quinta-feira, 29 de junho de 2017

29/6 - Pragmatismo Político DE 28/6

Pragmatismo Político


Posted: 28 Jun 2017 12:17 PM PDT
jovem tatuado tatuagem na testa
O jovem de 17 anos que teve a testa marcada com a frase “eu sou ladrão e vacilão” iniciou o processo de remoção da tatuagem. Quase um mês depois da ocorrência em São Bernardo do Campo, ele segue internado para tratamento da dependência em crack e álcool.
O procedimento ocorre com o auxílio de um laser que faz com que a tinta seja absorvida pelo organismo. Com uma sessão por mês, a expectativa é de que até março de 2018 a tatuagem desapareça de vez.
Na última semana, a Promotora de Justiça Giovana Ortolano Guerreiro Garcia descartou crime de tortura no caso. Ao saber da decisão, a mãe do adolescente se disse chocada.
“Estou chocada, é muito fácil dizer que não é tortura para filho de pobre. Se fosse filho de rico seria tortura. Aquilo foi tortura, eles amarraram o meu filho, bateram no meu filho. Se os dois saírem na cadeia em pouco tempo nós vamos atrás de Justiça. Não vamos fazer Justiça com as próprias mãos, não é isso que queremos, mas vamos querer que a Justiça trabalhe direito”, desabafou Vania Rocha.
“Meu filho não estava certo, mas os dois agiram de maneira mais errada ainda. Infelizmente eu tenho dó da família deles, eu não tenho coração ruim como muita gente acha. Eu penso na família deles também, sei que eles estão sofrendo, mas meu filho vai carregar uma marca na testa para sempre”, afirmou Vania.

