sábado, 4 de março de 2017

4/3 - Pragmatismo Político ( ESCOLHA O ASSUNTO)

Pragmatismo Político


Posted: 03 Mar 2017 11:43 AM PST
fidel protagoniza matéria repercutida história capitalismo
Entrevista de Fidel Castro em Sierra Maestra há 60 anos (reprodução)
Herbert Matthews | Tradução: Bruno Moreira, Outras Palavras
No último mês de fevereiro, tornou-se sexagenária uma das mais repercutidas matérias jornalísticas da história política internacional, feita no dia em que o New York Times foi à Sierra Maestra entrevistar um homem que, escondido na selva com um punhado de companheiros, queria tomar o poder num pequeno país dominado por uma ditadura.
Em 1957, os conflitos internos em Cuba decorrentes da resistência à ditadura de Fulgêncio Batista entravam numa fase de instensificação. O grupo rebelde intitulado Movimento 26 de Julho, liderado pelo jovem advogado e líder político Fidel Castro Ruz, já havia feito uma ação importante quatro anos antes, na tentativa fracassada de tomada do quartel Moncada. No evento, vários rebeldes morreram. Fidel, por sua vez, foi preso. Anistiado em 1955, exilou-se no México.
Em dezembro de 1956, Fidel regressa a Cuba acompanhado de 81 guerrilheiros, entre eles o argentino Che. Utilizando um arremedo de embarcação carinhosamente chamada de Granma (vovó, em inglês), o grupo partiu do México em direção à ilha. Como estratégia central estava a de que, uma vez em território cubano, a guerrilha buscaria ganhar força a partir de um trabalho de arregimentação e articulação com a classe trabalhadora, principalmente campesina.
Três dias após o desembarque, porém, um ataque violento das tropas de Batista é feito contra os rebeldes. Dele, só vinte guerrilheiros sobrevivem e se instalam na selva, iniciando os esforços para organizar a luta e enfrentar as primeiras batalhas. Batista e seus apoiadores, por sua vez, espalham o boato de que Fidel está morto. Neste momento, parte de Castro uma ideia ousada para tentar reverter o efeito negativo produzido pela informação de sua morte. Através de contatos urbanos clandestinos, Fidel consegue fazer chegar ao então editor-chefe do New York Times, mais influente jornal do mundo, uma oferta de entrevista exclusiva. Os objetivos eram mostrar aos cubanos e ao mundo que ele estava vivo, que em Cuba havia uma guerrilha e que Batista precisava ser derrubado. A entrevista seria ainda uma ótima oportunidade de potencializar o alcance do foco guerrilheiro, angariando corações e mentes para a causa. Herbert Mathews, o editor, eufórico pela oportunidade da exclusiva, aceita o convite, e os dois se encontram numa manhã de fevereiro no meio da selva.
Escolhendo palavras simpáticas para descrever o que testemunhava, Mathews caracterizou o movimento 26 de julho como um movimento que buscava um nova ordem para Cuba, “radical, democrática e portanto anticomunista”. Ressaltou os esforços dos rebeldes e de Castro em tentar se livrar de uma ditadura violenta, corrupta e nociva. A entrevista ganhou a capa do periódico e se transformou numa série de reportagens publicadas em fevereiro. Mathews e Castro tornaram-se amigos, e, mais que isso, O movimento 26 de julho, por sua vez, tornou-se amigo da imprensa. Jornais de todo o mundo seguiram o tom simpático da narrativa de Mathews e a imagem de Fidel como um justiceiro romântico correu o mundo.
A despeito do fato desta amizade ente a guerrilha cubana e a imprensa ter durado poucos anos, a ação de 1957 demonstrava uma habilidade absoluta. A escolha ousada de tentar fazer propaganda através do jornal mais importante do mundo culminaria com o efeito positivo desejado por Castro, num momento crucial em que o movimento precisava ganhar força. Mais ainda, ao evitar demonstrar qualquer linha ideológica que não fosse a ideia de uma revolução que sanearia Cuba e derrubaria um déspota, Fidel ganhou a simpatia do mundo e evitou que recaísse sobre si o que até então era uma pecha que a imprensa burguesa fazia questão de explorar: o do enquadramento estereotipado no conjunto de representações da propaganda anticomunista.
Menos de dois anos após aquela entrevista, o movimento já se transformara numa guerrilha altamente organizada, e que atingiria o êxito de depor o presidente ditador Fulgêncio Batista. Em 1º de janeiro de 1959, eles entrariam em Cuba nos braços da população trabalhadora e se tornariam, desde então, um governo revolucionário. Evidentemente, a matéria e o efeito produzido por ela não foram os únicos elementos de constituição desta força, mas teve sua importância num momento em que a maneira como o movimento era “dado a ler”, utilizando uma expressão de Roger Chartier, era crucial para se angariar apoio interno e externo.
Como já dissemos, a simpatia das agências internacionais de notícias pelos barbudos rebeldes cubanos não duraria muito. Num cenário de acirramento da propaganda anticomunista, num momento ápice da Guerra Fria, à medida que as declarações e os passos dos revolucionários foram se aproximando da URSS e de princípios marxistas-leninistas, que os tribunais revolucionários foram punindo com penas de morte pessoas envolvidas em crimes cometidos na época de Batista, entre outras ações; o teor simpático e conciliatório foi gradualmente sendo abandonado até culminar com a percepção jornalística hegemônica de Cuba como exemplo de ameaça mais temível para os demais países da América. A partir de 1961, com a declaração de Castro de formalização do caráter socialista da Revolução, a grande imprensa internacional, com raras exceções, passou a perceber Cuba em seus editoriais como um mal a ser combatido.
O que nos chama a atenção neste evento de 1957 é que Fidel já apresentava ao mundo sua perícia de habilidoso interlocutor. Ao preocupar-se em estabelecer uma representação favorável na imprensa internacional, estrategicamente elaborada no jornal de maior alcance, Fidel já sinalizava um traço que o marcaria enquanto porta-voz da Revolução: o cuidadoso uso da palavra, a preocupação minuciosa com a produção de representações. Ao longo da trajetória da Revolução Cubana, isso ficaria demonstrado em diversos momentos, desde expedientes mais simples como a preocupação em montar uma rádio clandestina como uma das primeiras ações revolucionárias após se instalarem na selva, passando pela elaboração cuidadosa de discursos históricos proferidos na assembleia da ONU, ou até mesmo nos vários convites feitos a intelectuais de todo o mundo para visitarem e conhecer in locu a Revolução Cubana, acompnhado pelo luxioso ciceroneamanto e discursos do próprio Fidel.
A representação inventa o mundo. São as palavras que criam e recriam o cotidiano, e forjam a maneira como nos apropriamos da realidade que nos cerca. Com relação a tais percepções Fidel Castro pareceu sempre estar muito atento. Neste sentido, demonstrou ainda compreender que Revolução também se faz com propaganda. E que as vezes os instrumentos disponíveis para isto podem ser, com criatividade, os próprios meios que muitas vezes estão comprometidos com a manutenção da ordem instituída.
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Posted: 03 Mar 2017 11:38 AM PST
denúncias yunes eliseu padilha michel temer Sergio moro
Eliseu Padilha, José Yunes, Michel Temer e Sérgio Moro (Imagem: Pragmatismo Político)
Jeferson Miola, via Facebook
O depoimento que José Yunes prestou ao Ministério Público assumindo-se como simples “mula” para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha, é demolidor para o governo golpista.
A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014:
1. a Odebrecht atendeu o pedido do Temer, dos R$ 10 milhões [os R$ 4 milhões ao Padilha são parte deste montante] operados através de Lucio Funaro, ainda durante o período eleitoral de 2014;
2. mesmo sendo o candidato a vice-presidente da Dilma, na campanha Temer trabalhava pelo esquema do Eduardo Cunha [que na eleição apoiou Aécio Neves, e não a chapa do seu partido, o PMDB], que tinha como meta eleger uma grande bancada de deputados oposicionistas ao governo Dilma;
2. a organização criminosa financiou com o esquema de corrupção a campanha de 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara;
3. Lúcio Funaro, tido até então exclusivamente como o “operador do Eduardo Cunha”, na realidade também atuava a mando de Eliseu Padilha e, tudo indica, de Michel Temer – José Yunes diz que Temer sabia tudo sobre o serviço de “mula” que Padilha lhe encomendara;
4. em janeiro/fevereiro de 2015, na disputa para a presidência da Câmara, embora em público Temer dissimulasse uma posição de “neutralidade”, nos subterrâneos trabalhou pela eleição do Cunha;
5. mesmo sendo vice-presidente da Presidente Dilma, o conspirador conhecia o plano golpista desde sempre, e participou desde o início da conspiração para derrubá-la. O primeiro passo, como se comprovou, seria dado com a vitória do Eduardo Cunha à presidência da Câmara para desestabilizar o ambiente político, implodir os projetos de interesse do governo no Congresso e incendiar o país.
