sexta-feira, 31 de março de 2017

31/3 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 31 Mar 2017 08:12 AM PDT
Posted: 31 Mar 2017 07:37 AM PDT
Por Altamiro Borges

Com a desculpa esfarrapada do ajuste fiscal – já que não mexe nos rendimentos dos rentistas, que abocanham quase 50% das receitas da União –, o Judas Michel Temer está decidido a golpear os tímidos avanços sociais dos últimos anos. Nesta quarta-feira (29), o ministro do Planejamento do covil golpista, Dyogo de Oliveira, publicou portaria no Diário Oficial que modifica a lei orçamentária e tira a obrigatoriedade da destinação de R$ 3,3 bilhões para custeio do Programa Mais Médicos. Ao tornar a despesa discricionária, o governo ilegítimo abre a possibilidade do contingenciamento (corte) de parte dos recursos previstos para pagar as bolsas dos profissionais selecionados para o programa.

Como alerta o deputado federal Jorge Solla (PT-BA), a medida “é uma grave ameaça ao Mais Médicos. Todo o orçamento do programa agora poderá ser cortado. O Orçamento foi enviado a essa Casa, foi aprovado pelo Congresso, aí vem uma mera portaria e altera substancialmente o orçamento de um programa tão importante como esse”. Para o parlamentar, a iniciativa da quadrilha que assaltou o poder visa desmontar esta política que beneficia milhões de pessoas mais carentes. Ele lembra que “a presidente Dilma, à custa de muito esforço, venceu a resistência que os profissionais brasileiros tinham ao Mais Médicos, deu credibilidade ao programa, e agora o governo golpista propositalmente retira essa credibilidade, desmonta um dos programas mais bem-sucedidos de ampliação do acesso à saúde dos últimos anos”.

Instituído em 2013 pelo governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos ampliou a assistência na Atenção Básica, fixando médicos nas regiões onde não havia esse profissional. Por meio do programa, 18.240 médicos passaram a atender à população de 4.058 mil municípios, cobrindo 72,8% do total de municípios do país e os 34 Distritos Sanitários Indígenas. Até meados do ano passado, cerca de 63 milhões de brasileiros foram beneficiados. Antes do programa, cinco estados brasileiros possuíam menos de um médico para cada mil pessoas, enquanto 700 municípios não dispunham de nenhum médico na atenção básica.

O programa foi considerado uma das iniciativas mais relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em publicação da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação está na publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development” (ou “Boas Práticas de Cooperação Triangular Sul-Sul para o Desenvolvimento Sustentável”), primeira de uma série desenvolvida pelo Escritório da ONU para a Cooperação Sul-Sul e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As informações foram divulgadas pela ONU Brasil em junho do ano passado.

Mas estes avanços, como alerta o deputado petista Jorge Solla, já estão sendo golpeados. Segundo o noticiário da imprensa nesta semana, mais da metade dos 1.302 profissionais contratados para atuar em mais de 600 localidades estão sem receber seus salários desde fevereiro – cada um recebe cerca de R$ 12 mil. Eles foram contratados, por determinação do covil golpista de Michel Temer, para substituir cubanos que atuavam no programa. Agora, porém, os médicos brasileiros estão sem receber salários e podem abandonar o atendimento às populações mais carentes do país. Um baita retrocesso!

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Posted: 31 Mar 2017 07:27 AM PDT
Por Altamiro Borges

O PSDB – do “mineirinho” Aécio Neves, do “santo” Geraldo Alckmin e do “careca” José Serra – levou um susto nesta quinta-feira (30). Dois governadores da legenda – Marconi Perillo, de Goiás, e Simão Jatene, do Pará – foram alvos de denúncias na Justiça que podem resultar em cassação do mandato e até em prisão. A sorte dos tucanos é que a mídia partidarizada não deu qualquer destaque para as graves acusações. As emissoras da tevê e rádio, os principais jornalões e as revistonas novamente pouparam o partido dos falsos moralistas, que reúne políticos mais sujos do que pau de galinheiro – ou poleiro de tucano. As notícias só tiveram alguma repercussão na imprensa destes Estados, mas também tendem a desaparecer rapidamente.

