quinta-feira, 25 de maio de 2017

25/5 - Pragmatismo Político DE 24/5

Pragmatismo Político


Posted: 24 May 2017 08:12 PM PDT
policial arma de fogo manifestação
Policial dispara arma de fogo contra multidão (reprodução/vídeo)
Policiais militares do Distrito Federal utilizaram armas com munição letal durante manifestação contra o governo de Michel Temer (PMDB) e pela convocação de eleições diretas nesta quarta-feira (24).
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que um homem foi baleado e passava por cirurgia no Hospital de Base de Brasília. Ainda não há posição oficial a respeito do uso de armamento letal durante o protesto.
Um vídeo divulgado pelo jornal “O Globo” (assista abaixo) mostra ao menos dois policiais atiraram com armas de fogo na direção dos manifestantes, próximo ao Ministério da Agricultura.
A repressão ao ato foi tão violenta que bombas foram disparadas inclusive próximo ao local onde bombeiros socorriam feridos, próximo ao Ministério da Defesa.
No Hospital de Base de Brasília, diversas pessoas deram entrada com ferimentos graves. Dois homens foram feridos no olho por tiros de balas de borracha.
O Hemocentro de Brasília emitiu um comunicado convocando a população para doar sangue em razão do número de civis feridos em hospitais do Distrito Federal.
“Em virtude dos fatos ocorridos nas manifestações políticas na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira, 24 de maio, que resultaram em confrontos e num grande número de feridos, a Fundação Hemocentro de Brasília convoca todos os cidadãos que estiverem em boas condições de saúde para comparecer ao Hemocentro e doar sangue, principalmente os tipos O positivo e O Negativo”, diz a nota do Hemocentro.

VÍDEO:

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Posted: 24 May 2017 07:59 PM PDT
michel temer admite convocar exercito manifestação diretas já
O presidente Michel Temer admitiu esta noite (24) que foi dele, e não do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a decisão de convocar tropas das Forças Armadas para a “garantia da lei e da ordem” em Brasília até o próximo dia 31. Em nota, Temer reconheceu que Maia havia pedido o emprego da Força Nacional de Segurança, mas afirma que optou pela convocação de 1.300 integrantes do Exército e 200 fuzileiros navais devido à “insuficiência dos meios policiais” solicitados pelo presidente da Câmara.
No final da tarde, Maia cobrou do governo que “repusesse a verdade”, já que ele estava sendo responsabilizado por deputados da oposição pelo decreto presidencial. Ele também considerou excessiva a decisão do governo de manter tropas das Forças Armadas na cidade mesmo após o encerramento do protesto.
O governo alega que os atos de violência registrados hoje “colocaram em risco a vida e a incolumidade dos servidores” que trabalham na Esplanada. A decisão de Temer pegou de surpresa o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, que reclamou por não ter sido consultado e reprovou a adoção da “medida extrema”.
Diante de tais circunstâncias, o Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas, proporcionar evacuação segura dos prédios da Esplanada e proteger o patrimônio público, tal como foi feito anteriormente em vários Estados brasileiros. Restabelecendo-se a ordem, o documento será revogado”, diz a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). Ainda de acordo com o comunicado, o presidente “não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário”.
Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal por obstrução da Justiça, corrupção e organização criminosa. Uma das acusações contra o presidente é de ter silenciado diante da confissão de crimes pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F, como a compra de dois juízes que o investigavam e a infiltração de um procurador da República que vazava para ele informações privilegiadas. O presidente também é acusado de receber propina.
A Polícia Militar estima que mais de 35 mil pessoas participaram da manifestação. Os ministérios localizados na Esplanada foram esvaziados. Foram registrados vários casos de incêndios e depredações e confrontos entre manifestantes e policiais. Estima-se que cerca de 50 pessoas tenham ficado feridas durante os protestos e os confrontos.
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Posted: 24 May 2017 07:37 PM PDT
temer crime convocar exercito enfrentar povo
Foto: Mídia Ninja
Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na participação em operações de paz, é de responsabilidade do Presidente da República, que determinará ao Ministro de Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais, observada a seguinte forma de subordinação:
§ 2º A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal.
§ 3º A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal. § 3o Consideram-se esgotados os instrumentos relacionados no art. 144 da Constituição Federal quando, em determinado momento, forem eles formalmente reconhecidos pelo respectivo Chefe do Poder Executivo Federal ou Estadual como indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão constitucional.
Medida autoritária, inconstitucional e ilegal. Uma afronta às liberdades públicas, claro crime de responsabilidade”. Assim definiu a coordenadora do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas Eloísa Machado sobre o decreto de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) acionado por Michel Temer para repressão do protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O Presidente determinou o Emprego das Forças Armadas no país até dia 31 de maio deste mês, valendo-se de uma lei que prevê a situação em caso de policiamento insuficiente. Para ela, bem como para grande parte da comunidade jurídica, Temer cometeu crime de responsabilidade, passível de impeachment.
Dentre tantas violações do governo Temer, causou espanto o uso das Forças Armadas para manter a plataforma do governo sustentada por falta de legitimidade popular e imposição de medidas inconstitucionais e draconianas para a população, como as Reformas Trabalhista e da Previdência. Esse decreto já foi utilizado outras vezes, como, por exemplo, na ocupação da Maré no Rio de Janeiro pelo Governo Dilma e na “crise” penitenciária em Manaus, já com o governo de Michel Temer. Ambos casos despertaram inúmeras críticas.
No caso atual, Temer é protagonista do escândalo das recentes divulgações de áudio entre ele e o empresário da JBS Joesley Batista; sua base governista no Congresso está esvaziada e pressionando pela renúncia; e, ainda, o presidente lida com a histórica resistência popular que pelo processo de impeachment contestado, bem como pela falta de legitimidade política para impor as reformas. No último domingo, 21, ele fez um pronunciamento em rede nacional contrariando opositores e situacionistas no sentido de que não renunciaria. O protesto por sua queda era esperado e inevitável.
