sábado, 8 de abril de 2017

8/4 - Pragmatismo Político DE 7/4

Pragmatismo Político


Posted: 07 Apr 2017 03:31 PM PDT
bombardeio dos eua síria
Os Estados Unidos realizaram a sua primeira ofensiva militar contra o exército da Síria na noite desta quinta-feira ao bombardear a base aérea de Al-Shayrat, província de Homs.
O movimento foi uma resposta ao suposto ataque químico conduzido pelo regime de Bashar Al-Assad no início da semana em Khan Sheikhun, em Idlib.
O ataque americano aconteceu na base de onde os aviões em tese responsáveis pelo massacre químico teriam decolado.
Segundo o Pentágono, essa base é, ainda, o local no qual o governo sírio estaria armazenando essas armas. 59 mísseis foram lançados pelos EUA do Mar Mediterrâneo.
Autoridades de Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Canadá e Israel manifestaram nesta sexta-feira (07/04) seu apoio ao bombardeio dos Estados Unidos.

Confira as reações da comunidade internacional:

SÍRIA. O comando do exército da Síria rechaçou a ação militar americana contra a sua base aérea e segue afirmando não ter tido qualquer responsabilidade sobre o uso de armas químicas contra civis. Ao todo, o ataque deixou 9 mortos e dezenas de feridos. Para as autoridades sírias, ao bombardear o regime de Assad, os EUA fortaleceram o grupo extremista Estado Islâmico, que tenta estabelecer um califado na Síria e Iraque, e o Frente de Conquista do Levante (ex-Frente Al-Nusra que já foi ligado à rede Al Qaeda). Agora, o governo promete realizar “a maior ofensiva” contra os rebeldes e disse que os americanos foram convencidos a agir depois de terem sido “inocentemente convencidos por uma campanha falsa de propaganda”.
RÚSSIA E IRÃ. Moscou também condenou o ataque, o classificando como uma agressão a um Estado soberano e violação de direito internacional, e anunciou nesta manhã a suspensão de um acordo firmado com os EUA no qual os países coordenavam suas ações militares na Síria. Acusa, ainda, o governo Trump de usar o episódio para desviar a atenção da situação em Mosul (Iraque), onde o exército americano lidera uma ofensiva contra o EI e tenta retomar o controle da cidade. Aliado de Assad, o país também nega que o regime sírio disponha de armas químicas. O Irã, por sua vez, “condena energicamente” o bombardeio.
CANADÁ O gabinete do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, se manifestou nessa manhã em apoio ao governo Trump e reforçou a sua posição por “esforços diplomáticos” para resolver a crise no país. “O ataque em Idlib nesta semana e o sofrimento dos sírios são crimes de guerra inaceitáveis”, pontuou sobre o suposto uso de armas químicas pelo regime Assad.
JORDÂNIA E ARÁBIA SAUDITA. No Oriente Médio, Jordânia e Arábia Saudita, aliadas de longa data dos EUA, também apoiaram a ação. A Jordânia classificou a ação do país como “necessária e apropriada”, enquanto os sauditas elogiaram o que chamaram de “decisão corajosa” de Trump.
REINO UNIDO. O governo da conservadora Theresa May apoiou os EUA completamente e classificou o ato como “resposta apropriada ao ataque bárbaro com armas químicas cometido pelo regime sírio”.
ALEMANHA E FRANÇA. Angela Merkel e François Hollande divulgaram um comunicado conjunto no qual atribuíram ao governo Assad “plena responsabilidade” pela resposta americana.
TURQUIA. Aliada dos rebeldes que lutam contra Assad, a Turquia enxergou o ataque como positivo e nota que Assad tem de ser punido “no plano internacional”. Além disso, o país cobrou a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria que possa proteger a população de novos bombardeios.
CRUZ VERMELHA. Uma das organizações humanitárias mais ativas na Síria, a Cruz Vermelha classificou o conflito no país como “conflito armado internacional”. Sem se posicionar exatamente sobre a ação militar, a entidade lembrou que, à luz do Direito Humanitário Internacional, todo conflito, interno ou externo, deve observar a proteção de civis e instalações médicas.
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Posted: 07 Apr 2017 03:13 PM PDT
Edvan Tássia Mirella fisioterapeuta
Edvan Luiz da Silva foi preso pelo assassinato de Tássia Mirella
Na manhã da última quarta-feira (5), a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, de 28 anos, foi assassinada no apartamento de um flat em que morava, em Boa Viagem, bairro nobre da cidade de Recife.
Vizinhos disseram que, por volta das 7h, ouviram gritos e acionaram o funcionário do prédio, que chamou a polícia.
O apartamento estava todo revirado, mas não havia sinais de arrombamento na porta. O corpo de Tássia foi encontrado na sala do imóvel sem roupas. Seu pescoço foi degolado e havia cortes nas suas mãos.
Edvan Luiz da Silva, 32, vizinho da vítima, foi preso e autuado em flagrante por homicídio qualificado e feminicídio.
De acordo com o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, há indícios que apontam para abuso sexual, que seria a motivação do crime.
“A roupa dela foi arrancada. Uma parte das vestes estava sobre uma cômoda e parecia ter sido tirada a força. Vimos que havia um caminho de sangue por gotejamento partindo do corpo da vítima até a porta. Havia também no trinco da porta da vítima, bem como seguindo para o apartamento do vizinho dela e também na altura do trinco”, explicou Amaral.

