quarta-feira, 31 de maio de 2017

31/5 - Pragmatismo Político DE 30/5

Pragmatismo Político


Posted: 30 May 2017 07:21 PM PDT
faculdades de medicina mais médicos
Página reuniu as melhores fotos de estudantes e faculdades de medicina do Brasil que apoiaram cegamente Aécio Neves (PSDB) em 2014
O perfil do Twitter Aécio de Papelão divulgou, nesta semana, uma lista com as melhores fotos de estudantes e faculdades de medicina do Brasil que apoiaram cegamente Aécio Neves (PSDB) em 2014.
Nas eleições daquele ano, o candidato tucano obteve muito apoio de aspirantes a médicos que estavam ‘indignados’ com a chegada de profissionais cubanos no Brasil.
Ao comentar as imagens, o jornalista Leandro Fortes lembrou que grau escolaridade e alfabetização política nem sempre caminham juntas.
Não adianta ser ótimo aluno, ser a primeira da turma, passar em um vestibular dificílimo, mas ser uma toupeira política com a visão social de um bisturi. Os cursos de medicina viraram antros de playboys e patricinhas transbordando de ódio de classe e visão mercantilista do ofício. Sem falar nos neonazistas e apologistas do estupro. Não por outra razão, a categoria ficou tão incomodada com os médicos cubanos e com o viés social do programa Mais Médicos“, escreveu Fortes.
IMAGENS:
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Posted: 30 May 2017 12:54 PM PDT
casal prega quadro mulher negra
De acordo com Diretório Central Estudantil, casal tentou colocar na parede quadro com imagem de uma mulher negra, com sinais de mutilação e suásticas.
A reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apura denúncia do Diretório Central Estudantil (DCE) Mário Prata de que manifestações de apologia ao nazismo teriam sido feitas na sede da entidade estudantil por pessoas que não integram o diretório.
Na última sexta-feira (26), a universidade informou, em sua página na internet, que pretende acionar a polícia para investigar o caso.
A reitoria abrirá procedimento interno para averiguar o caso e registros de pichações de cunho nazista no campus. Também acionará as polícias Civil e Federal para apuração da apologia ao nazismo que, destacamos, configura crime. Trata-se de uma ação isolada, de ultradireita, que se manifesta de forma apócrifa justamente por não encontrar qualquer respaldo no corpo social da universidade”, diz nota da instituição.
A UFRJ pediu que a comunidade acadêmica não tolere manifestações do tipo e denuncie imediatamente à Ouvidoria Geral pelo e-mail ouvidoria@ouvidoria.ufrj.br. A universidade mantém ainda um endereço de e-mail para receber denúncias de casos de violência de qualquer tipo, o contato@naosecale.ufrj.br.
O Diretório Mário Prata usou a rede social Facebook para comunicar que fechou o salão do segundo andar de sua sede desde a última terça-feira, por causa do episódio.
Diretor de Políticas Educacionais do DCE, o estudante de direito Victor Davidovich, de 22 anos, disse que um casal entrou no salão portando um quadro com mensagens nazistas, insistindo em fixá-lo na parede.
O quadro mostrava a imagem de uma mulher negra, com sinais de mutilação e suásticas em volta”, relatou o estudante. Segundo Davidovich, outras pessoas presenciaram o ato.
Isso ofende qualquer um que tenha o mínimo senso de humanidade. Sempre convivemos na universidade com alguns casos de opressão, mas este é muito grave, porque é um ódio muito explícito. É uma coisa desavergonhada.
O fato teria causado a indignação de alunas que estavam no local. A Agência Brasil não conseguiu contato com testemunhas. Segundo o diretor do DCE, elas teriam discutido com a dupla e impedido que o quadro fosse deixado no prédio. De acordo com o DCE, banheiros e outros pontos do Campus Praia Vermelha foram alvo de pichações com símbolos nazistas, como a suástica.
