quinta-feira, 1 de junho de 2017

1/6 - Pragmatismo Político DE 31/5

Pragmatismo Político


Posted: 31 May 2017 08:33 PM PDT
erros doria alckmin cracolândia filosofia drogas saúde
Geraldo Alckmin e João Doria Jr. (reprodução)
Eduardo Tavares de Farias*, Pragmatismo Político
A polêmica operação na Cracolândia comandada pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria recorda uma tentativa de redução de problemas relacionados à pobreza na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX. Detalhe: também recorrendo a uma prática guiada pelo adjetivo COMPULSÓRIO. Como muitos sabem, “compulsório” significa forçar alguém a fazer algo; obrigar.
O renomado professor de filosofia política e moral de Harvard, Michael Sandel, conta que o filósofo Jeremy Bentham (1748-1832) propôs a remoção dos mendigos das ruas de Londres e o confinamento deles em abrigos (reformatórios). Dentro, cada mendigo teria direito a um emprego, o qual serviria de fonte de ingresso para pagar pela roupa, comida, assistência médica e outros serviços que recebessem. Permaneceriam no reformatório até juntarem uma quantia suficiente de dinheiro para iniciar a vida fora da clausura. Uma espécie de reconquista da liberdade que lhe foi roubada.
Por que Bentham propôs esse plano? Ele havia percebido que os mendigos reduziam – de duas maneiras – a felicidade das pessoas que os viam nas ruas. Enquanto os mais empáticos com os problemas da pobreza sentiam dor, os menos empáticos sentiam repugnância. Além disso, ele acreditava que alguns mendigos se sentiam mais felizes na mendicância, entretanto, a maioria preferiria estar no abrigo. Esse filósofo inglês realmente estava preocupado com o bem-estar geral da sociedade. Pode-se dizer que a intenção era genuína.
Jeremy Bentham ficou conhecido por fundar uma doutrina chamada “utilitarista”, a qual segue influenciando o pensamento de legisladores, economistas, políticos e cidadãos. Para Bentham, o principal objetivo da moral era maximizar a felicidade. Assim, pensava que a moral deveria ser guiada pela seguinte ideia: o máximo de prazer para o maior número de pessoas. Ele definia “utilidade” como qualquer coisa que produzisse prazer ou felicidade e evitasse a dor ou o sofrimento. E por que Bentham pansava assim? Porque ele acreditava que as pessoas eram governadas pelos sentimentos de dor e prazer. O que faz muito sentido, mas não deixa de ser polêmico e debatível.
Por causa desse plano, o filósofo utilitarista foi duramente criticado ao largo da história. Algumas das críticas foram feitas por Michael Sandel no livro Justiça: o que é fazer a coisa certa? Para Sandel: 1) Bentham desrespeitou gravemente os direitos individuais dos mendigos; 2) reduziu um problema complexo a uma simples escala moral de dor e prazer; 3) não atribuiu o devido valor a dignidade humana; e, 4) reduziu também o problema da pobreza a uma questão de custo e benefício ao alegar que se tratava de um plano “autofinanciável” como justificativa econômica.
Vale lembrar também, que o filósofo Immanuel Kant criticou duramente a corrente utilitarista. Qual foi seu argumento principal? Defendeu que o ser humano não pode ser um meio para alcançar um fim. O ser humano, para Kant, já é um fim em si mesmo.
Doria e Alckmin, no caso da Cracolândia – e principalmente a respeito da tentativa da internação compulsória dos usuários de drogas – assumem uma postura claramente utilitarista. Esta posição reduz ainda mais a dignidade dos usuários que vivem na pobreza, desrespeita seus direitos individuais e os tratam como meios para alcançar fins.
Doria e Alckmin parecem estar usando o caso da Crackland paulistana também para conquistar a simpatia da população que vê com repugnância os usuários e para reforçar essa perspectiva utilitarista em seus modos de fazer política.
Caso exista uma insistência na posição utilitarista, me pergunto se essa postura atenderá ao principio da igualdade, do tipo: o que vale para um usuário da cracolândia vale para todos? Assim, me pergunto se os referidos governador e o prefeito também apoiariam invadir as casas de pessoas da classe média ou alta para internar compulsoriamente os dependentes químicos com melhores condições econômicas?
*Eduardo Tavares de Farias é jornalista e mestrando em filosofia pela Universidad de Costa Rica e colaborou para Pragmatismo Político
