sábado, 27 de maio de 2017

27/5 - Pragmatismo Político DE 26/5

Pragmatismo Político


Posted: 26 May 2017 03:00 PM PDT
Cláudia Cruz Marisa Letícia julgamento justiça moro condenação lava jato corrupção
Cláudia Cruz e Marisa Letícia (Imagem: Pragmatismo Político)
Jeferson Miola, Brasil 247
Sergio Moro foi um caçador implacável da Dona Marisa. O juiz-acusador perseguiu a ex-primeira dama com uma tal e eficiente obsessão que conseguiu, finalmente, condená-la à morte com um AVC.
À continuação, um odioso Moro, um ser possuído por sentimentos que são estranhos a pessoas justas e de bem, quis decretar a condenação eterna da Dona Marisa.
Ele descumpriu o Código de Processo Penal e relutou, por mais de 30 dias depois do óbito, em declarar a inocência da Dona Marisa.
O grande crime cometido por Marisa Letícia, na convicção do Moro e dos seus colegas justiceiros de Curitiba, foi ter sido a companheira de vida e de sonhos do ex-presidente Lula; a parceira do sonho de um Brasil digno, justo e democrático.
Neste 25 de maio de 2017, Moro trocou a toga daquele juiz-acusador que persegue obsessivamente Lula, pelo traje de advogado de defesa dos integrantes da sua classe – no caso, a família Cunha/Temer/Aécio.
Moro inocentou Cláudia Cruz, a “senhora” do presidiário Eduardo Cunha (como a burguesia patriarcal se referes às mulheres dos “chefes de família”), o integrante da camarilha e sócio de Michel Temer na conspiração que golpeou a Presidente Dilma.
A gentileza do Moro com Cláudia Cruz tem antecedentes. Sem a mínima plausibilidade, em 2016 ele decidiu devolver o passaporte dela, sendo ela ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas – ou seja, dinheiro depositado no estrangeiro.
Titular de contas milionárias na Suíça, a única maneira da Cláudia Cruz sair do país para, eventualmente, gerenciar as contas (os alegados trusts) da família, seria com o passaporte que Moro fez a deferência de mandar devolver-lhe (à Cláudia Cruz).
Na sentença, Moro entendeu, inacreditavelmente, que “não há provas” de que Cláudia Cruz conhecia e de que ela tenha se beneficiado da propina de contratos da Odebrecht com a Petrobras, recebida por Eduardo Cunha no contrato de exploração do campo de petróleo em Benin (sic).
O pagamento, através do cartão de crédito dela, das aulas de tênis do filho nos EUA a um custo de mais de US$ 100 mil (uma bagatela, a considerar o critério do Moro), e os gastos extravagantes com artigos de luxo em lojas de grife na Europa e EUA, estranhamente não foram levados em consideração por Moro e pelo MP.
Para dissimular a desfaçatez jurídica, no despacho Moro anotou uma “reprimenda” a Cláudia Cruz e registrou, simplesmente, que ela foi “negligente” (sic). “Zeloso” no cumprimento da Lei (como não é na condenação do Lula), Moro destacou, porém, que “negligência” não é suficiente para condenar alguém (sic).
Cada qual que tire as próprias conclusões.
Se, contudo, alguém ainda acreditar que a justiça é cega, que faça o teste.
Sugiro, todavia, que só testem “a imparcialidade e a isenção” da justiça aqueles seres humanos que não sejam negros, pobres, trabalhadores, subalternos e, principalmente, petistas, anticapitalistas e anti-imperialistas.
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Posted: 26 May 2017 02:49 PM PDT
policia federal segredo financiamento filme lava jato moro
Embora tenha conhecimento, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, afirmou que não vai revelar quem são os financiadores do filme “PF – A Lei é Para Todos”. A decisão de manter em segredo está expressa em resposta encaminhada ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), uma série de questionamentos sobre as possíveis ilegalidades na relação entre a PF e a equipe de filmagem.
