sexta-feira, 23 de junho de 2017

23/6 - Pragmatismo Político DE 22/6

Pragmatismo Político


Posted: 22 Jun 2017 01:56 PM PDT
Chico Pinheiro Marta Suplicy
O jornalista Chico Pinheiro
A senadora Marta Suplicy presidiu na última terça-feira (20) a sessão da Comissão de  Assuntos Sociais (CAS) que rejeitou a Reforma Trabalhista por 10 votos a 9.
Marta, que hoje integra a tropa de choque do governo Temer no Congresso, estava visivelmente incomodada com a possibilidade de a Reforma ser derrotada na comissão. O que, de fato, aconteceu.
A ex-petista discutiu com Kátia Abreu e Gleisi Hoffmann (vídeos abaixo).
Nas redes sociais, internautas criticaram a maneira com a qual Marta conduziu a sessão.
Uma das postagens mais repercutidas foi a do jornalista Chico Pinheiro, apresentador do Bom Dia Brasil, telejornal da TV Globo.
“Marta saiu do PT, pois não tolerava mais a corrupção. E daí migrou para o PMDB de Cunha, de Jucá, de Moreira Franco. Hoje defende Temer”, escreveu Chico.
A síntese de Chico foi certeira. Marta justificou sua saída do PT em inúmeras entrevistas alegando que estava constrangida e indignada com as investigações de esquemas de corrupção que envolviam o partido.
Por essa mesma ótica, Marta sequer deveria ter ingressado no PMDB, sobretudo neste momento em que todas as investigações e delações indicam que a alta cúpula do seu ‘novo’ partido encabeça o núcleo do que está sendo chamado de ‘quadrilha mais perigosa do Brasil’.
A verdade é que Marta queria ser a candidata do PT à prefeitura de São Paulo em detrimento de Fernando Haddad e o partido, naturalmente, não lhe concedeu essa ‘oportunidade’.
Candidatou-se pelo PMDB e ficou em 4º lugar, atrás de Doria, Haddad e Russomanno. Além ver seu capital eleitoral sucumbir, Marta Suplicy perdeu o discurso.
VÍDEOS:
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Posted: 22 Jun 2017 01:19 PM PDT
Sergio Moro EUA lei brasileira
Gustavo Aranda, Jornalistas Livres
O juiz Sergio Moro determinou em 2007 a criação de RG e CPF falsos e a abertura de uma conta bancária secreta para uso de um agente policial norte-americano, em investigação conjunta com a Polícia Federal do Brasil. No decorrer da operação, um brasileiro investigado nos EUA chegou a fazer uma remessa ilegal de US$ 100 mil para a conta falsa aberta no Banco do Brasil, induzido pelo agente estrangeiro infiltrado.
Na manhã da última terça-feira (20), os Jornalistas Livres questionaram o juiz paranaense sobre o assunto, por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, que afirmou não ter tempo hábil para levantar as informações antes da publicação desta reportagem (leia mais abaixo).
Todas essas informações constam nos autos do processo nº. 2007.70.00.011914-0 – a que os Jornalistas Livres tiveram acesso – e que correu sob a fiscalização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região até 2008, quando a competência da investigação foi transferida para a PF no Rio de Janeiro.
Especialistas em Direito Penal apontam ilegalidade na ação determinada pelo juiz paranaense, uma vez que a lei brasileira não permite que autoridades policiais provoquem ou incorram em crimes, mesmo que seja com o intuito de desvendar um ilícito maior. Além disso, Moro não buscou autorização ou mesmo deu conhecimento ao Ministério da Justiça da operação que julgava, conforme deveria ter feito, segundo a lei.