Entenda o caso

Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27, e Ronildo Moreira de Araújo, 29, tatuaram a frase na testa do jovem no último dia 31 de maio após acusarem o garoto de ter entrado na pensão onde vivem e tentado furtar uma bicicleta. O adolescente nega ter praticado o delito.
A dupla foi presa no dia 10 de junho sob acusação de crime de tortura, e ambos os homens estão em prisão preventiva no CDP (Centro de Detenção Provisória) em São Bernardo do Campo.
O Ministério Público de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, livrou os responsáveis do crime de tortura. O entendimento da Promotoria contraria a conclusão do inquérito policial sobre o caso, e a denúncia apresentada foi de lesão corporal.
A clínica Grand House, que oferece tratamentos de alto custo para dependentes químicos, se dispôs a cuidar deste caso de forma gratuita, assim como a clínica estética responsável pela remoção da tatuagem.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Clínica começa a remover tatuagem da testa de jovem apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 12:11 PM PDT
trf absolve João Vaccari Neto reverte sérgio moro
João Vaccari Neto (reprodução)
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) absolveu, em julgamento encerrado ontem (27), por dois votos a um, o ex-secretário de Finanças e Planejamento do PT João Vaccari Neto. Em nota, a presidenta nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a decisão “mostra o cuidado que deveria ser tomado pelas autoridades antes de aceitarem delações premiadas que não são acompanhadas de provas“.
A senadora petista diz que a decisão do TRF-4 chama a atenção quanto ao “uso abusivo de prisões preventivas, que submetem, injustamente, pessoas à privação de liberdade“. Vaccari está preso por determinação do juiz de primeira instância Sérgio Moro desde abril de 2015.
Depois de três semanas da suspensão do julgamento do recurso de Vaccari no TRF-4, por pedido de vista do desembargador federal Victor Laus, o próprio magistrado votou pela absolvição. O revisor do caso, desembargador Leandro Paulsen, também absolveu o réu. O relator, João Pedro Gebran Neto, foi o voto vencido pela condenação.
A decisão reforma condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, na Operação Lava Jato. Moro havia sentenciado Vaccari a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, atribuídas a ele com base em delação premiada.
O revisor Paulsen disse em seu voto que “a existência exclusiva de depoimentos prestados por colaboradores não é capaz de subsidiar a condenação de 15 anos de reclusão proferida em primeiro grau de jurisdição“. Segundo o desembargador, a Lei 12.850/13 exige “provas materiais” que, no caso, não existem quanto a João Vaccari. Acompanhando o voto do revisor, Victor Laus argumentou que as delações são insuficientes para condenar o ex-tesoureiro: “Para mim, a prova ficou insuficiente. No âmbito desta ação penal, faltou a corroboração da palavra dos colaboradores”.
No julgamento, o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque teve sua pena aumentada de 20 anos e 8 meses para 43 anos e 9 meses de reclusão.
O julgamento “restabeleceu a vigência da lei, que agora foi aplicada a este caso concreto“, disse o advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, em nota. “A acusação e a sentença recorrida basearam-se, exclusivamente, em palavra de delator, sem que houvesse nos autos qualquer prova que pudesse corroborar tal delação. ”
Segundo o advogado, a Lei 12.850/13 é expressa ao estabelecer que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador, vale dizer, a lei proíbe condenação baseada exclusivamente, em delação premiada, sem que existam provas a confirmar tal delação“.
Quando o julgamento foi suspenso, no dia 6, D’Urso destacou como “importante e até simbólico” o fato de um tribunal de segunda instância reconhecer que houve condenação sem prova, com base exclusiva em palavra de delator. “Isso não é possível pela lei brasileira”, afirmou D’Urso na ocasião.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post TRF-4 absolve João Vaccari e reverte decisão de Sergio Moro apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 11:51 AM PDT
gigante acordou contra corrupção voltou a dormir
Felipe Betim, ElPaís
Os protestos contra a corrupção do PT e a favor do impeachment de Dilma Rousseff bateram sucessivos recordes de público entre 2015 e 2016 e marcaram a agenda de um Brasil mergulhado em uma crise política e econômica. Era o Brasil reencontrando os protestos de ruas depois do marco das jornadas de 2013, que também cobraram da classe política mais atenção aos temas caros à sociedade. A crise política dos últimos anos, porém, evoluiu para drama e atingiu patamares de surrealismo em 2017, atingindo seu ponto alto nesta segunda-feira com a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. Entre a saída de Dilma e a acusação de Rodrigo Janot contra Temer estão as delações dos executivos da Odebrecht e da JBS escancarando a corrupção de toda a elite política do país. Ainda assim, ao contrário dos últimos anos, não se viu uma explosão de indignação nas ruas, uma catarse como foi há dois anos.
Assim, depois de quatro anos demonstrando sua indignação em atos massivos, o Brasil parece viver uma ressaca. O que se escuta em jantares de família, em bares, em supermercados, em comércios ou cabeleireiros é quase sempre o mesmo: “adianta alguma coisa”? O gigante, que parecia acordado, voltou a adormecer.
Esther Solano, professora da Unifesp que vem pesquisando as últimas ondas de manifestações, avalia que existe uma frustração que atinge os dois lados da polarização política – isto é, tanto os que gritaram pelo impeachment como os que reagiram com o “não vai ter golpe“. Já Angela Alonso, presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professora da USP, argumenta que atos massivos “raramente acontecem na vida de uma sociedade” e que é natural, depois de “grandes ciclos” de protestos, uma ressaca subsequente. “Muitos do que ficaram nas ruas são os ativistas profissionais“, explica. Houve, argumenta ela, uma leitura equivocada de que os atos convocados por setores que ela identifica como “patriotas” fossem apenas contra a corrupção. “Muita gente foi às ruas contra o PT, e o PT já não é mais governo. Esse grande contingente que foi mobilizado já não tem a mesma motivação para se manifestar“. Com isso, o Governo Temer vai se parecendo cada vez mais ao de José Sarney: com uma rejeição recorde, mas com a perspectiva de eleições diretas em pouco mais de um ano, ele vai ficando e sendo tolerado. Existe o temor de uma piora em um quadro que já é péssimo, com efeitos diretos na economia, ou seja, no bolso das pessoas.
Esse esfriamento das ruas ficou claro sobretudo com os acontecimentos do últimos meses. Em meados de maio, quando foi noticiada a existência de conversas entre Temer e Joesley Batista, grupos de direita como o Vem Pra Rua e o MBL chegaram a agendar um ato em São Paulo para o fim de semana, mas logo desmarcaram por causa, segundo argumentam, da Virada Cultural que acontecia na ocasião. Tratou-se, de todas as formas, de uma reação diferente de quando o ex-presidente Lula foi escolhido ministro e os áudios de sua conversa com Dilma Rousseff foram divulgados. A avenida Paulista foi imediatamente ocupada por manifestantes de verde de amarelo naquela ocasião. Já nos dias do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que ocorreu na primeira semana de junho deste ano, foram inexpressivas as manifestações de grupos de direita ou de esquerda (que viu alguns de seus setores se calarem uma vez que a cassação de Temer envolvia a criminalização da campanha petista de 2014). A pressão nas ruas também foi nula durante a avaliação, por parte do plenário do STF, sobre a permanência do ministro Edson Fachin na relatoria do caso JBS, o que colocava em jogo o ritmo da Lava Jato.
Rogério Chequer, principal liderança do Vem Pra Rua, que organizou protestos contra o Governo Dilma, acredita que a sensação de que as ruas se calaram se dá porque as manifestações entre 2015 e 2016 “foram as maiores da história do Brasil“. Agora, ele explica, “existe uma decepção pelo fato de que uma melhoria econômica indiscutível não foi seguida de uma melhoria ética, o que desanima“. Ele aposta, entretanto, que as pessoas e grupos chegarão mais unidos em 2018 devido ao desejo comum pela renovação política. Seu movimento tem apostado por ações em meios digitais e nas redes sociais, pressionando individualmente cada parlamentar e grupos de interesses. “É uma estratégia feita com mais agilidade e é mais efetiva“, explica, citando o “mapa do fim do foro privilegiado” que, para ele, agilizou a aprovação da medida no plenário do Senado.
Ele assegura ainda que defende a saída do presidente Temer e uma transição rápida para não interferir na economia. “Estávamos esperando justamente o julgamento do TSE, que era uma chance de fazer uma transição de forma institucional e rápida. Agora estamos começando a nos organizar para fazer algo mais incisivo nas ruas. Por causa das férias de julho, tudo indica que vai ser em agosto, mas ainda não está marcado“, garante. Citando o artigo 16 da Constituição, que prevê que qualquer alteração do processo eleitoral só poderá entrar em vigor após um ano, ele rejeita a ideia de eleições diretas ainda neste ano. “Zelamos pela Constituição, principalmente nessa fase de transição. Eu não gosto das eleições indiretas, mas uma mudança agora abre um precedente perigosíssimo“.
Líder do Nas Ruas, Carla Zambelli admite que poucas pessoas estiveram nos quatro atos convocados em maio pelo grupo – dois em frente ao STF, um na PGR e outro em frente à casa de José Dirceu. O coletivo organiza agora um protesto contra o STF e sua lentidão para julgar os processos da Lava Jato. “O movimento não saiu das ruas, mas o povo não está comparecendo“, diz Zambelli, que acredita que a população começa a enxergar uma “luz no fim do túnel” na economia. “No ano passado existia um só mote, que era o impeachment. Simples e fácil de entender. Hoje são vários: ‘Joesley na cadeia’, ‘Fora Temer’, ‘Dilma sem direitos políticos’, ‘fora lista fechada’, ‘fim do foro privilegiado’… São tantas coisas que as pessoas não entendem ou não se identificam“, argumenta. Ela também cita o “cansaço“, a falta de “cultura política” no país e o medo de que a queda de Temer gere “instabilidade” para empresários e trabalhadores. “Para aderir ao ‘Fora Temer’ as pessoas têm que estar num nível de desespero que não estão agora. Com a Dilma, chegamos ao fundo do poço. Existia a corrupção e existia a incompetência. No caso do Temer, existe a corrupção, mas ele é mais competente“.
Ao mesmo tempo, atos convocados por movimentos e sindicatos de esquerda contra a administração peemedebista reuniram milhares de pessoas e uma greve geral conseguiu paralisar o país por um dia em abril deste ano. Até conseguiram atrasar algumas votações no Congresso, mas foram protestos com força limitada e sem respaldo popular suficiente. Muitos desses grupos se ausentaram das ruas durante os governos petistas, perderam espaço para movimentos autonomistas a partir de 2013 e defenderam o mandato de Dilma Rousseff até o ano passado. Hoje recobram o controle das ruas que haviam perdido, mas suas manifestações são interpretadas por muitos como uma manobra pelo “volta Lula“. “Esses grupos tradicionais receberam grandes choques. Foram desafiados pela direita e também dentro da esquerda, por grupos autonomistas que não reconhecem seus métodos. Houve uma crise e agora eles tentam se recuperar. Hoje as manifestações da esquerda têm os tamanhos que sempre tiveram. Mas o estilo é muito parecido ao dos anos 80. São sindicatos, carros de som, os slogans… Uma linguagem antiga para uma geração nova“, explica Alonso, do Cebrap.
Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e um dos principais organizadores dos protestos contra Temer, diz não ser correto “tratar as manifestações de 2017 como descenso“. Ele cita a greve geral em abril e grandes mobilizações em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro desde março. “Há um caldo de rua forte, majoritário ao fora Temer e contra as reformas. Já não existe a divisão de antes. Ninguém nas ruas está gritando para o Temer ficar“, opina. Ele argumenta que houve uma ascensão das mobilizações a favor dos direitos e, de forma mais tímida, pela realização de eleições diretas. “Mas concordo que há também uma descrença cada vez maior pelas soluções institucionais. Tem a ver com abismo criado entre Congresso e Governo, de um lado, e o povo do outro“, diz Boulos, para quem o primeiro legisla de costas para a população e o segundo age como se não tivesse nada a perder. “Isso gera um sentimento de que não adianta fazer manifestações de maneira institucionalizada. As pessoas esperam cada vez menos que suas demandas tenham eco. Essa frustração pode gerar desmobilização em alguns setores, mas também radicalização“, explica. Há outra greve marcada para o próximo dia 30, mas ainda não há clareza de que trará a movimentação esperada.
A rejeição ao Governo Temer (apenas 7% de popularidade, segundo o último Datafolha), a oposição à reforma da previdência (71% de rejeição, segundo o mesmo o instituto) e o respaldo a eleições diretas (83% de apoio, diz o Datafolha) são pontos comuns entre os dois lados da atual polarização política. Entretanto, ainda não foram capazes de se unir nas ruas. Esther Solano, especialista da Unifesp, explica que há duas bolhas claras no Facebook que não se comunicam. “Antes havia certo emaranhado de páginas de movimentos, figuras e partidos. A partir de 2014 formam-se basicamente duas bolhas, algo visualmente muito escancarado. São duas bolhas incomunicáveis. Aqueles que estavam em relativo contato nas redes e nas ruas em 2013 não têm mais contato. Ninguém se fala, não há pontes”, disse ela durante um evento sobre as jornadas de junho de 2013, realizado no dia 13 na Tapera Taperá.
Alonso, do Cebrap, explica que “uma coisa é exprimir opiniões” em pesquisas e outra “é deixar a rotina o trabalho e fazer uma ação contrária“. Ela considera muito difícil, no atual contexto, que haja um novo Junho de 2013 unindo diversas agendas, a não ser que “esse processo se revele um poço sem fundo, gerando um esgotamento“, diz. “Existia uma grande diversidade de pautas em 2013. Parte focalizou no impeachment e outra parte focalizou no ‘não vai ter golpe’. Mas depois disso houve uma pulverização das agendas de novo. Acho difícil todos unidos gritando pelo ‘Fora Temer‘”.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Se era mesmo ‘contra a corrupção’, por que o gigante voltou a dormir? apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 11:05 AM PDT
Fábio Assunção preso vídeos
Fábio Assunção protagonizou barraco em hospital antes de brigar em festa de São João e ser preso
O Hospital Memorial Arcoverde demitiu o funcionário que filmou e divulgou vídeos do ator Fábio Assunção durante confusão no município pernambucano na última semana.
Nas imagens, o artista paulista discute com enfermeiras e pacientes da instituição horas antes de ser detido por autoridades locais acusado de dano qualificado ao patrimônio público, desacato a autoridade, desobediência e resistência à prisão.
Em nota, a casa de saúde afirma que o funcionário agiu sem o conhecimento da diretoria, que condena tal atitude.
O Hospital Memorial Arcoverde vem a público esclarecer os fatos ocorridos na ocasião da passagem do ator Fábio Assunção por este serviço, onde um funcionário filmou e divulgou nas redes sociais imagens dele e de outros clientes presentes. O fez sem o consentimento e ou conhecimento desta diretoria, que lamenta profundamente essa infeliz iniciativa, condenando veementemente tal atitude, decidindo de imediato pelo afastamento definitivo deste funcionário que feriu o código de ética, a imagem da instituição e do referido ator“, diz o comunicado publicado nas redes sociais da instituição e compartilhado pela namorada do artista, Pally Siqueira, natural de Arcoverde.

