quarta-feira, 14 de junho de 2017

14/6 - Pragmatismo Político DE 13/6

Pragmatismo Político


Posted: 13 Jun 2017 08:03 PM PDT
Andrea Neves Aécio STF
Andrea Neves, irmã de Aécio (EFE)
Por 3 votos a 2, os ministros da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram nesta terça-feira (13) favoravelmente à manutenção da prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presa na mesma investigação que levou ao afastamento de Aécio do mandato sob a suspeita de pedir propina ao grupo JBS.
O pedido de liberdade de Andrea foi julgado na tarde de hoje. Votaram favoravelmente à manutenção da prisão de Andrea os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.
O relator, Marco Aurélio Mello, e o ministro Alexandre de Moraes foram voto vencido pela revogação da prisão, determinada ainda pelo antigo relator do processo, ministro Edson Fachin.
Ao justificar a manutenção da prisão, Barroso afirmou que as provas no processo indicam que era recorrente a relação sob suspeita dos Neves com a JBS.
“Depois do mensalão, em plena Operação Lava Jato, o modus operandi continuava da mesma forma como se nada tivesse acontecido e como se o risco de ser alcançado pela Justiça não existisse”, disse o ministro.
Marco Aurélio, que votou pela libertação, disse que o STF não poderia ser pressionado pela opinião pública. “Nenhum de nós [ministros] distingue capa do processo [com o nome do réu]. Mas lembro que a sociedade chegou ao limite da indignação e às vezes ela quer vísceras, ela quer sangue, e, como juiz, não podemos proporcionar o que ela pretende”, afirmou.
Barroso rebateu o relator e afirmou que a prisão seria mantida não com base no “clamor público”, mas em “provas contundentes”, disse.
Contrário à prisão, Alexandre de Moraes afirmou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não apresentou provas que justificassem a prisão preventiva (antes do julgamento) de Andrea Neves.
“O procurador-geral da República não ofereceu novos indícios, nem mesmo mínimos, para amparar a afirmação de que haveria risco de reiteração criminosa, obstrução à Justiça ou destruição de provas”, disse Moraes.
Nomeado por Michel Temer para ocupar a vaga de Teori Zavascki, Alexandre de Moraes já foi secretário do governo Alckmin em São Paulo e se desfiliou recentemente do PSDB.
EFE
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Posted: 13 Jun 2017 12:20 PM PDT
manobra temer diretas já camara deputados ccjc
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (reprodução)
Por falta de quórum, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados encerrou reunião desta terça-feira (13) sem apreciar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que prevê a realização de eleições diretas para presidente e para vice-presidente em caso de vacância, exceto nos seis últimos meses do mandato. A proposta estava fora da pauta desde 24 de maio e só foi reintroduzida depois de acordo firmado entre a presidência da comissão e a oposição.
A apreciação da proposta, de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), era o único item da pauta da comissão, mas os deputados de partidos que integram a base governista, contrários à PEC, não registraram presença durante a primeira votação pelo processo nominal e o número mínimo de parlamentares exigidos para o prosseguimento da sessão não foi alcançado.
Apenas deputados do PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol e Rede, totalizando 27, participaram da votação, sete a menos do que o exigido para dar continuidade à tramitação. O presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), encerrou os trabalhos após aguardar por pouco mais de uma hora pelo número mínimo de votantes.
A PEC recebeu parecer favorável do relator, Esperidião Amin (PP-SC). O relatório ainda precisa ser aprovado pela CCJ antes de ser apreciado pelo plenário da Câmara. Para ser aprovado na comissão, o relatório pela admissibilidade da PEC precisa ter maioria simples dos votos. No plenário, a PEC deve receber apoio de pelo menos 308 deputados, por se tratar de uma mudança constitucional.
Ainda durante a manhã, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) anunciou que a base do governo adotaria a estratégia da obstrução. “Nós não temos que tratar sobre questão diretas já. A Constituição num país democrático é um guardião que deve ser usado, e não mudado, nos momentos de crise“, afirmou Aleluia. Ele apresentou requerimento para inverter a pauta do dia, a fim de colocar primeiro a leitura da ata e do expediente da comissão e atrasar a discussão do mérito da matéria.