A denúncia de Yunes reabre o questionamento sobre a decisão no mínimo estranha, para não dizer obscura e suspeita, do juiz Sergio Moro. Em despacho de 28/11/2016, Moro anulou por considerar “impertinentes” as perguntas sobre José Yunes que o presidiário Cunha endereçou a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa.
Moro tem agora a obrigação de prestar esclarecimentos mais convincentes e objetivos que o argumento subjetivo de “impertinência”, alegado no despacho. Caso contrário, ficará a suspeita de ter prevaricado para proteger Temer e encobrir o esquema criminoso que derrubaria o governo golpista. Afinal, sabendo do envolvimento direto de Michel Temer no esquema criminoso, Moro teria agido para ocultar o fato?
A cada dia fica mais claro que o Brasil está dominado pela cleptocacia que assaltou o poder de Estado com o golpe. O melhor que Temer faria ao país seria demitir toda a corja corrupta – a começar pelo Eliseu Padilha – e renunciar, porque perdeu totalmente a confiança política e a credibilidade.
A permanência ilegítima de Temer na cadeira presidencial é um obstáculo instransponível à recuperação do Brasil, que assim seguirá o caminho acelerado do abismo.
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Posted: 03 Mar 2017 11:28 AM PST
Silas Malafaia Disney Beijo Gay
Silas Malafaia bateu boca com perfil falso da atriz Vera Holtz e fez suposições sobre a orientação sexual da atriz
A Disney exibiu recentemente um beijo entre dois homens em um desenho animado. Aconteceu na atração Star vs. as Forças do Mal.
Por esta razão, a multinacional estadunidense de mídia se tornou alvo do pastor evangélico Silas Malafaia.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o religioso pede um boicote à empresa, que ainda anunciou que sua nova versão para A Bela e a Fera terá “um momento exclusivamente gay”.
“Lamentavelmente, a Disney resolveu comprar a agenda gay, colocando em desenhos e filmes para crianças a questão do ‘homossexualismo'”, disse o pastor, que ainda chamou a decisão da empresa de “asquerosa” e “nojenta”.
“Vamos dizer não à Disney. Não compre produtos da Disney para seus filhos. Cancele canais da Disney. Essa é a resposta democrática que podemos dar”, protestou o pastor.
Apesar de insistir que a Disney está descumprindo o Estatuto da Criança e do Adolescente ao mostrar “cenas de indução a sexo”, o desenho “Star vs. As Forças do Mal” exibiu dois homens adultos apenas se beijando, enquanto casais heterossexuais faziam o mesmo ao redor. Nenhum desses outros casais foi alvo dos comentários do religioso.

Bate-boca com perfil falso

No Twitter, o perfil falso de Vera Holtz foi um dos primeiros a rebater as críticas do pastor ao desenho.
“Safadeza não é um beijo gay, pastor. Safadeza é fazer lavagem de dinheiro e conseguir bens materiais usando a fé das pessoas. Boa noite!”, postou a conta “falsa” da atriz, se referindo ao indiciamento do pastor sob suspeita de lavagem de dinheiro.
Sem se dar conta de que batia boca com um perfil falso, Malafaia publicou uma série de mensagens em que subia o tom para agredir a atriz, a quem chegou a chamar de “estúpida” em caixa alta.
“VERA HOLTZ, deixa de ser ignorante. A Constituição, o ECA, a Declaração Universal dos Direitos Humanos condenam erotizar crianças. ESTÚPIDA!”, escreveu.
“VERA HOLTZ, não tive a intenção de atingir sua preferência sexual. Não adianta me caluniar, fale com Jesus, ele transforma você. Deus te abençoe”, continuou Malafaia.
Ao que a falsa Vera Holtz respondeu: “Se essa transformação for para tornar-se um ser humano como você, eu estou dispensando. Cansei de chutar cachorro morto, beijinhos”.
As mensagens da falsa Vera Holtz chegaram a ser retuitadas e favoritadas mais de 20 mil vezes, enquanto as do pastor acumulavam algumas poucas dezenas.

Internautas não perdoaram e o pastor virou mais uma vez alvo de piadas nas redes. Confira algumas:

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Posted: 03 Mar 2017 11:13 AM PST
juiz perguntas eduardo cunha michel temer lava jato
Michel Temer e Eduardo Cunha (reprodução)
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou o envio ao presidente Michel Temer de 19 perguntas feitas a ele pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Parte delas havia sido vetada pelo juiz Sérgio Moro em processo que corre na capital paranaense. Os questionamentos serão encaminhados ao presidente, arrolado como testemunha de defesa de Cunha na ação em que o ex-deputado cassado é réu por irregularidades na Caixa Econômica Federal.
Em seu despacho, Vallisney ressaltou que Temerpoderá se reservar ao direito de não responder a perguntas impertinentes ou autoincriminatórias”. Entre outras coisas, Eduardo Cunha questiona se o presidente participou, juntamente com o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), de reuniões para tratar de propina ou doações eleitorais em troca de financiamentos do fundo de investimento do FGTS, o FI-FGTS. Pergunta, ainda, se Temer tem conhecimento de oferecimento de propina a Moreira Franco.
Em novembro do ano passado, Moro vetou 20 das 41 perguntas dirigidas por Cunha a Temer. Segundo o juiz que conduz a Lava Jato em Curitiba, alguns questionamentos eram inapropriados e não deveriam ser avalizados pela Justiça Federal porque o presidente da República tem foro privilegiado. Só pode responder ao Supremo Tribunal Federal. Entre as 18 testemunhas listadas por Cunha em Brasília, estão, além de Temer, Moreira Franco, o ex-presidente Lula, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Em uma das perguntas, o ex-deputado faz referência a uma pessoa chamada Érica, sem citar sobrenome ou cargo. “[Michel Temer] Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou Moreira Franco, seja posteriormente para liberação de financiamento do FI/FGTS?
Ele também indaga se o presidente teve participação na negociação de doações eleitorais para o então peemedebista Gabriel Chalita na disputa à prefeitura de São Paulo, em 2012, mediante liberação de recursos da Caixa. “Sabe dizer se algum deles fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012? Se positiva a resposta, houve a participação do senhor? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI/FGTS?”. No questionário, Eduardo Cunha faz referência a André de Souza, conselheiro do FI-FGTS indicado pela CUT, que acabou ficando próximo de Moreira.

Confira as perguntas de Cunha a Temer:

1) Em qual período Vossa Excelência foi Presidente do PMDB?
2) Quando da nomeação do senhor Moreira Franco como vice-presidente de Fundos e Loteria da Caixa Econômica Federal, Vossa Excelência exercia a Presidência do PMDB?
3) Vossa Excelência foi o responsável pela nomeação dele para Caixa? O pedido foi feito a quem?
4) Em 2010, quando o sr. Moreira Franco deixou a CEF para ir para a coordenação da campanha presidencial como representante do PMDB, Vossa Excelência indicou Joaquim Lima como seu substituto na referida empresa pública?
5) Vossa Excelência conhece a pessoa de André de Souza, representante dos Trabalhadores no Conselho no FI/FGTS à época dos fatos?
6) Vossa Excelência fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com o FI-FGTS junto com Moreira Franco e André de Souza?
7) Vossa Excelência conhece Benedito Júnior e Léo Pinheiro?
8) Participou de alguma reunião com eles e Moreira Franco para doação de campanha?
9) Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI-FGTS?
10) André da Souza participou dessas reuniões?
11) Vossa Excelência conheceu Fábio Cleto?
12) Se sim, Vossa Excelência teve alguma participação em sua nomeação?
13) Houve algum pedido político de Eduardo Paes, visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?
14) Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou a Moreira Franco, seja posteriormente, para liberação de financiamento do FI/FGTS?
15) A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens providas do consórcio Porto Maravilha (Odebrecht, OAS e Carioca), Hazdec, Aquapolo e Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações, Lamsa, Brado, Moura Debeux, BR Vias. Vossa Excelência tem conhecimento, como presidente do PMDB até 2016, se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB. Se sim, de que forma?
16) Sabe dizer se alguma delas fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012?
17) Se positiva a resposta, houve a participação de Vossa Excelência? A doação estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI/FGTS?
18) Como vice-presidente da República desde 2011, Vossa Excelência teve conhecimento da participação de Eduardo Cunha em algum fato vinculado a essa denúncia de cobrança de vantagens indevidas para liberação de financiamentos do FI/FGTS?
19) Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa Econômica Federal em outra área a partir de 2011 e está até hoje, quem foi o responsável pela sua nomeação?
