sábado, 4 de março de 2017

4/3 - Portal Luis Nassif DE 3/3

Mensagens de blog - Portal Luis Nassif


Posted: 03 Mar 2017 12:30 PM PST
Francisco Mignone e Souza Lima
O compositor, regente, professor e pianista FRANCISCO MIGNONE (1897-1986) é considerado fundamental na música erudita, mas com generosa participação na música popular. Nesta última vertente, quase sempre adotou o pseudônimo de “Chico Bororó

Cursou o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde conheceu Mário de Andrade. Estudou na Itália com o maestro Vicenzo Ferroni que o ajudou na composição da ópera, em três atos - “O contratador de diamantes”. Depois se tornou professor de regência do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. Assumiu a direção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi membro da Academia Brasileira de Música e fundador do Conservatório Brasileiro de Música. Em 1967, aposentou-se da cátedra da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 15 de outubro de 1968 - Francisco Mignone - prestou seu depoimento para o Acervo de Música Erudita Brasileira do Museu da Imagem e do Som (RJ). A mesa de entrevistadores estava composta por Aloísio de Alencar Pinto e Edino Krieger, representando o Conselho de Música Erudita do MIS, pelo escritor Guilherme Figueiredo e por Ricardo Cravo Albin, então diretor do Museu. Esta gravação se juntaria aos arquivos da Universidade de Essex, na Inglaterra. [Tenho este excelente depoimento (impresso) adquirido quando da minha visita ao MIS, em 2010].






João de Souza Lima (1898-1982) nascido em São Paulo iniciou, precocemente, os estudos musicais aos quatro anos de idade. Já adolescente (16 anos) executa concertos em São Paulo e no Rio de Janeiro, logrando dois prêmios em concursos de Composição: Música para orquestra e Música para piano.

Residiu em Paris durante onze anos onde teve a oportunidade de convivência com grandes mestres do piano mundial a exemplo de, I. Philipp, Marguerite Long, Busini, Camille Chevillard, Paul Paray e tantos outros. Marcou presença em recitais em várias capitais europeias, no Norte da África, na Argentina, Uruguai e Brasil.

Sua vida foi repleta de imensas realizações onde ressaltamos a organização de vários festivais comemorativos da “Semana de Arte Moderna de 1922”, como também do “Grande Prêmio” destinado à composição de obra sinfônica das comemorações do Sesquicentenário de São Paulo.

O grande leque das obras de Souza Lima abrange: música sinfônica, bailados, ópera, música para piano solo, piano e orquestra, dois pianos, hinos, música para coro, de câmara e inúmeras revisões.

Entre elas destacam-se, e com justiça, os Poemas ‘Das Américas’ (1945) e de ‘São Paulo’ (1978), nos quais o autor imprimiu conscientemente a legitimidade de uma autonomia artístico-musical brasileira, resultado das pesquisas que realizou até às raízes de nossa formação histórica, destacando as constâncias rítmicas e melódicas e a ambiência emocional da sensibilidade brasileira”. (Laura Macedo com informações do “Blog e Partitura”).


Tango” (Francisco Mignone) # Souza Lima [solo de piano]. Disco Odeon (X-3180-A) / Matriz (4871). Gravação (junho/1934).
Congada” (Francisco Mignone) # Souza Lima. Disco Odeon (X-3180-B) / Matriz (4872). Gravação (junho/1934).


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Fontes:
- Blog e Partitura (AQUI).
- Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbete: Francisco Mignone (AQUI).
- Fotomontagem: Laura Macedo.
- Fotos: IPB (Instituto Piano Brasileiro) / Internet.
- Site YouTube / Canal: “Gilberto Inácio Gonçalves”.
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Posted: 03 Mar 2017 06:20 AM PST

Por Lungaretti
Às vezes me sinto como a Cassandra troiana, amaldiçoada com a indiferença do seu povo aos alertas que lançava, tão corretos quanto inúteis em termos práticos.