Parlamentares da oposição rebateram. “Não achamos normal o governo obstruir o debate sobre diretas e o funcionamento da principal comissão da casa. Nós queremos que o governo tenha o mínimo de coragem de votar contra o projeto, se quiser. Nós queremos enfrentar o tema e não aceitamos que seja o Congresso que eleja o próximo presidente“, disse Alessandro Molon (Rede-RJ).
Ao perceber que o requerimento seria aprovado, os deputados governistas esvaziaram o plenário. A falta do quórum mínimo para concluir a votação do requerimento impediu a continuidade da reunião. Os líderes da oposição aproveitaram ao máximo o tempo final para discursar em favor da análise da proposta e provocar a base aliada dizendo que o governo não quer eleições diretas.
O presidente da comissão disse que convocará nova reunião extraordinária para discutir o assunto na próxima semana. Apesar de Pacheco ter se posicionado de forma contrária à mudança na Constituição, ele defendeu que o governo retire a obstrução e permita o debate.
Temos que debater essa PEC, seja aprovando ou rejeitando a admissibilidade da proposta. Vamos tentar convencer a base do governo para não obstruir e que possamos debater logo essa pauta. Temos aqui uma série de itens que precisam ser aprovados ou rejeitados. Não pode apenas um item travar toda a pauta da comissão“, afirmou Pacheco após o encerramento da reunião.
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Posted: 13 Jun 2017 12:05 PM PDT
vídeo secretários doria batem boca prefeitura André Sturm Milton Flávio
André Sturm e Milton Flávio, secretários da gestão de João Doria (reprodução)
Dois secretários do prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), bateram boca na tarde de ontem (12), na área da prefeitura onde ocorrem as coletiva de imprensa, no sexto andar.
O gestor da Cultura, André Sturm, ficou revoltado com o secretário de Relações Governamentais, Milton Flávio, por ele estar recebendo os artistas que ocuparam a sede da Secretaria Municipal da Cultura, há 12 dias, para exigir a saída de Sturm da pasta.
Flávio foi responsável pela negociação com os manifestantes durante a ocupação.
Acompanhe o vídeo da discussão:
Sturm:
– Não teve violência, não, né? Para de me vender Milton. Para de me vender. Você só me vende para essa gente que fica me agredindo e me xingando.
Milton Flávio:
– Me deixa explicar!
Sturm:
– Não vai explicar não. Isso é sacanagem! Você mandou eu vir aqui hoje! Eu estive aqui hoje, as duas horas da tarde… Você me fez fazer papel de palhaço, palhaço!
Entendeu? Eu tenho gravado aqui nossa conversa, eu tenho gravado você me pedindo para vir aqui às seis horas! Para fazer papel de palhaço.
Milton Flávio:
– Você me grava também?
Sturm:
– Não, não gravo também. Mas está aqui registrado.
Milton Flávio:
– Só para saber…
Sturm:
– Molecagem! Molecagem!
Durante a ocupação da sede da cultura, Milton Flávio desmentiu uma nota da secretaria chefiada por Sturm, que dizia que os ocupantes haviam sido violentos, intimidado servidores e tentado invadir o gabinete do secretário.
Conversei com o responsável da GCM, inspetor Cesar, que nos garantiu que a ocupação foi pacífica, não houve, até o momento, nenhum dano ao patrimônio público. Nenhum funcionário da secretaria foi agredido ou constrangido e, aqueles que quiseram sair, inclusive o próprio secretário, saíram sem nenhuma preocupação e sem nenhum dano”, disse Marques.
Os artistas ocuparam a secretaria exigindo a saída de Sturm por uma série de intervenções em programas da pasta, consideradas por eles como um desmonte das políticas públicas, como o congelamento de 47% do orçamento da cultura. Mas o estopim foi a ameaça de agressão de Sturm contra Gustavo Soares, 24 anos, ativista do Movimento Cultural de Ermelino Matarazzo, na zona leste da cidade. Após uma divergência entre eles, o secretário disse que ia “quebrar a cara” do jovem.
A reunião de ontem era resultante das negociações pelo descongelamento da verba da cultura, que foi um dos acertos efetuado antes da desocupação do prédio da secretaria pelos manifestantes. Os artistas vêm desde o início do ano estudando propostas de descongelamento da verba e iam apresentar as ideias ao secretário Milton Flávio.
