sexta-feira, 26 de maio de 2017

26/5 - FOTOS e VÍDEOS - Folha Diferenciada DE 25/5

Folha Diferenciada


Posted: 25 May 2017 02:54 PM PDT

São mais de 400 fotos do peemedebista em momentos curiosos; confira a galeria


Por Redação


Michel Temer proibiu o uso de fotos oficiais para a produção de memes na internet e o PT, em protesto, disponibilizou um link com imagens para serem usadas livremente para este fim. A atitude do Palácio do Planalto surgiu depois que o peemedebista virou piada nas redes ao ser alvo da delação da empresa JBS.

O Departamento de Produção e Divulgação de Imagem da Presidência da República notificou blogs e páginas afirmando que as fotos só seriam liberadas para utilização jornalística. Para outras finalidades, seria necessária a autorização prévia.

Com isso, o Partido dos Trabalhadores resolveu abastecer os internautas com mais de 400 momentos curiosos de Temer. “Golpista enviou notificações para quem usou fotos oficiais em memes sobre a crise política. O PT coleciona imagens do usurpador com uso liberado, inclusive para memes”, diz a descrição da galeria. O fotógrafo Lula Marques, responsável pelos cliques, apoiou a iniciativa.

Para acessar, clique aqui.

Portal Fórum



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Posted: 25 May 2017 10:39 AM PDT

Com o governo de Michel Temer, rejeitado por 95% dos brasileiros, vivendo seus dias derradeiros, a Petrobras anunciou que não irá explorar cinco de oito campos do pré-sal que serão leiloados em outubro; a alegação da companhia, sob a gestão de Pedro Parente, é que a empresa não tem recursos para explorar uma riqueza que ela própria descobriu; com isso, enquanto todos os países do mundo cuidam de suas reservas energéticas, que são finitas, o Brasil abre caminho para que seu petróleo seja explorado por empresas como Shell, Exxon, Chevron e Total; com essa abertura, Temer cumpre uma das promessas do golpe parlamentar de 2016, que era a entrega do pré-sal; alguns presidenciáveis, no entanto, alertam que esses acordos são precários e serão revistos no futuro; "tudo que o Parente fizer será desfeito", avisa Ciro Gomes




247 – Com o governo de Michel Temer, rejeitado por 95% dos brasileiros, vivendo seus dias derradeiros, a Petrobras anunciou que não irá explorar cinco de oito campos do pré-sal que serão leiloados em outubro.

A alegação da companhia, sob a gestão de Pedro Parente, é que a empresa não tem recursos para explorar uma riqueza que ela própria descobriu.

Com isso, enquanto todos os países do mundo cuidam de suas reservas energéticas, o Brasil abre caminho para que seu petróleo seja explorado por empresas como Shell, Exxon, Chevron e Total.

Com essa abertura, Temer cumpre uma das promessas do golpe parlamentar de 2016, que era a entrega do pré-sal.

Alguns presidenciáveis, no entanto, alertam que esses acordos são precários e serão revistos no futuro. "Tudo que o Parente fizer será desfeito", avisa Ciro Gomes.

Abaixo, reportagem da Reuters:

Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Diante de restrições financeiras, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira que exercerá o direito de preferência em apenas três dos oito prospectos que serão ofertados nos dois leilões do pré-sal, sob regime de partilha, em outubro.

A Petrobras estimou em 810 milhões de reais o valor correspondente ao bônus de assinatura a ser pago pela companhia, considerando que os resultados dos leilões confirmem apenas as participações mínimas de 30 por cento indicadas em cada bloco.

Tal montante, disse o presidente da empresa Pedro Parente, equivale a 0,3 por cento do plano plurianual de investimento da companhia, de cerca de 74,1 bilhões de dólares, e não impacta as metas da petroleira, que busca reduzir seu elevado endividamento.

Na segunda rodada do pré-sal, a empresa informou que exercerá a preferência para a área unitizável adjacente ao campo de Sapinhoá, um dos maiores do Brasil já em produção, enquanto na terceira a estatal exercerá preferência nos prospectos exploratórios de Peroba e Alto de Cabo Frio Central.

"Todas as áreas são muito boas. Sem dúvida nenhuma, nem poderia ser diferente, as decisões (sobre a preferência) levaram em conta restrições de natureza financeira", afirmou o presidente da Petrobras a jornalistas, em conferência para tratar do tema.