Entenda o caso

Em março de 2007, a Polícia Federal no Paraná recebeu da Embaixada dos Estados Unidos um ofício informando que as autoridades do Estado da Geórgia estavam investigando um cidadão brasileiro pela prática de remessas ilícitas de dinheiro de lá para o Brasil. Na mesma correspondência, foi proposta uma investigação conjunta entre os países.
Dois meses depois, a PF solicitou uma “autorização judicial para ação controlada” junto à 2ª Vara Federal de Curitiba, então presidida pelo juiz Sergio Moro, para realizar uma operação conjunta com autoridades policiais norte-americanas. O pedido era para que se criasse um Cadastro de Pessoa Física (CPF) falso e uma conta-corrente a ele vinculada no Brasil, a fim de que policiais norte-americanos induzissem um suspeito a remeter ilegalmente US$ 100 mil para o país. O objetivo da ação era rastrear os caminhos e as contas por onde passaria a quantia. A solicitação foi integralmente deferida pelo juiz Moro, que não deu ciência prévia ao Ministério Público Federal da operação que autorizava, como determina a lei:
“Defiro o requerido pela autoridade policial, autorizando a realização da operação conjunta disfarçada e de todos os atos necessários para a sua efetivação no Brasil, a fim de revelar inteiramente as contas para remeter informalmente dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil. A autorização inclui, se for o caso e segundo o planejamento a ser traçado entre as autoridades policiais, a utilização de agentes ou pessoas disfarçadas também no Brasil, a abertura de contas correntes no Brasil em nome delas ou de identidades a serem criadas.”
No mesmo despacho, Moro determinou que não configuraria crime de falsidade ideológica a criação e o fornecimento de documentação falsa aos agentes estrangeiros: “Caso se culmine por abrir contas em nome de pessoas não existentes e para tanto por fornecer dados falsos a agentes bancários, que as autoridades policiais não incorrem na prática de crimes, inclusive de falso, pois, um, agem com autorização judicial e, dois, não agem com dolo de cometer crimes, mas com dolo de realizar o necessário para a operação disfarçada e, com isso, combater crimes.”
Depois disso, foram feitas outras quatro solicitações da PF ao juiz Moro, todas deferidas pelo magistrado sem consulta prévia à Procuradoria Federal. Atendendo aos pedidos, o juiz solicitou a criação do CPF falso para a Receita Federal:
“Ilmo. Sr. Secretário da Receita Federal,
A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos solicitar a criação de um CPF em nome da pessoa fictícia Carlos Augusto Geronasso, filho de Antonieta de Fátima Geronasso, residente à Rua Padre Antônio Simeão Neto, nº 1.704, bairro Cabral, em Curitiba/PR”.
Além disso, o magistrado solicitou a abertura de uma conta no Banco do Brasil, com a orientação de que os órgãos financeiros fiscalizadores não fossem informados de qualquer operação suspeita:
“Ilmo. Sr. Gerente, [do Banco do Brasil].

A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos determinar a abertura de conta corrente em nome de (identidade falsa).
(…) De forma semelhante, não deverá ser comunicada ao COAF ou ao Bacen qualquer operação suspeita envolvendo a referida conta”.
Criados o CPF e a conta bancária, as autoridades norte-americanas realizaram a operação. Dirigiram-se ao suspeito e, fingindo serem clientes, entregaram-lhe a quantia, solicitando que fosse ilegalmente transferida para a conta fictícia no Brasil.
Feita a transferência, o caminho do dinheiro enviado à conta falsa foi rastreado, chegando-se a uma empresa com sede no Rio de Janeiro. Sua quebra de sigilo foi prontamente solicitada e deferida. Como a empresa era de outro Estado, a investigação saiu da competência de Moro e do TRF-4, sendo transferida para o Rio.

Lei norte-americana aplicada no Brasil

A ação que Moro permitiu é prevista pela legislação norte-americana, trata-se da figura do agente provocador: o policial que instiga um suspeito a cometer um delito, a fim de elucidar ilícitos maiores praticados por quadrilhas ou bandos criminosos.
No caso em questão, o agente norte-americano, munido de uma conta falsa no Brasil, induziu o investigado nos EUA a cometer uma operação de câmbio irregular (envio de remessa de divisas ao Brasil sem pagamento dos devidos tributos).
Ocorre, porém, que o Direito brasileiro não permite que um agente do Estado promova a prática de um crime, mesmo que seja para elucidar outros maiores. A Súmula 145 do STF é taxativa sobre o assunto:

“Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.”

Ou seja, quando aquele que tenta praticar um delito não tem a chance de se locupletar por seus atos, caindo apenas em uma armadilha da polícia, o crime não se consuma.
É o que explica o advogado criminalista André Lozano Andrade: o agente infiltrado não deve ser um agente provocador do crime, ou seja, não pode incentivar outros a cometer crimes. “Ao procurar uma pessoa para fazer o ingresso de dinheiro de forma irregular no Brasil, o agente está provocando um crime. É muito parecido com o que ocorre com o flagrante preparado (expressamente ilegal), em que agentes estatais preparam uma cena para induzir uma pessoa a cometer um crime e, assim, prendê-la. Quando isso é revelado, as provas obtidas nesse tipo de ação são anuladas, e o suspeito é solto”, expõe Lozano.
Já Isaac Newton Belota Sabbá Guimarães, promotor do Ministério Público de Santa Catarina e professor da Escola de Magistratura daquele Estado, explica que “a infiltração de agentes não os autoriza à prática delituosa, neste particular distinguindo-se perfeitamente da figura do agente provocador. O infiltrado, antes de induzir outrem à ação delituosa, ou tomar parte dela na condição de co-autor ou partícipe, limitar-se-á ao objetivo de colher informações sobre operações ilícitas”.

