sexta-feira, 3 de março de 2017

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SARAIVA 13


Posted: 02 Mar 2017 02:28 AM PST
Lula  já sinalizou intenção de tentar voltar ao Planalto, mas enfrenta problemas na Justiça, onde é réu em cinco processos. Abaixo-assinado que será submetido à internet diz que “o Brasil precisa de Lula”

O cantor e compositor Chico Buarque, o teólogo Leonardo Boff, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão (subprocurador da República), o escritor Fernando Morais e outros mais de 400 intelectuais lançaram manifesto dirigido ao ex-presidente Lula para que ele lance, imediatamente, sua pré-candidatura à Presidência da República em 2018. O texto será submetido, a partir da próxima segunda-feira (6), a uma plataforma digital de coleta de assinaturas. Artistas, acadêmicos e líderes de movimentos sociais foram os primeiros a assinar o documento intitulado “Por que Lula?” (leia a íntegra abaixo). Entre eles, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Bete Mendes, Marieta Severo, Dira Paes, Fábio Konder Comparato e João Pedro Stédile.

O texto defende o legado do petista em suas duas passagens anteriores pelo Planalto e pede que Lula entre, “desde já”, na corrida presidencial para “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia” perdidos. “O Brasil precisa de Lula”, diz o manifesto.

Lula tem sinalizado sua intenção de tentar voltar a comandar o país. A última pesquisa para a eleição presidencial da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pela MDA, aponta o petista como favorito para a disputa à Presidência. O ex-presidente, porém, enfrenta problemas na Justiça. É réu em cinco processos – três da Lava Jato, uma da Operação Janus e outra da Zelotes. Ele alega perseguição política e refuta todas as acusações.

Veja a íntegra do texto e quem assinou

“Por que Lula?

É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.

Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.

Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!

Veja quem assinou
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Posted: 02 Mar 2017 02:25 AM PST

O fantasma da culpa assombra: Temer deixa o Alvorada e volta para o Jaburu

culpa
Freud explica. Ou melhor ainda: Sartre.
Michel Temer, 11 dias depois de ir morar no Palácio da Alvorada, com uma reforma que fez desaparecer móveis, tapetes e outros objetos, muitos do tempo de JK, porque tinha a cor telha ou vermelha, desistiu, diz a Folha.
Volta para o Palácio do Jaburu, residência do vice-presidente.
A desculpa é que o Alvorada é “grande e longe demais”.
Longe, não é, porque não deve distar sequer 1 km do Jaburu, e isso é nada para quem só anda de carro oficial.
Quanto ao grande, tem razão, mas talvez essa “grandeza” seja mais fruto da pequenez do ocupante, que sabe estar ali por uma usurpação.
Nada contra se Temer não quisesse morar num palácio, mas o Jaburu também é um. Um pouco menor, mas não pequeno. A diferença é que é mais discreto e recolhido, como um vice deve ser.
O mais provável é que tenha sido mesmo a velha culpa, aquele sentimento opressivo que vem a quem assassinou politicamente uma presidente eleita  e, pelo crime, apossou-se do seu cargo e de seu lugar de moradia.
O cargo, Temer exerce sem remorso ou contenção.
Mas a casa, com aqueles imensos salões, à noite, é cheia dos fantasmas do remorso, que Sartre simbolizou tão bem como moscas: afasta-se-as (mesóclise é para todos), mas elas voltam, insistem, teimam.
Eram, na peça, a Erínias gregas, as filhas da noite,  horríveis  demais para serem olhadas, que perseguiam e atormentavam os criminosos fossem para onde fossem, por mais que insistissem em se livrar delas.
Ou, talvez, para dar uma explicação mais à altura da turma que chegou ao poder, seja melhor recorrer a Cinderela, dos Irmãos Grimm: está chegando a hora de voltar a ser abóbora.

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