A Reuters adiantou na noite de quarta-feira que a decisão da Petrobras sobre sua participação nos leilões do pré-sal seria anunciada nesta quinta-feira.

Ainda que considere mínimos os aportes com o bônus do pré-sal, perto dos investimentos totais previstos, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse que a empresa decidiu postergar atividades exploratórias no litoral da Bahia para fazer à participação da empresa no leilão.

Dessa forma, a empresa não precisará aumentar a previsão de investimentos em seu plano até 2021.

Em contrapartida, a empresa não descarta a possibilidade de ampliar o percentual de 30 por cento indicado para as áreas onde está exercendo seu direito de preferência, formando consórcios para participar das licitações.

Isso, em tese, abre espaço para a participação de grandes petroleiras globais nos leilões.

A companhia também disse que, nas áreas em que não exerceu direito de preferência, poderá participar em condições de igualdade com os demais licitantes, seja para atuação como operador ou como não-operador.

Enquanto busca reduzir sua enorme dívida, a maior para uma petroleira no mundo, com forte redução de custos e um bilionário plano de venda de ativos, a Petrobras não revelou de onde viriam novos recursos para possíveis participações maiores.

O presidente da Petrobras evitou dar detalhes sobre as estratégias definidas pela empresa até agora, mas destacou que deverá participar das licitações em consórcios.

"Nossa preferência sempre será para a formação de consórcios e não esperamos hipótese de não haver consórcio", afirmou Parente.

O executivo negou que já tenha conversado com petroleiras possivelmente interessadas nos leilões, mas destacou que pôde observar em viagens recentes ao exterior forte interesse de companhias multinacionais nos prospectos que serão ofertados.

POSSIBILIDADES ABERTAS

O executivo frisou ainda que as restrições financeiras terão que ser levadas em conta em suas futuras decisões, além das avaliações sobre os interesses da empresa na agregação de áreas exploratórias ao portfólio.

"Existe uma sequência de questões que se colocam de hoje até a realização do leilão que vão determinar várias possibilidades diferentes para decisões que a empresa tem que tomar, onde restrições financeiras especialmente no curto prazo certamente são relevantes", disse Parente.

O executivo destacou ainda que estuda participar da 14ª rodada de licitação de áreas exploratórias de petróleo e gás, sob regime de concessão, que ficam fora da área definida como pré-sal.

"(Na rodada de concessões) tem áreas que podem vir a ser do nosso interesse e que podem melhorar a resultante risco e retorno do nosso portfólio como um todo", afirmou.

Segundo a Petrobras, o investimento em áreas nesses leilões não impactará as metas de seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, como a de redução de sua dívida.

A segunda rodada vai oferecer aos investidores as áreas unitizáveis adjacentes aos prospectos de Carcará (bloco BM-S-8), Gato do Mato (bloco BM-S-54), Campo de Sapinhoá, na bacia de Santos, e Campo de Tartaruga Verde (jazida compartilhada de Tartaruga Mestiça), na bacia de Campos. Os bônus de assinatura totalizam 3,4 bilhões de reais.

A terceira rodada ofertará as áreas de Pau Brasil, Peroba e Alto de Cabo Frio Oeste, na Bacia de Santos, e a área de Alto de Cabo Frio Central, nas Bacias de Santos e Campos. O valor dos bônus de assinatura soma 4,35 bilhões de reais.

No regime de partilha, ganha o leilão aquele consórcio/empresa que oferecer o maior percentual de óleo ao governo.

Até hoje apenas um leilão foi realizado sob regime de partilha de produção, que foi com a oferta do promissor prospecto de Libra, em 2013.

Os próximos dois leilões serão os primeiros com a nova regra de direito de preferência da Petrobras.

No passado, a Petrobras era obrigada a ser operadora em todas as áreas do pré-sal. Na nova regra, além de ter o direito de decidir antes do leilão se será ou não operadora das áreas ofertadas, a empresa terá ainda o direito de confirmar seu interesse em ser a operadora no dia do leilão, caso a oferta vencedora esteja acima de sua capacidade financeira.

Se a empresa desistir de ser operadora, o consórcio vencedor irá decidir quem ficará com a parcela da Petrobras.

(Com reportagem adicional de Luciano Costa em São Paulo)




Brasil 24/7



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Posted: 25 May 2017 10:26 AM PDT
“Nunca misturei amizade com política ou negócios em nossa relação”

Luciano Huck e João Doria têm solução para lidar com lidar com problemas: tentam passar uma borracha.

