quarta-feira, 12 de abril de 2017

12/4 - Blog " DE CANHOTA" de HOJE

De Canhota


Posted: 12 Apr 2017 10:00 AM PDT

É da maior gravidade a notícia publicada ontem (11), pelo Valor, de que o Governo ilegítimo e sem voto do golpista Michel Temer se prepara para conceder à iniciativa privada - leia-se, ao capital estrangeiro - uma imensa área da Amazônia rica em ouro onde a mineração está proibida há mais de 30 anos. Diz o jornal que uma portaria publicada na edição de sexta-feira (7) do Diário Oficial da União, o Ministério de Minas e Energia abriu caminho para a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984, ainda na ditadura militar”.

A portaria, diz que “que a extinção da RENCA viabilizará o acesso ao potencial mineral existente na Região e estimulará o desenvolvimento econômico dos Estados envolvidos”, mas, na prática, abre caminho para a devastação de 46 mil quilômetros quadrados de floresta. Para que tenhamos uma ideia do que isso representa, é quase que a soma de todo o território dos estados de Sergipe e Alagoas.

A área, situada em parte do Pará e em parte no Amapá é praticamente toda coberta de mata e habitada por povos indígenas.

Relatórios dos anos 80 relataram, além da existência de ouro em grande escala, também importantes reservas de titânio e de fosfato.
Posted: 12 Apr 2017 04:09 AM PDT

O governo ilegítimo e sem voto do golpista Michel Temer pretende comprar o apoio de deputados federais e senadores para a maldita Reforma da Previdência. 

Diante da impopularidade da matéria, o Palácio do Planalto decidiu separar R$180 milhões (!!!) para jornais, sites e emissoras de rádio e televisão cujos jornalistas aceitem explicar a reforma da Previdência "sob um ponto de vista positivo". Com isso, os veículos de comunicação que aderirem à nova "política pública" terão direito à publicidade federal. 

O principal foco da investida do governo golpista será o Nordeste, bem como locutores e apresentadores populares da região.

O direcionamento dos recursos dessa "política pública" de Temer será feito justamente pelos deputados e senadores. Ou seja, serão as raposas cuidando dos galinheiros, tendo em vista que muitos parlamentares são donos de jornais e canais de TV. Trata-se de uma moeda de troca adicional, além da liberação de emendas parlamentares e de cargos a apadrinhados políticos dos congressistas.

Além disso, a verba a ser direcionada à mídia será usada por deputados e senadores para "ganhar espaço para aparecer" na imprensa, uma vez que serão os responsáveis por levar dinheiro público para essas empresas.

A estratégia foi definida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, o "gato angorá", e o líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), receberá os pedidos dos parlamentares.

Essa estratégia tem de ser denunciada e derrotada o quanto antes.

Abraços,
Daniel Samam

#ForaTemer #DiretasJá #GreveGeral #NenhumDireitoAMenos 
Posted: 11 Apr 2017 02:06 PM PDT
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais que fazem parte da chamada "lista do Janot", afirmou nesta terça-feira (11) reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".

Entre os alvos dos novos inquéritos, segundo o site da publicação, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O teor das decisões de Fachin não foi divulgado oficialmente. O texto da reportagem informa que o jornal teve acesso a despachos do ministro, assinados eletronicamente no último dia 4.

Os pedidos de investigação apresentados em 14 de março ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se basearam nos depoimentos das delações premiadas de 78 executivos e ex-dirigentes da Odebrecht.

De acordo com o site da publicação, Fachin autorizou a quebra do sigilo das 83 investigações que ele mandou abrir a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A chamada "lista do Janot" contém 83 pedidos de abertura de inquérito, 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça, 7 pedidos de arquivamento e 19 outras providências.

Segundo o jornal, o relator da Lava Jato também autorizou a investigação, no próprio STF, de um ministro do Tribunal de Contas da União, de três governadores e de 24 outros políticos e autoridades que, embora não tenham foro no tribunal, estão relacionados aos fatos narrados pelos colaboradores.

A lista


Ministros (9)


PMDB (3)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

PSDB (2)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

PPS (1)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)

PRB (1)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)

PP (1)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)

PSD (1)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)

Senadores (29)

PMDB (9)

Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Edison Lobão (PMDB-PA)
Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Marta Suplicy (PMDB-SP)

PSDB (7)

Aécio Neves (PSDB-MG)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Dalírio José Beber (PSDB-SC)
José Serra (PSDB-SP)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

PT (4)

Paulo Rocha (PT-PA)
Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Jorge Viana (PT-AC)
Lindbergh Farias (PT-RJ)

PSB (2)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Lidice da Mata (PSB-BA)

DEM (2)

José Agripino Maia (DEM-RN)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

PP (2)

Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)

PC do B (1)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PTC (1)

Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PSD (1)

Omar Aziz (PSD-AM)

Deputados Federais (42)

PT (11)

Marco Maia (PT-RS)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Maria do Rosário (PT-RS)
Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Zeca Dirceu (PT-SP)
Zeca do PT (PT-MS)
Vicente Cândido (PT-SP)
Décio Lima (PT-SC)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)

PP (5)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Cacá Leão (PP-BA)
Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Júlio Lopes (PP-RJ)

DEM (5)

Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Felipe Maia (DEM-RN)
Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Rodrigo Garcia (DEM-SP)

PMDB (4)

Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Daniel Vilela (PMDB-GO)

PSDB (4)

Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Yeda Crusius (PSDB-RS)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Betinho Gomes (PSDB-PE)

PR (3)

João Carlos Bacelar (PR-BA)
Milton Monti (PR-SP)
Alfredo Nascimento (PR-AM)

PRB (2)

Celso Russomano (PRB-SP)
Beto Mansur (PRB-SP)

PSB (2)

José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Heráclito Fortes (PSB-PI)

PSD (2)

Antônio Brito (PSD-BA)
Fábio Faria (PSD-RN)

PC do B (1)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

PTB (1)

Paes Landim (PTB-PI)

PPS (1)

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD (1)

Paulinho da Força (SD-SP)

Ministros do TCU (1)


Vital do Rêgo Filho

Sem foro no STF (26)

Governadores (2)

Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)

Outros (24)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

Valdemar da Costa Neto (PR)

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig

Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)

Guido Mantega (ex-ministro)

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy

Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC

João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero Jucá

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio

Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

José Feliciano

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