Como reação, o diretório está organizando um debate sobre o uso dos espaços do DCE. O encontro está marcado para a tarde da próxima quinta-feira (1º). “Queremos convidar todos a debater os acontecimentos e, mais que isso, queremos construir um espaço que seja acolhedor”, diz nota sobre o evento no Facebook.
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Posted: 30 May 2017 12:39 PM PDT
decadência humorista notícia esfrega papel partes íntimas
Kiko Nogueira, DCM
Você sabe que um comediante acabou quando ele é notícia não por suas piadas, mas por esfregar papel em suas partes.
Danilo Gentili gravou um vídeo que extrapola qualquer noção de humor — e dá uma dimensão do grau de respeito que ele tem pela Justiça, por seu “público” e, no limite, por si mesmo.
Gentili aparece tripudiando de uma notificação enviada pela Procuradoria Parlamentar da Câmara de Deputados com reclamações da deputada Maria do Rosário.
Eram prints de tuítes com críticas dele a ela. Gentili faz um teatro, como se não tivesse lido a documentação.
O que que ela é?”, pergunta. Cobre um pedaço da palavra “deputada” com os dedos de modo a destacar o termo “puta”.
Então rasga as folhas e esfrega-as dentro de sua calça, em frente à câmera.
Para Maria do Rosário e para qualquer outro deputado, de qualquer outro partido: Eu que decido se você cala ou não a boca – nunca o contrário”, diz.
Ainda se deu ao trabalho de ir ao Correio mostrar que tinha mandado de volta o envelope.
Gentili estava desaparecido desde que o PT saiu do poder e seu único assunto acabou.
Ressurge agora com um show de sordidez com suas vítimas de sempre. É um fascistoide que só se explica no Brasil pós-golpe.
A coisa tem mais de 6 milhões de visualizações em sua página no Facebook.
É obra de um alguém extremamente perturbado. Dá pena. Não dele, evidentemente, mas do país que nós viramos.
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Posted: 30 May 2017 12:29 PM PDT
sergio moro lula auditoria petrobras kpmg
Sérgio Moro e Luiz Inácio Lula da Silva (Imagem: Pragmatismo Político)
A auditoria independente KPMG respondeu a um requerimento feito pelo juiz Sergio Moro, da Lava Jato, isentando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de participação em qualquer ato de irregularidade na Petrobras durante seu governo.
Esta é a segunda auditoria que afirma que Lula não se envolveu em irregularidades na estatal. A primeira foi a PricewaterhouseCoopers, maior empresa de auditoria do mundo, em abril desse ano (relembre aqui).
Não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito“, diz a KPMG, que auditou as contas da estatal entre 31.12.2006 e 31.12.2011. Confira o comunicado:
Em resposta ao ofício supra, a KPMG Auditores Independentes vem, respeitosamente, à presença de V.Exa, esclarecer que, durante a realização de auditoria das demonstrações contábeis da Petrobras, que abrangeu os exercícios sociais encerrados no período de 31.12.2006 e 31.12.2011, efetivada por meio de procedimentos e testes previstos nas normas profissionais de auditoria, não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito“.
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Posted: 30 May 2017 11:54 AM PDT
cnj julgamento sérgio moro grampos lula dilma ilegal
O Conselho Nacional de Justiça retirou da pauta desta terça (30) o julgamento do juiz Sergio Moro por vazamentos contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Deputados aliados ao antigo governo entraram com duas reclamações disciplinares, questionando possíveis abusos de Moro na divulgação de informações da Lava Jato à imprensa.
A retirada das duas ações disciplinares da pauta foi confirmada pelo advogado Cristiano Zanin, que na noite de segunda (29) já havia adiantado, numa rede social, a possibilidade de adiamento. Na sessão do dia 23 de maio, as ações disciplinares contra Moro também foram retiradas da pauta de julgamento.
