sexta-feira, 14 de julho de 2017

14/7 - Os Amigos do Presidente Lula DE 13/7

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 13 Jul 2017 10:18 AM PDT


Sentença do juiz Sergio Moro foi revelada nesta quarta-feira

Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema: "No dia seguinte em que se aprova a reforma trabalhista, que fez o Brasil regressar à era pré-Revolução Industrial da Inglaterra, condenar sem provas o maior líder popular do país é um complô de agitação para jogar o Brasil numa convulsão social. Voltamos à escravatura. Considero o Moro um terrorista."

Beth Carvalho, cantora: "Um absurdo que isso aconteça nesse mesmo momento em que perdemos as conquistas de Getúlio Vargas para os trabalhadores. Lula foi condenado sem provas, não querem que ele seja candidato a presidente, sabem que ele vai ganhar a eleição. O processo foi todo conduzido de forma falsa, todo baseado em mentiras. Tenho certeza de que grande parte do povo está revoltada com isso."

Barrão, artista plástico: "Acho mais surpreendente que a condenação do Lula a situação do Aécio Neves, ver certos comportamentos do Ministro Gilmar Mendes, a relação entre Temer e Joesley, fatos com tantas ou mais evidências, até mala de dinheiro circulando, que não dão em nada. O país vive um momento complicado desde o golpe, quando o governo Dilma foi interrompido. Essa incerteza vai seguir até 2018. É preocupante pensar numa reforma política num quadro desses, o que se vê é a tentativa desesperada de uma classe que está em ruínas de se salvar".

Kleber Mendonça Filho, cineasta: "Sem provas, uma vergonha, mais uma num país que desrespeita cada vez mais a cidadania."

Silvia Buarque, atriz: "Estou estarrecida. É uma condenação política. São provas frágeis. Mas é uma condenação que já estava prevista por conta do golpe que afastou Dilma Rousseff da presidência."

Aderbal Freire-Filho, diretor teatral: "É difícil falar de tanto desatino com poucas palavras. Essa é uma sentença mais contra o Brasil, o verdadeiro, o país de que nos orgulhamos. É infame que esse juiz cuja parcialidade vem de longe seja considerado um herói por cumprir seu papel coadjuvante e nojento numa grande conspiração para destruir um líder político admirado no mundo (Brics, G-20 são exemplos) por ter feito o Brasil crescer sem penalizar seu povo. Já ouço vozes de jornalistas desinformados, que não sabiam quem era o Aécio, quem era Temer e muito mais, dizendo que agora Lula será "vitimizado". Deus do céu! Nós brasileiros só temos uma opção: lutar e lutar contra esses podres poderes que podem tudo para criar essa república de bananas. Nela é normal trocar os juízes que vão julgar a denúncia de um crime gravado e filmado. É normal devolver o mandato de um senador cujo crime foi gravado e filmado. É normal que o mesmo juiz que agora condena Lula sem provas absolva a cúmplice de um deputado preso, com todas as provas."

Condenação de Lula acirra clima de guerra na política

“É uma condenação anunciada”, disse o cientista político Geraldo Tadeu, da IUPERJ, sobre a condenação a 9 anos e seis meses de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo juiz federal Sérgio Moro. “É a condenação do maior líder da legenda. Isso acaba, de certa forma, repercutindo e caindo de forma negativa sobre o partido. Mas é preciso aguardar, porque o Lula irá recorrer em liberdade, e ele pode partir ainda mais para o confronto”, acrescentou o cientista político Cristiano Noronha. A sentença, divulgada nesta quarta-feira (11), prevê recurso no TRF. Até julgamento em segunda instância, Lula ficará em liberdade.

Ricardo de Oliveira, cientista político da UFPR, também acredita no acirramento do confronto, e critica Moro, afirmando que a condenação pelo juiz revela a “instrumentação politiqueira da Lava Jato”: “Só vai acirrar ainda mais os ânimos e desacreditar ainda mais as instituições. Eles estão passando a mensagem de que não há mais democracia no Brasil, e isso só piora a crise que o sistema já vive, com as denúncias contra o [presidente Michel] Temer, a liberação do Aécio [Neves] e do [Rodrigo] Rocha Loures, mostrando que ainda existe uma casta privilegiada no país, que usa as instituições de maneira aparelhada”, completou.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) retornou às atividades do Senado no início do mês, após a decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a ação que havia afastado o tucano do cargo, denunciado pelos crimes de corrupção e obstrução de justiça, no âmbito das delações de executivos da JBS e que envolvem também o presidente Michel Temer.

No caso de Loures, o ministro do STF, Luiz Edson Fachin, mandou soltar o ex-deputado e ex-assessor do presidente, que havia sido preso no começo de junho, após ser flagrado em filmagem da Polícia Federal recebendo de um executivo da JBS uma mala com R$ 500 mil que, segundo os investigadores da Lava Jato, era dinheiro de propina.- Leia ainda: Delatados, Partidos mudam de nome, excluem o 'P' e querem ser chamados de movimento


Posted: 13 Jul 2017 10:18 AM PDT

É mais fácil encontrar fora dos autos e da sentença os motivos da condenação de Lula do que achá-los ali, convincentes e provados como pedem as condenações e a ideia de justiça.

