domingo, 23 de abril de 2017

23/4 - Só para lembrar... Pixinguinha

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Collector's Notícias
edição 006/2017
Só para lembrar... Pixinguinha
 
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Vinil lançado em 1988 à venda. Clique e veja a íntegra do encarte por Paulo Tapajós.
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Tablóide Collector's Notícias
Maio/junho 1993 em homenagem a Pixinguinha
Clique e abra o PDF com a íntegra do original
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LP10" PIXINGUINHA E SUA BANDA 1956 Sinter SLP 1088
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LP10" MARCHINHAS CARNAVALESCAS DE JOÃO DE BARRO E ALBERTO RIBEIRO - Pixinguinha e Sua Banda 1957 Sinter SLP 1097
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba. Documentário de Ricardo Dias e Thomaz Farkas
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Olá,
23.04.2017 - Comemora-se o 120º aniversário de nascimento do compositor, flautista, orquestrador e saxofonista PIXINGUINHA (Alfredo da Rocha Vianna) de 1897.

Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho. Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão. Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade. Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira. Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira. A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura ele", "Ainda me recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele tempo", "Abraçando jacaré", "Os oito batutas", "As proezas do Nolasco", "Sofres porque queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos. Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos. Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida. Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala baixinho", "Mais quinze dias", "No elevador", "Mais três dias", "Vou pra casa". Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza) cantada por Orlando Silva, "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso é que é viver" (Hermínio Bello de Carvalho).

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O PESSOAL DA VELHA GUARDA

Este é talvez o mais brasileiro de todos os musicais recuperados para a posteridade. É uma criação de Almirante para a Rádio Tupi e que contava com a colaboração de nada menos que Pixinguinha, Benedito Lacerda e seu Regional, Raul de Barros e o Grupo dos Chorões e a Orquestra do Pessoal da Velha Guarda. Tudo era feito visando enaltecer as composições brasileiras do passado com destaque para Chiquinha Gonzaga, Irineu de Almeida, Zequinha Reis, Leopoldo Fróes, Nelson Alves, Ernesto Nazareth, André Victor Correa, Anacleto de Medeiros, Heckel Tavares, Eduardo das Neves, Paulinho Sacramento, Henrique Mesquita, Angelino de Oliveira, Pedro Galdino, Catullo da Paixão Cearense, Luiz de Souza, Aurélio Cavalcante, Armando Percival, Miguel Emilio Pestana, Guimarães Passos, Mário Alves, Bonfiglio de Oliveira e muitos outros notáveis da velha guarda da música popular brasileira do inicio do século. Obra de grande valor cultural pela importância dos nomes resgatados.

Os programas radiofônicos de O PESSOAL DA VELHA GUARDA foram levantados, extraídos dos acetatos e catalogados pelo publicitário, pesquisador e colecionador José Maria Campos Manzo em setembro de 1988. Restaurados e digitalizados pelo músico, produtor e colecionador Ricardo Manzo em fevereiro de 2012.
 
Veja o coneúdo dos 20 programas no
ACERVO COLLECTOR'S
 
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CARTA AO ASSINANTE

Prezado amigo e amante do trabalho realizado pelo Collector’s Studios de Restauracão de Áudios e pela Rádio Collector's MPB. É com constrangimento que vimos mais uma vez a V.Sa. informar sobre as nossas dificuldades. Como todos sabem estamos há 34 anos trabalhando no resgate e manutenção de velhos e raros acervos de áudios brasileiros, sejam eles obras completas em discos de 78 rpm ou discos radiofônicos de acetato 16 polegadas. Este trabalho não tem sido fácil. Por muitos anos os assinantes saudosistas têm nos ajudado nesta batalha de preservação de memória. Atualmente muitos jovens se interessam por nosso trabalho, mas poucos vêm a nós para adquirir um exemplar e assim nos ajudar na manutenção dos trabalhos. Entendemos que a situação no país continua insustentável não só para nós que trabalhamos com cultura como para todos os assinantes Collector's. Isto é notório. Estamos mais uma vez preocupados e sem saber se vamos terminar o ano de 2017. Nossa última solicitação de ajuda, na época do Carnaval, obteve retorno zero. Em função desta difícil situação resolvemos solicitar uma doação de R$ 300,00 para manter a nossa estrutura em pé. Para tanto presentearemos o assinante doador com uma cópia MP3 da série completa de programas O PESSOAL DA VELHA GUARDA. Mais detalhes sobre como proceder podem ser solicitados a mim pelo e-mail particular "manzo2016@collectors.com.br".

Agradeço imensamente,
Atenciosamente,
Ricardo Manzo

 
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