Entenda o caso

O ator Fábio Assunção foi detido por desacato na madrugada deste sábado (24), na festa de São João de Arcoverde, cidade natal da namorada, Pally Siqueira, no sertão pernambucano, depois de uma discussão com policiais militares.
A Polícia Militar de Pernambuco informou ter sido acionada por duas jovens, que afirmaram estar sendo ameaçadas pelo ator, na própria festa. Os policiais tentaram levá-lo à delegacia para esclarecer os fatos, mas Assunção ficou agressivo e se negou a entrar na viatura.
O ator acabou algemado e, na discussão, quebrou o vidro traseiro do carro policial.
Assunção foi à cidade para o lançamento do documentário “Eu sonho para você ver”, dirigido por ele e pela cineasta e namorada Pally Siqueira, que trata da tradição do samba de coco no sertão de Pernambuco. Ele foi exibido na própria festa de São João, na noite de sexta (23).
Em vídeo que circula nas redes sociais, já dentro do carro da polícia, Assunção reclama da prisão e afirma que não é criminoso. “Desacato é ele [policial] que fez agora; me algemou”, diz.
O ator foi ouvido na delegacia e liberado após pagar uma fiança de dez salários mínimos –cerca de R$ 9.000.
Ele deve responder pelos crimes de dano ao patrimônio público, desacato, desobediência e resistência.
Nas redes sociais, Assunção pediu desculpas pelo ocorrido e disse que errou ao se exceder, mas negou ter usado qualquer tipo de droga.
“Lamento muitíssimo o ocorrido em Arcoverde. Infelizmente aconteceu uma briga. Errei ao me exceder”, afirmou o ator.

VÍDEOS:

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Funcionário que filmou ator global ‘transtornado’ é demitido apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 10:45 AM PDT
suspensão de novos passaportes
A Polícia Federal anunciou que suspendeu a emissão de novos passaportes desde as 22h de terça-feira (27) devido à “insuficiência do orçamento” destinado às atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem.
Para emitir um passaporte, é preciso pagar uma taxa de R$ 257,25. No caso de passaportes de emergência, a taxa sobe para R$ 334,42.
Confira, abaixo, os principais pontos sobre como fica a situação com a decisão da PF.

Agendamento

O agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da PF continuarão funcionando normalmente.

“PF sem dinheiro”

A PF tem dinheiro para emitir novos passaportes, mas já atingiu o limite de gastos determinado por lei para este ano.
Cada setor tem um orçamento específico (um limite teórico de gastos), e o das “atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem” acabou.
Portanto, agora é preciso esperar a edição de uma Medida Provisória ou um projeto de lei para que novos gastos sejam incluídos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) deste ano.

O que fazer se a pessoa já tinha agendado um atendimento?

Os atendimentos também estão sendo realizados normalmente, mas sem qualquer previsão para a entrega final do documento.