Depois, cimentam com marketing e esperam que os otários comprem. Não compram, mas eles continuam na toada.

Doria, autor de uma ação higienista estúpida na cracolândia que resultou na mudança de endereço dos viciados, apareceu numa foto com Rocha Loures, o homem da mala de Temer, num encontro do Lide em Nova York.

Logo correu a apagar o registro de suas redes, como havia feito antes com outros colegas caídos em desgraça, como EIke Batista e Sergio Cabral.

Fará igual com o mentor Geraldo Alckmin e com Michel Temer tão logo eles forem enterrados.

É como se, tirando o retrato do álbum de fotos, o passado sujo desaparecesse. Os otários fingem que acreditam.

São todos da mesma turma e vieram do mesmo lugar. O estilo Doria e Huck deixa patente a facilidade com que jogam no mar quem não lhes seja mais útil.

Questão de caráter e oportunismo. Em entrevista à Folha, Luciano Huck mentiu ao alegar que não sabia por que as imagens com Aécio não estavam mais em seu Instagram.

“De coração, não sei te responder”, falou.

Fez a mesma coisa no caso dos 6 milhões de reais que ofereceu a duas escolas de samba para ser tema de enredo. Quando o assunto veio à tona, alegou que foi procurado por um homem cujo nome ele não lembra e que agiu à revelia.

Aécio não era simplesmente um conhecido. Frequentava a mansão de Huck e Angélica em Angra com a filha Gabriela. Huck estava no apartamento de Andrea Neves na noite da apuração de votos do segundo turno.

No Rio, a patota incluía Bernardinho e Alexandre Accioly, apontado como laranja de Aécio, compadre do mineiro. Huck foi sócio deles numa rede de sorveteria de iogurtes.

“É importante que se diga que nunca misturei amizade com política ou negócios em nossa relação”, afirma.

Falso. Usou o helicóptero do estado de Minas, emprestado por Aécio, para gravar um programa. O interesse de Huck era pegar carona em Aécio e faturar, inclusive em seus planos na política.

Agora que Aécio está destruído, não vale mais nada. Um estafeta é orientado a dar uma limpada no Face. É absolutamente inútil, já que está tudo no Google. Doria e Huck sabem disso, mas é mais forte do que eles.

Dois meninos mimados e desprezíveis. No “Grande Gatsby”, o narrador Nick descreve o casal de milionários Tom e Daisy Buchanan e o mundo psicológico dos ricos.

“Eles esmagam coisas e criaturas, e depois se escondem no seu dinheiro e vasta negligência, ou qualquer coisa que seja que os mantenha juntos, e deixam que outras pessoas limpem a sujeira que fizeram”, escreve Fitzgerald.

Assim farão com o Brasil. O que FCH chamou de novo na política é tão antigo quanto andar para trás.



DCM



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Posted: 25 May 2017 10:10 AM PDT


Impressionante.

Com vídeo e tudo, ficou pelos cantos do jornal a delação do executivo Ricardo Saud, da JBS, narrando, de viva voz, como intermediou com o ex-assessor do Planalto, Rodrigo Rocha Loures, a entrega semanal de uma mala com R$ 500 mil destinada a Michel Temer.

-Isto é uma aposentadoria para o Michel, diz o empresário.

Esteja ou não dizendo a verdade o fato é que há a entrega de ao menos uma delas, filmada, documentada e, depois, sumida e devolvida, ainda que com R$ 35 mil a menos.

Se fosse um ex-assessor de Lula e o dinheiro se destinasse a ele, a esta hora, estariam todos nas manchetes dos jornais e, provavelmente, numa cela em Curitiba, onde cavucam pedalinhos para leva-lo.

Quando a gente se depara com isso, dá vontade de rir da “briga” entre a Folha e a Globo, pelas acusações de proteção (ou ataque) ao presidente.

Desculpem o palpite de um velho jornalista: quem quisesse tombar a jato Michel Temer teria ali munição mais que suficiente.

O fato é que os jornais são cúmplices de uma articulação que só o sepultará quando já tiverem viabilizado seu delfim.

Eles já t~em o rei morto, mas não conseguiram achar o rei posto.

Repito o vídeo, para quem não viu.



TIJOLAÇO



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Posted: 25 May 2017 10:00 AM PDT

"O que se considera violência? Uma ruptura democrática, tirando uma presidente sem que tenha havido crime de responsabilidade não é violência? Um governo ilegítimo aprovando medidas que prejudicam um povo que não elegeu esse governo não é uma violência? O povo nas ruas, protestando e se excedendo, é só mais uma violência – uma contra-violência, na verdade."




