domingo, 16 de abril de 2017

16/4 - Os Amigos do Presidente Lula DE 15/4

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 15 Apr 2017 07:13 PM PDT

Ex executivo da  Odebrecht,  e ex-superintendente da empreiteira em São Paulo, entregou ao Ministério Público Federal os números das contas e os nomes dos bancos que, segundo ele, foram usados para transferir euros no exterior para a campanha do senador José Serra (PSDB) à Presidência em 2010.

Segundo Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, os intermediários dos pagamentos a Serra foram duas pessoas próximas ao tucano: primeiro Márcio Fortes, ex-tesoureiro do PSDB, que recebia em reais no Brasil, e depois o empresário Ronaldo Cezar Coelho, que utilizou contas na Suíça.

O depoimento de CAP foi corroborado por outros, como o de Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, e parte de seu teor foi adiantada pela Folha, que revelou que a empreiteira delatou repasses de R$ 23 milhões a Serra.

Os pagamentos aconteceram, ainda segundo o delator e os papéis apresentados, entre 2009 e 2010, em troca de o governo de São Paulo ter pago a uma das empresas do grupo Odebrecht R$ 191,6 milhões que haviam ficado pendentes de obra na rodovia Governador Carvalho Pinto.

O débito do Estado com a Odebrecht já vinha se arrastando na Justiça havia cerca de oito anos, ainda segundo o delator, e poderia ter continuado sub júdice, mas o governo paulista fez acordo com a empreiteira em troca dos repasses para o PSDB.

ém de entregar aos investigadores da Lava Jato dados relativos às contas usadas na Suíça indicadas por Ronaldo Cezar Coelho –como o código "swift", usado em transferências para o exterior–, o delator apresentou e-mails internos da Odebrecht que tratam dos pagamentos e deu detalhes de encontros os supostos prepostos de Serra que poderão ser confirmados.

Pelos relatos, os encontros com Fortes foram em 2009, no gabinete dele, quando ele presidia a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A.). Já com Cezar Coelho foram duas vezes no escritório do empresário em Ipanema, no Rio.

"Ele [Fortes] tinha alguns prepostos que ele me dizia, me dava o endereço de um hotel e o nome da pessoa, eu passava a senha para ele", disse CAP sobre pagamentos.

Sobre as contas supostamente indicadas por Cezar Coelho, o delator disse: "Nos dados de corroboração nós estamos indicando o banco, o 'swift', para não ter dúvida."

MAIS SUSPEITAS

O caso dos repasses de R$ 23 milhões, relativos à obra na rodovia Carvalho Pinto, é uma das suspeitas que envolvem o senador tucano.

Em outro caso, ele foi delatado por supostamente ter recebido 2 milhões de euros no exterior para sua eleição ao governo de São Paulo em 2006. Nesse episódio, outro empresário teria indicado contas na Suíça, José Amaro Pinto Ramos, ligado ao PSDB.Da Folha
Posted: 15 Apr 2017 06:50 AM PDT


A empreiteira Odebrecht bancou eventos do Dia do Trabalho organizados pela Força Sindical, central controlada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força.
 O deputado e sindicalista também teria ajudado a Odebrecht a desmobilizar greves de trabalhadores nas regiões Norte e Nordeste em troca de pagamentos.As informações constam do depoimento de Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, que firmou acordo de colaboração com a Lava Jato.
 "Uma das atribuições que eu tinha desde o início da minha carreira profissional era ter ligações com o pessoal dos sindicatos. E, com isso, eu desenvolvi com o próprio Paulinho umas ligações que tinham no início, relações até procurado por ele, de financiar os eventos de 1º de Maio, no Dia do Trabalhador, que ele leiloa automóveis, apartamentos", afirmou o delator.
 "É verdade que nós fazemos também isso para a CUT, mas com ele [Paulinho] era mais específico", disse.

Paulinho é investigado em dois inquéritos abertos na semana passada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

A Procuradoria Geral da República apontou indícios de que valores não contabilizados recebidos por ele foram em troca de algum favor prestado à Odebrecht.

Os inquéritos apuram supostos repasses não declarados de R$ 1 milhão para a campanha de Paulinho em 2014 e de R$ 400 mil em 2010, além de R$ 500 mil doados oficialmente em 2012, quando ele disputou a prefeitura.

"Aí nós tínhamos um interesse específico, porque estávamos com greves na refinaria Rnet [Abreu e Lima] e estávamos tendo dificuldades expressivas com os trabalhadores das usinas do rio Madeira [...], e a Força Sindical era a central que comandava aquela região", disse o delator.

Segundo Alencar, a atuação de Paulinho "atenuou" as greves e o "quebra-quebra".

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