Para o Professor de Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Rubens Glezer, no caso específico do decreto para reprimir manifestação popular não era cabível tal atitude sequer em tese – “A atuação das Forças Armadas é disciplinada no na lei em hipóteses que o policiamento ostensivo não é suficiente, o que claramente não é o caso. Além disso, houve evidente abuso na decretação do período que compreende 24 de maio a 31 de maio, um período injustificável que coincide com a agenda do governo. Flerte perigosíssimo com o estado policialesco sem limites”.
Para o Advogado da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares e Colunista do Justificando Patrick Mariano, Temer, na prática, decretou estado de sítio -“É estarrecedor que no dia em que a Corte Interamericana de Direitos Humanos julga o caso do Vladimir Herzog e 10 trabalhadores rurais são assassinados pela polícia em uma ação de despejo, Rodrigo Maia e Temer baixam um decreto para que as forças armadas sejam usadas contra as manifestações até o dia 31 de maio. O decreto deixa nas mãos do ministro da defesa a forma como se dará o uso das forças armadas, ou seja, estamos, na prática, vivendo um Estado de sítio decretado por um governo ilegítimo”.
Mariano também entende que o decreto consolidou a prática de crime de responsabilidade pelo Presidente da República – “Ou seja, o governo Temer caiu e hoje só se sustenta pelo uso das forças armadas. Espero que os comandantes militares não se prestem à defesa de um governo corrupto, ilegítimo e irresponsável e que o STF processe por crime de responsabilidade Michel Temer
No campo das instituições, o decreto de Temer já é contestado. Em sessão no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou durante seu voto: “Presidente [do STF, Cármen Lúcia], voto um pouco preocupado com o contexto e espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do poder Executivo [Temer] teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas no Distrito Federal, no período de 24 a 31 de maio
Márcio Sotelo Felippe, colunista no Justificando e Procurador do Estado, resume as intenções de Temer ao editar o decreto – “Desmoralizado, sem condições éticas e políticas de exercer a presidência, Temer quer intimidar pela força. Incidentes em protestos não são novidades e a democracia convive com isso em qualquer lugar do mundo”.
A medida é abusiva e mostra o quanto está sendo nocivo para o país esse governo, ultrapassando limites perigosos. Temer fora já” – concluiu.
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Posted: 24 May 2017 07:00 PM PDT
Michel Temer Rodrigo Maia Exército
Michel Temer e Rodrigo Maia
As tropas do Exército foram enviadas para a Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira (24) após a carnificina que se abateu sobre os manifestantes.
O presidente Michel Temer decretou que as tropas fiquem nas ruas da capital até o dia 31 de maio, próxima quarta-feira.
O protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência e pelas Diretas Já reuniu cerca de 200 mil pessoas.
Questionado sobre as razões que o levaram a convocar o Exército, Michel Temer disse apenas que atendeu a um pedido de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados.
Rodrigo Maia, por sua vez, afirmou que não pediu pelas Forças Armadas no reforço da segurança de Brasília. O presidente da Câmara dos Deputados disse, no fim da tarde desta quarta-feira (24), ter pedido auxílio da Força Nacional, e não das Forças Armadas.
“Se a decisão do governo foi além da Força Nacional, é uma decisão do governo”, justificou.
As Forças Armadas ficarão nos arredores da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, até o dia 31 de maio, conforme decreto pelo presidente Michel Temer em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na tarde de hoje (24). Rodrigo Maia classificou o decreto com validade de uma semana como um “excesso, sem dúvida nenhuma”. Só a Presidência da Repúblicas pode autorizar missões para aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Lei Complementar (LC 97/99) regulada na Constituição pelo Decreto nº 3.897/2001.
Rodrigo Maia explicou aos jornalistas que pediu a Temer, por telefone, apoio da Força Nacional para controlar a violência na manifestação de hoje. Ele desmentiu que tenha pedido a formalização do decreto e afirmou que a medida foi uma decisão do governo.
“O ministro da Defesa veio a público dizendo que o decreto tinha sido um pedido meu. Não é verdade. Espero que o ministro da Defesa possa repor a verdade”, disse Maia. Ele também afirmou que espera que Temer reveja o prazo do decreto e o mantenha apenas por hoje.
Documento prova que Rodrigo Maia solicitou, de fato, a Força Nacional e não o Exército:
O decreto de Michel Temer:
decreto michel temer forças armadas

