso, pasme, visando o bem estar dos profissionais, sem qualquer tipo de desconto salarial.

O autor da proposta, o vereador sueco Per-Erik Muskos justificou que a ideá busca melhorar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, além de aumentar a taxa de natalidade no município de Övertorneå.


Em meio aos inovadores projetos trabalhistas praticados na Suécia, o país conta, por exemplo, com a licença parental de 480 dias e até um ritual sagrado do café no meio do expediente, conhecido como “fika”, no qual as pessoas param as atividades para ter um momento de descontração.

Ao apresentar a proposta aos membros do conselho da cidade, Muskos defendeu que a medida seria um tempero a mais no casamento e melhoria a autoestima dos funcionários. “O sexo é, também, uma boa forma de praticar exercícios e tem efeitos positivos no bem-estar”, acrescentou o vereador durante seu discurso à mídia local. A sugestão é que as pessoas tirem uma hora por semana para ir para casa e fazer sexo com seus parceiros.

A proposta deve ser votada até setembro deste ano e, para ser aprovada, precisa reunir a maioria dos votos. No pequeno município de 4,5 mil habitantes, as opiniões se dividem entre os que acham a sugestão ridícula e descabida, os que apoiam a ideia e os que acham a situação, no mínimo, divertida. Parte da população condena a medida porque acreditam que os solteiros vão perder mais tempo em aplicativos, como o Tinder, procurando um date para passar o seu interlúdio semanal. Confira a matéria completa no site da revista Super Interessante.

Catraca Livre
Posted: 02 Mar 2017 04:18 AM PST

A história dos R$ 10 milhões dados pela Odebrecht a pedido de Michel Temer, na campanha de 2014, vale bem mais do que aqueles milhões. Se os inquéritos que "estão mudando o Brasil" fossem menos sinuosos, a história poderia valer a Presidência da República. E dar uma dimensão mais real ao ataque à corrupção que vai da política aos cofres públicos e privados.

(A propósito: se um empresário de obras públicas é convidado a jantar com o vice-presidente da República, em palácio, e dele ouve um pedido explícito de dinheiro, que alternativas tem para sua resposta?)

O advogado José Yunes, amigo mais próximo de Michel Temer, diz que "até hoje" não sabe o que havia no envelope entregue em seu escritório pelo doleiro Lúcio Funaro, para alegado repasse a Eliseu Padilha.

Ao relatar o fato, como quem precisa lavar as mãos enquanto é tempo, Yunes definiu-se como "mula" de Padilha. Ora, no jargão policialesco, "mula" é o transportador de dinheiro ou de droga. Não havendo motivo para supor que Padilha esperasse remessa de droga, Yunes só poderia ver-se como "mula" se soubesse haver dinheiro na encomenda.

Por certo, não a entregou a qualquer um. Mas não revela quem a levou ao destinatário, se não foi ele próprio. Nem quem foi esse destinatário, se Padilha ou o seu amigo de confiança. Não evitou, porém, um esclarecimento insidioso, por vontade ou não, ao jornalista Lauro Jardim: "Contei tudo ao presidente em 2014. (...) Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre [risos]". Nem precisava dos risos.

A nota presidencial, a propósito das palavras de Yunes, admite que Temer pediu à Odebrecht "auxílio formal e oficial", e "não autorizou nem pediu que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral. (...) É essa a única participação do presidente no episódio".

Única, não. O pedido ao convidado Marcelo Odebrecht resultou de propósitos financeiros definidos ou, no mínimo, autorizados por Temer.

São declaráveis e comprováveis? A responsabilidade (i)legal é de quem teve a iniciativa do pedido, do recebimento mesmo que indireto, e da destinação. E nesse aspecto Temer se apresenta como omisso, seja por conveniência ou não. Apresenta-se mas não é.

As possíveis implicações desse trecho do episódio são muitas e graves. A comprová-lo há, entre outros indicativos, palavras escritas por Eduardo Cunha.