Contestação Judicial

A ação policial autorizada por Moro levou à prisão vários indivíduos no âmbito da Operação Sobrecarga. Uma das defesas, ao impetrar um pedido de habeas corpus junto à presidência do TRF-4, apontando ilicitude nas práticas investigatórias, argumentou que seu cliente havia sido preso com base em provas obtidas irregularmente, e atacou a utilização de normas e institutos dos Estados Unidos no âmbito do Direito brasileiro:
“Data venia, ao buscar fundamento jurisprudencial para amparar a medida em precedentes da Suprema Corte estadunidense, a d. Autoridade Coatora (Sérgio Moro) se olvidou de que aquela Corte está sujeita a um regime jurídico diametralmente oposto ao brasileiro.”

“Enquanto os EUA é regido por um sistema de direito consuetudinário (common law), o Brasil, como sabido, consagrou o direito positivado (civil law), no qual há uma Constituição Federal extremamente rígida no controle dos direitos individuais passíveis de violação no curso de uma investigação policial. Assim, a d. Autoridade Coatora deveria ter bebido em fonte caseira, qual seja, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e das demais Cortes do Poder Judiciário brasileiro.”
O habeas corpus impetrado, no entanto, não chegou a ser analisado pelo TRF-4. É que, logo depois, em 2008, a jurisdição do caso foi transferida para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Lá, toda a investigação foi arquivada, depois que o STF anulou as interceptações telefônicas em Acórdão do ministro Sebastião Rodrigues atendendo outro habeas corpus impetrado por Ilana Benjó em defesa de um dos réus no processo.
Processo arquivado, crimes impunes.