Por Wagner Francesco.

Brasília pegou fogo – literalmente. Ministérios foram incendiados e houve “quebra-quebra”. Aqueles memes que vemos na internet, com Brasília sendo atacada por ETs ou por loucos como o presidente da Coreia do Norte enfim se materializaram. Junto com a materialização da revolta do povo cansado de um governo ilegítimo aparece o discurso romântico da burguesia – propondo uma “revolução pacífica”, “um embate nas urnas”. Em resumo: são adeptos do sexo virtual e do café descafeinado – ou das coisas sem as suas substâncias.



No prefácio do livro Violência: seis reflexões laterais, escrito pelo filósofo Slavoj Žižek, Jorge Luiz Souto Maior anotou:

“Acusam as manifestações populares de violentas, mas, em geral, elas são apenas reações a violências constantemente sofridas que não são chamadas por esse nome. O problema é que a revolta, materializada em ato coletivo, é muito mais facilmente visualizada. Essa violência concreta acaba sendo o argumento para a repressão institucionalizada, fazendo com que as vítimas reais sejam novamente violentadas.”

Eis então: as violências nas manifestações populares não são as causas, mas os efeitos. A causa é outra: o desmando e o ataque aos direitos do povo pobre do país. E, a propósito, não podemos falar sobre a dormência das esquerdas, sobretudo as que estiveram abraçadas com o Partido dos Trabalhadores e que mantiverem, diante do capital, sempre uma posição defensiva. Inclusive, as alianças que o PT fez foram parte dessa “atitude defensiva” frente ao capital, passando a ser um interlocutor dele.

Assim, escreveu o filósofo István Mészáros, em sua obra Para além do capital: rumo a uma teoria da transição:

“Desta nova posição defensiva foi possível ao movimento operário, em condições favoráveis (ao Capital), obter algumas vantagens para certos setores do movimento.” (p. 23)

E conclui o mesmo autor que:

“O papel defensivo adotado pelo movimento operário conferiu uma estranha forma de legitimidade ao modo de controle sociometabólico do capital, pois, por omissão, a postura defensiva representou, ostensivamente ou tacitamente, a aceitação da ordem política e econômica estabelecida como a estrutura necessária e pré-requisito das reivindicações que poderiam ser consideradas “realisticamente viáveis” entre as apresentadas.” (Para além do capital, p.24)

Adormecemos. E, quando acordamos, a burguesia tomou um susto. Querem que façamos barulho sem incomodar os vizinhos. Querem que reivindiquemos num sambódromo. Não se dão conta de que a violência é às vezes necessária. Aliás, o que se considera violência? Uma ruptura democrática, tirando uma presidente sem que tenha havido crime de responsabilidade não é violência? Um governo ilegítimo aprovando medidas que prejudicam um povo que não elegeu esse governo não é uma violência? O povo nas ruas, protestando e se excedendo, é só mais uma violência – uma contra-violência, na verdade. E lembremo-nos do que disse Tito Lívio: “é justa a guerra que é necessária e sagrada são as armas quando não há esperanças senão nelas”.

Lenin chamava de ilusão as pacíficas esperanças pequeno-burguesas em uma “coalizão” com a burguesia, na conciliação com ela, na possibilidade de esperar “tranquilamente” pelo dia de ir à urna votar. (“As tarefas da revolução”, Às portas da revolução, p. 131)

Esse movimento silencioso que setores conservadores da sociedade propõem é o silêncio de quem quer que alguma coisa mude, sem mudar nada de fato. Querem uma revolução sem revolução. Como pontuou Lenin: é ilusão. Nas palavras de Mészáros:

“Como detém o controle efetivo de todos os aspectos vitais do sociometabolismo, o capital tem condições de definir a esfera da legitimação política […] excluindo, assim, a priori, a possibilidade de ser legitimamente contestado em sua esfera substantiva de operação reprodutiva, socioeconômica.” (Para além do capital, p.29)

Não temos tempo para perder com romantismos. Não podemos permitir que nos acomodemos e retiremos da pauta uma ofensiva socialista que nos condenaria a impotência permanente. Dizia Lenin que “se esperarmos […] e deixarmos passar agora o momento, arruinaremos a revolução” (Às portas da revolução, p. 146). E complementa Mészáros:

“Vivemos hoje em um mundo firmemente mantido sob as rédeas do capital, numa era de promessas não-cumpridas e esperanças amargamente frustradas que, até o momento, só se sustentam por uma teimosa esperança. Portanto é compreensível que somente uma alternativa socialista radical ao modo de controle metabólico social tenha condições de oferecer uma solução viável para as contradições que surgem à nossa frente.” (Para além do capital, p.37)

Não há tempo para romantismo. Não se faz revolução com luva de seda. Que a Bastilha seja tomada. Fogo na Babilônia! Fora, Temer!

