quarta-feira, 3 de maio de 2017

3/5 - Pragmatismo Político DE 2/5

Pragmatismo Político


Posted: 02 May 2017 10:09 AM PDT
menina expulsa competição xadrez vestido provocativo malásia
Uma menina de 12 anos foi excluída de um torneio de xadrez na Malásia por usar um vestido considerado “provocativo” pelos organizadores, o que gerou uma onda de indignação no país de maioria muçulmana.
Após duas semanas de polêmica, a Federação Malaia de Xadrez convocou todas as partes a uma reunião para encontrar uma solução.
O treinador da enxadrista, Kaushal Khandar, exigiu um pedido de desculpas dos organizadores.
A jovem, de talento reconhecido, foi excluída do torneio nacional escolar no dia 14 de abril.
Ela se sentiu “perseguida e humilhada”, declarou Kaushal Khandar, que informou sobre a situação de sua pupila em sua página no Facebook.
Os organizadores informaram à enxadrista que seu vestido de manga curta e que chegava ao joelho era “provocativo” e gerava “uma tentação visto de certo ângulo, de muito longe”, contou Khandar.
Fico chocado e chateado que seu vestido seja considerado um problema”, declarou à AFP Sieh Kok Chi, ex-secretário-geral do Conselho Olímpico da Malásia.
Tem apenas 12 anos. Ninguém tem o direito de impor a ela suas regras. As autoridades do torneio de xadrez devem renunciar”, estimou.
A Malásia é um país muçulmano considerado moderado, mas a influência dos conservadores está em crescimento constante há alguns anos.
O secretário-geral da Federação de Xadrez, Nik Hishamuddin Nik Mustapa, disse à AFP que o código de vestimenta havia sido aplicado pelo fato de o torneio ser realizado em uma escola pública, onde as normas são mais rígidas.
AFP
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Posted: 02 May 2017 09:28 AM PDT
não dito manifestações globo mídia desonesta
Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político
Participei duma manifestação no agora histórico último 28 de abril. Presentes dezenas de pessoas. Não identifiquei vagabundos. Havia estudantes que terão que recuperar o dia letivo num sábado, com aulas lecionadas por professores que se faziam presentes. Também foram servidores do Município, do ex-estado do Rio Grande do Sul e da União. Todos já estão definindo a forma de compensar esse dia.
Eu sempre estou naturalmente com fome. E há horas sem comer e em pé e, posteriormente, caminhando, fiquei faminto. Não achei, contudo, a fila do pão com mortadela. Com toucinho, por favor. E nem com quem eu tinha que falar pra pegar meus trinta pilas, que ajudariam na gasolina.
Não foram queimados pneus ou lixeiras. O único fogo que vi foi dum senhor que acendia um cigarro noutro. Esse com certeza morrerá de câncer antes de conseguir se aposentar conforme a nova regra da Destruição da Previdência, proposta pelo governo golpista. O único ato de vandalismo que vi foi a ofensa à gramática nalguns cartazes. Não se separa o sujeito do verbo. O correto é: “quem votar a favor das reformas não voltará.” Sem vírgula em qualquer parte. E “fora Temer!” enseja o ponto de exclamação.
A manifestação foi apoiada por sindicatos. Pago por opção o sindicato que me representa. O único privilégio que tenho com isso é a tese de que ele defende meus interesses. Quando vou às assembleias, os custos com transporte correm à minha conta. E não falto o trabalho pra isso.
Alguns partidos políticos, de esquerda, obviamente, também organizaram as manifestações no Brasil. Na que participei, utilizaram o microfone pessoas que falaram mal de todos os partidos e um sindicalista discursou contra o Lula e o PT.
Trancamos duas vezes por quinze minutos a RS 122, uma das mais importantes e mais movimentadas do ex-Estado. Deixamos as ambulâncias passarem. Enquanto o trânsito – sagrado no Brasil – era interrompido, explicávamos aos motoristas o motivo da paralisação e entregávamos materiais. O primeiro veículo da fila era um caminhão da Brigada Militar, que ligou a sirene em nosso corroboramento. Pra cada dezena de buzinada de apoio, recebíamos, se muito, um xingamento. Além de vagabundo, éramos acusados, como se fosse ofensa, de petista.
Nossa manifestação foi relativamente pequena. Mas tenho convicção – que ter convicção, e apenas isso, parece estar na moda – que outras muito maiores e com a mesma pacificidade e apoio ocorreram. Só que essas não são divulgadas pela mídia. Não interessa à grande imprensa as legítimas manifestações contra as ilegítimas destruições.
*Delmar Bertuol é escritor, professor de história, membro da Academia Montenegrina de Letras e colaborou para Pragmatismo Político
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Posted: 02 May 2017 08:57 AM PDT