Segundo Daiello, “a Polícia Federal teve acesso à relação de financiadores do filme, mas não é possível o fornecimento de tal documentação”. De acordo com a LAI, a recusa no fornecimento de informação constitui conduta ilícita que enseja responsabilidade do agente público ou militar.
Além de não revelar quem são os financiadores do filme, o diretor-geral admite ainda que a Polícia Federal colaborou com a equipe de filmagens, embora reconheça que “não tenham sido elaborados documentos” prevendo essa colaboração. Por outro lado, os produtores do filme desmentem Leandro Daiello e garantem, sim, que foi firmado um “acordo exclusivo de cooperação” com a PF.

Contrato de “boca”

Para Pimenta, na medida em que reconhece a inexistência de ato formal para a celebração de convênios entre PF e produtores do filme, Daiello confessa irregularidades de várias naturezas. “A falta de um ato formal, além de ser um escândalo, configura ato de improbidade administrativa. Como pode o diretor-geral da PF admitir que estabeleceu um contrato de ‘boca’ com a produção de um filme, em que seus financiadores são mantidos sob segredo para a população brasileira?”, questiona o deputado.
Para Pimenta, ao negar as informações solicitadas, o diretor-geral da PF acabou fornecendo um conjunto de elementos que revelam ilegalidades, e que agora serão levadas ao Ministério Público Federal, que já apura contra Leandro Daiello possível prática de ato de improbidade administrativa, peculato, abuso de autoridade e prevaricação por conta da relação – segundo Pimenta – “promíscua”, estabelecida entre a PF e os produtores do filme.

Financiadores

De acordo com informações recebidas pelo deputado Pimenta, há suspeitas de que a maior parte do filme é financiada por grandes empresas da indústria da carne, que foram beneficiadas por acordos de delação premiada. Como contrapartida, sequer foram instauradas contra essas empresas inquéritos para apurar efetivamente os crimes que tenham cometidos.
O filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos” – tem sido alvo de inúmeras críticas por ser uma peça de perseguição política. Em março deste ano, o delegado Igor Romário de Paula confessou que a PF gravou, sem autorização da Justiça, imagens internas do apartamento do ex-presidente Lula, durante condução coercitiva dele, em março de 2016. Segundo noticiado na imprensa, essas imagens foram entregues aos produtores do filme e à revista Veja. Em visita à sede da Polícia Federal de Curitiba, o ator Ary Fontoura, que participa do filme, confirmou as suspeitas sobre a colaboração ilegal cometida pela Polícia Federal: “Vim assistir às gravações que a PF fez da condução coercitiva do Lula”.
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Posted: 26 May 2017 02:40 PM PDT
procurador lava jato ironiza moro claúdia Cruz cunha
Carlos Fernando dos Santos Lima (reprodução)
O Procurador do Ministério Público Federal Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta sexta-feira (26) que o órgão vai recorrer da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que absolveu a jornalista Cláudia Cruz, esposa do ex-deputado Eduardo Cunha, do crime de lavagem de dinheiro.
De acordo Lima, parte dos valores de propina denunciados na 41ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje, chegou indiretamente à jornalista devido ao dinheiro destinado para Cunha.
Nós sabemos que parte desses valores [propina recebida por Cunha] foi utilizado por Cláudia para comprar bens de alto valor”. “Acredito que isso [a absolvição] decorre muito mais do coração generoso de Moro, que a absolveu por ser esposa de um criminoso, ligado a corrupção”, apontou durante coletiva de imprensa.
Lima defendeu a condenação da jornalista. “É ausente qualquer justificativa de ganhos desses valores do marido, que nada mais era do que deputado federal, com ganhos limitados. Ela tinha indicativos e conhecimentos culturais para saber que os valores eram frutos de dinheiro ilícito”, defendeu. “O gastá-lo ela cometeu o crime de lavagem. O ato dela não é justificável, é criminoso”, ressaltou.

