quarta-feira, 14 de junho de 2017

14/6 - Pragmatismo Político DE 8/6

Pragmatismo Político


Posted: 08 Jun 2017 11:42 AM PDT
pai ajuda prender pedofilia mensagens filha
Conversas pelo whatsapp com uma criança de 9 anos (Montagem: Pragmatismo Político)
O estupro de uma menina de 9 anos foi impedido pelo pai da garota, que descobriu mensagens de assédio enviadas via WhatsApp por um homem de 47 anos à filha.
Após a descoberta do conteúdo enviado, o pai avisou a polícia de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), que o homem havia marcado um encontro com sua filha, na última terça-feira (23).
O pai procurou a delegacia sem saber o que fazer, afirmando que a filha iria se encontrar com um homem mais velho, que a levaria para um motel. O estupro foi impedido no último momento”, declarou delegado Cláudio Alvarez, da Polícia Civil, ao G1.
De acordo com o delegado Cláudio Alvarez, da Polícia Civil, ao G1, o homem responsável pelo assédio à menor confessou ter conhecimento de que a menina era uma criança e assumiu a autoria das mensagens.
As investidas contra a menina começaram em uma conversa pelo bate-papo do Facebook. Na rede social, ele pediu o telefone da criança e desde 1º de maio os dois conversavam por WhatsApp.
No aplicativo, o homem solicitou que a menina enviasse imagens dela sem roupas e que ela não permitisse que sua mãe visse o conteúdo das conversas.
Dias depois, pediu para que a menor se encontrasse com ele, tomasse o anticoncepcional da mãe antes do encontro e comparecesse ao local sem calcinha.
O lugar marcado era próximo a residência da família da menina. O agressor aguardava a vítima. Contudo, a polícia chegou e ele foi preso em flagrante.

