sábado, 25 de março de 2017

25/3 - “Suicídio” de advogado no Congresso Nacional

Pragmatismo Político


Posted: 24 Mar 2017 12:44 PM PDT
Advogado suicídio brasília congresso nacional
Advogado Adriano Naves morreu na última sexta-feira após cair do 19º andar do prédio do Congresso Nacional. As circunstâncias da sua morte ainda não foram esclarecidas
Por volta do meio dia da última sexta-feira (17/3), funcionários do Congresso Nacional, em Brasília, relataram que ouviram um barulho muito forte.
“Eu pensei que tivessem jogado uma bomba. Corri para ver o que era”, contou Lera Freire, 52, funcionária terceirizada no Senado.
O causa do barulho foi o impacto do corpo do advogado Adriano de Rezende Naves, 42, no espelho d’água do prédio do Congresso Nacional. Ele caiu do 19º andar e as circunstâncias da sua morte ainda não foram esclarecidas.
A maioria dos veículos da grande mídia não noticiou o caso. Os que divulgaram, o fizeram de maneira tímida.
A polícia investiga se ocorreu um acidente ou suicídio. Segundo a Assessoria da Câmara dos Deputados, a vítima não era servidor nem funcionário terceirizado da Casa. Seria um visitante.
O Departamento de Polícia Legislativa (Depol) instaurou inquérito para apurar o caso. As imagens das câmeras de segurança serão analisadas para auxiliar nas investigações.
O edifício tem 28 andares e as janelas são parafusadas desde a década de 1990. De acordo com um servidor, que ingressou na Câmara em 1994, naquele ano uma colega se jogou dos andares mais altos do edifício. Como medida de segurança, para evitar novos episódios, a administração da Casa decidiu vedar permanentemente as janelas.

Teorias

Com informações reduzidas sobre o caso e desconfiados pela ausência de cobertura da mídia, internautas começaram a espalhar nas redes sociais teorias sobre a morte de Adriano Naves. Nenhuma das versões foi confirmada pela polícia.
Uma das teorias sugere que o advogado cometeu suicídio após protestar contra Michel Temer e contra a Reforma da Previdência.
“Advogado se suicida no Congresso Nacional em protesto contra Temer”, diz uma manchete que viralizou nas redes sociais, mas que foi descartada pelo delegado Rogério Rezende, responsável pela investigação da morte de Naves.
“O que pode, talvez, ter um pouco de fundo político, é que ele estava desacreditado do país. Ele era inteligente, advogado de alto nível e estava triste com a situação econômica. Mas nada de Michel Temer, nem Dilma, nem nada”, relata o delegado da Polícia Civil do DF.
De acordo com Rezende, a tese mais provável é mesmo a de que o advogado se suicidou, versão que poderá ser confirmada nos próximos dias, quando o Instituto de Criminalística emitir um laudo.
“Já ouvimos familiares, que disseram que ele apresentava quadro depressivo. Tomava remédios controlados e tinha suspendido a medicação por conta própria”, diz.
A polícia ainda não revelou se Adriano Naves deixou alguma carta ou recado.

Outras perguntas

Confira outras questões que foram levantadas nas redes sociais, mas que não chegaram nas mãos dos investigadores:
1. “Se não foi protesto, por que ele resolveu escolher o prédio do Congresso Nacional para se suicidar?”
2. “Por que o caso demorou tanto a aparecer na mídia? Aliás, por que só apareceu na mídia quando divulgaram o vídeo? E se não tivesse vídeo, não tinha caso?”
3. “Por que a mídia se calou diante de um evento que aconteceu no centro político de Brasília?”
4. “Ele pulou de costas e de calças baixas? Se sim, isso não caracteriza suicídio. É sinal de humilhação.”
5. “Por que ninguém cogitou a possibilidade de homicídio?”
6. “Como ele abriu as janelas que seriam vedadas? Como um visitante sai entrando de sala em sala sem ser notado por seguranças?”