E para quem já tinha aberto o procedimento de emissão?

Para quem já realizou todo o procedimento e teve a documentação aprovada e a entrega agendada até o dia 27, não haverá mudanças e o passaporte será entregue na data marcada.

Se eu já paguei a taxa de R$ 257,25, mas não fui ainda ao posto, receberei o passaporte?

Segundo a PF, quem pagou a taxa, mas não agendou, pode agendar e será atendido normalmente, mas não há data para confecção do documento e posterior entrega. Mesmo caso vale para quem pagou a taxa e fez o agendamento para depois do dia 27.

Quais são as ocasiões em que se pode pedir um passaporte de emergência?

O passaporte de emergência continua sendo emitido, segundo a PF. Constituem emergências as situações que não podem ser previstas e estão além do controle da pessoa que está fazendo o pedido:
— catástrofes naturais;
— conflitos armados;
— necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau;
— para a proteção do seu patrimônio (o que NÃO inclui o mero prejuízo com passagens, hospedagem etc);
— por necessidade do trabalho;
— por motivo de ajuda humanitária;
— interesse da Administração Pública;
— ou outra situação emergencial QUE NÃO SE PODERIA PREVER, cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente
O passaporte de emergência possui validade de apenas um ano e pode não ser aceito em alguns países, independente do motivo da viagem. Passaportes de emergência não são emitidos para viagens turísticas.

Quem está com passagem comprada pode fazer um pedido de emergência?

Só a passagem comprada não justifica a emissão de um passaporte de emergência. No entanto, se você se enquadra em uma das situações listadas pela PF, é bom levar os comprovantes de compra de passagem também, mas como complemento.

E quem vai fazer intercâmbio?

No caso do intercâmbio, é pouco provável que a pessoa consiga o documento. Cada caso é analisado separadamente, mas as prioridades são casos de saúde ou iminências de prejuízo, segundo a PF.

Quando o serviço volta ao normal?

Segundo a Polícia Federal, a emissão de novos passaportes volta ao normal quando o governo liberar o orçamento, por meio de Medida Provisória ou projeto de lei.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post O que você precisa saber sobre a suspensão de novos passaportes apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 10:43 AM PDT
karl marx ensinar políticos economia atualidade crise
Vicenç Navarro, Outras Palavras | Tradução: Inês Castilho
Uma das colunas mais conhecidas da revista semanal The Economist, a Bagehot (que tem como responsável Adrian Wooldridge) publicou, na edição de 13 de maio, um artigo que seria impensável encontrar nas páginas de qualquer revista econômica de orientação igualmente liberal, na Espanha [ou no Brasil].
Sob o título “O momento marxista” e o subtítulo “Os trabalhistas têm razão: Karl Marx tem muito a ensinar aos políticos de hoje”, Bagehot analisa o debate entre o dirigente do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, e seu ministro sombra da Economia e Fazenda, o John McDonnell, por um lado, e os dirigentes do Partido Conservador e os jornais conservadores Daily Telegraph e Daily Mail, por outro. Definir esse diálogo como debate é, sem dúvida, excessivamente generoso por parte da coluna Bagehot, pois a resposta dos jornais conservadores e dos dirigentes conservadores aos dirigentes trabalhistas é uma demonização tosca, grosseira e ignorante de Marx e do marxismo, confundindo marxismo com stalinismo, coisa que também acontece constantemente nos maiores meios de comunicação, em sua maioria de orientação conservadora ou neoliberal.
Uma vez descartados os argumentos da direita britânica, a coluna Bagehot passa a discutir o que considera as grandes profecias de Karl Marx (assim as define), para entender o que está acontecendo hoje no mundo capitalista desenvolvido. Conclui que muitas das previsões do velho economista resultaram corretas. Entre elas destaca que:
1. A classe capitalista (que a coluna Bagehot insiste que continua a existir, ainda que não use esse termo para defini-la), a dos proprietários e gestores do grande capital produtivo, está sendo substituída – como anunciou Marx – cada vez mais pelos proprietários e gestores do capital especulativo e financeiro, que Marx (e a coluna Bagehot) consideram parasitários da riqueza criada pelo capital produtivo. Essa classe parasitária é a que, segundo a coluna, domina o mundo do capital, sendo tal situação a maior responsável pelo “abusivo” e “escandaloso” (termo utilizado por Bagehot) crescimento das desigualdades.
Os capitalistas conseguiram cada vez mais benefícios, à custa de todos os demais. Para demonstrá-lo, o colunista do The Economist assinala que, enquanto em 1980 os executivos-chefes das cem mais importantes empresas britânicas tinham rendimento 25 vezes maior que o do empregado típico de suas empresas, hoje, ganham 130 vezes mais. As equipes dirigentes dessas corporações inflaram sua remuneração às custas de seus empregados, ao receber das empresas pagamentos (além do salário) por meio de ações, aposentadorias especiais e outros privilégios e benefícios. Mais uma vez, Bagehot ressalta que Marx havia previsto o que ocorreu. E mais: a coluna descarta o argumento segundo o qul essas remunerações devam-se às exigências do mercado de talentos, pois a maioria desses salários escandalosos dos executivos foi atribuída por eles mesmos, através de seus contatos nos Comitês Executivos das empresas.
2. Marx e Bagehot questionam a legitimidade dos Estados, instrumentalizados pelos poderes financeiros e econômicos. As evidências acumuladas mostram que o casamento do poder econômico com o poder político caracterizou a natureza dos Estados. A coluna Bagehot faz referência, por exemplo, ao caso de Tony Blair, que de dirigente do Partido Trabalhista britânico, passou a ser assessor de entidades financeiras e de governos indignos. Em qualquer outro país, poderíamos incluir uma longa lista de ex-políticos que hoje trabalham para as grandes empresas, colocando a seu serviço todo o conhecimento e contatos adquiridos no exercício do seu cargo político.
3. Outra característica do capitalismo prevista por Marx – segundo a coluna Bagehot – é a crescente monopolização do capital, tanto produtivo como especulativo, que está ocorrendo nos países capitalistas mais desenvolvidos. Bagehot aponta como essa monopolização foi ocorrendo.
4. E, como se não bastasse, Bagehot assinala que Marx também tinha razão quando observou que o capitalismo cria pobreza por si só, através da redução salarial. Na realidade, Bagehot esclarece que Marx falava de “pauperização”, que é – segundo o colunista – um termo exagerado mas correto na essência, pois os salários foram baixando desde que a atual crise teve início, em 2008, de tal maneira que, no ritmo atual, a tão proclamada “recuperação” econômica não permitirá que se alcancem, por muitos anos, os níveis de emprego e de salário anteriores à Grande Recessão. Além dessas grandes previsões, a coluna Bagehot ainda afirma que a crise atual não pode ser entendida, como observou Marx, sem compreender as mudanças dentro do capital, por um lado, e o crescimento da exploração da classe trabalhadora, por outro,
Pode o leitor imaginar algum grande jornal espanhol [ou brasileiro], seja de economia ou não, que permita a publicação de um artigo como esse? The Economist é o semanário liberal mais importante do mundo. Promove constantemente essa ideologia. Mas alguns de seus principais colunistas são capazes de aceitar que, depois de tudo, Marx, o maior crítico do capitalismo, tinha muita razão. Seria, repito, impensável que, em outros países, qualquer grande jornal publicasse tal artigo, com o tom e a análise que tornam a coluna uma das maiores da revista, assinada por um dos liberais mais ativos e conhecidos. A coluna e seu responsável não se converteram ao marxismo, com certeza. Mas reconhecem que o marxismo é uma ferramenta essencial para entender a crise atual. Na realidade, não são os primeiros que o fizeram. Outros economistas reconheceram essa verdade ainda que, em geral, não se enquadrem na sensibilidade liberal. Paul Krugman, um dos economias keynesianos mais conhecidos hoje, disse recentemente que o economista que melhor havia previsto e analisado as crises cíclicas do capitalismo, como a atual, havia sido Michal Kalecki, que pertenceu à tradição marxista.
Onde a coluna Bagehot se engana, por certo, é no final do artigo, quando atribui a Marx políticas levadas a cabo por alguns de seus seguidores. Confundindo marxismo com leninismo, a coluna conclui que a resposta histórica e a solução que Marx propõe seriam um desastre. O fato de o leninismo ter uma base no marxismo não quer dizer que todo marxismo tenha sido leninista, erro frequentemente cometido por autores pouco familiarizados com a literatura científica dessa tradição. Na verdade, Marx deixou para o final o terceiro volume de O Capital, que deveria dedicar-se precisamente na análise do Estado. Por desgraça, nunca pude iniciá-lo. Mas o que ele escreveu sobre a natureza do capitalismo foi bastante acertado, de modo que não se pode entender a crise sem recorrer a suas categorias analíticas. A evidência disso é claramente contundente, e o grande interesse que surgiu no mundo acadêmico e intelectual anglo-saxão, sobretudo nos EUA e no Reino Unido (onde The Economist é publicado) é um indicador disso. Mas temo que o que está ocorrendo la não se repetirá neste país, onde os maiores meios de informação são predominantemente de desinformação e persuasão.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post “Karl Marx tem muito a ensinar aos políticos de hoje” apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 10:28 AM PDT
razões moro não condenar lula lava jato petrobras
Entenda por que a acusação é absurda e por que uma condenação de Lula é impossível dentro da lei
A equipe de procuradores da Lava Jato liderados por Deltan Dallagnol acusa Lula de ter recebido um apartamento no Guarujá e o armazenamento do acervo presidencial entre 2011 e 2016 em troca de 3 contratos da Petrobras onde teria havido desvio de recursos. Entenda porque a acusação é absurda em cada uma dessas afirmações e porque uma condenação de Lula é impossível de ser feita dentro da lei:

1- Porque até o Ministério Público admite não ter provas contra Lula e pede que ele seja condenado a revelia da lei

O próprio Ministério Público admite em sua peça final não ter provas contra Lula. Pedem então que os conceitos de prova e de “ato de ofício” (ou seja o ato de corrupção pelo qual Lula estaria sendo julgado) sejam relativizados, e que se use de “responsabilidade penal objetiva” para condenar Lula. Diz que é “difícil provar” os crimes. Cita sete vezes como literatura jurídica para justificar suas teses, obras do próprio Deltan Dallagnol que defendem o uso de indícios, provas indiretas, e relativização da garantia da presunção de inocência, com o objetivo de condenar mesmo quando não se tem prova da culpa. Em suas obras, Dallagnol diz que julgar é um ato “de fé”, e que “provar é argumentar” !?! Não apresentando qual teria sido ato criminoso cometido por Lula, dizem que o ato pode ser mais vago quanto mais alto o cargo ocupado pelo funcionário público. Como Lula foi presidente da República, o mais alto cargo possível, busca-se eliminar a necessidade, exigida pela Lei, de apresentar um “ato de ofício”, de uma ação que seja efetivamente corrupção. Lula, assim, está sendo julgado por ter sido presidente da República, vale dizer, pelo cargo que ocupou e não por uma conduta definida em lei como criminosa.
Mais que isso. Na outra ponta da acusação, daquilo que Lula teria recebido pelo ato que não conseguem dizer qual foi, escrevem que o fato de não haver provas ou documentos de que Lula seria o dono do tríplex do Guarujá seria a prova de que ele é dono e de que ocultaria a propriedade do imóvel (?!?).
Pode parecer engraçado, mas é trágico que depois de anos de investigação e difamação contra Lula, os procuradores escrevam isso em uma peça onde pedem a condenação de um ex-presidente da República.

2- O apartamento não é de Lula

Não é que o apartamento “formalmente” não é de Lula. Ele não é de Lula, porque é um patrimônio da OAS, que é a responsável pela manutenção e pagamento do condomínio do imóvel, listado em recuperação judicial da empresa.E a OAS não tinha como dar o imóvel para o ex-presidente. Porque o valor do imóvel está vinculado a uma dívida com um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Era necessário a OAS pagar o imóvel dado como garantia, desvinculando-o do empréstimo, para poder fazer a transferência do imóvel. Existe até uma conta especifica para receber esse pagamento. Isso está PROVADO em documentos e essa operação financeira está em discussão na justiça de São Paulo.
Também já está provado no processo que Lula e sua família nunca tiveram as chaves do apartamento, nunca o utilizaram, apenas visitaram duas vezes (Lula só uma) o imóvel para avaliar se o comprariam. Se a família de Lula comprasse o apartamento, a OAS usaria o valor para quitar a operação financeira ao qual o imóvel está vinculado. Era impossível a OAS se desfazer da propriedade do imóvel sem isso. Logo ele não é patrimônio do ex-presidente. Todos os bens do ex-presidente estão devidamente declarados em seu imposto de renda.

3 – É legal e previsto na lei empresas contribuírem para armazenar o acervo presidencial

A Lei 8394, que regula os acervos dos presidentes depois que eles deixam o cargo permite que empresas contribuam com a manutenção do acervo privado dos ex-presidentes, por eles serem de interesse público e histórico. Não são “bens pessoais” do ex-presidente, mas objetos recebidos ao longo do seu mandato de populares, a vasta maioria sem nenhum valor comercial, mas grande valor de pesquisa. A Procuradoria-Geral da República já emitiu parecer dizendo que essa contribuição, que era de 21 mil reais para a armazenagem de 13 containers, não era ilegal. E nada ao longo do processo indicou que essa ajuda tivesse qualquer relação com qualquer ato de governo ou corrupção. Ao contrário. A empresa Granero assumiu total responsabilidade pelo contrato ter sido feito em nome da OAS, e que jamais houve nisso qualquer intenção de ocultação.