policial estudante grave goiás medalhas governo
Capitão da Polícia Militar Augusto Sampaio de Oliveira Neto (Imagem: Pragmatismo Político)
O capitão da Polícia Militar de Goiás Augusto Sampaio de Oliveira Neto, que deixou o estudante Mateus Ferreira da Silva em estado grave após acertá-lo na cabeça com um golpe de cassetete durante manifestação em Goiânia, já se envolveu em pelo menos outros quatro casos de agressão, inclusive contra menores em situação de rua. Segundo a TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, que teve acesso à ficha do policial, as denúncias ocorreram entre 2008 e 2010. Mesmo assim, a ficha dele reúne 34 elogios e nenhuma punição em seus 12 anos na corporação.
Subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Goiânia, o capitão recebeu duas medalhas do governo de Goiás, em 2016, pelo “desempenho de suas funções” e por “prestar relevantes serviços visando à preservação da ordem pública”.
Em entrevista à emissora goiana, o comandante-geral da PM de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, reconheceu que o policial reagiu de maneira desproporcional contra o manifestante. “Houve excesso, não há como fugir a esta situação, houve o excesso na ação praticada por esse policial militar e, em decorrência disso, o comando da instituição instaurou o inquérito policial militar que irá apurar as responsabilidade”, declarou.
Augusto Sampaio ficará afastado das ruas enquanto responder ao processo disciplinar interno. O capitão, que foi transferido para atividades administrativas, ainda não se manifestou sobre o assunto. Aluno de Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Mateus está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O estudante paulista, de 33 anos, também foi submetido a sessões de hemodiálise nessa segunda-feira (1º).
Fotos e vídeos que registraram o momento da agressão mostram que o cassetete do policial chegou a quebrar com a força do golpe na cabeça do estudante, que caiu ensanguentado e foi socorrido por colegas. Mateus participava de manifestação contra as reformas da Previdência e tributária no Centro de Goiânia quando foi atingido pelo capitão da PM.
Veja o vídeo da agressão:
A ação do policial foi criticada pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Ricardo Balestreri. Em nota publicada nas redes sociais, Balestreri ressaltou que todo PM sabe que não deve atingir ninguém na cabeça durante tentativa de imobilização. Segundo ele, nem sempre os policiais recebem os equipamentos e os treinamentos necessários para progressão da força.
Veja a nota do secretário de Segurança Pública:
“Hoje, um jornal local, exercendo com tranquilidade o seu direito democrático a opinar, questionou a condenação pública, por parte da nossa Secretaria e também do MP, da atitude do policial que feriu gravemente um estudante de sociologia, durante as últimas manifestações.
Com o cuidado de não fazer um juízo particular do estudante, o jornal amplia para uma análise generalizada e argui que um pequeno grupo de mascarados vandalizava e cometia violência e que é um erro limitar a intervenção da polícia, esperando que tudo se resolva candidamente com discursos de “paz e amor”.
Diante disso, é preciso deixar claro o que segue:
1. A polícia tem, sim, o direito e o dever de reprimir atos delinquenciais, sempre utilizando a boa técnica e o uso progressivo e proporcional da força, conforme estipulado pela ONU e por todos os bons procedimentos operacionais padrão;
2. Tal intervenção nunca tem como objetivo ferir as pessoas, mas imobiliza-las e conduzi-las a autoridade encarregada do processo de responsabilização;
3. Há sobradas técnicas de imobilizar e sabemos, realisticamente, que algumas delas podem causar ferimentos superficiais e traumatismos de pequena monta, às vezes inevitáveis. Muitas vezes isso é incontornável, mas difere radicalmente das práticas causadoras de traumatismos profundos e ferimentos com potencial mortal;
4. Todo policial tem o conhecimento elementar de que para imobilizar alguém não pode atingir a cabeça ou os genitais. Aliás, qualquer pessoa adulta e racional tem esse conhecimento;
5.Contudo, nem sempre a polícia recebe o nível sofisticado de capacitação que requer e os equipamentos não letais necessários para a progressão racional da força.
É preciso municiar o policial desses recursos que ele necessita. Estou há um mês e meio como secretário e lutando muito para melhorarmos o nível do equipamento e da capacitação. Há, sim, muitos gaps aí e a polícia precisa também ser cuidada com a merecida atenção.Não tenho o poder messiânico de resolver imediatamente mas tenho disposição firme de lutar por melhores condições de trabalho para a polícia.