Vizinha

Em depoimento enviado ao site Nossa Política, uma ex-vizinha que conviveu alguns anos com o advogado Adriano Naves acredita que ele cometeu suicídio porque estava desiludido com a política brasileira e com a corrupção que assola o país.
Veja o depoimento de Maria de Lourdes:
“O Dr. Adriano foi meu vizinho no Bloco D da SQS 212. Ele era uma pessoa pacata, fechada e na maioria das vezes ficava enclausurado por dias dentro do seu apartamento. A época eu era sindica do prédio. Tive 6 mandatos, por isso, o conheci muito bem. Conversamos por muitas vezes e ele era culto, inteligente e educado. Ele nutria uma profunda admiração pelos americanos e pelas leis daquele País.
O Dr. Adriano era revoltado com a nossa política e com os políticos sórdidos. Ele dizia que era inadmissível aceitar o analfabetismo funcional, pois ele tinha se graduado pela UNB e não tinha tido oportunidades, enquanto outros entravam pelas janelas. Ele dizia a corrupção no nosso país não teria fim. O Dr. Adriano passava por um processo de dificuldades financeiras e eu o acompanhei de perto, por ser sindica e ter disponibilidade de conversar com ele.
No meu ponto de vista, ele cometeu suicídio sim. Estava depressivo, tinha síndrome do pânico e encontrava-se em dificuldades financeiras. É legal trabalhava como autônomo, de dentro do seu apartamento que o fez de escritório e também realizava ajuda nos TCCS de estudantes de direito. Ele vivia de bicos.
Que pena. O Dr. Adriano era bastante revoltado com a corrupção do país. E eu comungo das mesmas ideias”.
VÍDEO:
com informações de Metrópoles
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Posted: 24 Mar 2017 11:18 AM PDT
PF investiga Fernando Holiday
(Imagem: O vereador Fernando Holiday (DEM-MBL)
A Polícia Federal anunciou nesta sexta-feira (24) que poderá investigar as contas de campanha do vereador Fernando Holiday (DEM) — jovem que ganhou projeção após ser alçado pelo MBL, grupo que se dizia ‘apartidário’ e que costumava ir às ruas “contra a corrupção de Dilma Rousseff”.
O Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal devem analisar se a campanha de Holiday em 2016 fez uso de caixa 2, prática considerada crime eleitoral.
O que motiva a investigação é uma reportagem publicada pelo site Buzzfeed segundo a qual a campanha de Holiday teria pagado 26 colaboradores de campanha em dinheiro vivo, na eleição do ano passado, sem prestar contas dessas despesas à Justiça Eleitoral
No último dia 17 de março, o diretório do PT na cidade de São Paulo protocolou um pedido no MPE para que o caso fosse remetido à PF para instauração de inquérito que apurasse eventual infração ao Código Eleitoral.
O caso segue sob análise do promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz, da 1ª zona eleitoral da capital, o qual não se pronunciou a respeito.
No texto da representação, o PT argumenta que Holiday declarou gastos de campanha de R$ 52.551,68.
“Considerando apenas os dados disponíveis pela reportagem, o valor utilizado, por meio de caixa 2, chega a quase a 10% do valor arrecadado, não podendo ser considerado simples irregularidade, uma vez que o caixa 2 constitui uma fraude”, diz texto da ação, que afirma haver, nos fatos narrados, “toda evidência da configuração de condutas passíveis de serem consideradas como abuso de poder político e econômico”.
“A conduta [de Holiday] corrói a credibilidade do sufrágio universal. Holiday aparece com uma plataforma de novidade, anticorrupção, mas utilizando os mesmos expedientes (caixa dois) ganha as eleições”, diz a medida.
Na semana passada, em uma entrevista polêmica à rádio Bandeirantes, o vereador se defendeu das acusações alegando que os serviços com os colaboradores mencionados foram realizados e pagos por eleitores dentro da lei.
O promotor José Carlos Bonilha, que atuou como promotor eleitoral à época da prestação de contas de campanha em 2016, afirmou haver “indícios de que há uma grande inconsistência na prestação de contas” do hoje vereador.
“Há indícios de que houve ou uma omissão de informações que deveriam estar na prestação de contas, ou uma inserção de dados falsos”, afirmou, a partir da análise da reportagem. “Mas isso é algo que precisaria ser investigado na esfera criminal, pela Polícia Federal, já que o prazo para questionamento da prestação de contas encerrou 15 dias após a diplomação do candidato”, explicou.