4 – Não houve “follow the money” (rastreamento do dinheiro). A empresa que fez o apartamento e a que tinha contratos com a Petrobrás nem são a mesma.

Não há nenhuma prova de qualquer tipo de relação entre o tal apartamento e os 3 contratos da Petrobras que o Ministério Público coloca na acusação, que foram celebrados entre 2006 e 2008, enquanto Lula só foi avaliar se comprava ou não o apartamento em 2014. Os contratos com a Petrobrás foram feitos pela Construtora OAS, e o prédio construído pela OAS Empreendimentos. As duas empresas são do grupo OAS, mas possuem CNPJs e caixas financeiros completamente separados. A OAS Empreendimentos não tem qualquer contrato ou relação com a Petrobras. Então porque o Ministério Público listou esses contratos? Porque se não relacionasse a obra com a Petrobras, ela não poderia ser julgada por Sérgio Moro na Lava Jato de Curitiba. E Moro negou que fosse feita qualquer perícia para indica se de alguma maneira dinheiro de contratos da Petrobrás se destinou a obra do Guarujá, reformas no apartamento, ou armazenagem do acervo presidencial. Quem pediu as perícias para verificar se houve recursos da Petrobrás para o apartamento foi a defesa. Moro absolveu a esposa de Eduardo Cunha, Claudia Cruz, justamente por não haver rastreamento que provasse que o dinheiro que ela tinha em uma conta na Suíça tinha vindo da Petrobras.

5 – Não há prova nenhuma de envolvimento de Lula nos 3 contratos listados pelo Ministério Público

Na acusação, o Ministério Público diz, textualmente, que Lula agiu para obter vantagens indevidas nesses três contratos junto com Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Renato Duque. Nenhum dos ex-funcionários da Petrobrás confirma isso.Renato Duque diz que só conheceu Lula em 2012, Paulo Roberto Costa disse que nunca ouviu falar de vantagem indevida para Lula, nem teve qualquer reunião com ele para discutir qualquer irregularidade ou vantagem, e Barusco diz jamais ter conhecido o ex-presidente. Barusco e Paulo Roberto depuseram como testemunhas colaboradoras, com a obrigação de dizer a verdade.

6 – Não há prova nenhuma de envolvimento de Lula em desvios na Petrobras

Depois de mais de 3 anos de Lava Jato, não há nenhuma prova de que Lula teve qualquer atuação nos desvios na Petrobras. Zero. Isso depois de mais de 200 delações, dele ter todos os seus sigilos quebrados e a sua vida e de familiares devassadas. Duas importantes empresas de auditoria, a KPMG e a Price Waterhouse, não encontraram nenhuma participação de Lula em atos da Petrobras. Fábio Barbosa, ex-presidente da Abril, que era do Conselho da empresa, eleito pelos acionistas minoritários, disse que antes da Lava Jato, eram desconhecidos os desvios na Petrobras. E que não havia nada contra os diretores nomeados pelo Conselho da empresa na época em que eles foram nomeados. A Petrobras possui diretoria, Conselhos Administrativos e Fiscais, auditorias internas e externas. Nem esses órgãos de controle, nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público ou a Controladoria-Geral da União sabiam dos desvios antes da Lava Jato.

7- Falta lógica. Porque Lula ampliou o combate à corrupção?

Até os procuradores da Lava Jato e delegados da Polícia Federal tem que reconhecer que Lula foi o primeiro presidente a respeitar a autonomia do Ministério Público, indicado pela própria categoria, e a equipar e fortalecer a Polícia Federal. Lula também colocou o rigoroso juiz Jorge Hage no comando da Controladoria-Geral da União, e a incumbiu de também fiscalizar empresas públicas como a Petrobras. A CGU de Hage afastou mais de 5 mil funcionários públicos por irregularidades. 5 mil! O governo Lula também criou o Portal da Transparência que permitiu as pessoas analisarem os gastos públicos e incentivou a cooperação e assinatura de tratados internacionais contra a corrupção e lavagem de dinheiro. Por que Lula faria isso se sua intenção fosse liderar um projeto criminoso de poder?

8- Toda a acusação se baseia nas declarações de Léo Pinheiro, que quer sair da cadeia, e contrariam documentos assinados por Léo Pinheiro

A única sustentação da acusação do Ministério Público é o depoimento de Léo Pinheiro, que está preso por ordem de Sérgio Moro, e já foi condenado em outras ações. É Léo Pinheiro que diz que acertou com João Vaccari que o apartamento era de Lula e seria entregue para ele sem que o presidente tivesse que pagar. Ele não explica como faria a transferência do apartamento sem pagamento. Também não explica como Lula frequentaria o apartamento de forma incógnita, ou que vantagem teria Lula em possuir um apartamento que não estava no nome dele, e que por isso não poderia vender. Também não explica como assinou operações financeiras dando de garantia um apartamento que seria “do Lula”.
Léo Pinheiro também fez referências a reuniões com Paulo OKamotto em 2009 e 2011 que não ocorreram, como esclareceu o diretor do Instituto Lula em seu depoimento.

9 – Nem Moro, nem os procuradores da Lava Jato, poderiam julgar esse caso

Moro e a equipe de Deltan Dallagnol fizeram de tudo para levar a Lava Jato de Curitiba a julgar Lula, a partir de uma tese pré-concebida nas Operações Mão Limpas, que aconteceu na Itália, de que para ser bem sucedida, a investigação tinha que chegar ao político mais famoso do país. Para isso Moro e o Ministério Público violaram dois princípios legais: que fatos devem ser julgados onde aconteceram ; e que juízes e promotores devem ser escolhidos por sorteio, para evitar que alguém sofra perseguição pessoal ou seja julgado por um inimigo.
Moro partiu de um doleiro paranaense que ele já tinha prendido e soltado antes, e que grampeou por oito anos, Alberto Youssef, e foi estendendo e expandindo a Lava Jato pela chamada “conexão” dos casos até ter um juízo que não tinha mais limites geográficos, e não tinha temáticos. Para isso Moro recebeu uma atribuição única entre todos os juízes do país: a de só julgar casos relacionados a Lava Jato e não participar mais da distribuição de ações por sorteio. Moro segue com essa distinção, tendo sido limitado pelo Supremo Tribunal Federal a julgar apenas casos ligados à Petrobras.
Nenhum fato narrado na denúncia do Ministério Público aconteceu no Paraná e a relação com contratos da Petrobras foi artificialmente inserida para que o caso fosse julgado pela 13º Vara Federal de Curitiba. Na realidade eles herdaram o caso de outros procuradores, no caso estaduais de São Paulo, que nunca apontaram relação nenhuma entre o edifício Solaris e a Petrobras, e tiveram suas acusações rejeitadas pela juíza paulista que julgou o caso. A juíza manteve todos os réus com ela, menos os casos de Lula e Dona Marisa Letícia, que foram remetidos para Moro.