RBA
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Posted: 13 Jun 2017 11:55 AM PDT
gilmar mendes nunca questionaram imparcialidade
Alvo de críticas pela forma com que conduziu o julgamento que livrou o presidente Michel Temer da perda do mandato, o ministro Gilmar Mendes disse que a decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira (9) salvou o país de outra crise e um “quadro de incógnita”. Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o presidente do TSE afirma que nunca teve sua “imparcialidade” questionada e que teria votado da mesma maneira se o que estivesse em jogo fosse a permanência de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
Mesmo assim, ele lançou dúvidas se o relator da ação, Herman Benjamin, e os ministros Luiz Fux e Rosa Weber, todos indicados por Dilma para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), votariam pela cassação da chapa Dilma/Temer se a cassação atingisse Dilma.
O presidente do TSE, no entanto, não fez a mesma observação em relação aos ministros Tarcisio Vieira e Admar Gonzaga, indicados recentemente por Temer, que votaram pela absolvição da chapa, assim como ele, alçado ao Supremo por indicação do ex-presidente ‘Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Também ignorou o fato de o quarto voto contra a cassação ter sido dado pelo ministro do STJ Napoleão Nunes Maia, indicado ao cargo pelo ex-presidente Lula, também do PT.
Olvidou-se inclusive que os maus feitos atribuídos [à campanha de 2014] seriam debitados à candidata Dilma. O relator não falava nomes. Teve esse constrangimento. Talvez porque ele tenha sido nomeado pelo PT e não queria falar disto. E é até uma pergunta válida, né? Qual teria sido o posicionamento desses ministros [Herman e Rosa Weber, também indicada na gestão do PT] se estivesse presente ali [a possibilidade de se cassar] a Dilma?
Embora ponha em dúvida o votos dos colegas que se manifestaram de maneira contrária à sua, Gilmar disse que votaria da mesma maneira se estivesse julgando a permanência de Dilma no governo. “Da mesma forma. Eu absolveria a Dilma. Como a absolvi, pois se ação fosse julgada procedente, ela ficaria inelegível por oito anos. Recentemente eu fui voto minerva na 2ª Turma [do Supremo Tribunal Federal] decidindo um habeas corpus em favor de José Dirceu [para que ele fosse libertado].

Big Brother

O presidente do TSE disse que o fato de ser um crítico do PT nunca o levou a julgar de maneira diferente. “Tanto é que nunca questionaram minha imparcialidade no TSE. Em 2015, ao contrário do que esperavam, votei pela aprovação das contas de Dilma Rousseff”, defendeu-se.
Gilmar criticou colegas que se referiram aos desejos da opinião pública durante o julgamento. Segundo ele, se fosse para atender aos anseios da sociedade, seria melhor trocar a Justiça por um “Big Brother”.
Infelizmente cabe a nós [juízes] muitas vezes decidir de forma contramajoritária e desagradar tanto a chamada “vox populi” quanto a voz da mídia. Caso contrário, seria melhor extinguir a Justiça. E criar um sistema “Big Brother” para ouvir o povo e setores da imprensa”, declarou.
De acordo com o ministro, se alguém quiser tirar Temer da Presidência que se fie no Congresso, e não na Justiça. “Se quiserem, igualmente, afastar o Temer, que o façam pelo Congresso. Ou que comprovem que ele já não tem mais condições de governar e ele opte pela renúncia.”
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Posted: 13 Jun 2017 11:40 AM PDT
Reale jurista autor impeachment dilma desfiliação psdb
Miguel Reale Júnior (reprodução)
Joelma Pereira, Congresso em Foco
Um dos autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Jr anunciou que deixará o PSDB. “Espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo”, disse Reale. A declaração foi dada ao jornal O Estado de S. Paulo, logo após o posicionamento da sigla de permanecer apoiando o governo de Michel Temer (PMDB).
O jurista comunicou que oficializará sua decisão ao diretório nacional do partido nesta terça-feira (13), por meio de carta. “Compartilhei ideais e esperanças, mas desisti diante de tantas vacilações e fragilidades onde não se pode ser fraco, que é diante da afronta à ética”, justificou.