RECURSO ADMINISTRATIVO NA RECLAMAÇÃO DISCIPLINAR 0001386-36.2016.2.00.0000
Relator: CONSELHEIRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
Requerentes:
JANDIRA FEGHALI
HENRIQUE FONTANA JUNIOR
WADIH DAMOUS
AFONSO FLORENCE
PAULO ROBERTO SEVERO PIMENTA
GILBERTO JOSÉ SPIER VARGAS
LUIZ PAULO TEIXEIRA FERREIRA
Requerido:
SÉRGIO FERNANDO MORO
Assunto: TRF 4ª Região – Apuração – Conduta – Infração Disciplinar – Magistrado.
RECURSO ADMINISTRATIVO NA RECLAMAÇÃO DISCIPLINAR 0001292-88.2016.2.00.0000
Relator: CONSELHEIRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
Requerentes:
ÂNGELA MARIA GOMES PORTELA
DIVINO DONIZETI BORGES NOGUEIRA
MARIA DE FÁTIMA BEZERRA
GLEISI HELENA HOFFMANN
JORGE NEY VIANA MACEDO NEVES
JOSÉ BARROSO PIMENTEL
LIDICE DE MATA E SOUZA
LUIZ LINDBERGH FARIAS FILHO
MARIA REGINA SOUSA
PAULO ROBERTO GALVÃO DA ROCHA
HUMERTO SÉRGIO COSTA LIMA
VANESSA GRAZZIONTIN
Requerido:
SÉRGIO FERNANDO MORO
Assunto: TRF 4º Região – Apuração – Conduta – Infração Disciplinar – Magistrado.
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Posted: 30 May 2017 11:22 AM PDT
leonardo boff brasil boa vontade cidadãos
Na sociedade brasileira atual grassa uma onda de ódio, raiva e dilaceração que raramente tivemos em nossa história. Chegamos a um ponto em que a má vontade generalizada impede qualquer convergência em função de uma saída da avassaladora crise que afeta toda a sociedade.
Immanuel Kant (1724-1804), o mais rigoroso pensador da ética no Ocidente moderno, fez uma afirmação de grandes consequências, em sua Fundamentação para uma metafísica dos costumes(1785): “Não é possível se pensar algo que, em qualquer lugar no mundo e mesmo fora dele, possa ser tido irrestritamente como bom senão a boa vontade (der gute Wille)”. Kant reconhece que qualquer projeto ético possui defeitos. Entretanto, todos os projetos possuem algo comum que é sem defeito: a boa vontade. Traduzindo seu difícil linguajar: a boa vontade é o único bem que é somente bom e ao qual não cabe nenhuma restrição. A boa vontade ou é só boa ou não é boa vontade.
Há aqui uma verdade com graves consequências: se a boa vontade não for a atitude prévia a tudo que pensarmos e fizermos, será impossível criar-se uma base comum que a todos envolva. Se malicio tudo, se tudo coloco sob suspeita e se não confio mais em ninguém, então, será impossível construir algo que congregue a todos. Dito positivamente: só contando com a boa vontade de todos posso construir algo bom para todos. Em momento de crise como o nosso, é a boa vontade o fator principal de união de todos para uma resposta viável que supere a crise.
Estas reflexões valem tanto para o mundo globalizado quanto para o Brasil atual. Se não houver boa vontade da grande maioria da humanidade, não vamos encontrar uma saída para a desesperadora crise social que dilacera as sociedades periféricas, nem uma solução para o alarme ecológico que põe em risco o sistema-Terra. Somente na COP 21 de Paris em dezembro de 2015 se chegou a um consenso mínimo no sentido de conter o aquecimento global. Ainda assim as decisões não eram vinculantes. Dependiam da boa vontade dos governos, o que não ocorreu, por exemplo, com o parlamento norte-americano que somente apoiou algumas medidas do Presidente Obama. Outros aprovam as medidas mas falta-lhes a boa vontade para implementá-las.