Governo do Distrito Federal

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), divulgou uma nota na noite desta quarta-feira (24) na qual avaliou que o decreto do
presidente Michel Temer que autoriza a presença das Forças Armadas nas ruas de Brasília é uma “medida extrema” e não teve “anuência” do governo do DF.
“Para surpresa do Governo de Brasília, a Presidência da República decidiu na tarde de hoje recorrer ao uso das Forças Armadas, medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília”, diz a nota.
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Posted: 24 May 2017 06:43 PM PDT
brasil rede globo mídia desonesta temer interesse
Rui Marin Daher, Carta Capital
Desde que no ano passado o Brasil mergulhou na instabilidade política, apenas 31 anos depois de ter voltado ao regime democrático, tenho encontrado dificuldade em escrever sobre agropecuária, agronegócio e seus atores. Até porque, predominando aí temas tecnológicos e econômicos, os babadores de crises ainda não tinham motivos ou coragem para leva-las até o setor.
Poderia até ter relegado o tema e assumido a levada política, como o faz Ronaldo Caiado, desde que estreou sua coluna “de agronegócios” na Folha de São Paulo. Não tendo nunca me filiado a partido nem assumido cargos políticos, meu berrante é diferente do dele. Afligem-me as repercussões do protecionismo diante de nossas exportações, os cuidados com a preservação ambiental e os direitos sociais dos pequenos proprietários e trabalhadores do campo. Preferi, então, insistir.
Não me dei mal. Muito do que aconteceu na agropecuária nos últimos seis meses foi antecipado na coluna. Novidades, vieses, projeções existirão, apesar de nem sempre sabermos a que se destinam (música incidental ‘Cajuína’). Ainda mais quando se tira o umbigo da paróquia para analisar as mudanças que ocorrem no planeta e que influenciam o desempenho do agronegócio nacional. A conjuntura no complexo de carnes é um exemplo recentíssimo. Não parará por aí. Pescados, madeiras, complexo soja, minérios, bancos devem ser olhados com cuidado.
Apesar de ser isso o que esperam meus editores, nesta coluna os irei contrariar. Quando trato de assuntos fora da agropecuária, em meu blog (GGN), costumo trocar o berrante pela AK-47. É o que farei aqui.
O País está sendo destruído pela pior etapa do acordo secular de elites desde o período de Colônia. Auge que une interesses financeiros com ignorância, ódio e preconceito. Tsunami canalha irreversível.
Pois bem, trago-os à presença de Francelino Pereira dos Santos, piauiense, vivo aos 95 anos, que as gerações próximas à minha certamente conhecem e as demais deveriam pesquisar.
Governador de Minas Gerais (1979/1983), pela ARENA, em eleição indireta, quando Ernesto Geisel anunciou que em seu projeto de abertura lenta e gradual estava a eleição direta para governadores, Francelino embarcou na do presidente-general e soltou sua construção mais famosa e inesquecível: “Que país é este, no qual as pessoas não confiam na firme vontade política do presidente da República de levar adiante a decisão amadurecida e consistente de dar continuidade à plena redemocratização?”
Diante do crescimento da oposição (MDB), Geisel deu para trás, e mais uma vez as eleições foram por via indireta. Até hoje Francelino está sem resposta de “que país é este”?
Dr. Francelino, gostaria que a sua vida fosse ainda mais longa. Nunca se sabe. Mas ir-se sem ter sua resposta não é justo. Piauiense, radicado em Minas, deve ainda acompanhar as folhas e telas cotidianas e atônito perceber que a sua dúvida se generalizou por todo o País.
Quem sabe à minha maneira, eu possa ajudá-lo. Vamos tentar entende-lo a partir de um momento da história vivido por nós dois, embora em lados opostos. Os senhores fizeram um movimento e derrubaram o presidente João Goulart. Mais jovem, faço-lhe uma concessão educada. Esquecerei as firulas terminológicas da esquerda e, no lugar de Golpe Civil-Militar, o chamarei de Revolução de 1964. Contente?
Vamos em frente. No bojo de um período de 21 anos, os senhores inventaram um bocado de coisas que não cabe aqui discutir. A maioria ruim, algumas boas, admito. Umas e outras ficam para outro dia. A mais importante, no entanto, foi moldar, creio, por pelo menos mais um século, a identidade da nação brasileiro, a ponto de eu poder responder-lhe: “Este país é a Rede Globo”.
Experiente e estudado o senhor deve conhecer as origens do povo brasileiro conforme expostas pelo antropólogo Darcy Ribeiro. Pois considere o País, como dos crioulos, caboclos, sertanejos, caipiras, gaúchos e imigrantes.
Dr. Francelino, contra a minha vontade que, jovem, lutava e via morrer amigos, os senhores anularam toda essa diversidade, e se alinharam com uma família marítima para e moldarem nossos povos à feição do empresário Roberto Marinho.
Este o País, Dr. Francelino, o espírito do Dr. Roberto, que fez dos divergentes adeptos, massa de manobra, ou, se divergentes, perseguidos.
Hoje em dia, vendo a barbárie grassar, a intolerância ferir e matar, a ignorância cultural se expandir a partir de suas imagens e locuções, e os Poderes aos seus pés, só consigo entender o país pelo o que dita o núcleo duro da Globo.
O Legislativo espera quem será o execrado das oito e meia da noite. O Judiciário ensaia palavras para acatar seus comandos. Surge um Executivo com aprovação popular inédita, entra na sua, e capitula. Este o País, Dr. Francelino, que o senhor ajudou a perpetuar.