‘Fingia que dormia’

Em entrevista coletiva, o delegado Francisco Océlio detalhou os passos da investigação que concluíram pela autuação em flagrante.
“É provável que a vítima, enquanto estava sendo atacada, tentou entrar na primeira porta que encontrou, mas a morte dela foi naquele local, porque todo o sangue estava concentrado lá. Ela não poderia ter tido a garganta cortada e ter andando até lá. Aquele sangue era o dela, mas não poderia ter sido ela que pegou na maçaneta. Só poderia ter sido o assassino”, detalhou o delegado.
“Procuramos sinais de gotejamento. O único sinal vinha da porta do apartamento do Edvan. Depois de coletar todas essas informações, eu bati na porta dele para que ele conversasse conosco. Ele não atendeu, embora tenha sido visto entrando no prédio às 6h50. Chamamos um chaveiro. Quando entramos, nos deparamos com uma cena patética. Ele encontrava-se deitado na cama, fingindo que estava dormindo. Entramos com arma em punho, procedimento padrão. Ficamos ao redor da cama e passei a olhar se havia sinais de ferimento no corpo dele. Alguns eram visíveis, tipo ferimento produzido por unha e uma pequena marca de sangue na perna. Os indícios apontam para crime de cunho sexual. Se trata de um feminicídio. A veste foi tirada abruptamente da vítima. Os dois não tinham uma relação afetiva. Ele disse em entrevista preliminar que cruzou com a vítima duas vezes no prédio”, concluiu.
De acordo com perito criminal Diego Costa, Tássia lutou muito para sobreviver. “Foi até injusto a proporcionalidade do corpo da vítima e do suspeito. As lesões demostram que ela lutou até o fim para sobreviver. Ela tem vários cortes nas mãos, e há marcas de unhas dela no corpo dele e o apartamento em desalinho”.

