segunda-feira, 15 de maio de 2017

15/5 - Altamiro Borges

Altamiro Borges


Posted: 15 May 2017 11:42 AM PDT
Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                  



Não dá para levar a sério qualquer candidatura do campo democrático que não inclua em seu programa o acerto de contas com o monopólio da Globo. Se Lula conseguir vencer o cerco criminoso do qual é vítima e concorrer em 2018, ele vencerá a eleição. Mas, mesmo no caso do poderoso conluio golpista lograr o impedimento de Lula, o candidato da oposição, seja ele quem for, não tem como fugir desse debate. Para além de um compromisso político-partidário, é um dever de honra com a afirmação da cidadania e uma imposição ditada pela pluralidade da nossa sociedade.

Como diz o bravo Paulo Henrique Amorim, em lugar nenhum do mundo é permitido que uma rede de televisão, uma concessão pública, concentre tamanho poder. No caso brasileiro, a opção a ser feita é clara : ou o regime democrático, ou a Globo. Sem espaço para tergiversações. Cabe lembrar que a concessão atual acaba no último dia de 2018. No dia em que a família Marinho usou um dos seus mais conhecidos sabujos para defender a prisão da presidenta legítima do Brasil, a resposta dura de Dilma levou me fez refletir sobre o passado recente.

Tivesse Dilma soltado uma meia dúzia de notas assertivas como a deste sábado, dando nomes aos bois, inclusive o de Merval Pereira, e abandonando os sujeitos ocultos e indeterminados relacionados à mídia que marcaram suas falas durante o mandato, e suas chances de evitar o golpe aumentariam consideravelmente. Não posso esquecer também das platitudes com as quais a presidenta respondia às nossas cobranças pela regulação da mídia, oferecendo como alternativas para os insatisfeitos o seletor de canais. Sem falar na rematada bobagem que repetiu por seis: anos : "Prefiro o barulho da democracia ao silêncio da ditadura." Deu no que deu.

Recentemente, um texto meu pontuando a trajetória da Globo, a maior inimiga do Brasil e dos brasileiros, fez sucesso na internet. Penso que seja o caso de repeti-lo, aproveitando o ensejo para me redimir do lamentável esquecimento da tentativa de fraude nas eleições fluminenses em 1982, no caso Proconsult, além de outras coisinhas, afinal a Globo não brinca em serviço.

1) O jornal O Globo apoiou a cassação do Partido Comunista Brasileiro, em 1947.

2) O Globo foi contra a criação da Petrobras.

3) O Globo participou do cerco a Getúlio, que levou o estadista ao suicídio.

4) O Globo deu sustentação à trama para impedir a posse de Jango, em 1961.

5) O Globo apoiou o golpe militar de 1964.

6) A Globo aplaudiu a caçada e o massacre dos opositores do regime militar.

7) A Globo escondeu a campanha por Diretas Já.

8) A Globo tentou fraudar a eleição para o governo do Rio, em 1982, para impedir a eleição de Brizola.

9) A Globo fraudou o debate entre Lula e Collor, em 1989.

10) A Globo sempre trabalhou contra a soberania nacional, defendendo a subserviência aos EUA e Europa.

11) A Globo é adversária histórica das políticas de valorização dos salários dos trabalhadores.

12) A Globo criminaliza os movimentos sociais, a pobreza e a atividade política.

13) A Globo liderou a farsa midiática-judicial do mensalão.

14) A Globo teve papel destacado na sabotagem e no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

15) A Globo apoia todas as atrocidades jurídicas cometidas pela operação Lava Jato,

16) A Globo assassina reputações de adversários e protege corruptos aliados.

17) A Globo defendeu o congelamento dos gastos em saúde e educação por 20 anos.

18) A Globo apoiou a aprovação do projeto de terceirização irrestrita, o fim da CLT.

19) A Globo aprova a venda de ativos da Petrobrás e a entrega do pré-sal aos estrangeiros.

20) A Globo trabalha pela aprovação da reforma da Previdência, que fará com que os trabalhadores trabalhem até a morte.

21) A Globo se empenha também pela aprovação da reforma trabalhista, para liquidar de vez com todos os direitos trabalhistas.

22) A Globo quer o fim quer o fim do SUS e do ensino gratuito nas universidades públicas.