Inquérito policial

Fernando Holiday já esteve encrencado com a Justiça no ano passado por causa de uma outra ilegalidade.
Na ocasião, o Ministério Público pediu abertura de inquérito policial contra o vereador porque ele pediu votos no domingo, dia da eleição, o que não é permitido por lei.
“No dia da eleição não se admite propaganda de qualquer natureza, e ele se utilizou de seu perfil, de sua página do Facebook, pra fazer propaganda. Isso é o crime do art. 39, parágrafo quinto, inciso III, da lei das eleições (9.504/97)”, afirmou o Ministério Público.
Na manhã do domingo de eleição, Holiday publicou a mensagem: “Bom dia! Hoje é dia de votar 45 e 25.024 para renovar a política e colocar o dedo na cara dos corruptos.”
Pouco depois, Holiday publicou um vídeo em que apareceu dentro de um carro dizendo já ter votado e novamente divulgando o número de sua campanha.
com informações de Agência Estado
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Posted: 24 Mar 2017 10:48 AM PDT
Universidade de Bonn, na Alemanha estudar fora
Imagem: Universidade de Bonn, na Alemanha
Se você pretende estudar no exterior, confira abaixo algumas oportunidades em áreas distintas que estão em aberto com inscrições previstas para encerrar até o próximo dia 31 de março.
1- ALEMANHA. A Universidade de Bonn, na Alemanha, está oferecendo dez bolsas de estudo para o Master in International Media Studies (mestrado em estudos de mídia internacional). O programa tem duração de dois anos e é em período integral. As inscrições vão até o dia 31 de março pelo site da instituição.
As bolsas de estudo cobrem o custo total do curso (6.000 euros), passagens aéreas e incluem ainda uma ajuda de custo de 750 euros por mês para despesas com alimentação e hospedagem.
O curso é ministrado em inglês e alemão, o que exige dos estudantes domínio dos dois idiomas. Para se candidatar, além de possuir diploma de conclusão do ensino superior, é preciso comprovar experiência de pelo menos um ano na área de comunicação e mídia. Veja aqui os requisitos.
2- NOVA ZELÂNDIA. O Governo da Nova Zelândia oferece bolsas de estudos generosas pelo programa New Zealand Development Scholarship (NZDP), para programas de estudos que podem ter de seis meses a quatro anos de duração.
O benefício cobre os custos de anuidade, seguro saúde, viagem de ida e volta ao país e um subsídio mensal para manutenção do estudante.
Os candidatos que desejam fazer pós-graduação, mestrado ou doutorado no país podem fazer sua inscrição online através deste site até o dia 30 de março.
Entre os pré-requisitos, estão ter menos de 40 anos, no mínimo um ano de experiência profissional e comprometer-se a retornar ao Brasil por pelo menos dois anos após a conclusão do curso. Confira aqui a lista completa de instituições que são contempladas pela bolsa.
3- ITÁLIA. Na Itália, o ensino superior se divide em primeiro ciclo (equivalente a graduação), segundo ciclo (equivalente a mestrado) e ciclo único, que une os dois em um programa mais longo.
A Universidade de Bolonha oferece bolsas para candidatos de qualquer um destes ciclos por um ano, passíveis de prorrogação. A bolsa é no valor de 11 mil euros anuais, cobrindo os custos da instituição.
São oferecidos cursos em diversas áreas do conhecimento, como medicina, direito, engenharia e literatura – alguns deles, ministrados em inglês. Confira a lista completa aqui.
As inscrições estão abertas até o dia 31 de março e devem ser feitas por meio da plataforma Studenti Online.
4- INGLATERRA. A Universidade de East Anglia, localizada em Norwich, na Inglaterra, oferece uma bolsa integral para estudantes que queiram realizar um mestrado na sua Escola de Desenvolvimento Internacional.
Não há candidatura separada para a bolsa – todos os candidatos aceitos para o mestrado serão automaticamente considerados para o benefício. As inscrições podem ser feitas aqui até 31 de março.
5- ESPANHA. A Universidade de La Rioja, em La Rioja, na Espanha, está oferecendo a brasileiros oito bolsas para um curso de espanhol com duração de três meses.
Os benefícios incluem, além do valor do curso, alojamento em residência universitária, seguro saúde e € 1.500 para despesas pessoais e com passagens aéreas.
Para participar, é preciso ser estudante de uma universidade brasileira. Não há limite de idade e tampouco exigem-se conhecimentos prévios na língua espanhola. As inscrições devem ser feitas aqui até o dia 29 de março.
informações do Estudar Fora
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Posted: 24 Mar 2017 10:28 AM PDT
Laércio Oliveira mulher Terceirização
Imagem: Laércio Oliveira, relator da Terceirização na Câmara dos Deputados
O relator do projeto da terceirização, aprovado na quarta-feira, 22, pela Câmara, deputado Laércio Oliveira (SD-SE), afirmou que a maioria dos trabalhadores do País no setor de asseio e conservação é do sexo feminino porque “ninguém faz limpeza melhor do que a mulher”.
A declaração foi feita durante debate promovido nesta quinta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Somente no setor básico, asseio e conservação, é unanimidade, se terceiriza em todo lugar. Somente nessa atividade tem mais de dois milhões de trabalhadores, 60% dessa mão de obra é feminina, porque faz limpeza. E ninguém faz limpeza melhor do que a mulher. À exceção de mim, que sou muito bom”, declarou.
Ele também falou sobre o sexo feminino ao falar sobre a modalidade de contratação do home office.
Para Laércio, é preciso conhecer a mulher do trabalhador para entender se o ambiente do trabalho remoto será propício para desenvolver as atividades ou estressante.
“Eu vi um comentário nesta semana que a gente tem de estar preocupado com o trabalhador que vai trabalhar dentro dessa modalidade de contratação, porque precisa entender a mulher dele. Como é a mulher dele? Ela vai ser uma pessoa agradável e trazer um cafezinho de vez em quando ou vai ficar reclamando com ele: ‘Acaba esse negócio aí, venha pegar o menino e trocar a roupa do menino? E o cachorro, vai lá caminhar com o cachorro”, comentou em tom de brincadeira.
Laércio disse ainda que a oposição plantou “inverdades” sobre o projeto, como a informação de que as mulheres seriam as mais prejudicadas com a aprovação do texto.
“Eu questionava: ‘onde está o fundamento dessa argumentação?’ Ninguém tinha.”