DNA

Os resultados do exame de DNA comprovaram que as amostras de pele coletadas debaixo das unhas da vítima são de Edvan. Além disso, também foi encontrado sangue da vítima no apartamento dele e em duas camisetas.
“A gente conseguiu identificar padrões de gotejamento e contatos de sangue no apartamento de Edvan. Com o luminol, substância química, conseguimos provar que ele tentou apagar as manchas de sangue com uma camisa que depois foi encontrada em outro prédio. Tem sangue no balcão da cozinha, na sala do apartamento, próximo ao guarda-roupa. Foram coletadas mais de 17 amostras de DNA e realizamos o exame sexológico. Foi um tempo muito curto, mas demos uma resposta rápida para tirá-lo do convívio da sociedade”, afirmou o perito Diego Costa.
A Polícia também anunciou que o exame de confronto entre pegadas encontradas no apartamento de Tássia e a análise da planta de pé (podoscopia) de Edvan já havia confirmado a presença dele no apartamento.
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Posted: 07 Apr 2017 02:26 PM PDT
Lula João Doria 2018 moro
O ex-presidente Lula (Instituto Lula)
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 7, em entrevista à rádio O Povo, do Ceará, que está “ansioso” para depor ao juiz federal Sérgio Moro, no dia 3 de maio, em Curitiba.
“É a primeira oportunidade que vou ter de saber qual é a acusação e a prova que tem contra mim”, afirmou Lula, que transmitiu a entrevista ao vivo pela sua conta no Facebook.
Ele disse também que Moro “cumpre um papel importante na história do País”. “A única coisa que eu condeno nisso tudo é utilizar a imprensa para condenar as pessoas previamente, antes de haver provas”, afirmou o ex-presidente.
“A única coisa que ouvi até agora é ‘não esperem prova, tenho convicção’. As pessoas não podem dizer que têm convicção, é preciso mostrar”, disse Lula, em referência à declaração do procurador Deltan Dallagnol, que viralizou na internet, quando apresentou a denúncia contra Lula.

TSE

Sobre o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode levar à cassação da chapa Dilma-Temer, Lula definiu como “uma certa confusão política desnecessária no Brasil”. “O PSDB (partido autor do processo) deveria ter pensado no que está fazendo no Brasil. Você tentar, nessa altura do campeonato, cassar a Dilma que já foi cassada? Penso que a desgraça que tinha de ser feita contra Dilma eles já fizeram, que foi inventar uma mentira da pedalada.”
O ex-presidente da República falou que, para que o País tenha tranquilidade, é necessário que os eleitores vão às urnas escolher um novo presidente. “Que saia o candidato que quiser, que coloque o Tite da seleção brasileira, o Alckmin, Doria, Aécio, Temer, Renan, Ciro Gomes, todo mundo. Que saiam 500 candidatos e o povo escolha um e depois assuma a responsabilidade por quem escolheu.”
Lula afirmou, na entrevista, que é preciso “ordenar o País”. “O Poder Executivo precisa governar, o Legislativo legislar, e o Judiciário, sobretudo a Suprema Corte, ser o garante da Constituição”, disse o ex-presidente, que aproveitou para criticar a atuação de alguns juízes. “Eu vejo juiz dando declaração na televisão fora dos autos do processo. As pessoas que querem emitir opinião sobre política deveriam deixar um cargo vitalício e entrar num partido político.”

Doria

O ex-presidente falou também sobre as críticas que recebeu do prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB). “Aprendi quando um político quer ter dois minutos de glória”, disse. “No fundo, no fundo, ele quer que eu o transforme num personagem antagônico que eu não vou transformar. Ele foi eleito para governar São Paulo, parar de fazer pirotecnia e governar a cidade.”