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Posted: 24 May 2017 06:26 PM PDT
temer fronteiro estado de direito ditadura manifestações protesto
Foto: Tuane Fernandes / Mídia NINJA
Carlos Fernandes, DCM
Michel Temer ultrapassou a última fronteira que separa o Estado Democrático de Direito de uma Ditadura.
Ao utilizar o artigo 142 da Constituição Federal para conter as gigantescas manifestações contra o seu governo, o golpe de 2016 entrou no perigoso terreno da Intervenção Militar.
Apesar de já ter sido utilizado outras vezes em eventos de grande porte como a Rio+20 em 2012 e a Copa das Confederações em 2013, essa é a primeira vez que o dispositivo é utilizado exclusivamente para amordaçar cidadãos brasileiros no seu pleno direito constitucional de se manifestarem.
É preciso lembrarmos que esse artigo da Constituição é exatamente o mesmo que tornou possível o golpe de 64 e todo o horror que vivemos por mais de duas décadas decorrentes da ascensão dos militares ao poder.
É nesse contexto que, pelo conjunto da obra, o que se viu hoje na Esplanada dos Ministérios já pode ser considerada como a “Batalha de 24 de maio”.
O aparato da Polícia Militar e do Exército Brasileiro foram mobilizados para proporcionarem a mais violenta e vergonhosa repressão aos movimentos democráticos desde a redemocratização brasileira.
Um verdadeiro exército de PM’s e soldados armados dispararam balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral indiscriminadamente contra dezenas de milhares de pessoas que pediam a saída imediata de Temer e a convocação de eleições diretas.
O resultado foi desastroso.
Na batalha campal que se formou, dezenas de manifestantes ficaram gravemente feridos. Em determinado momento o Corpo de Bombeiros tiveram que escolher quais pessoas deveriam ser atendidas primeiro. O Estado não economizou na truculência e na violação dos direitos mais básicos do cidadão.
Como se não bastasse, sob as ordens de Temer Brasília permanecerá sitiada, via decreto presidencial, até o dia 31/05. Até lá as tropas ficarão subordinadas ao comandante militar do Palácio do Planalto, general de divisão Pereira Gomes.
Numa tentativa desesperada e irresponsável de se manter no poder, Michel Temer e a corja de quadrilheiros que invadiram o governo federal ameaçam jogar o Brasil numa sangrenta guerra civil.
Mais do que a soberania nacional, a dignidade brasileira e os milhões sob investigação direta do atual mandatário do poder Executivo, o que pode ser subtraído nesse momento de nossa cambaleante democracia são vidas de inocentes que nada mais fazem do que exigir o seu país de volta à normalidade democrática.
Temer não possui mais qualquer condição de se manter no poder. Se sua saída já era urgente por questões morais, éticas, públicas e jurídicas, agora também se faz necessária em função da defesa da segurança nacional.
O Brasil não permitirá ser escravizado por um delinquente moral incapaz de um único ato de dignidade em favor de toda uma nação.
Já não há mais saída, esse déspota deve deixar o cargo imediatamente.
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Posted: 24 May 2017 06:15 PM PDT
Luciano Huck fotos Aécio Neves
Luciano Huck e Aécio Neves são amigos há 17 anos
Luciano, onde estão as fotos ao lado de Aécio Neves? Nesta quarta-feira (24), em entrevista por e-mail à Folha de S.Paulo, Huck finalmente respondeu a pergunta.
“De coração, não sei te responder”, disse ao ser questionado sobre o sumiço das imagens.
Segundo ele, as fotos com Aécio são antigas e poderiam estar nos arquivos. No entanto, tanto a reportagem quanto os que questionam Luciano não encontraram nenhum registro dos dois juntos nas redes do apresentador. Ao contrário do que alega o global, há fotos recentes dele ao lado de Aécio.
Luciano diz não ter razão para apagar as imagens, mesmo com Aécio na mira do Supremo Tribunal Federal. O senador com mandato interrompido, alvo de dois pedidos de prisão, viu a irmã Andrea Neves ser presa nesta semana.
Amigo de Aécio há 17 anos, Huck afirmou que não renegaria a relação com ele, “nem mesmo em um momento tão negativo da sua vida“, ressaltando que “nunca” misturou a amizade “com política ou negócios”.
Em seguida, admitiu “enorme decepção e tristeza com tudo o que veio à tona em relação não só a um amigo, mas a alguém que foi governador, senador e que recebeu mais de 51 milhões de votos numa eleição presidencial recente“.
Para o apresentador, são “gravíssimos os fatos recentemente divulgados” e, se forem comprovados, “devem ser punidos com rigor dentro do que determina a Justiça“.
De acordo com a Folha, Huck chegou a passar “alguns réveillons” com Aécio em Angra dos Reis. O apresentador costumava se engajar nas campanhas eleitorais do tucano, a exemplo da eleição presidencial de 2014, quando acompanhou a apuração na casa do próprio Aécio.
Quando Aécio era governador de Minas Gerais, Luciano Huck já chegou a voar em uma aeronave oficial do estado cedida ilegalmente pelo tucano.
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Posted: 24 May 2017 06:14 PM PDT
Rocha Loures salário afastado câmara
Rodrigo Santos da Rocha Loures, deputado federal pelo PMDB/PR (reprodução)
Edson Sardinha, Congresso em Foco
