domingo, 18 de junho de 2017

18/6 - Os Amigos do Presidente Lula DE 17/6

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 17 Jun 2017 08:45 PM PDT
Tirar do ar de repente as postagens incômodas virou epidemia na chamada “República de Curitiba”. Quem andou se beneficiando recentemente desse recurso também, a exemplo da  Prefeitura Municipal, foi o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força Tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF).

Segundo informações do Portal Paraná/UOL, Dallagnol tratou de se explicar e publicar resposta aos questionamentos e críticas que circulavam nos grupos de Whatsapp e nas redes socais, depois que uma empresa do ramo de palestras revelou que o “cachê” cobrado por ele para apresentar-se situa-se na faixa dos 30 a 40 mil reais.

Elementar, meu caro leitor!

Não demorou para a publicação sair do ar (não foi autorizada por Dallagnol e nem por sua equipe) e, em seu lugar, surgir uma nota de retratação. O procurador do “PowerPoint”, por sua vez, declarou em nota que, em 2016, teria repassado integralmente os valores recebidos para o Hospital Erasto Gaertner – como acontece com emendas parlamentares – e que, este ano, cerca de 90% do dinheiro arrecadado com suas palestras seria destinado à caridade. Com ele, só ficariam cerca de 10% para despesas pessoais e pagamento de tributos.

A caridade em questão seria um fundo (descrito assim, de forma bem genérica) para bancar despesas decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção. Mas que fundo é esse? Quem o gerencia? Como se dão os repasses? Como são aplicados concretamente?

Sem maiores elementos para não confiar nas explicações contidas na resposta do coordenador da Força Tarefa da Lava Jato, o leitor fique, por agora, apenas com as sua próprias convicções em torno desses fatos.

Posted: 17 Jun 2017 06:59 AM PDT

Na revista época, a notinha informa que o  juiz Sergio Moro terá 15 dias para apresentar defesa em processo disciplinar que apura sua conduta na autorização da divulgação de áudios do ex-presidente Lula em março de 2016, entre eles o de uma conversa com a então presidente Dilma Rousseff. O corregedor nacional da Justiça, João Otávio de Noronha, adiou o julgamento do processo para ouvir o juiz federal. Vamos aguardar
Posted: 17 Jun 2017 05:13 AM PDT


Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse em entrevista à revista Época que Michel Temer é o "chefe" da "maior e mais perigosa organização criminosa desse país", estabelecida na Câmara dos Deputados. O empresário afirma que, junto com outros políticos do PMDB, como Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, Temer montou um esquema para receber propina em troca de apoio no Congresso e em órgãos do governo.

"O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara", diz Joesley. "Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites."

O executivo destacou que o núcleo político comandado por Michel Temer foi o grupo "de mais difícil convívio" que ele já teve na vida. "Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele."

Joesley ressalta que Geddel seria o principal interlocutor entre o empresário e Temer. "De 15 em 15 dias era uma agonia terrível. Sempre querendo saber se estava tudo certo, se ia ter delação, se eu estava cuidando dos dois. O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara calmos era eu."

Questionado se Geddel falava em nome de Michel Temer, Joesley responde, "sem dúvida". "Depois que o Eduardo foi preso, mantive a interlocução desses assuntos via Geddel. O presidente sabia de tudo. Eu informava o presidente por meio do Geddel. E ele sabia que eu estava pagando o Lúcio e o Eduardo. Quando o Geddel caiu, deixei de ter interlocução com o Planalto por um tempo. Até por precaução."

Segundo Joesley, existia uma hierarquia entre Funaro, Cunha e Temer. "A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel."

"O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado", declarou Joesley, questionado se realmente precisava tanto do grupo de Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e Temer.

Após o primeiro contato dos dois, em 2010, Temer teria solicitado favores ao executivo, como o pagamento do aluguel de um escritório em São Paulo. Joesley conta ainda que a relação com o peemedebista sempre foi institucional, "de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas".

O portal da revista publicou online apenas alguns trechos da entrevista, que também fala, entre outras coisas, sobre a forma como o PSDB de Aécio Neves entrou em leilões para comprar partidos nas eleições de 2014.
Posted: 17 Jun 2017 05:10 AM PDT

Quase uma década depois da denúncia sobre o mensalão tucano ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República, mais um réu no caso –o quarto, dos 12 iniciais– não deve ser julgado.

Ex-diretor de uma estatal mineira, Lauro Wilson de Lima Filho fez 70 anos em maio e pediu à Justiça para ser beneficiado pela prescrição. Acusado pelo crime de peculato (quando o funcionário público desvia recursos), seu processo estava na fase que antecedia o julgamento. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido.

Falta de sentença não é exceção no mensalão tucano. A única relativa ao episódio, fez um ano e meio nesta sexta-feira (16). É a condenação de Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, a 20 anos e dez meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo a PGR, ele liderava um esquema que desviou R$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões em valores atualizados) de empresas públicas para irrigar sua fracassada campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Azeredo recorre em liberdade e seu julgamento em segunda instância ainda não tem data marcada. Desde março, a ação contra ele aguarda para ser pautada pelo desembargador Adilson Lamounier.

Antes de Lauro Wilson, as ações contra Walfrido dos Mares Guia, ex-vice-governador de Minas, e Cláudio Mourão, coordenador financeiro da campanha de Azeredo, também prescreveram por causa da idade. Um terceiro réu, Fernando Moreira Soares, morreu em 2015.

As prescrições aconteceram porque, aos 70, o prazo para que eles fossem julgados caiu pela metade, de 16 para oito anos –tempo maior que o ocorrido entre o fato (1998) e a denúncia (2007).

Atualmente, seis processos penais correm na Justiça de Minas Gerais sobre o caso. Um deles envolve os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, condenados no mensalão petista e considerados os operadores dos dois esquemas.

O processo foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, mas desceu para a Justiça de Minas em 2014, após Azeredo e Clésio Andrade (PMDB) renunciarem respectivamente aos cargos de deputado federal e senador. No Estado, a ação foi dividida.

Hoje, o processo de Clésio –que era sócio de Valério e candidato a vice-governador– é o mais atrasado de todos. Ele sequer foi ouvido porque entrou com recurso em que questionava a legitimidade de uma juíza para julgá-lo.

Outra ação, contra José Afonso Bicalho, que dirigia o extinto Bemge (banco estatal de Minas) em 98, passou a tramitar na segunda instância em 2015.

Em 2018, ele completa 70 anos. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, o processo está na fase de instrução.

As outras ações, como a de Lauro Wilson, estão na fase das alegações finais, última vez que as partes se manifestam no processo. Wilson era um dos diretores da antiga Comig (atual Codemig, companhia de desenvolvimento do Estado) e liberou pagamentos de publicidade a um evento que foram usados, segundo a Procuradoria, na campanha do então governador.

Já Valério havia conseguido suspensão de tramitação da ação no ano passado, porque tentava negociar delação com o Ministério Público, que concluiu que o publicitário não tinha o que oferecer.Na Folha

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