Nas perguntas que dirigiu a Michel Temer, dando-o como testemunha de defesa em um dos inquéritos a que responde, Cunha questionou-o sobre a entrega de dinheiro a Yunes. Como todo o questionário, a pergunta era um homicídio verbal. Ali estavam questões que talvez nem servissem de defesa a Cunha, como o cala boca de R$ 1 milhão que lhe teria vindo da "doação" da Odebrecht.

Mas as perguntas levavam a veredas que, partindo de Temer, se irradiavam pelos descaminhos da política e de seus condutores.

Não pôde ser assim. Nem alguma coisa parecida. Antes que José Yunes se admitisse uma "mula", a Lava Jato já sabia sobre os R$ 10 milhões acertados em jantar no Palácio do Jaburu.

O juiz Sergio Moro já podia saber, portanto, o que aquela pergunta de Cunha a Temer representava. Proibiu-a. Assim como várias outras, elaboradas com doses de venenos reveladores. Censura dita judicial.

Michel Temer beneficiou-se. Moro argumentou que as perguntas não tinham pertinência no tema do inquérito – o que, de resto, não poderia saber antes de conhecer as respostas e suas implicações.


Janio de Freitas

Contexto Livre
Posted: 02 Mar 2017 04:12 AM PST

Jornalista publicou no ano passado suposta decisão de processo judicial em que Lula é acusado


Crédito: Reprodução


O jornalista Ricardo Noblat se recusou a explicar as circunstâncias e a fonte de uma publicação escrita por ele em redes sociais que anteciparia uma decisão judicial sobre um processo ainda em fase de instrução. A recusa se deu no âmbito de uma interpelação judicial promovida pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que agora podem interpor uma queixa-crime contra o jornalista.

O caso teve início em dezembro do ano passado. Após ser instado por seguidores de sua conta no Twitter a revelar um “furo” jornalístico, Noblat publicou a seguinte declaração: “(O juiz Sérgio) Moro condenará Lula no início do ano. Mas não mandará prendê-lo. Satisfeito?”. Em publicação anterior, o mesmo jornalista afirmara: "Nine (nove, em inglês). É assim que Moro se refere a Lula quando está entre amigos”.

Considerando que a ação judicial que corre contra Lula na 13ª Vara Federal de Curitiba, presidida por Moro, estava longe de acabar - como efetivamente não terminou até agora - quando Noblat publicou seu prognóstico, a defesa do ex-presidente foi à Justiça para que o jornalista revelasse a fonte de sua informação. Afinal, tivesse a ação judicial um resultado já pré-estabelecido antes mesmo da oitiva das testemunhas, restaria clara a fraude processual.

Por isso, a ação pedia a Noblat que explicasse se efetivamente as publicações se baseiam em juízo de valor do próprio jornalista – o que se afasta do conceito de “furo”- ou se houve contato com o juiz Federal Sérgio Fernando Moro ou com algum documento ou minuta por ele elaborada.

Ricardo Noblat, no entanto, se recusou a responder. No último dia 13, os advogados do jornalista disseram à Justiça que seu cliente "exercerá sua faculdade de não responder aos quesitos apresentados, sem que isso indique qualquer explanação sobre autoria ou dolo".

Conforme explica Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, a Interpelação Criminal é medida preparatória de eventual queixa-crime por delitos contra a honra do ex-presidente. Com a recusa de Noblat a respondê-la, estabelece-se a possibilidade de abertura de uma ação penal contra o jornalista.

Lula
Posted: 02 Mar 2017 03:58 AM PST

Juca Ferreira, no seu artigo desta semana, fala sobre o desgaste do governo Temer e a possibilidade, cada vez maior, de eleger novamente Lula. Para ele, no entanto, é necessário antes disso um autocrítica ampla para revitalizar o projeto democrático com os erros corrigidos e as insuficiências superadas.


