sábado, 10 de junho de 2017

10/6 - Pragmatismo Político DE 9/6

Pragmatismo Político


Posted: 09 Jun 2017 08:19 AM PDT
alunos Ku Klux Klan Bahia
Alunos se vestiram de Ku Klux Klan e fizeram saudações nazistas em colégio de Salvador/BA
Imagens de estudantes do 3º ano do Colégio Anchieta, em Salvador, trajados como membros da Ku Klux Klan (KKK) estão provocando revolta nas redes sociais.
A Ku Klux Klan (KKK) é uma organização declaradamente racista que promove a superioridade dos brancos e pratica atos contra os negros nos Estados Unidos. O grupo já foi responsável por centenas de assassinatos de negros ao longo da história. A ‘KKK’ justifica sua homofobia, xenofobia e racismo com passagens da Bíblicas.
Os alunos da escola particular aparecem em pelo menos duas fotos publicadas na internet. Em uma delas, eles estão ao lado de um outro colega branco que faz uma saudação nazista.
Na outra imagem, os estudantes fantasiados de ‘KKK’ estão ao lado de um jovem negro. Curiosamente, o caso ocorreu na Bahia, estado que tem, proporcionalmente, o maior número de negros no Brasil.
As imagens vieram à tona depois que outros alunos, indignados com a postura dos colegas, resolveram divulgá-las nas redes sociais em tom crítico.
“O pior é que os garotos estavam cheios de orgulho desfilando dentro e fora da escola com essa fantasia. Fiquei extremamente incomodada”, disse uma das alunas em um perfil no Facebook.
“Pelo que foi relatado, esses alunos ‘fantasiados’ foram conduzidos de carro pelos próprios pais até o Colégio Anchieta e assim entraram/circularam pelas dependências sem nenhuma intervenção?”, questionou um internauta.

NOTA

A instituição de ensino divulgou uma nota afirmando que a encenação é “incoerente com os objetivos com a filosofia do Colégio Anchieta”.
O colégio ressaltou que não comunga com a ação dos alunos, mas alega que, “como educadores, sabemos que no trabalho com jovens, vez por outra, eles podem se equivocar no agir e no pensar, o que requer nossa orientação como parte efetiva de intervenção no mundo adolescente”.
As imagens dos estudantes baianos lembra casos semelhantes que aconteceram em duas festas escolares no Rio Grande do Sul. Na ocasião, os alunos se vestiram de empregadas domésticas, mecânicos e garis no evento batizado de “Se nada der certo”, em alusão a atividades que fariam caso seus planos de vida fracassassem.
ku klux klan colégio bahia
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Posted: 09 Jun 2017 07:58 AM PDT
maiores potências militares mundo 2017 eua
Maiores potências militares do mundo (Imagem: Pragmatismo Político)
Todos os anos, o site Global Firepower (GF) elabora um ranking no qual classifica 125 países de acordo com a sua força militar.
Para tanto, são analisados mais de 50 fatores, compilados a partir de informações apuradas junto a diversas fontes. Dentre eles, os recursos logísticos e financeiros disponíveis e a geografia do país em questão. Com essas informações, é então produzido o Power Index.
O site observa que alguns fatores têm maior peso sobre a conta final. A população de um país, por exemplo, é algo que impacta diretamente na pontuação e, portanto, no posicionamento no ranking, já que aqueles mais populosos têm mais pessoas disponíveis para o serviço militar.
Contudo, vale notar que o ranking não leva em conta aspectos importantes na análise de capacidades militares como, por exemplo, os arsenais nucleares. No entanto, aqueles reconhecidamente existentes garantem um bônus ao país.
Outro ponto que o índice não esclarece é em relação aos aspectos qualitativos do poderio de um país. A Coreia do Norte, por exemplo, que está nas primeiras posições do ranking, tem suas capacidades frequentemente questionadas por analistas, apesar dos testes balísticos que vem conduzindo.
Um exemplo de ceticismo da comunidade internacional está em sua frota de submarinos, cujo tamanho ninguém realmente sabe. Suspeita-se que ela seja composta por modelos ultrapassados quando comparados com os de outros países, como os Estados Unidos, a quem o regime vem desafiando nos últimos meses.
Limitações colocadas, a lista do GF não deixa de ser um levantamento interessante do ponto de vista ilustrativo que mostra um pouco do panorama atual das forças armadas em um momento em que o mundo observa com atenção a escalada de tensões em diferentes regiões.
Abaixo, EXAME.com selecionou os países que ocupam os 25 primeiros lugares e mostra algumas informações sobre sua estrutura militar, como o orçamento para a defesa, efetivo na ativa, além da classificação no ranking de 2016.

