sábado, 1 de julho de 2017

1/7 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 01 Jul 2017 08:14 AM PDT
Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:



Até quando o empresariado brasileiro permanecerá mergulhado no delírio insano de que o governo Temer e suas “reformas” fazem bem à economia?

O Brasil está se autodestruindo a uma velocidade assustadora! Sob liderança de Temer, o governo está sendo conduzido, rapidamente, à ruína fiscal.

É justo dizer, todavia, que se trata de uma dobradinha entre Temer e Lava Jato.

Ambos trabalham com uma agenda afinada, apesar da briguinha pelo poder que vemos na política.

A Lava Jato criminaliza investimentos e destrói setores inteiros da economia, e Temer paralisa bancos públicos, cancela investimentos e aposta na recessão.

Será essa a intenção?

A fórmula neoliberal nunca serviu em lugar nenhum do mundo, e não serve para o Brasil agora.

O Brasil precisa, em primeiro lugar, de um governo legítimo, eleito pelo voto popular, que dialogue com movimentos sociais, sindicatos, trabalhadores, estudantes, professores e intelectuais.

Um governo que só conversa com meia dúzia de empresários, e que só ouve a grande mídia, não entenderá o que é o Brasil e, portanto, não conseguirá fazer uma boa administração.

É tão complicado entender isso?

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No Estadão

Contas do governo têm pior maio em 20 anos e mercado reage mal

Déficit no mês foi de R$ 29,4 bi, acima da projeção mais pessimista de analistas do mercado; com resultado, dólar ultrapassou os R$ 3,31

Por Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo - 29 Junho 2017

BRASÍLIA – O governo central registrou um déficit primário de R$ 29,371 bilhões em maio, o pior desempenho para o mês desde 1997, quando teve início a séria histórica do primário. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o superávit de 12,570 bilhões de abril.

O resultado de maio foi pior do que das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 18,6 bilhões, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast junto a 22 instituições financeiras. O dado do mês passado ficou fora do intervalo das estimativas, que foram de déficit de R$ 27,7 bilhões a déficit de R$ 12,1 bilhões.

Diante do pior resultado do governo central para o mês de maio desde o início da série histórica, o desempenho dos ativos do mercado financeiro se deteriorou. Depois de alternar altas e baixas ao longo de todo o dia, o Índice Bovespa fechou com ganho de 0,36%, aos 62.238,95 pontos. O volume de negócios somou R$ 6 bilhões, cerca de 60% da média de maio, confirmando a adoção de uma postura mais defensiva por parte do investidor de renda variável.

Segundo o operador de uma corretora, o resultado reforça a ideia de que a reforma da Previdência precisa sair de qualquer jeito, o que gera cautela em meio ao recesso parlamentar no próximo mês e crescentes dúvidas sobre a aprovação. Às 14h22, o dólar à vista subia 0,94% aos R$ 3,3138. O Índice Bovespa caía 0,27%, aos 61.852,78 pontos.

Entre janeiro e maio deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 34,984 bilhões, também o pior desempenho para o período na série histórica. Nos cinco primeiros meses do ano passado, esse resultado era negativo em R$ 23,716 bilhões.

Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 167,6 bilhões – equivalente a 2,59% do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de R$ 139 bilhões nas contas do governo central.

O resultado de maio representa queda real de 0,6% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 12,7%. No ano até maio, as receitas do governo central recuaram 1,7% ante igual período de 2016, enquanto as despesas caíram 1,1% na mesma base de comparação.

(…)
Posted: 01 Jul 2017 08:06 AM PDT
Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

“Ah, se fosse petista”, pensam os brasileiros novamente ao ler a notícia de que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu o exercício do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e afastou todas as outras medidas restritivas implementadas contra ele (proibição de contatar outro investigado ou réu no processo e de ausentar-se do país). Cada vez mais se fortalece entre os cidadãos a impressão de que os tucanos não se encontram ao alcance da lei. São inimputáveis.

Aécio havia sido afastado do mandato em maio deste ano, quando o ministro Edson Fachin impôs ao senador medidas cautelares diversas da prisão por considerar presentes indícios da prática dos crimes decorrentes do acordo de delação premiada firmado entre pessoas ligadas ao Grupo J&F e o Ministério Público Federal. Fachin apontou a necessidade de “garantir a ordem pública e a instrução processual”. O candidato derrotado à presidência em 2014 havia sido flagrado pedindo dinheiro ao dono da JBS, Joesley Batista.

Marco Aurélio ainda se derreteu em elogios ao tucano na decisão. “É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável – deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 – ditas fraudadas –, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira”, escreveu o ministro.

A decisão de Marco Aurélio revê integralmente a decisão de Fachin, que demorou a ser cumprida pelo Senado – curiosamente, foi após cobrança do mesmo ministro que a Casa anunciou o corte de seu salário e a retirada do nome do tucano do painel de votações. Agora, Marco Aurélio argumenta que é preciso “restabelecer o respeito à Constituição, preservando as garantias do mandato parlamentar”. Tal raciocínio não coube em relação ao então petista Delcidio do Amaral, preso em pleno exercício do mandato, em novembro de 2015. Isto nunca havia acontecido no país após a redemocratização, em 1985.

“Sejam quais forem as denúncias contra o senador mineiro, não cabe ao STF, por seu plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato. Trata-se de perigosíssima criação jurisprudencial, que afeta de forma significativa o equilíbrio e a independência dos Três Poderes. Mandato parlamentar é coisa séria e não se mexe, impunemente, em suas prerrogativas”, justificou Marco Aurélio, que, em decisão monocrática, decidiu afastar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado em dezembro passado.

Ele apontou ainda que é incabível o afastamento do exercício do mandato, em liminar, sem a existência de processo-crime contra o parlamentar. Na ocasião da decisão do ministro Edson Fachin, ainda não havia denúncia contra Aécio referente ao caso em questão, mas no início de junho o tucano foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção passiva e obstrução de justiça. Segundo Marco Aurélio, quem deve decidir o destino do senador mineiro é o Legislativo.

“Vale notar que, no âmbito da Casa Legislativa, do Senado, há de ser resolvida a questão, considerado até mesmo possível processo administrativo-político por quebra de decoro, se é que houve”, disse o ministro. “O Judiciário não pode substituir-se ao Legislativo, muito menos em ato de força a conflitar com a harmonia e independência dos Poderes.”

Na verdade, Aécio Neves, como já é praxe em relação ao PSDB, está cada vez mais perto de não sofrer qualquer tipo de sanção. Há uma semana, em 23 de junho, o Conselho de Ética do Senado decidiu arquivar a representação movida pela Rede e pelo PSOL contra o tucano por quebra de decoro.