Por Juca Ferreira*

De norte a sul do Brasil, nas ruas de praticamente todas as cidades brasileiras, os foliões gritando FORA, TEMER!, em meio ao carnaval, manifestaram a crescente rejeição do povo brasileiro ao governo golpista.

Calaram a boca dos que pensavam que, pelo fato de estar brincando carnaval, os foliões são alienados e haviam esquecido a grave situação que o país vive. A lição desse carnaval foi que alegria é fundamental.

Entre os brasileiros que são a favor do restabelecimento da democracia, temos duas previsões “fatalistas” para 2018. A primeira, nitidamente otimista, professa a crença do “já ganhou”, acreditando que o presidente Lula descerá de uma estrela brilhante, como o índio da música de Caetano, para nos salvar no último instante. Colocam nas costas do ex-presidente toda a responsabilidade e fazem figa à espera da vitória na batalha final. Ignoram, assim, o cerco e os ataques sistemáticos dos golpistas, da grande imprensa, do MP e de parte do judiciário, contra a imagem do ex-presidente e contra o PT.

Para esse desejo se tornar realidade, a sociedade, os movimentos sociais e os partidos têm que, em primeiro lugar, construir um movimento democrático poderoso e amplo capaz de, antes de tudo, barrar o processo persecutório ora em marcha contra a figura do maior líder popular da história recente do Brasil e garantir que o pleito previsto aconteça sem os limites discriminatórios tramados pelos golpistas para exclui-lo da disputa eleitoral.

No outro extremo está o grupo do “já perdeu”, acreditando que a eleição dificilmente acontecerá e, se vier a ocorrer, as esquerdas serão irremediavelmente derrotadas, não só pela força centrípeta do golpe, mas também por uma tendência global de retrocesso.

Uns olham para o céu, outros já se sentem no inferno, enquanto sobre a face objetiva da Terra nada está decidido. Se tirarmos as lentes do desejo ou do temor, veremos que o destino de 2018 ainda não foi traçado. Tudo é possível. Tudo é porvir. O futuro está sendo construído. Não está pronto. O tempo está a nosso favor, mas temos muito combates para travarmos e será preciso trabalhar muito para garantir um futuro digno para o nosso país.

Daqui até lá, temos tempo de superar a crise política e sair da perplexidade paralisante. Teremos tempo de criar uma grande e ampla frente democrática e construir um programa comum para retirar o país desta crise econômica, política e social, com a possibilidade de se converter numa crise institucional sem precedentes. Temos tempo de parar o golpe, reverter o avanço da direita e, ainda, restabelecer o processo democrático. Será nas lutas sociais e políticas que a democracia no Brasil se viabilizará.

Terminou, ainda no primeiro governo da presidenta Dilma, um ciclo político iniciado em 2003 com a eleição de Lula, sem que tenhamos tomado iniciativas para nos adiantar, renovar e consertar os erros e as insuficiências do nosso projeto. Continuamos como se nada estivesse acontecendo. Estamos hoje carregando o peso de erros sobre os quais ainda não refletimos; em relação aos quais ainda não nos responsabilizamos perante a sociedade; e, o que é mais importante, para os quais ainda não apresentamos propostas de superação e avanço. Esta reflexão é incontornável e é uma etapa que ainda está por ser vencida – premissa e primeiro passo para recuperarmos a credibilidade e para que possamos nos fortalecer e nos unirmos para seguir adiante.