23) A Globo luta pelo desmonte do estado social e da Constituição cidadã de 1988.

24) A Globo escondeu a manifestação em solidariedade a Lula, em Curitiba, que reuniu 50 mil pessoas.apedre

25) A Globo maquiou o depoimento de Lula a Moro, para esconder a ampla vantagem que o metalúrgico levou sobre o doutor Moro.

26) A Globo dedicou 18 horas do seu Jornal Nacional, nos últimos 12 meses, para apedrejar Lula.
Posted: 15 May 2017 11:18 AM PDT
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Apenas o espírito abertamente reacionário dos tempos atuais explica o sucesso da palavra "centrista" para designar o novo presidente da França, Emmanoel Macron.

Sua aceitação mesmo no Brasil, país que deu quatro vitórias consecutivas ao Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais entre 2002 e 2014, mostra a fantasia ideológica construída no país após golpe que afastou Dilma Rousseff.

Em tempos de maior lucidez e respeito pelas ideias políticas e pelo significado real das palavras, Macron seria chamado sem receio como aquilo que é -- um líder conservador, de direita, com um programa destinado a defender interesses e reconstruir privilégios das camadas superiores da sociedade francesa, enfraquecendo direitos e conquistas dos trabalhadores e da população em geral.

No país onde nasceram as noções "direita" e " esquerda ", no final do século XVIII, ao longo da campanha de 2017 a palavra "centrista" serviu para Macron dar conta de uma tarefa indispensável num candidato com seu perfil. Numa conjuntura onde as organizações do movimento operário conservam boa parte de sua força, ele precisava amortecer a resistência popular a sua candidatura, ganhando credibilidade junto a setores que serão prejudicados por seu programa de governo. O rótulo ajudou a transformar Macron no mito do "mal menor", aquele a que todos cidadãos de convicções democráticas são convocados a entregar o voto de qualquer maneira, como uma fatalidade com a qual é preciso resignar-se.

Na prática, o "centrista" funcionou como um salvo-conduto ideológico para impedir o crescimento de uma alternativa coerente contra o fascismo de Marine Le Pen e o Front National. Num universo onde a dissolução das palavras faz parte da destruição da política democrática, pois esvazia o debate político que deveria permitir escolhas através do voto, a fantasia "do Macron centrista" ajudou a bloquear a formação de uma alternativa viável de reconstrução das forças ligadas ao movimento operário e popular da França, em torno de Jean-Luc Mélenchon.

No ponto mais degradante de uma campanha adversa, Mélenchon foi irmanado a Marine Le Pen sob o guarda-chuva do "populismo", o que só é possível em situações onde a manipulação das palavras se faz impunemente.

Embora a matemática das urnas nem sempre seja uma expressão exata das verdades políticas, os números do primeiro turno mostram os limites do "mal menor." A soma dos votos obtidos por Mélenchon e o candidato do PS, Benoit Hamon, atingiu um total suficiente para excluir Marine Le Pen do segundo turno.

Nem a biografia nem as ideias de Macron tem alguma relação real com "centrismo," termo nascido nos debates dos partidos de esquerda do século XX, que servia para designar lideranças que hesitavam entre com uma revolução revolução socialista e as reformas de cunho social-democrata. Macron foi uma das principais âncoras da direita no interior do governo François Hollande, numa posição comparável a que Joaquim Levy exerceu no segundo mandato de Dilma Rousseff. Recrutado para a política depois de uma longa carreira no mercado financeiro - sua formação se fez no banco Rothschild, o que dispensa maiores apresentações - não deixou sinais significativos de hesitação durante sua passagem pelo governo.

Chegando a Ministro da Economia, firmou-se como um aliado invariável das propostas conservadoras que aprofundaram a crise economia e social da França, levando Hollande e o Partido Socialista à ruína. Não é um partidário da União Européia, como acontece com tantos franceses, a direita ou a esquerda, que cultivaram a utopia de um polo alternativo ao domínio norte-americano. É favorável a uma Europa unida mas subordinada aos interesses dos Estados Unidos. Com palavras mais sutis, chegou a denunciar como bolivarianos aqueles membros do ministério que resistiam a concordar com a venda da Alston, um dos últimos grupos industriais do país, para a General Eletric. Sua primeira medida, óbvia como os passos do governo Temer, será atacar os direitos dos trabalhadores. A segunda foi nomear um político de direita como primeiro-ministro.