Acusação

De acordo com o MPF, a jornalista também recebeu no exterior dinheiro de outras contas controladas pelo ex-deputado. O valor do contrato investigado era de US$ 34,5 milhões. A denúncia está vinculada a outra ação penal, remetida pelo Supremo Tribunal Federal (MPF) ao Paraná depois que Cunha perdeu a prerrogativa de foro privilegiado. O ex-deputado foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão. Na ação correlata, Cláudia Cruz foi acusada de ser beneficiária das contas atribuídas a Cunha na Suíça.
Os procuradores apontam que Cláudia tinha consciência dos crimes que praticava e controlava uma conta para pagar despesas variadas no exterior, incluindo gastos em restaurantes badalados e com objetos de grife.
Em depoimento, em novembro, a jornalista confirmou que usava um cartão de crédito internacional entre 2008 e 2015, mas alegou que só soube que era vinculado a uma conta no exterior, não declarada à justiça, quando as investigações da operação Lava Jato vieram a tona.
Na última terça-feira (16), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso impetrado pela defesa de Cláudia Cruz e manteve o julgamento da ação penal. A defesa argumentou que as provas enviadas pelo Ministério Público da Suíça não seriam válidas.
No entendimento do relator, ministro Felix Fischer, que foi acompanhado pelos demais, as informações são lícitas e que o processo deveria continuar. “Analisando os autos, constata-se que na Suíça foi instaurada investigação contra Cunha. Após trocas de informações entre os Ministérios Públicos da Suíça e do Brasil, e por considerarem que no Brasil processo teria mais êxito, houve concordância da remessa ao Brasil”, destacou o ministro.
Andreza Rossini, Paraná Portal
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Posted: 26 May 2017 12:38 PM PDT
doria doente higienista dependente químico
João Doria caminhando pelo Cracolândia (reprodução)
Jesse Navarro, DCM
Candidato a presidente, o “jestor” trapalhão e higienista João Doria se superou no uso da violência para ser notícia. Ele já tinha mostrado que era capaz de arrancar cobertor de morador de rua, mas isso não foi o suficiente. Desta vez, ele promoveu a barbárie em cima dos dependentes químicos com a desculpa de extinguir a Cracolândia.
Em parceria com Alckmin, lançou truculentamente 900 policiais e seus cachorros para cima dos usuários de drogas, passou o trator em hotéis e tendas com gente dentro e tudo e promoveu a internação involuntária e forçada dos dependentes químicos. Sua ação foi chamada de barbárie pelo Conselho Federal de Psicologia.
Aliás, não precisa ser especialista em psicologia para perceber que Doria é um bárbaro, um perigo para a cidade e sua população. Não vai demorar para esse sujeito provocar algo parecido ao que aconteceu no Rio de Janeiro no início do século passado, quando o médico higienista Oswaldo Cruz queria obrigar todos os cariocas a receberem uma suspeitíssima vacina contra a varíola, decisão que provocou até estado de sítio na cidade maravilhosa.
Os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força até nas partes íntimas. O centro do Rio de Janeiro virou um campo de batalha. A população reagiu quebrando lojas, bondes, foram feitas barricadas e arrancados trilhos, postes foram quebrados, até que governo foi obrigado a declarar mesmo estado de sítio na cidade. Isso há mais de um século e a história agora se repete, como farsa.
Sim, porque a remoção da Cracolândia é uma grande farsa. Ela sai dali e renasce nas ruas ao lado. Já está acontecendo. Nada mudou. Os “noias” estão lá, os traficantes, tudo se reconstruindo, só que nas ruas vizinhas à antiga feira das drogas. A brutalidade e a implantação de políticas higienistas nunca resolverão esse problema. Elas propagam a cultura do holocausto e da limpeza étnica, sua principal marca desde que chegou.
Seja com o projeto Cidade Linda, que pintou de cinza os muros da 23 de maio, acabando com diversos murais símbolos paulistanos do grafite reconhecidos mundialmente, seja com a mudança que fez no artigo da lei que antes proibia e agora permite a Guarda Civil retirar pertences dos moradores de rua.