Eleições 2018

Sobre as próximas eleições presidenciais, Lula disse que vai deixar para pensar em 2018. “Eu tenho que deixar o tempo passar para ver como a política vai se arrumar. Está muito complicada a política brasileira. De todos ligados a partidos políticos, o único que tem uma performance acima da média sou eu.”
Lula também saiu em defesa de Ciro Gomes (PDT). “Eu tenho um profundo carinho e respeito pela lealdade do Ciro. Não vai ser uma palavra mal colocada que vai fazer que eu tenha uma maior divergência.”
Agência Estado
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Posted: 07 Apr 2017 02:19 PM PDT
escrava sexual mulher deficiente irlanda
(Imagem: o quarto em que a vítima era mantida e o abusador Keith Baker)
Presa em um cativeiro minúsculo, uma mulher foi mantida por oito anos como escrava sexual de um casal na Irlanda do Norte.
Trancafiada entre 2004 e 2012 em um cômodo sem entrada de luz, com apenas uma cama, um colchão, almofadas e uma lixeira, ela foi encontrada tão traumatizada que se recusou a deixar o cativeiro. As informações são da BBC e do The Guardian.
A vítima foi mantida presa pelo casal Keith Baker, 61 anos, e Caroline, 54. Durante todos esses anos, eles mantinham relações sexuais forçadas com a mulher.
Os dois foram condenados no último mês de março. George Clarke, chefe da unidade de proteção pública da polícia da Irlanda do Norte, definiu o caso como “o mais depravado e terrível crime” que ele já viu.
A mulher, que não teve a identidade divulgada, foi salva graças a uma denúncia de Mandy Highfield, que é mãe de quatro dos oito filhos de Keith Baker. Ela disse que não aguentava mais a situação.
“Não era justo.” Mandy era a segunda esposa de Baker e os três viviam juntos na mesma residência que a escrava sexual.
As investigações descobriram que, em diversos casos, a violência sexual era filmada por uma câmera acoplada ao teto do quarto.
Nas imagens, é possível ver como a mulher definhou através dos anos. Ao ser encontrada, ela tinha apenas um dente na boca e pesava 38kg. Os policiais também afirmaram que ela tinha deficiência na capacidade de aprendizagem.
“Keith tirou a maçaneta da porta. Não havia lâmpadas, tapete ou cortinas nas janelas”, disse Mandy. “Como podiam tratar alguém como ela, que é deficiente, dessa forma?”, questionou.
Para os investigadores, a vítima deve ter sido traficada da Inglaterra para a Irlanda do Norte em 2004. Keith chorou no julgamento quando as imagens dos abusos cometidos por eles foram apresentadas.
Já Caroline apenas olhava para baixo. O homem foi condenado a 15 anos de prisão, mais 5 de liberdade condicional. Sua esposa ficará 18 meses presa e mais 18 em liberdade condicional. “Os abusos e o medo com que ela convivia atingiram patamares grotescos. Isso virou a sua vida normal”, afirmou o policial George Clarke.
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Posted: 07 Apr 2017 01:49 PM PDT
meu professor racista #meuprofessorracista
Nesta semana, a campanha #MeuProfessorRacista tomou conta das redes sociais.
Tudo começou no último dia 3, quando uma professora da Universidade de São Paulo (USP) fez chacota sobre o racismo presente nas obras de Monteiro Lobato e também em marchinhas de carnaval.
A partir deste caso, estudantes utilizara a hashtag acompanhada de depoimentos que revelam a descriminação racial nas escolas e universidades de todo o país e que marcaram estudantes negros desde a infância.
Confrontada, a professora respondeu aos gritos para abafar a discussão.
Duas ativistas do movimento negro entraram em sala de aula trazendo passagens de Lobato que confirmavam o teor racista e alertando para a necessidade de se debater a questão, quando foram retirados a força pelos seguranças, por solicitação da professora.