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Posted: 03 Mar 2017 10:44 AM PST
Alexandre Garcia estupro atriz
O jornalista da Globo Alexandre Garcia
O comentarista da TV Globo e âncora da Globo News, Alexandre Garcia, se envolveu em uma polêmica no Twitter na tarde desta quinta-feira (2).
Ao comentar a notícia em que a atriz norte-americana, Jane Fonda, revelou ter sido estuprada quando criança, Garcia perguntou “E eu com isso?”. A mensagem de deboche causou repercussão negativa.
Foram mais de 1,5 mil respostas, muitas condenando o comentário do jornalista.
O perfil da deputada estadual Jandira Feghali (PCdoB-RJ) entrou no bate-boca: ‘Quando ela revela isso, ajuda a dar luz a este tipo de crime e ampliar o combate. Achei que fosse óbvio’, escreveu.
Um outro seguidor também criticou Garcia. “Atriz famosa e respeitada joga luz num assunto importante fazendo um relato e o que o senhor tem a dizer é isso?”.
Houve, porém, algumas poucas pessoas que apoiaram Garcia.
Depois das milhares de críticas, Garcia tentou se explicar na manhã desta sexta-feira. “Uma brasileira é estuprada a cada 11 minutos e não reagimos nem nos escandalizamos. Mas nos preocupamos com a americana, há 70 anos. Colônia.”
A suposta preocupação de Alexandre Garcia apresentada em sua justificativa contradiz com outros posicionamentos externados recentemente pelo apresentador.
No último mês de fevereiro o comentarista da Globo ironizou o termo “feminicídio”, expressão usada para designar crime contra mulheres em razão do gênero (relembre aqui).
Não é a primeira vez que Alexandre Garcia abre espaço para polêmicas, tanto na TV como nas redes sociais. Ao falar sobre racismo, em 2015, o apresentador disse que “o Brasil não era racista até criarem as cotas” (relembre aqui).
No ano passado, foi obrigado a pedir desculpas, com medo de ser processado, após afirmar que Lula tinha uma mansão em Punta Del Este. O jornalista da Globo atribuiu seu ‘erro’ a um boato (relembre).
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Posted: 03 Mar 2017 10:40 AM PST
aécio neves recebeu milhões odebrecht lava jato
Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior disse que a empresa repassou R$ 9 milhões via caixa dois ao PSDB em 2014, após pedido de doação oficial do senador Aécio Neves. Ele teria solicitado doação de recursos para outros candidatos da legenda, já que na época era presidente do PSDB.
O executivo relatou que todas as campanhas de 2014 receberam dinheiro da empreiteira. Ao todo, segundo Benedicto Júnior, a Odebrecht pagou R$ 200 milhões às campanhas, sendo R$ 120 milhões declarados à Justiça Eleitoral, R$ 40 milhões por caixa dois de terceiros, como a Cervejaria Itaipava, e R$ 40 milhões por caixa dois.
O delator contou ao ministro Herman Benjamin que não se encontrou ou tratou pessoalmente com Aécio Neves. Segundo o depoimento Benjamim Júnior, conhecido como BJ, disse que repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Os outros R$ 3 milhões foram pagos para o publicitário Paulo Vasconcelos, principal marqueteiro da campanha presidencial do senador tucano.
Na campanha, Anastasia foi eleito senador, Pimenta da Veiga foi candidato derrotado ao governo de Minas Gerais e Dimas Fabiano venceu a disputa por uma vaga na Câmara Federal. BJ, porém, não pôde dar mais detalhes porque foi advertido pelo ministro do TSE de que as doações ao PSDB não são objeto da investigação em curso – que analisa denúncias contra a chapa DilmaTemer feitas pelo próprio PSDB.
Aécio Neves nega as acusações. A assessoria do senador afirmou que ele “solicitou, como dirigente partidário, apoio para inúmeros candidatos de Minas e do Brasil a diversos empresários, sempre de acordo com a lei”. Ressaltou ainda que o próprio Marcelo Odebrecht, que dirigia a empreiteira, declarou que todas as doações feitas à campanha presidencial do PSDB foram oficiais.
Em nota, o senador Antonio Anastasia afirmou que ele “nunca tratou, no curso de toda sua trajetória pessoal ou política, com qualquer pessoa ou empresa sobre qualquer assunto ilícito”. Já o PSDB, lamentou a “má-fé de vazamentos incorretos feitos com o claro objetivo de confundir a opinião pública”.
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Posted: 03 Mar 2017 10:39 AM PST
intelectuais artistas divulgam apoio lula presidente 2018
Mais de 400 artistas, intelectuais e juristas, dentre eles o cantor e compositor Chico Buarque, o teólogo Leonardo Boff, o líder do MST João Pedro Stédile, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão (subprocurador da República) e o escritor Fernando Morais, lançaram hoje (1º) manifesto intitulado Por que Lula?, em que pedem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lance, desde já, a sua candidatura à presidência.
Segundo o documento, a candidatura antecipada de Lula serve para “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.” A partir de segunda-feira (6), o manifesto estará disponível na internet para que todos possam incluir sua assinatura no abaixo assinado.
Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem“, diz o manifesto.
Confira na íntegra:

Por que Lula?

É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.
Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.
Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!
1. Leonardo Boff – Teólogo e Escritor
2. Fernando de Morais – Jornalista e Escritor
3. Eric Nepomuceno – Escritor
4. Leonardo Isaac Yarochewsky – Advogado e Doutor pela UFMG
5. Gisele Cittadino – Professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio
6. Eugenio Aragão – ex-Ministro da Justiça, Professor da Faculdade de Direito da UnB e Advogado
7. João Ricardo Wanderley Dornelles – Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio; ex-Membro da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro
8. Carol Proner – Professora da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ
9. Chico Buarque – Músico
10. João Pedro Stédile – Ativista Social, do MST e da Via Campesina
11. Fábio Konder Comparato – Escritor, Advogado, Jurista, Professor Emérito da USP
12. Beatriz Vargas Ramos – Professora da Faculdade de Direito da UnB
13. Luiz Fernando Lobo – Artista
14. Marcelo Neves – Professor de Direito Constitucional da UnB
15. Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva – Advogado, Administrador e analista de TI