Veja o fiasco que foi a Virada Cultural deste ano. Era previsível que Doria queria jogar água no chope da turma que curtia as famosas 24 horas ininterruptas de atrações culturais pela cidade. Ele anunciou no Carnaval que iria privatizar o Anhembi e concentrar a Virada no Autódromo de Interlagos.
Não fez uma coisa, nem outra, o evento foi uma bagunça, shows importantes foram cancelados por falta de público e bastões de plástico que eram dados como brindes pelo Bradesco viraram lixo nas ruas e ajudaram a entupir ainda mais nossos bueiros.
Já estaria ruim se Doria fosse apenas incompetente, mas o inaceitável é o fascismo embutido em suas ações. Não é exagero usar esse termo para definir seu governo. Ele quer varrer para baixo do tapete o que a sociedade criou com séculos de governos corruptos e distribuição desigual de riquezas: a proliferação de moradores de rua, doentes mentais, prostitutas, travestis, usuários de drogas, traficantes. Eles não podem existir na sua utópica Cidade Linda, então Doria quer escondê-los, interna-los à força, na linha do “como não sei, mas tem que ser feito”.
Haddad propunha com o projeto Braços Abertos a redução de danos ao usuário, oferecendo ao “noia” assistência social, atendimento em saúde, oportunidades de emprego e moradias. Dialogava com órgãos, entidade e coletivos na política pública sobre drogas e direitos humanos. Já Doria insiste na teoria de que todo dependente químico é um safado e sem-vergonha que deve ser trancafiado e sofrer um pouco para largar a mão de ser vagabundo.
Mesmo que a Organização Mundial de Saúde já tenha reconhecido que a dependência química é uma doença, com CID (Classificação Internacional de Doenças) e tudo. Mas, não. Tem que ser na porrada. Por que o “jestor” não ouviu o experiente Serra? Por pior que seja o político José Serra, temos que reconhecer que, em seus tempos de Ministro da Saúde, ele criou o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e acabou com quase todos os hospícios, fazendo valer o que prega a luta antimanicomial no Brasil.
Talvez não haja solução para o problema da Cracolândia, mas a barbárie contra os usuários realmente não é o melhor a ser feito. O fascismo é uma doença muito mais grave do que a dependência química e quem sofre com isso é o povo.
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Posted: 26 May 2017 12:26 PM PDT
cantora mallu desculpas vídeo racista desculpa
Clipe da música Você não presta (reprodução)
A cantora Mallu Magalhães lançou, na última sexta-feira (19), um vídeo inédito da faixa ‘Você não presta’, do seu novo álbum.
Mallu aparece dançando e cantando em uma série de cenários diferentes, acompanhada de bailarinos negros com os quais não interage.
Pouco após o lançamento, a produção acendeu uma discussão sobre racismo e apropriação cultural, sobretudo por uma cena na qual os dançarinos aparecem presos dentro de uma jaula enquanto a cantora aparece do lado de fora.
O clipe reforça a sexualidade do negro, pois todos estão com menos roupa que ela e besuntados em óleo. Isso é um estereótipo que precisa ser desconstruído“, escreveu uma internauta no YouTube. “Há um reforço de estereótipos dos negros que rebolam“, criticou outro.
Na quarta-feira (24), a cantora publicou em sua página oficial do Facebook uma mensagem para tentar esclarecer a polêmica.
Fico muito triste em saber que o clipe possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivas, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos“, escreveu.
A cantora ainda explica que seu trabalho pode suscitar diferentes interpretações, no entanto, por mais que exista por trás do vídeo uma determinada intencionalidade, Mallu afirma que não é possível controlar como as pessoas vão receber o material.
Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato“, pondera. “Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivam do clipe, mas gostaria de deixar claras minhas reais intenções“, diz.
A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d’Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo“, afirma. Mallu Magalhães revela, ainda, estar triste por ter decepcionado algumas pessoas, e ainda agradece por seus críticos terem se expressado. “Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música“, finaliza.