Referências

MÉSZÁROS, István. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Boitempo, 2002

Slavoj Žižek & Vladimir Lenin. Às portas da Revolução: escritos de Lenin de 1917. São Paulo: Boitempo, 2005

Slavoj Žižek. Violência: seis reflexões lateriais. São Paulo: Boitempo, 2014

Blog da Boitempo



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Posted: 25 May 2017 09:45 AM PDT

O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.



por: Maurício Abdalla
24 de maio de 2017

Crédito da Imagem: Mídia Ninja/cc

1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.



Maurício Abdalla é professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo


Le Monde Diplomatique



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Posted: 25 May 2017 09:34 AM PDT
Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça (30), por dois procedimentos supostamente abusivos contra o ex-presidente Lula. Um deles está relacionado ao vazamento de grampo de conversas de familiares do petista.

O Painel da Folha desta quinta (25) destacou que o "timing" do CNJ não poderia ser mais curioso. Isso porque, essa semana, houve uma crise entre Lava Jato e grande mídia por conta do vazamento de conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves.


No trecho divulgado, Reinaldo aparece criticando a cobertura de Veja sobre a delação da Odebrecht contra Aécio. O jornalista acabou pedindo demissão. E a grande mídia, solidária, pressionou de maneira que o ministro Edson Fachin devolveu o sigilo a uma parte da delação da JBS para proteger jornalistas.

Folha chegou a publicar, na edição de quarta (24): "A divulgação de conversas não relacionadas com investigações criminais está em desacordo com o princípio constitucional que garante a intimidade dos cidadãos."

A defesa dessa garantia constitucional, contudo, não foi feita em favor da família de Lula. Em março do ano passado, Marisa Letícia estampava capas de jornais porque a Lava Jato vazou áudio dela atacando paneleiros.

"Em meio à crise instalada pela divulgação do grampo feito por Joesley Batista com o presidente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) colocou na pauta da sessão de terça (30) dois procedimentos contra o juiz Sergio Moro. Um deles questiona a divulgação de conversas de Lula e seus familiares", disse o Painel.

Ainda segundo a coluna, o corregedor do CNJ também encaminhou pedido a Rodrigo Janot, procurador-Geral da República, e a Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, para obter informações a respeito de um juiz citado nas delações de Joesley Batista.

O juiz é Ricardo Leite, que também julga Lula, mas em Brasília, por obstrução de Justiça. O magistrado é suspeito de favorecer a JBS em ações penais.

GGN

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Posted: 25 May 2017 09:24 AM PDT

Em 2015, o então vice- presidente Michel Temer (PMDB-SP) afirmou em palestra em São Paulo, ao comentar os recordes negativos de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que “ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo”. “Se continuar assim, com 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil”, afirmou a empresários, em encontro promovido pela socialite Rosangela Lyra, do movimento Acorda, Brasil, de oposição à Dilma. Agora, pesquisas mostram que Temer chega a ter 1% no nordeste e 5% no restante do país. E o que ele faz para se manter na cadeira que ele tirou Dilma? Coloca as forças armadas para acabar com protesto contra ele. A imprensa, está achando tudo normal. Prefere tratar a manifestação como , quebra quebra, praça de guerra e depredação. Não diz, em mpmento algum que foi a maior manifestação contra o ilegítimo e golpista Temer

A popularidade do Michel Temer não ultrapassa os 5% e em algumas regiões metropolitanas do Nordeste do país ela é de apenas 1%. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo desta quinta-feira (25), e consta em relatório de pesquisas realizadas pelo próprio governo na internet.

As mesmas sondagens são preocupantes para governo também entre empresários e executivos. A maioria - os números não foram divulgados - revela descrença cada vez maior na continuidade do governo do peemedebista. Eles não acreditam na viabilidade de aprovação de reformas impopulares, como a trabalhista e a previdenciária.