Suspenso das funções parlamentares por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) continuará a receber o seu salário de R$ 33,7 mil e a ter direito de utilizar o plano de saúde da Câmara. Os demais benefícios, como verba para pagar funcionários e despesas do mandato e auxílio-moradia, serão cortados enquanto vigorar a decisão do Supremo. Os servidores do gabinete dele deverão ser exonerados. A decisão foi tomada no início desta tarde (24) pela Mesa Diretora. O comando da Câmara alega que não é possível legalmente suspender o salário do deputado no período em que ele estiver proibido de participar de votações e apresentar projetos, entre outras coisas.
Ex-assessor do presidente Michel Temer, Rocha Loures foi flagrado em vídeo recebendo uma mala com R$ 500 mil das mãos do diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, delator da Operação Lava Jato. O flagra, somado a outros indícios de crime, rendeu ao suplente, que assumiu na Câmara em 8 de março, a abertura de um inquérito e um pedido de prisão no STF por corrupção e organização criminosa. Ontem o Psol, a Rede e o PSB entraram com representação contra o paranaense no Conselho de Ética da Câmara, pedindo a cassação do mandato dele.
Um dos mais próximos aliados do presidente Michel Temer, o deputado é apontado como seu intermediário para assuntos da J&F com o governo. De acordo com a delação de Joesley e seu irmão Wesley Batista, o paranaense foi indicado pelo próprio presidente para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS. De acordo com os áudios divulgados, o presidente também orientou Joesley a conversar com o colega de partido para tratar de qualquer assunto.
Em uma das tratativas, Joesley marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou sobre sua demanda no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na ocasião, o empresário ofereceu propina de 5% e o deputado aceitou. O deputado foi filmado pela PF recebendo uma mala de Saud após combinar pagamento semanal de R$ 500 mil pelo período de 20 anos. Os delatores afirmam que o destinatário do dinheiro era o presidente da República.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Temer disse que Rocha Loures foi “seduzido” por Saud e é uma pessoa de “muito boa índole”. O presidente também negou ter conhecimento de que o assessor estava envolvido em ilegalidades.
Na noite da última segunda-feira (22), Rocha Loures entregou à Polícia Federal em São Paulo a mala que recebeu de Saud. Mas faltavam R$ 35 mil. A mala, de acordo com os delatores Joesley Batista e Wesley Batista, donos da JBS, continha R$ 500 mil, porém, foi devolvida com R$ 465 mil. As cédulas entregues ao deputado estavam numeradas. A PF, agora, investiga onde o dinheiro foi parar.
O afastamento das funções parlamentares também foi determinado pelo Supremo em relação ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), alvo, juntamente com o deputado e o presidente Michel Temer, de inquérito por corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça. Os três são os principais alvos da delação premiada da JBS.
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Posted: 24 May 2017 06:05 PM PDT
renato duque foto lula prova lava jato
Renato Duque e Lula (reprodução)
O ex-diretor da Petrobras Renato Duque entregou ao juiz Sergio Moro, no âmbito do caso triplex, uma foto com o ex-presidente Lula, na tentativa de provar que seu depoimento na ação penal em que o petista é acusado de receber propina da OAS é verdadeiro. A imagem refere-se a um encontro que ocorreu em 2012. Duque acusou Lula de mandar apagar provas de crimes praticados em favor do PT em 2014.
Para atestar esse último encontro – que foi reconhecido por Lula – Duque entregou o número do voo que pegou até São Paulo em 2 de junho de 2014. Lula negou, diante de Moro, que tenha dito para o preso da Lava Jato deletar indícios de contas secretas no exterior, mas admitiu que perguntou se elas existiam.
Em 2012, após ser demitido da Petrobras, Duque pediu a agenda com Lula a João Vaccari Neto, para “agradecer” o período em que ficou na estatal. Nesse dia, o pretenso delator afirma que descobriu que o ex-presidente sempre soube dos esquemas de corrupção, pois fazia muitas perguntas sobre projetos da Petrobras, dando sinais de que acompanhava tudo de perto.
As revelações de Duque diante de Moro fizeram a Lava Jato abrir um novo inquérito contra Lula, agora por obstrução de Justiça.
Preso desde março de 2015 e já condenado na Lava Jato, o ex-diretor tenta firmar um acordo de colaboração na Justiça. Para a defesa de Lula, Duque entregou a foto em um ato de desespero para conseguir a delação.
Sem provas para sustentar a acusação relativa ao tríplex contra Lula, os acusadores investem na oferta de prêmios para réus confessos tentarem produzir factoides. Os papéis apresentados por Duque, que busca destravar sua delação, nada provam. Não provam que Lula é dono do tríplex, não provam que ele recebeu alguma vantagem indevida proveniente de contratos da Petrobras, enfim, não provam nenhuma das acusações feitas pelo MPF na ação. Os papéis só provam o desespero dos acusadores, que agora querem transformar uma fotografia com Lula e uma suposta passagem de avião em prova de propriedade imobiliária e de recebimento de vantagens indevidas“, diz o advogado Cristiano Zanin, em nota.
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Posted: 24 May 2017 05:54 PM PDT
temer aécio golpe misericórdia globo teoria
Michel Temer e Aécio Neves (reprodução)
Vinícius Canhoto, Jornal GGN