Outro Lado

Os Jornalistas Livres enviaram na manhã da última terça-feira à assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, onde atua o juiz Sérgio Moro, as seguintes questões a serem encaminhadas ao magistrado:
“Perguntas referentes ao processo nº. 2007.70.00.011914-0
– Qual a sustentação legal para a solicitação do juiz Sérgio Moro para que a Receita Federal criasse CPF e identidade falsa para um agente policial dos Estados Unidos abrir uma conta bancária no Brasil em nome de pessoa física inexistente?
– Por que o juiz Moro atendeu ao pleito citado acima, originário da Polícia Federal, sem submetê-lo, primeiramente, à apreciação do Ministério Público Federal, conforme determina o ordenamento em vigor no país?
– Por que o juiz Moro não levou ao conhecimento do Ministério da Justiça os procedimentos que autorizou, conforme também prevê a legislação vigente?”
A assessoria do órgão não chegou a submeter os questionamentos ao juiz. Disse, por e-mail, que não teria tempo hábil para buscar as informações em arquivos da Justiça:
“Esse processo foi baixado. Portanto, para que consiga informações sobre ele precisamos buscar a informação no arquivo.
Outra coisa, precisa ver o que realmente ocorreu e entender pq o processo foi desmembrado para o Rio de Janeiro. Não tenho um prazo definido pra conseguir levantar o processo. Também preciso entender como proceder para localizar o processo aqui. Infelizmente essa não é minha política, mas não consigo te dar um prazo para resposta neste momento. Fizemos pedidos para o juiz e para o TRF-4.
Sugiro que vc (sic) tente com a Justiça Federal do Rio de Janeiro também.
Espero que compreendas.
Assim que tiver alguma posição, te aviso.”
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Posted: 22 Jun 2017 12:27 PM PDT
Nicette Bruno preconceito homofobia
Atriz Nicette Bruno ficou espantada com comentário de mãe sobre possível homossexualidade da filha
O programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da TV Globo, abordou nesta quinta-feira (22) os inúmeros problemas enfrentados pela população LGBT, sobretudo o preconceito que sofrem dentro da própria família.
Ao participar do debate, uma mulher da plateia chamada Yolanda surpreendeu a todos com o seguinte posicionamento:
Não aceitaria nunca [uma filha gay]. Ia sentar e conversar com ela. Procuraria um especialista. Ia fazer tudo. Não é um preconceito com outras pessoas. Mas é que são as minhas filhas. Eu não aceito“.
A afirmação chocou Nicette Bruno, uma das convidadas da edição. Ao rebater o comentário da mulher, a atriz de 84 anos deu uma verdadeira aula contra o preconceito.
As pessoas não são iguais. Cada um tem a sua individualidade e o seu caminho a seguir.Você pode ter 10 filhos, e cada um deles vai ser diferente. Todos devem conviver da mesma maneira. Ficam pensando como se fosse um defeito e não é. Meu Deus, é a vida. Não é ele que tem que mudar, é você que precisa se adaptar a ele. É isso que forma uma família. É um problema de preconceito isso, isso é um problema de muito tempo. As pessoas são ensinadas a ter esse olhar“, desabafou a experiente atriz.
O programa exibiu ainda a história de Luis Felipe, um jovem que escolheu sair de casa por conflitos com sua mãe Letícia. Os dois foram ao palco da atração. Letícia contou que, mesmo com resistência, abriu seu olhar e deixou de rejeitar a sexualidade do filho.
“Ele é meu filho único, o amor da minha vida”, revelou. “Apoiar o meu filho mudou completamente a minha vida. Meu filho é gay sim, e eu tenho muito orgulho disso”, disse Letícia.
Nicette elogiou a atitude de Letícia:
É um problema de preconceito, sim, claro que isso já vem de muito tempo. Isso é incutido nas pessoas, desde cedo, a ter esse preconceito. E, isso, o que você fez. Isso é maravilhoso. O teu momento de reflexão que, aliás, é fundamental para da um de nós, esses momentos de sabermos exatamente quem somos e o que pensamos e como nos transformarmos para sermos criaturas melhores. Foi ótimo você ter voltado atrás. Isso é um sentido de evolução. Eu agradeço esse seu posicionamento porque é um exemplo.“.
Nas redes sociais, milhares de internautas elogiaram a coragem e a lucidez de Nicette Bruno e o nome da atriz figurou entre os assuntos mais comentados do Twitter.
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Posted: 22 Jun 2017 11:53 AM PDT
Manuela D'Ávila desabafo facebook
A deputada Manuela D’Ávila
Em sua página pessoal do Facebook, a deputada Manuela D’ávila publicou um desabafo sobre sofrer com transtorno de imagem e muitos usuários se identificaram com a história. Leia abaixo.
Por Manuela D’ávila
Eu tenho transtorno de imagem (ou distorção de imagem corporal).
Esses dias minha sobrinha de sete anos respondeu a uma brincadeira minha com a seguinte frase: “cada vez mais tenho certeza que tu tens aquela doença que a pessoa se acha gorda”, fazendo menção a anorexia.
Não, não tenho. Nunca tive.
Depois que Isadora me disse isso, decidi voltar pra terapia para enfrentar um problema escondido de mim mesma e visível para muitos. Decidi tratar dessa doença contagiosa antes que ela contamine minha filha.
Algumas pessoas sabem que eu fui obesa até os 17 anos. A obesidade fez de mim essa pessoa que “debocha de si mesma”, para que os outros não precisem debochar. A obesidade fez de mim a divertida, a líder de turma, a corajosa.