Para os adversários, o cenário é péssimo e o tempo conspira contra. O governo golpista está fragilizado. A rejeição não para de crescer. No Nordeste já ultrapassou os 90%. A farsa do “impeachment para combater a corrupção e salvar a economia” caiu por terra. A cada nova delação, o país confirma que se trata de uma quadrilha procurando se proteger. A imprensa já não consegue esconder os vínculos do golpe com a corrupção a começar do próprio presidente em exercício e de quase todos os seus ministros. A delação de Yunes, amigão e parceiro de Temer, não deixa dúvida de que o golpe estava sendo preparado antes mesmo das eleições. “Temos que estancar a sangria” é a frase que expressa de forma concreta a política nacional liquefeita pelo golpe. Boa parte dos paneleiros não mais duvida de que foi usada para arrancar do poder uma presidenta honesta e legitima com o objetivo de atender a interesses antes inconfessáveis. Muitos já sabem que foram manipulados pelos que tramavam o golpe.

Temerário, o governo que aí está abriu um saco de maldades ao jogar nas costas dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro a conta da crise econômica propondo reformas trabalhista e previdenciária que tiram direitos e perpetuam privilégios. A desconfiança e a desaprovação popular só crescem. Se não fosse o esforço diário da imprensa em criar um ar de normalidade e um clima de otimismo, esse governo não se sustentaria nem mais um dia. O governo oriundo do golpe não só não deu resposta à crise econômica, como a aprofundou. O país está sem comando e muitos dos apoiadores do golpe começam a dar sinais de querer pular do navio. Insistir neste caminho do golpe é uma irresponsabilidade de quem pouco se importa com o país, com a vida do povo brasileiro e com o risco iminente de uma convulsão social.

Desde que tomaram o governo, a situação do Brasil só piora. A crise econômica não dará refresco a curto prazo; o desemprego está se agravando; a miséria e a pobreza só crescem e a crise da segurança é cada vez mais aguda; na educação é só retrocesso e a saúde só descaso. Abandonado à própria sorte, o cidadão vai caindo na real. À medida que as delações premiadas avançam, vai ficando claro que corrupção não é invenção do PT, mas sim uma prática generalizada e institucionalizada na política brasileira.

As ameaças aos direitos também começam a pesar no dia a dia da sociedade. Os ataques reacionários aos direitos das mulheres, às conquistas dos negros, das pessoas LGBTs, aos povos indígenas, à liberdade de expressão, à juventude e aos mais pobres precarizam a vida e tornam o espaço público sufocante.

Nossa soberania vem sendo ameaçada. A privatização e a entrega para o capital estrangeiro de áreas estratégicas da economia do país, como o pré-sal, as terras para o capital internacional e disponibilização das terras indígenas para mineradoras, agronegócio e todo tipo de interesses, assim como a crise nas universidades são ameaças reais ao patrimônio nacional e ao nosso desenvolvimento em todas as dimensões.

Enfim, o projeto de fazer do Brasil uma grande nação, vitorioso em quatro eleições seguidas, vem sendo desconstruído e substituído por um ataque retrógrado, antipopular, antidemocrático e contra a soberania do país. Aliás, em um momento que o nacionalismo cresce no mundo todo, diga-se de passagem, capitaneado pela direita, estamos vivendo no Brasil uma retomada do entreguismo patrocinada pela sempre defasada e retrógrada direita nacional.

Só mesmo com muita incompetência e desorganização por parte das forças populares e democráticas esse projeto deletério, encarnado pelo governo golpista, pode se consolidar em nosso país. As últimas pesquisas indicam um desgaste crescente do governo e do projeto golpista, levando junto para o buraco os partidos que tramaram e sustentam o golpe. As pesquisas também mostram uma tendência de fortalecimento das forças democráticas. Se por um lado é cedo para qualquer conclusão, por outro, o cenário atual serve de alento e de alerta. Tudo é possível. Vai depender da evolução da situação econômica, social, política e da condução dos enfrentamentos pelas forças populares e democráticas.