Na noite de ontem, os tucanos decidiram permanecer na base governista. No entanto, acrescentaram que a decisão é passível de reavaliação caso surjam novos fatos a respeito das investigações contra o peemedebista – investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), de maneira inédita, por corrupção passiva, associação criminosa e obstrução de Justiça. Com 46 deputados e 11 senadores, o PSDB é considerado um partido estratégico para garantir um mínimo de governabilidade na gestão peemedebista.
No último mês, logo após vir à tona a gravação do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, na qual Temer incentiva o pagamento de uma mesada para garantir o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o jurista, que foi ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, defendeu a renúncia do presidente ao mandato.
De acordo com Reale Júnior, o caso é “nada republicano e inadmissível”. Para ele, apesar de se enquadrar nas hipóteses de impeachment, o “Brasil não aguentaria” um novo processo de impedimento de seu presidente. “Seria melhor se ele renunciasse, um novo processo de impeachment é um processo muito doloroso, o país está no momento de início de saída da recessão”, disse, na ocasião, ao jornal O Globo.
O jurista também não é favorável à convocação de eleições diretas, para ele, isso seria “conturbar o país” e criaria “imensa insegurança jurídica”. Reale defende a escolha, pelo Congresso, de uma “figura isenta” e “com experiência administrativa”.
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Posted: 13 Jun 2017 11:27 AM PDT
miriam leitão agredida pt avianca
A jornalista Míriam Leitão afirmou ter sido hostilizada por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) durante um voo da companhia Avianca, com saída de Brasília para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, no último dia 3 de junho. Em seu blog, no site do jornal O Globo, ela conta que foi alvo de intolerância por parte dos militantes petistas, que a agrediram verbalmente.
Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo”, afirma no texto publicado em sua coluna nesta terça-feira (13).
No mesmo dia em que a jornalista voltava para o Rio de Janeiro, no último dia 3, houve um congresso do PT em Brasília. Na ocasião, militantes ainda vestidos com camisetas do encontro começaram a verbalizar ofensas contra ela antes mesmo do embarque.
Os cerca de 20 militantes, de acordo a jornalista, sentaram-se perto de seu assento e começaram ofensas aos gritos de “terrorista, terrorista.” Após os primeiros ataques, ela conta ter sido convidada pelo comandante da aeronave, por meio da comissária de bordo, a mudar de lugar. No entanto, a jornalista se recusou e continuou em sua poltrona, conforme bilhete comprado.
Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso”, diz Miriam em seus relatos.
Para ela, o fato do ex-presidente Lula citar seu nome em comícios e reuniões partidárias é um “erro”. “Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho”, acrescentou.
Após os relatos e a repercussão do ocorrido, o Partido dos Trabalhadores emitiu nota, assinada pela senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente da legenda, na qual afirma orientar a militância “a não realizar manifestações políticas em locais impróprios e a não agredir qualquer pessoa por suas posições políticas, ideológicas ou por qualquer outro motivo”.
Apesar de dizer que lamenta o ocorrido, a nota também responsabiliza a Rede Globo, empresa para a qual trabalha a jornalista, “pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil”.
Leia íntegra da nota emitida pelo PT:
O Partido dos Trabalhadores lamenta o constrangimento sofrido pela jornalista Miriam Leitão no voo entre Brasília e o Rio de Janeiro no último dia 3 de junho, conforme relatado por ela em sua coluna de hoje. Orientamos nossa militância a não realizar manifestações políticas em locais impróprios e a não agredir qualquer pessoa por suas posições políticas, ideológicas ou por qualquer outro motivo, como confundi-las com empresas para as quais trabalhem.
Entendemos que esse comportamento não agrega nada ao debate democrático. Destacamos ainda que muitos integrantes do Partido dos Trabalhadores, inclusive esta senadora, já foram vítimas de semelhante agressão dentro de aviões, aeroportos e em outros locais públicos.
Não podemos, entretanto, deixar de ressaltar que a Rede Globo, empresa para a qual trabalha a jornalista Miriam Leitão, é, em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil, e em nada tem contribuído para amenizar esse clima do qual é partícipe. O PT não fará com a Globo o que a Globo faz com o PT.
Senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores
Joelma Pereira, Congresso em Foco
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Posted: 13 Jun 2017 11:09 AM PDT
empatia rotina preconceito racismo ódio
Lucien de Campos*, Pragmatismo Político
No início deste ano assisti o filme “Hacksaw Ridge” (na versão brasileira, “Até o Último Homem”), dirigido por Mel Gibson. Me abstenho comentar sobre a produção e outros aspectos cinematográficos deste filme, até porque não é esta a minha especialidade. Contudo, provoco apenas uma reflexão acerca do personagem principal: o médico de guerra norte-americano Desmond T. Doss, cujo seu contributo foi salvar dezenas de combatentes feridos na Batalha de Okinawa/Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.
Recusando-se carregar armas no campo de batalha, Doss resgata e socorre incansavelmente dezenas de soldados, inclusive combatentes inimigos. Entretanto, uma frase do médico me chamou atenção. Interrogado pelos seus superiores (inconformados com sua atitude pacifista, diga-se de passagem) Doss responde que “enquanto o mundo está disposto a se autodestruir, não me parece uma má escolha tentar reunificá-lo”.
Talvez o verdadeiro Doss nunca tenha exclamado precisamente esta frase. Provável que seja apenas uma cena hollywoodiana propositalmente criada para impactar. E, pelo menos pra mim, estudante das relações humanas, esta frase impactou. Repentinamente refleti: o que nós poderíamos fazer para não deixar o mundo se autodestruir?
No atual cenário internacional, as tensões regionais e os discursos radicais que disseminam o ódio, preconceito e a intolerância faz-nos relembrar os períodos das Duas Grandes Guerras Mundiais. Sejam jovens, adultos ou idosos, homens e mulheres de todos os continentes, a conclusão aparenta ser universal: crescimento absurdo de um vazio de valores consequente de uma decursiva impulsão de manifestações extremistas que pregam o nacionalismo exacerbado, preconceito e o sectarismo. Novamente a difusão do ódio pode ser responsável pela gradual autodestruição do mundo que vivemos.
A resposta para uma possível eliminação deste vazio de valores pode estar na empatia, puro e simples sentimento que, embora se manifeste como expressão sui generis da pessoa humana, sua prática está sendo cada vez mais esquecida no tocante as atuais relações interpessoais.
Não é uma tarefa árdua exercer a empatia no dia-a-dia. Vivemos todos na nossa própria versão de realidade limitada por um comportamento influenciado pela nossa família, classe social, mídia e experiências pessoais. Na maioria das vezes acreditamos que é a nossa própria realidade a mais adequada para se viver. Contudo, é de suma importância para o nosso crescimento pessoal, assim como para as relações humanas e para a sociedade como um todo que nos esforcemos na tentativa de compreendermos as realidades diferentes.
A habilidade da empatia é exercida quando tentamos compreender a perspectiva de uma pessoa ou grupo de outra realidade. Desenvolver a empatia é compreender as emoções, sentimentos e a essência da realidade de outrem. Somos por natureza sociáveis e dotados pela habilidade da comunicação. Nesse sentido, entender diferentes realidades se torna a pedra angular para a manutenção das relações interpessoais.
É cientificamente comprovado que a habilidade da empatia está interligada ao nosso cérebro. Sabe-se que a região do Giro Supramarginal Direito é responsável pelo processo de diferenciação entre o nosso estado emocional com o das outras pessoas, desempenhando uma função crucial no que se refere a habilidade de observar e avaliar realidades diferentes. Já os neurônios espelho, localizados no córtex pré-motor, estimulam determinadas ações mímicas quando presenciamos atitudes e/ou gestos de outras pessoas (como por exemplo o bocejo), assim como provoca uma sensação de alegria ou sofrimento ao presenciarmos alguém feliz ou triste. Todavia, essas reações se manifestam apenas como momentâneos reflexos subconscientes. É nesta perspectiva que elas precisam ser estimuladas por intermédio da empatia.