Acompanhe abaixo:

1º — Estados Unidos
Pontuação geral: 0.0883
Orçamento da Defesa: 587 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 2,5 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 1º posição
2º — Rússia
Pontuação geral: 0.0955
Orçamento da Defesa: 44 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 3 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 2º posição
3º — China
Pontuação geral: 0.0971
Orçamento da Defesa: 161 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 4,6 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 3º posição
4º — Índia
Pontuação geral: 0.1651
Orçamento da Defesa: 51 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 3,4 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 4º posição
5º — França
Pontuação geral: 0.1985
Orçamento da Defesa: 35 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 401 mil pessoas
Classificação em 2016: 5º posição
6º — Reino Unido
Pontuação geral: 0.2181
Orçamento da Defesa: 45,7 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 197 mil pessoas
Classificação em 2016: 6º posição
7º — Japão
Pontuação geral: 0.2211
Orçamento da Defesa: 43,8 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 308 mil pessoas
Classificação em 2016: 7º posição
8º — Turquia
Pontuação geral: 0.2594
Orçamento da Defesa: 8,2 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 596 mil pessoas
Classificação em 2016: 8º posição
9º — Alemanha
Pontuação geral: 0.2614
Orçamento da Defesa: 39,2 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 325 mil pessoas
Classificação em 2016: 9º posição
10º — Itália
Pontuação geral: 0.2751
Orçamento da Defesa: 34 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 362 mil pessoas
Classificação em 2016: 10º posição
11º — Coreia do Sul
Pontuação geral: 0.2755
Orçamento da Defesa: 43,8 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 3,5 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 11º posição
12º — Egito
Pontuação geral: 0.2782
Orçamento da Defesa: 4,4 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 1,2 milhão de pessoas
Classificação em 2016: 12º posição
13º — Paquistão
Pontuação geral: 0.3341
Orçamento da Defesa: 7 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 1,1 milhão de pessoas
Classificação em 2016: 13º posição
14º — Indonésia
Pontuação geral: 0.3444
Orçamento da Defesa: 6,9 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 876 mil pessoas
Classificação em 2016: 14º posição
15º — Israel
Pontuação geral: 0.3444
Orçamento da Defesa: 15,5 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 790 mil pessoas
Classificação em 2016: 16º posição
16º — Vietnã
Pontuação geral: 0.3672
Orçamento da Defesa: 3,3 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 5,4 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 17º posição
17º — Brasil
Pontuação geral: 0.3741
Orçamento da Defesa: 24,5 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 2,1 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 15º posição
18º — Polônia
Pontuação geral: 0.3845
Orçamento da Defesa: 9,3 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 527 mil pessoas
Classificação em 2016: 18º posição
19º — Taiwan*
Pontuação geral: 0.3871
Orçamento da Defesa: 11 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 1,9 milhão de pessoas
Classificação em 2016: 19º posição
20º — Irã
Pontuação geral: 0.3992
Orçamento da Defesa: 6,3 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 2,3 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 21º posição
21º — Tailândia
Pontuação geral: 0.4028
Orçamento da Defesa: 5,3 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 555 mil pessoas
Classificação em 2016: 20º posição
22º — Austrália
Pontuação geral: 0.4141
Orçamento da Defesa: 24 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 104 mil pessoas
Classificação em 2016: 23º posição
23º — Coreia do Norte
Pontuação geral: 0.4293