Abaixo, assista ao vídeo de Você não presta:
Confira o relato da artista:
com Estado de Minas
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Posted: 26 May 2017 12:17 PM PDT
massacre 24 de maio brasília protesto
Mais de 100 mil pessoas marcharam em Brasília no último dia 24 de maio por eleições diretas e contra as reformas que atingem os trabalhadores e aposentados.
Historiadores afirmaram que se tratou de uma das maiores manifestações já registradas em todos os tempos na capital do Brasil.
O presidente Michel Temer tentou esconder o protesto atrás de uma nuvem de gás.
Bombas foram atiradas de helicópteros contra a população e policiais militares dispararam arma de fogo em direção à multidão. Um homem ficou ferido em estado grave e respira por aparelhos.
Vídeos e imagens registraram o dia que foi marcado por lutas e também pela carnificina promovida pelas forças do estado (veja as 25 imagens mais marcantes aqui).
“A gente tá aqui lutando por nossos direitos, pelos seus direitos, por um Brasil melhor, e vocês estão nos massacrando! Vocês estão nos massacrando e protegendo esse congresso cheio de corruptos”, gritou uma mulher, emocionada, em direção aos policiais que disparavam tiros, sprays e bombas.
A mídia internacional repercutiu os protestos, alertando para a posição cada vez mais insustentável de Temer manter-se na Presidência.
Nas redes sociais, três vídeos se destacaram por captar o que realmente aconteceu e o sentimento de quem estava lá. Um dos vídeos a ser reproduzido por meios de comunicação de outros países. Assista:
(1)
(2)
(3)
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Posted: 26 May 2017 12:08 PM PDT
moro inocentar claúdia cruz eduardo cunha lula lava jato
Juiz Sérgio Moro, Claúdia Cruz e Lula (Imagem: Pragmatismo Político)
Fernando Brito, Tijolaço
Quais os fundamentos usados por Sérgio Moro para absolver Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha?
O primeiro é de que não foi possível, mesmo tendo saído das contas de Eduardo Cunha na Suíça, determinar que o dinheiro usado por Cláudia Cruz, na sua conta Köpek (cão, em turco) em suas gastanças em boates e outros estabelecimentos de luxo, vinha das operações corruptas do ex-presidente da Câmara:
Não obstante, até o momento, foi de fato possível rastrear somente os ativos recebidos em um acerto de corrupção, envolvendo o contrato de Benin, sendo que o produto respectivo, de USD 1,5 milhão não foi destinado, sequer em parte, à conta em nome da Köpek.
Portanto, Moro considera essencial que seja estabelecida a ligação material entre um gasto, embora vultoso, e um ato específico de corrupção.
A seguir, Moro diz:
Poderia, porém, a imputação do crime de lavagem sustentar-se tendo por antecedentes unicamente os crimes financeiros, ou seja, os ativos seriam provenientes de saldos em contas secretas no exterior e que não foram declaradas. Nesse ponto, porém, entendo que carece a imputação de suficiente prova do dolo. A acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi interrogada em Juízo. Alegou em síntese que era esposa de Eduardo Cosentino da Cunha, que confiava em seu marido e que desconhecia o envolvimento dele em crimes de corrupção.
Assim, o juiz considera que é preciso, para haver prova de dolo, conhecer o envolvimento de alguém em crime de corrupção. Se vale para uma companheira com quem se convive diariamente, tem de valer também para alguém com quem se tem uma relação mais distante, de amizade. Se um amigo pagar algo para mim – como, por exemplo, a guarda de algumas caixas – é preciso, para que haja prova de dolo, que eu saiba que eu conheça o “envolvimento dele em crimes de corrupção”.
Ele conclui, literalmente:
Cumpre observar que, de fato, não há prova de que ela tenha participado dos acertos de corrupção de Eduardo Cosentino da Cunha.
Não consta que o Dr. Sérgio Moro tenha sido obrigado ou induzido por alguém a este entendimento. Ninguém vai pensar, por exemplo, que a absolvição de Cláudia possa ser parte daquilo que se tratou na reunião entre Michel Temer e Joesley Batista como deixar “calmo” Eduardo Cunha.