10 – O julgamento não é justo – juiz é parcial, adversário de Lula

A parcialidade do Juiz Sérgio Moro contra Lula se manifestou em diversos momentos:
– Quando ilegalmente divulgou conversas particulares de familiares do ex-presidente e conversas gravadas ilegalmente entre Lula e Dilma
– Quando em documento ao Supremo Tribunal Federal emitiu pré-julgamento sobre Lula
– Quando grampeou os advogados do ex-presidente
– Quando confraternizou com adversários políticos do ex-presidente
– Quando aceitou a denúncia dos procuradores, a “corrigiu” o que não cabe a um juiz, que deve ser equilibrado entre as partes. Deveria ter devolvido para o Ministério Público corrigir a denúncia, se ela era inepta
– Ao longo das audiências quando agiu como promotor, hostilizando a defesa do ex-presidente e fazendo perguntas que não são o papel de um juiz no processo
– Quando negou diversas vezes a realização de perícias e produção de provas pedidas pela defesa, com mais pressa do que interesse em investigar os fatos
– Por ter “apoiadores” que pedem a condenação do ex-presidente.
Toda a sociedade vê Moro como um juiz acusador que persegue Lula. Inclusive revistas que apoiam o juiz, como a Isto É e a Veja. Nas vésperas do depoimento do ex-presidente elas não retrataram Moro como um juiz, mas como um lutador de boxe ou de luta livre, adversário de Lula e com as cores do PSDB, partido opositor do ex-presidente. Moro é cobrado – pelos seus amigos do site Antagonista, pela Veja, pela Globo, por seus apoiadores acampados em frente a Justiça Federal de Curitiba – a condenar Lula, mesmo (ver item 1) sem o Ministério Público ter apresentado provas.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post 10 razões explicam por que Moro não pode condenar Lula apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 10:22 AM PDT
Florestan Fernandes diagnóstico racismo resgatado
Florestan Fernandes (reprodução)
Eduardo Nunomura, CartaCapital
Não passou despercebida a forma racista com que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, se referiu ao ex-ministro e ex-colega de Corte Joaquim Barbosa. A expressão “negro de primeira linha” oculta, como o próprio ministro admitiu depois, um viés racista presente no “nosso inconsciente.
Uma antiga reflexão do sociólogo Florestan Fernandes lança um diagnóstico mais aprofundado do que os pretensos debates nas redes sociais sobre o problema: “A democracia só será uma realidade quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie de discriminação, de preconceito, de estigmatização e de segregação, seja em termos de classe, seja em termos de raça”.
Escrita há 30 anos, essa frase está no livro Significado do Protesto Negro, relançado agora pela Editora Expressão Popular (iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e de outros movimentos sociais), em coedição com a Fundação Perseu Abramo. Ela é lapidar para mostrar como o pensamento do pai da sociologia crítica permanece atualíssimo: “O negro vem a ser a pedra de toque da revolução democrática na sociedade brasileira”.
Florestan via um potencial revolucionário se e quando os brasileiros percebessem a força da combinação das lutas de raça e de classes. Ou, em outras palavras, enquanto não surgir uma consciência coletiva de que é preciso superar o “dilema racial brasileiro”, o País estará fadado a perder cada uma das batalhas (raciais, classistas, feministas, secundaristas etc.) contra a ordem burguesa do capitalismo.
É por essa razão que continuamos a ver negros sofrendo dos problemas seculares herdados de uma abolição dos escravos que abandonou à própria sorte uma massa de trabalhadores, assim como pobres brancos que, embora passem longe dos problemas de preconceito, discriminação ou racismo, não têm poder para enfrentar as relações desiguais entre patrões e empregados. “Proletários de todas as raças do mundo, uni-vos”, conclamava o sociólogo, para que negros e brancos pudessem forjar a sua sociedade, e não a dos capitalistas.
Significado do Protesto Negro foi publicado pela Editora Cortez/Autores Associados, em 1989, e contém ensaios sobre a questão do negro produzidos por Florestan Fernandes. Nesta reedição, que será a primeira a ser entregue no Clube do Livro da Editora Expressão Popular, foram reproduzidos os textos da primeira versão e mais três outros, publicados separadamente, como a íntegra da emenda constitucional em que ele defendia uma proposta de reparação ao povo negro.
Em lugar de uma visão paternalista, o sociólogo buscava engajar os movimentos negros numa luta mais radical para combater as desigualdades sociais. Entendia que “a revolução dentro da ordem é insuficiente para eliminar as equidades econômicas, educacionais, culturais e políticas”.
A relação de Florestan com a militância do movimento negro brasileiro surgiu a partir de fins da década de 1940. Foi quando ele recebeu convite do antropólogo francês Roger Bastide, um estudioso das religiões africanas no Brasil, para participar de um projeto de pesquisa da Unesco em São Paulo.
O resultado desse estudo, contudo, foi diverso do pretendido pela Unesco, que procurava mapear as distinções do preconceito existente nos Estados Unidos e no Brasil. A pesquisa de Bastide e Florestan mostrou que o preconceito não só existia como também “guardava profundas raízes com a escravidão e, o que é muito significativo, também o seu fim”, anotou o jornalista e editor Haroldo Ceravolo Sereza, autor de uma biografia do sociólogo (Florestan, a Inteligência Militante, Boitempo, 2005).
Aquela pesquisa resultou no livro Brancos e Negros em São Paulo, de 1971, e marcou o início da formação de um grupo intelectual de peso na Universidade de São Paulo. E Florestan ficou “muito mais confortável com o trato de questões contemporâneas e com a autoidentificação como um sociólogo que faz suas escolhas com base na própria experiência e em suas posições políticas, ou seja, mais próximo do sociólogo ‘crítico e militante’”, afirmou Sereza.
Filho de uma empregada doméstica, que aos 6 anos limpava as roupas dos clientes de uma barbearia e depois virou engraxate e garçom, Florestan entrou na USP em 1941, quando a instituição criada pela e para a elite paulista crescia a ponto de ter de ceder espaço para estudantes de famílias pobres.
Sociólogo mais completo de sua geração”, nas palavras do amigo Antonio Candido, Florestan Fernandes liderou a chamada “escola paulista de sociologia”, da qual fizeram parte Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni.
O primeiro defendeu a tese de doutorado Formação e Desintegração da Sociedade de Castas: O negro na ordem escravocrata no Rio Grande do Sul, e o segundo, O Negro na Sociedade de Castas. Florestan foi o orientador de ambos.
Em Significado do Protesto Negro, enaltece a organização do movimento negro nos anos 1930 e 1940 em São Paulo e no Rio de Janeiro, rapidamente reprimida pelo Estado Novo, de Getúlio Vargas.
Um dos grandes nomes lembrados pelo sociólogo é o de José Correia Leite, que publicou O Clarim d’Alvorada, um jornal feito por negros para a comunidade negra. Para Florestan, a ascensão de vozes como a de Leite permitiu o surgimento de uma forte contraideologia racial, um desejo por uma “segunda abolição”.
Nos anos 1960 e 1970, sobretudo com o Movimento Negro Unificado, o negro ativista voltava a realizar protestos, já tendo a consciência de que a luta seria contra o racismo institucional. O problema, apontava Florestan, era como sair dessa armadilha.
O desafio consiste em opor um racismo institucional branco a um racismo libertário negro. Ele se apresenta na necessidade de forjar uma sociedade igualitária inclusiva, na qual nenhum racismo ou forma de opressão possa substituir e florescer”, dizia.
Filiado ao PT e deputado federal (1987 a 1995), Florestan não hesitava em contrariar o partido, como fez ao participar da revisão da Constituição, em 1994. O sociólogo queria que os líderes petistas assumissem uma postura de defesa clara e inquestionável em favor da causa negra.
Não basta recorrer ao ‘movimento popular’ como terapêutica de assistência social e de ‘cura’ na opção pelos excluídos. O dilema social (…) exige uma contraviolência que remova a concentração racial da riqueza, da cultura e do poder”, afirmou. Em tempos de golpe, ler ou reler Florestan é uma boa forma de iluminar os reais problemas brasileiros e evitar a institucionalização eterna de construções como “um negro de primeiro linha”.