Denúncias

Os casos de racismo em sala de aula vão desde episódios ocorridos no jardim da infância até o ensino superior.
“Essa campanha me fez lembrar de quando eu tirei uma nota ‘boa’ em uma prova, e meu professor me fez refazer a prova ao lado dele, porque disse que não era possível eu ter tirado aquela nota, que eu havia colado”, escreve uma internauta.
“[Meu professor racista] falou que uma amiga de classe estava sujando a parede por ser mais escura dos que os demais da sala”, afirma outro.
Segundo o coletivo Ocupação Preta, acompanhar os relatos dos estudantes sobre discriminação racial foi, ao mesmo tempo, triste e inspirador. “O racismo nas salas de aula existem e nós alunas e alunos negros estamos sendo prejudicadas por isso em um contexto histórico. Porém é importante e inspirador ver negros e negras de diferentes lugares denunciando o racismo”.
Para a advogada Rosângela Martins, a repercussão da campanha #MeuProfessorRacista foi grande porque o racismo em sala de aula é muito comum. Piadas relacionadas ao cabelo crespo, associações da cor da pele à falta de higiene, e referências à escravidão, entre outros, acabam traumatizando as crianças.
A pesquisadora Maitê Freitas, que sofreu racismo na escola quando criança, espera que os depoimentos cheguem aos professores e que estes reconheçam e reflitam sobre suas posturas e práticas racistas.
“Queria que algum professor racista dissesse assim: ‘Eu fui um professor racista quando falei isso e isso para um aluno’. Se essa hashtag conseguir ecoar a ponto de esses professores se verem nesses depoimentos, e se repensarem, aí a gente está caminhando realmente para uma campanha de transformação.”
Confira abaixo alguns depoimentos de estudantes:
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Posted: 07 Apr 2017 01:08 PM PDT
EUA bombardeia síria míssil Trump
Imagem: Lançamento de Míssil dos EUA em direção à base militar do governo da Síria
Navios de guerra americanos situados no Mar Mediterrâneo dispararam uma série de mísseis contra a Síria na madrugada desta sexta-feira (7), em retaliação pelo suposto ataque químico que deixou mais de 80 mortos nesta semana e cuja responsabilidade é atribuída pelos EUA ao presidente sírio Bashar al-Assad.
As autoridades americanas informaram que os 59 mísseis Tomahawk tinham como alvo a base aérea de Shayrat, na cidade de Homs, de onde se acredita que partiram os caças que lançaram o ataque químico sobre Khan Cheikhoun na terça-feira. O bombardeio americano atingiu aeronaves sírias, uma pista de pouso e estações de abastecimento, disseram os militares.
A televisão estatal síria chamou o ataque de “ato de agressão” por parte dos EUA e citou uma fonte militar que informou sobre danos causados pelo bombardeio, sem dar detalhes. De acordo com o governador de Homs, o ataque deixou mortos.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos atacam diretamente as forças de Assad em seis anos de guerra. Até então, o país havia concentrado esforços em combater o autoproclamado “Estado Islâmico” na Síria e no Iraque, assim como militantes ligados à rede terrorista Al Qaeda que controlam grandes partes da província de Idlib, onde fica a cidade de Khan Cheikhoun.
O dilema para Trump é que uma campanha militar para enfraquecer as forças de Assad provavelmente vai fortalecer grupos terroristas que combatem o regime sírio em solo. Durante a campanha presidencial, Trump havia advertido contra o país ser arrastado para dentro do conflito multilateral.
A ação desta sexta-feira representa um forte acirramento no conflito, após o presidente Trump ­ter indicado que haveria retaliação dos EUA por causa do suspeito ataque químico. Em um pronunciamento feito em seu resort Mar-a-Lago, onde se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, Trump declarou que o ataque com mísseis é de “interesse vital para a segurança nacional”.
Os Estados Unidos devem “prevenir e deter a propagação e uso de armas químicas mortais”, disse ele, acrescentando que não há dúvida de que o regime sírio realizou o ataque químico na cidade de Khan Cheikhoun, controlada pelos rebeldes.
“Todas as tentativas de mudar o comportamento de Assad falharam. Como resultado, a crise de refugiados se está agravando e continua desestabilizando a região, ameaçando aos EUA e seus aliados”, afirmou o presidente. O tom representa uma forte guinada em relação à semana anterior, quando o secretário de Estado, Rex Tillerson, sugeriu que remover Assad não era mais uma prioridade para os EUA.

Rússia reage

Segundo nota do porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, o presidente russo, Vladimir Putin, classificou como “pretexto exagerado” a justificativa do governo americano para o ataque. “A atitude de Washington representa um golpe significativo para as relações Rússia-EUA, que já se encontravam em estado deplorável”, dizia o comunicado, segundo o qual o ataque cria “graves obstáculos” para a criação de uma coalizão internacional contra o terrorismo.
O ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, também qualificou o ataque como um ato de agressão, dizendo que seu país exigirá explicações sobre a natureza da operação americana. Ele disse esperar que essa “provocação” por parte de Washington “não cause danos irreparáveis” às relações entre os dois países.
Moscou suspendeu nesta sexta-feira o tratado de segurança aérea com os militares americanos, criado a fim de evitar colisões entre aeronaves dos dois países no movimentado espaço aéreo sírio.
De acordo com o Pentágono, os militares russos foram informados sobre o lançamento dos mísseis. “As forças russas foram notificadas previamente sobre o ataque e, os militares tomaram precauções para minimizar o risco para pessoal russo ou sírio na base aérea”, disse o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, citado pelo jornal The New York Times.
Mais cedo, o representante da Rússia nas Nações Unidas, Vladimir Safronkov, havia alertado sobre “consequências negativas” caso Washington agisse militarmente na Síria. “Toda a responsabilidade se ocorrer ação militar recairá sobre os ombros daqueles que iniciaram um trágico empreendimento tão duvidoso”, disse Safronkov.
O bombardeio também eleva a possibilidade de que as defesas aéreas sírias, apoiadas por avançados mísseis superfície-ar da Rússia, comecem a atirar contra aeronaves da coalizão anti-“Estado Islâmico” comandada pelos Estados Unidos em missão sobre a Síria.
Esses sistemas de defesa, e o risco que eles representam para os pilotos, são provavelmente a razão pela qual os EUA escolheram usar mísseis lançados de navios de guerra no Mediterrâneo Oriental.