Vejo mais um cenário possível além dos a que já nos referimos. O povo brasileiro vem rejeitando nas urnas, desde 2013, o projeto antipopular e antidemocrático de inspiração neoliberal dos golpistas e as últimas pesquisas indicam o desejo de restabelecer a democracia dando a vitória em todos os cenários ao principal candidato de oposição. Se nós não aproveitarmos o tempo que temos para fazer o dever de casa e renovar o projeto político democrático e popular para o país, corrigindo os erros em todas as dimensões – econômicas, política, social – e superando as deficiências apontadas pela própria realidade, corremos o risco de conquistar o mando do país, mas sem as condições para conduzi-lo. Seria um erro histórico e de uma gravidade enorme. O tempo é curto, mas se trabalharmos com afinco, teremos revitalizado o projeto democrático com os erros corrigidos e as insuficiências superadas. As águas de março vêm fechando o verão e, espero, enchendo os reservatórios de água Brasil afora. E que venha também renovando nossas forças.



Portal Fórum
Posted: 02 Mar 2017 03:52 AM PST

Os dois acusados do crime contra ícone do cinema — um polonês e um búlgaro — alegaram que estavam com dificuldades financeiras


Em um dos mais famosos casos da história de roubo de cadáveres, dois homens roubam o cadáver do consagrado ator e reverenciado mundialmente como gênio do cinema, Charlie Chaplin, de um cemitério da cidadezinha suíça de Corsier-sur-Vevey, em 2 de março de 1978. O ator cômico, mais conhecido talvez pelo seu marcante personagem, Carlitos, o pequeno vagabundo, Chaplin era também um respeitado diretor e produtor. Sua carreira abarcou a era do cinema mudo de Hollywood e a transição para o cinema falado no final dos anos 1920. Chaplin faleceu no Natal de 1977, aos 88 anos.

Wikicommons // [Charlie Chaplin foi um ícone do cinema norte-americano no início do século XX]



Dois meses mais tarde, seu corpo foi roubado de um cemitério suíço, desencadeando uma intensa investigação policial e uma caçada aos culpados.

Após o incidente, a viúva de Chaplin, Oona O’Neill, alega ter recebido um pedido de resgate de US$ 600 mil. Desde então, a polícia passou a monitorar seu telefone e a vigiar cerca de 200 telefones públicos da região.

Oona recusou-se a pagar o resgate, afirmando que seu marido – se estivesse vivo – teria considerado a situação “ridícula”. Os criminosos mais tarde fizeram ameaças contra seus filhos mais novas.

Oona Chaplin era a quarta mulher do astro norte-americano. Ela e Chaplin casaram-se em 1943, quando tinha 18 anos e ele, 54. Juntos, tiveram oito filhos.


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A família resolveu estabelecer-se na Suíça em 1952 após Chaplin ter sido acusado pelos seus inimigos, em especial, os membros da Comissão de Atividades Antiamericana, de simpatia com o comunismo.

Após cinco semanas de investigação, a polícia prendeu dois mecânicos de automóvel - Roman Wardas, da Polônia e Gantscho Ganev, da Bulgária – os quais, em 17 de maio, levaram os policiais ao corpo de Chaplin, que haviam enterrado num milharal, a cerca de 2 quilômetros da residência da família em Corsier. Em dezembro, Wardas e Ganev foram condenados por roubo de sepultura e tentativa de extorsão. Considerados refugiados políticos do Leste europeu, os dois acusados aparentemente roubaram o cadáver de Chaplin numa tentativa de resolver dificuldades financeiras.

Wardas, identificado como o autor intelectual da ação delitiva, foi sentenciado a quarto anos e meios de trabalhos forçados. Em seu depoimento, disse ter se inspirado num crime similar cujo relato lera em um jornal italiano. Já Ganev foi condenado a uma pena de 18 meses que cumpriu em liberdade, visto que o tribunal reconheceu sua limitada responsabilidade na execução do crime. Quanto a Chaplin, sua família reconstruiu a sepultura em concreto a fim de prevenir futuras tentativas de roubo.