Introdução ao Tema

A pergunta que todos se fazem e até o momento ainda não foi respondida pelos fatos: “Por que a Globo, através de seu jornal, deu o tiro de misericórdia em Temer e Aécio?”. Sem dúvida, trata-se de uma pergunta intrigante porque até o momento Temer e Aécio sempre estiveram do mesmo lado da trincheira que a família Marinho. Há peças que faltam para montar este quebra-cabeça. Tentar descobrir as peças que faltam será o exercício deste texto.

Problematização

Uma peça que pode ajudar na montagem para compreendemos o quadro geral está no editorial do dia 19/05/2017 de O Globo. Neste editorial, o jornal que trouxe o escândalo a público propõe a Temer a renúncia como saída para uma queda inevitável. O jornal já antecipou quais serão os mecanismos para derrubá-lo: impeachment ou STF. Não há saída para Temer, apesar de o editorial deixar claro que, este “jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer”.
Por que o jornal deixou de apoiar? A resposta e nossa problematização podem estar neste mesmo parágrafo do editorial: “As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica”.

Objetivos: geral e específicos

O objetivo geral das Organizações Globo são as reformas porque, segundo seu jornal, “o projeto é dos brasileiros”. Traduzindo: o objetivo geral da Globo são as reformas trabalhista e previdenciária porque estas subsidiarão o projeto da classe rentista, ou seja, o clássico princípio capitalista: produção social para apropriação privada. O jornal diz que tais reformas são o único caminho que “fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem-estar de todos os brasileiros”. A expressão “todos os brasileiros” pode ser facilmente traduzida por 1% da população ou 10 mil famílias que lucram com o capital financeiro.
O objetivo específico que não está mencionado no editorial, mas é facilmente percebido, além das reformas, as Organizações Globo querem manter um status quo com força política não apenas para implementar estas reformas, como condições políticas e um grupo político para mantê-las e perpetuá-las. É neste ponto que Temer e Aécio encontram o caminho que os levam ao pelotão de fuzilamento.

Justificativa

Temer e Aécio tiveram a pena capital decretada não por corrupção, não sejamos ingênuos a este ponto.
Temer, por mais que negociasse com o congresso, por mais que desse ou tirasse cargos, tinha muitas dificuldades para implementar as reformas. A resistência popular demonstrada na Greve Geral, a resistência social dos sindicatos e movimentos organizados, enfraqueciam a possibilidade das reformas. E como Temer não conseguia executar a tarefa que lhe foi dada, havia se tornado descartável.
Aécio não conseguiu ser eleito pela elite em 2014, não conseguiu ser o líder da oposição nos anos seguintes, sofria de um ostracismo cada vez maior, mas, por mais incompetente que fosse ainda mantinha a presidência do principal partido que representa o status quo e o establishment. No entanto, mantê-lo no jogo mais atrapalhava o andamento da partida do que ajudava. Tanto Temer, como Aécio, são torres que poderiam ser sacrificadas para que o jogo não fosse perdido, neste momento um novo jogo dentro do jogo em vigência passa a ser jogado e reorganizado com outras e novas peças.