As pesquisas internas confirmam o que institutos de pesquisa, como Ibope, Datafolha e Vox Populi, já afirmavam, antes mesmo da delação do dono da JBS, Joesley Batista, na qual Temer é acusado de dar aval para que o empresário mantivesse uma mesada para Eduardo Cunha (PMDB) com o objetivo de comprar o silêncio do deputado cassado, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

Como desdobramento das gravação de uma conversa com o empresário da JBS, Temer se tornou alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como corrupção, obstrução de justiça e formação de organização criminosa. A Corte Suprema aguarda a perícia da gravação feita pela Polícia Federal, que deve concluir a análise em 30 dias, para decidir se dá continuidade ou não à investigação.

Ainda contra Temer, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga no dia 6 de junho a ação do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por suposto abuso de poder político e econômico, por recebimento de recursos de empresas envolvidas na Lava Jato na campanha eleitoral de 2014.


Os Amigos do Presidente Lula



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Posted: 25 May 2017 09:16 AM PDT

O BRASIL NÃO É um país de metáforas, costuma dizer uma amiga. Por aqui, mar de lama são resíduos de barragem rompida, zica é questão de saúde pública e o partido da Ponte para o Futuro é o mesmo que derruba ciclovia em sua administração.Desta vez a não metáfora é uma manchete de portal: “Brasília está em chamas”.

E não só porque, um ano depois do impeachment, a capital é o cartão-postal de um país longe de ser pacificado, como garantiam os arquitetos da nova (nova?) ordem. Ou porque uma rebelião de partidos aliados promete deixar um presidente rejeitado pela opinião pública sangrando sozinho enquanto tenta, de forma patética, se defender da acusação de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. Ou porque um (outro) auxiliar do mandatário está preso junto com dois ex-governadores acusados de desvios nas obras do estádio Mané Garrincha, um elefante branco que recebeu mais recursos do que torcedores após a Copa do Mundo de inaceitáveis 12 sedes. Ou porque o Congresso tenta aprovar na marra as reformas igualmente rejeitadas pela população que não escolheu a agenda adotada pelo presidente que não foi eleito para o posto.

Brasília ficou literalmente em chamas após mais de 35 mil manifestantes se reunirem contra o governo e as reformas Trabalhista e da Previdência. Até onde se sabe, um grupo com cerca de 50 pessoas, após confusão com a polícia, promoveu quebra-quebra, incendiou os ministérios da Agricultura, da Fazenda e da Cultura e depredou outros dois prédios, segundo o UOL. Todos os prédios da Esplanada foram evacuados, e as imagens de documentos em chamas e de vidraças, persianas, paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, banheiros químicos arrebentados no entorno de Brasília se espalharam como num rastilho.

Fogo no Ministério da Agricultura durante protestos na Esplanada. Foto: AFP/Getty Images

Michel Temer decretou ação de garantia de lei e da ordem e, como se confirmasse o delírio de saudosos da ditadura que se multiplicaram em outras manifestações recentes pelo país, tropas federais cercaram o Palácio do Planalto e o Itamaraty.

A ação acontece no pior momento do governo Temer, que nos últimos dias parecia finalmente unificar a nação no sentido da rejeição.

Quem até ontem era chamado de revanchista por gritar “Fora, Temer” e acusar o chamado golpe parlamentar ganhava a companhia de parte da opinião pública que fatalmente acompanhou revoltada a escalada do noticiário contra um governo cercado por delinquentes de todo tipo.

Acuado e prestes a cair de maduro, Temer fatalmente usará as cenas como argumento político da ordem (a que ajudou a degringolar) contra o caos – este supostamente provocado por partidários interessados em sua queda. Sabe que, em boa parte da opinião pública, apenas o medo da “baderna”, citada há pouco pelo seu ministro da Defesa, Raul Jungmann, é maior do que a sua rejeição.


Em seu pronunciamento, o ministro justificou a convocação das tropas federais dizendo que a marcha, “prevista como pacífica, degringolou para a violência, desrespeito, ameaça às pessoas”. Segundo ele, “o presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna e o descontrole. E que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições”.

Sem força política, Temer ganhou uma brecha para fazer o que governantes impopulares fazem nas horas de desespero: apelar para o medo. Não faltará quem veja nessa brecha a chance de alimentar o seu próprio Reichstag. O mais provável, porém, é que as cenas do incêndio e da pancadaria em Brasília sirvam como epígrafe de um governo que prometeu pacificar o país e o devolveu em chamas.

The Intercept Brasil



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