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Os erros de Doria e Alckmin na Cracolândia segundo a filosofia apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 08:11 PM PDT
manifestações violência policial brasileira passo radical futuro
Foto: Andre Coelho
Em um de meus últimos artigos escritos para o Pragmatismo, “Brasil entre a inércia, o radicalismo e a transformação”, publicado no final do ano passado, ainda não vivíamos um processo tão turbulento e incerto como o atual. O Estado de Exceção ao Estado Democrático de Direito, com todas as suas particularidades, ainda dava os seus primeiros passos.
A violência por parte do Estado, violência legitimada e institucionalizada pelas classes dominantes, tida como justa e ordeira pelas forças sociais repressoras, violência histórica e permanente na sociedade brasileira, era tida como “pontual” em alguns “momentos críticos” no cotidiano das classes oprimidas – discurso um tanto forçado por parte da esquerda nacional, principalmente por aquela que esteve alçada aos postos mais altos do poder Executivo durante a última década.
Sabemos que a violência nas periferias, comunidades quilombolas, aldeias indígenas, assentamentos sem-terra e acampamentos sem-teto, entre massacres, assassinatos de lideranças, reintegrações forçadas e outros atestados de barbárie, foi sempre constante na história brasileira. Hoje, por motivos inúmeros que ainda precisarão de uma reflexão aprofundada, estes acontecimentos começaram a se tornar uma constante – e de uma constante, notas de rodapé para os grandes conglomerados de mídia, passando a não ter importância e dimensão verdadeiramente reconhecidas e deixando à mercê a opinião pública. De que importariam 10 camponeses sem-terra assassinados?
Nos tornamos desinformados e omissos perante um cenário de extinção dos que resistem – quando não somos descaradamente manipulados pela grande imprensa nacional, sempre parcial aos interesses dominantes. Em momentos como esses, a reflexão crítica e ativa sobre nossa história e atualidade atordoantes se torna obrigação moral e política.
Existem diversas conexões que poderiam ser feitas nesta conjuntura em frangalhos. Uma delas me salta aos olhos: o fato de que grupos minoritários, resistentes ao projeto neoliberal dominante, tenham sofrido revezes de forma veloz e brutal. A ascensão conservadora nas ruas, a reorganização da direita brasileira, a vociferação alienante nas redes sociais e a voz ecoante a lideranças fascistas, como Jair Bolsonaro e outros, alimentariam essa roda viva angustiante.
Acontecimentos assim não são novidades. O extermínio de negros pobres nas regiões periféricas é uma realidade histórica, assim como o genocídio indígena nas regiões e sertões mais remotos do país. O conflito no campo e a matança desenfreada de pequenos agricultores que se rebelam se arrastam há séculos. Estaríamos caminhando para uma repressão ainda mais categórica?
Em um futuro não muito distante, também não tão distante de um passado autoritário, não seriam sujeitos combativos e defensores das classes trabalhadoras e precarizadas, ou lideranças que empunham bandeiras libertárias as próximas vítimas de massacres e assassínios em massa, acusados de “terrorismo”? A criminalização dos movimentos insurgentes tende a recrudescer. O que fazer quando chegarmos a tal ponto? Já não estaríamos neste limiar?
O historiador marxista Eric Hobsbawm é bastante incisivo quando discute o conceito “violência” em um de seus ensaios. Para ele, “os que acreditam que toda violência é má por princípio não podem fazer qualquer distinção sistemática entre os diferentes tipos de violência na prática, nem perceber seus efeitos tanto naquele que a sofre como naquele que a emprega”.
Hobsbawm reconhece a multiface da violência – ela está presente em uma ocupação de um latifúndio no Mato Grosso do Sul pelos camponeses do MST, como está presente também na reintegração de posse deste mesmo latifúndio mediante as forças de segurança e repressão (sejam do Estado, ou do próprio latifundiário, usando de métodos tanto legais como ilegais na recuperação de seu hectare ocupado). A violência não é um conceito único, muito menos é catalisador de um grupo social apenas.