No Brasil, se não contarmos com a boa vontade da classe política, em grande parte corrompida e corruptora, nem com a boa vontade dos órgãos jurídicos e policiais jamais superaremos a corrupção que se encontra na estrutura mesma de nossa fraca democracia. Se essa boa vontade não estiver também nos movimentos sociais e na grande maioria dos cidadãos que com razão resistem às mudanças anti-populares, não haverá nada, nem governo, nem alguma liderança carismática, que sejam capazes de apontar para alternativas esperançadoras.
A boa vontade é a última tábua de salvação que nos resta. A situação mundial é uma calamidade. Vivemos em permanente estado de guerra civil mundial agravada pela arrogância do Presidente dos USA Donald Trump e pelo modo agressivo com que trata as relações internacionais. Não há ninguém, nem as duas Santidades, o Papa Francisco e o Dalai Lama, nem as elites intelectuais mundiais, nem a tecno-ciência que forneçam uma chave de encaminhamento global. Abstraindo os esotéricos que esperam soluções extra-terrestres, na verdade, dependemos unicamente da boa vontade de nós mesmos.
O Brasil reproduz, em miniatura, a dramaticidade mundial. A chaga social produzida em quinhentos anos de descaso com a coisa do povo significa uma sangria desatada. Nossas elites nunca pensaram uma solução para o Brasil como um todo mas somente para si. Estão mais empenhadas em defender seus privilégios que garantir direitos para todos. Está aqui a razão do golpe parlamentar que foi sustentado pelas elites opulentas que querem continuar com seu nível absurdo de acumulação, especialmente, o sistema financeiro e os bancos cujos lucros são inacreditáveis. Supõem um Brasil menor, para menos gente, favorecida pelo sistema econômico altamente competitivo que exclui milhões e não um Brasil para todos, incluindo as grandes maiorias marginalizadas.
Por isso, os que tiraram a Presidenta Dilma do poder por tramoias político-jurídicas, ousaram modificar a constituição em questões fundamentais para a grande maioria do povo, como a legislação trabalhista e a previdência social, que visam, em último termo, desmontar os benefícios socias de milhões, integrados na sociedade pelos dois governos anteriores e permitir um repasse fabuloso de riqueza às oligarquias endinheiradas, absolutamente descoladas do sofrimento do povo e com seu egoísmo pecaminoso.
Contrariamente ao povo brasileiro que historicamente mostrou imensa boa vontade, estas oligarquias se negam saldar a hipoteca de boa vontade que devem ao país.
Se a boa vontade é assim tão decisiva, então urge suscitá-la em todos. Em momento de risco, no caso do barco-Brasil afundando, todos, até os corruptores se sentem obrigados a ajudar com o que lhes resta de boa vontade. Já não contam as diferenças partidárias, mas o destino comum da nação que não pode cair na categoria de um país falido.
Em todos vigora um capital inestimável de boa vontade que pertence à nossa natureza de seres sociais. Se cada um, de fato, quisesse que o Brasil desse certo, com a boa vontade de todos, ele seguramente daria certo.
*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, professor, ecologista e escritor
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Posted: 30 May 2017 11:03 AM PDT
mateus ferreira manifestante cassetete pm
Mateus Ferreira ficou internado em estado grave por mais de 10 dias
Agredido por um policial militar em protesto na Greve Geral, em 28 de abril, o estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira, 33 anos, diz que ficou chocado com as imagens da agressão e que no momento chegou a achar que fosse um tiro.
Ele foi atingido no rosto por um cassetete pelo capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar na Praça do Bandeirante com a Avenida Anhanguera, no setor Central, em Goiânia.
Em entrevista exibida neste domingo (28) no Fantástico, programa da TV Globo, Mateus conta que não lembra detalhes do momento da agressão.
Eu perdi toda essa memória do dia do protesto. Mas a única coisa que eu me lembro foi do momento da agressão, que eu ouvi um estalo. Eu levei a mão à testa, senti o ferimento. E no momento até achei que fosse um tiro, não sabia o que era. Olhando o vídeo, pareceu muito gratuito. É bastante chocante pra mim.