No segundo semestre de 2014, p. ex., eu já tinha percepção clara de que o novo mandato presidencial transcorreria sob aguda recessão. Tudo fiz para abrir os olhos da companheirada, no sentido de que Dilma Rousseff não tinha competência para administrar uma crise dessas e seu fracasso anunciado seria catastrófico para a esquerda brasileira. 

Vi como preferível, primeiramente, a candidatura de Marina Silva, pois, com ela no poder, a responsabilidade pelo desastre econômico ficaria ao menos diluída. 

Depois que Marina foi destruída pela mais torpe campanha de calúnias e falácias já vista na política brasileira, incentivei o Volta Lula!, pois ele, com todos os defeitos, ainda seria capaz de amenizar um pouco a devastação que se prenunciava. Mas, os petistas vacilaram miseravelmente, encaminhando-nos para a perda total.

Mal assumiu, Dilma jogou as promessas de campanha no lixo e empossou o neoliberal Joaquim Levy como ministro da Fazenda. Imediatamente lembrei que estava repetindo o erro de João Goulart, cujas tentativas de adotar a política econômica do inimigo sempre foram inviabilizadas pelo fogo amigo do Brizola e do PCB, lançando o país na confusão e preparando o terreno para a intervenção militar. Dito e feito, Dilma também acabaria sendo derrubada, desta vez não pelos tanques, mas por um peteleco parlamentar.

Tão logo a Câmara Federal aprovou a abertura do processo de impeachment, escrevi que a batalha no Congresso já estava perdida e o único contra-ataque com alguma possibilidade de êxito seria sua imediata renúncia, seguida pelo lançamento de uma nova campanha por diretas-já, unindo toda a esquerda. Mas, Dilma, sempre berrando que não iria cair, marchou de derrota em derrota até o mais amargo fim.

Fiz esta introdução porque novamente há um cenário horroroso se desenhando no horizonte e a esquerda está fazendo tudo errado mais uma vez.

Ao invés de depurar-se e reciclar-se como é inescapável após fiascos tão acachapantes como o de 2016, continua apostando no populismo, ao lançar uma campanha sebastianista pela candidatura de Lula que é simplesmente asnática: a direita, por via judicial, o fulminará quando bem entender.

E não percebe que, se o confronto for entre o populismo decadente do Lula e o populismo ascendente de Jair Bolsonaro, afinado com o espírito da era Trump, é o segundo que prevalecerá.

As lambanças do PT já levaram a direita ao poder. Se persistirem, acabarão conduzindo um fascista explícito ao Palácio do Planalto, enquanto quatro centenas de signatários de um manifesto altamente inoportuno ficarão tentando justificar sua estreiteza de visão política.

Eis os trechos principais de um artigo do Vladimir Safatle que dá uma boa noção do inimigo que temos pela frente:
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UM FASCISTA MORA AO LADO
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Por Vladimir Safatle
"...poderíamos dizer que todo fascismo tem ao menos três características fundamentais.

Primeiro, ele é um culto explícito da ordem baseada na violência de Estado e em práticas autoritárias de governo. 

Segundo, ele permite a circulação desimpedida do desprezo social por grupos vulneráveis e fragilizados. O ocupante desses grupos pode variar de acordo com situações históricas específicas. Já foram os judeus, mas podem também ser os homossexuais, os árabes, os índios, entre tantos outros. 

Por fim, ele procura constituir coesão social através de um uso paranoico do nacionalismo, da defesa da fronteira, do território e da identidade a eixo fundamental do embate político.

Neste sentido, não seria difícil demonstrar todo o fascismo ordinário do sr. Bolsonaro. Sua adesão à ditadura militar é notória, a ponto de saudar e prestar homenagens a torturadores. Não deixa de ser sintomático que pessoas capazes de se dizerem profundamente indignadas contra a corrupção reinante afirmem votar em alguém que louva um regime criminoso e corrupto como a ditadura militar brasileira (vide casos Capemi, Coroa-Brastel, Paulipetro, Jari, entre tantos outros).