No Brasil, a procura de um candidato "centrista" para 2018, já se anuncia como estratégia uma parcela do eleitorado de Lula a partir de um discurso destinado a enfrentar o imenso reconhecimento da população a seu governo, que se reflete nas pesquisas de opinião.

Existe até um concorrente, Jair Bolsonaro, para fazer o papel de Marine Le Pen de calças, contra quem se tentará pregar o voto contra o "mal maior."

Tenha o nome de João Dória, Luciano Hulk, ou qualquer outro, um traço é comum. O ar de "novidade", no sentido de mercadoria. A falta de uma presença nacional, de um perfil nítido, que permita uma reconstrução pelo serviço de marketing. E, certamente, a proteção da mídia amiga.

Falta saber o que vai acontecer com a candidatura Lula, porém.

A herança do PS francês foi dilapidada pelo governo François Hollande, que encerrou o mandato como protagonista de um fiasco irremediável e um isolamento absoluto, incapaz de deixar herdeiros críveis. No Brasil de 2017, Lula é seu próprio herdeiro - e o desastre Temer-Meirelles se encarrega de aumentar suas intenções de voto dia após dia.

O desgaste de Lula e do PT é real e ainda pode aprofundar-se na justiça-espetáculo da Lava Jato.

Mas não se transformou em desmoralização nem alcança o grau deprimente que envolve os adversários mais tradicionais.

O caminho para um "centrista" interessado em capturar seus votos irá depender de um clássico golpe dentro do golpe -- aquele que, depois de derrubar Dilma em 2016, tentará impedir Lula de concorrer em 2018.
Posted: 15 May 2017 11:00 AM PDT
Posted: 15 May 2017 10:56 AM PDT
Por Marcos Verlaine, no site do Diap:

Já há fartíssima massa crítica sobre as mudanças, chamadas eufemisticamente de reformas (previdenciária e trabalhista), que o governo quer fazer na Previdência e nas relações de trabalho, por meio das proposições — PEC 287/16 e PLC 38/17 - PL 6.787/16 — que encaminhou ao Congresso Nacional, em dezembro de 2016.

A reforma da Previdência institui idade mínima para o Regime Geral em 65 (H) e 62 (M), aumenta idade no Regime Próprio de 60 para 65 (H) e de 55 para 62 (M) e, ainda, aumenta a carência (contribuição) de 15 para 25 anos para concessão de aposentadoria.

A trabalhista centra-se na prevalência da negociação coletiva sobre a lei, com a inovação do acordo sobre a negociação coletiva, aumento de jornada, negociação direta, terceirização irrestrita, contratos intermitentes, de autônomo, teletrabalho, representação no local de trabalho em substituição ao sindicato, contribuição sindical facultativa, entre outros.

Depois de quase (apenas) três meses de debates no Congresso Nacional e na sociedade já é possível identificar duas certezas: 1) o governo perdeu o debate sobre as “reformas”; e 2) as “reformas” jogarão o Brasil no fundo do posso.

O governo perdeu o debate, pois não conseguiu convencer, mesmo com todo o aparato midiático que possui, com amplo, total e inquestionável apoio da mídia comercial, que as propostas são boas e trarão benefícios para o povo em geral, e os trabalhadores em particular. O povo acha exatamente o contrário!

Dois exemplos recentes expressam esta certeza. A revista Veja, porta voz mais radicalizada do pensamento conservador e de direita do Brasil, fez enquete sobre a greve geral, e a ampla maioria dos internautas que participou, respondeu ser favorável à greve. Outra enquete, essa do site do PMDB, indagou sobre o apoio à reforma da Previdência. Outra “lavada”, a expressiva maioria dos internautas que se propôs a responder a pergunta disse um rotundo “não” à reforma.

É verdade que enquete não é uma aferição científica. Mas os resultados indicam, claramente, que o poder de manipulação da mídia já não é mais o mesmo. Em outros tempos esses resultados não seriam possíveis.