Eu precisava mostrar que meu corpo não importava. E ele, de fato, importava pouco. Eu era tão segura de mim que as pessoas não ligavam muito para o fato de eu pesar cem quilos.
Mas eu sabia o que era não ter onde comprar roupas tamanho 48 ou 50. Claro, existem as lojas pra gordo, mas eu queria as mesmas roupas de minhas colegas.
Eu sabia o que era ouvir que eu não era feminina pois afinal, mulheres femininas andam de Mini saia e Mini blusa (chamava assim em minha adolescência). Mulheres femininas não usam camiseta larga e calça preta.
Eu sabia e um dia decidi emagrecer. E emagreci, afinal sou uma das pessoas mais determinadas que eu conheço.
Emagreci 40 quilos. Entrei no terceiro ano do ensino médio gorda e formei magérrima. Não fiz nada de errado, apenas reeducação alimentar. Passei a comer bem, regrada e com horários.
Passaram muitos anos e eu engordei — um pouco — apenas duas vezes: quando parei de fumar (doze quilos) e na gestação de Laura (dezoito).
ao contrário do que as pessoas imaginam nunca fiz loucuras muito loucas para perder peso. Apenas todas as dietas – razoavelmente – saudáveis. O meu problema não reside aí. Até porque eu perco peso com razoável facilidade.
O meu problema é que eu sempre me acho gorda. Mesmo quando estou um palito eu me vejo mais gorda do que estou.
Eu tenho um peso magro magro, um peso magro ideal e um peso magro limite (quase o que me considero gorda). Agora estou no magro limite. Racionalmente eu decidi comer o que sinto vontade. Eu amamento Laura, não durmo a noite, faço mestrado, sou deputada, faço roteiros pelo estado inteiro. Acho razoável que eu não faça grandes sacrifícios alimentares. Mas Eu disse “racionalmente”.
Fora da razão eu odeio meu corpo 24 horas por dia. Basta minha cabeça não estar trabalhando que eu fico pensando em tudo o que eu poderia fazer se estivesse mais magra.
Ontem eu vi aquele filme EMBRACE – pelo amor de suas filhas, vejam!!! Chorei do início ao fim. É difícil para um homem entender ao que somos submetidas. E ainda mais difícil para uma mulher feminista como eu reconhecer o quão envolvidas podemos ser nessa trama de horror aos nossos corpos promovida pela indústria da moda, do entretenimento, da “saúde”…
Eu, que nunca quis agradar ninguém, que sempre dei minhas opiniões e mesmo que mudei de opinião quando quis, eu não consigo agradar a mim mesma. E como uma versão moderna do “anjo do lar”, de Virgínia Woolf. E como se todas nós tivéssemos dentro de nós uma “Anja do corpo”. Alguém que nos lembra o que comeria, quantas horas de exercício, que número de calça usaria uma verdadeira Anja do corpo.
Eu decidi enfrentar minha Anja do corpo. Decidi “embrace” (abraçar, aceitar) meu transtorno de imagem para que minha filha não sofra como eu sofro. Decidi falar sobre isso pois conheço mulheres lindas que odeiam seu corpos.
Conheço mulheres que trabalhavam com seus corpos e não podem ficar velhas pois a Anja do corpo não fica velha.
Eu não sei o caminho. Mas decidi caminhar. Por Laura. Por todas as meninas. Por mim.
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Posted: 22 Jun 2017 11:40 AM PDT
fundo eleitoral partidos congresso
Presidentes de sete partidos – PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD – fecharam um acordo para tentar aprovar a criação de um fundo eleitoral até setembro deste ano. O objetivo é acelerar a tramitação para que a matéria passe a valer já para a eleição de 2018.
Com uma estimativa inicial de R$ 3,5 bilhões, o fundo terá como parâmetro 50% dos gastos das campanhas de 2014 para presidente da República, governador, senador e deputados.
A proposta, que já está sendo elaborada pelo presidente do PMDB e líder do governo, Romero Jucá (RR), deverá ser apresentada na próxima semana e votada em caráter de urgência no Senado.
O entendimento dos dirigentes partidários é de que a Casa terá mais facilidade para costurar um acordo pela aprovação do texto. A Câmara analisaria o texto em seguida.
Pelo acordo entre os dirigentes das siglas, o fundo eleitoral será constituído em anos eleitorais e composto por uma parte do Orçamento geral da União e também de emendas parlamentares.
Metade do “fundão” seria dividida igualmente para os 35 partidos com registro; e outra parte seria dividida proporcionalmente ao tamanho das bancadas das siglas na Câmara e no Senado um ano antes da eleição.
Participaram do encontro nesta quarta-feira, 21, Jucá, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente do PSD; o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP; Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM; Carlos Siqueira, presidente do PSB, e o senador suplente Antônio Carlos Rodrigues, presidente do PR.
Agência Estado
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Posted: 22 Jun 2017 11:35 AM PDT
alemanha espionagem eua casa branca
Casa Branca, EUA
O serviço de inteligência da Alemanha espionou durante anos várias empresas e administrações dos Estados Unidos, entre elas a Casa Branca, afirmou a revista alemã “Der Spiegel”.
O Serviço Federal de Informação (BND) espionou “entre 1998 e 2006 vários números de telefone e fax internos da Casa Branca”, indica a Der Spiegel, que cita “documentos” aos quais teve acesso.