Bem, quem começa tirando selfie com a Polícia Militar em manifestações só poderia terminar abraçando toda forma de violência de Estado.

Por outro lado, sua luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis expressa o desprezo que parte da população brasileira sempre cultivou, mas que agora se sente autorizada a expressar.

Por fim, o primarismo de um nacionalismo que expressa o simples culto do direito secular de mando, algo bem expresso no slogan devolva o meu país, fecha o círculo.

Ora, o fato significativo é que a maioria da classe média brasileira, com sua semi-formação característica, assumiu de forma explícita uma perspectiva simplesmente fascista.

Ela operou um desrecalque, já que até então se permitia representar por candidatos conservadores mais tradicionais. Essa escolha é resultado de uma reação à desordem e à abertura produzida pela revolta de 2013.

Todo evento real produz um sujeito reativo, sujeito que, diante das possibilidades abertas por processos impredicados, procura o retorno de alguma forma de ordem segura capaz de colocar todos nos seus devidos lugares. Nesse contexto, a última coisa a fazer é acreditar que devamos dialogar com tal setor da população.
Faz parte de um iluminismo pueril a crença de que o outro não pensa como eu porque ele não compreendeu bem a cadeia de argumentos. Logo, se eu explicar de forma pausada e lenta, você acabará concordando comigo.

Bem, nada mais equivocado. O que nos diferencia é a adesão a forma de vida radicalmente diferentes. Quem quer um fascista não fez essa escolha porque compreendeu mal a cadeia de argumentos. Ele o escolheu porque adere a formas de vida e afetos típicos desse horizonte político. Não é argumentando que se modifica algo, mas desativando os afetos que sustentam tais escolhas.

De toda forma, há de se nomear claramente o caminho que parte significativa dos eleitores tomou. Essa radicalização não desaparecerá, mas é embalada pelo espírito do tempo e suas regressões. Na verdade, ela se aprofundará. Contra ela, só existe o combate sem trégua"

O POLITICAMENTE CORRETO É UM AUTÊNTICO PÉ NO SACO!
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Posted: 03 Mar 2017 06:19 AM PST

 



   Não bastasse a fortuna gasta com a regente titular Marin Alsop para dez semanas de trabalhos/ano. Não bastasse a demissão de Naomi Munakata do cargo de regente titular do Coro da OSESP. Não bastasse a vinda de uma penca de solistas de fora para cantar trechos minúsculos. Não bastasse a demissão de Celso Antunes do cargo de regente associado com a desculpa esfarrapada de "restrições orçamentárias". Não bastasse a reclamação que o orçamento de 2017 é 27% menor que o do ano anterior, eis que me aparece mais uma novidade intragável.
   Acabo de saber que Valentina Peleggi será a nova titular do Coro da OSESP. Não nego as qualidades da regente embora todo esse currículo bonito não me comova. Não entendo o porquê da preferência de estrangeiros na OSESP. Existe no Brasil uma dezena de excelentes profissionais capacitados para o cargo e a direção escolhe uma italiana. Como sempre nós bancaremos salário, estadia e passagens sem necessidade e como sempre eu serei uma das raras vozes a reclamar.
   Arthur Nestrovski como sempre soltou suas pérolas de sabedoria exaltando sua nova pupila, vamos as suas palavras: “desde que veio a São Paulo pela primeira vez, em 2014, representando a Royal Academy de Londres, e conquistou o Prêmio de Regência do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, Valentina tem tido um progresso impressionante. Ao longo desse tempo, sua relação com a Osesp tem se expandido em muitas áreas – da Orquestra ao Coro, à Academia e ao próprio Festival –, o que é para nós motivo de alegria”. Tudo muito lindo, por que não conta para nós quanto custará essa contratação?
    Como afirmei em um texto anterior existem três culpados por esse descaso com os profissionais brasileiros:  O primeiro é a direção da OSESP que exagera na contratação de estrangeiros. A imprensa tem grande parcela de culpa já que se omite frente a todo esse quadro. O público se acomoda e salvo raras exceções nunca reclama dos acintes cometidos pela diretoria.
Ali Hassan Ayache