16. Regina Zappa – Escritora e Jornalista
17. Emir Sader – Cientista Político
18. Marieta Severo – Atriz
19. Aderbal Freire Filho – Diretor de Teatro, TV
20. Beth Carvalho – Cantora
21. Martinho da Vila – Compositor e Cantor
22. Bete Mendes – Atriz
23. Sergio Mamberti – Ator
24. Amir Haddad – Diretor de Teatro
25. Tássia Camargo – Atriz
26. Bemvindo Sequeira – Ator, Rio de Janeiro
27. Doia Sequeira – Produtora Cultural, Rio de Janeiro
28. Dira Paes – Atriz
29. Osmar Prado – Ator
30. Márcia Miranda Boff – Educadora Popular; Consultora do CDDH de Petrópolis
31. Chico Diaz – Ator
32. Silvia Buarque – Atriz
33. Inez Viana – Atriz e Diretora de Teatro
34. Tuca Moraes – Atriz e Produtora Cultural
35. Sergio Ricardo – Compositor
36. Tomaz Miranda – Músico, Rio de Janeiro
37. Cristina Pereira – Atriz
38. Denise Assis – Jornalista
39. Ennio Candotti – Fisico, ex-Presidente da SBPC
40. Otávio Velho – Antropólogo, Presidente de Honra da SBPC
41. Ricardo Franco Pinto – Advogado junto ao Tribunal Penal Internacional; Doutor em Sociologia
42. Mirna Portella – Escritora, Rio de Janeiro
43. Graça Lago – Jornalista
44. André Diniz – Compositor e Sambista da Vila Isabel
45. Roberto A. R. de Aguiar – Professor e ex-Reitor da UnB
46. Ladislau Dowbor – Professor, PUC-SP
47. Marta Skinner – Economista; professora aposentada da FCE/UERJ
48. Flávio Alves Martins – Diretor da Faculdade Nacional de Direito/UFRJ
49. Paulo Moreira Leite – Jornalista e Escritor.
50. Malu Valle – Atriz
51. Luciana Paolozzi – Diretora de TV
52. Eliane Costa – Produtora Cultural
53. Veríssimo Júnior – Diretor de Teatro
54. José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor da Escola de Direito da PUCRS / Ex-Vice-Presidente da Comissão de Anistia
55. Magda Biavaschi – Desembargadora aposentada do TRT 4, pesquisadora CESIT/IE/UNICAMP
56. Caique Botkay – Compositor e Gestor Cultural
57. Ivan Sugahara – Diretor de Teatro
58. Ivan Consenza de Souza – Programador Visual
59. Monica Biel – Atriz
60. Moacir Chaves – Diretor de Teatro
61. Marta Moreira Lima – Atriz e Cantora
62. Patrícia Melo – Produtora Cultural
63. Gabriela Carneiro da Cunha – Atriz
64. Ângela Rebello – Atriz
65. Jitman Vibranovski – Ator
66. Carlos Alberto Mattos – Crítico de Cinema
67. Eryk Rocha – Cineasta
68. Flora Sussekind – Ensaísta
69. Marcus Caffé – Cantor e Compositor
70. Vinicius Reis- Cineasta
71. Janaína Diniz – Atriz
72. Ricardo Resende – Professor Universitário e Padre
73. Rioco Kayano – Artista plástico
74. Otávio Bezerra – Cineasta
75. Wilson Ramos Filho – Doutor, Professor da UFPR, Presidente do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – DECLATRA
76. João das Neves – Diretor teatral.
77. Jair Antonio Alves – Artista de Teatro, fundador da Cooperativa Paulista de Teatro e Dramaturgo.
78. Maria Luiza Franco Busse – Jornalista e Doutora em Semiologia
79. Giovana Hallack Dacordo (Jô Hallack) – Escritora e Jornalista
80. Antonina Jorge Lemos (Nina Lemos) – Escritora e Jornalista
81. Juliana Neuenschwander Magalhães – professora da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ
82. Cristina Chacel – Jornalista
83. Sonia Montenegro – Analista de Sistema, RJ
84. Ricardo Kruschewsky – Publicitário, Bahia
85. Ariadne Jacques – Jornalista; Professora universitária da FACHA/Rio
86. Maria Luiza Quaresma Tonelli – Professora e Advogada
87. Jefferson Martins de Oliveira, advogado sindical.
88. Manoel Moraes – Cientista político e Professor universitário, Pernambuco
89. Anivaldo Padilha – Ativista Social
90. Cláudio Gravina – Sociólogo e Empresário.
91. Lívia Sampaio – Economista – UFBA
92. Gustavo Ferreira Santos, Professor da UNICAP e da UFPE
93. Stella Bruna Santo – Advogada
94. Petra Oliveira Duarte – Professora UFPE.
95. Daniel Torres de Cerqueira, Brasília
96. Márcio Tenenbaum – Advogado
97. Jean-François Deluchey – Professor da UFPA
98. Bárbara Dias, Professora da UFPA
99. Marcos Rocha – Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana; Professor de Direitos Humanos
100. Marcio Augusto Paixão – Advogado
101. Bárbara Proner Ramos – Estudante Secundarista, membro da AMES
102. Francisco Proner Ramos – Fotógrafo, Estudante Secundarista
103. Lina Moschkovich – Estudante Secundarista, militante na AMES
104. Lucas Fernandes Mattos Machado – Movimento Estudantil da União da Juventude Socialista
105. Raisa Carvalho Nobre Saraiva – Designer, ex-aluna do Senac-Rio de Janeiro
106. Gabriel Olinto – Estudante de História na UFRJ
107. Maria Eduarda Magalhães Feijó de Moura – Ocupante do Colégio Pedro II / Campus Tijuca II, Rio de Janeiro
108. Vanda Davi Fernandes de Oliveira – Advogada e Professora Universitária.
109. Tarso Cabral Violin – Advogado, escritor e professor de Direito Administrativo
110. Gisele Ricobom – Professora de Direito da UNILA
111. Alexandre Hermes Dias de Andrade Santos, Advogado, Salvador, Bahia
112. Ricardo Henrique Salles – Professor da Escola de História da UniRio.
113. Nasser Ahmad Allan – Doutor em Direito pela UFPR; Advogado em Curitiba, PR
114. Nuredin Ahmad Allan – Advogado trabalhista, Curitiba, PR
115. Maria Luiza Flores da Cunha Bierrenbach – Advogada
116. D. Demétrio Valentini – Bispo Emérito de Jales, São Paulo
117. Maria Andrade – Pedagoga e educadora infantil.
118. Juliana Teixeira Esteves – Professora FDR/UFPE.
119. Otavio Alexandre Freire da Silva – Advogado, Salvador, Bahia
120. Martha Vianna, Ceramista
121. Marília Montenegro – UNICAP /UFPE
122. Tiago Resende Botelho – Professor da Faculdade de Direito e Relações Internacionais da UFGD & Advogado 14.236 OAB/MS
123. Gustavo de Faria Moreira Teixeira – advogado e Professor de Direito Constitucional e de Direito Internacional – Universidade de Cuiabá
124. Raimundo Bonfim – Advogado e Coordenador Geral da Central de Movimentos Populares e integrante da Coordenação Nacional da Frente Brasil Popular.
125. Victoria Amália Sulocki – Advogada e Professora da PUC-Rio
126. Marília Kairuz Baracat – Advogada; Mestre em Direito
127. Marília Alves – Mestranda do PPGD/UFRJ, na linha de Sociedade, Direitos Humanos e Arte.
128. Cleide Martins Silva – Pedagoga, Servidora pública aposentada
129. Meire Cavalcante – Jornalista e Mestra e doutoranda em educação
130. Eduardo Guimarães – Editor do Blog da Cidadania
131. Fábio Carvalho Leite – Professor do programa de pós graduação em Direito da PUC –Rio
132. Aparecido Araujo Lima – Jornalista, Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé
133. Mariah Brochado – Professora da Faculdade de Direito da UFMG
134. Ana Kfouri – Atriz e Diretora de Teatro
135. Maíra Santafé – Poeta e Cantora
136. Bruno Falci – Historiador
137. Ernani Moraes – Ator
138. Henrique Juliano – Ator
139. Danielle Martins de Farias – Atriz
140. André Câmara – Diretor de TV
141. Lúcio Tavares – Assistente de Direção
142. Cesar Cavalcanti – Produtor de Cinema
143. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra – Advogada da União, Mestre em Direito, Professora.
144. Sandra Helena de Souza – Professora Universitária
145. Amanda Ramires Guedes – Historiadora em MS e mestre em Desenvolvimento Local UCDB
146. Cynara Monteiro Mariano – Professora adjunta da Universidade Federal do Ceará
147. Francisco de Albuquerque Nogueira Júnior – Advogado
148. Mércia Cardoso de Souza – Doutora em Direito, Professora e pesquisadora.
149. Rômulo de Andrade Moreira – Professor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Salvador – UNIFACS
150. Bruno Rodrigues – Ator
151. Tereza Briggs Novaes – Ativista Cultural
152. Gilberto Miranda – Ator
153. Bruno Peixoto – Ator
154. João Rafael Alves – Ator
155. Geovane Barone – Ator
156. Nady Oliveira – Atriz
157. Luiza Moraes – Atriz
158. Amora Pera – Atriz e Cantora
159. Pedro Rocha – Poeta e Ator
160. Flávio Helder – Produtor Cultural e Captador
161. Flávia Moura Caldas – Comerciária
162. Luiz Bandeira de Mello Laterza – Engenheiro e Empresário
163. Ipojucan Demétrius Vecchi – Advogado; Professor UPF, RS
164. Angela Leite Lopes – Tradutora e Professora da UFRJ
165. Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega – Professora da Universidade Federal de Goiás
166. Adriana Vidotte – Professora Universidade Federal de Goiás
167. Sergio Graziano – Advogado e Professor da Universidade de Caxias do Sul, RS.
168. Valdez Adriani Farias – Procurador Federal.
169. Josué Raizer – Professor da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, UFGD
170. Cecília Caballero Lois – Professora da Faculdade Nacional de Direito
171. Gustavo Fontana Pedrollo – Procurador Federal, Diretor Presidente da Associação Advogadas e Advogados para a Democracia.
172. Anelise do Socorro de Almeida Pantoja – Administradora
173. Luiz Leopoldo Teixeira de Sousa – Artesão.
174. Billy Anderson Pinheiro – Doutor Engenharia Elétrica
175. Gustavo Just – Professor da Faculdade de Direito da UFPE
176. Zora Motta – Arquiteta
177. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora titular da UFPB
178. Clívia Maria Almeida Leal – Gestora em Recursos Humanos/Artesã.
179. Fabiane Lopes de Oliveira – Pedagoga; Professora de educação da PUCPR
180. Angelo Cavalcante – Economista e Professor da Universidade Estadual de Goiás, Campus Itumbiara.
181. Bruno Soeiro Vieira – Doutor em Direito; Professor da Universidade da Amazônia – Unama
182. Manfredo Araújo de Oliveira – Professor Titular de Filosofia da Universidade Federal do Ceará.
183. Ângela Rodrigues Uchôa – Médica.