O movimento dos sem-editora

A Editora Expressão Popular nasceu em 1999 da iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos pelas Barragens e de pastorais sociais, entre outras organizações da sociedade civil.
O objetivo era produzir livros baratos e acessíveis para a militância. Isso tem sido possível com escritores que cedem os direitos autorais, diagramadores, tradutores e revisores que aceitam fazer trabalhos voluntários de edição e buscando formas alternativas de distribuição. Uma versão de bolso do Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, é vendida por 4 reais.
No início, os títulos eram mais para a formação da militância na política, mas isso foi se ampliando para outras áreas, como no campo da agroecologia”, explica o editor-assistente da Expressão Popular, Miguel Yoshida. A partir de 2010, o site expressaopopular.com.br virou também uma livraria de outras editoras que comungam da mesma matriz ideológica.
O novo passo a ser dado é a criação do Clube do Livro Expressão Popular. Por um custo mensal a partir de 35 reais, já incluídas as despesas de correio, os simpatizantes da editora terão acesso mensal a um ou mais livros do acervo, que já ultrapassa os 500 títulos publicados. O primeiro a ser entregue aos leitores é o livro de Florestan Fernandes.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post O diagnóstico de Florestan Fernandes sobre o racismo que precisa ser resgatado apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 10:08 AM PDT
não sei como deus me colocou aqui temer pronunciamento meme humor
Memes sobre pronunciamento de Michel Temer (Imagem: Pragmatismo Político)
O presidente da República, Michel Temer (PMDB), declarou nesta terça-feira (27) que não há provas contra ele e atacou a denúncia, formulada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
No entanto, outro aspecto da fala do presidente chamou a atenção. Temer disse que não sabe “como Deus me colocou aqui“.
Tenho orgulho de ser presidente. Convenhamos, é uma coisa extraordinária. Para mim é algo tocante. É algo que, não sei como Deus me colocou aqui, dando-me uma tarefa difícil, mas certamente para que eu pudesse cumpri-la. Especialmente pelos avanços que meu governo praticou e não permitirei que me acusem de crimes que jamais cometi“, afirmou Temer.
A declaração do peemedebista motivou uma série de memes nas redes sociais. Confira, abaixo, os mais criativos:
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post “Não sei como Deus me colocou aqui” – Frase de Temer vira novo meme nas redes apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 28 Jun 2017 08:20 AM PDT
michel temer sufoca polica federal lava jato procurado mpf
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato no Paraná, criticou o governo de Michel Temer (PMDB), um dia após a suspensão pela Polícia Federal da emissão de passaportes. Lima criticou, ainda, a redução da equipe responsável pela operação e sugeriu que isso pudesse prejudicar as investigações pelo país.
O governo Temer sufoca a Polícia Federal. Nem dinheiro para a emissão de um documento necessário como o passaporte“, escreveu o procurador em sua página no Facebook. “Imagine como está a continuidade das diversas investigações pelo país.”
Segundo Lima, na Operação Lava Jatoa equipe da polícia foi significativamente reduzida“. O procurador ainda questionou: “A quem isso interessa?
O UOL entrou em contato com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto para saber o posicionamento do governo sobre as declarações. Em resposta, o Planalto informou que questões sobre o tema serão respondidas apenas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, de quem a Polícia Federal é subordinada. A reportagem entrou em contato com a pasta e até o momento não obteve posicionamento sobre as declarações do procurador.
A medida decorre da insuficiência do orçamento destinado às atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem“, informou a PF, que disse, ainda, que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da instituição continuarão funcionando normalmente.
Não há, porém, previsão para entrega do passaporte, enquanto não for normalizada a situação orçamentária. Quem tiver sido atendido antes do dia 27 receberá o passaporte normalmente.
Na última segunda-feira ( 26), a PF concluiu que Temer cometeu o crime de obstrução de investigação de organização criminosa em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual também vê a mesma conduta criminosa do ex-ministro do governo Temer Geddel Vieira Lima e do empresário e delator Joesley Batista. O presidente tem negado as acusações.
A atribuição de conduta criminosa a Temer se dá, na visão da PF, “por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha (deputado cassado preso), pelo empresário Joesley Batista, ao tempo em que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção de membros da Magistratura Federal e do Ministério Público Federal que lhe fora narrada pela mesmo empresário“.
Elisa Clavery, Agência Estado
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Procurador da Lava Jato diz que Michel Temer sufoca a Polícia Federal apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

Nenhum comentário:

Postar um comentário