Fonte da citação de Arthur Nestrovski, movimento.com

Valentina Peleggi. foto Internet.
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Posted: 03 Mar 2017 06:18 AM PST

 

  


  O texto de minha autoria publicado em Março de 2012 neste Blog fala do conceito intrínseco a ópera e balé serem "Uma Arte para Poucos". Anos depois vejo que o texto continua atual, a diferença é que o politicamente correto entrou em ação. A nova direção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro liderada por Milton Gonçalves revela que deseja popularizar a casa lírica carioca. O termo é vago e o nomeado parece não ter a capacitação necessária ao cargo sendo anunciado pelo próprio secretário de cultura como uma indicação política.
   O teatro lírico é na sua essência um teatro de ópera e balé que pode em algum momento comportar outros tipos de eventos. Fica bonito um político falar para a população o termo popularizar, soa moderno e não acrescenta nada. Teatro lírico não é popular e sim lírico que será aproveitado por uma parte pequena da população. Se quer popularizar existem outras casas para isso, diversos equipamentos da secretaria da cultura podem ser utilizados para esse fim e não o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pode-se discutir a necessidade do teatro para a cidade, mas nunca alterar sua essência.
       A ópera e o balé são a essência da casa carioca, estas são expressões artísticas apreciadas por minorias. Desde o nascimento dessas artes até os dias de hoje, uma parcela ínfima da população vai ao teatro e se dispõe a ficar algumas horas vendo uma ópera ou um grande balé. Sempre ouço dizer que essas formas de arte podem ser popularizadas, cair no gosto do povo, da massa e serem comentadas no dia-a-dia. Para os que o dizem, respondo que isso não ocorreu em 400 anos e não vai acontecer.
   Hoje temos o computador, o cinema, o DVD, a televisão e inúmeras outras formas de entreterimento. Modernas, ágeis e sempre se reinventando. Estamos na era da velocidade, tudo é muito rápido, dinâmico. As pessoas não conseguem ficar horas em um teatro depois de um dia de trabalho assistindo um Tristan und Isolde de Wagner. A  galera quer diversão fácil, mastigada e pronta para o consumo.
    Ópera e balé não fazem parte do currículo dos dias de hoje. Quando falo aos amigos que gosto de ópera , eles geralmente lembram o filme "Uma Linda Mulher". Famosa a cena que o bonitão leva a personagem principal para assistir La Traviata de Verdi e ela adora. A maioria das mulheres se interessa pelo glamour, pelo romantismo e pelo jantar, não pela ópera em si.
   Em uma récita de estreia, no Teatro Alfa, de uma rara ópera de Carlos Gomes, havia inúmeras senhoras. Todas bem vestidas, pomposas com suas joias e vestidos de noite. Revistas de fofocas tiravam fotos  e o coquetel rolava solto. Homens com traje de gala. Após o primeiro intervalo todas sumiram, simplesmente desapareceram. Foram atrás de badalação e não de ópera. Ficaram aqueles que realmente gostam da grande arte.
   Países de "primeiro mundo" têm em sua população uma pequena minoria que gosta de ópera e balé. Essa pode ser maior que os países "em desenvolvimento" , mas não passa de uma minoria. A verdade é uma só: ópera e balé são artes para minorias, os fatos de 400 anos de história comprovam. Somos seres estranhos, gostamos da arte que associa canto, música, teatro, literatura, poesia, arquitetura e muitas outras mais. Mas, essa arte esta parada no tempo, onde a ação é lenta. O poder de renovar público fica restrito ao ambiente familiar, à sensibilidade artística que poucas pessoa têm e a diretores de ópera que conseguem modernizar o contexto, muitas vezes melhorando o enredo e outras estragando.
Ali Hassan Ayache    
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Posted: 03 Mar 2017 06:18 AM PST

 

  