Opera Mundi
Posted: 02 Mar 2017 03:45 AM PST


O Globo





Manchete: Primeira lista de Janot deve pedir inquéritos contra 30


Além de políticos, um ministro do TCU será alvo

Na relação de investigados estão autoridades do Executivo, senadores e deputados; procuradores também finalizam casos que envolvem governadores

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar ao Supremo Tribunal Federal, na próxima semana, os primeiros 30 pedidos de abertura de inquérito contra ministros, senadores e deputados com base em delações de executivos da Odebrecht, relata JAILTON DE CARVALHO. Entre os alvos há um ministro do Tribunal de Contas da União. Procuradores finalizam também pedidos de inquéritos contra governadores no Superior Tribunal de Justiça. (Pág. 3)


Odebrecht depõe sobre a chapa Dilma-Temer (Pág. 4)





Regra de transição pode mudar


Partidos da base aliada do governo Temer tentarão mudar as regras de transição propostas no projeto de reforma da Previdência enviado ao Congresso. A ideia é estabelecer idades mínimas progressivas, de acordo com o ano de nascimento e o tempo de contribuição, informa GERALDA DOCA. (Pág. 17)


Nova técnica pode acabar com filas de transplantes


Cientistas americanos descobriram uma nova técnica de descongelamento rápido de órgãos humanos que poderá acabar com as filas de transplantes no mundo todo. O método elimina a necessidade de que corações e pulmões, por exemplo, sejam reimplantados em poucas horas. (Pág. 24)


Família Temer deixa o Alvorada


Após sete dias morando no Alvorada, que passou por reforma de R$ 24 mil, a família Temer desistiu do novo endereço, que achou muito grande, e voltou ao Jaburu. (Pág. 5)


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O Estado de S. Paulo





Manchete: Chapa Dilma-Temer teve caixa 2, afirma Odebrecht


Ao TSE, empreiteiro relata pagamentos feitos de maneira irregular para a campanha que elegeu a petista em 2014

O empreiteiro Marcelo Odebrecht disse ontem, em depoimento à Justiça Eleitoral, que 4/5 de um total de R$ 150 milhões destinados pelo grupo Odebrecht à campanha da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014 foram pagos por meio de caixa 2. Segundo relatos, ele afirmou que a petista tinha dimensão da contribuição e dos pagamentos, também feitos com recursos não registrados ao marqueteiro João Santana. A maior parte dos valores destinados a Santana, conforme Odebrecht, era em espécie. O empreiteiro apresentou documentos. A ação, movida pelo PSDB, pede a cassação da chapa reeleita. Odebrecht confirmou ter se reunido na época com o então vice, Michel Temer, mas negou ter acertado diretamente com ele doação de R$ 10 milhões ao PMDB. As tratativas, segundo ele, foram feitas entre Eliseu Padilha e o executivo Cláudio Melo Filho. (POLÍTICA / PÁG. A4)

‘Eu era o bobo da corte’

“Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”, disse o empresário Marcelo Odebrecht em depoimento à Justiça Eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. (PÁG. A4)


Com Trump, EUA deverão ignorar regras da OMC


A política comercial do governo Trump vai ampliar o espaço para adoção de medidas unilaterais dos EUA contra outros países e abrirá caminho para Washington ignorar decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC) contrárias a seus interesses. A posição, que consta de documento enviado ao Congresso, é um desafio à arquitetura econômica multilateral construída em seis décadas para evitar uma guerra comercial. (ECONOMIA / PÁG. B1)


Argentina cobra Brasil sobre voo para Malvinas


A Argentina cobrou explicações do Brasil sobre a autorização para aeronaves militares britânicas decolarem de aeroportos brasileiros para sobrevoar as Ilhas Malvinas (Falkland) no ano passado. O Itamaraty informou que os voos seriam “humanitários”. (INTERNACIONAL / PÁG. A9)


Temer e família voltam a morar no Jaburu (Política / Pág. A8)





Everardo Maciel


ICMS. Pesa insegurança sobre as empresas que investiram sob a égide da legislação estadual. (ECONOMIA / PÁG. B7)