Uma gravação divulgada nas redes sociais mostra a agressão ao estudante após confusão entre manifestantes e policiais. O protesto era contra as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo de Michel Temer.
O estudante passou 18 dias internado no Hospital de Urgências de Goiânia, sendo 11 dias em estado grave, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O golpe causou traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas e ele precisou passar por um procedimento de reconstrução facial.
Na primeira cirurgia, os médicos retiraram pedaços do osso quebrado. A segunda cirurgia foi para reconstruir a parte afetada pela pancada na testa. Mateus ainda está com mais de 30 pontos na testa.
Imagens das tomografias tiradas antes e depois do implante mostram o osso da testa de Mateus quebrado em pequenos pedaços, de acordo com o Fantástico. A testa foi reconstruída com pinos e cimento ortopédico.
Na entrevista, Mateus contou que tinha risco de vida que que “muita gente até acreditava que não ia sobreviver ou que ia ter muitas sequelas”. Ele está se recuperando em casa, em Goiânia, com ajuda de amigos.
O estudante disse que participou de outras manifestações antes e que no dia 28 usou um pano no rosto para se proteger. De acordo com investigadores, Mateus não tem antecedentes criminais nem registro de envolvimento em alguma confusão em protestos. anteriores.
É bastante comum em manifestações ter spray de pimenta, a polícia agir com spray de pimenta, bomba de gás. E, às vezes, a gente coloca um pano para se proteger mesmo. Não faço parte de nenhuma organização, de nenhum grupo, de partido, de nada. Estava lá como cidadão comum.
Identificado como autor da agressão, o capitão Augusto Sampaio foi afastado do cargo de subcomandante de um batalhão da PM em Goiânia e está exercendo funções administrativas. Em 4 de maio, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar abuso de autoridade do capitão.
Na ficha funciona de Sampaio, constam envolvido em outras quatro ocorrências de agressão em 12 anos, mas nenhuma punição. Também estão registrados elogios ao PM.
Questionado pelo Fantástico sobre como se sente em relação ao agressor, Mateus afirmou que a conduta da polícia é preocupante para a democracia porque pode diminuir a participação em manifestações.
Não sinto nada. Acho que, para mim, ele estava ali, ele se excedeu. Acho que foi uma violência fora do comum. Mas, especificamente contra ele, não tenho nada. A questão da violência em geral nos protestos é uma coisa que precisa ser debatida publicamente. Eu vejo como uma coisa preocupante para a democracia, para o país, de as pessoas terem esse medo de eventualmente participar de uma manifestação e sofrer uma situação de violência.
Huffington Post
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Posted: 30 May 2017 09:36 AM PDT
danilo gentili maria do rosário
Danilo Gentili expôs não só seu humor sem graça como também todo seu analfabetismo político, ao gravar um vídeo com sua reação a uma notificação da deputada Maria do Rosário, feita através da Procuradoria da Câmara dos Deputados.
— Eu pago o seu salário. Então eu decido se você cala ou não a boca, nunca o contrário – disse ele, no final de uma sequência de imagens de uma agressividade vulgar.
É comum gente ignorante como Danilo Gentilli se referir a parlamentares como seus servidores.
Na frente da Câmara Municipal de São Paulo, há anos um senhor vestindo capa preta e, às vezes, com um tridente e chifrinhos, como se fosse um diabo, usa um alto falante quase todos os dias para gritar que paga o salário dos vereadores e, portanto, todos eles são seus empregados.
Errado.
Tanto o diabo da Câmara como Danilo Gentilli não têm noção mínima do que é a representação proporcional em uma democracia.
Parlamentares têm mandato por delegação de seus eleitores e, em tese, a eles – e ao partido pelo qual se elegeu –, devem satisfação sobre seu trabalho.
Só a eles.
Pelo seu perfil e pelas suas manifestações, é razoável supor que Danilo não votou em parlamentares como Maria do Rosário – apostaria em Bolsonaro, mas como o voto é secreto deixo para lá.
Também não importa.
