domingo, 23 de abril de 2017

23/4 - Blog " DE CANHOTA" de HOJE

De Canhota


Posted: 23 Apr 2017 09:45 AM PDT

O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, não só não citou, bem como inocentou o ex-presidente Lula em sua primeira delação, ainda em 2016. Logo depois, foi condenado a 26 anos de prisão.

Nessa semana, Léo Pinheiro mudou a delação, agora envolvendo Lula e afirmando que o ex-presidente recomendou que ele destruísse provas. Não satisfeito, Léo Pinheiro ainda apresentou uma prova no mínimo esdrúxula: a de que carros ligados ao Instituto Lula passaram pelo pedágio no sentido Guarujá duas vezes em dois anos (!!!). Resultado, a pena de Léo Pinheiro caiu para 3 anos de prisão.

Para o conluio de canalhas da força-tarefa da Lava Jato, a delação premiada só vale quando se diz o que o justiceiro Moro quer ouvir. A Lava Jato não é séria e precisa ser contida. E que o Senado aprove o quanto antes a fundamental Lei de Abuso de Autoridade para que possamos botar um freio nos desmandos dos canalhas da República de Curitiba.

Abraços, 
Daniel Samam
Posted: 23 Apr 2017 08:30 AM PDT
Da página do MST.


A tragédia anunciada e concretizada na manhã do dia 20 de abril, em Colniza interior de Mato Grosso, não é um fato isolado, os dados têm mostrado a região onde o município se localiza como um dos mais violento do Estado de Mato Grosso, que é um dos estados mais violento do Brasil. Como já demonstra o Cadernos de Conflito no Campo, lançado pela CPT no dia 17 de abril de 2017.

Essa onda de violência integra um avanço do modelo capitalista sobre os direitos dos trabalhadores sobre a apropriação dos recursos naturais, terra, minerais, água e etc. Avanço este potencializado pelo golpe que o Brasil esta vivendo, e por projetos de lei como a PEC 215 que dispõem sobre terras indígenas e quilombolas, a MP759 que dispõem sobre a reforma agrária e a PL 4059 sobre a compra de terras por estrangeiros, além de outra gama de projetos de lei e medidas provisória que não são criados no sentido de resolver os problemas do campo, mas de aumentar a concentração fundiária.

Essa concentração que leva ao extermínio da biodiversidade, dos recursos naturais e das pessoas nas chamadas áreas de fronteiras.

Colniza hoje chora a morte e o desaparecimento dessas pessoas abandonadas pelo Estado, como a dois anos choraram a morte de Josias Paulino de Castro e Irani da Silva Castro – dirigentes camponeses do município, assassinados dois dias após denunciar ameaças para o ouvidor nacional do INCRA. Mato Grosso chora por saber que há outras mortes anunciadas, e que nada esta sendo encaminhado no sentido de impedir essas novas tragédias, o Brasil chora pela repetição desses ocorridos, que marcam o mês de abril. Tragédias como El Dourado dos Carajás que dia 17 completou 21 anos de impunidade, e que deixa a sensação de que trabalhadores podem ser assassinados que nada acontecerá aos mandantes. Assim como tantas outras mortes, não divulgadas.

Não podemos nos calar diante de tão grande dor, que nossa indignação alcance os responsáveis diretos e indiretos por este massacre, e que este não seja mais um caso de impunidade e que o estado não seja novamente conivente com os assassinos.

A cada companheiro tombado, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Posted: 22 Apr 2017 01:30 PM PDT
Artigo publicado originalmente no Blog do Guilherme Scalzilli.


O pior efeito colateral das delações dos executivos da Odebrecht é a credulidade que inspiram no público. Ávidas pelo teor escandaloso das narrativas, as pessoas deixam de contextualizá-las, isto é, de tomar a sua própria divulgação como parte de um fenômeno mais amplo e relevante do que o teor dos relatos.

Por que só agora vêm à tona os conhecidíssimos elos criminosos de certas figuras? Por que nada surgiu quando essa cáfila agenciava um golpe parlamentar em nome da moralidade? E por que os depoimentos apareceram de uma vez, sem o conta-gotas personalizado que outrora serviu para destruir reputações?

Essas perguntas têm respostas óbvias, e todas convergem para o suspeito oportunismo do episódio. Um viés estratégico, portanto, que o histórico abusivo e clandestino da Lava Jato faz necessário denunciar, senão mesmo combater.

Arrastando o mundo político brasileiro à lama, a turma da Odebrecht deu um presente aos berlusconis: forneceu-lhes o álibi do escopo pluripartidário que faltava para o bote final em Lula. Sua prisão já pode resgatar a fantasia original da Lava Jato, baseada na premissa de que os petistas seriam um ponto de partida para se atingir o resto.