Nada é mais difícil para um povo educado numa cultura liberal, com sua crença de que qualquer manifestação de violência é pior do que a não-violência”, afirma o historiador. Mas nesses “Brasís” que se entrecruzam, com menos liberais e mais pistoleiros e capangas, onde o passado e presente se atropelam, violência é nó bem atado pelas forças dominantes. A violência promovida pelos andares de cima ninguém se espanta. A hipocrisia inunda as redes e as ruas.
Se a política é a guerra por outros meios – por mais criticável que seja tal afirmação – chegou o momento de escolhermos um lado para guerrearmos: o lado dos explorados ou dos exploradores.
O Brasil vive momento ímpar, mas o mundo lá fora continua no mesmo trem desgovernado. A desigualdade social aumenta. A violência contra os menores se intensifica. Os que resistem são apontados como marginais e outsiders da única ordem que o mundo parece sustentar. Movimentos insurgentes e de resistência ao mercado evidenciam que o “fim da História” não passou de mais um discurso farsesco com propósitos políticos dominantes. Como nos ensinou Salvador Allende, “a História é nossa e a fazem os povos”.
Se as forças exploradas não radicalizarem discursos e usarem a violência a seu favor, táticas e estratégias de resistência contundentes e ousadas, deixaremos que permaneçam no pedestal os que sempre venceram e permanecem vencendo.
Para enfrentar o Brasil de Temer, uma extensa rede de comunicação entre as forças progressistas precisa ser reestabelecida, desde as centrais sindicais até as menores associações de bairro, dos grandes movimentos estudantis até os secundaristas do interior – panfletagem, reuniões, debates, tudo isso é importante. A política e a organização popular são os únicos instrumentos de transformação da realidade.
Em contrapartida, reflito, não estaria se tornando o campo da política uma arte macabra de gerir a catástrofe, o caos e a destruição, única e exclusivamente? Ou a esquerda brasileira luta de forma radical, no discurso e na ação, constrói um projeto de país, recomeçando os trabalhos de base ao lado do povo, dos marginalizados e dos trabalhadores do campo e da cidade, ou a resposta para a indagação é sim.
Estamos à beira da extinção – de direitos, corpos e mentes.
*Luís Felipe Machado de Genaro é historiador, mestrando pela UFPR e colaborou para Pragmatismo Político
Referência: HOBSBAWM, Eric. As regras da violência. In: Pessoas extraordinárias: resistência, rebeldia e jazz. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 1998.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Violência à brasileira: um passo radical para o futuro apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 07:48 PM PDT
supremacista islamismo portland dois homens
Homem mata dois homens e deixa um ferido (Imagem: Pragmatismo Político)
Dois homens foram mortos num trem em Portland, nos Estados Unidos, após tentarem defender mulheres de um suposto ataque de islamofobia, informou a polícia local. O assassino, identificado neste sábado (27/05) como Jeremy Joseph Christian, de 35 anos, foi detido pouco após o crime.
O incidente, segundo as autoridades, ocorreu na tarde desta sexta-feira. Christian gritou insultos de teor étnico e religioso contra duas passageiras que seriam muçulmanas, de acordo com testemunhas. Uma delas estaria usando o hijab, véu islâmico que cobre cabeça e pescoço, deixando o rosto livre.
O porta-voz da polícia de Portland, Pete Simpson, afirmou a repórteres que o homem “gritava muitas coisas diferentes”, bravejando um “discurso de ódio” contra as duas mulheres.
Três homens, ainda não identificados pelas autoridades, tentaram intervir e foram esfaqueados pelo agressor, disse a polícia. Um deles morreu no local, outro no hospital, e um terceiro ficou ferido, mas não corre risco de vida.
Simpson informou que a polícia gostaria de interrogar as duas jovens vítimas dos xingamentos. Na sexta-feira, elas deixaram o local do crime antes dos policiais chegarem.
Christian fugiu do trem após as agressões, mas foi localizado por policiais momentos mais tarde e levado em custódia. O americano está preso sob duas acusações de homicídio qualificado, uma de tentativa de homicídio, duas de intimidação em segundo grau e uma de posse de arma restrita.