O fato é que Maria do Rosário assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados pela escolha de pessoas que não pensam como Danilo. Se dependesse dele, políticos como Maria do Rosário estariam lhe servindo água e café, como aquela assistente negra que ele exibe como um troféu em seu programa.
O salário de Maria do Rosário ou de Jair Bolsonaro é por pago por decisão da Constituição brasileira, que, pelo sistema de eleição proporcional, dá voz e, às vezes, poder aos mais diferentes segmentos da população.
É claro que há limites para a atuação de quem detém mandato.
Por exemplo, em tese — digo, em tese –, órgãos de fiscalização e controle existem para impedir que o dinheiro público seja usado fora do propósito de representação parlamentar.
Parlamentar não pode usar passagem aérea paga com verba de representação para fazer turismo.
Mas quem decide se o limite de gastos legais foi ultrapassado é o órgão de fiscalização e controle – pode ser uma corregedoria, mas pode ser também o Judiciário. Nunca o eleitor de outro representante.
Você pode dizer que determinado parlamentar é o representante do atraso – mas não pode dizer que ele não tem legitimidade para usar o dinheiro público, nos limites definidos por lei, para propagar suas ideias ou até mesmo, em nome de seus eleitores, se defender de ataques injuriosos ou difamatórios como, ao que parece, fez Danilo Gentilli em relação a Maria do Rosário – com ofensas de caráter pessoal, o que teria motivado a representação.
Há vinte dias, quando estive em Curitiba para cobrir o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, entrevistei algumas pessoas que tinham viajado de Natal, no Rio Grande do Norte, para Curitiba, para manifestar apoio ao juiz. Queria entender o que as motiva.
Uma senhora dizia coisas desconexas, como vincular o PT, Lula, Fernando Henrique Cardoso, o PSDB a uma conspiração planetária que resultou em ataques terroristas que já estariam ocorrendo no Brasil.
“Está sim, está sim”, disse ela repetidas vezes quando afirmei que não tinha notícia de nenhuma ocorrência nesse sentido.
Ela citou um confronto na Paulista — aquele em que manifestantes ligados ao MBL atacaram pessoas de origem árabe para protestar contra a recém aprovada lei de imigração.
Para ela e seus acompanhantes, todos de classe média, a nova legislação abriu as portas do Brasil para os terroristas.
Coisa de louco.
Igual aquela senhora que viu a bandeira japonesa numa exposição no Congresso Nacional e disse que era a prova de que queriam colocar a bola vermelha na Bandeira do Brasil, como representação de um poder comunista.
Ela e os manifestantes que viajaram de avião para apoiar Sérgio Moro em Curitiba se definem como de direita.
Não. Não são de direita. Como também não é Danilo Gentilli.
São apenas ignorantes, que seguem ídolos tão ignorantes como eles e se retroalimentam com porcarias como o que faz o apresentador do SBT.
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Posted: 30 May 2017 08:13 AM PDT
aécio neves michel temer
Em conversa gravada e entregue à Procuradoria-Geral da República pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ao empresário que pressionou o presidente Michel Temer (PMDB) para que realizasse mudanças na Polícia Federal. As informações são da Folha de S.Paulo.
A conversa foi gravada no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo. No encontro de Aécio com Joesley, o tucano disse ao empresário que o governo deveria aproveitar a crise gerada pela Operação Carne Fraca para fazer mudanças que incluíam a troca do diretor-geral da PF, Leandro Daiello.
Diante do comentário, Joesley ressaltou: “Não vai ter outra. Porque nós nunca tivemos uma chance onde a PF ficou por baixo, né?” Aécio concordou: “Aí vai ter quem vai falar, ‘é por causa da Lava Jato”’. No próprio comentário, o senador já emendou uma possível resposta que poderia ser dada pelo governo: “Não, é por causa da Carne Fraca”.