Segundo o jornal O Popular, de Goiás, “o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o governador Marconi Perillo por corrupção passiva e crime contra a administração pública. A peça assinada pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, aponta que o tucano teria se beneficiado de recursos provenientes da Delta Construções em troca da ampliação do valor de contratos da empresa com o governo entre 2011-2012. A denúncia, encaminhada ao ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é baseada nos autos da Operação Monte Carlo, deflagrada pelo MPF em 2012 para desarticular suposto esquema de jogos ilegais comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira”.

Já a Rádio Nacional da Amazônia noticiou que “o Tribunal Regional Eleitoral do Pará cassou hoje o mandato do governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), e do vice, Zequinha Marinho (PSC). Por 4 votos a 2, a Corte condenou o governador por abuso de poder econômico. O Ministério Público Eleitoral acusa o governador de irregularidades em programas de habitação durante as eleições de 2014, como a entrega de cheque-moradia a eleitores que prometeram voto a Simão Jatene e Zequinha. A chapa também é acusada de uso indevido de meios de comunicação. Como ainda cabe recurso, a perda de mandato não é imediata”.

Em decorrência do silêncio cúmplice da mídia oligopolista, a tendência é que os dois governadores tucanos não sejam punidos com a cassação do mandato (no Pará) ou a prisão (em Goiás). Este resultado só confirmaria uma brincadeira que circula nas redes sócias há muito tempo: basta de filiar ao PSDB para não ser julgado, condenado e, muito menos, preso. Os tucanos são santos – e não apenas Geraldo Alckmin, o “santo” da lista de propinas da Odebrecht. A mídia venal, beneficiada com a grana bilionária da publicidade oficial e com outras benesses ainda mais sinistras, contribui em muito para esta situação absurda.

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Posted: 30 Mar 2017 05:15 PM PDT
Por Altamiro Borges

Em entrevista à Folha tucana nesta quinta-feira (30), o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, deixou implícito que deseja disputar a presidência da República. “É hora da minha geração ocupar os espaços de poder”, afirmou o "jovem" de 45 anos. Ele até tentou se distanciar do amigão das baladas, o cambaleante Aécio Neves. “Eu não sou tucano, mas sou muito próximo do Fernando Henrique, a cabeça mais moderna [sic] do Brasil, e ele tem 85 anos. Sou amigo do Aécio desde que passei a dividir minha vida entre Rio e São Paulo, há 17 anos. Tenho carinho por ele, mas foram pouquíssimas as vezes que misturamos esta amizade com política”. Fotos e vídeos – inclusive as do clima de velório na apuração das eleições de 2014 – desmentem o oportunista.

O milionário astro global – um dos dez maiores salários da televisão brasileira – também tenta se travestir de paladino da ética. Em vários trechos da entrevista, o falso moralista bate nesta tecla – sem ser questionado sobre as inúmeras acusações acerca de crimes ambientais e de outras mutretas. “Estamos vivendo um trauma moral e ético que se soubermos capitalizar para o bem, tenho convicção de que daqui a 10, 20, 30 anos vamos ter um país de fato diferente e mais justo”, afirma o puritano... O Brasil precisa de renovação e tem uma classe política completamente desmoralizada, sem nenhum apelo popular, atração, charme”. Haja arrogância!

Ele ainda deixa explicito que o seu principal palanque eleitoral é a TV Globo – outra expressão da “ética” sonegadora no Brasil. “O poder que conquistei através do microfone é resultado de muito trabalho. Tenho 40 milhões de seguidores nas redes sociais e 18 milhões de pessoas todo sábado assistindo ao programa... Tive o privilégio, que pouca gente tem, de entrar nas casas das pessoas. Viajei o Brasil todo. Sem nenhum crachá político. Estou numa fase altamente produtiva, líder de audiência em um espaço relevante e comercialmente viável. Bicho, vamos usar isso para o bem... Já faço política, fazendo televisão aberta no Brasil, com o poder que a Globo tem, trazendo boas histórias, dando opinião”.