Idosos trabalhando, com salário baixo
O que está claro para a ampla maioria do povo é que as chamadas reformas irão, na verdade, retirar direitos e precarizar ainda mais a vida e as relações de trabalho no país. A leitura que se faz é que, no futuro, se concretizadas as alterações na Previdência e no Direito do Trabalho, teremos no mercado, trabalhadores idosos e com salários baixos.

Sem poder se aposentar, mesmo com esse direito assegurado, o trabalhador ou trabalhadora, não vai fazê-lo, porque vai perder renda, pois a “reforma” aprovada na comissão especial indica que a perda poderá ser de 30% do valor do benefício. Se não se aposenta, não abre vaga no mercado de trabalho, o que gerará um ciclo vicioso.

A chamada reforma trabalhista, aprovada na Câmara e agora em discussão no Senado, completa essa percepção sombria, pois todas as alterações aprovadas no texto, ao fim e ao cabo, só beneficiaram o capital. O diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, em entrevista ao Portal Vermelho, disse que a reforma “desmonta” o Direito do Trabalho e é um retrocesso para o povo — pois “tira do trabalhador para dar ao capital”.

Não há nada nas propostas do governo, alteradas pelos relatores, que indiquem que haverá melhorias na aposentadoria, no caso da chamada reforma da Previdência (PEC 287/16) ou nos direitos trabalhistas, no caso da dita reforma trabalhista (PLC 38/17).

A reforma da Previdência, nos termos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, “ataca, em prejuízo do segurado, os três fundamentos do benefício previdenciário: 1) a idade mínima, que é aumentada; 2) o tempo de contribuição e a carência, que também são aumentados; e 3) o valor do benefício, que é drasticamente reduzido”, enumera Antônio Queiroz. E acrescento: quem conseguir fazer jus ao benefício previdenciário, com regras tão drásticas e inacessíveis, usufruirá por menos tempo de vida saudável.

A proposta aprovada na comissão entra até na seara trabalhista, pois altera o artigo 10 das Disposições Transitórias, na cláusula que assegura indenização na demissão sem justa causa — a todos os trabalhadores — no valor de 40% do FGTS de tudo o que foi depositado. Assim, impede o aposentado que continuou trabalhando a receber a multa indenizatória de 40% do FGTS.

A chamada reforma trabalhista, nos termos do PLC 38/17, “promove um verdadeiro desmonte da legislação trabalhista, atacando as três fontes do Direito do Trabalho: 1) a lei, em sentido amplo, que inclui a Constituição, as leis complementares, as leis ordinárias e os tratados internacionais subscritos pelo Brasil, como as convenções da OIT; 2) a Sentença Normativa, que são as decisões em sede de Poder Normativo adotadas pelos tribunais do Trabalho; e 3) a negociação coletiva”, pontifica Toninho do DIAP.

Como se vê, pelo conteúdo destrutivo das propostas do governo Temer, só se colocam favoráveis às iniciativas legislativas, além do Planalto, o mercado, de onde partiu de fato as proposições, o capital, que vai se beneficiar com as mudanças; e os patrões, em particular os grandes, que terão, aí sim, “segurança jurídica” para subordinar as relações trabalhistas aos seus interesses, e não a uma legislação mediadora, com inevitável “melhoria do ambiente de negócios” para fazer valer a superexploração da mão de obra sem proteções legais, no reino do neoliberalismo.
Posted: 15 May 2017 08:36 AM PDT
Por Altamiro Borges

Nas prévias para a eleição presidencial de 2014, o eterno candidato José Serra afirmou com todas as letras: “FHC está gagá”. O motivo da bicada eram as disputas sangrentas no PSDB. Passados alguns anos, a frase volta à cabeça quando o príncipe da Sorbonne defende o lançamento das candidaturas de João Doria e de Luciano Huck para as eleições de 2018. Segundo afirmou, eles representam o “novo na política”. Quanto ao “prefake” de São Paulo, ele não tem nada de novidade. Está na política desde o berço – seu pai foi deputado – e ocupou vários cargos públicos desde o período da ditadura militar. Ele se traveste de “apolítico” e gestor apenas para enganar os otários.