O nome de Daiello não é citado em nenhum momento da conversa, mas de forma cifrada, algumas referências são direcionadas a ele. “Tem que tirar esse cara”, disse Joesley. Aécio repetiu: “Tem que tirar esse cara”. Em um dos trechos, Aécio diz que “ele próprio [referência a Daiello] já estava preparado para sair”.
De acordo com Aécio, na conversa com Joesley, outros empresários estavam também preocupados e “pressionando” Temer pela mudança na PF. O tucano citou um jantar com o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, uma pessoa identificada como Pedro e Michel Temer.
“Pressionaram. A polícia tem que fazer um gesto. Errou. Não adianta os caras ficarem falando que não, a Polícia Federal tem que falar: ‘Ó, realmente foi um erro do delegado que, enfim, não dimensionou a porra. Era um negócio pontual. Em três lugares. Já está contido e tal’. O laudo, pãpãpã, e zarpar com esse cara”, disse o senador.
Na conversa, Aécio também faz críticas à nomeação de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça. De acordo com o senador, ele “não dá nenhum alô” – o comentário é uma referência a intervenção dele na Operação Lava Jato. Neste domingo (29), Temer tirou Serraglio do cargo e colocou Torquato Jardim.
Desde o dia 18 de maio, Aécio está afastado do cargo por uma decisão do ministro Edson Fachin, responsável pela Operação Lava Jato na Corte. A PGR havia pedido ainda a prisão preventiva do senador e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), mas o ministro negou. Alvo de seis inquéritos na Corte, Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em delação premiada.
Nos depoimentos de Joesley e de seu irmão Wesley Batista, Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. O empresário disse que o primeiro contato sobre o pedido do dinheiro foi realizado pela irmão de Aécio, Andrea Neves – presa em caráter preventivo desde o dia 18.
Congresso em Foco
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Posted: 29 May 2017 09:47 PM PDT
Danilo Gentili Maria do Rosário
O apresentador Danilo Gentili, do SBT, gravou um vídeo depois de receber uma notificação representada pela deputada Maria do Rosário (PT), ex-ministra dos Direitos Humanos.
O comunicador desdenhou do conteúdo, rasgou o documento, esfregou dentro da calça, envelopou e remeteu de volta à parlamentar. A reação foi filmada e postada na internet pelo próprio Gentili.
Ao fim do vídeo, ele dispara: “Nunca admita que qualquer deputado, senador, prefeito governador diga se você pode ou não falar alguma coisa. Sendo assim, Maria do Rosário, chegando a minha cartinha, abre ela, retira o conteúdo, sinta o cheiro do meu saco e abra a b**** e enfie no meio dela tudo isso aí que eu estou mandando para você”.
Em outro momento do vídeo, o humorista tapa parte do nome do cargo de Rosário e deixa visível apenas as letras “puta”.
A notificação judicial havia sido enviada pela Câmara dos Deputados em resposta ao conteúdo misógino e ofensivo postado pelo apresentador no Twitter sobre a parlamentar. Em uma delas, exibida no próprio vídeo, ele escreve: “Aí ela chama o cara de estuprador [referência a uma declaração de Maria do Rosário sobre o deputado Jair Bolsonaro] toma empurrão e dá chilique. Falsa e cínica para caraleo (sic)”.
Outra postagem diz: “Qdo alguem cuspir em vc devolva com um soco q @_mariadorosario aprova. Cuspir nela qdo ela o chamar de estuprador tb [em referência a uma cusparada dada pelo deputado Jean Wyllis em resposta a uma ofensa feita por Bolsonaro, no dia da votação do impeachment de Dilma]”.

Justiça

Ao comentar o vídeo, a Maria do Rosário lamentou a postura do apresentador.
“Sofri outro ataque daquele que se diz comediante. Comprova o viés machista e autoritário. Criminoso vai responder à Justiça. E assim será”, escreveu a deputada.
Maria do Rosário completou: “Sou mulher firme e de cabeça erguida. O cara usou a palavra Deputada destacando ‘Puta’? Não sou. Mas conheço muitas que podem lhe ensinar ética e respeito”.
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