Orçamento da Defesa: 7,5 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 5,2 milhões de pessoas
Classificação em 2016: 23º posição
24º — Arábia Saudita
Pontuação geral: 0.4417
Orçamento da Defesa: 57 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 260 mil pessoas
Classificação em 2016: 24º posição
25º — Canadá
Pontuação geral: 0.4431
Orçamento da Defesa: 15,5 bilhões de dólares
Efetivo (ativo e reserva): 146 mil pessoas
Classificação em 2016: 22º posição
Gabriela Ruic, Exame
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Posted: 09 Jun 2017 07:47 AM PDT
breno médica cuidar omitiu socorro
Eu gosto de socorrer. Gosto de salvar vidas. O que ela fez não existe. Ela omitiu socorro. Não importa a idade. Se tem um, dois, mil anos. É uma vida e a gente tem que socorrer. A empresa, eu e a técnica fizemos tudo que podíamos ter feito. Tentamos convencê-la. É de uma tristeza sem fim“.
O depoimento acima é de Robson Oliveira, de 50 anos, motorista da ambulância que levava a médica que omitiu socorro ao pequeno Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses. A criança morreu cerca de uma hora e meia depois que a profissional se recusou a atendê-lo.
Robson trabalha como socorrista desde 2013. O motorista disse à Polícia Civil que está inconsolável desde que recebeu a notícia sobre a morte de Breno.
Segundo Robson, a médica Haydee Marques, de 59 anos, havia acabado de iniciar o plantão. A equipe seguia para uma ocorrência na Penha, na Zona Norte do Rio. No entanto, quando passavam pelo Recreio dos Bandeirantes, receberam um “código vermelho”.
Breno sofria de uma doença neurológica rara, a síndrome de Ohtahara, que provoca consulsões severas. Na quarta-feira, ele apresentou um quadro infeccioso, e a família chamou uma ambulância da Cuidar Emergências Médicas, através do plano de saúde Unimed-Rio.
O veículo chegou ao prédio pouco depois de 9h, mas a médica decidiu não socorrer o paciente e foi embora. Segundo a diretoria da Cuidar, ela decidiu não prestar atendimento quando soube que o paciente era uma criança, alegando que não é pediatra, mas, sim, anestesista.
“Como trabalhamos com a UTI Móvel, trabalhamos com agilidade. Fui o mais rápido que pude. Quando chegamos lá, pedi para o porteiro anunciar a chegada da ambulância. Enquanto ele foi fazer o contato, a doutora pediu à tecnica de enfermagem as informações sobre o paciente. Quando ela falou o nome, a médica logo pediu a idade. Ela disse “tem um ano”. Depois disso, a médica começou a gritar, fez um escândalo e disse que era para irmos embora. Ela rasgou a guia de internação e ficou histérica”, contou Robson ao jornal Extra.
Robson disse ainda que ele e a colega tentaram acalmar a médica e convencê-la a fazer o atendimento. Mas foi em vão.
“Tentamos convencer, falar que a criança precisava. A técnica ainda falou “doutora, vai ser rápido. Fazemos o atendimento, levamos ele e vai ser bem rápido”. Mas ela não parava de gritar. Começou a discutir comigo e se recusou a atender. Eu acionei a base e avisei que a médica não queria atender o paciente. Eles perguntaram o que tinha acontecido e me pediram para aguardar o retorno”, contou.
De acordo com o motorista, após a resposta da empresa, a profissional pediu que fossem embora. Ele, então, fez o retorno para deixar o condomínio.
“Ela estava muito nervosa e gritava muito. Dentro da ambulância, o médico é a autoridade. Saímos segundo as ordens dela e íamos aguardar o retorno da base do lado de fora. Ela desceu da ambulância e foi embora. Eu e a técnica avisamos a empresa e aguardamos a ordem de retornar para a base. A empresa me ligou e me pediu para que voltássemos porque outra ambulância estava a caminho. Ela se omitiu. A empresa mandou a ambulância e ela se omitiu”, disse.
Robson somente soube da morte de Breno quando chegou à sede da empresa.
“Quando cheguei, todo mundo já sabia. Foi quando me contaram que o paciente que eu ia atender tinha vindo a óbito. Isso acabou comigo”, lamentou.