Assim, bastam três questões para que o Dr. Moro não possa dar veredito igual ao caso de Lua:
a) mesmo admitindo que as obras no triplex do Guarujá fossem realizadas por vontade ou pedido do casal Marisa-Lula, há prova de que os recursos nela utilizados sejam os mesmos auferidos nos contratos entre a OAS e a Petrobras?
b) Marisa e Lula tinham a obrigação ou meios de saber das armações de diretores da Petrobras em contratos com a OAS?
c) Lula ou Marisa participaram destes acertos?
A resposta óbvia é “não”, evidentemente.
Ou será que, em relação a Lula, o que Moro diz em relação a Cláudia Cruz “não vem ao caso”?
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Posted: 26 May 2017 11:22 AM PDT
pretende doria cracolândia exterminar drogas
Dória caminha pela Cracolândia após megaoperação (reprodução)
Terminada a operação de higiene social na Cracolândia, com todo o autoritarismo e a violência que caracterizam o Prefeito e o Governador de São Paulo, percebe-se que há algo mais em jogo do que “apenas” uma operação midiática para supostamente acabar com o fluxo de drogas que ocorria naquela área.
O fim do Programa De Braços Abertos, sabe-se, não foi para dar lugar a uma alternativa de política pública. Nem o prefeito nem ninguém de seu governo está preocupado com o destino dos dependentes químicos que ali se encontravam. Querem que sumam, desapareçam, ou talvez morram, como deixa entender a ação de demolição de um prédio com gente dentro. Sim, com gente dentro. E o Prefeito, revivendo um caricato Jânio Quadros fora de época, achou por bem associar-se a essa imagem de desrespeito à vida subindo ele próprio em cima de uma escavadeira. Ao mesmo tempo, entrou na justiça solicitando o direito de internar compulsoriamente os dependentes químicos em “casas de recuperação”. Coisas já vistas em um período muito sombrio da história da humanidade.
Mas há incautos, ou não, que aplaudem. Acreditam realmente que é assim que se faz o atendimento público a uma das faces do problema das drogas. Uma das faces, sim, porque para os abastados o tráfico de drogas entregues a domicílio continua muito bem. Trata-se aqui do lado trágico da questão: o dos abandonados, dos dependentes desconectados da sociedade, da vida familiar, dos pobres a quem já não se dava lugar na nossa sociedade. Esta faceta da questão, que enseja enorme esforço social, humanitário, de saúde pública, como fazia o De Braços Abertos, é mais fácil tratar pelo viés do extermínio.
Por sorte ao menos um Promotor do Ministério Público, da Saúde, encarou esse escândalo e já se manifestou. Estranho o silêncio de grande parte do MP, se comparado ao esmero com que fiscalizavam até mesmo a forma de publicação da agenda do prefeito anterior. Pois bem, vale informar que o que parece vir daqui pra frente na região deve, ou deveria, dar-lhes bastante material de trabalho.
Pois a “ação antidrogas” é uma parte só dessa história, como vão revelando os fatos que se seguiram à bárbara ação policial inicial. No dia seguinte, as máquinas da prefeitura começaram a demolição de prédios na área da “Cracolândia”. O prefeito publicou um decreto, dia 19 de maio, declarando a área “de utilidade pública”, permitindo que imóveis sejam “desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo” para “implantação de equipamento público”. Embora isso não lhe dê direito de ir destruindo prédios por ai, parece que o Prefeito valeu-se dele para iniciar um novo processo, não mais de higiene social, mas de intervenção urbanística mesmo: a demolição do quarteirão inteiro. Vale observar que, para retirar as pessoas a força, o Prefeito teria que ter a imissão na posse expedida por algum juiz, dentro de um processo desapropriatório, o que é impossível ter ocorrido em menos de uma semana. Por sorte, hoje, a valente Defensoria Pública de São Paulo conseguiu que a justiça suspendesse as demolições.