De acordo com a revista, o BND tinha uma lista de “4.000 seletores” (números de telefone ou fax, endereços eletrônicos) que permitiam vigiar “objetivos americanos”, incluindo o Tesouro e o Departamento de Estado.
Os agentes alemães também espionaram empresas como a Lockheed, a Nasa, a ONG Human Rights Watch, várias universidades, a Força Aérea, os Marines, a Agencia de Inteligência de Defesa, vinculada ao Pentágono, e o serviço militar de inteligência, segundo a Der Spiegel.
A lista inclui ainda, informa a revista, mais de 100 embaixadas em Washington, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o escritório americano da Liga Árabe.
Procurado pela Der Spiegel, o BND se recusou a fazer comentários.
Em 2013, informações sobre escutas realizadas pela inteligência americana a um telefone da chanceler alemã Angela Merkel provocaram um momento de grande tensão entre Berlim e Washington.
“A espionagem entre amigos não é boa em absoluto”, declarou Merkel na ocasião.
O serviço alemão de inteligência externa já protagonizou vários escândalos de grampos.
Em março de 2015 foi divulgada a colaboração entre o BND e seu equivalente americano, a NSA, para quem os alemães espionavam diversos objetivos em países aliados, em particular funcionários do ministério francês das Relações Exteriores, da presidência francesa ou da Comissão Europeia.
Questionada em fevereiro por uma Comissão Parlamentar de Inquérito que examinava a cooperação, Merkel demonstrou surpresa: “Eu pensava que o BND não tinha este tipo de prática”.
Após os escândalos, a Alemanha aprovou em junho de 2016 uma série de novas medidas destinadas a melhorar as práticas da inteligência externa.
AFP
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Posted: 22 Jun 2017 11:20 AM PDT
donald trump jair bolsonaro
Após o deputado Jair Bolsonaro aparecer em segundo lugar em pesquisas de intenções de votos à Presidência, o jornal norte-americano “Quartz” publicou uma comparação entre o brasileiro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também era tido como candidato improvável nas eleições à Casa Branca em 2016.
“A eleição de Trump ensinou aos norte-americanos que qualquer candidato, não importa o quanto ele pareça, deve ser levado a sério por todos antes que seja tarde demais”, diz o texto.
De acordo com a publicação, embora a população dos EUA não conheça a história de Bolsonaro, ela é parecida com a do republicano e, portanto, “os brasileiros precisam entender isso agora”.
O deputado, que representa o Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados do Brasil, tem feito reivindicações racistas, homofóbicas e xenófobas desde que entrou na política em 1988.”Eu não tento agradar a todos. Eu não sou bom, mas os outros são muito ruins. Eles tentam me derrubar, mas continuo a subir nas pesquisas”, declarou o brasileiro ao portal “Vice News”.
O “Quartz” define Bolsonaro como um “fenômeno popular” na política brasileira e suas declarações polêmicas podem ser comparadas por diversas vezes as de Trump. O magnata também é conhecido por seu estilo excêntrico e politicamente incorreto.
Segundo o jornal, o discurso do deputado é centrado em suas visões conservadoras sobre uma série de questões sociais. Ele já deixou claro que “preferiria ter um filho morto do que um homossexual” e que a comunidade LGBT está tentando assumir a sociedade.
Para Bolsonaro, “esses grupos querem alcançar nossos filhos para transformá-los em adultos gays para satisfazer a sexualidade dos homossexuais no futuro”, diz a publicação.
O deputado do Partido Social Cristão (PSC) irá se candidatar à presidência nas eleições de 2018, principalmente após a onda de escândalos e corrupção que envolvem a maior parte dos políticos.
De acordo com o jornal, “os brasileiros, assim como os norte-americanos, estão com sede de mudança. A inflação é alta, o crime é alto, o desemprego é alto, mas o quadro de políticos é corrupto. Bolsonaro tem uma mensagem diferente que se encaixa” no atual cenário.
“Eu sou uma pessoa autêntica. Minhas propostas são diferente de tudo o que está lá fora”, disse ao “Vice News” o político que acredita que um retorno à lei e à ordem significa mudar a política de direitos humanos no Brasil, porque “não podemos tratar os criminosos como vítimas. Você luta contra a violência com violência”.
No texto norte-americano é destacado outro ponto que teria impulsionado Bolsonaro: o movimento evangélico do Brasil. No Congresso, a Igreja está cada vez mais dominante, inclusive a maioria de seus membros votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Além disso, a publicação ressalta que a população conservadora sente que o país está perdido com políticas liberais e a solução é ter políticas mais duras como as do futuro candidato ao Palácio do Planalto.
O Brasil enfrenta a sua pior recessão econômica desde a década de 1930. Quatro brasileiros em cada 10 estão desempregados. A ascensão de Bolsonaro, segundo o “Quartz”, tem gerado repercussão mundial. “Eu faço novidades, então é claro que as pessoas etão atrás de mim”, disse o deputado ao jornal.
Mas Bolsonaro ainda acredita que a mídia o retrata injustamente. A narrativa de como a mídia e a oposição estão tentando sufocar seu movimento também está presente no discurso do político. Esta é mais uma das histórias que os norte-americanos estão familiarizados. Trump já denunciou diversas vezes que as declarações da imprensa sobre sua vida pessoal e política são “mentirosas”.