Recorrência de crimes

Segundo o delegado, a menor de 9 anos não seria a primeira e única vítima do homem de 47 anos. A Polícia Civil recolheu o celular do criminoso e verificou conversas com mais de 20 menores de idade no aparelho.
O objeto foi encaminhado para perícia, pois há suspeita de que ele tenha apagado as imagens do celular. “Ele apagou algumas fotos do celular, provavelmente de crianças nuas. As vítimas eram escolhidas pelo Facebook, onde ele pedia o número de WhatsApp para enviar fotos e mensagens de teor sexual”, explicou o delegado.
Para o pai da menina, além de proteger sua filha do ataque do agressor, objetivo também era tentar salvar possíveis novas vítima do pedófilo. “Primeiro, eu estava querendo bloquear [o número dele no celular]. Daí eu pensei: se eu fizer isso, vou resolver o meu problema e o problema com a minha filha que teve a expertise de me contar. Mas, e [o caso] de outras crianças? Será que as outras crianças iam contar para os pais?”, disse ao G1.
Revista Claudia
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Posted: 08 Jun 2017 11:32 AM PDT
texto falso sérgio moro comercial coca cola whatsapp
Circula em blogs suspeitos e grupos de WhatsApp um suposto texto atribuído ao juiz Sérgio Moro.
O texto teria sido escrito há anos, em um suposto blog do jovem Moro.
No texto, Moro teria uma visão otimista do mundo e mostraria como, para cada ato ruim, há dois bons. Ele fala em “razões para acreditar”.
Mas a autoria do texto é falsa e as notícias sobre essa “pérola perdida” são igualmente falsas.
O texto, na verdade, é de um comercial da Coca-Cola de 2011, criado pela agência argentina Santo.
A versão da Coca-Cola traz citações sobre a marca e um final diferente.
O “texto de Moro”, que circula nas redes sociais, traz trechos diferentes, mas quase todos plagiados da campanha.
Assista:
Confira o texto:
Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem 100 casais planejando ter filhos.
Para cada corrupto, existem 8 mil doadores de sangue.
Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio já são recicladas no Brasil.
Na internet a palavra AMOR tem mais resultados que a palavra medo.
Para cada muro que existe no mundo, se colocam 200 mil tapetes escritos seja bem vindo
Enquanto um cientista desenha uma nova arma, há 1 milhão de mães fazendo bolo de chocolate.
Existem razões pra acreditar.
Os bons são maioria.
Eu acredito na força do bem! Vibrem o bem, e somente no BEM!
Guilherme Dearo, Exame
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Posted: 08 Jun 2017 11:23 AM PDT
Pastor Valdemiro Santiago Marcelo Rezende
Valdemiro Santiago e Marcelo Rezende
O pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), afirmou recentemente que o câncer enfrentado pelo apresentador Marcelo Rezende é um ‘castigo de Deus’.
Em maio de 2017, Marcelo Rezende revelou que está lutando contra um câncer no fígado e no pâncreas.
Os vídeos com as declarações de Valdemiro foram postados na internet e provocaram indignação.
“O demônio está comendo o fígado e o pâncreas dele”, afirma Valdemiro, reproduzindo o famoso bordão “Corta pra mim” do apresentador do Cidade Alerta da TV Record.
Em outra gravação, o pastor disse que “a mão de Deus” pesou contra o apresentador.
“Uma vez um malfeitor me maltratou tanto, que me deixou tão transtornado, tão triste. Toda hora chegava uma notícia. ‘Olha, ele está falando mal de você, põem lá’. Eu botava lá e ele falando”, declarou.
“O Valdemiro perdeu a paciência e falou: ‘A mão de Deus te pesa hoje’. Vocês sabem o que está acontecendo com ele hoje? Quem sabe?“, questionou o religioso na ocasião. O câncer de Marcelo Rezende foi divulgado pela Record no dia 14 de maio, apenas quatro dias antes do discurso.
“Deixa o malfeitor que ele vai murchar como uma erva verde”, concluiu Santiago. Em seguida, ele disse aos fiéis para não praticar o mal, com o risco de maldições lhe ocorrerem.
VÍDEOS:
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Posted: 08 Jun 2017 11:12 AM PDT
democracia sequestrada golpe reforma política congresso nacional
Lucas Coradini*, Pragmatismo Político
Em 1958, Raymundo Faoro publicava Os Donos do Poder – formação do patronato político brasileiro, obra que se consagrou ao apontar a origem da corrupção e da burocracia no país. De acordo com o autor, toda a estrutura patrimonialista foi trazida de Portugal no período colonial, cristalizando-se na economia política brasileira desde então. Muito do que se pretende explicar hoje sobre o turbulento cenário político brasileiro seria possível fazê-lo através da releitura de Faoro. Entender a degenerada relação entre o público e o privado, empresários e políticos, capital e Estado, é a chave para compreender como o sistema político tem sido historicamente sequestrado por interesses particulares e a fragilidade de nossa democracia. Tornaria mais claro, enfim, identificar quem são os verdadeiros donos do poder hoje.
E chegaríamos então à conclusão que a democracia nunca coube no Brasil, e que as camadas populares jamais fizeram parte das estruturas de poder de fato. Que somos uma colônia de exploração desde sempre, com uma ligeira modernização mercantil orgulhosamente intitulada de agronegócio, que resume nosso papel no globo à produção de commodities. Que convivemos na quase totalidade de nossa história com regimes políticos conservadores e avessos aos avanços democráticos, frutos de uma aristocracia que perpetuou o trabalho escravo por três quartos da nossa história, e ainda fomos dos poucos países que após a independência manteve esse anacronismo por mais de meio século.
