quarta-feira, 29 de março de 2017

29/3 - Os Amigos do Presidente Lula DE 27/3

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 27 Mar 2017 01:08 PM PDT

O avanço da Lava Jato, com a expectativa da divulgação das delações da Odebrecht, está fazendo parlamentares repensarem seus planos para as eleições de 2018, quando estarão em disputa todas as 513 vagas da Câmara e dois terços das 81 cadeiras do Senado. Políticos buscam "caminhos" para manter o foro privilegiado e continuar sob a alçada do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ritmo é mais lento em comparação à primeira instância.

No Congresso, há pelo menos três movimentos nesse sentido. O primeiro é de senadores que queriam disputar governos estaduais, mas já pensam em não arriscar e devem tentar a reeleição. Outro movimento é de senadores que reconhecem a dificuldade que terão para se reeleger e cogitam disputar uma vaga para a Câmara. Há, ainda, deputados que pretendiam disputar o Senado, mas estão refazendo planos para tentar se manter no cargo.

No primeiro grupo está, por exemplo, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), um dos 15 senadores do PMDB que devem disputar novo mandato na Casa. Eunício tinha planos de disputar de novo o governo do Ceará mas, segundo aliados, mudou de ideia. Para tanto, vem se aproximando do governador Camilo Santana (PT), que o derrotou em 2014. Eunício, conforme interlocutores, não descarta uma aliança com o petista para concorrer ao Senado na chapa do governador.

Caso concorra ao governo do Estado, o peemedebista pode não ser eleito e perder a prerrogativa de foro. Citado na delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que disse ter repassado dinheiro ao senador como contrapartida à aprovação de uma medida provisória, Eunício é um dos alvos dos 83 pedidos de inquéritos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, com base nos acordos da empreiteira. O peemedebista nega irregularidades.

Alianças

Assim como Eunício, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) busca alianças até com partidos adversários no plano nacional. O parlamentar do PP afirmou à reportagem que fechou acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), para disputar reeleição ao Senado em 2018 na chapa do petista.

"Vamos separar os palanques de presidente (da República)", disse Nogueira, que foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Procuradoria-Geral da República na Lava Jato. O senador nega envolvimento em ilícitos.

Imagem desgastada

Apesar de não ser alvo da Lava Jato, a senadora Ângela Portela (RR) repensa os planos e deve anunciar em breve a saída do PT, legenda que está na mira da operação. Aliada da governadora de Roraima, Sueli Campos (PP), Ângela encomendou pesquisas de intenção de voto ao Senado no Estado, em que teria constatado que é prejudicada nos levantamentos por ser do PT.

O deputado Maurício Quintella (PR-AL), atualmente licenciado porque é ministro dos Transportes, almejava o Senado em 2018, mas já disse a interlocutores que desistiu e vai disputar a reeleição. Ele recebeu doação de empreiteiras investigadas na Lava Jato, como a OAS, mas não aparece até o momento em nenhuma delação.Leia mais em: Partido  os banqueiros lançará dono da Riachuelo  a presidente. Ele já foi envolvido em escândalo financeiro
Posted: 27 Mar 2017 01:08 PM PDT


Michel Temer vai fazer ainda menos amigos e poucos bons negócios nas próximas semanas, que serão de arrochos, impostos e conflito social.

Havia revolta contra a reforma da Previdência. Há a revolta nascente contra a terceirização precária, que vai ficar feia. A elite empresarial já avisou a Temer que não quer mudanças nessa lei, mesmo cheia de imprecisões jurídicas, acertada entre empresas e deputados.

O humor deve piorar com o aumento de impostos de R$ 22 bilhões que os economistas do governo devem propor nesta semana. Parte disso vai bancar o reajuste dos servidores federais que Temer concedeu alegremente no ano passado.

O dinheiro dos tributos extras deve vir, na maior parte, do fim das desonerações da folha de pagamentos ..... Um tanto deve sair de impostos sobre combustíveis. De IOF maior. Talvez de IPI (produtos industrializados) e de PIS/Cofins.

O governo precisa tapar o rombo do rombo nas suas contas, de R$ 58,2 bilhões. Equivale à despesa de dois anos de Bolsa Família. À mais de metade do gasto em Saúde. A uma vez e meia o investimento anual "em obras".

"Rombo do rombo": é o que falta para o governo atingir a meta de deficit de R$ 139 bilhões.

Neste ano, o governo não tem como cortar R$ 58,2 bilhões sem quase parar e talhar o parco dinheiro para investimentos "em obras", o que de resto prejudicaria o crescimento de 2017, quase nulo.

O pessoal do "mercado" estimava que o governo faria um corte de gastos de R$ 30 bilhões. Os economistas do governo querem talhar no máximo R$ 20 bilhões. O resto da rolha do rombo viria de R$ 22 bilhões de impostos e R$ 16 bilhões de decisões judiciais.

O aumento de impostos é incerto, porém. A volta do pagamento de INSS por empresas depende do Congresso e só poderia ser cobrada 90 dias depois de aprovada pelos parlamentares.

A reoneração renderia, em um ano, cerca de R$ 15 bilhões. Se tudo der certo, entrariam apenas R$ 8 bilhões neste 2017. Mas haverá grita das empresas, que ameaçam demissões se voltarem a pagar mais para o INSS.

Deve vir aumento do IOF, mas não sobre compra de moeda ("dólar") e gastos com viagens internacionais (cartões) nem sobre crédito, diz o governo. Viria então de onde? Câmbio e crédito são três quartos da receita do imposto, de R$ 36 bilhões ao ano. Vai se tributar aplicação financeira?

Os brasileiros ora gastam mais de R$ 55 bilhões em viagens internacionais por ano. O IOF sobre saída de câmbio rende R$ 3,5 bilhões. Está aí um prato cheio de imposto, que além do mais renderia algum para o turismo doméstico.

É possível elevar com uma canetada a Cide e PIS/Cofins sobre combustíveis. A Cide rende R$ 5,5 bilhões ao ano. Nos tempos de alíquota maior, 2002-2007, rendia R$ 16 bilhões anuais. PIS/Cofins rendem R$ 23 bilhões por ano. Tudo isso, porém, é custo na veia e alguma inflação.

O governo complicou ainda mais a reforma da Previdência com a tramitação simultânea de uma lei selvagem de terceirização, "luta de classes". No meio do caminho, põe a pedra dos impostos. Vai ficar difícil.De Vinicius Torres Freire. Leia mais em: Partido  os banqueiros lançará dono da Riachuelo  a presidente. Ele já foi envolvido em escândalo financeiro

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