Teóricos políticos, filósofos e sociólogos adeptos da teoria cosmopolita denominam como lealdade plural este sentimento que envolve uma comoção para com as minorias vulneráveis que sofrem de preconceitos, ódio e violência. Ao contrário da lealdade unilateral, cuja estabelece apenas uma fidelidade restrita com seus pares (a família, amigos, “irmãos de igreja” e compatriotas), o sociólogo Ulrich Beck delimitou a lealdade plural como uma componente da empatia que desperta valores de solidariedade, sensibilidade intercultural, tolerância e hospitalidade com pessoas de outras realidades.
O exercício da lealdade plural depende de cada um de nós. Ser uma pessoa verdadeiramente empática é pensar para além da sua realidade e suas preocupações pessoais. Para colocar isto em prática basta observar aqueles dos quais passam por realidades diferentes. É importante sair desta rotina diária composta por insignificantes distrações digitais das quais já estão penetradas na sociedade global. Tais distrações individualistas impossibilitam a observação dos que estão ao nosso redor, principalmente aqueles que se encontram à margem da sociedade.
Faz-se necessário compreender as realidades em vez de categorizá-las. Desafie-se a se preocupar genuinamente com o bem-estar de quem vos rodeia. A curiosidade com a realidade dos outros é o primeiro passo para estimular a empatia.
Uma atitude de quem dissemina o ódio é o combate verbal quando se defronta com alguém de outra realidade. Geralmente essas pessoas não permitem que o outro finalize seu argumento, não havendo uma saudável troca de ideias.
Uma comunicação saudável requer cortesia, consideração e avaliação das diferentes opiniões. Por este ângulo, a empatia desenvolve um papel crucial no que corresponde ao entendimento e absorção de realidades e ideias. Ouvir e refletir ajuda a expandir nossa própria opinião referente aos assuntos importantes para o desenvolvimento social. Aprender com as experiências de pessoas com outras realidades faz com que vejamos o mundo sob outra perspectiva. Por outro lado, exprimir nossa opinião, sentimentos e experiências também é fundamental, visto que a habilidade da empatia é uma “via de mão dupla” com entendimento mútuo.
Desenvolver uma mente aberta liberta-nos de cairmos na tentação dos discursos que disseminam a intolerância, racismo e preconceito. Somente o exercício da habilidade da empatia permite uma saudável relação interpessoal a fim de partilharmos visões, ideias e experiências. Talvez seja com estes gestos e atitudes que poderemos deixar nosso contributo para um mundo mais humano.
*Lucien de Campos é pós-graduado em Crise e Ação Humanitária pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e mestre em Diplomacia e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Lisboa e colaborador em Pragmatismo Político.
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Posted: 13 Jun 2017 10:44 AM PDT
melhores universidades públicas brasil privada
Como tem sido ao longo dos anos o ranking de universidades publicado pela consultoria QS coloca a Universidade de São Paulo (USP) em primeiro lugar entre as brasileiras ranqueadas.
A melhor colocação de uma instituição brasileira, na 121ª posição, fica, no entanto, distante do top 10 da lista, que traz o prestigiado MIT em primeiro lugar.
O ranking publicado anualmente leva em conta a reputação acadêmica (40% da nota), o prestígio entre os recrutadores (10% da nota), a proporção de professores por aluno (20% da nota), número de citações de pesquisas (20% da nota) e a internacionalização (5% da nota).
Confira quais, além da USP, são as 14 melhores instituições de ensino, de acordo com a lista de 2018 da QS.