Continua havendo apenas o ponto de partida. A generalização punitiva não ocorrerá, principalmente porque o instituto da delação é frágil. Sem provas cabais que a sustentem, o choque de versões resulta nulo, ou quase isso. O método pelo qual elas foram obtidas agrava o problema e fundamentará recursos bastante sólidos nas cortes superiores.

Mas nem precisaremos chegar a tanto. No caminho autodestrutivo dos processos há falhas de investigação, deslizes de conduta, vistas por tempo indeterminado, prescrições, todo um rol de obstáculos que impedirá o início da maioria dos julgamentos. Algo similar aconteceu no “mensalão mineiro”,  apesar das promessas e expectativas.

Repete-se a dinâmica das famosas listas de Rodrigo Janot. Passada a histeria seletiva da mídia, os indiciamentos cairão nas catacumbas do Judiciário, fonte máxima das impunidades, para serem esquecidos até nova ordem. E as denúncias contra Lula irão à mesa de Sérgio Moro, afoito e rigoroso como ninguém.

Os inquéritos pedidos por Edson Fachin têm uma utilidade apaziguadora. Oferecem material para todas as filiações partidárias, cujas narrativas convergem no endosso tácito à Lava Jato. É a maior propaganda legitimadora que a operação teve desde que seus justiceiros maníacos viraram militantes involuntários da esquerda. Sem qualquer mudança real no quadro condenatório preestabelecido.

Parece incongruente dizer que Lava Jato vira pizza justo quando assimila dezenas de novos indiciados, afundando o PSDB no escárnio popular. Mas seria ainda mais ingênuo acreditar que a operação iria ao forno sem passar por essa fase catártica, especialmente depois que a Odebrecht entrou no jogo.

Ao mesmo tempo, se quisessem apanhar tucanos e asseclas (e se o STF permitisse), os berlusconis já o teriam feito. Usando os instrumentos coercitivos aplicados a petistas, armando grampos ilegais, apertando informantes graúdos, confiscando equipamentos, perseguindo aliados. Ignorando a mera necessidade de provas.

Décadas de máfias, privatarias, cartéis, e tudo que os justiceiros possuem para comprovar as boas intenções da Lava Jato é um punhado de historietas sabidamente inverificáveis, talvez em parte fantasiosas, levando a contas anônimas e reuniões secretas? Dando aos acusados os mesmos argumentos garantistas defendidos pela esquerda?

Ora. Esse é o melhor desfecho possível para a operação: um rápido constrangimento de figuras sem perspectiva eleitoral, o teatro da indignação farisaica, as chamas preguiçosas da lenha judiciária, a prisão de Lula, o terreno aberto a candidaturas salvacionistas em 2018. Basta cortar e servir. Bom apetite.


Guilherme Scalzilli é Historiador e escritor, mestre em Divulgação Científica e Cultural. Articulista da a revista Caros Amigos por dez anos (2001-2011). Colabora regularmente com o Le Monde Diplomatique e o Observatório da Imprensa.
Posted: 22 Apr 2017 09:58 AM PDT

Agricultores da região do quinto distrito de São João dá Barra e do Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra, continuam acampados em resistência na retomada de territórios do megaprojeto do porto do Açu, Organizados em equipes e contando com apoio dá comunidade local, movimentos sociais,  entidades, pessoas dá sociedade civil, universidades, sindicatos e escolas dá cidade de Campos dos Goytacazes.

Hoje (22) completam três dias de ocupação em defesa das terras do Açu e denunciando a promiscuidade dá relação dos contratos públicos privados que se repetem nos megaempreendimentos espalhados pelo Brasil afora.

Nesses quatro dias, as famílias ocupantes vem sofrendo pressão e hostilidade pela empresa privada de segurança do porto "Sunset" e dá PM  que está submetida aos interesses do empreendimento privado. Veículos,  motocicletas e qualquer infraestrutura estão sendo impedidos de entrar na área ocupada pelas familias, numa tentativa de desgastar e enviabilizar a permanência das famílias.

As famílias seguem em resistência e na busca de apoios dá sociedade civil para continuar a luta pela retomada de seu território de origem.

Convocamos a todas e todos para se somarem a luta pela retomada do território do Açu com a presença nesta terça feira dia 25 no ato em defesa "Devolva as terras do Açu" com presença de entidades, movinentos sociais, religioso e pessoas dá comunidade dá sociedade civil.

Comunicação MST RJ.

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