Que tivemos a primeira legislação de proteção ao trabalhador somente em 1943, utilizando até então de um modelo servil característico do período pré-revolução industrial. Que nossa história republicana nasce das oligarquias e é atravessada por tantos golpes que a democracia parece ser o regime de exceção. Que desde o governo de Deodoro da Fonseca, passando pelo Estado Novo e pelo Regime Militar de 1964-1984, até os impedimentos de Fernando Collor e Dilma Rousseff, somos marcados por conspirações, golpes e rupturas. E, ao fim, que muito pouco mudou em relação às formas como os “donos do poder” imprimem seus interesses através das estruturas do Estado.
Com alguma perplexidade, a partir das investigações recentes, descobrimos que um grupo formado por pouco mais de dez empresas detém nas mãos – e nos bolsos – grande parte dos mandatários das casas legislativas, membros do executivo em todos os níveis da administração, e até do poder judiciário. Seja de forma legal, através de doações para campanhas, seja de forma ilegal, através de propinas, estas empresas impõem sua influência sobre as mais diversas legendas e sobre as mais diversas estruturas do Estado. Vemos constituir, assim, a bancada dos bancos, a bancada do boi, a bancada do cimento, a bancada da bíblia, a bancada da bala, e tantas outras quanto forem possíveis “comprar”, o que faz do jogo eleitoral um mero ato ficcional necessário para produzir algum senso de participação política popular. Um processo supostamente democrático enquanto, objetivamente, estamos diante da égide de uma ditadura do mercado. Os donos do poder encontram-se hoje nas grandes corporações empresariais, no agronegócio e nos meios de comunicação.
Apesar de a democracia nascer inserida no período de consolidação do capitalismo, percebe-se que as forças capitalistas vêm provocando sérios prejuízos ao modelo democrático. Para Schumpeter, alguns desvios do princípio da democracia estão atrelados à presença de interesses capitalistas organizados, ou seja, meios privados são frequentemente usados para interferir no funcionamento do mecanismo da liderança competitiva. Segundo o autor, os padrões do capitalismo impelem alguns grupos da sociedade a recusar as regras do jogo democrático, colocando em risco todo método político. O que vemos no Brasil vai além disso: utiliza-se das próprias regras do jogo democrático para o autobeneficiamento, a partir do instrumento do financiamento privado de campanhas que vincula a atuação da classe dirigente aos interesses de seus credores.
E é preciso destacar a violência simbólica que exerce essa ditadura do mercado, bem como as consequências da subordinação da democracia ao grande capital. Nas últimas eleições, JBS, Bradesco, Itaú, Vale, AMBEV, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC e Queiros Galvão “doaram”, de forma legal, mais de 200 milhões a partidos políticos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Contudo, ilegalmente, somente a JBS teria distribuído 600 milhões a pelo menos 1829 políticos de 28 partidos em troca de contrapartidas no setor público ao longo dos últimos anos, naquilo que os corruptores chamavam de “banco de benevolência”. A Odebrecht chegou ao cúmulo de institucionalizar a atuação criminosa através de um “setor de propina” na empresa, que dispendeu entre 2006 e 2014 cerca de 10, 6 bilhões a políticos, valor que supera o PIB de 33 países. Recursos deslocados, há que se destacar, dos próprios cofres públicos, através de contratos superfaturados, perdão de dívidas fiscais e previdenciárias, e concessão de créditos subsidiados.
Preocupa que, diante do desvelamento dos mecanismos de apropriação do público pelo privado e da crise política e institucional colocada, não se vislumbre uma saída democrática e verdadeiramente alinhada aos interesses nacionais. Enquanto se engendra a queda do presidente envolvido em corrupção, as análises sobre os possíveis desdobramentos seguem pautados pela “reação dos mercados” ou pelas perspectivas de continuidade de reformas feitas sob medida para o grande capital. Mais do que discutir o sistema político que permitiu o sequestro do estado por corporações empresariais, ou a necessidade de resgatar a legitimidade da classe política a partir de eleições diretas, confabula-se sobre os possíveis nomes capazes de mediar a crise com os interesses corporativos dos donos do poder. Em outras palavras, se discutem as peças do tabuleiro mas não se discutem as regras do jogo. Enquanto isso, em nome de uma pretensa recuperação econômica, privilegiam-se justamente os interesses corporativos que levaram ao atual quadro, impondo uma agenda de retrocessos em conquistas sociais consagradas, como a legislação trabalhista e previdenciária, jamais submetida às urnas.
Trata-se de uma visível sobreposição da razão econômica em relação à razão social, como de fato o é desde que o Estado tem se resumido a um aparelho de lobismo para patrocinadores das campanhas, de relações clientelistas e patrimonialistas conflagradas com o setor privado, e de manutenção do sistema da dívida pública como meio de transfusão de recursos públicos para o capital financeiro. E daí decorre o problema da legitimidade. Como já apontava Habermas, com o avanço do capitalismo o sistema político vem sendo colonizado por meios de controle como o dinheiro, o mercado e a burocracia, até ocorrer um desacoplamento entre o sistema e o mundo da vida. Esse processo de diferenciação impulsionado pela modernização social, quando a instância política não atende às necessidades da sociedade civil, faz intensificar o conflito entre o sistema e o mundo da vida, naquilo que hoje se apresenta como uma enorme crise de representação. Ao mesmo tempo, as formas tradicionais de organização social encontram-se fragilizadas, colocando em descrédito o potencial de renovação de partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos, que têm se mostrado incapazes de canalizar os anseios e reivindicações populares emergentes.