A publicação ainda diz que o brasileiro se compara com outros candidatos de extrema-direita. “Da mesma forma que a oposição está tentando sufocar o movimento de Le Pen na França, eles estão tentando prejudicar minhas chances em 2018”, ressaltou Bolsonaro na entrevista.
A chance de Bolsonaro de ser eleito começou a aumentar. Em 30 de abril, ele apareceu com 15 % das intenções de votos atrás apenas no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o petista é alvo de investigação por corrupção e lavagem de dinheiro.
Na publicação, Bolsonaro ainda argumenta que os resultados da pesquisa também podem ser enganadores. Ele cita as pesquisas de opinião pública norte-americanas que não previram a vitória de Trump. “Apesar do retrato da mídia dele, ele ainda ganhou”, disse.
Para o jornal, mesmo que Bolsonaro não vença no próximo ano, essa perda não descarta futuras campanhas. “Os brasileiros estão com sede de mudança e estão procurando por alguém diferente – um estranho. É hora de começar a pensar seriamente em Bolsonaro”, finaliza a publicação.
ANSA
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Posted: 22 Jun 2017 08:05 AM PDT
golpe do uber afeta brasileiros
Um novo golpe em circulação na internet utiliza falsos cupons de desconto do Uber para roubar dados pessoais e bancários e já afetou mais de 40 mil brasileiros, de acordo com a empresa de segurança digital ESET.
Trata-se de um esquema de phishing em que a vítima é induzida ao erro e acaba cedendo informações sigilosas.
O link malicioso divulgado nas redes sociais e WhatsApp leva a uma falsa página de cadastro no serviço da Uber, prometendo um desconto no valor de 100 reais em corridas no aplicativo de transporte individual urbano.
Ao clicar para acessar o desconto, a vítima é informada de que precisa se cadastrar no Uber. Em seguida, a pessoa é levada a uma página falsa, muito parecida com a do aplicativo, onde é pedido o fornecimento de dados como nome, CPF, telefone e informações do cartão de crédito.
Assim que finaliza o cadastro na página falsa, a vítima é direcionada para a página oficial de login do Uber, como se nada de errado tivesse acontecido.
“Os usuários precisam ficar atentos a esse tipo de golpe que usa falsas promoções de empresas populares para roubar dados das vítimas”, afirma Camillo Di Jorge, presidente da ESET Brasil.
“Os cuidados passam pelo uso de soluções proativas de segurança instalados no computador e nos demais equipamentos que acessam a internet, assim como por boas práticas de navegação, que incluem não divulgar dados pessoais e financeiros sem ter certeza do destinatário, duvidar de promoções muito vantajosas e nunca clicar em links ou anexos de e-mails sem verificar sua procedência”, acrescenta.
Outra dica, de acordo com os especialistas, é desabilitar o carregamento automático de macros e conteúdo externo, pois esse é um vetor de ataque frequentemente utilizado para executar códigos maliciosos nos computadores das vítimas.
A ESET recomenda ainda sempre desconfiar de promoções muito vantajosas como essa. No passado, a Uber já ofereceu descontos de 50 reais, 20 reais e agora dá 10 reais de créditos em duas viagens para novos usuários de seu aplicativo.
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Posted: 22 Jun 2017 07:45 AM PDT
exorcistas arautos do evangelho vaticano exorcismo
O grupo ultraconsevador católico Arautos do Evangelho, liderado pelo monsenhor brasileiro João Clá Dias, está na mira do Vaticano após a revelação de uma série de vídeos em que aparecem realizando rituais de exorcismo.
Nas reuniões, os religiosos dialogam com “demônios” incorporados em fiéis e dão tapas nas pessoas que estão supostamente possuídas. As informações foram divulgadas no site “Vatican Insider”, do jornal italiano “La Stampa”.
Em dois dos vídeos que provocaram a polêmica, jovens do sexo feminino, aparentemente menores de idade, participam de um ritual comandado pelo monsenhor João Clá Dias.
Nas imagens, as jovens, vestidas com a túnica característica do grupo, são tratadas como se estivessem possuídas por demônios.
Ao final do ritual, é assumido por eles que foram curadas. É possível ver Dias lendo orações em latim e dando tapas diversas vezes na cabeça e no rosto das jovens atormentadas.
Em outros dois vídeos, o líder dos Arautos discute em uma reunião privada com outros membros supostas conversas que padres ligados ao grupo teriam tido com “demônios” incorporados em fiéis durante rituais que não são mostrados.
Em mais um vídeo, o demônio, ao se referir ao fundador original do grupo, diz: “Doutor Plínio, o autor das mudanças climáticas e do aumento do calor. É o Plínio quem faz tudo”.
O diabo também prevê que um meteorito atingirá o Oceano Atlântico e que a América do Norte vai “desaparecer”. E acrescenta: “O Vaticano? É meu, meu!”.
Continua afirmando: “O papa faz o que eu quiser, ele é um estúpido! Ele me obedece em tudo. Ele é minha glória, ele me serve”. E, por último, afirma que o “papa morrerá caindo” e que será substituído por Plínio.
Um porta-voz do Vaticano afirmou que um inquérito será instaurado para apurar o caso. Os Arautos do Evangelho, por sua vez, afirmam que as acusações são “obsoletas, todas respondidas e devidamente refutadas conforme os ditames da mais estrita doutrina católica”.