Conselho pede resposta de Trump

Em comunicado em resposta ao ataque, o Conselho sobre Relações Islâmico-Americanas (Cair, na sigla em inglês) afirmou que houve um aumento no número de incidentes envolvendo islamofobia nos EUA, e que isso se deve em parte à retórica anti-imigração do presidente Donald Trump.
Para Nihad Awad, diretor do Cair, o republicano “precisa se pronunciar pessoalmente contra a onda crescente de islamofobia e outras formas de intolerância e racismo em nossa nação, provocadas por ele por meio de numerosas declarações e ações políticas que trouxeram impactos negativos para as comunidades minoritárias”.
O governo Trump gerou polêmica recentemente ao proibir a entrada em território americano de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, medida derrubada mais tarde pela Justiça. Acusado de adotar uma postura anti-islã, o presidente se defendeu em viagem à Arábia Saudita, descartando a existência de “uma batalha entre diferentes credos”.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Supremacista branco mata 2 homens que tentaram defender muçulmana nos EUA apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 07:43 PM PDT
andrea neves aécio neves beto richa
Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal do senador afastado Aécio Neves e da irmã dele, Andrea Neves, mostram que os dois ficaram irritados com o secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni.
No primeiro telefonema (vídeo abaixo), Andrea liga para Aécio para revelar que Rossoni se diz decepcionado ao ver o nome do senador citado nas delações de executivos do Grupo Odebrecht.
Andrea Neves – Oi
Aécio Neves – Fala
Andrea Neves – É o seguinte: tem um cara babaca do Paraná, que postou, já tá no Uol, lá do Uol do Paraná… Um cara, não sei, acho que secretário do Richa, de que… dando notícia de que você tem conta no exterior, que se você for preso , que ele vai te visitar na cadeia, entendeu? Alô?
Aécio – Hã.
Andrea Neves – Aí, a matéria é “Secretariado já considera…”, entendeu? Babaca!
Aécio Neves – Pois é.
Andrea Neves – Então mandei aí, para você dar uma lida, assim que ligar no Richa, esse cara tem que apagar esse troço, colocar um pedido de desculpa. Até mandei uma sugestão aí.
Aécio Neves – Como é o nome do cara, hein?
Andrea Neves – Tá aí no seu WhatsApp, aí.
Após descobrir do que se tratava, Aécio se irritou e entrou em contato com Richa, para que ele obrigasse Rossoni a se retratar sobre o vídeo.

Truculência e perseguições

O tom de Andrea Neves ao tratar do secretário de Richa reforça a tese de que imperava um estado de censura e de perseguição em Minas Gerais na época em que Aécio governou o estado.
Segundo denúncias de dezenas de jornalistas mineiros (saiba mais aqui), Andrea controlava de perto tudo o que era publicado por jornais e portais e tudo o que era transmitido por emissoras de rádio e tevê.
Com ameaças diversificadas e sempre exercendo postura autoritária, Andrea conseguiu que toda a mídia mineira parasse de veicular qualquer pauta negativa relacionada ao seu irmão.
VÍDEOS:
As gravações telefônicas de Aécio e Andrea Neves foram obtidas com autorização da Justiça, durante as investigações referentes à delação de executivos da JBS, que levaram à prisão de Andrea e ao afastamento de Aécio do mandato de senador.
O post Novo áudio revela a truculência de Andrea e Aécio Neves apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 06:35 PM PDT
temer patrocina faculdade gilmar mendes dinheiro público
Joelma Pereira, Congresso em Foco
O presidente Michel Temer (PMDB) foi convidado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que tem o ministro Gilmar Mendes como um dos sócios, para realizar a abertura de um seminário patrocinado pelo governo.
Gilmar Mendes, além ser o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgará a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer na próxima semana, também participa da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), turma responsável por julgar os casos envolvendo a Operação Lava Jato.
Temer, desde o dia 18 de maio, passou a ser investigado no Supremo por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. O evento intitulado “7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública – Segurança Pública a Partir do Sistema Prisional” será realizado nos dias 20 e 21 de junho.
Conforme reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, além do Governo Federal, a Caixa Econômica Federal é uma das patrocinadoras e contribuirá com R$ 90 mil. Apesar de estampar as duas logos como patrocinadoras do evento, ao jornal, a assessoria da Presidência informou que a participação do governo é por meio da Caixa.
Na cerimônia de abertura, que ocorrerá das 19h às 20h30 do dia 20 de junho, também participarão os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim. O Ministro Gilmar Mendes também estará na cerimônia. “Os desafios contemporâneos de Segurança Pública no Brasil” será o tema destaque da abertura.
Outros ministros do Supremo também participarão dos debates, como a ministra Cármem Lúcia e o ministro Alexandre de Moraes. O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, responsável pela condução da Operação Lava Jato na PF, também será um dos palestrantes. O governador do Distrito Federal ,Rodrigo Rollemberg, e o general Sergio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também participarão, bem como outras figuras públicas.