Para contornar a lei, usa-se um velho expediente do autoritarismo: encontrar alguma irregularidade no imóvel que justifique uma ação de interdição (mesmo se é sabido que na cidade há shopping centers inteiros em situação irregular, sem sofrer nada do tipo). As reportagens na grande mídia de ontem, mostrando que bares formais foram fechados com justificativas pífias como a falta de extintores (clique aqui), evidenciam o uso desses velhos métodos autoritários para a retomada desse território da cidade. A construção midiática promovida pelo governo e obviamente assim aceita pelos jornalões é a de que ali todo mundo é bandido. Então, trabalhadores honestos que tinham lá seu comércio se viram sob ameaça policial tendo que tirar em duas horas tudo que tivessem porque as autoridades iam murar o bar. Afinal, “é tudo bandido”.
Mas o que estaria por trás dessa nova ação, agora de destruição física de vários quarteirões, a toque de caixa e sem mesmo retirar as pessoas de dentro? Quais interesses estariam escondidos pela cortina de fumaça da ação de higienização antidrogas?
O Prefeito de São Paulo contratou “por notório saber”, isto é, sem processo público de contratação, os serviços de Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, para realizar um projeto urbanístico para o Centro de São Paulo (clique aqui). Curiosamente, o mesmo arquiteto havia proposto um pouco antes, em conjunto com o mercado imobiliário, um projeto para a região, na prática nada mais do que um monte de prédios de negócios envidraçados por cima de toda a histórica região da luz. Uma típica ação de gentrificação, e substituição do centro velho por um distrito de negócios altamente elitizado. Para além das fotos publicadas em seu site e na época replicadas com entusiasmo pela imprensa, ninguém sabe do que se trata. Qual o projeto oficial feito para a Prefeitura? Aquele projeto, sintomaticamente chamado de Nova Luz (não é a primeira vez que se usa esse nome para projetos do tipo) não é sobre o quarteirão da Cracolândia, mas começa exatamente ao lado, como se vê na foto disponibilizada no site do arquiteto (veja aqui). Será que o que ele fez para a Prefeitura foi ampliado para o quarteirão ao lado, e engloba agora a Cracolândia? Estaria aí a explicação da ação do Prefeito?
pretende doria extermínio cracolândia expandir
É provável, já que em janeiro deste ano Dória anunciou oficialmente que estava solicitando ao mesmo Lerner um projeto específico para a Cracolândia, conforme anunciou à época o Estadão (leia aqui). Ao mesmo tempo, o Governo e a Prefeitura voltam a falar sobre a tal da PPP de habitação, que também ocorre na área, um modelo de produção de moradias que, pela matemática financeira que propõe, não atenderá os mais pobres. Tampouco aqueles que, sem ser viciados e muito menos traficantes, moravam e trabalhavam no quadrilátero agora destruído. Para os jovens estudantes de urbanismo, tá ai uma aula prática do que é gentrificação promovida pelo Estado. Com qual interesse?
A gestão passada aprovou instrumentos para promover a requalificação urbanística de áreas da cidade, como o PIU – Projeto de Intervenção Urbana, que pressupunham processos de consulta pública e assembleias participativas para aprovação do projeto pelos moradores. Não se pretendia que as mudanças na cidade fossem isentas da influência e do poder do capital imobiliário, pois isso não seria, hoje, possível. Mas se propunha que esses processos fossem discutidos e socialmente construídos, sujeitos minimamente às pressões da sociedade e às demandas dos moradores. Projetos, enfim, que partem do pressuposto do direito de estadia de quem mora no lugar, alavancando as potencialidades existentes para a recuperação da área com um impacto social menor, e não projetos de gabinete que propõe a extinção de tudo que exista no território para a promoção imobiliária pura e simples.
Mas é essa abordagem elitizada que, infelizmente, parece estar se iniciando na Cracolândia. Um projeto de cidade que ninguém viu, exceto nas imagens de propaganda divulgadas na mídia subserviente e acrítica. Quem participou da escolha de Lerner para uma intervenção tão ambiciosa na cidade? Quem teve acesso ao projeto? Onde foi discutido? Para quem foi apresentado? Sempre bom lembrar que os serviços de Lerner, segundo o que se soube na imprensa, foram “generosamente” financiados pelo setor imobiliário. Trecho de reportagem da Gazeta do Povo dizia o seguinte: “a contratação de Lerner foi possível por meio de uma parceria da administração municipal com a iniciativa privada. A contratação será financiada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP)“. Acho que não é preciso dizer mais nada. A “limpeza” da Cracolândia parece ganhar sentido.
