quarta-feira, 12 de abril de 2017

11/4 - 23 curiosidades sobre o bombardeio dos EUA na Síria

Pragmatismo Político


Posted: 11 Apr 2017 02:15 PM PDT
bombardeio síria donald trump
Fernando Horta, Opera Mundi
O texto abaixo foi escrito 72 horas após os ataques norte-americanos à Síria, que aconteceram no dia 7 de abril de 2017.
1) Foram lançados 59 mísseis Tomahawk de dois navios americanos estacionados no mediterrâneo. Apenas 23 atingiram o alvo.
2) Os sistemas de defesa antiaérea da Rússia não atingiram nenhum dos mísseis. Putin disse que não o fez para evitar uma guerra com os EUA. Não se sabe se os sistemas poderiam ter parado os Tomahawk.
3) Entre 85 e 100 milhões de dólares custou o ataque. As ações da empresa que faz os tomahawk subiram 2% na bolsa.
4) O petróleo subiu um dólar o barril depois do ataque.
5) A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, disse que o ataque “foi plenamente justificado” e que “os EUA podem atacar novamente”. Isto encerra qualquer discussão sobre direito internacional.
6) Aparentemente, os danos à base foram pequenos. A Rússia informa que as pistas de lançamento já estão operacionais novamente.
7) Os democratas abriram mão de pressionar Trump. De fato se colocaram ao lado do presidente. Bernie Sanders e Hillary Clinton apoiaram os ataques.
8) Os Republicanos estão sendo os mais questionadores. Rand Paul (senador republicano) tem incessantemente se manifestado pela ilegalidade das ordens de Trump e que “é necessário que o presidente respeite a autoridade do congresso”.
9) Trump avisou ao mundo todo que os ataques são um “alerta a todo país que atuar ‘fora das normas internacionais'”.
10) Menos de 48 horas após os ataques, Rússia e Irã alinharam-se para “retaliar qualquer nova tentativa de violar o direito sírio”
11) O Conselho de Segurança não chegou a qualquer veredito, sequer sobre os ataques, quanto mais sobre qualquer resposta. O secretário-geral da ONU pediu “moderação”.
12) O líder norte-coreano ameaçou “transformar em cinzas” os EUA em caso deste lançar ataques à Coréia do Norte. Esta havia testado mísseis 48 horas antes e Trump ordenou movimentação de navios para a península coreana sob o pretexto da ilegalidade dos testes.
13) O sistema de mídia norte-americano parece ter dado vazão à tese de Trump e a população oscila entre o apoio explícito às ações do presidente a uma neutralidade discreta. Poucas são as manifestações contrárias.
14) Putin rompeu os acordos de troca de informações militares e qualquer cooperação com os EUA 24 horas depois dos ataques. As tropas americanas devem agora basear-se em seus próprios meios, caso queriam novamente agir na Síria.
15) 24 horas depois dos ataques, “aviões não identificados” atacaram cidades que estão sob o domínio de rebeldes e onde teria denúncias de uso de armas químicas.
16) China e Coreia do Sul, temerárias de um conflito nuclear entre EUA e Coreia do Norte, comprometeram-se em um “duro discurso” contra o líder norte-coreano, pelos testes com mísseis de longo alcance.
17) Há um notável desconforto da comunidade internacional frente à súbita posição de “xerife” do mundo que Trump parece estar tomando. Mesmo aliados como Inglaterra e França não estão de todo satisfeitos.
18) Há clara cisão interna em todos os países. As esquerdas na Europa e Canadá criticaram os ataques. Dentro dos EUA, os Republicanos têm sido fiéis ao seu discurso. Condenavam os ataques de Obama e agora condenam os de Putin. Trump é que parece tirar proveito político de todos os momentos para aumentar seu espaço de ação.
19) O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, subiu o tom e disse que não haverá acordo com a Síria enquanto Assad estiver lá. É a primeira declaração aberta contra a pessoa de Assad e não seus métodos ou forma de governo. É a primeira vez que os EUA se posicionam sem permitir uma saída negociada.
20) Apesar do apoio retórico aos EUA, Israel está surpreendentemente inerte. As discussões internas dão conta que o sentido de insegurança que Trump trouxe supera um eventual ganho pontual contra um opositor como Assad. Israel sabe que é o calcanhar de Aquiles de toda esta situação.
21) A Rússia voltou a ativar submarinos, aviões e atividades militares desde o ataque. Mas está claro que é com efeito dissuasório e não buscando um enfrentamento. A relação EUA e Rússia ainda é pautada pela racionalidade diplomática, embora esteja com muito menor legitimidade.
22) A relação EUA-Coreia do Norte, entretanto é bem mais delicada. Enquanto outros presidentes americanos de forma salutar e madura ignoravam as bravatas de Pyongyang, Trump parece especialmente incomodado pelas pueris declarações de Kim Jong Un. E aqui se encontra o verdadeiro perigo.
23) O Estado Islâmico iniciou uma ofensiva em todo território Sírio logo no momento dos ataques americanos. Os russos declararam que a ofensiva falhou. Assad acusou publicamente Trump de ajudar os terroristas e de não querer qualquer paz na região.
P.S.: Agradecendo ao Julio Mangini. Eu pesei demais a mão no Sanders. Ele declara que o problema dos bombardeios é o fato de ser “unilateral” e de não pensar nas “consequências não desejadas” do ataque. Não na questão moral do ataque. Sanders fala que o dinheiro poderia ser gasto em outras coisas, mas que ISIS e Assad precisam ser parados. É uma posição intermediária entre o apoio de Hillary e a crítica de Rand Paul.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post 23 curiosidades sobre o bombardeio dos EUA na Síria apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