Proximidade de Gilmar com políticos

O presidente Michel Temer recebeu no Palácio do Planalto, no dia 15 de março, os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na ocasião, o encontro foi marcado, conforme divulgado pelo Planalto, para para discutir reforma política e financiamento de campanhas eleitorais.
A reunião ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir ao Supremo a abertura de 83 inquéritos contra políticos com foro na corte, da qual Gilmar também faz parte. Maia e Eunício estão entre os alvos de pedido de investigação com base nas delações da Odebrecht. Também se deu no momento em que o Congresso discutia a anistia para crime de caixa dois.
Já na noite do mesmo dia, Gilmar recebeu para um jantar, em sua residência, políticos delatados na Operação Lava Jato. O encontro foi marcado para discutir a reforma política e, ao mesmo tempo, comemorar os 75 anos do senador José Serra (PSDB-SP). O presidente Michel Temer, alvo de uma ação que pode cassar o seu mandato no tribunal presidido por Gilmar, também participou da confraternização.
Além de Temer e Serra, estavam entre os convidados os presidentes Eunício, Rodrigo Maia, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN) – Na ocasião, todos alvos da delação da Odebrecht e de pedidos de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre outros presentes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell e embaixadores. Depois disso, novas denúncias foram relatadas pelos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos da JBS. Em decorrência da delação dos empresários, Temer passou a ser um dos alvos do STF, com uma investigação em curso na Corte.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Governo Temer patrocina evento da faculdade de Gilmar Mendes apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 06:21 PM PDT
leonardo boff diretas já constituição temer
Todos reconhecem que estamos mergulhados numa profunda crise, das mais graves de nossa história, porque recobre todos os âmbitos da vida social e particular. O fato da crise significa que perdemos as estrelas-guia e nos encontramos num voo cego, sem saber para onde vamos. Ninguém hoje pode dizer o que será o Brasil nos próximos meses. Por isso não é verdadeira a afirmação de que as instituições estão funcionando. Se funcionassem não haveria crise. Elas funcionam para alguns e para outros são completamente disfuncionais, especialmente, para a grande maioria do povo, vítima de reformas sociais que vão contra seus anelos mais profundos e, pior, que implicam a retirada de direitos e de conquistas históricas, como previstas nas reformas trabalhista e previdenciária.
O fato é agravado pela ilegitimidade do Presidente, cuja legalidade é discutida e para muitos, consequência de um golpe parlamentar por trás do qual se ocultam, como em outras ocasiões, as oligarquias econômicas e os endinheirados rentistas que controlam grande parte da economia nacional e que veem ameaçada a sua acumulação perversa.
Ninguém pode negar que estamos mergulhados num caos político que se revela pelo esgarçamento dos limites dos três poderes da república, um invadindo a esfera do outro. Os procuradores, os juízes e as forças policiais que operam a Lava Jato passam por cima de preceitos constitucionais, alguns sagrados em todas as tradições jurídicas desde o tempo do Código de Hamurabi (1772 a.C) que é a presunção de inocência. As investigações da Lava Jato e as delações premiadas puseram à luz do dia o que grassava há dezenas de anos: a rede de corrupção que tomou conta do Estado, das grandes corporações e dos parlamentares, em sua maioria eleitos pelas grandes empresas, representando mais os interesses delas e menos os do povo.
Chegamos a um ponto crítico que temos à frente do poder executivo um Presidente acusado de corrupção, cercado de ministros, em grande parte denunciados e corruptos. Tanto o parlamento quanto o Presidente perderam totalmente a credibilidade que se revela pelos baixíssimos índices de aprovação popular.
