segunda-feira, 17 de abril de 2017

17/4 - " OS ANOS DO SILÊNCIO "

Mensagens de blog - Portal Luis Nassif


Posted: 17 Apr 2017 12:12 PM PDT

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Posted: 16 Apr 2017 06:30 PM PDT
 " CENOGRAFIA " Palestra JOSÉ DIAS 
17 de Abril / 14h às 18h
SATED/RJ 2220 8147
José da Silva Dias (Rio de Janeiro RJ ). Cenógrafo. Cria importantes cenografias para diretores representativos da década de 80, principalmente Moacyr Góes e Aderbal Freire Filho (Aderbal Junior).

Forma-se em cenografia em 1971 na então Escola de Teatro da FEFIEG, hoje Uni-Rio, onde passa a lecionar, e faz mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA/USP. Sua primeira cenografia, em 1971, é feita para uma montagem de Guernica, de Fernando Arrabal, no Teatro do Conservatório. Entre os seus primeiros trabalhos profissionais destacam-se O Monta-Carga, de Harold Pinter, 1974, e Família que Mata Unida, de Jules Feiffer, 1976. Em 1978, na comédia Apenas 500 Milhões de Dólares, de Juca de Oliveira, realiza, paralelamente à cenografia, o seu primeiro trabalho profissional como figurinista, especialidade à qual se dedica esporadicamente, e sem o mesmo destaque da sua atividade de cenógrafo. Sua primeira cenografia de maior porte é a da montagem paulista de Campeões do Mundo, de Dias Gomes, direção de Antônio Mercado, 1980. Em 1984, assina sete cenários, parte deles para espetáculos predominantemente comerciais, em que ele aperfeiçoa as técnicas de seu ofício mas tem seu campo criativo limitado. É em espetáculos artisticamente ambiciosos que sua capacidade de interpretar visualmente um texto e o espírito de uma encenação se destaca - como em Besame Mucho, de Mario Prata, direção de Aderbal Freire Filho, e Dueto para um Só, de Tom Kempinski, direção de Antônio Mercado, 1983; Simon, Simon, de Isaac Chocron, direção de Marcos Fayad, 1984, que lhe vale o Troféu Mambembe; Um Piano à Luz da Lua, de Paulo Cesar Coutinho, direção de Cecil Thiré, 1987, distinguido com um Prêmio Molière; e O Preço, de Arthur Miller, direção de Bibi Ferreira, 1988.

Em 1989, com a Companhia de Encenação Teatral, CET, de Moacyr Góes, cria uma ousada estrutura metálica para o espetáculo experimental, A Trágica História do Dr. Fausto, de Christopher Marlowe. O cenário lhe vale o Prêmio Molière do ano. Com Aderbal Freire Filho, em 1990, cenografa A Mulher Carioca aos 22 Anos, de João de Minas, um dos espetáculos mais marcantes do diretor. Novamente com Moacyr Góes, faz uma série de espetáculos: entre eles, Romeu e Julieta, de William Shakesperare, 1993, Divinas Palavras, de Ramón del Valle-Inclán, 1997, que lhe valem, respectivamente, os prêmios Shell e Mambembe. Com Trilogia Tebana, de Sófocles, pelo mesmo diretor, e Lima Barreto ao Terceiro Dia, de Luís Alberto de Abreu, direção de Aderbal Freire Filho, ele recebe os prêmios Shell e Mambembe, em 1996. No ano seguinte, volta a parceria com Moacyr Góes em Divinas Palavras, de Ramón del Valle-Inclán e, em Bispo Jesus do Rosário, a Via Sacra dos Contrários, de Clara Góes, em 1999.

José Dias trabalha também em televisão. Como contratado da TV Globo, cria cenários para programas variados e chega a ocupar o cargo de cenógrafo-chefe do setor de montagens da emissora. Exerce a chefia do Departamento de Cenografia do Centro de Letras e Artes da Uni-Rio, onde é professor, e leciona também na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. Ministra cursos de aperfeiçoamento, extensão e especialização em universidades e também na TV Globo.



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