“Começando o plantão”

O presidente da “Cuidar Emergências Médicas”, Orlando Rubens Lisboa Corrêa, empresa responsável pelo serviço de atendimento que trabalha a médica que se recusou a atender Breno, revelou que ela não estava no final do plantão e sim começando o turno, contrariando o que a profissional disse para não atender a criança, segundo os pais da vítima.
“Ela começou às sete da manhã o plantão. Se não era o primeiro, era o segundo atendimento dela. Ela estava próximo do condomínio e chegou com rapidez”, afirmou, confirmando o depoimento do motorista Robson Oliveira.

Demissão

Nesta quinta-feira (8), a médica foi demitida pela Cuidar, empresa que presta serviço para o plano de saúde Unimed.
De acordo com a Policia Civil, agentes analisaram as imagens das câmeras de segurança e disseram que há indícios dos crimes de homicídio culposo e supressão de documento.
“A delegada que presidiu o inquérito no momento do registro informou que a médica, na situação em que teriam ocorrido os fatos, era agente garantidora da vida do bebê e por isso poderá responder por homicídio culposo com aumento de pena por inobservância de regra técnica de profissão”, disse a Polícia Civil em nota.
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu sindicância para apurar o caso.
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Posted: 09 Jun 2017 07:36 AM PDT
relação sérgio moro cia eua fbi lava jato pré sal
Daniel Giovanaz, Brasil de Fato
Em julho de 2016, a filósofa Marilena Chauí afirmou que o juiz de primeira instância Sérgio Moro havia sido “treinado pelo FBI” para atender aos interesses estadunidenses na condução da operação Lava Jato. O vídeo, publicado pelo Nocaute TV, teve mais de 160 mil visualizações e estimulou debates sobre o tema entre juristas, historiadores, cientistas políticos e sociólogos brasileiros.
Para aqueles que acreditam em uma relação estratégica entre Moro e os Estados Unidos, a hipótese levantada por Marilena Chauí encontra respaldo em um documento vazado pelo WikiLeaks em 30 de outubro de 2009. WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, com sede na Suécia, que publica em sua página informações “vazadas” de governos ou empresas sobre assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência oferecida no Rio de Janeiro pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”, em uma tradução literal), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.

Cooperação suspeita

Segundo aquele documento, os juristas brasileiros que participaram da conferência, com o pretexto de “combate ao terrorismo”, sinalizaram às autoridades estadunidenses – como a Conselheira Residente para Questões Legais da Embaixada dos EUA – certa “incapacidade” no uso do Código Penal. Sérgio Moro, particularmente, foi chamado a apresentar os dilemas mais frequentes nos casos de lavagem de dinheiro nas cortes brasileiras.
Entre as conclusões vazadas pelo WikiLeaks sobre aquela conferência, os responsáveis pelo Projeto Pontes listaram a “necessidade continuada de assegurar treinamento a juízes federais e estaduais no Brasil para enfrentar o financiamento ilícito de conduta criminosa”. Segundo eles, a estratégia deveria “ser de longo prazo e coincidir com a formação de forças-tarefa de treinamento”, que poderiam ocorrer em “São Paulo, Campo Grande ou Curitiba”.
Cinco anos depois do evento no Rio de Janeiro, a deflagração da operação Lava Jato demonstrou o “aperfeiçoamento” do Poder Judiciário nas investigações sobre caixa 2 e lavagem de dinheiro no Brasil. Ao mesmo tempo, instaurou no país um clima de instabilidade política interessante aos Estados Unidos.