Vivemos, portanto, um momento complexo, de crise política e institucional sem precedentes. Política, pelo agravamento da falta de representatividade e legitimidade da classe dirigente. Institucional, pela percepção de que os três poderes da república revelam-se colonizados por interesses privados. Que modelo de Estado é possível a partir desse cenário de crise das instituições, e em que as formas tradicionais de organização não apresentam respostas para os problemas colocados? Se nenhum partido ou movimento social têm capitalizado politicamente a ponto de fazer-se alternativa às transformações ensejadas, para onde convergirá as mudanças que devem marcar esse novo momento da república? O que, ou quem, terá condições de substituir essa classe política?
No momento em que se discute a mudança da Constituição para a realização de eleições diretas, deve-se considerar os riscos que a atual descrença na politica pode produzir num possível pleito presencial. Sejam eles: a adesão a lideranças totalitárias e aos discursos nacionalistas, que historicamente emergem nas crises; ou a adesão a lideranças populistas pretensamente dissociadas do metiê político, que ocultam suas bases ideológicas sob o discurso da não-política, mas geralmente ligadas ao mercado. Mesmo o retorno de Lula, que não se encaixa em nenhuma das alternativas anteriores, traria em si a manutenção da polarização estabelecida no cenário nacional desde as eleições de 2014, o risco de ingovernabilidade pela relação com a base parlamentar que chancelou o impeachment de sua sucessora, além do idêntico desgaste de todos os envolvidos nas investigações da Lava Jato. Por outro lado, se observada a Constituição e transigida a eleição indireta, a possibilidade de uma sucessão mediada com e pelos donos do poder é a consequência óbvia, em se tratando de uma indicação do atual Congresso. Nem uma nem outra opção dão conta de superar os dilemas que o país enfrenta, que passam necessariamente pela reformulação do sistema político e eleitoral. É preferível, antes, o avanço e aprofundamento das investigações da Lava Jato, uma drástica renovação da classe dirigente – especialmente do parlamento – e, sobretudo, um momento de inflexão sobre o Brasil que queremos e a democracia possível, num esforço de aproximação das estruturas de poder com os interesses populares.
Uma discussão que só tem ambiente para ser desenvolvida a partir de uma nova assembleia constituinte exclusiva, que aprofunde o debate sobre as reformas necessárias, incluindo as recentemente tramitadas. Uma constituinte realizada para além dos quadros político-partidários, agregando membros da academia, cientistas políticos, juristas, constitucionalistas, movimentos sociais e representantes dos diferentes segmentos que compõem o mosaico étnico e cultural brasileiro. Se a Constituição tem sido desfigurada para atender aos interesses mais obtusos dos donos do poder, como ocorreu com a emenda do congelamento dos investimentos públicos por vinte anos, ou como ocorre em relação à reforma da previdência, que ela seja também revista para, de uma vez por todas, romper a ordem estabelecida e induzir algum nível de democratização das estruturas estatais. Está claro que o atual nível de desagregação institucional tem afetado a funcionalidade do Estado, e que todo legado da Lava Jato será inócuo sem transformar a estrutura política vigente, ou seja, sem prescrever um novo contrato social que repactue o papel do estado e a dinâmica de suas instituições. Tão importante quanto a pauta das eleições diretas, para retomar o poder de escolha a quem lhe é de direito, importa devolver o poder “de fato” à vontade popular, garantindo o alinhamento da representação política às agendas e programas submetidos às urnas.
*Lucas Coradini é Mestre em Sociologia, Doutor em Ciência Política, e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul e colaborou para Pragmatismo Político
Referências:
FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder – formação do patronato político brasileiro. Porto Alegre, Editora Globo, 1958.
HABERMAS, J. Teoría da Acción comunicativa I: racionalidad de la acción y racionalización social. 3. Ed. Madri: Taurus, 2001.
SCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1984.
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Posted: 08 Jun 2017 10:57 AM PDT
michel temer absolvido tse comemoração gilmar mendes
Joelma Pereira, Congresso em Foco
Na abertura do terceiro dia de julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutem o ponto mais polêmico das preliminares (questionamentos apresentados pelos advogados): é válida ou não a inclusão de delações e provas obtidas por meio da delação da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura? Passadas três horas desde o início das discussões de hoje, quatro ministros já indicaram voto contra a inclusão: Gilmar Mendes, Napoleão Nunes, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira. Os dois últimos foram indicados ao tribunal recentemente por Temer.
Tarcísio chegou a antecipar seu voto sobre o questionamento preliminar e leu seu posicionamento no plenário. “Não se pode admitir que a ação inicial seja dilatada para alcançar fatos estranhos à petição inicial. […] O meu voto é no sentido de acolher essa questão de extrapolação indevida do objetivo da demanda e propugnando pela exclusão do julgamento das provas produzidas a partir do dia 1 de março de 2017 porque não detém correlação com os fatos narrados”, concluiu.