Justificativa

Segundo a assessoria de imprensa de Laércio, o deputado foi “mal interpretado” e ficou “surpreso” com a repercussão das declarações.
“O deputado sempre diz que as mulheres são dedicadas e minuciosas no desempenho de todas as atividades. Inclusive, todos os funcionários do gabinete dele em Brasília são mulheres. Ele sempre fala isso em relação às atividades laborais em geral. Contudo, a fala foi retirada de uma afirmação cujo questionamento foi feito em relação ao trabalho na área do asseio e conservação e, portanto, pede desculpas a todas as mulheres, caso tenha sido mal interpretado” diz a nota divulgada pelo assessoria.
Agência Estado
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Posted: 24 Mar 2017 10:11 AM PDT
pm atira queima-roupa manifestante
Um protesto contra a insegurança na cidade de Itambé na última sexta-feira (17), em Pernambuco, na rodovia PE-75, registrou uma das cenas mais covardes de 2017 (vídeo abaixo).
O jovem Edvaldo Alves da Silva, 20, era um dos manifestantes que pedia mais segurança por conta da onda de violência que inquieta o município e cidades vizinhas: assaltos a ônibus e residências, além de homicídios.
Edvaldo não sabia, mas sua reivindicação, justa e aguerrida, terminaria de maneira trágica: sairia do local na caçamba da picape S10 da Polícia Militar direto para a UTI de um hospital em Recife, capital do Estado.
O manifestante foi alvejado e arrastado por quem, em tese, deveria oferecê-lo segurança. Mesmo depois de ser alvo do disparo e enquanto perdia muito sangue, um PM ainda golpeia Edvaldo na cabeça.

Gravação

Diversos vídeos que registraram o crime cometido pelo policial estão no Youtube. A animosidade da situação fez com que várias pessoas sacassem os seus aparelhos de celular, como se pressentissem o que flagrariam a seguir.
Nas primeiras imagens, é possível observar policiais e civis discutindo. Uma mulher tenta convencer os manifestantes, que bloqueavam a rodovia PE-75, a se retirarem do local. Edvaldo é um dos que discorda da sugestão.
O capitão da PM então fala: “É esse quem vai levar um tiro primeiro?”. Imediatamente, outro policial surge com uma arma calibre 12 em mãos e efetua o disparo à queima-roupa.
Edvaldo é atingido na coxa e cai no chão, sangrando. O policial militar que deu a ordem para atirar ainda golpeia o jovem ensanguentado enquanto o arrasta para a viatura. Como lixo, Edvaldo é jogado na carroceria. Em seguida, o motorista arranca com o veículo.
Edvaldo deu entrada em estado grave na UTI do Hospital Miguel Arraes, em Paulista, município da região metropolitana do Recife. O tiro atingiu a veia femoral, o que fez com que ele perdesse muito sangue.
De acordo com o último boletim médico, Edvaldo respira com a ajuda de aparelhos. Como parte do tratamento, ele passou a fazer hemodiálise.