Os EUA e o pré-sal

Os Estados Unidos sempre se colocaram à disposição para colaborar com o avanço da operação Lava Jato. Em um dos poucos casos em que essa cooperação se tornou pública, em 2015, autoridades estadunidenses aceitaram um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para rastrear depósitos que permitissem desmontar a engrenagem montada pela empreiteira Odebrecht para pagamentos de propina no exterior.
Documentos classificados como ultrassecretos pela Agência de Segurança Nacional Norte-Americana (NSA), vazados em 2013, revelaram que Dilma e seus principais assessores eram alvo direto de espionagem pelo governo estadunidense.
Assim como é impossível desvincular a operação Lava Jato da conjuntura política de instabilidade que resultou no golpe contra Dilma Rousseff (PT), são evidentes as vantagens obtidas pelos Estados Unidos com a mudança de governo no Brasil.
Escolhido por Michel Temer (PMDB) para presidir a Petrobras, Pedro Pullen Parente iniciou em maio de 2016 um processo de venda de ativos e facilitação da privatização no setor do petróleo. A entrega da camada pré-sal para o capital estrangeiro começou com parcelas preciosas das áreas de Carcará, Iara e Lapa.
França, Noruega e EUA são considerados alvos prioritários do “fatiamento” do pré-sal. No dia 24 de maio, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) publicou uma carta exigindo a renúncia de Parente, sob acusações destruição do patrimônio público e interferência de interesses escusos na administração da estatal.
Pedro Pullen Parente foi ministro da Casa Civil no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e vice-presidente executivo da RBS, afiliada da Rede Globo no Sul do país.

Controvérsias

Sérgio Moro não foi o único participante da conferência do Projeto Pontes, em 2009, que se tornou alvo de polêmicas durante operação Lava Jato. O magistrado gaúcho Gilson Dipp, aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que precedeu a fala de Moro no evento, disse em 2014 à Folha de S. Paulo que a Lava Jato iria produzir “a maior recuperação de valores da Justiça brasileira em todos os tempos”. Poucos meses depois, Dipp escreveu um parecer para tentar anular a delação do doleiro Alberto Youssef por “falta de credibilidade” do investigado.
Em janeiro de 2016, mais uma controvérsia: o nome de Gilson Dipp apareceu em um manifesto assinado por 105 juristas, afirmando que a Lava Jato atuava contra o Estado de Direito. Questionado sobre a mudança de posicionamento em relação à operação, o magistrado veio a público informar que seu nome foi incluído no manifesto sem autorização.

Frequentador assíduo

O currículo acadêmico de Sérgio Moro divulgado na plataforma Lattes demonstra que sua formação como magistrado está vinculada diretamente à escola estadunidense. Em julho de 1998, ele custou o Programa de Instrução para Advogados na Escola de Direito de Harvard. Em 2007, participou do International Visitors Program, organizado pelo Departamento de Estado Norte-Americano, e fez visitas a agências e instituições dos EUA encarregadas da prevenção e do combate à lavagem de dinheiro.
Nos últimos dois anos, as visitas à América do Norte se tornaram mais frequentes. E Sérgio Moro não vai a passeio. Em julho de 2016, ele deu uma palestra em Washington sobre a importância da mídia no apoio a investigações criminais. Em setembro, no “auge” da Lava Jato, participou de um ciclo de palestras na Pensilvânia, onde foi apresentado como “líder central no fortalecimento do Estado de Direito” no Brasil.

Outro lado

Sempre que foi questionado sobre sua relação com os EUA, o juiz de primeiro instância Sérgio Moro atribuiu as polêmicas a uma tentativa de ferir sua credibilidade para frear o avanço da operação Lava Jato. A última vez que falou publicamente sobre o tema foi em fevereiro deste ano, na Universidade de Columbia – Moro se referiu à hipótese como “teoria da conspiração”.

Preocupação

A história do século XX demonstra que o estreitamento das relações de setores estratégicos de países latino-americanos com os EUA costuma abrir caminho para golpes de Estado, que estimulam mudanças políticas e econômicas favoráveis aos interesses da Casa Branca.
Não é mera coincidência. No livro Fórmula Para o Caos (Civilização Brasileira, 2008), o historiador Moniz Bandeira estudou os meses que antecederam o início da ditadura civil-militar (1973-1990) chilena e apresentou documentos que demonstram como a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos utiliza estratégias de desestabilização política para promover a ascensão de regimes autoritários no continente.
No caso do Chile, o presidente Salvador Allende foi morto durante o golpe militar e deu lugar ao general Augusto Pinochet, que se tornou parceiro dos EUA e iniciou um processo intenso de privatização de recursos naturais de modo a abrir portas para o capital norte-americano. Em dezembro de 2016, em entrevista ao Jornal do Brasil, o próprio Moniz Bandeira fez um alerta sobre a relação de Sérgio Moro com os Estados Unidos, ressaltando os acordos de cooperação promovidos pelo FBI para investigação de crimes organizados em países estratégicos.