No mesmo dia e com diferença de poucas horas, o comentário suficiente sobre a condenação teve a originalidade, por certo involuntária, de antecipar-se à divulgação da sentença por Sergio Moro. E nem sequer lhe fez menção direta.

Procurador federal como os da Lava Jato, mas lotado em Brasília, Ivan Cláudio Marx escreveu em parecer referente ao ex-senador e delator Delcídio do Amaral: "Não se pode olvidar o interesse do delator em encontrar fatos que lhe permitissem delatar terceiros, e dentre esses especialmente o ex-presidente Lula, como forma de aumentar seu poder de barganha ante a Procuradoria-Geral da República no seu acordo de delação".

Não precisaria ser mais explícito na indicação de que acusar Lula tem proporcionado reconhecimento especial na Lava Jato, traduzido em maior "poder de barganha" para alcançar maiores "prêmios" –saída da cadeia, penas quase fictícias, guarda de dinheiro e de bens adquiridos em crimes (com Joesley Batista, a premiação progrediu para imunidade contra processos judiciais, o que nem presidente da República recebeu da Constituição).

O procurador quis, porém, precisar sua constatação: "Não se está aqui ressaltando a responsabilidade ou não do ex-presidente Lula naquele processo [alegada tentativa de obstrução da Justiça], mas apenas demonstrando o quanto a citação do seu nome, ainda que desprovida de provas em determinados casos, pode ter importado para o fechamento do acordo de Delcídio do Amaral, inclusive no que se refere à amplitude dos benefícios recebidos".

O objetivo e a valorização de acusações a Lula, "ainda que desprovidas de provas", não podiam ser gratuitos, nem precisam de mais considerações agora. Basta, a respeito, observar que determinadas pessoas e entidades foram alvos por iniciativa da Lava Jato, desde o começo proveniente de uma investigação que deveria ser, e nunca foi, sobre rede de doleiros. Só bem mais tarde, outras pessoas e entidades foram incluídas nos alvos da Lava Jato, mas por força de circunstâncias delatoras e ocasionais.

Na eventualidade de recurso contra a condenação, a defesa de Lula precisa dirigir-se ao tribunal da 4ª Região, em Porto Alegre. Ali já houve reconsiderações do decidido por Moro, como a recente absolvição do petista João Vaccari em um dos seus processos. Mas a maioria dos recursos é derrotada, tendo os julgadores da oitava turma o conceito de "juízes duros, muito rigorosos". Já por ser no Rio Grande do Sul, como seria nos outros dois Estados sulinos, muitas defesas costumam temer propensões conservadoras, ou à direita, no trato dos recursos.

Juízes tidos como rigorosos têm alto conceito na imprensa, e daí em geral. São péssimos. Assim como seus opostos. Juízes de verdade não são rigorosos nem complacentes: são equilibrados –uma raridade, talvez. Como sabem Moro, por certa ordem de motivos, e Ivan Cláudio Marx, por outra.  Por Janio de Freitas - Leia ainda: Delatados, Partidos mudam de nome, excluem o 'P' e querem ser chamados de movimento
Posted: 13 Jul 2017 10:18 AM PDT


Ex-ministro Bresser-Pereira diz que condenação de Lula era inevitável
O ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira afirmou na tarde desta quarta-feira (12) que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era inevitável e que o juiz Sérgio Moro não tinha outra alternativa, apesar de o crime não existir, ainda segundo Bresser.

"Moro como líder da operação Lava Jato, e os procuradores da força tarefa de Curitiba adotaram conjuntamente uma estratégia política quando iniciaram essa operação. Para obter o apoio da mídia e das elites econômicas, eles decidiram centrar fogo em Lula e no PT", escreveu Bresser-Pereira, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Bresser disse ainda que o juiz federal Sergio Moro, responsável pela sentença de 9 anos e seis meses, não podia "trair" seus "companheiros". Segundo o ex-ministro, a estratégia de Moro deu certo inicialmente, mas, passado mais de um ano, "começou a desmoralizar".

"A estratégia se esvaziou definitivamente, porque ficou claro que os outros partidos, especialmente o PMDB, e vários dos principais líderes desse partido e do PSDB estavam ainda mais envolvidos na corrupção do que os líderes do PT. Se havia uma quadrilha, ela estava no PMDB e no Planalto. Ao mesmo tempo, se tornou evidente que Lula não se envolvera pessoalmente na corrupção. Mas Moro não podia “trair” seus companheiros, e condenou Lula. Ao fazê-lo, envergonhou a Justiça brasileira", afirmou Bresser.

Advogado, economista, professor emérito da FGV-SP e livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), Bresser-Pereira foi ministro por três vezes, duas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, no qual ocupou o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-1998) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (1999). Foi ainda ministro da Fazenda (1987), durante o governo Sarney, no qual implementou o Plano Bresser. O economista presidiu o Banco do Estado de São Paulo e foi secretário da Casa Civil, durante o governo de André Franco Montoro. Leia ainda: Delatados, Partidos mudam de nome, excluem o 'P' e querem ser chamados de movimento

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