Leia a íntegra da decisão de Marco Aurélio.
Posted: 01 Jul 2017 08:01 AM PDT
Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                            

A sentença do TRF4 anulando a condenação do juiz de 1ª instância Sergio Moro e absolvendo Vaccari, impôs à República de Curitiba sua maior derrota e mostra que algo de importante se move em relação ao conceito que o Judiciário e a sociedade fazem da Operação Lava Jato.

Mesmo que Moro seja mais Moro do que nunca ao não cumprir o alvará de soltura, alegando que Vaccari responde a outros processos e por isso deve ser mantido encarcerado, há fortes indícios de que a aceitação bovina de seus métodos faz água por todos os lados.

Além de caber à perfeição no modelo inaceitável em termos republicanos de juiz com coloração partidária, e que não hesita em perseguir seus adversários políticos, Moro revela mais uma vez não possuir a menor compaixão e senso de humanidade diante de presos que não negociam a dignidade e não se enlameiam no pântano das delações premiadas.

Só uma pessoa essencialmente má e perversa pode se negar a soltar alguém condenado só com base em delações, o que é ilegal, e que acaba de ser absolvido pelos desembargadores de 2ª instância, depois de amargar dois anos e dois meses no cárcere.

Vítima do abuso das prisões provisórias e preventivas, Vaccari, a depender de Moro, jamais sairá da cadeia. Uma frase do ex-dirigente político e sindical sintetiza o absurdo da situação:“Estou preso por ser tesoureiro do PT.” Oxalá o habeas-corpus impetrado por seu advogado seja acolhido pelo TRF4.

O problema para a Lava Jato é que o TRF4, depois de, no início da operação, ter se manifestado em defesa das sucessivas violações da lei por parte de Moro e seus procuradores, emite fortes sinais de que, definitivamente, não está disposto a validar condenações com base apenas em delações, sem o respaldo de provas. Vaccari não foi o primeiro caso de absolvição no TRF4 por esse motivo.

Essa jurisprudência criada pelo tribunal deve estar tirando o sono de Moro, pois toda a acusação a Lula no caso do triplex tem como base delações e nada mais. Vaidoso e midiático até a raiz dos cabelos, o juiz-acusador de Curitiba já deve antever os rombos em sua imagem caso seu trabalho de tantos anos para inventar um crime contra Lula se esfumace em alguns meses.

Um dia Moro há de se arrepender de ter ser escolhido o alvo errado para seu acerto político de contas derradeiro com o maior partido de esquerda do hemisfério ocidental. Tentar incriminar ao arrepio da lei o maior líder de massas e melhor presidente da nossa história não foi, decididamente, uma boa ideia.
Posted: 01 Jul 2017 07:31 AM PDT
Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

Um dos pilares de toda a política econômica orientada pelo poder do sistema financeiro há várias décadas se assenta na geração continuada do chamado “superávit primário”. O discurso chega ao grande público baseado naquela conhecida lengalenga da comparação esdrúxula entre a dinâmica da economia de uma Nação e os problemas enfrentados pelo casal na organização da economia familiar doméstica.

Seja pelas falas que Lula afirmava manter com Dona Marisa, seja pelas conversas de Temer com a esposa Marcela, o fato é que a imprensa sempre repercute a ideia de que “não se pode gastar mais do que se recebe no mês”. Com isso, surge a tentativa de criminalização de qualquer inciativa de estabelecer políticas públicas que impliquem aumento dos gastos do Estado. É claro que a política econômica deve buscar algum tipo de equilíbrio e responsabilidade no longo prazo. No entanto, isso não significa que toda medida que envolva elevação de gasto orçamentário deva ser encarada do mesmo modo.

Afinal, uma Nação soberana tem o poder que nenhum de nós - pobres mortais cidadãos - possui. O governo pode gerar recursos por meio de impostos, emissão de moeda, crédito externo ou endividamento público. Essa autonomia por si só já estabelece uma diferença abissal entre as alternativas de conduzir a política econômica de um país e a responsabilidade por gerenciar as entradas e saídas de dinheiro na conta bancária de quem mantém um lar. Isso significa que lançar mão de títulos públicos para implementar políticas de Estado é prática rotineira na absoluta maioria dos países no mundo. O problema todo fica por conta dos “comos”, dos “quantos”, dos “quandos” e dos “por quês”.

Superávit primário: o golpe.

A malandragem do superávit primário remonta à década de 1980, quando grande parte dos países do chamado Terceiro Mundo estava envolvida com sérios problemas em seus Balanços de Pagamentos – as contas externas. Suas respectivas dívidas eram denominadas em dólar e todos foram obrigados a passar por complexo processo de renegociação do volume devido junto à banca internacional. Para tanto, o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial era necessário para obter apoio do establishment. Com isso, os espertos agentes do financismo global lançaram o golpe de mestre. Para renegociar os papéis, os governos deveriam se comprometer com políticas e metas de geração do novo conceito - superávit primário.

A partir de então, a pressão passaria a ser realizada em termos de austeridade fiscal apenas sobre as contas não-financeiras de seus orçamentos públicos. Dessa forma, sobrariam os recursos livres e seguros para honrar o serviço da dívida pública que vinha de ser renegociada. Por meio dessa armadilha recheada de perversidade, estava sendo promovida uma das maiores enganações de todos os tempos. Os cidadãos passaram a achar que seus governos estariam sendo mais eficientes e competentes na gestão dos recursos púbicos, quando na verdade estavam tão somente reservando o pote premiado para os rentistas do parasitismo financeiro.

No caso brasileiro, houve nova rodada de negociação durante a década de 1990 e os (ir)responsáveis pela política econômica de FHC acertaram com o FMI a incorporação da obrigação de cumprir metas de superávit primário na própria legislação. Uma loucura de submissão descabida! E assim foi feito: no ano de 2000 foi aprovada a Lei de Responsabilidade Fiscal, com tal previsão draconiana. Sob o manto de um falso discurso a respeito de equilíbrio no trato das contas públicas, abria-se a brecha para drenar recursos, sem nenhum tipo de questionamento, do orçamento diretamente para os cofres dos bancos.

A lógica de tal imposição deriva de um modelo bastante conservador e polêmico a respeito do funcionamento da economia capitalista. A base de interpretação assenta-se na crença de que os males todos de nossa economia residem no excesso de Estado e na dimensão exagerada de nosso nível de endividamento público. Assim o caminho passaria pela privatização e pela desregulamentação generalizadas, com o intuito de tornar nossa economia mais eficiente e menor o peso da máquina estatal. A consequência - óbvia, no entender dos espetos proponentes - seria a diminuição da dívida pública. Aparentemente, em uma abordagem rasteira, tal raciocínio até que poderia fazer algum sentido. Só que não. A relação dívida/PIB cresceu de forma acentuada justamente no período posterior às privatizações da era tucana.