Posted: 11 Apr 2017 01:15 PM PDT
série da netflix suicídio 13 reasons
Depois da estreia da série 13 Reasons Why, produto da Netflix que trata de bullying e suicídio em uma escola americana, subiu 445% o número de e-mails com pedidos de ajuda recebidos pelo Centro de Valorização da Vida (CVV).
Houve alta ainda de 170% na média diária de visitantes únicos no site.
Em 13 episódios, o programa retrata a dor de Hannah Baker, adolescente que sofre bullying e grava em fitas os motivos pelos quais teria dado fim à vida.
Segundo o centro, a maioria das pessoas que está buscando atendimento nos canais do CVV nos últimos dias é jovem e se identifica com a dor da personagem principal.
A organização alerta que pais e familiares devem ter um olhar atento para mudanças de comportamento de adolescentes e não hesitar em pedir ajuda profissional.
Especialistas ouvidos pelo Estado apontam que adolescentes devem ter acompanhamento de adultos ao assistir a série.
No site da entidade, que dá apoio psicológico 24 horas por e-mail, chat, skype e telefone, a média diária de 2,5 mil visitantes únicos saltou para 6.770 em abril – a série foi lançada em 31 de março. Anteontem, depois que a série foi alvo de críticas nas redes sociais, houve pico: 9.269 pessoas visitaram o site.
Em relação aos e-mails, entre 1º e 10 de abril, o CVV registrou 1.840 mensagens, ante 635 no mesmo período de março. De uma média de 55 e-mails diários que chegam ao CVV, nos primeiros dez dias de abril esse número cresceu para mais de 300. Na semana passada, ao menos cem pessoas mencionaram a série.
Presidente do CVV e voluntário há 23 anos, Robert Paris afirma que os jovens têm buscado ajuda da entidade e citam a série por se sentirem tocados pelo conteúdo.
“[ELES DIZEM] Então, na conversa que temos com essa pessoa, podemos trafegar livremente pelo personagem e por ela. Às vezes, dessa maneira, a pessoa fica mais à vontade para desabafar”, explica.
Paris orienta que os pais devem observar mudanças e comportamento e sempre ter um diálogo aberto. “Pergunte: ‘O que está se passando com você? Posso ajudá-lo? Vamos conversar?’. Às vezes, essas perguntas são mágicas.”
Em casos de mudança radical no comportamento do jovem, a ajuda profissional é indicada. O CVV, aponta o presidente, serve de “canal para alívio das dores psíquicas dos que precisam conversar”, mas não promove terapia.
“Não pode ter aquele tabu de que ajuda profissional é ‘coisa para louco’, aquelas coisas que se dizem popularmente. Esta é a maior barreira à causa de prevenção do suicídio. O assunto tem de ser tratado com naturalidade. Falar é terapêutico.”