Crueldade

José Roberto da Silva, de 27 anos, irmão mais velho de Edvaldo, disse que a família pretende recorrer à Justiça. “Ainda não sei quando, vou esperar acalmar um pouco, agora o importante é a vida do meu irmão”.
Ele conta que Edvaldo mora com a mãe e está desempregado. Ajuda na renda domiciliar com bicos em marcenaria e pintura. “Primeiro protesto que ele foi. Meu irmão é uma ótima pessoa, não faz mal a ninguém, um cidadão de bem. Justiça é a primeira palavra que eu tenho para dizer”, afirmou a uma emissora de rádio local.
“Trataram meu irmão como um cachorro. Além de atirar, ainda o arrastaram e bateram na cara dele. Espancaram meu irmão. É muita crueldade”, desabafou o irmão, indignado. “Eu quero justiça. Quero que esse policial seja preso”, finaliza.
Vestidos de branco e com os dizeres ‘o tiro que atingiu o jovem, feriu nossa dignidade’, moradores de Itambé exibiram cartazes ao protestar contra a ação dos policiais na manhã da última segunda-feira.
Eles caminharam pelas ruas da cidade e disseram que o jovem baleado é muito querido por todos.

Investigação

“O Comando Geral da Polícia Militar abriu inquérito policial militar para apurar a conduta dos servidores, que foram retirados das funções de policiamento ostensivo até a apuração completa dos fatos”, diz uma nota divulgada pela PM de Pernambuco depois que o caso ganhou a mídia e os vídeos se espalharam pelas redes sociais.
A Secretaria de Defesa Social do Governo do Estado também lamentou o incidente e disse que o episódio está sendo apurado. “Já foram ouvidas testemunhas, tanto dos policiais militares quanto dos manifestantes que estavam no local”, diz a nota da SDS.
A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) também acompanha o caso.