184. Inocêncio Uchôa – Juiz aposentado e Advogado.
185. Marcelo Uchôa – Doutor em Direito, Professor Universitário e Advogado.
186. Adolpho Henrique Almeida Loyola – Assessor da Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia
187. Zaneir Gonçalves Teixeira – Mestre e Doutoranda em Direito (UFC), Advogada e Professora Universitária, Ceará
188. Daniela de Saboya Perina – Advogada, Ceará
189. Emanuel Andrade Linhares – Professor Universitário – Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará
190. Ligia Maria Silva Melo de Casimiro – Professora e Consultora Jurídica, Ceará
191. Jânio Pereira da Cunha – Professor universitário de Direito, Ceará
192. Rogério Dultra dos Santos – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
193. Ana Paula Magalhães – Advogada.
194. Ney Strozake – Advogado . Doutor em Direito; Coordenador-Geral da Frente Brasil de Juristas pela Democracia
195. Maria Goretti Nagime – Advogada
196. Tainá Caldas Novellino – Professora Univesrsitária
197. Eduardo Vianna – Professor da City University of New York.
198. Mario Mieli – Editor do site Imediata.org
199. Ralfo José Barreto Furtado – cartunista, jornalista, advogado (ralfofurtado.blogspot.com)
200. Geyson Gonçalves – Doutor em Direito, Advogado e Professor.
201. Nívea Santos Carneiro – Advogada, Professora e Sindicalista.
202. João Paulo Allain Teixeira – Professor da Universidade Católica de Pernambuco e da Universidade Federal de Pernambuco.
203. Martonio Mont’Alverne Barreto – Prof. Titular da Universidade de Fortaleza
204. Renata Costa-Moura – Psicóloga e Professora universitária
205. Celso Henrique Diniz Valente de Figueiredo – Professor UERJ
206. Fabiano Guilherme Santos – Doutor em Ciência Política, Professor da UERJ.
207. Francisco Morales Cano – Professor
208. Marcelo Cattoni – Professor da Faculdade de Direito da UFMG.
209. Anderson Bezerra Lopes – Advogado
210. Titane – Cantora.
211. Nilsa Ramos – Assistente Social
212. Maiquel Angelo Dezordi Wermuth – Doutor em Direito e Professor de Direito na UNIJUI e UNISINOS
213. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.
214. Marizete Peretti – Advogada
215. Deodato J. Ramalho Júnior – Advogado, OAB/CE 3.645
216. Celso Mansueto Miranda de Oliveira Vaz – Professor, Engenheiro
217. Claudio Carvalho. Advogado – Professor de Direito da UESB – Bahia.
218. Milton Kanashiro – Engenheiro Florestal
219. Georgia Bello Corrêa – Advogada
220. Maria Náustria de Albuquerque – Historiadora
221. Assunta Maria Fiel Cabral – Assistente Social. Professora; Mestra em Educação Brasileira.
222. Yolanda Nogueira – Produtora cultural/ Bahia
223. Hugo Sérgio Silva / Contador – Ucsal/ BA Jussara Lima – Administradora de empresas / Ufba – BA
224. Marcelo de Santa Cruz Oliveira – OAB/PE, Advogado da Rede dos Advogados Populares RENAP e Militantes dos Direitos Humanos
225. Thaisa Maira Rodrigues Held – Professora do curso de Direito da UFMT, Campus Araguaia.
226. Ricardo Kruschewsky – Publicitário – Salvador/Ba
227. Maria Helena Barata – Doutora em Antropologia Social.
228. Aloma Tereza Pinho de Vasconcelos Chaves – Professora IFPA
229. Tatiana Deane de Abreu Sá – Engenheira agrônoma pesquisadora da EMBRAPA
230. Deolinda de Almeida Pantoja – Dona de casa
231. Juraci Dias Pantoja – Aposentado.
232. José Maria Lopes Oeiras – Educador Popular.
233. Maria Ferreira Gomes – Pedagoga.
234. Sandra Lúcia Barbosa – Servidora aposentada do Judiciário Federal.
235. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.
236. Marizete Peretti – Advogada
237. Santa Margarete de Oliveira – Assistente Social
238. José Francisco Lopes Xarão – Professor da Universidade Federal de Alfenas.
239. José Nunes Filho – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro
240. Ana de Miranda Batista – Sanitarista RJ, Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça
241. Ana Vilarino – Representante Comercial, Viana, ES
242. Fabiana Agra – Jornalista e advogada . Picuí Paraíba
243. Iracema Martins Pompermayer – Servidora Pública do Poder Judiciario Federal, Vitória-ES
244. Antônio Carlos Lima Rios – Economista
245. Faní Quitéria Nascimento Rehem – Professora UEFS
246. Victor Tinoco – Doutorando em Geografia da PUC-Rio.
247. Luiz Tarcisio Ferreira – Mestre em Direito, Professor de Direito da PUC/SP
248. Claudio Carvalho – Advogado. Professor de Direito da UESB – Bahia.
249. Rivadavio Guassú – Advogado, São Paulo
250. Fabiana Marques dos Reis Gonzalez – Advogada, Rio de Janeiro
251. Marilia Guimaraes – Professora.
252. Prudente José Silveira Mello – Doutor, Professor da Faculdade Cesusc e Advogado.
253. Antonio Escosteguy Castro – Advogado,RS
254. Cadmo Bastos Melo Junior – Advogado e militante dos Direitos Humanos e Movimentos Sociais, de Belém, Pará.
255. Carolina Valença Ferraz – Advogada militante dos Direitos Humanos, professora, Co-Coordenadora do Grupo Frida, Recife/PE
256. Silvia Marina R. M. Mourão – Advogada/ PA
257. Marcelo dos Anjos Mascarenhas – Procurador do Município de Teresina
258. Lucas Mendonça Rios, Advogado – membro da CDH OAB/SE
259. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direto do Trabalho do Instituto Democracia Popular
260. Lúcia Helena Villar – Advogada
261. Tâmara Lúcia da Silva – Advogada trabalhista, Caruaru/PE
262. Julia Moreira Schwantes Zavarize – Advogada trabalhista/SC
263. Jader Kahwage David – Vice Presidente da OAB/PA
264. Virgínia Augusto de Oliveira – Advogada/DF
265. Alexandre Zamprogno – Advogado OAB/ES 7.364
266. André Barreto – Advogado e membro da RENAP, Recife/PE
267. Lucas Mendonça Rios – Advogado, membro da CDH OAB/SE
268. Vera Lúcia Santana Araújo – OAB-DF 5204
269. Cândido Antônio de Souza Filho – Advogado trabalhista e sindical; Diretor do Sindicato dos Advogados de Minas Gerais.
270. Julio Francisco Caetano Ramos – Advogado e Professor
271. José Ernani de Almeida – Professor de História
272. Carmen Lúcia Diniz dos Santos – Oficial de Justiça Federal – Rio de Janeiro – RJ
273. Sonia Montenegro – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro, RJ
274. Danilo Conforti Tarpani – Servidor Público Federal- Justiça do Trabalho
275. Nacibe Huarde Ribeiro Cade – Advogada e jornalista.
276. Osvaldo Bertolino – Jornalista, escritor e historiador.
277. Paulo César Carbonari – Professor de filosofia (IFIBE), militante de Direitos Humanos (CDHPF/MNDH), Passo Fundo, RS
278. Deborah da Silva Machado – Advogada e Professora de Direito, Passo Fundo, RS
279. Valdeni de Jesus Gonçalves – Funcionário Público; Machadinho, RS
280. Vander Antônio Costa – Poeta, ES.
281. Sônia Maria Alves da Costa – Advogada e Doutoranda em Direito na UnB
282. William Santos – Advogado; Vice-Presidente SINAD-MG; Presidente CDH da OAB-MG
283. Silvia Burmeister – Advogada; ex-Presidente da ABRAT
284. Jane Salvador Gisi – Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.
285. Mauro José Auache – Advogado do DECLATA, Curitiba, PR.
286. Mirian Gonçalves – ex-Prefeita de Curitiba e Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.
287. Maria Cristina P. G. Bevilaqua – Professora Secundária.
288. José Luiz Baeta – Acumputurista, Santos, SP.
289. Cláudia Maria Barbosa – Professora de Direito Constitucional PUC/PR.
290. Maria Rosa Vieira – Socióloga
291. Luiz Gonzaga dos Santos Vieira – Odontólogo
292. Tânia Beatriz Cardoso Brandão – Contadora, BA
293. Thelma Gomes – Professora Ensino Fundamental
294. Zulma Jaime – Professora do EAJA, Especialista em Alfabetização
295. Ronaldo M. N. Frazão – Professor aposentado da UFMA
296. Rosane Mioto dos Santos – Assessora de Imprensa da DPPR
297. Albertinho Luiz Galina – Professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS
298. Rodrigo Mioto dos Santos – Mestre em Teoria e Filosofia do Direito pela UFSC; Professor da UNIVALI
299. Roberto Wöhlke – Mestre em Sociologia Política pela UFSC; Professor da UNIVALI; Advogado.
300. Ecila Moreira de Meneses – Professora de Direito, Ceará.
301. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direito do Trabalho do Instituto Democracia Popular
302. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco
303. Beatriz Conde Miranda – Advogada; Professora Universitária; Doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa.