Acompanhamento

A grande repercussão de 13 Reasons Why tem levado psicólogos e pedagogos a se posicionarem sobre a série, que vem sendo assistida por estudantes e também pacientes.
A psicóloga e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Luciana Zobel Lapa, que é orientadora educacional da Escola Stance Dual, diz que a série não é adequada para adolescentes que ainda não entraram no ensino médio. Ela também recomenda que os episódios sejam assistidos com acompanhamento dos pais. “Ou, pelo menos, assista primeiro e avalie a pertinência de os filhos assistirem”.
A gerente de Comunicação da Netflix, Amanda Vidigal, disse ao Estado que a empresa teve “total cuidado” ao produzir a série, por tratar de “temas sensíveis”, e destacou que toda a produção contou com apoio de uma consultoria de profissionais da saúde.
“Também foi criado um after show de 30 minutos, exibido após a série, com produtores, atores e esses consultores que falam da importância do tema. Além disso, criamos um site que dá o contato dos grupos de suporte.” Nos três episódios com cenas mais pesadas – 9, 12 e 13 – há alertas para o espectador.
Agência Estado
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Série da Netflix faz pesquisa por suicídio aumentar 445% apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 11 Apr 2017 12:25 PM PDT
Silvio Santos Rachel Sheherazade
A apresentadora Rachel Sheherazade usou as redes sociais na madrugada desta terça-feira, 11, após a repercussão da ‘bronca’ (vídeo abaixo) que ela levou de Silvio Santos durante a cerimônia de premiação do Troféu Imprensa, no último domingo, 09.
Sheherazade compartilhou uma imagem com uma citação de Mario Quintana e afirmou que as declarações de Silvio Santos não passavam de “brincadeiras”.
“Patrão, há de haver um mínimo de inteligência para entender nossas brincadeiras! Obrigado pela chance de fazer brilhar o meu intelecto!”, escreveu.
Na ocasião, Silvio disse que não contratou Rachel para ela dar suas opiniões sobre política. O vídeo foi visualizado e reproduzido milhões de vezes na internet.
“Mas quando você me chamou foi para dar a minha opinião”, rebateu a apresentadora, visivelmente constrangida.
“Não, eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz; te chamei para ler as notícias, e não para dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, respondeu Silvio Santos.
No Twitter, o nome de Rachel Sheherazade figurou entre os assuntos mais comentados.

Repercussão divide a esquerda

Houve quem celebrasse o ‘puxão de orelha’ de Silvio em Sheherazade. A apresentadora defende posições críticas ao feminismo, abertamente contrárias aos direitos humanos, aos direitos dos trabalhadores e já chegou a até debochar de mulheres que não estão no mesmo espectro político e ideológico que o seu.
Por outro lado, a fala de Silvio Santos também repercutiu negativamente. Muitas mulheres de esquerda, feministas, reconheceram que o dono do SBT cometeu assédio moral ao sugerir, em rede nacional e horário nobre, que Rachel deveria comprar a própria emissora se quisesse dar suas opiniões. Além disso, Silvio foi acusado de machismo por destacar a aparência da jornalista.

Jornalista desmente Silvio Santos

O jornalista Alberto Villas, ex-diretor de jornalismo do SBT, usou sua página no Facebook para desmentir a bronca de Silvio Santos no Troféu Imprensa.
“Quando fui chamado para dirigir o Jornalismo do SBT, Silvio Santos me chamou na sala dele e me disse que Rachel Sherazade estava sendo contratada porque tinha opinião. E ele queria ela dando opinião no telejornal que apresentava, usando o tempo que fosse necessário. Como os seus comentários beiravam o fascismo, acabei saindo fora. Só para deixar claro: Silvio Santos mentiu ao dizer que ela foi contratada para ler telepronter”, escreveu Villas.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Rachel Sheherazade se pronuncia pela 1ª vez após ‘bronca’ de Silvio Santos apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

Nenhum comentário:

Postar um comentário