domingo, 9 de abril de 2017

9/4 - Os planos militares de Trump


FONTE:Castor Filho <castorphoto@gmail.com>


Os planos militares de Trump – agressão contra Idlib/Pyongyang/Teerã e depois o mundo inteiro

Texto de Martin Berger, tradução de btpsilveira

Neste momento em que está cheio até a tampa de orgulho por sua recente agressão militar contra a Síria, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou as aspirações militares de sua administração em um discurso semanal para a população dos EUA. Particularmente, ele disse que Washington estaria pensando em formar alianças militares, as quais, na sua opinião, devem fazer o país ainda mais forte, para o bem do mundo inteiro.
Em êxtase com a escalação do conflito armado na Síria, os falcões em Washington já estão fazendo planos de lançar mais ataques de mísseis contra outros “oponentes” de Washington, aos quais a máquina de propaganda enganosa ocidental já acusou de ter cruzado algumas “linhas vermelhas” imaginárias, enquanto as agências de inteligência estão atarefadíssimas preparando novas provocações, que podem ser seguidas de novos atos de agressão.
Assim, o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos presenteou o presidente Trump com suas ideias sobre como derrotar a Coreia do Norte (CN), entre eles um que prega a eliminação física do líder Kim Jong-Un, como informado pela Rede NBC, referindo-se especialmente a algumas fontes anônimas em Washington. Em complementação, o Pentágono agora está pressionando para a instalação de dispositivos nucleares na Coreia do Sul (CS), os quais poderiam ser colocados na base militar de Osan, a cerca de 75 km de Seul. No entanto, há mais opções sobre a mesa, como o destacamento de unidades de forças especiais para adentrar a CN onde supostamente seriam capazes de desabilitar instalações nucleares cruciais para a CN.
Sob tais circunstâncias não é provável que Pyongyang esteja inclinada a sequer discutir qualquer tipo de acordo de paz com a Casa Branca. No entanto, nem mesmo um acordo de paz poderia atrapalhar os planos de Washington, já que os Estados Unidos tem uma história lona de atacar países com os quais tinha acordos de paz em discussão. A Líbia é um grande exemplo, mas não o único, dessa tática traiçoeira empregada por Washington.
Já não há mais dúvidas de que aquelas preparações específicas para entrar na “fase decisiva” das tentativas de Washington para destruir a CN estão ligadas à visita recente do presidente chinês Xi Jinping, recebido na residência de Trump na Flórida. Uma vez lançados os ataques de mísseis contra a Síria, Trump pressionou a China a observar a Lei Internacional no Sul da China e ao mesmo tempo, tomar atitudes cautelosas na questão da disputa das ilhas naquela área. Mais cedo, o presidente dos EUA e sua administração fizeram certo número de declarações duras que despertaram a irritação dos chineses. Na Flórida, o líder chinês recebeu as notícias sobre o ataque de mísseis de Washington contra Damasco com extrema contenção, demonstrando essa forma tanto para Washington quanto para Pyongyang sua relutância em defender suas alegadas aspirações a superpotência.
Sob tais condições, não é provável que alguém se surpreenda com os passos agressivos contra Pyongyang, provavelmente seguidos por agressões contra o Irã, Venezuela e certo número de países nos quais Washington não teve sucesso com suas “revoluções coloridas”, ataques cibernéticos e todo tipo de pressão financeira e econômica.
O que podemos dizer com segurança é que aquelas “forças especiais” que estão à disposição para teatralizar ataques de falsa bandeira estão demonstrando que estão mesmo preparadíssimas para seguir quaisquer instruções de Washington, usando os esquemas mais fraudulentos possíveis que estejam à disposição, para prover a administração Trump dos pretextos para lançar agressões armadas onde quer que eles tenham a vontade de matar pessoas.
Os ataques recentes contra a Síria são a melhor confirmação possível da noção de que a imprensa ocidental tem suas mãos mergulhadas em sangue até os cotovelos, mesmo pensando que mataram essas pessoas apenas “indiretamente”. Quem controla a mídia atualmente tem poder para desprezar qualquer tratado internacional e Trump não tem o menor escrúpulo em usar esse poder. Basta lembrar os heróis de gibi dos direitos humanos, os Capacetes Brancos, que recentemente receberam um Oscar pelo melhor conto de fadas de relações públicas destinado ao povo imbecilizado. Não mais que de repente, depois de algum tempo nas sombras, eles retornam e se materializam em Idlib, providenciando para Washington um apoio sentimental suficiente para desencadear uma nova guerra.
No entanto, desta vez a verdadeira natureza dos Capacetes Brancos foi exposta pela organização sueca Doutores pelos Direitos Humanos. De acordo com seus especialistas, que estudaram as fotos dos Capacetes Brancos supostamente dando assistência aos civis depois do ataque com gás em Idlib, a conclusão é que os assim chamados voluntários não estavam ajudando civis, e em vez disso os estavam matando a fim de obter a melhor foto possível. Tem que ser realçado que não se injeta adrenalina com uma longa agulha dirigida ao coração, em crianças que sofreram um ataque a gás. Um conjunto de sintomas associados com ataque químico tem que ser tratado de forma bem diferente. No entanto, a criança que foi filmada para objetivos propagandísticos não estava recebendo medicamento, desde que o “doutor” não pressionou o êmbolo da seringa que estava dentro do coração da criança. Como foi devidamente publicado pelo site de mídia alternativa Veterans Today, a foto é um exemplo de assassinato disfarçado em tentativa de providenciar assistência médica para as crianças que estavam morrendo.
Por consequência, não é surpresa nenhuma que exista um movimento global e até mesmo dentro dos Estados Unidos e que esse movimento se torna cada vez maior, destinado a impedir Trump e o desejo (norte)americano de reassegurar a hegemonia global, escravizando nações inteiras através do uso letal do poderia militar (norte)americano.
Martin Berger é jornalista freelance e analista politico conhecido mundiualmente.


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