Com exceção de Tarcísio, os demais ministros ainda não decidiram se votarão a preliminar antes ou após a leitura do voto do relator, o ministro Herman Benjamin, com a questão final de mérito. O relator tenta a todo custo, inclusive, convencer os colegas a votarem a favor da inclusão das provas. Ele reproduziu voto inicial do ministro Gilmar Mendes em 2015 – quando o atual presidente do TSE apresentou manifestação contra o arquivamento da ação – para mostrar a necessidade de reunir os novos depoimentos dos delatores e ouvir seu voto, para só depois julgar a preliminar.
Os pedidos para excluir as delações da Odebrecht foram feitos pelas defesas da ex-presidente Dilma e do presidente Michel Temer. Os advogados alegam que houve um indevido “alargamento da causa de pedir”, pois as irregularidades suscitadas pelas testemunhas não constavam dos 21 itens contestados inicialmente pelo PSDB.
O tema, cuja discussão começou ontem (quarta-feira, 7), é o que provoca mais debates entre os magistrados que participam do julgamento. Os ministros Gilmar Mendes, presidente do TSE, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes já fizeram intervenções questionando a legalidade do tema e se mostrando contrários à tese de Herman Benjamin, de que os fatos são conexos ao pedido inicial da ação e as provas devem ser consideradas legais.
O vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, já se manifestou defendendo a tese de Herman. “Na própria petição inicial constam empresas investigadas na Operação Lava Jato”, diz Dino. Entre elas, sustenta ele, aparece a Odebrecht. O vice-procurador-geral eleitoral também ressaltou que há indicações de caixa dois na campanha no valor de R$ 150 milhões, dos quais R$ 50 milhões são créditos da eleição de 2010, conforme afirmou Marcelo Odebrecht.
Estamos debatendo prova, sem ter ouvido o voto do relator”, disse Herman Benjamin. “O que se está querendo aqui, o que a defesa está querendo aqui, com todo respeito, é levar o corpo probatório à autópsia ainda vivo”, ressaltou querendo dizer que ainda não havia lido seu voto, que está atrelado a preliminar pedida pela defesa. Por isso, o relator pediu que a preliminar fosse julgada ao final, junto com seu voto.
O ministro Admar Gonzaga, indicado por Temer, também interferiu e disse que, desde o início, questionava a questão. De acordo com ele, o juiz precisa respeitar os freios que são impostos pela Constituição, pela lei e pelo próprio Código de Processo Civil.
Por que outros fatos não foram incluídos, como a delação da JBS?”, questionou o ministro Napoleão. Para Luiz Fux, o julgamento trata de “fatos gravíssimos que contaminaram o processo eleitoral” e que “iludiram a vontade do eleitor”.
Em um dado momento da discussão, após interrupção e questionamento de Napoleão, o ministro declarou: “O senhor tem um jeito cordial de tratar os outros”. Napoleão retrucou: “Aprendi com o senhor”, que ouviu de Fux: “Comigo não aprendeu porque não somos amigos. Só se tiver sido por osmose”.
A ministra Rosa Weber defendeu que o assunto fosse discutido e votado ao final do voto do relator, pois se trata de questão de mérito e precisa aguardar voto completo do relator com seus embasamentos.
Entendo que não se trata de questão preliminar. O eminente relator já apresentou a sua compreensão sobre o tema e inclusive com relação as provas de que vai utilizar. A avaliação da prova é iminentemente de mérito, produzida pelo juiz”, afirmou.
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Posted: 08 Jun 2017 10:35 AM PDT
descoberta homo sapiens revolucionar evolução humana
O Homo sapiens, espécie à qual pertencemos, não data de 200.000 anos como se acreditava até agora. Cientistas determinaram que crânios, ossos de membros e dentes de, ao menos, cinco indivíduos encontrados em uma colina no Marrocos têm cerca de 300 mil anos de idade, uma revelação bombástica no campo da antropologia.
Antes da descoberta no sítio chamado Jebel Irhoud, localizado entre Marrakech e o litoral marroquino do Oceano Atlântico, os fósseis de Homo Sapiens mais antigos que a ciência conhecia eram de um sítio etíope chamado Omo Kibish–que se estima ter 195 mil anos.
Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, trata-se do Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar”, explicou o francês Jean-Jacques Hublin, coautor da pesquisa e diretor do Departamento de Evolução Humana do Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.
O ninho dos fósseis humanos” encontrado em excelente estado de conservação durante escavações iniciadas em 2004 no sítio de Jebel Irhoud, no noroeste do Marrocos, continha os restos de pelo menos cinco indivíduos: três adultos, um adolescente e uma criança.
descoberta homo sapiens revolucionar evolução humana
Os pesquisadores descobriram que “o rosto de um destes primeiros Homo sapiens é [igual] ao de qualquer pessoa com a qual poderíamos cruzar no metrô”, afirmou Hublin, cuja pesquisa foi publicada nesta quarta-feira na revista Nature junto com outro estudo que aponta na mesma direção.
Seu crânio, no entanto, é bastante diferente do visto no Homem atual. “Ainda há uma longa evolução à frente antes de chegar a uma morfologia moderna”, afirmou este professor.
A datação destes fósseis foi obtida por Daniel Richter, especialista do Instituto de Leipzig, por meio da termoluminescência, uma técnica muito comum utilizada desde os anos 1980.
descoberta homo sapiens revolucionar evolução humana
A equipe de arqueólogos encontrou também neste local, situado a 400 km ao sul de Rabat, fósseis inestimáveis, como uma mandíbula, “provavelmente a mais bela de um Homo sapiens jamais encontrada na África”, disse Hublin.
Os Homens de Jebel Irhoud destronam assim o Omo I e Omo II, descobertos em Omo Kibish, na Etiópia, e datados de 195.000 anos.
Também na Etiópia foram encontrados três fósseis de crânios datados de 160.000 anos.