Hipóteses

O fracasso reformista de Temer e sua crescente impopularidade, não só pela falta de legitimidade do golpe, como a cleptocracia empoderada no seu governo, aliado a economia que não deu sinal de melhora, o aumento do desemprego, os escândalos e a antipatia popular, cada vez mais criavam as condições ideais para o regresso de Lula ao poder. Neste aspecto, Temer estava cada vez mais estabelecendo as bases e solo seguro para o qual Lula passearia fácil para o Planalto.
Aécio, assim como Serra, está doente. O problema de ambos são clínicos, um precisa ser encaminhado a uma clínica geriátrica e outro a uma clínica desintoxicação. Precisava ser tirado de circulação. Um tiro certeiro, que atingiu o seu cérebro e irmã Andréia Neves, foi um tiro de misericórdia. Alckmin é um fraco, deixou-se engolir pelo fake do Dória. E aqui está outro problema para as Organizações Globo.
A Globo não pode e não quer correr o risco de apostar suas fichas no new-Collor. Lembremos que a Globo não queria Dória nem para prefeito de São Paulo. O engoliu a seco. Na política, Dória faz o tipo outsider midiático não global, ou seja, não faz parte do finado “padrão Globo de qualidade”. Em uma eleição presidencial Dória pode incorrer em dois riscos: 1) perder a eleição para o discurso de um Lula ou um Ciro que o taxasse de aventureiro político-midiático; 2) ganhar a eleição e se transformar em um imponderável e incontrolável, como um Trump. As duas hipóteses são demasiado perigosas para a Globo. Portanto, foi necessário cortar na própria carne. Sacrificar Temer e jogar uma pá de cal no PSDB.

Metodologia

As denúncias vinculadas no último dia 17/05 poderiam ser anunciadas da seguinte forma: “Tirem as crianças da sala”.
A PGR mostrou neste jogo onde se separam os adultos das crianças, os homens dos meninos. Enquanto a força-tarefa de Curitiba coleciona tickets de pedágio, prisões irregulares, tentativas de pegadinhas, delações forjadas e contraditórias, que nada mais fazem que acumular nulidades às investigações além de se tornarem alvo do descrédito e ironia popular, a PGR montou uma operação com gravações, fotos, mochilas com chip e dinheiro identificado. Provas materiais que são apresentadas ao público de forma inconteste. Com esta metodologia, a PGR deu uma aula de delação premiada e de produção de provas.
Esta eficiente metodologia, também vazada para Globo, decretou a morte política de Aécio, abatido de imediato e de Temer que já está morto e apenas aguarda o desligamento dos aparelhos.

Custos

A Globo aposta em uma estratégia semelhante ao pós-Collor. Naquele momento, Lula caminhava a passos largos para o Planalto. Itamar não era o presidente dos sonhos, porém promoveu o Plano Real e a gestação de FHC. A mesma estratégia é adotada agora. Para isso, o editorial de O Globo é claro e objetivo: “a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê­lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações”. O que o jornal da família Marinho quer dizer com isso? Eleição indireta. Ou seja, a Globo quer, junto com o atual congresso nacional, costurar uma candidatura.
A Globo percebeu que Temer “não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado”. E diz que só “um governo com condições morais e éticas pode levá­lo adiante”. Um novo consenso de Paulista-Leblon se faz necessário. O custo Temer se tornou inviável.

Cronograma

O projeto global do qual estamos tratando aqui necessita, antes de mais nada, enterrar Temer o mais rápido possível, sem velório ou luto, para forjar um “novo Itamar” ou um “novo FHC” para criar uma bolha de otimismo midiático e derrotar Lula nas urnas. O que eliminaria a necessidade de um golpe dentro do golpe. Cármen Lúcia já declinou. Henrique Meirelles pode ser o candidato da ordem para o pós-Temer. Para isso, o cronograma prevê eleições indiretas e acordos de castas, consenso entre as elites, o congresso e o poder judiciário. Agora as Organizações Globo precisam de tempo para reorganizar o jogo e utilizar novas peças, que até agora estão escondidas. Acelerar o jogo para uma eleição direta é um risco que o status quo e o establishment não querem bancar.
Do outro lado da trincheira, o rei vermelho não foi derrubado por um tríplex.
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