Juros crescem e dívida também.

Mas todas essas considerações aqui eram para contextualizar as informações que acabaram de ser divulgadas no Relatório Mensal da Dívida Pública, como é feito mensalmente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), ligada ao Ministério da Fazenda. De acordo com os dados oficiais, o estoque total da Dívida Pública Federal teria atingido o valor de R$ 3.253 bilhões no final de maio passado. Desse total, mais de 96% são compostos de papéis de dívida pública interna e pouco menos de 4% são ainda remanescentes da dívida em moeda estrangeira. Aliás, esse processo de internalização da dívida externa não é recente e vem desde o período posterior ao Plano Real em 1994.

O que interessa reter no momento é a comparação da variável de endividamento exatamente um ano atrás. Assim, a mesma STN nos informava, em maio de 2016, que o estoque total da dívida pública era de R$ 2.878 bilhões. A composição dos títulos (interno/externo) pouco variou e se mantinha em 95% a 5%. O aspecto que mais surpreende, porém, foi a elevação do estoque total ocorrida no período. Houve um crescimento de R$ 375 bilhões ao longo de 12 meses. Ou seja, um aumento de 13% no valor da dívida de lá para cá.

Esse número já pode ser considerado fora de propósito apenas se considerada a inflação do período, uma vez que o IPCA registra crescimento de 3,6% nos preços. Ou então se considerarmos o verificado na própria dinâmica da economia, que aponta recessão da ordem de 3% anual. Ou seja, a dívida do Estado cresceu em momento em que o governo pregava a diminuição do Estado e a redução dos investimentos públicos.

No entanto, o que mais choca o analista é a observação do ocorrido com o pagamento de juros pelo governo federal ao longo desses mesmos 12 meses. Afinal, o argumento a favor do esforço necessário para gerar o superávit primário se ancora no pressuposto de que a responsabilidade fiscal afasta o risco do chamado populismo no trato das contas públicas e impede o crescimento da dívida. As informações do Banco Central em seu acompanhamento da Política Fiscal demonstram a falácia de tal narrativa.

Sob o pomposo nome de “Necessidades de Financiamento do Setor Público” encontram-se no Relatório do BC os valores dos juros pagos relativamente à dívida pública. E ali se percebe que o Brasil transferiu ao sistema financeiro o montante de R$ 437 bi a título de honrar os compromissos do endividamento do Estado no mesmo período. Isso significa que ficamos com o pior dos dois mundos. Abrimos mão de qualquer protagonismo do Estado na busca de uma saída para a crise. E continuamos a sangrar o orçamento público em direção do financismo, sob a amarra da armadilha do superávit primário. O pagamento de juros é imenso e a dívida pública continua a crescer.
Posted: 01 Jul 2017 07:23 AM PDT
Posted: 01 Jul 2017 07:32 AM PDT
Por Juliana Gonçalves, no site The Intercept-Brasil:

O presidente Michel Temer segue alcançando altos índices. Entre os “desaplaudidos” da política nacional, está no topo do pódio com 93% de reprovação. Apenas 3% da população aprova o governo. O restante preferiu não opinar. Os números são da pesquisa Ipsos, divulgada nesta quinta-feira (29). Mas a disputa no ranking dos mais odiados foi acirrada. Na sequência, estão Eduardo Cunha (92%) e Aécio Neves (91%).

Com margem de erro de 3%, a pesquisa Pulso Brasil foi realizada com base na primeira quinzena de junho e analisou a atuação de 32 personalidades públicas e políticas. Os números apresentam os impactos da delação da JBS na política nacional: Aécio Neves teve alta de 14 pontos percentuais no índice de desaprovação sobre a edição anterior.



Além de perguntar a 1.200 pessoas se aprovam a conduta desses 32 nomes, a pesquisa também traz a avaliação do governo Temer, que entra para a História como o presidente mais mal avaliado. Somente 2% qualificam a gestão como boa ou ótima. Já 84% dos brasileiros classificam o governo como ruim ou péssimo. O maior índice registrado até então foi o de Dilma Rousseff que amargou 82% em setembro de 2015.

O primeiro e o segundo colocados na pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018, divulgada nesta segunda-feira (26) pelo DataFolha, Lula e Jair Bolsonaro, também foram avaliados. Lula – que tem 30% das intenções de voto para 2018 – possui 68% de reprovação e 28% de aprovação. Já Bolsonaro, que aparece em segundo lugar na corrida presidencial com 16%, tem 54% de reprovação e 14% de aprovação.



Nomes ligados a Michel Temer como Rodrigo Maia, Romero Jucá e Gilmar Mendes também tiveram aprovação muito baixa: 3%; 1% e 4% respectivamente. A quantidade de pessoas que não sabiam opinar sobre eles ou não os conheciam, porém, foi alta: 33%; 35% e 38%.

Já com as melhores avaliações estão o juiz Sérgio Moro, o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa com 63%, 44% e 42% de aceitação, respectivamente.

A popularidade de Sérgio Moro é reflexo da confiança do brasileiro na Operação Lava Jato. Entre os entrevistados, 79% acreditam que as investigações podem ajudar a transformar o Brasil num país mais sério.

Os dados coletados também apontam que 95% dos brasileiros acreditam que o Brasil segue no rumo errado. O índice é maior que o registrado na fase pré-impeachment, quando o descontentamento do brasileiro chegou a 94%.

Diante deste cenário, onde estão os 2% que classificam a gestão Temer como boa ou ótima? Onde estão os 3% que o aprovam? Se alguém conhecer, favor enviar o contato no nosso inbox.
Posted: 01 Jul 2017 07:11 AM PDT
Editorial do site Vermelho:

A contra-reforma trabalhista que o governo do usurpador Michel Temer se empenha em impor ao país - e foi aprovada, na quarta-feira (28) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, por 16 votos a 9 e uma abstenção, não fere apenas os direitos dos trabalhadores.

O PLC 38/2017, da ‘reforma” trabalhista, é - como as demais “reformas” reacionárias propostas por Temer - um grave atentado contra a democracia e os direitos do povo.

A “reforma” que a direita tenta impor – e será submetida agora ao plenário do Senado - afeta negativamente a democracia e também, fortemente, os direitos sociais e civis da democracia, assegurados pela Constituição de 1988, que fica gravemente desfigurada pelas mudanças restritivas impostas pelo governo da direita.

Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Paim (PT-RS), que estiveram entre os que apresentaram votos em separado que sequer foram considerados pela CCJ, demonstraram como aquela “reforma” afrontar a Constituição. Para a senadora amazonense, a pretexto da redução de custos e prevalecimento do negociado sobre o legislado, a reforma vai precarizar ainda mais as relações de trabalho. O parlamentar gaúcho, por sua vez, lembrou que o PLC 38/2017 desrespeita os princípios da Dignidade da Pessoa Humana e do Valor Social do Trabalho, assegurados pelos ítens III e IV do artigo 1º da Constituição Federal.