304. Miguel F. Gouveia – PHDEE em Engenharia Eletrônica.
305. Nise Maria Freire – Professora aposentada pela Universidade Federal do Ceará.
306. Jane Salvador Gizi – Advogada e Mestre em Direito
307. Regina Cruz – Presidenta da CUT/PR
308. Fernando Pereira Lopez – Gemólogo
309. Ivete Caribe da Rocha – Advogada; Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban
310. Cesar Augusto Pontes Ferreira – Professor de História
311. Helbert Marcos Giovani da Silva – Tesoureiro Geral da UPES
312. Guelna dos Santos Pedrozo – Contadora
313. Elisa Smaneoto – Servidora Pública da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul
314. Aline Sasahara – Documentarista.
315 – Claudia Roesler – Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – UnB
316. João Bello – Artista Popular, Curitiba, PR
317. Wanda Coelho – Designer Industrial; Pós-graduada Propaganda e Marketing; Técnica em Paisagismo/CREA-PR
318. Denise Maria Maia – Professora de Economia
319. José Jackson Guimarães – Juiz de Direito da Justiça Estadual da Paraíba.
320. Diogo Fornelos Pereira de Lyra – Advogado, Pernambuco
321. Leila Maria Moura Lima – Servidora pública do Estado de Pernambuco.
322. Emerson Lopes Brotto – Advogado, Mestre em História pela UPF, RS.
323. Newton de Menezes Albuquerque – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).
324. Elisângela Alvarenga de Souza – Filósofa, ES.
325. Claudia Pavan Lamarca – Bióloga, Rio de Janeiro.
326. Danubia Costa – Mestra em Direitos Humanos e Cidadania, UnB.
327. Wattea Ferreira Rodrigues – Advogado; OAB-PB 9365
328. Safira Elza Moura Caldas – Aposentada
329. Hamilton Pereira da Silva – Poeta e escritor
330. Ana Corbisier – Socióloga
331. Lêda Casadei Iorio – Professora Aposentada, SP
332. William Mello – Professor, Mestrado Acadêmico em História, Universidade Estadual do Ceará
333. Elias Canuto Brandão – Doutor em Sociologia e professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR-Campus de Paranavaí-PR).
334. Luis Vinicius Aragão – advogado
335. Beto Almeida – Jornalista
336. Prof. Dr. José Carlos Aragão Silva – Professor Doutor
337. Cristiane Dias Martins da Costa – Professora Doutora
338. Cunigunde Neumann – Professora apossentada
339. Helena Meidani – Empresária.
340. Pedrinho Arcides Gguareschi – Professor e pesquisador da UFRGS
341. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.
342. Marilza de Melo Foucher – Doutora em economia e Jornalista, França
343 – Edgar Serra – Médico
344. Isabel Peres dos Santos – Engenheira agrônoma
345. Maria Aparecida Dellinghausen Motta – Poeta, Escritora e Coordenadora da Coleção Ciranda de Letras da Editora Autores Associados
346. Lazaro Camilo Recompensa Joseph – Professor UFSM, Dr. Ciências Econômicas
347. Jair Reck – Universidade de Brasília, UnB
348. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco
349. Solon Eduardo Annes Viola – Professor da Unisinos, RS
350. Leomar Menezes Duarte – Economista.
351. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.
352. Maria Helena Andrade Silva – Advogada, OAB SP 23199
353. Clarice Aparecida dos Santos – Doutora em educação, professora da Universidade de Brasília.
354. Luiz Carlos Susin – teólogo e filósofo – PUCRS
355. Stephan Sperling – Médico de Família e Comunidade, Tutor do Programa de Residência Médica e Preceptor de Graduação da Faculdade de Medicina da USP.
356. Maria do Rosário Caetano – Jornalista
357. Carlos Alberto Mattos – Jornalista, Crítico e Pesquisador
358. Maria Luiza Martins Alessio – Professora aposentada, UFPE
359. Ricardo Swain Alessio – Professor aposentado, UFPE
360. Luiz Alberto Gomez de Souza – Sociólogo
361. Lucia Ribeiro – Socióloga.
362. Suzana Albornoz – Escritora e Professora.
363. Rosemary Fernandes da Costa – Teóloga, PUC-Rio
364. Wanja Carvalho – Procuradora Federal aposentada
365. Claudio de Oliveira Ribeiro – Pastor Evangélico
366. Maria Filomena Mecabo – Religiosa, Socióloga, Roma
367. Dermeval Saviani – Professor Emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq
368. Jorge Rubem Folena de Oliveira – Advogado, Doutor em Ciência Política, Professor de Ciência Política da UCAM, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, membro da Casa da América Latina
369. Adriana Geisler – Professora da PUC-Rio
370. André Oda – Professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
371. Sirlei Daffre – Professora ICB-USP.
372. Decio Ferroni – Professor
373. José Oscar Beozz – Historiador, Teólogo, Professor, São Paulo.
374. Beatriz Costa – Agente de Educação Popular
375. Rogério Crisosto de Souza – Professor de História da Rede de Ensino do Estado São Paulo
376. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista
377. Herlon Bezerra – Professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Diretor do Sinasefe – IF Sertão PE.
378. Pedro Dimitrov – Médico Sanitarista, Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo.
379. Maria Fernanda Milicich Seibel – Advogada e Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos
380. Arlete Moysés Rodrigues – Geografa, Professor Livre Docente
381. Rodrigo José – Estudante Bolsista do Prouni.
382. Maurício Compiani – Professor Titular UNICAMP-SP
383. António Munarim – Professor de Educação do Campo, da UFSC
384. Telma Araújo – Professora Aposentada
385. Maria Helena Arrochellas – Teóloga, Diretora do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade/Caall
386. Hugo Lenzi – Fotógrafo e Sociólogo
387. Marilene Felinto – Escritora e tradutora, São Paulo, SP
388. Custódio Coimbra – Fotógrafo
389. Marisa T. Mamede Frischenbruder – Geógrafa consultora em Meio Ambiente
390. Hermógenes Saviani Filho – Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
391. Rodrigo Matheus – Artista Circense e Teatral, Circo Mínimo, SP.
392. Maria Lecticia Ligneul Cotrim – Aposentada
393. Xico Teixeira – Jornalista e Radialista
394. Rachel Moreno – Psícóloga, militante feminista e pela democratização da mídia
395. Julian Rodrigues – Jornalista e professor, da Coordenação Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos
396. Silvana Maria Gritti Professora da Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão, RS
397. Antonia Neide Costa Santana – Professora do Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú – Sobral, CE.
398. Cecília Sodero Pousa – Educadora Popular
399. Carmen da Poian – Psicanalista, Rio de Janeiro
400. José Manoel Carvalho de Mello – Professor Universitário – Rio de Janeiro
401. Itacir Antonio Gasparin – Professor
402. Carlos Eduardo Arns – Professor Universitário
403. Lindinalva Marques da Silva – Advogada, Vitória, ES
404. Stella Maris Jimenez Gordillo – Médica psicanalista, membro do Conselho da Associação Mundial de Psicanálise
405. Idalina Barion – Religiosa da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna, Professora aposentada, Bocaiúva, MG
406. Ir. Dalila dos Santos – Pedagoga,Terapeuta Popular, Religiosa Vedruna
407. Ir. Eloar da Silva – Missionária Vedruna na Bolívia, Nutricionista
408. Maria do Carmo de Almeida – Bibliotecária, Salvador, Bahia
409. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista
410. Léo Mackellene – Escritor, Músico e Professor de Direito
411. Simone Passos – Socióloga e Formadora de Professores
412. Sergio Isoldi – Servidor Público aposentado da FUNDAP
413. Roberto Bueno – Professor; Pós-Doutor; Faculdade de Direito da Unb (CT)
414. Fernanda Vanzan Milani – Estudante de Direito da PUC-Rio
415. Heny Vanzan de Almeida – Servidora Pública
416. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora Titular, Direito, UFPB
417. Moacyr Parra Motta – Advogado; Mestre em Direito Constitucional, MG
418. Natan de Oliveira Mattos – Procurador Federal, lotado na Procuradoria Federal Especializada da FUNAI, Governador Valadares, MG
419. Vera Vital Brasil – Psicóloga Clínica
420. Giuseppe Tosi – Professor de Filosofia Política da UFPB
421. Vanessa Andrade de Barros – Professora de Psicologia, UFMG
422. João Batista Moreira Pinto – Professor de Direito, Escola Superior Dom Hélder Câmara
423. Marcia Barros Ferreira Rodrigues – Socióloga e Historiadora, Professora Titular da UFES
424. Erivan da Silva Raposo – Antropólogo e Cientista Político, Brasilia, DF”
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O post 400 intelectuais e artistas divulgam apoio à candidatura de Lula em 2018 apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 03 Mar 2017 10:28 AM PST
saber filosófico sombras do amanhã medo coragem
Ramon Brandão*, Pragmatismo Político
No célebre livro “Além do Bem e do Mal”, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche observou o surgimento de um ideal de vida que marca o nosso tempo. “Queremos que algum dia não haja nada mais a temer!”, afirma. Assim, uma das marcas da contemporaneidade seria a crença em uma vida futura onde todas as ameaças seriam dizimadas, onde todas as diferenças fossem incorporadas ao mesmo e onde o sentimento de inquietação oceânica se transformasse em um imenso remanso de águas estáticas.