A discussão, portanto, além de moral (o papel nobre do policial como operador do estado democrático de direito), é iminentemente técnica. Não se trata de “amarrar” a polícia, de impedi-la de agir. Nem de “dar razão ao outro lado”. Precisamos superar esse tipo de raciocínio polarizado, que hoje limita tanto a capacidade intelectual da nação brasileira.
A polícia tem que agir, e tem que agir com rigor e força contra as transgressões da lei.Mas a força e o rigor não podem gerar mais “ocorrências”, às vezes piores do que o ato delinquencial justamente combatido. Têm que ser técnicos, objetivos, legais, resolutivos e não agravadores do fato que transcorre.
É preciso, aliás, lembrar que é exatamente dessa forma correta que se porta a imensa maioria dos policiais.
A PM, todos os dias, salva vidas, garante direitos, cuida da população, especialmente da população mais humilde. E faz isso sob enorme risco da própria vida. É em defesa também desses bons policiais que precisamos isolar e condenar as más práticas. A polícia não merece ser contaminada pelo erro. É meu dever, como gestor público, preservar, promover e reconhecer o valor da polícia que dirijo. E mostrar que o erro não se confunde com todo o bem social que a polícia produz.
Não há, portanto, nenhuma contradição entre uma polícia forte e uma polícia respeitadora da boa técnica, da moralidade, da legalidade.
O corporativismo com o erro, ao contrário do que possa superficialmente parecer, não defende e não preza a instituição policial. O corporativismo com o erro é apenas uma forma de não honrar o trabalho dos bons policiais, dos cuidadores do povo, a imensa maioria.”
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Posted: 02 May 2017 08:41 AM PDT
Felipe Melo Palmeiras Bolsonaro
O jogador do Palmeiras, Felipe Melo
O jogador do Palmeiras, Felipe Melo, movimentou as redes sociais e as discussões no fim de semana ao gravar um vídeo de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Depois de ser questionado por torcedores e pela mídia, o jogador resolveu tirar a gravação do ar e disse que não quer mais falar sobre o deputado, que é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por incitação de crime de estupro.
Nas imagens, Felipe afirma que apoia o possível candidato à presidência da República e pede “pau nos vagabundos”.
“Deus abençoe todos os trabalhadores e pau nos vagabundos. Bolsonaro neles”, bradou.
O jogador diz não conhecer pessoalmente o deputado, que já apareceu publicamente em jogos do Palmeiras e se diz pessoalmente torcedor do clube.
Durante programa exibido pelo canal BandSports, o comentarista Neto, que também é conhecido por suas posições polêmicas e pela agressividade no discurso, criticou Felipe Melo pelo vídeo.
“Cada um apoia quem quiser, mas Bolsonaro, velho? Por isso o país vive nesse turbilhão de coisas. Dá moral para Bolsonaro? Que é homofóbico, o cara não gosta de gay, não gosta de trans, é só ver o que ele fala em todos os programas de televisão”, criticou Neto.
“Precisa mesmo fazer isso, tem necessidade disso?”, questionou o apresentador para Felipe Melo.
“Bolsonaro? Tá certo, parabéns para você. É isso aí que o Palmeiras ganha. Nosso país já está do jeito que está. Seja feliz”, completou logo depois, onde também citou que tem parentes na família que são homossexuais.

Bolsonaro e Felipe

Ao repudiar as declarações de Felipe Melo, o jornalista Júlio Gomes, do UOL, observa que o jogador e o deputado, na realidade, têm muitas coisas em comum.
Confira trechos do que escreveu Gomes sobre o assunto:
Bolsonaro tem uma plataforma política baseada no confronto, na violência como solução para violência, na agressão aos que discordam dele e seus métodos, menosprezo pelas minorias historicamente massacradas, glorificação de homens que cometeram crimes bárbaros na ditadura, estado policial.
Um surfa em um momento de baixa estima da sociedade para com os políticos, pagando de honesto ainda que faça parte deste mesmo sistema político há décadas e como se não tivesse sido eleito por um dos partidos, o PP, que mais estão metidos no mar de lama de Brasília. O outro surfa na carência de ídolos no futebol brasileiro e em um momento em que jogadores de futebol são vistos como mercenários.
O jeito de ser de Felipe Melo em campo tem mesmo muito a ver com Bolsonaro. É a truculência no futebol. A truculência na política. Se não está comigo, é meu inimigo. E meu inimigo eu trato na porrada mesmo.
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