Notas & Informações


A hora da limpeza

O prolongamento da recuperação de Eliseu Padilha dá a Michel Temer a oportunidade perfeita para a necessária limpeza do quadro de seus colaboradores mais próximos. (PÁG. A3)

O risco de motins em série

É preciso investigar possíveis ligações do motim da PM do Espírito Santo com outros Estados. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo





Manchete : Gestão Temer vê retomada e diminui corte orçamentário


Arrecadação aumenta nos setores de alimentos, borrachas e plásticos

A equipe econômica do governo Temer (PMDB) decidiu refazer as estimativas de corte no Orçamento em meio a sinais de retomada. O bloqueio de recursos orçamentários deve atingir quase R$ 30 bilhões — abaixo da estimativa de R$ 50 bilhões considerada atê agora. Ao longo do ano, a depender do desempenho das contas públicas, esses valores podem ser liberados ou cortados definitivamente. Segundo o governo, a arrecadação de impostos de setores da indústria cresceu. Entre os segmentos com sinais de retomada estão os de alimentos, borrachas, plásticos e papelões. A queda da receita vem desacelerando mês a mês. Em janeiro, o recuo foi de 2,63% em relação ao mesmo período no ano anterior. A projeção para o crescimento do PIB (soma das riquezas produzidas) em 2017 passou de 0,5% para 0,7%, segundo avaliação preliminar do Ministério da Fazenda. A projeção oficial, elaborada em 2016 e ainda não atualizada, ê de 1%. (Mercado A 12)


Federação rural de SP favorece os cinco filhos do dirigente


Sob o mesmo comando desde 1975, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) vem sendo usada para beneficiar os cinco filhos de seu presidente, o ex-deputado Fábio Meirelles (PDS, atual PP). A entidade contrata a empresa de uma das filhas de Meirelles para fazer cobranças e banca uma copeira para a casa de outra filha dele. A Faesp, que reúne 237 sindicatos, recebeu no ano passado R$ 16 milhões em contribuição sindical obrigatória. Procurada, a federação não comentou o caso. (Poder A4)


Odebrecht afirma que discutiu doação com o presidente


O empreiteiro Marcelo Odebrecht disse ao Tribunal Superior Eleitoral que discutiu, em jantar com o então vice-presidente Michel Temer em 2014, doação para a campanha eleitoral daquele ano. O empresário afirmou não ter discutido valores e que o montante deve ter sido acertado entre Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, e o delator Cláudio Melo Filho, ex-di-retor da Odebrecht. Temer diz que a doação foi legal. (Poder A6)


Peemedebista, por aconchego, desiste do Alvorada e volta a morar no Jaburu (Poder A7)





Prêmio da Nota Fiscal Paulistana passa a ser único, de R$ 1 milhão (Mercado A16)





Justiça investigará Macri por suposto tráfico de influência


A Justiça argentina investigará Maurício Macri por suposta irregularidade na concessão de rotas aéreas. O governo teria beneficiado a Avianca por ela estar vinculada a empresa do Grupo Macri. Em fala ao Congresso o presidente não fez menção ao caso, mas se comprometeu a separar sua atuação de “qualquer suspeita” de conflito de interesse. (Mundo A11)


Clóvis Rossi


Clube Hebraica, de SP, erra ao tentar silenciar Bolsonaro

É um erro grave da Hebraica, clube que reúne a comunidade judaica de SP, ter “desconvidado" Bolsonaro de uma palestra após receber criticas. Não se deve ter medo da palavra, mas sim da possibilidade de que essa palavra ganhe adesões em massa. (Mundo A11)

Filial carioca da entidade faz convite a presidenciável para palestra. (A8)


Editoriais


Leia “Só emergencial”, acerca de projeto com medidas de ajuste para Estados endividados, e “Difícil prevenção”, sobre gravidez na adolescência. (Opinião a2)


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