A mudança, que joga a CLT no lixo atinge o conjunto da sociedade. A mudança pretendida fere em profundidade a democracia. Por uma razão fundamental – se efetuada aquela “reforma”, o principio da igualdade perante a lei – que a CLT assegura, na prática, ao impor regras que regulam a ganância do capital – fica gravemente comprometido. E assegura aos donos do capital o exercício de um poder à margem da lei, o poder econômico discricionário do capital. A desigualdade fica exposta nas relações de trabalho que, sem lei, e podendo os donos do dinheiro usarem a força de seu domínio sobre a sociedade para impor seu mando aos demais, àqueles que são obrigados a vender sua força de trabalho aos que dominam na economia.

A democracia está intimamente ligada às relações existentes nos locais de trabalho, já se disse. Por isso, quando o Estado deixa de regular as relações no mundo do trabalho, quando renuncia à lei, deixa prevalecer a vontade individual dos protagonistas da produção – situação em que, sem lei, o homem é o lobo do homem, como a filosofia clássica já notou. Não é apenas a legislação trabalhista que fica desprezada pela direita – abandona qualquer legislação que, assegurando na prática a igualdade entre todos, está na base da vida civilizada.
Posted: 01 Jul 2017 07:07 AM PDT
Do jornal Brasil de Fato:

Em todo o país, milhares de pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira (30) no dia da Greve por Direitos. Movimentos populares e centrais sindicais que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram diversos atos pelo país. Os trabalhadores ocuparam, desde cedo, vias e rodovias em mais de uma centena de cidades brasileiras.

Os atos criticavam as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo golpista de Michel Temer, pediam a saída do peemedebista aos gritos de Fora, Temer! e clamavam por eleições gerais e diretas.

Entre os pontos criticados pelos manifestantes estavam lei da terceirização. Aprovada na Câmara dos Deputados em março de 2017 e sancionada pelo presidente golpista Michel Temer, a lei permite a terceirização “ampla e irrestrita”, ou seja, a contratação de qualquer funcionário terceirizado por qualquer empresa.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou uma ação de inconstitucionalidade contra a lei, nesta segunda-feira (26). Janot afirma que a terceirização da atividade-fim (principais atividades de uma empresa) fere o “emprego socialmente protegido”. O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a ação que será relatada pelo ministro Gilmar Mendes.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, petroleiros, eletricitários, bancários, profissionais da educação e da saúde, metalúrgicos e diversas categorias cruzaram os braços.

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra abriram o pedágio da BR-381 na altura do município de Itatiaiuçu. Na capital, o metrô não circulou durante todo o dia e também houve bloqueio da Avenida Antônio Carlos, um dos principais corredores da capital mineira.

Além de Belo Horizonte, Viçosa, Uberlândia, Juiz de Fora e em outros 25 municípios mineiros manifestantes também se reuniram em protesto contra o governo de Temer e contra as reformas e perdas de direitos impostas pelo golpista. Mais de 40 mil pessoas se reuniram na capital mineira para pedir eleições Diretas Já.

São Paulo

Em São Paulo, cerca de 40 mil pessoas se reuniram em frente ao MASP (Museu de Artes de São Paulo na Avenida Paulista, região central da cidade, contra as reformas. Por volta das 19h, o ato saiu em caminhada pela Rua da Consolação em direção ao centro da capital paulista.

Douglas Rizzo, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, avaliou que a paralisação na cidade representa “um dia de intensa mobilização, com assembleias, passeatas e a paralisação de importantes categorias profissionais”, afirma.

Segundo Rizzo, as mobilizações pretendem “pressionar os senadores a votarem contra a reforma trabalhista”, completou. O ato encerrou em frente à Igreja da Consolação, no centro, depois de uma hora e meia de caminhada.

Rio Grande do Sul

As manifestações desta sexta-feira no Rio Grande do Sul foram cercadas de casos de repressão policial registrados em algumas cidades. Manifestantes chegaram a ser detidos arbitrariamente. Em Porto Alegre, a repressão policial teve abordagem à paisana e socos dos policiais e acabou na detenção de dois dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) durante um piquete em frente à garagem da empresa Carris.

“O MST está em luta na Greve Geral com as demais categorias da classe trabalhadora, porque não aceitamos as reformas propostas pelo governo golpista. Estamos mobilizados desde as primeiras horas da manhã, porque não aceitaremos a retirada de nenhum dos nossos direitos conquistados. E acreditamos que só com a unidade da classe trabalhadora derrubaremos estas reformas e o governo golpista” diz Juliane Ribeiro, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em entrevista à Radioagência Brasil de Fato.

Pará

No estado do Pará, manifestações contra as reformas de Temer ocorreram nas cidades de Belém, Marabá, Santarém, Tailândia e Altamira. Em Santarém, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do município esteve presente nos atos que, segundo Manuel Edivaldo Santos Matos, presidente do sindicato, têm caráter educativo, pois mostra à população o que está ocorrendo no país.

Manuel afirma que entre os principais motivos de adesão à greve estão a PEC do Teto dos Gastos, que impõe a interrupção por “20 anos de investimentos para setores importantes na área social, por exemplo, saúde, educação”, diz.

Na capital Belém, rodoviários, centrais sindicais e movimentos populares aderiram à greve e fizeram atos em pontos da entrada e saída da cidade. Na Praça da República, localizada no centro, também ocorreram manifestações, onde dirigentes sindicais, mulheres e coletivos da juventude foram em direção ao mercado São Brás para encerramento do ato.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os protestos organizados por movimentos populares e centrais sindicais reuniram cerca de 20 mil pessoas e se espalharam pela capital, região metropolitana e interior do estado. As manifestações começaram cedo na capital. Por volta das 6h30 da manhã, a Linha Vermelha foi bloqueada na altura do campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Avenida Brasil, um dos acessos principal da cidade, também foi interditada na altura da Penha, na Zona Norte.

Ainda na parte da manhã, professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) fizeram manifestação em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, enquanto profissionais da saúde protestaram em frente ao Hospital dos Servidores do Estado.

O presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, afirmou que “o povo do Rio de Janeiro, trabalhadoras e trabalhadores, demonstraram sua capacidade de luta, fazendo grandes intervenções na cidade. E se colocarem para votar no plenário [do Congresso], essa reforma trabalhista golpista, nós vamos para o Brasil de uma forma que eles nem imaginam”, disse.

Natal

Apesar da forte chuva na capital potiguar, cerca de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente ao IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte) e seguiram em caminhada pela Avenida Salgado Filho. Os manifestantes denunciavam as reformas do governo golpista, pedindo a saída de Michel Temer e a convocação de Diretas Já.