Capitão se pronuncia

Ramon Tadeu Silva Cazé é o capitão da PM que comandou a operação em Itambé. Em depoimento divulgado nesta sexta-feira (24), ele tentou justificar a ação do seu subordinado:
“Em virtude de tais circunstâncias, (o soldado) efetuou um disparo de advertência para o chão, o qual ricocheteou no asfalto e veio atingir de forma inesperada o popular”
O capitão Cazé é o mesmo que aparece nas imagens dizendo “É esse que vai levar o tiro primeiro?”, em referência a Edvaldo.
Outros policiais que participaram da operação também prestaram depoimento e afirmaram que os manifestantes “faziam uso de pedaços de madeira nas mãos, copos, garrafas e produtos inflamáveis”.
No entanto, nas imagens do protesto, viralizadas nas redes sociais, não se vê o uso destes artefatos e não há registros de outros integrantes do protesto segurando os materiais descritos pelos PMs.
VÍDEO (disparo a partir de 1m10s)
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Posted: 24 Mar 2017 08:44 AM PDT
eduardo guimarães blogueiro moro condução coercitiva
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania
O juiz Sergio Moro, nesta quinta-feira 23, recuou de sua decisão para reconhecer que sou jornalista e, como consequência, mandar excluir as provas obtidas mediante violação do sigilo de fonte.
Todavia, em sua decisão, ele faz afirmações sobre como se deu meu depoimento as quais não correspondem aos fatos e devem ser esclarecidas.
Às 6 horas do dia 21 de março deste ano, eu e minha esposa dormíamos quando escutamos um barulho semelhante a arrombamento da porta da frente do nosso apartamento.
Achei que era algum vizinho começando alguma obra antes da hora e, como fora dormir poucas horas antes, virei-me para o lado e voltei a dormir. Segundos depois, ouço minha esposa dizer, desesperada, que tinham vindo me prender.
Minha filha Victoria, 18 anos, 26 quilos, portadora de paralisia cerebral, que dormia no quarto ao lado, assustou-se com os golpes desferidos pelos policiais na porta e começou a reclamar, como faz quando está nervosa.
Levanto-me assustado, corro para a sala e encontro minha mulher à porta, entreaberta. Termino de abrir a porta, vejo quatro policiais federais. E o porteiro do prédio com expressão assustada no rosto
Detalhe: minha mulher vestia roupas sumárias de dormir. Pediu para se trocar. Não obteve permissão dos policiais.
Enquanto isso, Victoria assistia a tudo com olhos arregalados.
Os policiais comunicaram que tinham uma ordem de busca e apreensão e começaram a vasculhar o apartamento. Obrigaram o porteiro a entrar no meu quarto de dormir, que começaram a vasculhar, abrindo gavetas, portas de armário e qualquer outro lugar possível.
Acharam meu computador (notebook), exigiram a senha para ligá-lo e, assim, puderem mudar essa senha para terem acesso quando quisessem. Pedi para copiar alguns dados pessoais, mas não me foi permitido. Pediram para desbloquear meu celular com a mesma finalidade.
Após a busca, nada tendo sido encontrado, os policiais anunciaram minha condução coercitiva.
Tentei ligar para meu advogado, doutor Fernando Hideo, mas não consegui. Passava um pouco das 6 horas. Minha esposa pediu para esperarem que eu conseguisse falar com o advogado, mas não permitiram. Exigiram que eu me vestisse e os acompanhasse.
Eu e minha esposa entramos no quarto de Victoria, onde respeitaram mais, para nos abraçarmos. Ela chorava, minha filha fazia seus sons característicos, pois não fala.
Imaginei se voltaria a vê-las.
Tentei, porém, aparentar calma. Até então, achava que estava sendo conduzido por conta da denúncia de ameaça contra Moro, feita por ele.
No meio do caminho, fui informado pelos policiais de que estava sendo detido por conta do post que publiquei em 26 de fevereiro do ano passado divulgando a quebra de sigilo de Lula.
Como não estava ainda raciocinando direito, pois fora dormir tarde e depois fui acordado daquele jeito poucas horas depois, comecei a debater a operação Lava Jato com os policiais. Enquanto eu dizia que era uma operação de caráter partidário contra o PT, eles defendiam as investigações com as argumentações que todos conhecem.
Chegamos à sala do delegado que me interrogou. Eu já não tinha mais telefone, já não tinha mais como me comunicar. O delegado iniciou o interrogatório sem a presença de qualquer advogado.
O delegado me comunicou que já sabia quem fora a minha fonte, mostrou-me o nome da fonte, contou-me que ela obtivera a informação que me passara de uma “auditora da Receita” (fonte da minha fonte), mas não quis me dizer a profissão da pessoa que entrou em contato comigo.
Mostrou-me a foto da “auditora da Receita” que vazou a informação. Perguntou se eu a conhecia e me disse que estava tentando determinar se nós três agíamos juntos.
Fiquei surpreso, pois a fonte, o tal jornalista, dissera-me que obtivera as informações com a imprensa. Disse-me que toda a imprensa de São Paulo já tinha aquelas informações que me estava passando. Então, descubro que uma servidora da Receita subtraiu de lá as informações ilegalmente.