Decisão rápida

A decisão de Trump de atacar as forças de Assad ocorre quase três anos e meio após o ex-presidente Barack Obama ameaçar com ação militar após centenas de pessoas terem morrido em um ataque químico num subúrbio de Damasco.
Obama havia declarado uma “linha vermelha” e estava pronto para atacar Assad antes de inverter o curso, gerando críticas por não impor suas linhas vermelhas e, com isso, encorajar os oponentes dos EUA.
Após falhar conseguir em aprovação do Congresso para uma ação militar, Obama fez um acordo com a Rússia para remover o estoque de armas químicas da Síria, depois que Damasco assinou a convenção internacional. Em 2014, a Organização para Proibição de Armas Químicas disse que havia removido os estoques da Síria.
Desde então o governo sírio tem sido acusado de realizar múltiplos ataques com gás cloro, não incluído no acordo entre EUA e Rússia. O uso de armas de cloro é proibido pela Convenção de Armas Químicas, mas a produção de cloro, não. Rebeldes sírios e militantes do “Estado Islâmico” também foram acusados de realizar ataques com armas químicas na guerra.
A retaliação americana ocorre apenas poucos dias após o suposto ataque químico, levantando dúvidas se Trump se precipitou em ordenar um ataque militar antes de haver uma investigação sobre o que realmente aconteceu em Khan Cheikhoun.
informações de Deutsche Welle Brasil
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Posted: 07 Apr 2017 12:44 PM PDT
jair bolsonaro hebraica negros
O Movimento Negro Unificado (MNU) reagiu às declarações do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) proferidas em palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, no início da semana.
Ao anunciar pedido de abertura de inquérito criminal e de representação por quebra de decoro contra o “deputado racista” – termo utilizado na nota pelo grupo – o movimento fez um resgate histórico da perseguição aos judeus pelo regime nazista e estabeleceu uma analogia com a situação vivida pelos negros brasileiros, principais vítimas da miséria e da violência urbana no país.
a palestra para representantes da comunidade judaica no Rio, o pré-candidato à Presidência da República disparou contra negros, indígenas, mulheres, homossexuais e refugiados.
Sobre as mulheres, o deputado bradou: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”.

Abaixo, leia a íntegra da nota do MNU:

“OS QUE BATERAM PALMAS E RIRAM…
Diante da veiculação de vídeos de uma palestra no Clube Hebraica Rio, nesta segunda (3), na qual em seu discurso, o deputado Bolsonaro falava das terras quilombolas quando afirmou que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”. Atacando ainda mulheres, gays e refugiados, e garantiu que não vai ter “um centímetro demarcado” para reservas indígenas ou quilombolas se eleito for presidente 2018. Numa total cumplicidade dos presentes este discurso de ódio foi muito aplaudido e ovacionado com gritos de apoio, sendo chamado de “mito” por parte da plateia.
O que denota total comprometimento deste Clube Hebraica, por convidar um racista, proporcionando o desagravo pela mobilização da comunidade judaica que levou ao cancelamento do mesmo evento com Bolsonaro na Hebraica de São Paulo.
O MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, tendo o dever de se posicionar contra discurso racista, recheado de intolerância e ódio e o apoio efusivo dado pela plateia, se vê obrigado de trazer a memória destes QUE BATERAM PALMAS E RIRAM. que :
Em 1935 foi promulgada uma lei pelo regime nazista que prescrevia que era “digno de punição qualquer crime definido como tal pelo ‘saudável sentimento’ popular”. Uma ética estava predominando na sociedade alemã que acolhia e fomentava a prática do genocídio de judeus, eslavos e outros povos “inferiores”, e que durante esse regime nefasto foram apagados os valores da democracia e da tolerância e o respeito absoluto a todas as minorias.
Seguindo as Leis de Nuremberg, os judeus perderam seus direitos de cidadania, de ocupar cargos públicos, de praticar determinadas profissões, de casar-se com alemães ou de fazer uso da educação pública. Suas propriedades e negócios foram confiscados.
Achamos que não é preciso relembrá-los do Shoá (holocausto judeu) e suas consequências, mas caso tenham apagado da memória, quando as tropas aliadas entraram no complexo Auschwitz encontraram cerca de 7.500 sobreviventes, 350 mil roupas de homens, 837 mil vestidos de mulher e 7,7 toneladas de cabelo humano, mais de 1,1 milhão de judeus mortos, isso em apenas 4 anos de funcionamento (tempo do mandato de um presidente)
OS QUE BATERAM PALMAS E RIRAM, apoiaram ideias iguais a estas que trouxemos à lembrança, apoiaram o discurso de ódio, que alimenta o genocídio da juventude negra, no Brasil todo ano, 23.100 jovens negros, de 15 a 29 anos, são mortos, um jovem a cada 23 minutos. As ruas funcionam como as câmaras de gás, promovendo o genocídio da população negra.
OS QUE BATERAM PALMAS E RIRAM, apoiaram a emergência do nazismo tupiniquim, do igualitarismo totalitário que vocifera: “Se você não é igual a mim, não tem direito a existir”. Que paradoxalmente prega a superioridade de um modo de ser sobre outros e termina nas tentativas de apagar pela força as diferenças de posição social e de estilos de vida.
OS QUE BATERAM PALMAS E RIRAM, apoiaram os atos de horror do coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, idolatrado pelo deputado racista, que levaram à morte do judeu Wladimir Herzog e de Iara Iavelberg.
OS QUE BATERAM PALMAS E RIRAM são cúmplices do discurso de ódio e racismo.
EXIGIMOS A RETRATAÇÃO PÚBLICA.
Sugerimos um debate sobre as condições que os judeus negros e judias negras estão vivendo no Estado de Israel. E como o racismo institucional tem afetado a vida destes irmãos e irmãs, em especial a juventude israelita de origem etíope.
Quanto ao autor do discurso de ódio e racismo, já estão sendo propostas ações judiciais que o MNU apoia integralmente, exigimos que a Câmara dos Deputados abra um processo disciplinar que onde deverá ser processado para a perda o mandato.
O MNU reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, racistas não passarão.”
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Posted: 07 Apr 2017 11:54 AM PDT
Madelayne roupa curta escola recife
Madelayne e a filha
No último dia 27 de março, o colégio Santa Maria — um dos mais tradicionais de Recife (PE) –, enviou aos pais um comunicado em que dizia ser “pertinente que o responsável por deixar e por buscar os alunos usem roupas menos curtas, menos decotadas, menos extravagantes”.
A mensagem polêmica divulgada pela escola foi duramente criticada nas redes sociais e apontada como ‘abuso do direito’ em representação enviada ao Ministério Público de Pernambuco (relembre aqui).