“Esse é mais um dia de luta da classe trabalhadora contra os ataques da quadrilha de Temer, a reforma trabalhista que altera mais de cem pontos da CLT é mais um golpe desse governo ilegítimo contra os trabalhadores e trabalhadoras”, afirma Zé Teixeira, presidente da CUT Rio Grande do Norte.

Kell Medeiros, integrante do Levante Popular da Juventude, afirma que “o papel da juventude é ser porta voz da luta do povo. E não é esse Congresso ilegítimo que deve decidir os rumos do nosso país e os interesses da classe trabalhadora e da juventude”.

Pernambuco

Em Recife, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram um ato político e cultural que contou com 20 mil pessoas e teve como principais pautas a luta contra as reformas da previdência e trabalhista, além da exigência da saída imediata de Michel Temer da presidência e a revogação de todos os atos do seu governo.

A manifestação teve concentração iniciada às 15 horas, na Praça da Democracia (Derby) e saiu em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, que leva ao centro do Recife. Palavras de ordem, pronunciamentos das centrais sindicais e o "Arraial da Greve Geral", em alusão ao período junino, deram o tom do protesto.

Brasília

Já em Brasília e em outras cidades do Distrito Federal, as ruas amanheceram vazias. Universidades e escolas públicas não tiveram aula. As estações de metrô e ônibus não receberam passageiros, devido a paralisação de motoristas e cobradores.

Bancários, trabalhadores dos setores de telecomunicação, saúde, correios, do Poder Judiciário e do Ministério Público da União também pararam. De acordo com o Sindsep, Sindicato dos Servidores Públicos Federais do DF, pelo menos 70% dos trabalhadores cruzaram os braços hoje. Na Esplanada dos Ministérios, um grupo de servidores se reuniu em atividades de protesto contra as reformas.

O secretário-geral da entidade, Oton Pereira Neves, que esteve no local, destaca que o esvaziamento das ruas, empresas e instituições é o que sinaliza o êxito da greve: “A gente está aqui desde as seis horas da manhã, a presença é pouca porque a orientação do sindicato é o pessoal ficar em casa e participar de atos como este aqui na sua própria cidade. (…) Muitos trabalhadores imaginam que a greve deve ser passeata, ato cheio de gente, como o ‘Ocupa Brasília’, mas não é isso. A greve é parar a produção, o serviço, a circulação. Não é uma coisa que aparece tanto, então, ainda mais sendo greve geral, é uma reeducação da classe pra entender o que é a greve geral, que não é uma manifestação numerosa, e sim ao contrário.

Paraná

Trabalhadores de diferentes categorias paralisaram suas atividades no Paraná. Os manifestantes protestaram contra a proposta de reforma trabalhista e da Previdência. No estado, foram registradas mobilizações em ao menos dez cidades.

Em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, petroleiros e petroquímicos bloquearam a Rodovia do Xisto. As vias estão próximas ao acesso à Refinaria Presidente Getúlio Vargas e à Fábrica de Fertilizantes do Paraná. Em Ponta Grossa e em Londrina, manifestantes também trancaram a saída dos ônibus dos terminais rodoviários no início da manhã.

Cláudio Dias, professor universitário e integrante da Frente Povo Sem medo, conta que as ações buscam dialogar com a população sobre as medidas propostas por Temer. “O único jeito que a gente tem para barrar isso nesse momento é ir para rua, é fechar garagem de ônibus, como aconteceu hoje de madrugada. A gente entende que só assim a gente vai barrar. Não tem como confiar nos três poderes”.

Sergipe

A capital de Sergipe, Aracaju, amanheceu com os terminais de ônibus vazios após os trabalhadores rodoviários, motoristas e cobradores decidirem cruzar os braços e se unirem às demais categorias que participaram da greve por direitos contra as reformas trabalhista e da previdência.

Militantes da Frente Brasil Popular, centrais sindicais e os movimentos populares também ocuparam os portões das empresas de ônibus da capital. Desse modo, os rodoviários decidiram não sair das garagens e os ônibus deixaram de circular na cidade. Em todo o estado, mais de 50 sindicatos de diversas categorias aderiram à greve. Além disso, mais de 30 escritórios de advocacia se somaram às manifestações.

Herick Argôlo, militante da Frente Brasil Popular, faz uma avaliação do ato: “Não houve um ônibus sequer circulando aqui em Aracaju e também os comerciários fecharam as portas, o grande comércio não funcionou aqui na capital, portanto, o ato foi vitoriosíssimo e houve aqui uma verdadeira prova de que a Frente Brasil Popular se enraizou em todo o estado, pois todas as regiões construíram atos e em todas houve sindicatos aderindo à greve geral”.

Bahia

Centenas de trabalhadores foram às ruas de Salvador e interior da Bahia para protestar contra a reforma trabalhista e pelas Diretas Já.

Presente na manifestação realizada na região do Iguatemi, uma das principais vias da capital baiana, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Bahia, Cedro Silva, afrmou que todas as categorias entraram em greve combinando com as centrais no estado. De acordo com ele, tratou-se do maior movimento em nível nacional.

Estudante de Gestão de Pessoas, Alex participou da manifestação e defendeu a mobilização “Nós precisamos ter um Estado democrático e os direitos garantidos pra todos os trabalhadores. Estamos aqui reunidos contra o golpe de Estado, pedindo Fora Temer e Diretas Já”.
Posted: 01 Jul 2017 07:01 AM PDT
Por Renato Rovai, em seu blog:

A primeira notícia desta manhã chegou carregada de tristeza. Paulo Nogueira, do DCM, morreu. Não o tive como um amigo próximo (infelizmente) e o encontrei pessoalmente apenas uma vez com ele, quando visitou minha casa numa reunião de blogueiros. Mas o tinha como amigo. Como companheiro de batalha. E o admirava como um irmão mais velho que tinha tido a coragem de enfrentar os conglomerados midiáticos para os quais trabalhou por muito tempo quando a porta da internet abriu novas possibilidades aos jornalistas.

Anteontem, sem saber que ele estava doente, lhe enviei um inbox solicitando uma entrevista para o meu doutorado. A minha tese vai tratar da história do jornalismo digital. Queria conversar com o Paulo sobre os meandros da criação do DCM e lhe ouvir sobre as mudanças que identificava na profissão desde a criação dos primeiros portais no Brasil até os dias atuais. Infelizmente ficamos sem isso.

Ele tão solicito sempre que o procurava por ali, não respondeu esta mensagem.

Mas respondeu outras. E por isso, tenho a satisfação de dizer que organizei um livro, o Golpe 16, que entre outros artigos, tem um saboroso dele.