Já no que se refere ao rico serviçal da famiglia Marinho, ele nunca se candidatou ou ocupou cargos públicos. Mas mantém ligações carnais com vários políticos conservadores, em especial com o cambaleante Aécio Neves. Na apuração dos votos em outubro de 2014 ficou famosa a foto dele, bastante abalado, ao lado do tucano derrotado. Ele também mantinha intimas relações com o ex-governador Sergio Cabral, que hoje está na cadeia e nem recebeu uma visita do amigo ingrato. Em várias oportunidades, o astro global ensaiou ingressar na política. Chegou a ser capa da “Veja”, que o elegeu como símbolo do “bom-mocismo” - pouco tempo depois de ter eleito Demóstenes Torres, o senador cassado do DEM, como o "mosqueteiro da ética".

Agora, com os ventos conservadores que sopram no Brasil e no mundo, Luciano Huck parece que decidiu se lançar na política. Em entrevista recente, ele afirmou que chegou a hora da “nova geração” disputar a presidência da República. Haja vaidade e arrogância! Bem distante do que diz o “gagá” FHC, desesperado com a decadência do seu PSDB, o astro global não é bem uma novidade para a sociedade brasileira. Como apontou o jornalista Mauricio Stycer, em matéria publicada na Folha neste domingo (14), ele é um velhaco inclusive na televisão brasileira. Vale conferir o artigo:

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Cogitado como novidade na política, Huck é o que há de mais antigo na TV

A semana, das mais agitadas, começou com o ex-presidente Fernando Henrique incluindo num mesmo raciocínio os nomes de João Doria e Luciano Huck e a palavra "novo". Em entrevista a Igor Gielow, na Folha, FHC disse que o prefeito de São Paulo e o apresentador da Globo são figuras que não devem ser excluídas de consideração quando se pensa nas eleições de 2018. "Eles são o novo porque não estão sendo propelidos pelas forças de sempre. Temos de ver como isso se desenrola. Eu hoje acho cedo perguntar quem vai ser candidato. Temos de ver como o processo anda, como a sociedade está absorvendo todo o impacto da Lava Jato."

Um dia depois, na terça-feira (9), na "Veja", o repórter Mauricio Lima afirmou que Luciano Huck procurou duas escolas de samba, Mangueira e Salgueiro, com o objetivo de ser tema de enredo no Carnaval de 2018 – a uma delas teria oferecido R$ 6 milhões. Huck negou a oferta de dinheiro e afirmou que alguém usou seu nome, sem autorização, para procurar as escolas. No mesmo dia, à noite, na "Piauí", a repórter Julia Duailibi informou que Huck teve um encontro, em abril, com João Amoedo, presidente do Partido Novo. A conversa, realizada no iate do engenheiro, foi sobre a conjuntura do país e o partido criado por ele.

Dias antes, no sábado (6), Huck estreou em seu programa na Globo o quadro "Quem Quer Ser um Milionário?", uma competição de perguntas e respostas baseado em um formato britânico já exibido em mais de uma centena de países. "Uma jornada pelo conhecimento e pelo saber", prometeu. Como tudo no "Caldeirão do Huck", o quadro lançado na última semana mostra a habilidade do apresentador e sua equipe de remodelar, com pompa, o que há de mais velho na televisão.

O eixo principal do programa, exibido pela Globo há 17 anos, é o assistencialismo, uma tradição da TV de cunho popular no Brasil desde a década de 1960. Fazendo drama com a miséria alheia, Huck reforma carros, casas e até pequenos negócios, ajuda parentes a se reencontrarem, organiza casamentos – t do sempre sob o patrocínio de marcas que anunciam no ar. Outro filão, também sem maior originalidade, são os "testes de caráter". O programa simula situações na rua para ver a reação do público. Por exemplo: um rapaz oferece gatos para adoção em uma praça; a primeira pessoa que topa ficar com um animal é premiada (esta prova foi patrocinada por uma marca de comida para gatos).

Em 2014, Huck ensaiou uma virada, decidindo focar "ações inspiradoras" de gente que "pensa fora da caixa". Definiu um novo quadro como a chance de "potencializar, empoderar, gente que vem transformando a realidade à sua volta há muito tempo e com muito pouco". Neste ano deu um prêmio "Inspiração" para valorizar iniciativas de cunho social, mas já deixou esta preocupação de lado e voltou com tudo às ações assistencialistas.