  O texto de minha autoria publicado em Março de 2012 neste Blog fala do conceito intrínseco a ópera e balé serem "Uma Arte para Poucos". Anos depois vejo que o texto continua atual, a diferença é que o politicamente correto entrou em ação. A nova direção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro liderada por Milton Gonçalves revela que deseja popularizar a casa lírica carioca. O termo é vago e o nomeado parece não ter a capacitação necessária ao cargo sendo anunciado pelo próprio secretário de cultura como uma indicação política.
   O teatro lírico é na sua essência um teatro de ópera e balé que pode em algum momento comportar outros tipos de eventos. Fica bonito um político falar para a população o termo popularizar, soa moderno e não acrescenta nada. Teatro lírico não é popular e sim lírico que será aproveitado por uma parte pequena da população. Se quer popularizar existem outras casas para isso, diversos equipamentos da secretaria da cultura podem ser utilizados para esse fim e não o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pode-se discutir a necessidade do teatro para a cidade, mas nunca alterar sua essência.
       A ópera e o balé são a essência da casa carioca, estas são expressões artísticas apreciadas por minorias. Desde o nascimento dessas artes até os dias de hoje, uma parcela ínfima da população vai ao teatro e se dispõe a ficar algumas horas vendo uma ópera ou um grande balé. Sempre ouço dizer que essas formas de arte podem ser popularizadas, cair no gosto do povo, da massa e serem comentadas no dia-a-dia. Para os que o dizem, respondo que isso não ocorreu em 400 anos e não vai acontecer.
   Hoje temos o computador, o cinema, o DVD, a televisão e inúmeras outras formas de entreterimento. Modernas, ágeis e sempre se reinventando. Estamos na era da velocidade, tudo é muito rápido, dinâmico. As pessoas não conseguem ficar horas em um teatro depois de um dia de trabalho assistindo um Tristan und Isolde de Wagner. A  galera quer diversão fácil, mastigada e pronta para o consumo.
    Ópera e balé não fazem parte do currículo dos dias de hoje. Quando falo aos amigos que gosto de ópera , eles geralmente lembram o filme "Uma Linda Mulher". Famosa a cena que o bonitão leva a personagem principal para assistir La Traviata de Verdi e ela adora. A maioria das mulheres se interessa pelo glamour, pelo romantismo e pelo jantar, não pela ópera em si.
   Em uma récita de estreia, no Teatro Alfa, de uma rara ópera de Carlos Gomes, havia inúmeras senhoras. Todas bem vestidas, pomposas com suas joias e vestidos de noite. Revistas de fofocas tiravam fotos  e o coquetel rolava solto. Homens com traje de gala. Após o primeiro intervalo todas sumiram, simplesmente desapareceram. Foram atrás de badalação e não de ópera. Ficaram aqueles que realmente gostam da grande arte.
   Países de "primeiro mundo" têm em sua população uma pequena minoria que gosta de ópera e balé. Essa pode ser maior que os países "em desenvolvimento" , mas não passa de uma minoria. A verdade é uma só: ópera e balé são artes para minorias, os fatos de 400 anos de história comprovam. Somos seres estranhos, gostamos da arte que associa canto, música, teatro, literatura, poesia, arquitetura e muitas outras mais. Mas, essa arte esta parada no tempo, onde a ação é lenta. O poder de renovar público fica restrito ao ambiente familiar, à sensibilidade artística que poucas pessoa têm e a diretores de ópera que conseguem modernizar o contexto, muitas vezes melhorando o enredo e outras estragando.
Ali Hassan Ayache    
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Posted: 03 Mar 2017 06:17 AM PST

 