E se teve algo que diferenciou a trajetória de Paulo foi o sabor dos seus textos. Paulo escrevia como se fosse um chef e estivesse preparando um prato a ser degustado num banquete. Um banquete nunca só para lords, mas também para plebeus. Seu estilo era inconfundível. Não tinha nada de rebuscado, por isso era tão jornalístico. Mas era quase literário, porque não havia uma única palavra solta, sem sentido.

Muitas vezes me peguei lendo algo sem saber de quem e no meio do caminho parava pra identificar o autor, porque algo me dizia que era dele. Batata, sempre era.

Como eu adorava aquela “pausa para uma gargalhada” que ele usava no meio de alguns artigos, principalmente quando tratava de episódios envolvendo sabujos midiáticos.

Enfim, Paulo parte. Do núcleo mais duro desta blogosfera suja que começou a se encontrar e fazer um pouco de história no primeiro encontro de 2010 ele é o primeiro.

É triste ver alguém partir assim, relativamente jovem e com tanta energia para a batalha. Mas a vida nos ensina nestes momentos que ela também é assim.

Paulo merece uma grande homenagem daqueles com quem ombro a ombro disputou narrativas nestes últimos anos. Não sei ainda qual, mas tenho certeza que os seus inúmeros leitores e amigos vão saber escolher.

E o Kiko e seus familiares precisam saber que Paulo não passou batido. Que ele passou batendo e levando, mas de cabeça erguida. E que isso é que torna alguns diferentes. E Paulo Nogueira foi um deles. Dos poucos.
Posted: 01 Jul 2017 06:44 AM PDT
Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

Na luta para escapar da acusação de corrupto e de uma futura condenação à prisão, Michel Temer quer anular a delação do criminoso empresário Joesley Batista. Um de seus planos já está na praça pela voz do amigo Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). E precisa da participação decisiva da pessoa que acaba de escolher como sua investigadora, Raquel Dodge, a qual usou o “homem da mala” como ponte com o Palácio do Planalto.

Mendes (ou melhor, Temer) quer anular o acordo de Batista com a Procuradoria-Geral da República (PGR) caracterizando o empresário e sua JBS-Friboi como líderes de organização criminosa. A Lei da Delação (12.850, de 2013) proíbe que seja dada anistia total a chefes de quadrilha. O acordo de Batista com a PGR é camarada, prevê anistia total, sonho de qualquer delinquente.

Na primeira sessão do julgamento do STF sobre a validade da delação, em 21 de junho, Mendes abriu o jogo sobre a tese jurídica capaz de salvar Temer. Citou a fortuna doada pela JBS na eleição de 2014 (450 milhões de reais, a mais de 2 mil candidatos, segundo Mendes) e seguida comentou: “E não é líder de organização?”.

O plano foi captado pelo ministro Luis Roberto Barroso, que na segunda sessão do julgamento, em 22 de junho, disparou: “Todo mundo sabe o que se quer fazer aqui lá na frente”. Tradução: anular o acordo futuramente.

Na quarta e definitiva sessão, nesta quinta-feira 29, o procurador-geral, Rodrigo Janot, tratou do assunto, em posição defensiva. Segundo o “xerife”, se em algum processo “ficar demonstrado que eles (os Batista e a JBS) eram líderes de organização criminosa, isso é cláusula contratual de revisão e de rescisão do contrato” e daí eles vão perder “todos os benefícios da colaboração”.

O entendimento de quem é chefe de quadrilha no escândalo Temer-Friboi dependerá futuramente da sucessora de Janot, Raquel Dodge. Que acaba de ser escolhida para o cargo de PGR pelo presidente denunciado como corrupto. Uma situação absurda, dizia o ex-PGR Claudio Fonteles logo após o estouro do escândalo JBS-Friboi.

Temer não tem legitimidade alguma para nomear o procurador-geral”, teorizava Fonteles. “Está sendo investigado, então como é que uma pessoa nessa condição vai escolher o chefe da instituição? Não tem condições morais para isso.”

Quando o mandato de Janot acabar, em setembro, caberá a Dodge conduzir as investigações contra Temer, esteja o presidente no cargo ou não. Pode ser que até lá o peemedebista tenha saído, caso os deputados autorizem o STF a processá-lo, e depois a corte o converta em réu. Nesta hipótese, Temer seria afastado por até 180 dias, à espera de uma sentença.

Raquel Dodge namorou a Presidência, enquanto sonhava em chegar ao topo da carreira abraçada há 30 anos. Um de seus elos com Temer foi Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”. CartaCapital apurou que há informações tanto em Brasília, entre os sete concorrentes de Raquel na eleição à lista tríplice de candidatos a PGR, quanto no Paraná, terra do “maleiro”, a respeito de contatos da dupla.

Loures trabalhou de 2011 a 2017 como assessor direto de Temer no Palácio do Planalto, com apenas dois intervalos. O primeiro foi na eleição de 2014, época em que deixou Brasília para concorrer a uma vaga de deputado federal pelo Paraná. O outro, de março a maio de 2017, quando exerceu mandato na Câmara na qualidade de suplente.

Na denúncia por corrupção apresentada por Janot contra Temer e Loures, o “homem da mala” é descrito como “da mais estrita confiança presidencial”. Foi assim que o próprio mandatário caracterizou Loures perante Joesley Batista, na conversa tida por ambos no Palácio do Jaburu.

Além do contato com o “maleiro”, Raquel Dodge foi ao Planalto para reuniões noturnas e secretas, conforme CartaCapital apurou. E ao gabinete de Gilmar Mendes, conselheiro e advogado informal do presidente. Temer e Mendes jantaram na casa do juiz no dia da eleição à lista tríplice, na terça-feira 27. O anúncio do pinçado pelo peemedebista para a PGR saiu no dia seguinte.
Posted: 01 Jul 2017 06:21 AM PDT
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



“Mandato parlamentar é coisa séria e não se mexe, impunemente, em suas prerrogativas”, disse o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello ao devolver o mandato de senador a Aécio Neves, quem tinha sido afastado do Senado pelo ministro Edson Fachin em maio.

O ministro Marco Aurélio ainda devolveu ao tucano todas as prerrogativas que lhe haviam sido suspensas por ordem de Fachin, tais como manter contato com outros investigados, testemunhas e, até, deixar o país.

De repente, nada aconteceu na vida de Aécio Neves. Gravações em áudio e vídeo, lista de nomes e valores apreendida em sua casa com a sigla CX.2 grafada no alto da página… Tudo isso desapareceu (!?)

O argumento para tomar uma medida como essa? O Supremo não pode afastar um senador do mandato porque “mandato parlamentar é coisa séria”. Só mandato parlamentar, é?

À luz dos últimos acontecimentos no país, a gente acaba achando que mandato parlamentar é coisa séria, mas mandato presidencial é brincadeira…

Entende, leitor?