Já "Estrelas", o programa de sua mulher, Angélica, passou por uma mudança neste ano – em vez de promover encontros vazios com atores da Globo, como fazia há dez anos, ele agora se dedica a mostrar estas figuras em ações de solidariedade. Questionada pela revista "Quem", há um mês, sobre como via a possibilidade de o marido entrar para a política, Angélica disse: "Ele já ajuda muita gente e pode ajudar muito mais do que se ele se enfiar na política. A gente não sabe o que vai acontecer lá na frente. Mas não estou a fim de ser primeira-dama, não [risos]".

Ufa...


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Posted: 14 May 2017 07:39 PM PDT
Por Altamiro Borges

Todas as pesquisas recentes – Vox Populi, Ipsos, Ibope e Datafolha – confirmam que a popularidade do golpista Michel Temer está quase beirando o zero. O Judas é um sujeito odiado pelo povo brasileiro. Suas maldades – como a PEC que congelou por 20 anos os gastos em saúde e educação e as contrarreformas trabalhista e previdenciária – são rejeitadas pela ampla maioria da população, inclusive pelos “coxinhas” que apoiaram o golpe dos corruptos que depôs Dilma Rousseff. Agora, uma pesquisa encomendada pelo próprio partido do usurpador, o PMDB, confirmou este desastre federal. Foi o maior mico!

Até o final da noite deste sábado (13), 97% dos consultados pela internet rejeitaram a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo covil golpista. A pesquisa foi feita pela Fundação Ulysses Guimarães, órgão de estudos da sigla. Dos 25.048 internautas que responderam à pergunta, 24.186 (97%) disseram ser contra a reforma. Apenas 397 pessoas, o equivalente a 2%, responderam ser a favor da proposta. Outras 381 (2%) disseram não ter conhecimento sobre a matéria e 84 preferiram não opinar. Diante do vexame, o picareta Carlos Marun (PMDB-MS), que presidiu a comissão especial que analisou o projeto, choramingou: “Uma enquete dessas é um excelente palco para atuação dos nossos adversários contra a reforma”.

A pesquisa pode dificultar ainda mais as tentativas desesperadas da cúpula do PMDB de fechar questão em favor da reforma. Muitos deputados e senadores da legenda têm se queixado que a votação favorável poderá ser mortal para suas pretensões de reeleição. Eles reclamam que têm recebido mensagens e telefonemas de eleitores revoltados. Também relatam situações cada vez mais constrangedoras em suas bases eleitorais, com pichações, cartazes e folhetos com os nomes dos “traidores” que podem votar contra a aposentadoria de milhões de brasileiros. A pressão direta, afirmam, está ficando insuportável.

Se a pressão já é grande sobre o partido do Judas, imagine nas outras legendas? Siglas da base governista, como o PSB e o Solidariedade, já anunciaram que votarão contra a reforma. No PSDB, que observa apavorado seus caciques afundarem nas pesquisas – o cambaleante Aécio Neves já cogita ser candidato a deputado federal tal é o seu desgaste –, vários parlamentares ameaçam se rebelar e votar contra o golpe na aposentadoria. A enquete feita pelo PMDB deve gerar ainda mais pânico nestes oportunistas. Também deve apavorar Michel Temer, que morre de medo até de fantasmas. Ele sabe que será descartado como bagaço pelos empresários que financiaram o assalto ao poder caso a reforma da Previdência não vingue ou fique muito desfigurada.

Em tempo: As nove centrais sindicais existentes no Brasil já decidiram "ocupar Brasília" no dia 24 de maio para reforçar a pressão sobre os parlamentares. Em todos os Estados, plenárias unitárias têm sido realizadas para preparar as caravanas. As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem a quase totalidade dos movimentos sociais brasileiros, também reforçarão a marcha a Brasília. Após a vitoriosa greve geral de 28 de abril, esta mobilização será decisiva para mostrar a força da união dos trabalhadores. Ela, porém, não descarta a necessária e urgente pressão direta sobre os deputados e senadores em suas bases eleitorais. Escrachos, pichações, cartazes, telefonemas, e-mails e outras formas de contato pessoal costumam apavorar os parlamentares, que só pensam em seus mandatos. É preciso infernizar a vida dos bandidos que estão prestes a roubar a aposentadoria dos brasileiros!