O delegado deixou claro que eu era suspeito de ser “cúmplice” daquelas pessoas. Eu disse que isso não era verdade e me perguntei, em voz alta, por que o tal jornalista me dera informação inverídica.
O delegado respondeu minha pergunta retórica. Disse que, provavelmente, fora para me “induzir” a divulgar os dados sem medo de estar cometendo um crime. Repito: o delegado me disse que minha fonte me enganou.
Enquanto isso, minha esposa tentava falar com o doutor Fernando, mas não conseguia. Então, NO DESESPERO, recorreu a uma parente que é advogada da área de Direito da Família e não tem maiores conhecimentos sobre a área criminal.
A nossa familiar chegou à sede da PF em São Paulo, à sala em que eu era interrogado, lá pela metade do depoimento. Porém, não teve condição técnica de me passar qualquer orientação enquanto eu respondia. Apenas assistiu à oitiva.
O meu interrogador deu a entender que eu teria que provar não ser cúmplice do tal jornalista e da auditora da Receita Federal, ambos de Curitiba. Nesse momento, decidi dizer ao delegado que tinha o telefone no qual recebera as mensagens e que elas poderiam demonstrar que eu não conhecia o jornalista curitibano dos quais eles tinham todos os dados, pois, nas mensagens, ele se apresentava a mim e eu fazia perguntas a ele sobre sua identidade.
Contudo, cerca de dois meses após a condução coercitiva de Lula, o aparelho travou.
No segundo semestre de 2016, o celular de minha esposa se quebrou e ela precisava de um novo. Achando que não iria precisar mais do celular no qual estava registrada a conversa com o jornalista de Curitiba, minha fonte, levei o aparelho à assistência técnica. Lá, fui informado de que, para consertá-lo, teriam que apagar todos os dados.
Concordei e o celular teve sua memória “formatada” e me foi devolvido absolutamente “em branco”.
De volta ao interrogatório a que fui submetido no último dia 21. Colocado diante da hipótese de ser preso se não provasse que não tinha relações com o jornalista de Curitiba que me passou as informações sobre Lula, disse a ele que tinha provas, sim, de que não conhecia a pessoa, pois ele me dissera que “já sabia tudo”.
Eis a informação que o juiz Sergio Moro divulgou nesta data e que não corresponde aos fatos, apesar de que não se sabe como ele foi informado da forma como transcorreu meu interrogatório. Ele diz que não fui pressionado, eu digo o contrário.
Só o que posso afirmar é que não havia fonte a preservar porque as autoridades me disseram mais sobre elas do que eu sabia. Antes de começar a depor, fui informado de que meus interrogadores sabiam quem era a fonte.
Ora, vamos repassar os fatos.
Fui ouvido sem um advogado com condições de me orientar sobre o que eu precisava ou não responder. Tudo isso após o trauma pelo qual eu, minha esposa e minha filha doente passamos ao raiar do dia.
Avisei ao delegado que me interrogou que a familiar de minha esposa não tinha conhecimentos da área criminal e que estava lá mais para eu não ficar sozinho em um depoimento, mas ela nem sequer se manifestou durante a oitiva.
Como se diz, ela “pegou o bonde andando”, ou seja, apesar de ser uma excelente advogada em sua área, nem conhecia o caso a fundo e nunca atuou na área criminal.
Fui informado de que, se não provasse que não tinha relações com as pessoas de Curitiba que conseguiram os dados que recebi, eu seria considerado parte de um grupo, ou uma quadrilha.
Meu advogado que atua nessa área, doutor Fernando Hideo Lacerda, chegou bem depois do fim do depoimento, no exato momento em que eu iria firmá-lo. Doutor Fernando descobriu vários pontos que haviam sido inseridos indevidamente no depoimento e pediu retificação, após eu informar que não havia dito certas coisas que lá constavam.
O delegado aceitou os pedidos de retificação e reconheceu que eram justificados. Se meu advogado não tivesse chegado a tempo, meus direitos civis teriam sido violados de forma ainda mais séria.
Sobre eu ter avisado o instituto Lula, o juiz Sergio Moro dá a impressão de que a Lava Jato apurou alguma coisa. Não é o que ocorreu.
Eis os fatos.
Em 23 de fevereiro de 2016 recebi as informações do jornalista de Curitiba. Recebi uma relação de mais de 40 nomes de pessoas e empresas que seriam ligadas ao ex-presidente Lula. Precisava saber se não era alguma armação – eu corria o risco de divulgar mentiras sobre o ex-presidente.
Procurei o assessor de imprensa do instituto Lula para saber se o ex-presidente conhecia aqueles nomes. Nada disse a ele sobre condução coercitiva. o assessor de imprensa do ex-presidente pediu prazo para verificar as informações antes que eu as divulgasse.
Concordei, ressaltando que não poderia demorar muito para divulgar as informações.
Em resumo: se eu não tivesse publicado a matéria de 26 de fevereiro de 2016, na qual EU disse que informei o Instituto Lula os 40 nomes de empresas e pessoas, Sergio Moro e a Lava Jato nunca saberiam que o ex-presidente foi informado de alguma coisa.