Luciano Huck ainda se apresenta como apolítico e apartidário, acima do bem e do mal. Afirma que não participou do processo que depôs Dilma Rousseff e alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer – o que as redes sociais também desmentem. Tenta esconder suas posições golpistas: “Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa”. Ao final, prega um “pacto apartidário” em defesa do Brasil. “Sem revanchismo, sem revolta”. Para ele, o candidato à presidência em 2018 deve “colocar a base da ética, da transparência. Independente de que partido você é, da cor da bandeira que você levanta”. Haja oportunismo do “jovem” apresentador, que nunca teve transparência nos seus negócios e agora até descarta o cambaleante Aécio Neves.

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Posted: 30 Mar 2017 05:14 PM PDT
Editorial do site Vermelho:

Historicamente a força das ruas teve participação direta nos principais momentos de viragem política e social no Brasil. Foi assim na década de 1880, quando teve papel decisivo na luta contra a escravidão que levou à abolição em 1888. E contra a monarquia, que culminou com a proclamação da República, em 1889. Igualmente nas décadas seguintes, como a chamada Campanha Civilista dos anos 1910 e nos movimentos populares da década de 1920, que culminaram com a revolução de 1930.

A força das ruas se manifestou no final do Estado Novo (1945) e no apoio à Constituinte de 1946; nas campanhas memoráveis da década de 1950 (sobretudo O Petróleo é Nosso!) e em defesa das Reformas de Base, no governo de João Goulart.

Um século depois da mobilização abolicionista, esta força marcou o final da ditadura militar, em 1985 – com a gigantesca campanha das Diretas Já e, depois, em defesa da candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral da ditadura.

Em pelo menos duas ocasiões a direita teve força nas ruas, com consequências nefastas. Uma delas foi nos dias que antecederam o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. O resultado foi a ditadura que, nos 21 anos seguintes, infelicitou o país.

O outro momento desse domínio das ruas pela direita foi o que levou ao golpe midiático-parlamentar-judicial de 2016, que afastou a presidenta legítima Dilma Rousseff e levou Michel Temer ao cargo máximo do país.

Foram momentos nos quais parte do povo foi às ruas iludido por acusações de corrupção contra governantes legítimos, agravadas pelo medo da subversão insuflado por uma mídia extremamente conservadora e manipuladora.

Mesmo assim são mobilizações que, contraditoriamente, a direita teme. A bandeira moralizante que agita mal esconde seu programa antidemocrático, antipopular e antinacional, o qual impõe ao país assim que passa a controlar o poder maior.

Situação que o povo brasileiro presencia nestes poucos meses depois da ascensão de Michel Temer ao governo. Exemplos maiores do retrocesso são a investidas contra direitos duramente conquistados, com a aprovação da PEC do teto dos gastos (que corta verbas governamentais nas áreas da saúde, educação e investimentos públicos previstos na Constituição), e agora contra a aposentadoria, a legislação trabalhista e a regulamentação das relações entre capital e trabalho.

As chamadas reformas da Previdência e trabalhista são clara e diretamente compreendidas pela população, formada em sua imensa maioria por trabalhadores que não aceitam a ceifa de direitos que o governo golpista tenta promover.

Neste contexto os sinais que a rua emite são fortes. O mês de março indicou uma importante mudança na conjuntura: as manifestações de mulheres e trabalhadores, nos dias 8 e 15, apontaram para a retomada da força da luta contra as investidas do governo golpista, e o fiasco da direita, no dia 26, revelou a perda de capacidade de mobilização daqueles que, nos meses anteriores, haviam conseguido manipular o sentimento popular para afastar Dilma Rousseff da presidência.

A atual retomada da força das ruas traz outra notícia auspiciosa: ela une na ação política todas as centrais sindicais (Central ds Sindicatos Brasileiros – CSB; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB; Central Única dos Trabalhadores – CUT; Força Sindical – FS; Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST; União Geral dos Trabalhadores – UGT; Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB; Intersindical; CSP-Conlutas).

Elas se uniram e convocaram a greve geral para o dia 28 de abril, com a realização do “esquenta” em 31 de março, o Dia Nacional de Mobilização Rumo à Greve Geral.

A unidade não é só das centrais sindicais – ela inclui também os movimentos sociais e os partidos de esquerda e democráticos. Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, e os partidos da esquerda que se uniram para garantir o êxito da greve geral contra a reforma da Previdência e a favor da aposentadoria, e contra a reforma trabalhista que precariza o trabalho e extingue direitos sociais.

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