     Abaixo segue a programação oficial anunciada pela gestão de João Guilherme Ripper. Com sua demissão e o anuncio de Milton Gonçalves como novo presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro ninguém sabe se esta será confirmada ou alterada. Até o presente momento nenhuma declaração oficial foi feita a respeito gerando incertezas em todos os profissionais envolvidos, principalmente em cantores líricos.
   Acontece mais uma vez no Brasil e pelo andar da carruagem esse fato se repetirá. É nomeado um diretor por mera indicação política, fato afirmado pelo secretario da cultura, sem a menor capacidade de gerir um teatro de grande porte. Dizer que na adolescência queria ser "cantor de óperas" não é currículo para gestão teatral. A classe de músicos e cantores que trabalham no Theatro Municipal do Rio de Janeiro não se manifesta, não emite uma única nota seja ela concordando ou discordando da nomeação.
   Nas redes sociais raros são aqueles que defendem a nomeação. A imprensa especializada e independente fez sua parte, botou a boca no trombone contra a indicação com diversos artigos publicados em blogs e em diversas mídias. Exceto a Revista Concerto, esta como sempre se isentou de emitir uma opinião, divulgou a notícia e nada mais. Não vi nenhum doscríticos independentes de tão conceituada revista se manifestarem.
Ali Hassan Ayache


Programação: primeiro semestre de 2017.


