segunda-feira, 17 de julho de 2017

17/7 - Janot presta contas a seus patrões nos EUA

FONTE:Miguel do Rosário <miguel@ocafezinho.com>


 
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["Miguel Barbosa"]
 
 
Janot no Instituto Woodrow Wilson Center
 
O procurador-geral da república, Rodrigo Janot, está em Washington, DC, EUA, para prestar contas aos "donos do mundo" de suas ações no Brasil. Ao lado do juiz Peter Messitte, do estado de Maryland, um entusiasta das conspirações midiatico-judiciais operadas no Brasil, como o julgamento do mensalão e a Lava Jato, Janot falará sobre "O papel da delação premiada na luta contra a corrupção". Na mesa, não há nenhum crítico da delação premiada como ela se dá no país, então não se espere nenhum debate genuíno, que permita ao Brasil fazer uma análise crítica dos processos em curso.
 
Janot falará  no Woodrow Wilson Center, um dos mais famosos think tanks do império, sobretudo por ser o único inteiramente controlado pela Casa Branca e pelos serviços de segurança do governo americano, que é, na prática, o proprietário do instituto. Sergio Moro, procuradores da Lava Jato e outros juízes do STF, já foram bater ponto no Wilson. A palestra será exibida ao vivo neste link
 
Bradesco e Caixa iniciam vasto programa de "demissão voluntária". Itaú compra Havaianas, que pertencia aos irmãos Batista, da JBS, ampliando o poder dos bancos privados sobre a economia brasileira.  
 
A capa do Estadão é o resultado de uma pesquisa sobre o aumento do endividamento dos brasileiros, feita pelo Data Popular, sob encomenda da empresa de recuperação de crédito Recovery. Ela mostra que hoje o brasileiro inadimplente deve, em média, três vezes o que ganha e, em alguns casos, acumula até 20 dívidas diferentes. 
 
A maior parte das dívidas foi feita nos últimos três anos – mais exatamente a partir do início da Lava Jato. Desde que a operação nasceu, em Curitiba, a taxa de desemprego mais que dobrou, atingindo 14 milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, a população teve de conviver com a disparada da inflação, escassez de crédito e juro alto. Foi uma combinação perfeita para o aumento da inadimplência, que hoje atinge um contingente de 61 milhões de brasileiros.

“É metade da população economicamente ativa”, afirma o presidente da Recovery, Flavio Suchek.
 
A palestra da Janot em Washington, sobre os "feitos" da delação premiada, não deve abordar essas minúncias, como desemprego, inadimplência e avanço dos bancos sobre a economia produtiva. 
 
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© 2017 Miguel Barbosa
 

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