O Presidente não mostra nenhuma grandeza, vítima da própria mediocridade e ilimitada vaidade. Aferra-se ao poder, sabendo da desgraça que isso representa para o povo e a desmoralização completa da atividade política. Caso renuncie ou perca o cargo no processo no TSE, invoca-se o artigo 81 da Constituição – que não é cláusula pétrea como querem alguns – que prevê a eleição indireta do Presidente pelo Congresso.
Das ruas e de todos os estratos vem a grita: que legitimidade possui um congresso, quando grande parte dele é constituída por denunciados por crimes de corrução? Cresce dia a dia o reclamo por eleições diretas já, não só do Presidente mas também de todos os parlamentares. Portanto eleições diretas gerais e já.
Quando vigora um caos politico e sem lideranças com capacidade de mostrar uma direção, a solução mais sensata é voltar ao primeiro artigo da constituição que reza:”todo poder emana do povo”. Ele constitui o sujeito legítimo do poder político, o detentor da verdadeira soberania. Todos os eleitos são representantes legitimados por este poder. Como diz o conhecido jurista Nicola Matteucci da Universidade Bolonha:”A soberania é um poder constituinte, o verdadeiro poder último, supremo, originário… que se manifesta somente quando é quebrada a unidade e coesão social”(Dicionário de Política, Brasília 1986, p.1185).
Ora, nós estamos diante da quebra da unidade e da coesão social. Não há mais nada que nos una, nem nos partidos, nem na sociedade. Tudo pode ocorrer como uma exploração social violenta, não excluída uma intervenção militar, já ensaiada nas manifestações populares de Brasília no dia 25 de maio.
Quando ocorre tal caos social, é a soberania popular que deve ser invocada e fazer-se valer. Esta esta é prévia à constituição que prevê eleições apenas em 2018. Aqui está a base para se convocar eleições diretas já. Nossa constituição está coberta de band-aids, tantas foram as emendas que equivalem quase a metade de seu texto. Uma nova emenda constitucional está sendo preparada que prevê a antecipação das eleições gerais ainda para este ano. Estas não poderiam ser apenas do Presidente, mas de todos os representantes políticos.
Que autoridade teria um Presidente, eleito indiretamente, ou mesmo, diretamente, mantido o atual Parlamento, eivado de má vontade e desmoralizado pelas acusações de corrupção? Junto a esta eleição direta, viria uma reforma política mínima que introduzisse a cláusula de barreira partidária e regulasse as coligações para evitar um presidencialismo de coalizão que favoreceu a lógica das negociatas e da corrupção e por isso não é mais recomendável. Esse caminho seria o mais viável e precisamos apoiá-lo.
*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, professor, ecologista e escritor
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Leonardo Boff: A solução é voltar ao 1º artigo da Constituição apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 06:17 PM PDT
eleições diretas já são paulo
Artistas, ativistas e blocos de carnaval realizam manifestação em forma de show no próximo domingo (4) em São Paulo para exigir a saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e a realização de eleições diretas como saídas para a atual crise política que atinge o país.
Estão previstas as presenças dos cantores Mano Brown, Criolo, Péricles, Emicida, Tulipa Ruiz, Simoninha, Otto, Maria Gadú, dentre outros, e a participação de cerca de 30 grupos que promovem o carnaval de rua em São Paulo.
O ato SP pelas Diretas Já será realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, a partir das 11h.
“Vamos ocupar o Largo da Batata com nossa música e nossos estandartes para defender o direito do povo eleger o próximo presidente da república”, afirmam os organizadores em chamado pelas redes sociais.
Eles refutam as articulações de bastidores de parte da classe política que propõe a realização de eleição indireta para eleger o sucessor de Michel Temer, pois ressaltam que o Congresso Nacional, com inúmeros parlamentares envolvidos em casos de corrupção “não tem condições morais de determinar como será o futuro do país.”
“Convidamos a todas e todos que compartilham desse pensamento a se vestirem de Diretas Já conosco para fazermos um ato histórico, digno do espírito democrático e inovador da nossa querida cidade”, convocam os artistas.