Coexistência com outras espécies

Estas descobertas realizadas na mesma região fizeram pensar que o Homem atual era descendente de uma população localizada no leste da África. Uma teoria que, com o encontrado em Jebel Irhoud, é completamente questionada.
Além disso, os utensílios achados nesse local junto com nossos ancestrais – essencialmente pontudos – são típicos do que se conhece como Middle Stone Age (“Idade Média da Pedra”, em tradução livre).
Já haviam descoberto este tipo de objeto, igualmente datados de 300.000 anos, em várias partes da África, mas não sabiam quem os teria fabricado”, explicou Daniel Richter.
Agora, os pesquisadores consideram que podem associar a presença dos utensílio da Middle Stone Age à do Homo sapiens.
Com certeza, antes de 300.000, antes de Jebel Irhoud, houve uma dispersão de ancestrais de nossa espécie no conjunto do continente africano”, disse Hublin. “O conjunto da África participou desse processo”.
O Homo sapiens arcaico, o Homo erectus e o Neandertal podem ter coexistido não apenas em regiões distantes, mas também em zonas próximas.
Portanto, durante muito tempo houve várias espécies de Homens no mundo, que se cruzaram, coabitaram, trocaram genes…”, explicou à AFP o paleoantropólogo Antoine Balzeau, que não participou da descoberta no Marrocos.
Nos distanciamos cada vez mais desta visão linear da evolução humana como uma sucessão de espécies”, concordou Hublin.

Sobrevivência por sorte?