ARAUTOS DO EVANGELHO

A organização Arautos do Evangelho é um grupo subordinado ao Vaticano e surgido de uma dissidência da TFP* (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade) após a morte do fundador Plínio Correa de Oliveira, nos anos 90. De acordo com a CNBB, trata-se de uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício.
Segundo dados deles mesmos, os Arautos do Evangelho estão hoje presentes em 78 países e contam com cerca de 200 sacerdotes. No total, são 50.557 pessoas entre homens, mulheres e “terciários”.
O grupo nega qualquer prática que não seja autorizada pela hierarquia eclesiástica da Igreja Católica.
De acordo com o monsenhor José Correa, chanceler da Diocese de Bragança Paulista (interior de SP), região administrativa da Igreja Católica onde fica a principal casa dos Arautos, diversas denúncias acompanhadas dos vídeos chegaram ao conhecimento do bispo Dom Sérgio Aparecido Colombo, responsável pela diocese, em meados de abril, e foram remetidas para o Vaticano.
O bispo Colombo emitiu comunicado no início de maio afirmando que nenhuma pessoa na região da Diocese possui autorização da Igreja Católica para fazer rituais de exorcismo canônico, uma prática litúrgica rara, mas oficial da Igreja Católica, que depende de formação e autorização específicas.
Hoje o Brasil possui cerca de 30 padres autorizados a realizar rituais de exorcismo oficialmente, de acordo com as regras do Direito Canônico.

EXCOMUNGAR CORRUPTOS

No último domingo, a imprensa italiana informou que o Vaticano estuda uma medida para excomungar todos os mafiosos e corruptos, qualquer que seja seu país de origem.
Um grupo de 50 pessoas de vários países – altos prelados, magistrados, diplomatas e chefes de polícia – se reuniu no Vaticano para participar no “Debate Internacional sobre a Corrupção”.
O jornal “La Repubblica” afirma que se trata de “uma mudança histórica”, já que coloca no mesmo plano corruptos e mafiosos, recordando que a excomunhão é a pena mais severa da Igreja Católica contra seus membros.
O papa Francisco já excomungou em julho de 2014 a “Ndrangheta”, a poderosa máfia calabresa, durante uma visita a essa região no sul da Itália.
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*Fundada em 1960, a TFP era um grupo católico da sociedade civil ultraconservador de direita que promovia marchas e protestos contra a reforma agrária, entre outros temas, nas décadas de 1980 e 1990. Neste século, perdeu protagonismo e membros para os Arautos. Quando Plínio Corrêa (o fundador da TFP) morreu, em 1995, houve uma cisão entre dois grupos da organização, que disputam até hoje na Justiça quem tem direito ao nome e aos bens da TFP –o caso começou em 1997 e hoje está no STF (Supremo Tribunal Federal). Enquanto a TFP minguava em meio à disputa judicial, os Arautos cresciam.
com informações de agências internacionais, UOL e O Globo
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Posted: 22 Jun 2017 05:18 AM PDT
Janaina Paschoal Lula JBS
A advogada Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, foi execrada por internautas nesta quarta-feira 21 depois de sugerir, pelo Twitter, que o ex-presidente Lula seria dono da JBS.
Numa sequência de 40 tuítes, ela dá vazão a boatos de internet sem fundamento, ao dizer que a Friboi é de Lula, que o empresário Joesley Batista “blinda” o ex-presidente e que isso precisa ser apurado.
Primeiro, a jurista questiona o acordo de leniência firmado entre a empresa frigorífica e o Ministério Público Federal, destacando em seguida que “a cada dia, fica mais claro que Joesley blindou Lula. Em depoimento, ele mencionou contas no exterior, mas disse que tratava com Mantega”.
Para ela, o fato de o empresário não mencionar Lula é “prova” de que Batista acoberta o ex-presidente. “Entendo que as provas entregues pela JBS são válidas, mas Joesley precisa levar aos autos o que omitiu. Por que está defendendo Lula?”, questionou.
“Sempre ouvi boatos de que a JBS era, na verdade, de Lula. Boatos de que os açougueiros seriam seus laranjas. Isso haveria de ser apurado. Por que Joesley blinda Lula? Por que escondeu a reunião com Lula e Cunha? Por que sua empresa foi a maior beneficiada pelo BNDES?”, perguntou ainda.
“Lula, em 70 anos de existência, amealhou um patrimônio significativo, que não é seu. Lula tem um sítio, em Atibaia, que não é dele e decorou um apartamento, no Guaruja, que também não é dele. Nada que ele tem é dele! O dono da JBS implicou todo mundo, menos Lula. Será que Lula tem uma grande empresa que não é dele?”, prosseguiu.
A advogada questiona ainda a legitimidade do sucesso dos irmãos Batista: “Notem que foi no governo de Lula, que a JBS passou a existir! Conheço excelentes açougueiros. Sr. Carlos, do Tatuapé, era um deles! Mas acho difícil uma dupla de açougueiros crescer tanto em tão pouco tempo e passar a transitar em reuniões com tantas autoridades”.
As mensagens foram alvo de diversas piadas de seus seguidores. “A senhora está mesmo comparando açougueiros com multibilionários da indústria pecuária?”, questionou um deles.
Em resposta à mensagem em que ela sugere que Lula é dono da JBS, os internautas debocharam: “Se tá no grupo de whatsapp da família é verdade”; “tá precisando se medicar fia”; “Ouvindo vozes novamente?”.
Brasil 247
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