Curiosidade

Entre as coincidências que envolvem os dois processos mais recentes de golpe na América do Sul – no Paraguai e no Brasil –, chama a atenção o nome da diplomata estadunidense Liliana Ayalde. Ela deixou a embaixada dos EUA no Paraguai meses antes da deposição do então presidente Fernando Lugo, em 2012. Por três anos, ela informou a Casa Branca sobre a situação política paraguaia. Em um informe de dezembro de 2009 vazado pelo WikiLeaks, chegou a afirmar que interessava aos EUA expressar apoio às “instituições democráticas do Paraguai”, mas não a Lugo, pessoalmente.
Com a consolidação do golpe no Paraguai, em menos de 48 horas, Liliana Ayalde assumiu a embaixada estadunidense no Brasil. Permaneceu até 11 de janeiro de 2017 e assistiu de perto ao golpe contra Dilma Rousseff.
Em dezembro do ano passado, Ayalde sentou ao lado de Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento nomeado por Temer, na 1ª Reunião Anual Brasil-Estados Unidos sobre Desenvolvimento de Infraestrutura. Na ocasião, Dyogo Oliveira anunciou a pretensão de estimular empresas estadunidenses a serem concessionárias de projetos de infraestrutura no Brasil, como aeroportos, rodovias e ferrovias.
Entre as razões citadas no evento para a internacionalização e “profissionalização” da gestão da infraestrutura, estão os esquemas de fraude e lavagem de dinheiro cometidos por empresas brasileiras, investigados pela operação Lava Jato. “O que estamos fazendo gera benefício para os dois países. É uma prioridade para os dois”, disse a então embaixadora estadunidense em bom português, para aplausos da base aliada do governo Michel Temer.

Homenagem

Em março e abril do ano passado, respectivamente, as revistas estadunidenses Fortune e Time incluíram Sérgio Moro em suas listas de “pessoas mais influentes do mundo”. O texto da Time apresenta relações entre a Lava Jato e a deposição da presidenta eleita Dilma Rousseff, e afirma que o juiz paranaense é chamado pelos brasileiros de “SuperMoro”.
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Posted: 09 Jun 2017 07:13 AM PDT
Barroso Joaquim Barbosa negro primeira linha
Joaquim Barbosa e Luís Roberto Barroso
O ministro do STF Luís Roberto Barroso pediu desculpas nesta quinta-feira (8) por ter chamado o ex-presidente da Corte Joaquim Barbosa de “negro de primeira linha”, na véspera, em cerimônia de inauguração da foto de Barbosa na galeria de ex-presidentes do tribunal. Barroso alegou que a declaração foi “infeliz”.
“Gostaria de pedir desculpas às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado com essa afirmação infeliz. Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se, involuntária e inconscientemente, tiver reforçado um estereótipo racista que passei a vida tentando combater e derrotar”, disse o ministro.
Barroso pediu a palavra logo na abertura da sessão de julgamentos desta quinta, para comentar sobre a declaração. “Primeira linha se referia, como intuitivo, a acadêmico. E a referência a negro era para celebrar uma pessoa que havia rompido o cerco da subalternidade, chegando ao topo da vida acadêmica.”
“Contudo, manifestei-me de um modo infeliz e utilizei a expressão ‘negro de primeira linha’. Não há brancos ou negros de primeira linha porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos sendo merecedores do mesmo respeito e consideração”, completou Barroso.
No dia anterior, na tentativa de fazer um elogio, Barroso falou sobre Barbosa como “negro de primeira linha”. “A universidade (Uerj) teve o prazer e a honra de receber um professor negro, um negro de primeira linha vindo de um doutorado de Paris”
Barroso também tinha enfatizado a importância de Barbosa como relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, e a presença do nome do ex-colega de Corte entre possíveis candidatos à presidência. “Demonstra que a nação brasileira reconhece que Vossa Excelência, tanto no plano simbólico como no real, saiu de Paracatu em Minas para virar um exemplo”, apontou o ministro.