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Posted: 14 May 2017 07:35 PM PDT
Por Altamiro Borges

Sem qualquer comentário ácido, a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, deu uma curiosa notícia neste domingo (14):

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O Palácio do Planalto emprega uma babá de Michelzinho, Leandra Brito, como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia), órgão responsável por municiar o presidente da República com dados para a tomada de decisão.

Leandra diz não ser babá do menino, mas não sabe precisar o que faz no palácio.

- O Michel não tem babá. Ele é uma criança como outra qualquer. Minha função é assessorar dona Marcela e o presidente em toda e qualquer situação - afirma Leandra.

Ela não deu, entretanto, nenhum exemplo do tipo de assessoramento.

Leandra dá expediente no Palácio do Jaburu ou em viagens da família Temer, como na Páscoa, quando os acompanhou para São Paulo, ou no réveillon, quando viajou para uma reserva da Marinha no Rio de Janeiro. Recebe R$ 5.194 mensais, fora as diárias referentes às viagens.

O Palácio do Planalto diz que a funcionária está sendo transferida do Gaia para o staff que serve à família do presidente, o que ainda não teria acontecido por questões burocráticas.

Já Temer afirma que Leandra é alguém por quem o filho “se afeiçoou” e que Michelzinho, de 8 anos, “não precisa de babá”.


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Se a babá fosse do netinho da ex-presidenta Dilma, deposta pelo golpe dos corruptos que alçou ao poder a gangue de Michel Temer, todos os veículos da famiglia Marinho já estariam fazendo o maior escândalo. Mas a babá é do Michelzinho, por quem o menino de oito anos “se afeiçoou”. É certo que o pobrezinho já tem imóveis em seu nome no valor de R$ 2 milhões, mas ele ainda não pode usar a grana para pagar a acompanhante. Já o pai, que promoveu regabofes em Brasília e garfou milhões da Odebrecht, talvez não possa usar a dinheiro do Caixa-2 para estes afazeres domésticos. E a mãe, a Marcela, gasta todas suas energias com o programa “Criança Feliz”, que até agora não deu nenhum resultado, mas deixa o seu filho mais feliz ainda.

A confusão entre o público e o privado, tão comum entre os patrimonialistas que assaltaram o poder, não se resume à babá do Michelzinho. Já teve o caso dos 500 sorvetes Häagen-Dazs e de outras guloseimas contratadas para os voos da família golpista. Já teve a milionária reforma do Palácio da Alvorada, que depois foi abandonado porque o usurpador disse ter medo de fantasmas. Tem também a sinistra história dos gastos com a “vice-presidência”, que não existe. Só nos primeiros meses deste ano, o usurpador desembolsou R$ 361,8 mil dos cofres públicos para manter um gabinete que não tem ocupante. A despesa no período foi superior à realizada pela Secretaria de Governo, responsável pela negociação com o parlamento e que gastou R$ 17,9 mil, e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, cujo gasto foi de R$ 33,3 mi

Mas, como alertou Fernando Brito, do imperdível blog Tijolaço, o gasto com a babá do Michelzinho e com outras mutretas não é nada se comparado ao maior assalto já promovido aos cofres públicos nos tempos recentes. “O emprego de Leandra Brito vai chocar porque é um arranjo destes que não se deveria fazer, mas a moça é um nada perto do papel que o governo faz como babá dos banqueiros e dos rentistas, marmanjos mimados de quem faz todas as vontades... Os R$ 5 mil mensais que o patrão de Leandra tira do Erário para pagá-la são, de fato, uma gotícula perto do que dele vaza para nutrir os meninos do dinheiro: no Orçamento deste ano, prevê-se para eles um ‘leitinho’ de R$ 1,356 trilhão – 47% de toda a despesa do poder público brasileiro ou quase 23 milhões de babás, se estas ganhassem o salário daquela moça”.