Aliás, vale dizer que o Instituto Lula só foi informado dos nomes que teriam sigilos quebrados. Mais nada. E com a finalidade de ser perguntado sobre se, de fato, aquelas pessoas e empresas tinham alguma ligação consigo ou com pessoas próximas a si, de modo que eu não divulgasse mentiras.
O juiz Sergio Moro parece muito preocupado em negar arbitrariedades, mas não se cansa de cometê-las. A nota que soltou demonstra intenção clara de me acusar de ter revelado informações que não me foram pedidas. Ou seja: ele procura me atingir moralmente.
Bem, eu digo o que realmente aconteceu: ele quebrou meu sigilo de forma irremediável ao determinar a quebra de sigilo de meu extrato telefônico.
O magistrado determinou que a operadora de celular informasse o meu extrato telefônico, com o objetivo claro de identificar a fonte que teria me passado a informação divulgada no blog.
Portanto, a decisão não corresponde à realidade ao afirmar que eu teria revelado “de pronto, ao ser indagado pela autoridade policial e sem qualquer espécie de coação, quem seria a sua fonte de informação”.
Basta perceber que o próprio juiz Sérgio Moro agora reconhece a ilegalidade das medidas tomadas visando à obtenção prévia da fonte de informação, para concluir que houve nítida coação ilegal no meu depoimento.
Está devidamente comprovado que, na ocasião do depoimento, as autoridades já tinham conhecimento da sua fonte de informação, obtido mediante o emprego de meios que o próprio magistrado agora assume serem ilegais.
O juiz Sergio Moro se converteu em meu inimigo. Está me processando depois de ter sido por mim representado no CNJ e depois de ter representado criminalmente contra mim em razão de uma publicação em rede social, em que se considera vítima de ameaça praticada por mim.
Não é mais juiz, é parte de um litígio. Não posso ser julgado por um inimigo. Isso é uma aberração, isso é coisa de ditaduras.
Você gostaria de ser julgado por um desafeto? Isso é Justiça?!!
E mais: quero lembrar a todos os brasileiros que, até o momento, ninguém nem mesmo ousou afirmar que informei alguma coisa ao ex-presidente Lula com a finalidade de obter qualquer lucro.
Não fui acusado de me corromper, de corromper alguém, de ter feito qualquer coisa para obter benefícios. Agi de acordo com a minha consciência sem visar lucro pessoal. Tenho a consciência tranquila.
Considero uma honra lutar contra todo esse arbítrio. Estou lutando em defesa da democracia brasileira, ameaçada por processos Kafkianos como esse do qual sou vítima simplesmente por fazer jornalismo, ainda que o juiz me negue a condição de jornalista.
Por fim, o mais irônico em toda essa história é que aqueles que me acusam de vazamento, eles mesmos vazaram meu processo, então sigiloso, para um site que se dedica a atacar o PT, Lula, a esquerda. Todo santo dia. E que é ligado ao PSDB e ao governo Temer.
O mundo precisa saber do que está acontecendo no Brasil e, enquanto eu tiver vida e voz (liberdade), vou me dedicar a denunciar a ditadura que se abateu sobre o nosso país. Para que minhas três netas – e outros netos que virão – não vivam em uma ditadura.
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Posted: 24 Mar 2017 06:29 AM PDT
menino abusado itália 13 anos
(Imagem: Ansa/Ilustração)
Um menino de 13 anos de idade que sofre de um quadro leve de doença mental foi vítima de abusos sexuais por parte de um grupo de 11 jovens, em Giugliano, Nápoles, no sul da Itália. As informações são da agência italiana ANSA e de jornais locais.
De acordo com as autoridades, o caso veio à tona após uma denúncia da mãe da vítima. Todos os acusados são menores de idade, sendo que três deles têm menos de 14 anos.
O episódio ganhou repercussão na Itália e estampou as páginas dos principais jornais do país nesta sexta-feira (24).
“Esse caso é terrível. Não tenho palavras para comentar. A ideia de serem cometidos crimes sexuais, ainda mais por crianças, é desconcertante”, disse o prefeito de Giugliano, Antonio Poziello.
A mãe da vítima contou que os crimes ocorreram várias vezes a partir de janeiro e que procurou a polícia ao notar um comportamento estranho do filho quando estava na companhia do grupo.
Os jovens praticavam bullying contra a criança e ameaçavam matá-la se não se submetesse às agressões sexuais, que ocorriam na rua ou na casa dos adolescentes.
Dos 11 acusados, oito foram colocados sob medidas socioeducativas e os três com menos de 14 anos não puderam sofrer sanções penais.

Brasil

No Brasil, um caso semelhante aconteceu em junho de 2016 na cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará.
Uma criança de apenas 9 anos com necessidades especiais foi estuprada coletivamente dentro da própria escola por outros estudantes, que o seguraram e taparam sua boca para que não gritasse.
Na época, Pragmatismo Político publicou uma matéria sobre o episódio bárbaro. Relembre aqui.
com informações de ANSA
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