É um ideal e um desejo que aparece em nossa conflitante atualidade com tanta intensidade e força que se torna irresistível. O ideal da vida mansa e da vida segura se transformou em algo digno de crença e adoração.
O fato é que essa ideia do “amanhã sem medo” é, na realidade, um movimento reativo. É uma reação impotente que se resigna ao mundo conflituoso (e conflituoso desde sempre) no qual vivemos. Ora, já que nos resignamos à teia de lutas que compõe a vida, acabamos projetando um amanhã abstrato onde haverá paz e sossego.
Um dos efeitos imediatos e mais perversos dessa fuga em direção às sombras do ideal é, precisamente, o efeito de abrirmos mão da força e da obstinação necessárias à compreensão e transformação do mundo real e efetivo. Nossa potência de vida é capturada por essa “vontade de amanhã” e retorna ao mundo real em forma de difamação e autoritarismo. Não deveria ser preciso lembrar que este mundo, que certamente agoniza, é o único mundo que temos. É a única materialidade possível. A resignação é uma das principais armas do covarde, que despreza aquilo que tem em prol de algo que não passa, quando muito, de uma utopia impotente e egoísta.
Para compreender o mundo que temos e a realidade da qual gozamos é preciso deixar tal comportamento de lado. Talvez mais, talvez seja necessário dizer “sim” ao mundo e a aceitá-lo em toda a sua penúria. Que as agonias, crises e violências que assistimos todos os dias sejam o combustível que nos move em direção à transformação. Que sejam os obstáculos a serem superados.
Todos sabemos que nossas vidas são constituídas de conflitos, de improvisos, de tentativas mal sucedidas, de equívocos e, portanto, de erros. Por que haveria de ser o mundo, povoado por homens e mulheres conflitantes, diferente?
A aventura de existir implica riscos, implica confrontos, implica coragem e curiosidade frente ao desconhecido. Características que viabilizam, certamente, a transformação tanto de si quanto do mundo. Muitos foram os filósofos e grandes pensadores da humanidade que evocaram essa espécie de coragem miúda, discreta, rara: a coragem de acolher mansamente os erros e as tentativas fracassadas, transformando-as em potência de agir.
Essa tarefa, no entanto, não é tão fácil quanto parece e alguns cuidados são importantes. Por exemplo: é facilmente perceptível nas atuais manifestações populares contra a violência palavras de ordem que, em alguma medida, atualizam esse ideal do “amanhã sem medo”. São muito comuns, nesses eventos, bandeiras do tipo: “Até quando?”; “Queremos segurança!”, etc.
A repetição recorrente dessas palavras de ordem talvez funcione como agente inibidor da brutalidade bestial das massas. No entanto, é certo que também reforça algumas tendências embrutecedoras, isto é, acaba por fortalecer algumas das linhas de força autoritárias que atravessam o corpo do homem contemporâneo.
Alguns não se dando conta e outros (com seus gananciosos interesses) não somente percebendo, mas disseminando tal ideia voluntariamente, cobram do Estado a realização – a custos cada vez maiores – deste ideal. Essa linha de pensamento cobra um tipo de ação que abençoa a violência do Estado na arena de disputa da vida.
Frente a tal questão, como não rememorar as perguntas elaboradas por Foucault no prefácio do livro “O Anti-Édipo”, de Gilles Deleuze e Félix Guattari?
Como fazer para não se tornar fascista mesmo quando se acredita ser um militante revolucionário? Como desentranhar o fascismo que se incrustou em nosso comportamento? Como nos livrar do fascismo que está em todos nós, que ronda nossos espíritos e nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos faz gostar do poder, desejar essa coisa mesma que nos domina e explora?
Na medida em que esse “amanhã sem medo” se distancia da nossa realidade (ou na medida em que as pessoas conseguem enxergar a inviabilidade absoluta dessa utopia estéreo e pouco complexa), o clamor por segurança, controle e punição aumenta. As súplicas por resoluções desproporcionalmente enérgicas são dirigidas às autoridades e às instituições de segurança e controle que, por sua vez, encarnam o poder soberano do Estado.
O que talvez não tenhamos compreendido, no entanto, é que a abertura para novas possibilidades de vida não reside na força policial e no exercício autoritário da lei, mas, antes, na destruição de velhos ídolos, de velhas práticas, de velhos ideais e de velhos hábitos de pensamento. A abertura para novas possibilidades de vida implica audaciosas recusas, implica resistência, implica gestos transgressores.
Não me agrada o termo, mas trata-se, efetivamente, de uma guerra contra a subjetividade e os modos de subjetivação vigentes. Uma guerra pois trata-se de luta, de afrontamento, de confrontos internos e externos.
Nietzsche ilustra com brilhantismo tal ideia no Prefácio do livro “Crepúsculo dos Ídolos – ou como filosofar com o martelo”:
A guerra sempre foi a grande prudência de todos os espíritos que se tornaram por demais ensimesmados, por demais profundos; a força curadora está no próprio ferimento”.
A busca por tudo aquilo que é estranho e questionável no existir e de tudo aquilo que a moral baniu deve ser permanente. Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento – de si e do mundo – é uma consequência da coragem por enfrentar o desconhecido, por recusar as normas e morais do nosso tempo.
A filosofia se faz tão importante e crucial na atualidade como, talvez, jamais o tenha sido; e filósofos como Nietzsche, Foucault e Deleuze, propagando práticas filosóficas que valorizam a luta, o afrontamento no trabalho de desconstrução e metamorfose de si são, me parece, os que mais nos ajudam no embate contra os dispositivos inibidores da potência de vida.
Pois o que devemos ser, nós, os indivíduos do presente? Não imagino outra coisa senão corpos explosivos diante do qual todos os ideais correm perigo. Devemos ser como Foucault aos olhos de Deleuze:
Foucault sempre invoca a poeira ou o murmúrio de um combate, e o próprio pensamento lhe aparece como uma máquina de guerra. É que, no momento em que alguém dá um passo fora do que já foi pensado, quando se aventura para fora do reconhecível e do tranquilizador, quando precisa inventar novos conceitos para terras desconhecidas, caem os métodos e as morais, e pensar torna-se […] um ‘ato arriscado’, uma violência que se exerce primeiro sobre si mesmo”.
Essas imagens, evidentemente, não nos conforta e sequer nos tranquiliza. Essa não era, aliás, a intenção de tais pensadores. Pelo contrário, sua intenção era a de tornar mais aguda a crise do pensamento e da moral que nos dirige. Eles não acreditam numa transformação pacífica; antes, creem na transformação pela resistência agônica, pelo embate, pelo choque. Somente através deles é que tornaremos urgente a necessidade de repensar os princípios éticos e os modos de ação que tomamos como verdadeiros, como corretos e como justos.
São essas imagens – imagens de uma inserção corajosa no mundo – que, talvez, seja interessante evocar a fim de não nos apequenarmos ainda mais; a fim de que não nos envergonhemos ainda mais por não encontrar saídas para o impasse que nós mesmos criamos; vergonha por, quando muito, repetir velhas e ineficientes fórmulas (mais prisões, mais polícia, mais controle das liberdades, enfim, mais autoritarismo em nossas vidas), mesmo que elas sejam reconhecidamente nulas e estéreis na resolução dos problemas.
Como, então, lançar uma crítica que vá além da ótica moralista e, portanto, superficial da qual preguiçosamente nos habituamos? É certo que Nietzsche, Foucault e Deleuze nos coloque algumas pistas. O que está em jogo, segundo eles, é o modo através do qual nos relacionamos com a verdade e, portanto, no fim, o modo através do qual nos relacionamos com a própria moral.