De acordo com pais de alunos que não quiseram se identificar, a circular foi criada por causa da modelo e professora de ginástica Madelayne Cavalcanti, de 29 anos.
A filha de Madelayne, de seis anos, estuda no primeiro ano do ensino fundamental. A mensalidade na escola custa em torno de R$ 1.200. As informações são da Folha de S. Paulo.
A modelo vai buscar a garota com roupas que costuma usar no dia a dia do calorento Recife. “Às vezes vou com a roupa da academia, às vezes com short jeans, nada de anormal. Tem mães que vão com menos roupa.”
Na circular não estava escrito, mas os fatos que se seguiram reforçam a tese de que o documento foi feito sob medida para Madelayne.
No mesmo dia do envio, a modelo conta ter sido chamada para uma reunião na sala da diretora da escola, Rosa Amélia Muniz.
“Ela disse que aquele era um ambiente familiar e uma escola tradicional e depois pediu para eu falar um pouco da minha vida e da minha filha. Eu disse que trabalho com publicidade, sou modelo, atriz e musa do Santa Cruz. Ela só baixou a bola quando eu disse que meu marido trabalha na Justiça do Trabalho”, relata Madelayne.
Também naquele dia 27 começaram a chover, em grupos de mães em aplicativos de celular, fotos da modelo seminua, em poses sensuais, em postagens que a apontavam como motivo da circular. Desde então, Madelayne diz que a filha é boicotada por colegas.
Uma psicóloga da escola, diz a mãe, tem acompanhado a garota. A modelo também se queixa de que gritam seu nome na rua quando vai caminhando deixar a filha no colégio e que passou a ter de tomar ansiolíticos.
Ela diz que não pretende tirar a filha do Santa Maria.
Uma mãe que participa de três grupos de mães do Santa Maria no WhatsApp, disse que nesses fóruns prevalece um juízo depreciativo sobre Madelayne e há apoio integral à atitude da escola. Antes do envio da circular, um grupo de mães fora à direção reclamar dos trajes da modelo.
“O que incomoda não são minhas roupas, é o meu trabalho”, observa Madelayne.
Ao saber do caso, a professora de direito constitucional e procuradora do Distrito Federal Roberta Fragoso, recifense que vive em Brasília e não conhecia Madeleyne, disse ter ficado revoltada.
“É possível que uma entidade particular discrimine seus consumidores? Que uma loja, por exemplo, por ser cult, só aceite como clientes pessoas bonitas? No Brasil, não. A Constituição não permite essa discriminação.”
“Creio que houve preconceito quanto à origem humilde da moça, que ganha dinheiro hoje com sua profissão, mas não é de uma família tradicional de usineiros falidos”, afirma Roberta Fragoso.
A procuradora formulou, então, uma representação ao Ministério Público de PE, em que pede a investigação do caso e “aplicação de todas as medidas punitivas cabíveis, inclusive indenização por dano moral coletivo”.
A petição foi encaminhada ao promotor de Defesa dos Direitos Humanos Maxwell Vignoli, que não quis se manifestar antes de analisar os autos.
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Posted: 07 Apr 2017 07:57 AM PDT
menina macacos índia
Ainda é um mistério a identidade de uma criança encontrada em uma reserva florestal em Bahraich, na Índia. A menina, que aparenta ter cerca de 10 anos, vivia em uma comunidade de macacos, emitindo grunhidos e andando com as mãos no chão, como os primatas.
A criança, que está sendo chamada de “Menina Mogli” — personagem de O Livro da Selva (1894), de Rudyard Kipling –, foi resgatada há dois meses após um responsável pelo santuário comunicar que uma criança vivia lá, de acordo com a imprensa local.
O caso só foi divulgado nesta quinta-feira e ganhou repercussão mundial. As informações são da ABC News e do Washington Post.
A menina apresentava alguns ferimentos pelo corpo e estava desnutrida. A equipe que participou do resgate chegou a ser atacada pelos macacos. Um policial disse que quando ela brincava com macacos e imitava seu comportamento quando foi encontrada.
A menina foi levada para um hospital, onde recebe cuidados de médicos e enfermeiros. Ela ainda não fala e apresenta um comportamento semelhante ao de símios, ao guinchar e andar “de quatro”, com a ajuda dos braços e das pernas.
Vídeos divulgados na internet mostram a menina em uma maca, interagindo com as equipes. Em alguns momentos ela parece agitada. Ela já recebe alimentação e conseguiu manusear um copo d’água.
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