1. Universidade de São Paulo (USP)
Posição no ranking 2018: 121
Posição no ranking 2017: 120
2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Posição no ranking 2018: 182
Posição no ranking 2017: 191
3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Posição no ranking 2018: 311
Posição no ranking 2017: 321
4. Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Posição no ranking 2018: 491-500
Posição no ranking 2017: 501-500
5. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Posição no ranking 2018: 501-550
Posição no ranking 2017: 501-500
6. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ)
Posição no ranking 2018: 501-550
Posição no ranking 2017: 501-550
7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Posição no ranking 2018: 501-550
Posição no ranking 2017: 501-550
8. Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS)
Posição no ranking 2018: 501-550
Posição no ranking 2017: 461-470
9. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Posição no ranking 2018: 551-600
Posição no ranking 2017: 551-600
10. Universidade de Brasília (UnB)
Posição no ranking 2018: 651-700
Posição no ranking 2017: 601-650
11. Universidade Federal de São Carlos (UfsCar)
Posição no ranking 2018: 651-700
Posição no ranking 2017: 651-700
12. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Posição no ranking 2018: 751-800
Posição no ranking 2017: 701-750
13. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Posição no ranking 2018: 801-1000
Posição no ranking 2017: 701-750
14. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Posição no ranking 2018: 801-1000
Posição no ranking 2017: 701-750
15. Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Posição no ranking 2018: 801-1000
Posição no ranking 2017: 701-750
Camila Pati, Exame
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Posted: 13 Jun 2017 10:35 AM PDT
temer reforma trabalhista aposentadoria previdência
Leide Mengatti*
No dia 31 de agosto de 2016, o presidente da República Michel Temer tomou posse na Presidência da República com um juramento realizado na Câmara dos Deputados. Nada de impressionante, pois este é um cerimonial obrigatório para todos os chefes de Estado do Brasil. Mas o que chamou atenção em seu juramento de pouco mais de 30 segundos foi “prometo manter, defender e cumprir a Constituição Federal, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro”. Entretanto, suas ações não têm seguido seu discurso nem de longe.
Um dos principais projetos de seu governo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, conhecida como reforma da Previdência, que propõe aumentar a idade da aposentadoria para 65 anos para homens e 62 para mulheres e o tempo mínimo de contribuição para 25 anos e 40 para o benefício integral, o que inviabiliza o acesso ao direito para milhões de brasileiro.
Atualmente é possível se aposentar sem idade mínima, com tempo de contribuição de 35 anos para homens e 30 para mulheres.
O presidente da República não só apoia essa PEC como também é autor da proposta. Nada mais contraditório o seu discurso com as suas ações.
Isso é uma aberração contra os trabalhadores. É inaceitável o Governo Federal usar uma das principais ferramentas de justiça social, que é a Previdência, para tornar a vida do trabalhador ainda mais difícil. Todos terão que trabalhar muito mais para que consiga, enfim, ter o tão valioso direito de viver a fase final da vida com mais tranquilidade e dignidade.
Dentre todos os modelos de previdência pública do mundo, o mais cruel e o mais desigual será o que nós teremos no Brasil após a aprovação dessa PEC. Milhões de brasileiros não alcançarão essa idade mínima, morrerão e não chegarão à aposentadoria.
É o caso do Estado de Sergipe, no qual a expectativa de vida entre os homens é de 66 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É uma brincadeira de mau gosto com o trabalhador.
Segundo o governo, essa reforma é fundamental para equilibrar as contas da Previdência Social, que supostamente é deficitária, mas este argumento é falacioso. O sistema previdenciário não está em crise e nem necessita de reformas que visem o ajuste fiscal, pois dispõe de recursos excedentes.
O discurso repetido pelo governo, por parlamentares e na grande mídia sobre o déficit nas contas da Previdência é mentiroso, pois, segundo especialistas em previdência social e economistas, se somar todas as fontes de financiamento da Seguridade Social, que são Previdência, Assistência Social e Saúde, não há déficit, mas sim superávit de cerca de R$ 16 bilhões.
Além disso, se a reforma da Previdência é tão importante para o País, por que o governo não discutiu com a sociedade civil, entidades sociais, sindicatos e população de forma geral sobre este projeto? A PEC foi feita sem que ninguém percebesse e enviada ao Congresso no fim do ano do ano passado.
É preciso lembrar sempre às autoridades que na área da saúde precisamos evoluir. Ainda temos um longo caminho rumo aos objetivos que sempre nortearam nossa luta sindical: ter o reconhecimento profissional e a melhoria das condições de vida e salários para os trabalhadores. Já avançamos muito desde o começo desta jornada e não podemos aceitar os retrocessos propostos pelo governo e apoiados por maioria de parlamentares irresponsáveis com o povo que representa.
Vamos resistir a esses ataques. O Sindicato da Saúde de Campinas e Região, por meio de mobilizações nas ruas e na política e com o apoio de toda a categoria, vai lutar para que essa reforma não seja aprovada no Congresso enquanto não provar ser benéfica para os milhões de trabalhadores brasileiros.
*Leide Mengatti é presidente do Sindicato da Saúde de Campinas e Região
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