Balzeau advertiu contra a tendência de acreditar que o Homo sapiens sobreviveu ao resto das espécies por ser superior. “Durante muito tempo exageramos as características do Homo sapiens, sobretudo as capacidades de nosso cérebro”.
Mas estudos recentes mostraram que “não havia grandes diferenças em termos de valor, comportamento ou complexidade entre o Homo sapiens e o Neandertal”. “É frustrante, mas não sabemos o motivo pelo qual continuamos a existir e os outros desapareceram. Acreditamos muitas vezes que somos uma conquista evolutiva, mas se deve também à sorte de continuarmos aqui!”.
Agência EFE
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Posted: 08 Jun 2017 10:24 AM PDT
criança breno morre médica unimed
O pequeno Breno morreu após médica se recusar a prestar socorro. Pai e mãe estão inconsoláveis
Um bebê de um ano e seis meses morreu uma hora e meia depois de uma médica se recusar a levá-lo para um hospital na ambulância solicitada pela família, nesta quarta-feira, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Para justificar a recusa de socorrer a criança, a médica alegou que o seu turno já havia acabado. Testemunhas relataram que a profissional de saúde estava alterada e teria rasgado a solicitação de atendimento.
O pequeno Breno Rodrigues Duarte da Silva acabou falecendo após vomitar e se engasgar, enquanto esperava por outro socorro.
“Ele estava com uma gastroenterite, passando mal do estômago. A médica que cuida dele indicou a internação. Durante a madrugada ele piorou, tinha dificuldade de respirar. O home care solicitou a ambulância às 8h20 e 9h10 já estava na porta do meu condomínio. O porteiro avisou que tinha chegado, mas não subia. Depois, ele ligou e disse que a doutora tinha ido embora. O porteiro disse que ela esbravejava ao telefone e estava nervosa. Aí ela rasgou os papéis que parecia ser a solicitação do atendimento e disse que tinha acabado o plantão e que não era pediatra”, contou a mãe de Breno, Rhuana Lopes Rodrigues, de 28 anos.
Quando a segunda ambulância chegou, às 11h, o menino já estava morto. Breno nasceu com problemas neurológicos e desde que deixou o hospital, em julho de 2016, recebia atendimento em casa no sistema home care.
Desde então Rhuana deixou a vida de empresária de lado e passou a se dedicar integralmente ao filho. “Ele tinha 1h30 para chegar ao hospital. Vou morrer com o “se”. Se ela o tivesse levado, ele estaria vivo? Se tivesse vomitado no hospital, não teria equipamentos para salvar ele?
O casal pretende entrar na Justiça por conta da negligência no atendimento. A Unimed, contratada pela família, era a responsável pela solicitação da ambulância. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca).
Eu abdiquei da minha vida, parei de trabalhar e virei mãe 100%. Me doei tanto e por um ato desumano perdi meu filho. Tanta dedicação e quando precisei de ajuda não contei com ela. Sabia das dificuldades do meu filho, mas nunca imaginei que perderia meu filho dessa fora, por negligência“, desabafou Rhuana.
Em nota, a Unimed-Rio disse lamentar profundamente a morte de Breno e que vem “prestando apoio irrestrito à família nesse momento tão difícil.” A empresa disse que está tomando as providências para descredenciar imediatamente o prestador “Cuidar” por conta da “postura inadmissível no atendimento prestado à criança.”
Felipe Duarte, pai de Breno, também desabafou nesta quinta-feira sobre a morte de seu filho. “Não tenho raiva. Só desejo que ela jamais faça isso de novo. Como ela vai pagar, qual punição vai ter, não cabe a mim julgar. Cabe à lei o caminho que ela vai seguir. Meu filho era especial. Pais de filhos especiais já sofrem querendo dar o melhor para as crianças, e vem uma pessoa assim e não cuida, justamente quando mais precisa. Meu filho precisava de cuidado. Se ela não tivesse se omitido, ele poderia estar vivo agora“, disse, com tom de voz emocionado em entrevista ao jornal Extra.
Felipe publicou em sua página no Facebook uma homenagem emocionante ao pequeno Breno:
“Breno, meu amado filho! Por que se foi tão rápido? Ainda tínhamos tanto para viver… cada momento juntos foi tão maravilhoso! Você nos trouxe tantos ensinamentos, tanto amor e tanta esperança! Se você soubesse o quanto todos nós te amamos! Tenho certeza que agora você está em um lugar melhor e um dia vamos nos reencontrar”.

NOTA

Em nota, a Unimed-Rio disse lamentar profundamente a morte de Breno e que vem “prestando apoio irrestrito à família nesse momento tão difícil.” A empresa disse que está tomando as providências para descredenciar imediatamente o prestador “Cuidar” por conta da “postura inadmissível no atendimento prestado à criança.”
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Posted: 08 Jun 2017 10:03 AM PDT
ranking melhores universidade mundo 2017 educação
Ranking das 10 melhores universidades do mundo (Imagem: Pragmatismo Político)
O MIT (Massachusetts Institute of Technology) é, mais uma vez, a melhor instituição de ensino superior do mundo, de acordo com o mais novo ranking da consultoria britânica QS (Quacquarelli Symonds). A universidade norte-americana aparece no topo ininterruptamente desde 2015.
A lista das 10 melhores não sofreu quase nenhuma alteração em relação à edição do ano passado. As primeiras colocadas de 2017 conquistaram praticamente as mesmas posições no ranking projetado para 2018, com algumas poucas inversões: Caltech “roubou” o 4º lugar de Cambridge, que ficou em 5º; e a Imperial College London, University of Chicago e ETH Zurich se movimentaram entre a 8ª e a 10ª posições.
A análise se baseia na reputação acadêmica da instituição (responsável por 40% da nota), proporção entre professores e alunos (20%), proporção entre citações acadêmicas e número de professores (20%), reputação da universidade no mercado de trabalho (10%), proporção de professores estrangeiros (5%) e proporção de alunos estrangeiros (5%).
O topo do ranking é dominado por Estados Unidos e Reino Unido, além da Suíça, representada por uma universidade na 10ª posição. A instituição brasileira mais bem classificada, a USP (Universidade de São Paulo), aparece em 121º lugar.
Confira a seguir a lista das 10 melhores universidades do mundo, de acordo com o levantamento:

1. Massachusetts Institute of Technology — Estados Unidos

Nota geral: 100
Ranking 2018: 1º
Ranking 2017: 1º

2. Stanford University — Estados Unidos

Nota geral: 98,7
Ranking 2018: 2º
Ranking 2017: 2º

3. Harvard — Estados Unidos

Nota geral: 98,4
Ranking 2018: 3º
Ranking 2017: 3º

4. California Institute of Technology (Caltech) — Estados Unidos

Nota geral: 97,7
Ranking 2018: 4º
Ranking 2017: 5º

5. Universidade de Cambridge — Reino Unido

Nota geral: 95,6
Ranking 2018: 5º
Ranking 2017: 4º

6. Oxford University — Reino Unido

Nota geral: 95,3
Ranking 2018: 6º
Ranking 2017: 6º

7. University College London — Reino Unido

Nota geral: 94,6
Ranking 2018: 7º
Ranking 2017: 7º

8. Imperial College London — Reino Unido

Nota geral: 93,7
Ranking 2018: 8º
Ranking 2017: 9º

9. University of Chicago — Estados Unidos

Nota geral: 93,5
Ranking 2018: 9º
Ranking 2017: 10º

10. ETH Zurich – Swiss Federal Institute of Technology in Zurich — Suíça

Nota geral: 93,3
Ranking 2018: 10º
Ranking 2017: 8º
Claudia Gasparini, Exame
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Posted: 08 Jun 2017 09:34 AM PDT
indenização sbt rachel sheherazade ministério público
No telejornal, a jornalista disse que a ficha do adolescente “está mais suja do que pau de galinheiro”. E defendeu a ação do grupo: “O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”.
Em apelação a ser julgada pelo Tribunal Regional Federal (TRF3), o procurador regional da República Walter Claudius Rothenburg contesta sentença da primeira instância que julgou improcedente a ação civil pública ajuizada em setembro de 2014 pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC).
A ação civil pública foi proposta pelo MPF com o objetivo de salvaguardar a integridade física e psíquica de um adolescente vítima de violência, assim como de proteger o público em geral de mensagens que incitam a violência em um contexto social tão fortemente marcado pelo desrespeito aos direitos fundamentais”, explica Rothenburg.
Comentário da apresentadora Rachel Sheherazade no telejornal SBT Brasil (04/02/2014)
…é, o marginalzinho amarrado ao poste era tão inocente que em vez de prestar queixa contra os agressores, ele preferiu fugir, antes que ele mesmo acabasse preso. É que a ficha está mais suja do que pau de galinheiro. Num país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso, a polícia desmoralizada e a Justiça é falha. O quê que resta ao cidadão de bem que ainda por cima foi desarmado?… Se defender é claro! O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E aos defensores dos Direitos Humanos que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido! ”
A PRDC requer, nessa ação, que a rede SBT veicule um quadro com a retratação dos comentários da jornalista, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento. A veiculação deverá esclarecer aos telespectadores que a incitação à violência não encontra legitimidade no ordenamento jurídico e constitui atividade criminosa ainda mais grave do que os crimes de furto que haviam sido imputados ao adolescente agredido.
A PRDC pede ainda que a rede de TV seja condenada a pagar R$ 532 mil de indenização por dano moral coletivo, calculada com base nos valores das inserções comerciais veiculadas pelo canal.
A primeira instância julgou a ação improcedente, fundamentada no direito à liberdade de expressão e opinião. Para Rothenburg, entretanto, o SBT deve ser responsabilizado pelo exercício abusivo e exorbitante dos direitos de livre expressão e informação. A retratação da emissora “jamais poderia ser tomada como restrição indevida ou censura prévia”, afirmou.
O procurador argumentou que pessoas e grupos vulneráveis devem ser protegidos “seja por meio da liberdade de expressão e informação, seja em face dessa liberdade”. “Senão, o direito de manifestação, expressão e informação seria um direito absoluto, com potencial opressor em relação a todos quantos fossem injustamente atingidos”, afirmou.
Em relação aos dois direitos assegurados pela Constituição – liberdade de expressão e proteção às crianças e adolescentes -, Rothenburg pondera que existe um dado objetivo, de Direito positivo, expresso na Constituição, “que aponta para a importância que se deve emprestar aos direitos dos adolescentes, quando estiverem em confronto outros direitos e bens constitucionalmente protegidos, como é o caso”.
Processo 0016982-15.2014.4.03.6100.
Ministério Público Federal
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Posted: 08 Jun 2017 09:10 AM PDT
Herman Benjamin escancara contradições gilmar mendes
Gilmar Mendes e Herman Benjamin (reprodução)
Patricia Faermann, Jornal GGN
Durante a retomada do julgamento contra a chapa Dilma e Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em tom quase pacífico e sabendo que a posição do ministro Gilmar Mendes seria pela absolvição do presidente com o argumento de que novos indícios e provas não podem ser acrescentados após o início da ação, o relator Herman Benjamin usou declarações do próprio Gilmar. Os dois ministros trocaram farpas e ironias.
O contexto da situação de agora é que em 2015 foi Gilmar Mendes relator do processo de impugnação das contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff, com o seu vice Michel Temer. Foi ele, Gilmar, que impediu o arquivamento da ação apresentada pelo PSDB, e que hoje ameaça o próprio mandatário peemedebista.
Nessa linha, Herman Benjamin fez uma leitura oral diante de todos os ministros do TSE de um agravo de Gilmar apresentado há dois anos, no mesmo processo. Enquanto relator da prestação de contas da chapa, o ministro votou favorável ao prosseguimento da investigação quando a então ministra Maria Thereza de Assis Moura, antiga relatora, havia arquivado o caso.
Entre os trechos de uma decisão do próprio Gilmar, hoje usadas por Benjamin como críticas a ele e aos ministros que tentarão usar a justificativa das novas provas com as delações da Odebrecht para anular todo o processo, o relator lembrou quando o ministro quis incluir na investigação as acusações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Há dados fortes [de irregularidades] e vamos ignorar isso na ação?“, questionava Gilmar, em 2015, e repetiu hoje pela manhã Herman Benjamin. O relator seguiu na leitura de vários trechos do ministro que servem como uma jurisprudência contra o próprio movimento que está prestes a tomar.
Lembrou da “proibição clara” de recursos ilícitos em campanhas eleitorais e que o que foi decidido anteriormente não pode mais ser modificado. A reação de Gilmar foi controversa. Por ora, usou tons de ironias para atacar Herman, por outras vezes interrompia para mudar completamente o tema.
Quando foi citado o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, Gilmar disse que o investigado foi premiado pela Operação Lava Jato e, em uma tentativa de negar que as afirmações do passado contradizem com sua atual postura, começou a criticar o PT.
Disse que quando emitiu aquela manifestação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff já detinham recursos ilícitos guardados para suas campanhas. Como se a conversa fosse informal, Gilmar emendou com as atuais acusações da JBS e de Joesley Batista, de que a suposta propina paga ao PT foi enviada em contas no exterior.
Seguiu interrompendo e começou a defender mudanças no sistema eleitoral. Voltando novamente os holofotes para si, recordou que não votou pelo financiamento público de campanha no Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou o PT de aparentemente não querer o dinheiro privado de campanhas: porque já havia guardado montantes desviados para as próximas eleições.
Às vezes o que a gente fala vira profecia e acontece“, disse, recordando as suas declarações de 2015 contra o PT. E foi além na acusação: “Alguém acredita que não houve caixa dois” na eleição de 2016? Quando as doações por empresas privadas já estavam proibidas pela minirreforma eleitoral.
Por diversas vezes, Herman Benjamin teve que interromper as explanações de Gilmar caracterizando-as como “encantamentos“, e dava sequência à leitura das manifestações do presidente do TSE no passado.
Notando que as escolhas de Herman Benjamin tinham como objetivo afrontar as controversas adotadas agora por ele, Gilmar disse que essa ação “só existe graças ao meu empenho, modéstia às favas“, provocou. Disse, em ironia, que Benjamin devia a ele estar “brilhando na televisão no Brasil todo“.
Vossa excelência sabe que eu prefiro o anonimato, muito mais. Um juiz dedicado a seus processos, que não tem nenhum glamour. Aliás, processo em que se discute condenação de A, B, C ou D, em qualquer natureza, não tem e não deve ter nenhum glamour pessoal“, retrucou Benjamin.
O ministro presidente da Corte seguiu com as provocações, disse que o ministro não é relator por escolha própria, mas por ser o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mais antigo do TSE. “Não escolhi ser relator, preferia não ter sido relator, mas tentei cumprir, só cumpri o que foi deliberação do tribunal“, respondeu Herman.
De fato, contribuí, evitei que houvesse o arquivamento dessa ação e contribuí para o aprimoramento do sistema. Todo esse debate que estamos tendo, modéstia às favas, é graças a essa insistência. Claro que contei com a solidariedade dos colegas, mas não tivesse eu levantado o debate, muito provavelmente, teríamos chancelado, como chancelamos muitos agravos regimentais no sentido do desprovimento. Portanto, modéstia às favas, mais uma vez, esse é um voto histórico, que permitiu que se abrisse essa caixa de segredos“, ocupou, mais uma vez, Gilmar o espaço no julgamento.
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