Diretas Já e Eleições 2018

Em declarações feitas após a cerimônia de colocação de retrato na galeria de ex-presidentes do STF, nesta semana, Joaquim Barbosa admitiu a possibilidade de se candidatar à presidência em 2018, mas destacou que “ainda hesita” nesta questão.
“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, apontou.
O ex-ministro comentou que conversou com líderes de dois ou três partidos políticos, mas que não chegou a fazer compromisso com nenhum partido. “Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB”, contou. “Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito.”
Para Joaquim Barbosa, “a falta de liderança política” e de “pessoas realmente vinculadas ao interesse público” têm feito com que “o país vá se desintegrando”. Ele defendeu a realização de eleição direta em caso de vacância da presidência da República.
“Veja bem, a Constituição brasileira prevê eleição indireta. Mas eu não vejo tabu de modificar Constituição em situação emergencial como esta para se dar a palavra ao povo. Em democracia, isso é que é feito”, comentou. “Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo.”
Barbosa frisou, inclusive, que a eleição direta deveria ter sido realizada logo após a saída de Dilma Rousseff do poder. “Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás [sic], mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano”, alertou o ex-ministro.
com Jornal do Brasil
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Posted: 09 Jun 2017 07:11 AM PDT
piloto temer avião de joesley jbs contradiz
O piloto que levou em 2011 o então vice-presidente Michel Temer e sua esposa, Marcela Temer, para Comandatuba (BA) a bordo de um avião do empresário Joesley Batista confirmou a versão do delator da JBS sobre a viagem. Em entrevista ao jornal O Globo, José de Oliveira Cerqueira disse ter entregado pessoalmente a Marcela um buquê de flores assim que ela entrou, acompanhada do marido e do filho, no Learjet PR-JBS. Ele afirmou que contou ao casal que as flores eram um presente da mãe do empresário, Flora Batista.
Me mandaram entregar as flores no avião. A própria empresa me orientou a informar que quem enviou foi dona Flora”, declarou o comandante ao repórter Thiago Herdy.
A declaração do piloto contraria a última versão dada por Temer sobre o episódio. Depois de, inicialmente, negar ter voado na aeronave, o presidente confirmou o voo, mas ressaltou que não sabia quem era o proprietário do avião. Joesley contou à Procuradoria-Geral da República que o peemedebista sabia que o Learjet era dele e que lhe telefonou para agradecer pelas flores e pedir o contato de sua mãe para manifestar a ela sua gratidão pela gentileza.

Ciúme

O empresário disse que foi ele o responsável pelo envio do buquê, mas que atribuiu o presente à sua mãe para evitar que o então vice-presidente ficasse enciumado. O piloto confirmou essa versão ao Globo. Cerqueira disse que deixou de prestar serviço para a JBS ainda em 2011 e que nunca mais teve contato com Joesley.
Temer voou na aeronave de São Paulo até o litoral baiano em 12 de janeiro de 2011. Na tarde do mesmo dia o levou até Brasília. Dois dias depois, o avião foi da capital paulista para a Bahia buscar a família do peemedebista.
O piloto, que tem 33 anos de experiência, afirmou que não tem lembrança de detalhes da viagem: “Aconteceu há mais de seis anos, isso é muito tempo”. “Sempre que tem um voo, nós tripulantes ficamos sabendo muito em cima da hora quem são os passageiros. Nesse, foi do mesmo jeito. Então, eu não posso afirmar o que o presidente e a família sabiam, o que se falou dentro do avião, porque a gente não tem esse acesso”, declarou.
Cerqueira confirmou o episódio das flores citado pelo empresário em sua delação premiada. “O que posso te dizer é que teve as flores. Não comprei, mandaram entregar lá. Fiz o que a empresa me mandou fazer. Isso tudo que o Joesley falou é verdade”, afirmou o piloto.