ÓPERAS
  • Abril: Dias 02 e 09, às 17h e dias 04 e 07, às 20h
JENŮFA – Ópera em três atos
Coprodução com a Companhia de Ópera Livre
Música: Leoš Janáček (1854-1928)
Libreto: Do compositor (Baseado na peça Její Pastorkyňa [Sua Enteada] de Gabriela Preissová)
Concepção e Direção cênica: André Heller-Lopes – Cenários: Daniela Taiana – Figurinos: Sofia di Nunzio – Desenho de Luz: Fábio RettiCoro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal – Direção musical e Regência: Marcelo de Jesus
Elenco
Jenůfa – Gabriella PaceKostelnička Buryjovka Eliane CoelhoLaca KlemeňEric HerreroŠteva BuryjaIvan JorgensenStarek e Prefeito– Vinícius AtiqueStarenka Buryjovka– Carolina Faria
Última ópera do compositor tcheco Leoš Janáček, que levou cerca de dez anos para concluí-la. Com libreto do próprio compositor, é baseada na dramática peça Její Pastorkyňa (Sua Enteada), da escritora Gabriela Preissová, que, em linguagem realista, trata do difícil tema do infanticídio. Será a estreia no Rio de Janeiro da versão original de Brno, de 1908, em coprodução com a Companhia Ópera Livre, na versão do diretor André Heller-Lopes.
  • Abril: dia 30, às 17h e Maio: dias 02 e 04, às 20h e dia 06, às 17h
UN BALLO IN MASCHERA – Ópera em três atos (1858)
Música: Giuseppe Verdi (1813-1901)
Libreto: Antonio Somma (1809-1864)
Direção de cena: Julianna SantosCenografia: Renato TheobaldoFigurinos: Elena ToscanoIluminação: Fábio RettiCoro e Orquestra Sinfônica do Theatro MunicipalParticipação: Coral Infantil da UFRJDireção musical e regência: Tobias Volkmann
Elenco
Gustavo (Ricardo) – Ricardo TamuraAmélia – Ângela MarambioUlrica – Ana Lúcia BenedettiRenato – Leonardo PáscoaOscar – Dafne BomsSamuel – Manuel ÁlvaresTom – Daniel Soren
Un Ballo in Maschera é baseada em libreto original de Eugène Scribe (1791-1861) intitulado Gustavo III ou Le Bal Masque. A história original se passa na Suécia em 1792, mas problemas com a censura italiana fizeram com que o libretista Antônio Somma (1809-1864) traspusesse a ação para a cidade de Boston, nos Estados Unidos, onde um fictício governador Ricardo, em meio a intrigas e conspirações, se apaixona pela esposa de seu fiel secretário Renato e é assassinado. Escrita em 1859, a ópera é uma das favoritas do público, onde Verdi nos oferece uma grande riqueza melódica, com árias apaixonadas e de grande poder dramático, em que não faltam imponentes cenas corais.
BALÉS
  • Abril: dia 13, quinta, às 20h
90 ANOS DA ESCOLA ESTADUAL DE DANÇA MARIA OLENEWA
LES SYLPHIDES– Balé em um ato (1909)
Música –Frédéric ChopinOrquestração – William McDermottCoreografia –Michel FokineAlunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa
  • Junho: dias 08, 09, 15 e 16, às 20h e dias 10, 11, 17 e 18, às 17h
 O CORSÁRIO – Balé em três atos (1856)
Produção do Balett do Sodre de Montevidéu
Música:Adolphe Adam, com músicas adicionais de César Pugni, Léo Delibes e Ricardo Drigo.
Roteiro: Jules Henri Vernoy de Saint-Georges(1799-1875) e Joseph Mazilier (1797-1868), baseado em The Corsair [1814] de Lord Byron.
Coreografia:Anna-Marie Holmes (a partir de Konstantin Sergeyev e Marius Petipa).
Orquestração: Kevin GalieBallet e Orquestra Sinfônica do Theatro MunicipalRegência: Martin Garcia
Pela primeira vez no repertório do Ballet do Theatro MunicipalO Corsário inaugura a colaboração com o Ballet do Teatro Sodre de Montevidéu (Uruguai), envolvendo a troca de produções. A versão original estreou em 1856 na Ópera de Paris e, por seu alto nível de exigência artística, consta hoje no repertório de poucas companhias ao redor do mundo. O Ballet do Sodre, companhia sob a liderança artística do bailarino Julio Bocca, produziu a versão de 1998 da coreógrafa Anna-Marie Holmes para o American Ballet Theatre, que será remontada no Theatro Municipal. Ambientado em uma ilha, onde um navio pirata encalha após uma tempestade, o balé conta a fascinante história de amor entre o corsário Conrad e a escrava Medora e está repleto de ação, paixões e lutas, típicas das histórias de aventuras.
CONCERTOS E SÉRIES
  • Maio: dia 20, sábado, às 16h
Concerto Sinfônico
Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de JaneiroSolista: Jean-Louis Steuerman (piano)
Regente: Neil Thomson
Programa:
  1. Sibelius (1865-1957) – Abertura Karelia op.10
  2. Rachmaninoff (1873-1943) – Concerto para piano no1
  • Junho: dia 04, domingo, às 17h
Série Villa-Lobos 130 Anos
Heitor Villa-Lobos é qualificado na literatura musical internacional como um dos mais importantes criadores do Século XX e o maior compositor brasileiro de todos os tempos. Para homenagear Villa-Lobos em seus 130 anos de nascimento, coros e orquestras do Rio de Janeiro se unirão em uma série especial de concertos ao longo do ano para oferecer ao público um grande panorama da imensa produção do compositor.
Orquestra CesgranrioRegência: Éder Paolozzi
Programa:
Bachianas Brasileiras no4;Bachianas Brasileiras no5;Choros 6.
  • Junho: dia 25, domingo, às 17h
Orquestra Sinfônica Nacional da UFFSolista: Sônia Rubinsky (piano)
Regência: Tobias Volkmann
Programa:
Bachianas Brasileiras no3 para piano e orquestra;
Naufrágio de Kleônicos (poema sinfônico);
Bachianas Brasileiras no7.
Julho: dia 09, domingo, às 11:30h
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro MunicipalSolista: Fábio Zanon (violão)
Regência: Tobias Volkmann
Programa:
Bachianas Brasileiras no2;
Introdução aos Choros;
Choros 10;
Mandu-Çarará (Cantata profana)
  • Julho: dia 15, sábado, às 16h
Orquestra Sinfônica da UFRJSolista: Nélson Freire (piano)
Regência: Roberto Tibiriçá
Programa:
Choros 9;
Momoprecoce para piano e orquestra
ÓPERA DE CÂMARA
  • Junho: dia 30, às 20h e Julho: dia 02, às 17h
O CAIXEIRO DA TAVERNA– Ópera em um ato (2006)
Música: Guilherme BernsteinLibreto: Adaptação do original de Martins Pena(1815-1848)
Solistas da Academia de Ópera Bidu Sayão
Foto Internet.
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