quinta-feira, 16 de março de 2017

16/3 - Retomada do emprego?

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/retomada-do-emprego-e-temer-correndo-atras-do-prejuizo/


Retomada do emprego? É Temer correndo atrás do prejuízo

dois quart
Todo mundo viu e ficou nas manchetes o primeiro aumento no saldo de empregos nos registros do Caged  do Ministério do Trabalho, em fevereiro
Aliás, apurado em tempo recorde, porque o resultado de janeiro saiu a 3 de março e o de fevereiro apenas 13 dias depois, e com direito a ser anunciado pelo próprio Michel Temer.
A ver se o IBGE confirma isso e, sobretudo, se isso se mantém, porque no fundo do poço marolinha é maremoto.
Igual destaque não se dá às noticias de sinal inverso, como a divulgada hoje pelo Serasa Experian, de que  a procura do consumidor por financiamento caiu 4,7 por cento em fevereiro ante o mesmo mês de 2016 e recuou 7,2 por cento na comparação com janeiro.
A verdade é que o Governo precisa produzir boas notícias, e rápido , porque a reforma da Previdência, seu grande compromisso com o mercado, dá sinais de fraqueza.
Ontem no site Os Divergentes, a repórter Helena Chagas, anotou:
Não há dúvidas  de que as manifestações [ de ontem, contra a reforma previdenciária] foram significativas e vão repercutir, com a possibilidade de dois efeitos imediatos:
1) O temido (pelo governo) efeito cascata, desencadeando outros protestos. Hoje, mobilizaram-se claramente em torno da rejeição à reforma da Previdência, mas o “fora Temer” esteve presente e tornou-se audível em diversos momentos mostrados ao vivo. Para os aliados do presidente, há um risco real nisso.
2) O efeito Congresso. A maior preocupação governista hoje é com o impacto das manifestações junto a quem vai votar a reforma da Previdência. Por mais que a base de Temer seja forte e fiel, parlamentares costumam ser extremamente sensíveis às ruas, sobretudo em anos pré-eleitorais. Se, conforme já admitiam aliados do Planalto, o governo ainda não havia garantido a maioria de 308 votos na Câmara para a sua PEC, agora é que vai ficar mais difícil.
A coincidência dos protestos com o momento em que o Planalto e sua base de sustentação, tendo à frente o PMDB e o PSDB, se fragilizam com a divulgação da Lista de Janot versão 2.0, também é ruim para o governo. Por isso, já há quem veja a possibilidade de o Planalto, finalmente, sair do discurso do tudo ou nada e se sentar para negociar mudanças importantes no projeto.

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