segunda-feira, 10 de abril de 2017

10/4 - Dilma em Harvard: ‘Não tenho medo, nem culpa’

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 09 Apr 2017 01:29 PM PDT


Antes mesmo do levantamento do sigilo das mais recentes delações premiadas da Operação Lava Jato,  o ex-presidente do grupo Odebrecht Pedro Novis afirmou em delação premiada que repassou € 2 milhões (euros), via caixa dois, ao senador José Serra (PSDB-SP) a partir de 2006, quando o tucano foi eleito governador de São Paulo. O montante, segundo o relato, foi depositado entre 2006 e 2007 em contas na Suíça indicadas por José Amaro Pinto Ramos, empresário ligado ao PSDB. Na correção da moeda europeia com base nos valores cambiais daqueles anos, o valor total corresponde transferido para Serra chega a R$ 5,4 milhões.

Segundo o jorna Folha de S.Paulo, que publica a notícia neste domingo (9), Pedro Novis declarou que não foi exigida qualquer contrapartida do político tucano – como defesa de interesses da empresa por meio de projetos no Congresso ou interferência para que o grupo vencesse licitações com a Petrobras, por exemplo. Por meio de seu advogado, o empresário José Amaro disse ao jornal paulista que recebeu € 1,2 milhão da Odebrecht na Suíça no período mencionado, mas alegou que o dinheiro custeou serviços de consultoria prestados à empresa – estudos de viabilidade econômica para projetos da empreiteira na Argélia, na Turquia e no Uruguai, nenhum de fato executado.

Em 28 de outubro de 2016, a Odebrecht apontou aos investigadores da Lava Jato dois nomes de intermediários que desempenharam a função de operadores do então ministro de Relações Exteriores José Serra para receber R$ 23 milhões, também por meio de caixa dois, na campanha presidencial do senador tucano em 2010. Segundo relato de executivos da empresa, parte da quantia foi paga por meio de transferências para uma conta bancária suíça. A negociação, segundo depoimento dos executivos, foi feita com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho, que pertencia ao PSDB à época, mas atualmente está no PSD. O ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo ao ministro e conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato, também teria participado do esquema.

Em 2006, lembra a Folha, a campanha de Serra não registrou qualquer doação eleitoral da Odebrecht. Na ocasião, o tucano declarou à Justiça eleitoral ter gastado R$ 25,9 milhões nas eleições gerais daquele ano. Já no pleto presidencial de 2010, a empreiteira doou a Serra, segundo delatores do grupo, R$ 23 milhões via caixa dois. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registram um valor muito abaixo disso: R$ 2,4 milhões doados pela empreiteira ao candidato tucano naquele pleito. Portanto, se as acusações forem comprovadas, o senador recebeu ao todo R$ 25,4 milhões em doações de campanha da Odebrecht, dos quais R$ 23 milhões via caixa dois. Quer saber quem ganhou uma boquinha  no cabide de emprego do Roberto Freire? Leia

Posted: 09 Apr 2017 01:24 PM PDT

A ex-presidente Dilma Rousseff participou na tarde deste sábado (8) da terceira edição do seminário Brazil Conference, realizado pelas universidades de Harvard e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Em pouco mais de 1 hora, ela falou sobre democracia, eleições, Lava Jato e o "golpe" do impeachment.

Dilma Rousseff afirmou que os atores do "golpe" subestimaram a crise política que eles próprios criaram e agora sofrem as consequências, com um governo altamente impopular e travado pela crise econômica. 

"A democracia é o lado certo da história e eu acredito no Brasil. Nós precisamos de eleições diretas. Só vamos retomar o desenvolvimento com eleições diretas."

Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma falou: "Me preocupa que prendam o Lula, que tirem o Lula da parada. Ele tem nas pesquisas 38% mesmo com tudo que fizeram. Acho que Lula tem que concorrer, se perder é das regras do jogo". "Deixa ele [Lula] concorrer para ver se ele não ganha", completou.

Na plateia, estavam os petistas José Eduardo Cardozo, Fernando Haddad, Eduardo Suplicy (que publicou parte da palestra em sua páginas nas redes sociais), o empresário Jorge Paulo Lemann, o publicitário Nizan Guanaes e o músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

A presidente deposta encerrou sua participação com a frase: "Eu não tenho medo nem culpa". Quer saber quem ganhou uma boquinha  no cabide de emprego do Roberto Freire? Leia
Posted: 09 Apr 2017 12:38 PM PDT

O jornalista Elio Gaspari constata uma dessas hipocrisias cotidianas do país em sua coluna deste domingo (9), quando fala sobre um seminário de notáveis promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público.

Além do vínculo direito ou indireto com a Bolsa da Viúva, três beneméritos do evento têm processo no Supremo Tribunal Federal.

Quem sabe se, por coincidência, o patrono de algum dos incriminados não tem relações de parentesco também lá no Tribunal, por relações direitas ou indiretas. 

Esse Gilmar!!

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral passará o feriadão do suplício no Nazareno em Portugal, coordenando um seminário de notáveis promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, entidade privada da qual é bem sucedido sócio fundador.

Entre os patrocinadores do evento de Mendes estão a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, a Associação de Empresas de Saneamento Básico Estaduais e a Itaipu Binacional. Os repórteres Beatriz Bulla e Fábio Fabrini mostraram que, além de terem vínculos direto ou indiretos com a bolsa da Viúva, esses três beneméritos têm processos tramitando no Supremo Tribunal Federal.

Concluído o seminário, le ministre voará até Paris, para acompanhar a election française. Quer saber quem esta no cabide de emprego do Roberto Freire. Leia

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