Sindicatos e partidos políticos

Segundo os organizadores do ato em São Paulo, a ideia é fazer um movimento independente de partidos políticos para ampliar o leque de apoio.
“Não temos a intenção de excluir ninguém. Temos o máximo respeito pelas lutas históricas de cada segmento, mas achamos importante termos também a chance de fazer um evento com todos que queiram participar, puxado pelas diversas expressões culturais. Achamos que é uma forma de agregar, ampliar e mostrar a quantidade de gente que quer diretas-já”, diz o produtor cultural Alexandre Youssef, presidente do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta.
A decisão de fazer o ato de forma independente tem o objetivo de evitar o aparelhamento do protesto. “A manifestação não pode ser apropriada por partido nenhum. A música quer esse papel”, diz o empresário da noite Facundo Guerra.
“Acho legítimo que os artistas tomem iniciativa. Atraem um público que não é necessariamente o dos movimentos. Vamos tentar dialogar para fazer com o máximo de unidade possível”, diz Guilherme Boulos, da Frente Povo Sem Medo.
informações de Rede Brasil Atual e Agência Estado
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Artistas convocam para grande ato das Diretas Já em São Paulo apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 06:14 PM PDT
eua contorlar petrobras jbs justiça
Imagem: Pragmatismo Político
Luis Nassiff, Jornal GGN
A respeito do post “Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS” recebo informações de leitores que complementam a questão geopolítica apresentada.
Há duas áreas estratégicas no Brasil, de interesse direto dos Estados Unidos. Uma, a área de energia/petróleo; outra, a área de alimentos. Nelas, a Petrobras e a JBS.
O interesse estratégico na JBS se deve ao fato de ter se transformado no maior fornecedor de proteína animal para a Rússia e a China. Na Petrobras, obviamente pelo acesso ao pré-sal.
Nos dois casos, o Departamento de Justiça logrou colocar sob fiscalização direta do escritório Baker & McKenzie, de Chicago, o maior dos Estados Unidos, o segundo maior do mundo, com 4.600 advogados e 13.000 funcionários mundo e com estrutura legal de uma sociedade registrada na Suíça (Verein) para pagar menos impostos. É considerado ligado ao Departamento de Estado e ao Departamento de Justiça e é visto em todo o mundo como um “braço” do governo americano, atuando em alinhamento com ele na proteção dos interesses essenciais dos EUA.
No Brasil, o nome de fachada da Baker & McKenzie é o escritório de advocacia Trench, Rossi & Watanabe.
Trata-se de uma nova versão originaria do primeiro escritório Baker & Mackenzie no Brasil, fundado como Stroeter, Trench e Veirano em uma pequena casa na Rua Pará em Higienópolis em 1973. O cabeça era o advogado Carlos Alberto de Souza Rossi, filho do empresário Eduardo Garcia Rossi, ligado à SOFUNGE fundição do grupo Simonsen. Depois o Veirano saiu e montou seu próprio escritório e entrou o desembargador aposentado Kazuo Watanabe, um dos pais dos Juizados de Pequenas Causas.
O Trench, Rossi & Watanabe foi indicado pelo Departamento de Justiça como fiscal dentro da Petrobras, serviço pelo qual já cobrou mais de 100 milhões de reais. Hoje a Petrobras está sob supervisão direta do BAKER MCKENZIE, que analisa todos seus contratos, vasculha seus e-mails, tentando identificar novas áreas de atuação suspeita.
Agora, assumiu a defesa da JBS, inclusive nas negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Baker McKenzie é o principal escritório da JBS nos EUA. O caso JBS está sendo monitorado de perto pelo governo dos EUA porque os EUA poderão ter de graça sob seu controle a maior empresa de proteína animal do mundo.
Na realidade a JBS “salvou” a indústria de frigorificação de carne dos EUA, toda ela quebrada, e salvou com dinheiro publico brasileiro.
O Brasil praticamente “entregou” a JBS ao controle do EUA. Os Batista não têm saída a não ser virarem americanos. É mais um bom serviço prestado pelos moralistas do Brasil.
Antes os EUA usavam pastores evangélicos para penetrar nos países, hoje usam promotores.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 06:02 PM PDT
Gilmar Mendes Twitter
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, estreou sua conta oficial no Twitter. O início, porém, não foi dos mais afetuosos.
Em sua primeira postagem, Gilmar Mendes repercutiu sua palestra no congresso jurídico da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), em São Paulo.
“Hoje estive em São Paulo. Aproveitei para ressaltar a independência do TSE”, postou, retuitando conteúdo jornalístico que repercutia frase dada por ele no encontro.