Enfim, podemos até ceder ao argumento de Marco Aurélio. Se essa proteção aos mandatos populares – e não só mandatos parlamentares, queremos supor – valer para todos, sejam tucanos ou petistas, nada a objetar.

O que não dá para aceitar é o STF tratar petistas de um jeito e tucanos de outro. Aliás, o STF destituiu o presidente da Câmara dos Deputados, mas não destitui um simples senador?!

Nem estou questionando a medida tomada em relação a Aécio. Respeitar seu mandato parlamentar não significa que está absolvido. Após o recesso do STF seu pedido de prisão será julgado, inclusive.

Ah, mas postergaram por UM MÊS tal decisão. Enquanto isso, ele ficará livre, leve e solto para obstruir as investigações.

Perdoem-me a indignação, mas estou sendo perseguido pela República de Curitiba por acusação de ter “obstruído a Justiça”. Ver a Lava Jato Suprema dar instrumentos e liberdade a Aécio para ele atrapalhar investigações contra si faz com que meu estômago pegue fogo…

O que está em questão aqui, portanto, não é nem o respeito às prerrogativas constitucionais, não de Aécio, mas de um senador da República. Se ele tem direito a manter seu mandato enquanto não for julgado por seus pares, respeitemos a lei, a Constituição.

Qual é o problema, então, Eduardo?, você vai perguntar. O problema, caro leitor, é que o que valeu para o senador Aécio Neves não valeu, por exemplo, para o senador Delcídio do Amaral quando ele ainda integrava o PT e foi preso porque, como Aécio, uma gravação o revelou cometendo um crime.

E nem vamos lembrar como a Lava Jato prende gente a torto e a direito por muito menos que Aécio, mas, com ele, medida cautelar nenhuma se sustenta.

Devia ser assim mesmo? Talvez. Os constitucionalistas que se manifestem. Mas convenhamos que parece uma tramoia danada, convenhamos que a sociedade fica indignada como ao menos parte dessa “sociedade” ficou com a soltura de José Dirceu – contra quem, aliás, só existem delações sem provas.

Delcídio está solto, Dirceu também, mas amargaram cana dura antes disso. Dirceu cumpriu uma pena de dois anos “preventivamente”. E Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, que ficou cerca de dois anos preso por provas que a segunda instância da Justiça considerou INEXISTENTES?!

Não importa se Aécio é senador e Vaccari é sindicalista, ambos são cidadãos brasileiros e não existem castas no Brasil – ou não deveriam existir.

Segundo o Capítulo I, artigo 5º da Constituição Federal, no que tange Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

A lei maior do país, portanto, veta a existência de castas, de privilégios a poucos.

Os privilégios concedidos a Aécio se chocam frontalmente com o tratamento dado a outros cidadãos submetidos a condições iguais perante a lei, só que opositores do grupo político de Aécio Neves.

Pela segunda vez desde 2015 o STF faz uma deferência inédita a outro acusado de corrupção. Naquele ano, quando o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo estava para ser sentenciado pelo mensalão tucano, a Corte devolveu o caso dele à primeira instância, para começar tudo de novo.

Desde então, o caso dele está parado lá em Minas Gerais.

Apesar de tudo que Aécio Neves fez e está comprovado em áudios, vídeos e documentos, ele obteve um tratamento que só é dispensado pela Justiça brasileira a membros de um partido político, o PSDB. Nem grandes empresários têm tal regalia.

Uma “casta” tucana acaba de ser instituída “oficialmente” por um membro do Supremo Tribunal Federal. Espera-se que os outros desfaçam essa injustiça.

Ora, mas que novidade há em o Brasil ser um país de castas? Quem é branco e de classe média tem mais direitos do que quem é negro e de classe baixa, no Brasil, e não é de ontem – é de sempre. O problema é que o caso de Aécio oficializa um tipo diferente de casta, a casta política.

Nem queiram saber quanto mal castas políticas, raciais e religiosas podem fazer a um país. E o Brasil tem os três tipos.
Posted: 01 Jul 2017 05:54 AM PDT
Por Altamiro Borges

Pesquisas recentes têm apontado a queda de credibilidade do Poder Judiciário. E não é para menos. A sua seletividade fica cada dia mais evidente. O caso do sindicalista João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, é emblemático. Durante mais de dois anos, ele foi mantido preso com base em delações sem qualquer prova material da midiática Operação Lava-Jato. Nesta semana, foi aprovada a sua soltura da cadeia, mas o carrasco Sergio Moro desacatou a decisão. No outro extremo, Rodrigo Rocha Loures, assessor especial do presidente golpista que foi filmado pela Polícia Federal após ter recebido uma mala com R$ 500 mil de um chefão da JBS, acaba de ganhar a sua liberdade após passar alguns dias na prisão. Nesta sexta-feira (30), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o "homem da mala" de Michel Temer. Dá para acreditar que a Justiça é cega no Brasil?


Em seu despacho, o ministro alegou que, "em face do transcurso de lapso temporal e de alterações no panorama processual", foi descartada a possibilidade de Rocha Loures cometer novos crimes, o que tornaria desnecessária a sua prisão preventiva. "Em homenagem ao tratamento isonômico", ele ainda considerou na soltura do ex-assessor presidencial a decisão da Primeira Turma do STF, no último dia 20, de mandar para a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica a ex-assessora do senador Zezé Perrella, a jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, e Frederico Pacheco de Medeiros, primo do tucano - que ficou encarregado de receber R$ 2 milhões da JBS.

Na sua decisão, Edson Fachin trocou a prisão preventiva de Rocha Loures por outras medidas. “Não sucumbindo por completo os fatos que deram ensejo à decretação da medida extrema, torna-se imperiosa a sua substituição por medidas cautelares alternativas". A partir de agora, o "homem da mala" de Michel Temer será monitorado por uma tornozeleira eletrônica e deverá se recolher ao seu domicílio entre 20h e 6h e aos sábados, domingos e feriados. Ele também está proibido de ter contato com outros investigados, réus ou testemunhas do mesmo processo, deve entregar seu passaporte em até 48 horas e comparecer periodicamente em juízo para informar e justificar suas atividades.

Como lembra a revista Veja, "Rocha Loures foi indicado por Temer a Joesley Batista, em conversa gravada pelo empresário, como homem de 'sua mais estrita confiança' para ajudá-lo em qualquer assunto envolvendo questões da empresa no governo, a exemplo da demanda da JBS ao Planalto por ajuda em uma disputa entre a Empresa Produtora de Energia, usina hidrelétrica do Grupo J&F em Cuiabá, e a Petrobras no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na noite do dia 28 de abril, agentes da PF filmaram Rodrigo Rocha Loures saindo de uma pizzaria paulistana com uma mala à mão, onde estavam alocados 500.000 reais. Entregue pelo diretor de relações institucionais da JBS e delator Ricardo Saud, o valor seria parte da propina combinada com o ex-parlamentar para resolver a pendência da JBS no Cade. Rocha Loures devolveu o dinheiro no dia 25 de maio".