Assim, a necessidade imediata da atualidade, ao menos por um instante, é a de se afastar das normas vigentes, dos hábitos de pensamento cotidianos para, então, nos aproximarmos de uma percepção agudizada do real. Não mais os ideais, mas aquilo que nos toca o corpo. Não a abstração, a utopia, o moralismo inaplicável; mas a percepção profunda e sensível daquilo que nos diz a materialidade do real. Perceber as imposições, castrações e violências que a realidade política nos faz sofrer… e transmutá-las.
A transformação do mundo não reside, portanto, na violência institucional. Nunca esteve nela e jamais estará. Também, ao que parece, não reside numa ideia abstrata de fraternidade e comunhão. Existe um impulso em nossos corpos que sempre nos conduz ao confronto, ao embate; e me parece residir aí a fonte de uma transformação possível. Ademais, o confronto e o embate não se reduzem, não podem se reduzir, a uma relação de imposição bélica. Significa, antes, o embate orgânico entre dois corpos que se encontram; entre duas singularidades que, através da diferença, desenvolvem uma visceralidade outra. Representa, no fim, o destemido encontro com o acaso, com as exterioridades, com os devires; por último, significa desnudar nossos corpos para lidar, de maneira não fascista, com as linhas de força que nos atravessam.
Para que consigamos recusar o ideal inaplicável do “amanhã sem medo” e, consequentemente, para que paremos de difamar a realidade efetiva; para extinguir a semente fascista que habita os nossos corpos e para que superemos a superficialidade da indignação moralista é preciso adotar uma espécie de coragem filosófica – tema muito caro aos filósofos da Antiguidade. Coragem que deve habitar a nossa existência, o nosso modo de ser e de agir no mundo ou, mais precisamente, o nosso êthos.
Precisamos assumir a responsabilidade de tudo aquilo que nos acontece, de tudo aquilo que existe e que existirá no mundo. Os gestos de grandes pensadores e personalidades do passado nos expõe e escancara a nossa fraqueza, a nossa resignação para com a vida que, por sua vez, está completamente distanciada do pensamento e, por isso, capturada pelo ideal derrotista do “amanhã sem medo”.
Em tempos de inércia do pensamento, a rememoração de grandes atitudes filosóficas em meio ao conflito se faz imperativa. E tal como fizeram os mestres do pensamento em praças públicas na Antiguidade, a rememoração, hoje, do pensamento de filósofos como Friedrich Nietzsche, Michel Foucault e Gilles Deleuze, bem como outros, são úteis para nos envergonharmos da nossa existência, da nossa tagarelice, do nosso conformismo disfarçado e da nossa incapacidade de agir sequer sobre nós mesmos.
*Ramon Brandão é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e colabora para Pragmatismo Político
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Posted: 03 Mar 2017 10:18 AM PST
haverão melhorias educação mendonça filho brasil
Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político
Causou rebuliço nas redes sociais a declaração do Ministro da Educação de que “haverão mudanças no ENEM”. O burburinho foi menos em decorrência das alterações porvir do que por causa do deslize gramatical da Sua Excelência. O verbo haver no sentido de existir não é flexionado. O Ministro que cometeu a dita gafe é o mesmo que recebeu o ator pornô Alexandre Frota pra uma audiência em que ouviu, do artista bem-dotado de talento, ideias e sugestões pro currículo e pras práticas pedagógicas.
A mim não preocupa o erro vernacular de quem quer que seja. Mesmo uma autoridade ligada à Educação. Os maldosos comentários são equivocados por pelo menos dois motivos. Primeiro porque se tratam dum escancarado preconceito linguístico. Segundo porque todos cometemos erros na fala ou mesmo na escrita (espero que este texto tenha passado por revisão gramatical antes da sua publicação). É-nos impossível falar “corretamente” o tempo todo. E mesmo que isso fosse viável, tornar-nos-íamos pedantes como essa mesóclise que acabo de utilizar.
Também é preconceituoso o discurso de que o Alexandre Frota não poderia ser ouvido porque é ator pornô. A Educação é plural e todos têm direito a contribuições. O problema é que esse Ministério – a julgar pelas mudanças no Ensino Médio, por exemplo, feitas às pressas e sem ouvir especialistas e educadores – parece não querer dialogar com as personagens mais importantes da pasta: professores e alunos.
Já em Porto Alegre, o novato prefeito Nelson Marchezan Junior também propôs mudanças na distribuição da carga horária da Educação Municipal à revelia do que foi histórica e dialogicamente construído com a comunidade escolar daquela cidade que já foi tida como uma das mais politizadas do País. Segundo os professores, que não foram previamente consultados, as alterações são um retrocesso.
As melhorias na Educação brasileira são possíveis de “haver”. Mas, pra isso, temos que quebrar um dos nossos principais preconceitos, a pré-conceituação de que a opinião do outro, já que não se compactua com a nossa, não é válida. E, em se tratando de Educação, professores e alunos devem ser ouvidos sempre e sobretudo.
*Delmar Bertuol é escritor, professor de história, membro da Academia Montenegrina de Letras e colaborou para Pragmatismo Político
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Posted: 03 Mar 2017 09:56 AM PST
crença incrédulo manifestações protestos corrupção
Attilio Giuseppe*, Pragmatismo Político
Um dos acontecimentos que gera dilemas internos num torcedor de futebol é ser esbofeteado, com enorme frequência, pela realidade. Não me refiro a admitir a verdadeira qualidade de sua esquadra, mas sim, a verdade dos resultados conquistados, ou perdidos, dentro das quatro linhas.
Os comentaristas querem nos convencer, ou a eles mesmos, que os erros de arbitragem acontecem aleatoriamente, como raios que caem em lugares diversos, sem escolher o próximo alvo de maneira premeditada. Basta uma rápida verificação histórica para desconfiar, que certos clubes, em momentos chaves de suas trajetórias foram alvos repetidos das descargas elétrica que caem do céu.
O que faz o fanático? Não aceita, afinal de contas, como pode gostar tanto de algo que não permite surpresas? Como amar tanto, quem não aceita o imponderável? Como perder noites de sono, por algo que precisa ser finalizado aceitando uma verdade apenas? Isto dói, dói demais. A pessoa se sente bestializada, controlada, movimentada, e pior do que isto tudo, ela não larga a paixão. Quase o mesmo que ser traído frequentemente, mas não conseguir parar de amar.
Posto este raciocínio, sinto o mesmo ao acompanhar a política. Vez por outra surgem depoimentos, documentos, relatos, testemunhas, que afirmam e comprovam a manipulação de acontecimentos, por “fatores externos”. Há um “dedo de Deus”, onipresente, onipotente, um primeiro motor imóvel, que surge misteriosamente, age, movimenta e depois silencia. Ele sempre move, jamais é movido. Ele sempre age, jamais sofre ações. Ele sempre invade, jamais é invadido (num sentido territorial mais restrito). Ele depõe governos, elabora e financia manifestações, controla preços, quebra empresas, elimina opositores, angaria aliados. Ele controla, jamais é controlado. Ele explora, jamais é explorado. Ele monopoliza, jamais sofre concorrência. Ele faz quebrar, mas jamais fica falido. Ele pode errar e será socorrido. Ele pode falhar e será resgatado. Pode governar, mas jamais receberá votos. A mão dele é tão onipresente, que torna-se “invisível”, pelo menos aos nus olhos dos que creem na livre e espontânea sucessão de fatos. Ao desconfiar, você se transforma num conspirador, louco, incrédulo. Te falta esperança, te falta fé, te falta otimismo. Você não passa de um desagradável e aguado companheiro de conversas. Você foge à regra e justamente por isto, obviamente está errado. Você é o único que não percebe o nível de elucubração que seu cérebro alcançou. Isto é doentio meu camarada. Você vai ficar doente da cabeça. Você passa a ser visto como alguém que fugiu da realidade, logo no momento em que você não se escondeu dela. Quanta ironia.
E aí vem o grand-finale: você não acredita mais nas manifestações. Não na espontaneidade delas (tudo bem, disto você também desconfia em inúmeras vezes), mas sim, na praticidade e resultados que elas, as pacíficas, alcançarão. Você não crê mais que vai mudar o curso da História e sabe por quê? Ela já está escrita, mesmo antes de virar História. Já dizia um velho sábio, mais ou menos assim: “sem luta não há mudanças”. Sem luta haverá apenas continuações. Nenhum caminho altera seu destino, sem curvas. Na ausência do rompimento, do inesperado, do imponderável, de uma força incontrolável, pode ter certeza, que você estará apenas assistindo mais uma partida de futebol.
*Attilio Giuseppe é historiador, professor e colaborou para Pragmatismo Político.
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