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Posted: 14 May 2017 05:53 PM PDT
Por Altamiro Borges

Durante o governo de Dilma Rousseff, qualquer notícia positiva na economia sempre era seguida de um alerta terrorista: “mas vai piorar!”. Agora, no covil golpista de Michel Temer, é bem o inverso. A manipulação chega a ser cômica – se não fosse patética e ridícula. Vários indicadores apontam para a rápida degradação da economia. Mas os antigos urubólogos da mídia, agora convertidos em otimistas infantis – talvez para justificar as polpudas verbas de publicidade – garantem: “Mas vai melhorar”. Nesta semana, por exemplo, houve a confirmação de que as vendas no varejo despencaram e tiveram o pior resultado dos últimos 14 anos. A preocupante notícia não foi manchete nos jornalões e nem virou motivo de comentários histéricos e apocalípticos nas emissoras de televisão e rádio.

Segundo a entidade patronal do setor, as vendas no varejo em março recuaram 1,9% na comparação com fevereiro. A perda em relação ao mesmo mês do ano passado foi de 4%, chegando à 24ª taxa negativa consecutiva nessa base de comparação. A notícia desapontou até os que torcem pelo êxito da corja golpista. Segundo uma nota da Folha, “a avaliação dos economistas é que, com o desemprego em alta e o mercado de crédito ainda na lona, o varejo deve seguir sem reação expressiva”. Para Luís Afonso Lima, economista da Mapfre Investimentos, “a tendência para o varejo permanece negativa, principalmente em razão do mercado de trabalho, com mais de 14 milhões de desempregados e do que chama de ‘empregado com cabeça de desempregado’ – o indivíduo que não compra nada porque vê muita gente ao seu redor sem emprego”.

Outros dois dados divulgados na semana passada confirmam a gravidade da crise econômica – que só se aprofundou com a concretização do “golpe dos corruptos” que depôs Dilma Rousseff e com a chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer. O setor de serviços registrou queda de 2,3% em março, o pior resultado da série iniciada em 2012. Já um levantamento do SPC Brasil confirmou que o pessimismo toma conta dos consumidores brasileiros. A Época postou uma notinha sobre este cenário – se fosse no governo anterior, o notícia seria destaque na revista, jornal e emissoras de tevê e rádio da famiglia Marinho. Mas agora “não vem ao caso”, já que a situação “vai melhorar” – juram os ex-urubólogos. Vale conferir a minúscula matéria:

“Um levantamento do SPC Brasil mostra bem o impacto da crise na vida dos brasileiros. Seis em cada dez (62%) consumidores manifestaram a intenção de reduzir gastos em maio, 32% planejam mantê-los como estão e apenas 3% pretendem aumentar as despesas. Entre aqueles que vão comprar menos, 24% querem apenas economizar, 20% vão economizar porque sentem que os produtos estão mais caros e 15% por estarem endividados. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 15% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul. Ou seja, a renda é maior que as despesas. Ainda segundo a pesquisa, realizada em abril, 43% dos entrevistados admitem ficar no zero a zero e 34% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas no fim do mês. Foram ouvidas 800 pessoas em 12 capitais das cinco regiões brasileiras”.

A única notícia boa que a mídia chapa-branca não se cansa de repetir é que a inflação está em baixa. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) baixou para 0,14% em abril, “a menor taxa para o mês desde 1994” – enfatizam risonhos os mercenários da imprensa. Eles só não explicam para os incautos leitores e telespectadores que a queda na inflação é uma tendência natural quando a economia está afundando. Com o desemprego em alta, batendo recordes, e os salários em baixa, o consumo das famílias diminuem e os preços caem. É a famosa lei da oferta e da procura do capitalismo, que os “analistas” da mídia parecem já ter esquecido. Afinal, a única coisa que não caiu foi a verba da publicidade do covil golpista, que garante os gordos salários dos próprios ex-urubólogos.

Em tempo: Na semana passada, a Ricardo Eletro, a terceira maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do Brasil, anunciou que o seu faturamento está despencando. Em 2014, ele foi de R$ 9 bilhões. Em 2016, caiu para R$ 6,3 bilhões. A empresa já acumula dívidas por volta de R$ 3 bilhões e corre sério risco de falência. Esta notícia deve ter entristecido os mercenários da mídia. Afinal, a Ricardo Eletro é uma das seis empresas que patrocinam o futebol na Globo. Cada cota de patrocínio sai por algo em torno de R$ 240 milhões. Caso a empresa afunde de vez, talvez até algum ex-urubólogo global mude de humores.

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