Em resposta, Gilmar recebeu uma chuva de xingamentos (algumas imagens abaixo).
O ministro, que até agora acumula 12 mil seguidores, não segue nenhum colega ou ex-colega do STF. Joaquim Barbosa, que chegou a ser seu desafeto em diversas questões, também é ativo no Twitter soma hoje mais de 500 mil seguidores.
A chegada de Mendes na rede social surge em um momento delicado. O ministro teve conversa com Aécio Neves (PSDB) interceptada pela Polícia Federal dias antes da implicação do tucano na delação da JBS (relembre aqui).
Na ocasião, Aécio pediu para o Mendes conversar com o deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e convencê-lo a votar a favor da aprovação da lei de abuso de autoridade, que ajudaria a frear boa parte das investigações da Lava Jato e de outras operações da Polícia Federal que envolvem os políticos do País.
Reações à estreia de Mendes no Twitter:
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Gilmar Mendes estreia no Twitter e recebe chuva de xingamentos apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 31 May 2017 05:47 PM PDT
pobre metaleira direita alienado burro
Jesse Navarro*, DCM
A maioria dos headbangers (ou metaleiros) que conheço são reacionários mesmo. É por essas e outras que costumo brincar que Metal é nome de lixo. Quem nunca jogou uma latinha de cerveja numa lata de lixo reciclável escrito metal? Metaleiro alienado de direita no Brasil transforma o movimento em lixo, mas um lixo reciclável, ou seja, o cara pode abrir a mente se entender que o gênero, em sua raiz, é um movimento de protesto contra a sociedade conservadora.
Um artigo do jornalista Bruno Silvestre no site WikiMetal diz tudo: “Judas Priest, AC/DC, Twisted Sister, Motley Crue e Mercyful Fate são exemplos que fizeram a elite conservadora arrancar os cabelos e não medir esforços para censurá-los”. Dentro do espírito de contestação que o Rock and Roll representa, era para o metaleiro ser, por natureza, no mínimo alguém contra o estabilshment.
No Brasil, infelizmente, há muito nazistinha “bolsominion” e afins propagando que o Metal representa as ideias conservadoras de extrema-direita. Um exemplo disso foi dado pelos caras da banda Tihuana, que ressuscitou uns anos atrás com o hit “Tropa de Elite”. Eles estavam numa pior e se transformaram numa banda decadente cover de Legião Urbana para ganhar uns trocados. Era o Urbana Legion. Onde iam, apresentavam a bandeira do Brasil com discurso coxinha pró-impeachment. Tiveram que sair correndo de muita cidade administrada pelo PT.
Eu vi a figura do roqueiro ser associada à Direita quando estava na Marcha Antifascista, no início desse mês, e os organizadores estavam repassando a rota que faríamos e foi falado sobre a Galeria do Rock.
— Passaremos na frente daquela Galeria do Rock, cheia de reacionários de extrema-direita e vamos vaiar os caras.
Entre os próprios “antifascistas”, havia muita gente no maior visual roqueiro, principalmente punks, o que fez o plano de vaiar a Galeria do Rock soar contraditório.
Chegamos na avenida São João, em frente à galeria, os manifestantes pararam ali e começaram a provocar os roqueiros, que disputavam espaço nas marquises para assistir à manifestação. Eram xingados e a maioria não estava entendendo nada. Alguns davam joia para os manifestantes, apoiando a causa.
Então rolou um protesto dentro do protesto. Metaleiros que estavam lá entre anarquistas, comunistas, GLBTs e o povo da esquerda se juntou e cantou: “caiam na real, o metal não é fascista”, algo do tipo.
Jogo o Metal no lixo quando vejo metaleiros como o Phil Anselmo da banda Pantera terminar seus shows bradando ódio e fazendo saudações nazistas. Mustaine, Tom Araya e Bruce Dickinson são tudo reaça também. É uma pena.
Uns comentários interessantes que li no artigo falavam coisas do tipo: “sou fã do Death Splatter, mas não vou sair por aí empalando as pessoas”. Outro dizia: “pior de tudo é Headbanger com a camiseta do Che Guevara, Fidel Castro ou mesmo do Lula molusco”.
Nunca se esqueçam que o rock nasceu do blues, dos negros, é som de negão. Pode existir White Metal fascista, bandas que defendem a Ku Klux Klan, mas esses caras estão viajando na maionese, usando muita droga estragada e estragando um movimento que nasceu para ser de esquerda.

Leia também:

*Jesse Navarro é jornalista, ex-Abril, Band e RedeTV, apresentador do canal Odyssey no YouTube.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post O pobre de direita ou o metaleiro de direita, quem é mais alienado? apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

Nenhum comentário:

Postar um comentário