Na denúncia apresentada nesta semana contra o usurpador e o seu "homem da mala", o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustenta que o dinheiro era destinado a Michel Temer. "Entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o presidente da República, Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de 500.000 reais ofertada por Joesley Mendonça Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos, cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud", afirma um trecho da denúncia da PGR. Em outra parte, Rodrigo Janot afirma que Michel Temer e Rocha Loures, "em comunhão de esforços e unidade de desígnios, com vontade livre e consciente, ainda aceitaram a promessa de vantagem indevida no montante de 38 milhões de reais".

Apesar das graves denúncias, o "homem da mala" já pode gozar da total liberdade e o golpista segue dando as ordens em Brasília - principalmente contra os trabalhadores, como no caso da "reforma" que liquida a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Isto ajuda a explicar porque o Judiciário está perdendo rapidamente sua credibilidade, mesmo com toda a campanha de apoio da mídia falsamente moralista. Nesta quinta-feira (29), o Instituto Ipsos divulgou mais uma pesquisa. Ele atesta a queda de popularidade até da midiática Operação Lava-Jato. Para 74% dos entrevistados, a operação chefiada pelo juiz Sergio Moro não está investigando todos os partidos de forma imparcial. A maioria defende a sua continuidade, mas já está com a pulga atrás da orelha. A libertação de Rocha Loures - além das benesses ao cambaleante Aécio Neves - deve reforçar esta suspeita. 
Posted: 01 Jul 2017 12:05 AM PDT
Por Altamiro Borges

Dois ícones da extrema-direita, o “humorista” Danilo Gentili e a “jornalista” Joice Hasselmann, acabam de sofrer importantes derrotas na Justiça. Ambos ganharam os holofotes da mídia ao incentivarem as marchas golpistas contra Dilma Rousseff e ao destilarem ódio e preconceito na sociedade. Na sequência, como bagaços, eles foram descartados de algumas empresas em que prestavam seus serviços sujos e, agora, eles também levam surras jurídicas. Na quinta-feira (29), o juiz José Zoéga Coelho, do Juizado Especial do Fórum da Barra Funda (SP), rejeitou a ação de Danilo Gentili contra o respeitado jornalista esportivo José Trajano. Já o juiz Rodrigo Cesar Marinho, da 4ª Vara Cível de São Paulo, condenou Joice Hasselmann a indenizar Luiza de Aguirre Nassif, filha do jornalista Luis Nassif, por danos morais.

Vale relembrar os dois casos. Em maio de 2016, José Trajano protestou ao vivo contra o convite da ESPN, onde era diretor, para que Danilo Gentili participasse de um programa esportivo. Ele chamou o fascista de “personagem engraçadinho que se posta como se fosse um sujeito que faz apologia do estupro em nome do humor”. Indignado, o falso humorista processou o jornalista, alegando que foi “atingido em sua honra” – haja cinismo! Mas o juiz José Zoéga Coelho rejeitou a ação.

Em sua sentença, ele alegou que o “incontroverso” Gentili, “embora não faça expressa apologia do estupro, efetivamente faz troça de fatos que, em tese, poderiam caracterizar o também grave crime de posse sexual mediante fraude (…) ou, mesmo assim não se entendendo, reduz e vitupera valores prevalentes na sociedade, como a liberdade sexual da mulher. E da mesma forma age com relação a outros valores não menos relevantes, como o respeito à diversidade de orientação sexual, o respeito à diferença de raças, dentre outros”. O juiz também afirmou que José Trajano tem “o direito (…) de desgostar do humor feito” e de “externar aberta crítica a ele”. Daí sua decisão pela absolvição do jornalista – para tristeza do falso humorista.

Já no caso de Joice Hasselmann, vale conferir a matéria postada nesta quinta-feira (29) no Jornal GGN, editado por Luis Nassif:

*****

Joice Hasselmann é condenada a indenizar filha de Luis Nassif por notícia falsa

O juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4ª Vara Cível de São Paulo, condenou a jornalista Joice Hasselmann a indenizar Luiza de Aguirre Nassif, filha do jornalista Luis Nassif, por danos morais. Em fevereiro passado, a ex-funcionária da Veja publicou que Luiza estava em Nova York e liderou um protesto contra o juiz Sergio Moro, símbolo da Lava Jato. Joice ainda insinuou que a atitude da filha de Nassif estava vinculada a supostos pagamentos de "governo petista" ao veículo de comunicação dirigido por ele. A postagem repercutiu entre blogs de direita e Luiza sofreu ataques na internet.

Na sentença, proferida no último dia 23, Marinho apontou que a filha de Luis Nassif, formada em administração de empresas, foi confundida com a homônima Luiza Nassif Pires, estudante de Economia da New School. "Ainda que não tenha existido dolo ou má-fé por parte da requerida, não há como se afastar o reconhecimento de que agiu com negligência, pois não verificou a veracidade do fato descrito antes de publicá-lo, extrapolando assim os direitos de informação e da liberdade de imprensa, que não são absolutos e encontram limites na garantia da inviolabilidade da honra e da intimidade das pessoas", disse o juiz.

Em sua defesa, Joice sustentou que "publicou informação equivocada em relação à autora, porém não agiu de má-fé, tampouco teve a intenção de ofender a imagem da requerente". Ela ainda disse que apagou a postagem do Facebook no dia seguinte e deu espaço a uma resposta da autora, redigida por Luis Nassif. Assim, para Joice, o fato não era suficiente "para justificar a indenização por dano moral pleiteada".

O juiz, por outro lado, entendeu que "o fato de ser conhecida jornalista aumenta a potencialidade lesiva e a repercussão negativa da notícia em relação à honra e à imagem da autora, sendo insuficiente, para afastar o reconhecimento da existência do dano moral sofrido, a retirada da notícia no dia seguinte, bem como a publicação de resposta subscrita pelo pai da requerente."

"Ante o exposto, julgo procedente o pedido de presente ação ajuizada por LUIZA DA AGUIRRE NASSIF contra JOICE CRISTINA HASSELMANN para condenar a ré ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 15.000,00, com correção monetária a contar desta data (Súmula 362 do STJ) e juros de mora de 1% ao mês a partir da data do fato. Pelo princípio da causalidade e de acordo com a Súmula 326 do STJ, condeno a ré ao pagamento da taxa judiciária, despesas processuais e honorários advocatícios do patrono da autora, arbitrados em 15% do valor atualizado da condenação", decidiu o juiz.

Luiza foi defendida pelo advogado Caio Aguirre. Ainda cabe recurso.


*****

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