sábado, 24 de junho de 2017

24/6 - Grandes sonhos animados e realizados por Leonel Brizola

FONTE:http://cartasprofeticas.org/2017/06/24/mae-escreve-para-filha-sobre-os-grandes-sonhos-animados-e-realizados-por-leonel-brizola/

Mãe escreve para filha sobre os grandes sonhos animados e realizados por Leonel Brizola
 Posted on 24/06/2017ideias para fazer dinheiro
Foto de Guina Ramos

Querido amigo e colega Prof. Saulo Rodrigo Bastos Velasco, Caxias do Sul, RS Parabenizo-te por tua escolha, felizmente com nota altíssima, para seres um dos 54 professores brasileiros que participarão da Missão Pedagógica no Parlamento da Câmara Federal. Sem a menor demagogia, pois tu e eu abominamos esse tipo de conduta burguesa, não temo errar ao afirmar que Caxias do Sul e o nosso Rio Grande do Sul serão inteligente e competentemente muito bem representados em tua pessoa porque muito contribuirás com esse projeto. Conheço tua seriedade o teu sentido de busca. Desgraçadamente a educação com a infame “escola sem partido” se encontra ameaçada e desmoralizada por este governo golpista. Em homenagem a ti e aos teus pais, grande admiradores de Leonel de Moura Brizola, compartilho contigo aqui uma carta maravilhosa que a jornalista Cláudia Bensimon escreveu para sua filha Clara. O Brizola que emerge da carta, que posto abaixo, nasce da pobreza lá de Carazinho, bem perto de tua Cruz Alta. No entanto, o guri que foi prefeito de Porto Alegre, deputado federal e governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro sempre avançou com o povo e a seu favor, embalado pelos sonhos de justiça social e democracia nacionalista. Brizola nunca foi carreirista nem oportunista. Nunca almejou o poder para angariar vantagens pessoais e familiares. Por isso o caudilho gaúcho lutou contra a tentativa de golpe contra a democracia quando esse movimento fascista foi tentado em 1961. Em 1964, forçado a mudar de trincheira exilando-se, continuou a luta contra o terror civil-militar que abocanhou o Estado brasileiro e destruiu nossa democracia. Da mesma forma que quando no governo da prefeitura de Porto Alegre e à frente do executivo gaúcho, no governo carioca deu vazão ao seu amor à educação fundando os CIEPS, com ensino integral para crianças, adolescentes e jovens pobres. Ao encontrar a carta de Claúdia, publicada pelo nobre site Tijolaço, do grande jornalista Fernando Brito, me emocionei mais uma vez com a integridade e dedicação legitimamente pública de Leonel Brizola. Nos dias turvos de hoje quando vivemos no furacão de um golpe dado por canalhas, por gangues e quadrilhas, chefiado por um mandante de crime organizado, Brizola é relembrado como herói e tomado como uma das luzes típicas de homem que parecem não morrer nunca, mas como a de um dos maiores patriotas brasileiros que se retiram, retornam sempre para iluminar nossos sonhos nas horas mais prementes de saudade e de inspiração. Da carta e da história Brizola evola como herói realizador dos sonhos do guerreiro nacionalista e de um socialismo moreno onde cabiam negros, ameríndios, pobres e todos os setores da classe trabalhadora. Este é um blog de cartas a pessoas reais, a sujeitos e a protagonistas como tu o és, meu amigo Saulo, e como foi Leonel Brizola, um dos poucos líderes políticos que se cercaram de autênticos educadores e pesquisadores da educação. Aqui cabe, embora de forma modesta, uma carta grandiosa e cheia de coração é a de Cláudia Bensimon.
 Abraços de parabéns, meu querido amigo e filho. 
Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais. Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Anglicana Centro Oeste e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém. 
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Nunca desista Clara, minha filha. 
Este foi um dos homens mais importantes desse País. Tem gente que ainda hoje não acha. Pior, destila ódio à simples menção ao nome Brizola. Mas a História está aí para provar que o menino pobre de Carazinho, uma cidade da qual provavelmente você nunca ouviu falar, tornou-se um gigante. Um verdadeiro homem público, aquele cujos propósitos sempre foram servir ao povo brasileiro. O pobre povo brasileiro. Sim, pois embora tenha governado para todos, ele nunca compactuou com essa elite insensível e violenta que, hoje, como em tantas outras ocasiões sombrias, se avoluma e tenta nos corroer as esperanças e nos roubar o futuro. O seu futuro. Foi ele que me fez conhecer de verdade e vibrar com a política. Foi com ele que reforcei minhas convicções e aprendi o que é democracia e justiça social. Na primeira vez em que pude exercer o meu direito a voto, usurpado pela ditadura cruel que se instalou no Brasil dos anos de 1960, foi nele que depositei minha esperança juvenil por dias melhores. Nasci em 1962. Mas só pude me tornar cidadã plena desse país, e exercer o direito de escolher o meu governante, 20 anos depois. A chegada de Brizola, com a anistia, e a sua candidatura ao governo do estado, poucos anos depois, foi tão marcante para mim que, naquele momento, em que eu já cursava o segundo ano de jornalismo, o meu grande sonho passou a ser participar, de alguma forma, daquela grande festa cívica: um governo genuinamente popular. E eis que a oportunidade surgiu (Ah, os sonhos… como é bom tê-los. Melhor ainda realizá-los). Aos 29 anos (se não me engano), a convite do meu amigo e parceiro de tantas jornadas Luciano Fruht, deixei uma iniciante e talvez promissora carreira no Jornal do Brasil, onde já assinava uma coluna e contava com a boa vontade de alguns leitores e dos meus chefes, para integrar o segundo governo de Leonel Brizola no Rio. Fui feliz, sem olhar para trás, sem ligar para salário, sem me importar com nada que não fosse a alegria e a oportunidade de integrar uma equipe que estava efetivamente interessada em lutar pelas causas populares, particularmente pela Educação (com E maiúsculo). Foi nessa ocasião que conheci outro cidadão gigante, com quem tive o privilégio e a honra de conviver, este mesmo que presta uma merecida homenagem ao velho Briza, com este vídeo que compartilho orgulhosamente com você, e que me inspirou a escrever estas palavras. Hoje, no auge da minha maturidade, revejo essas imagens e me tomo de nostalgia (sem tristeza e sem esmorecer, pois aprendi a lição). Aplaudi de perto cada conquista, chorei rios nas derrotas (como a das Diretas-Já). Mas as lições de Brizola estão aqui gravadas na minha alma. Isso ninguém me tira. Nesse momento de tanta injustiça e de tanta desilusão com os rumos da política e do Brasil, eis aqui o exemplo de quem personificou tão bem o que se chama de “espírito público”, de quem nunca se dobrou diante dos poderosos, nunca desistiu da luta, defendeu a liberdade e, acima de tudo, zelou pelos brasileirinhos pobres, sem oportunidades e sem estudo, infelizmente maioria nesse Brasil tão desigual. A lição que fica aqui é ( e escrevo isso para você com lágrimas nos olhos): 
Nunca desista. O improvável acontece. E, sim, é possível dobrar o “impossível”. 
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