Ex-ministro da Agricultura

Na última versão apresentada, a assessoria do presidente alega que ele não fez a ligação porque não sabia quem era o proprietário da aeronave. Joesley disse, em sua delação, que mantinha relacionamento estreito com Temer desde 2010, quando foi apresentado a ele pelo então ministro da Agricultura, o peemedebista Wagner Rossi. O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, outro delator da JBS, assessorou Rossi nessa época.
Joelsey disse que passou a atender a pedidos de contribuições financeiras e favores do então vice-presidente. A conversa gravada pelo empresário, em que confessa a prática de crimes a Temer, rendeu ao agora presidente a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista não nega o teor da conversa e diz que não tomou qualquer providência em relação aos crimes admitidos pelo empresário por considerá-lo um “falastrão”.
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Posted: 09 Jun 2017 06:41 AM PDT
Admar Gonzaga saldo bancário TSE
Admar Gonzaga, ministro do TSE nomeado por Michel Temer em 2017
O ministro Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação de Michel Temer, disse que não seria possível que os candidatos não tivessem conhecimento de montantes dinheiro entrando na conta corrente.
Luiz Fux concordou e questionou se os colegas acreditavam que os candidatos não soubessem desse tipo de fraude.
“Quem ganha R$ 20 mil e tem R$ 600 mil na conta e não sabe de onde veio tem no mínimo cegueira deliberada”, afirmou Fux.
Fux falava sobre o recebimento de propina quando questionou: “Tem um funcionário público, aí o saldo dele vai crescendo e ele não toma iniciativa de saber de onde vem os recursos. Isso é o quê? .”
Foi quando o ministro Admar Gonzaga, indicado por Michel Temer, rebateu com um comentário que comprova o circo que é justiça brasileira: “Pode ser alguém como eu, que não tem o hábito de consultar o saldo. Aí eu vou ao gerente e ele me explica. Se não for meu, não é meu.” (vídeo abaixo).
Na tréplica, Fux disse ter “dificuldade” de entender isso.
Admar Gonzava já se posicionou favoravelmente à absolvição de Michel Temer. Além dele, Gilmar Mendes, Napoleão Nunes Maia e Tarcísio Vieira de Carvalho devem votar pela inocência de Temer. A expectativa é de que Temer não seja cassado por um placar a seu favor de 4 a 3.

Surrealismo

Incrédulos com a declaração de Admar Gonzava, internautas reagiram ao comentário do ministro. Confira:
É inconcebível assistirmos a um ministro do TSE proferir, em rede nacional, um comentário que praticamente chama todos os brasileiros de palhaços e estúpidos. Tudo isso para livrar a cara do Temer? Esse sujeito está no topo da cadeia da justiça brasileira. Não há mais esperança!
— Uma vergonha essa justiça eleitoral. Esses dois novos ministros deveriam se considerar impedidos para atuarem nesse caso. Foram colocados pelo Temer ali exatamente para absolve-lo. Fica uma pergunta ? Por que gastar dinheiro público para uma justiça que não funciona ? Está claro o placar do julgamento 4X3. Uma vergonha patrocinada pelo ministro com letra minúscula Gilmar Mendes.
— Vergonhoso. A grande maioria da população precisa conferir extrato bancário, afinal não ganhamos alto salário, não temos carros oficiais , não temos auxílios, não temos bonificações. Precisamos conferir nossas contas, fazer orçamento, controlar gastos. Gostaria de ressaltar ao ministro que a vida dele poucos tem. Vergonha de ter um ministro desse… Vergonha dos 3 poderes nacionais.
— Pelo amor, esse é o nível do debate de um tribunal superior, o país virou uma cloaca. Nem fingir que é sério.
— Os salários nababescos desse caras dos tribunais superiores permitem que nem confiram seus saldos.Estou tentando explicar as baboseiras excretadas no TSE.
— Nem precisa conferir seu saldo bancário você conseguiu o cargo fácil, bastou se vender, deixe essa conferência para o sofrido povo brasileiro que tem como um membro do TSE um oportunista como você. Vá acumulando bastante capital espero que lá na frente lhe peguem numa falha, aí você vai ver o que é ter tanto e depois perder.
— O caráter de Gilmar Mendes já conhecíamos, porém isso foi bom para conhecermos o tal de Admar, Napoleão e Tarcísio.
VÍDEO:
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