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Posted: 26 May 2017 11:18 AM PDT
nova cracolândia joão doria
O Ministério Público de São Paulo já havia alertado o que agora se vê na prática: a cracolândia mudou de lugar e está em expansão.
Depois da ação de higienização promovida por João Doria (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) no último domingo (21), os dependentes químicos estão concentrando na praça Princesa Isabel, no centro da capital paulista.
Segundo informações da Guarda Civil Metropolitana, de quinta-feira (25) para hoje o número de viciados no local dobrou. Passou de 300 para 600.
Além disso, foram criadas 23 espécies de ‘minicracolândias’, como revelou reportagem publicada no portal UOL.
Na praça Princesa Isabel está a maior concentração de usuários. Na manhã desta sexta-feira (26), os viciados seguiam ocupando o bosque da praça. O vaivém do grupo, o chamado fluxo, pelo terreno, era interrompido com a abordagem de assistentes sociais que buscavam dar orientações para tirá-los dali.
De frente para a nova ocupação, o clima era de tensão. Os comerciantes da rua Guaianases se dizem prejudicados com a presença dos usuários.
A rua já registra casos de tentativa de furto, cortes de fiação de energia elétrica e redução significativa no número de clientes.
Um comerciante afirma que o número de refeições servidas no horário do almoço vem caindo desde a chegada dos viciados. Na quinta, a queda foi de 50%. “Vai ser o fim de uma era comercial na região”, disse.
Ele revelou ainda que foi obrigado a contratar um segurança, que fica na frente do estabelecimento, para tranquilizar os frequentadores.

Mais expansão

Todo esse número de cracolândias e de ‘minicracolândias’ pode aumentar ainda mais, segundo o promotor Arthur Pinto Filho, de Direitos Humanos na área da Saúde, já que os usuários que estavam na maior Cracolândia, a da Luz, se espalharam pela capital depois dessa operação conjunta do governo estadual e da Prefeitura para coibir o tráfico na região.
Ao invés de resolver problema da dependência, espalha pessoas e cria mais cracolândias e ‘minicracolândias'”, disse na terça-feira (23) o promotor Arthur à reportagem, criticando a ação que provocou a debandada dos usuários da Luz.
Novas operações similares às de domingo deverão ocorrer nas outras cracolândias e ‘minicracolândias’, segundo informou recentemente o prefeito João Doria (PSDB). Ele não antecipou, no entanto, quando e onde exatamente as ações ocorrerão.
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Posted: 26 May 2017 11:17 AM PDT
cuba testa medicamento combate alzheimer
O Centro de Imunologia Nuclear (CIM) de Cuba vai começar a testar em humanos o medicamento NeuroEpo, que tem o efeito de retardar os efeitos do mal de Alzheimer. Em análises iniciais, o fármaco – de produção 100% cubana – mostrou ter uma função neuroprotetora.
O medicamento será aplicado em pessoas que estejam nos estágios iniciais de Alzheimer. O remédio não evita e, tampouco, elimina a doença, mas pode trazer um alívio aos pacientes que estejam apresentando os primeiros sintomas.
Segundo Leslie Pérez, pesquisadora do CIM, a ideia é retardar a degeneração neurológica. “O objetivo do tratamento é ajudar a demorar esse processo degenerativo e melhorar a qualidade de vida da pessoa e da família”, disse ao jornal Granma. O Alzheimer não tem cura.
Atualmente, pelo menos 160 mil pessoas sofrem da doença em Cuba. Estudos mostram que esse número deve mais que dobrar até 2040, chegando a atingir 2,7% da população da ilha. O Alzheimer é a sexta causa de morte no país entre os maiores de 60 anos.
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